Eterna Redenção

Você já pensou em adquirir algo que nunca quebrará ou terá prazo de validade, algo que não precisa de manutenção?

Por mais que nossa tecnologia tenha avançado ou até mesmo os produtos de criação, a produção humana aumentou sua expectativa de uso, ainda necessita de manutenção e tem prazo de validade. Observe que não existe material que se enquadre nesta categoria. Os fabricantes podem oferecer mais ou menos tempo de garantia, mas produtos que durem eternamente, ninguém garante.

O homem é limitado em suas criações, o interessante é que na carta que o apóstolo Paulo escreve aos Hebreus 9.12, há uma descrição de uma “eterna redenção”. Isso implica em que a obra realizada por Cristo tem durabilidade e garantia eternas, jamais terá fim, findará, acabará.

Se, neste mundo não é possível encontrar uma empresa que dê garantia eterna de sua criação, de seus produtos, com Deus isso não acontece. O Senhor tem uma obra redentora, eterna, qual jamais acabará. A carta aos Hebreus apresenta a distinção entre os sacrifícios feitos pelos sacerdotes no Antigo Testamento e o sacrifício feito por Jesus no Novo Testamento. A diferença é que, no Antigo Testamento, os sacrifícios eram de animais oferecidos a Deus como oferta pelo pecado, e tais sacrifícios deviam se repetir ano após ano. E, a repetição dos sacrifícios parecia apontar para o fato de que a eficácia do sacrifício parecia perder sua validade, necessitando, assim, de novos sacrifícios.

O sacrifício de Jesus Cristo, descrito na Escritura Sagrada, feito no Novo Testamento, foi único e de “uma vez por todas”, não necessitando ser repetido, pois, na cruz, Jesus destruiu completa, total e definitivamente o pecado. Jesus venceu a morte, venceu o mau, ressuscitou, Ele é garantia eterna de redenção, a salvação.

Os sacrifícios realizados no Antigo Testamento, por serem limitados e imperfeitos, precisavam ser repetidos, pois “é impossível que sangue de touros e de bodes remova pecados.” Esses sacrifícios precisavam se repetir ano após ano, não era perfeito. Cristo fora o cordeiro perfeito.

A função dos sacrifícios através dos animais, não era oferecer eterna redenção, o único cordeiro perfeito, qual uma única vez se entregou e completou a abra, foi Cristo Jesus. A função dos sacrifícios do Antigo Testamento era lançar luz e apontar para um sacrifício superior, perfeito e eterno, a saber, o sacrifício de Jesus Cristo, que ofereceu a Deus como oferta pelo pecado não o sangue de animais, mas o próprio sangue, ou seja, sua própria vida.

É assim que o pecador desfruta de eterna redenção, pois, ao olhar para o pecador através da cruz de Cristo, Deus os vê purificados, limpos, santificados pela oferta que Cristo fez na cruz. Oferta perfeita, não necessitamos de oferecer sacrifícios mais hoje, o perfeito cordeiro já foi imolado.

Não devemos nos apegar muito às coisas deste mundo, pois, tudo aqui é passageiro. Contudo, a obra de Cristo é eterna, e é para a eternidade que Ele nos comprou com seu sangue na cruz.

Louvado seja nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, que obteve para nós “eterna redenção”.

A luz deste texto faremos três aplicações para nossas vidas:

Que o Senhor abençoe ricamente sua vida!

Que o Senhor nos abençoe!

Louvado seja o Senhor!

Uma boa semana a todos.

Rev. Cristiam Matos

Deus Transforma o Mau em Bem

O livro de Daniel tem o propósito de confortar o povo de Deus, mostrando que o Deus Altíssimo governa sobre os reinos humanos. Este livro data de 605 – 536 a.C, aproximadamente, sua história registrada pelo Senhor, mostra, O Deus altíssimo governando sobre os reinos terrenos, Ele guarda sua aliança para seu povo, sua misericórdia para os oprimidos, Seu ungido governará sobre um reino que nunca terá fim. Um domínio eterno, vida eterna.

Alguns anos antes da destruição de Jerusalém, chega à Babilônia sob o rei Jeoaquim, o rei Nabucodonosor mandara prender, pretendendo levá-lo para a Babilônia, porém, o rei mudou de ideia e o deixou em Israel.

