Em direção ao alvo.

… prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” – Fl 3.14

 

Todas as pessoas fazem planos para suas vidas. Estabelecer objetivos alcançáveis a curto, médio e longo prazo é salutar, pois revela o desejo de desenvolver, crescer, progredir para uma condição melhor daquela que presentemente vive. 

Partindo deste pressuposto podemos afirmar que maridos responsáveis traçam os caminhos de seus passos para que suas esposas e filhos possam segui-los e apoiá-los como convém no Senhor; “mutatis mutantis” o mesmo se aplica aos solteiros (homens e mulheres) que devem estabelecer para si mesmos aonde querem chegar no futuro imediato e eterno. 

O apóstolo Paulo falou a respeito da sua situação como homem solteiro, como líder espiritual de muitos e, acima de tudo, como alguém que buscava agradar ao Senhor. Seu “alvo” era alcançar a ressurreição dos mortos (Fl 3.11) mediante o conhecimento (intimidade), e o poder da ressurreição de Cristo, e a comunhão com os seus sofrimentos (3.10). Era óbvio que Paulo ainda não tinha alcançado seu objetivo (3.12), mas ele prosseguia firme neste seu propósito e, em momento algum se prendia ao presente ou ao passado, pelo contrário, mantinha o foco para não sair do trajeto proposto (3.13-14). A palavra grega que ele usa e foi traduzida como “prêmio” refere-se à recompensa daquele que se tornou vitorioso – um atleta que tornou-se vencedor ao suplantar os outros competidores; assim sendo, para Paulo o prêmio da soberana vocação era a ressurreição dos mortos em Cristo Jesus.  

A artimanha de Satanás foi, é e sempre será justamente oferecer aos filhos de Deus “iscas” que atraiam seus olhos para que, uma vez distraídos (ou fisgados), abandonem seus alvos espirituais e morais; ao conseguir seu intento, eles se tornarão “atletas” que não darão o seu melhor, o seu máximo e, por isto, não ocuparão o lugar mais alto do pódio. 

Qual é o seu objetivo? Aonde você quer chegar? Onde estão fixos os seus olhos?

Sugiro que você atente para as palavras de Paulo: “uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão…” Sempre é tempo de voltar a fixar seus olhos em Cristo e alcançar a vida eterna.

Um bom e abençoado dia!

Rev. Joel

Vida eterna, eleição e boas obras.

“… assim como lhe conferiste autoridade sobre toda a carne, a fim de que ele conceda a vida eterna a todos os que lhe deste” – Jo 17.2

 

Este verso faz parte da chamada “oração sacerdotal” de Cristo, onde ele intercede diante do Pai pelos seus discípulos que estavam prestes a enfrentar as aflições próprias daqueles que são filhos de Deus. Jesus pede sua glorificação, ou seja, que seja cheio da glória, brilho, resplendor de Deus a fim de que os discípulos pudessem ver e entender que ele realmente era o Filho de Deus a quem foi conferida a autoridade sobre toda a carne. Isto o revelaria como Criador de todas as coisas, inclusive da igreja que haveria de nascer (Cl 1.15-18). Esta autoridade do Pai vista no Filho tem especificamente o poder de conceder salvação eterna às pessoas, mas não para todas: somente àqueles que foram escolhido desde a eternidade. Engana-se todo aquele que imagina que a doutrina da predestinação é de origem paulina. Jesus já a havia introduzido em suas prédicas (Mt 20.16, 22.14, 24.22, 31; Mc 13.27 e Lc 18.7) e a apresentou implicitamente quando instituiu a santa ceia (Mt 26.28 – “em favor de muitos“, o que equivale a dizer que não é para todos, mas somente os que acreditam em Jesus como o Deus encarnado). 

A vida eterna é uma concessão de Jesus. Não é por créditos adquiridos decorrentes de “boas obras” para que ninguém imagine que pelos seus próprios esforços será capaz de garantir um lugar nos céus (Ef 2.8-9). A vida eterna é dada para aqueles a quem Deus já estabeleceu. Provavelmente esta é a doutrina mais difícil para ser assimilada – verdadeiramente impossível para aqueles a quem Deus não a quer revelar. Está impregnado na alma humana o desejo de ter domínio de seu futuro, tanto material quanto espiritual. Há uma luta tremenda para aceitar o fato de que o futuro – todo ele – pertence somente a Deus, e que todos os nossos dias estão contados e escritos (Sl 139. 16). Tentam racionalizar dizendo: “se é assim, então não vale a pena ser bom”; “se meu destino já está traçado, então posso fazer o que quiser que nada vai alterá-lo”, “se a predestinação é um fato então somos meros ‘robôs’ diante de Deus”. Em resposta digo: 1) vale a pena ser bom porque todos serão julgados por suas próprias obras (Ap 20.12 – observe que existem dois livros distintos: o da Vida e o das Obras; Mt 16.27); é fato que as obras não salvam, mas determinam o galardão (salário, recompensa) eterna que cada um terá. 2) Quanto a fazer o que bem entender, as obras revelam quem é e quem não é filho de Deus (Mt 5.16; Jo 3.21, 9.4, 14.12; 2Co 11.15; Ef 2.10; Tt 1.16; Tg 2.14, 17; 1Pe 1.17; Ap 2.19, 14.13, 22.12. Leia! São importantes). 3) Quanto à salvação eterna, ela é atributo exclusivo de Deus e ninguém pode alterar; quanto a ser um robô, temos livre agência para escolher entre viver de forma que agrada a Deus ou aquela que vai desencadear a disciplina de Deus. 

Não sabemos quem são os eleitos até que eles se manifestem refletindo a glória de Deus em suas vidas, palavras e atitudes; é por isto que devemos pregar o evangelho a toda criatura. É nosso dever pregar, é prerrogativa de Deus escolher, de Cristo salvar e do Espírito santificar. Vamos fazer a parte que nos cabe, com fé e bom ânimo, e o mais o Senhor fará (Mt 6.33).

Um bom e abençoado dia!

Rev. Joel