O livro de Daniel leva muito a sério o exemplo de um grande líder do povo de Deus. Ele se apegou profundamente a palavra de Deus em meio as decepções e tentações da vida no exílio. A mensagem central deste livro, mostra, Deus governando, reinando, conduzindo, direcionando o mundo. A maior dádiva que o homem pode receber, e já recebeu, foi Jesus Cristo, nosso Senhor e salvador.

Este livro traz grande paz ao coração do homem, nossa convicção e paz vem devido o Senhor controlar todas as coisas e nada acontece por acaso. No terceiro capítulo Sadraque, Mesaque e Abdenego foram jogados na fornalha, Deus de forma extraordinária estava com eles no fogo e nada acontece com os três amigos. No sexto capítulo deste livro, encontramos Daniel demonstrando ser mais competente que os outros 02 ministros.

Ela tinha, tanta capacidade, que o rei pensou em colocá-lo com a mais alta autoridade do reino. Os outros ministros, se acharam preocupados com a situação e tentaram encontrar algo para prejudicar a Daniel. Tentaram o acusar de má administração, porém não acharam nada, ele era honesto e direito, e ninguém, podia acusá-lo de ter feito qualquer coisa errada.

Não encontrando nada, eles se reuniram e tiveram uma ideia, na posição de autoridade que ocupavam no reino, chegaram até o rei e fizeram um pedido; O rei decretaria que durante trinta dias, todo e qualquer pedido deveria ser feito apenas ao rei. Caso alguém desobedecesse essa ordem, o rei jogaria na cova dos leões. O rei concordou e assinou a ordem e mandou que fosse publicada. Quando Daniel soube da ordem publicada, ele voltou para casa e no andar de cima, havia uma janela que estava direcionada para Jerusalém. Daniel abriu as janelas, ajoelhou-se e orou, dando graças ao seu Deus, mantendo assim seu costume de orar três vezes ao dia.

O inimigos de Daniel foram até a casa dele e viram Daniel orando ao Senhor, ao seu Deus. Ao depararem com a cena que esperavam para denunciar ao rei, eles foram de encontro ao rei, neste sentido relataram, o senhor assinou um decreto que ninguém poderia pedir nada, a não ser, que esse pedido fosse feito ao rei somente. Caso isso alguém desobedecesse esse decreto, o senhor o jogaria na cova com os leões. O rei confirma que o decreto havia sido assinado por ele. Os inimigos de Daniel denunciam ao rei, que o mesmo estava orando ao Deus dele.

Eles inflamaram lembrando ao rei que Daniel fora um dos prisioneiros que vieram da terra de Judá, e o acusaram de não respeitar o decreto do rei. Ele orava três vezes ao dia. Ao ouvir tudo, o rei ordena que trouxessem Daniel e o jogassem na cova dos leões.

O rei era amigo de Daniel e ele disse: “Espero que o seu Deus, a quem você serve com tanta dedicação, o salve.” De manhã cedo, ele se levanta e vai depressa até a cova dos leões, com voz triste, o rei disse:

– Daniel, servo do Deus vivo! Será que seu Deus a que, você serve com tanta dedicação, conseguiu salvá-lo dos leões?

– Daniel respondeu: “Que o rei viva para sempre! O meu Deus mandou o seu Anjo, e este fechou a boca dos leões para que não me ferissem.”

Pois Deus sabe que não fiz nada contra Ele. E também não cometi nenhum crime contra o senhor.” O rei alegrou-se de tal maneira, que mandou tirar Daniel da cova, viu que nada havia acontecido com ele, mandou trazer os que acusaram a Daniel, com toda a sua família e os colocaram dentro da cova.

O rei Dario escrever uma carta para os povos de todas as nações, raças e línguas do mundo, ordenando que todos, respeitem e honrem o Deus que Daniel adora.

Deus transformou o mau em bem! Louvado seja o Senhor!

Alvo de uma conspiração, Daniel é lançado na cova dos leões por sua fidelidade a Deus, que o defende com uma preservação milagrosa e executa justiça soberanamente contra os conspiradores. Tanto na velhice quanto na juventude, Daniel é um modelo de vida coerentemente piedosa em um mundo hostil.

Conformar-se ao que todo mundo está fazendo é uma tentação forte tanto para idosos quanto para jovens. Mesmo correndo risco de morte, Daniel tinha convicção de que era melhor obedecer a Deus que os homens.

O mundo hoje não é menos hostil à graça e a Deus que o mundo no tempo de Daniel. Independentemente das consequências, devemos aprender com Daniel a manter um testemunho consistente e que honre a Deus.

A luz deste texto, faremos algumas reflexões:

Que o Senhor abençoe nossas vidas!

Rev. Cristiam Matos

Perseverança dos Santos

Crer também é pensar, olhar para os pontos do calvinismo, ou podemos afirmar os pontos da reforma principais, se faz necessário entender que a fé, ela é racional. Os cinco pontos do Calvinismo tiveram origem a partir de um protesto que os seguidores de James Arminius, um professor do seminário holandês, apresentam ao Estado da Holanda em 1610, um ano após a morte de seu líder.

Os pontos do Calvinismo que estamos a ver nas pastorais, leva-nos a entender que sem Jesus Cristo, estaríamos em nossa condição inicial, longe do Senhor. A Perseverança dos Santos causa grande impacto em nossa vida, por meio deste tema, pautado na Escritura, somos levados a compreensão de sua profunda significância em nosso ser.

Os eleitos não são apenas redimidos por Cristo e regenerados pelo Espírito, mas também, são mantidos na fé pelo infinito poder de Deus. Mantidos pela divina graça, de forma extraordinária, podemos afirmar, todo aquele que está nas mãos do Senhor, jamais cairá dela, ninguém pode ser removida das mãos do Senhor.

Todos os que são unidos espiritualmente a Cristo, através da regeneração, estão eternamente seguros nEle. Essa segurança temos em Jesus, somente Ele concede a verdadeira e única salvação. Nada pode separarmos do eterno e imutável amor de Deus. Os seus escolhidos foram predestinados para a glória eterna e estão, portanto, assegurados para o céu, para a vida eterna na presença do Senhor, o louvando e glorificando para todo o sempre. O fim principal do homem é louvar e glorificar a Deus, por toda a eternidade.

A perseverança dos santos não significa que todas as pessoas que professam a fé cristã estão garantidas para o céu, ela garante que somente os santos, os que são separados pelo Espírito, perseveram até o fim, até o grande dia. São os crentes, somente aqueles que recebem a verdadeira e viva fé em Cristo, estão seguros e salvos nEle.

Muitos que professam a fé cristã, desistem no meio do caminho, mas eles não desistem da graça, pois nunca estiveram na graça, o que a Palavra do Senhor afirma, jamais cairemos da Graça. A perseverança dos santos está diretamente ligada à santificação, que é o processo pelo qual o Espírito Santo torna os eleitos cada vez mais semelhantes a Jesus Cristo em tudo o que fazem, pensam e desejam. A atitude dos que amam ao Senhor, leva-nos a parecer-nos com Cristo Jesus.

A luta dos crentes contra o pecado dura toda a vida e, às vezes, eles podem cair em tentações e cometer graves pecados, mas esses pecados não os levam a perder a salvação ou a afastar-se de Cristo. Jamais cairá das mãos do Senhor, os que foram alcançados por Ele.

A Confissão de Fé de Westminster diz o seguinte a respeito dessa doutrina: “Os que Deus aceitou em seu Bem-amado, os que ele chamou eficazmente e santificou pelo seu Espírito, não podem decair no estado da graça, nem total, nem finalmente; mas, com toda a certeza hão de perseverar nesse estado até o fim e serão eternamente salvos” (XVII, 1).

Essa doutrina não se manifesta isoladamente, mas é uma parte necessária, as doutrinas da Eleição e da Graça Eficaz implicam logicamente na salvação certa daqueles que recebem essas bênçãos. Se Deus escolheu homens de modo absoluto e incondicional para a vida eterna, e se o Seu Espírito efetivamente aplica-lhes os benefícios da redenção, a conclusão inevitável é que essas pessoas serão alcançadas, salvas, por intermédio de Jesus Cristo. 

A Bíblia diz que o povo de Deus recebe a vida eterna no momento em que crê. São guardados pelo poder de Deus mediante a fé e nada os pode separar do Seu amor. Nada nos separará do amor de Cristo.

Os Seus escolhidos, foram selados com o Espírito Santo que lhes foi dado como garantia de sua salvação e, desta forma, estão assegurados para uma herança eterna.

Essa doutrina traz grande tranquilidade ao nosso coração, pregamos o evangelho para que todo aquele que ouvir a palavra do Senhor, com certeza, será alcançado para a glória do Pai.

REFERÊNCIAS BÍBLICAS: Isaías 54.10 / Jeremias 32.40 / Mateus 18.14 / João 6.39, 51; 10.27-29 / Romanos 5.8-10; 8.28-32, Efésios 4.30 / Filipenses 1.6 / Colossenses 2.14 Hebreus 10.14 / Judas 1.24-25

 

Rev. Cristiam Matos.

Expiação Limitada – Romanos 8.30

O apóstolo Paulo escreve em sua carta aos Romanos 8.30, relatando os três períodos da salvação, ele inicia informando que o Senhor nos escolheu para sermos seus. Deus em sua soberania, majestade e glória, chamou-nos parar louvar e glorificar o nome dEle, hoje e para todo o sempre. Aprouve ao Senhor salvar da condenação um certo número de homens, Sua santidade e justiça exigem que o pecado seja punido.

   Os escolhidos de Deus são pecadores, uma expiação completa e perfeita era necessária. O homem por si, jamais seria capaz de agradar ao Senhor, ou até mesmo, fazer algo que Deus olhe e diga que somos mais que merecedores da salvação eterna.

   Neste sentido o Senhor enviou o Seu amado Filho, Jesus Cristo, o Filho do Deus vivo, feito homem, que de forma perfeita, suportou o castigo merecido, por nós pecadores, obtendo a Salvação para os Seus eleitos, a quem o Senhor concedeu ao Filho, para ser um povo exclusivamente dEle.

   A eleição em si não salvou ninguém, apenas apontou, destacou alguns pecadores para a salvação. Os que foram escolhidos por Deus o Pai, desde a eternidade, ou seja, antes da criação, e dados ao Filho precisavam ser redimidos para serem salvos.

   Jesus Cristo, o próprio Deus, veio ao mundo e tomou sobre Si a natureza humana para que pudesse identificar-se com o Seus eleitos, não deixando sua natureza divina, mas unindo as duas naturezas. Ele agiu como seu representante ou substituto.

   Cristo, agindo em lugar do Seu povo, guardou perfeitamente a lei de Deus e dessa forma produziu uma justiça perfeita a qual é imputada aos eleitos. A salvação foi creditada aos escolhidos do Senhor no momento em que são chamados à fé nEle.

   Através do que Cristo fez, esse povo é constituído justo diante de Deus, Jesus Cristo de forma perfeita, cumpri cabalmente as exigências, segundo a perfeição do Pai Os eleitos são libertos da culpa e da condenação como resultado do que Cristo sofreu por cada um dos pecadores. Seu sangue vertido, seu sofrimento na cruz, através do Seu sacrifício substitutivo, Jesus sofreu a penalidade dos pecados dos que foram chamados, eleitos e assim removeu a culpa de cada um de nós, para sempre.

   Neste sentido, os eleitos, seu povo são unidos a Ele pela fé, é-lhe creditada perfeita justiça pela qual ficam livres da culpa e condenação do pecado. Não somos mais filhos do pecado, mas agora feitos filhos do Deus vivo, por intermédio da obra perfeita, concedida a nós, que cremos em Jesus Cristo nosso Senhor e Salvador.

   Aqueles a quem o Senhor chamou, é salvo não pelo que é capaz de fazer ou fará em algum momento, mas tão somente pela fé na obra redentora de Jesus Cristo, o nosso Senhor e salvador. Louvado é seu Santo Nome.

  A obra redentora de Jesus Cristo foi definida em desígnio e realização. Foi planejada para render a completa satisfação em favor dos escolhidos, predestinados. De fato, assegurou a salvação para os Seus.

   A salvação que Cristo adquiriu para o Seu povo inclui tudo que envolve no processo de trazer-nos a um correto relacionamento com o Pai, incluindo os dons da fé e o arrependimento. Deus não deixou aos pecadores a decisão, se a obra de Jesus Cristo será ou não efetiva, pelo contrário, todos aqueles por quem Jesus Cristo morreu, serão infalivelmente salvos.

   A redenção, portanto, foi designada para cumprir o propósito divino da eleição.

   O Senhor chamou-nos, para sermos seus servos, por intermédio de Jesus Cristo. Essa certeza traz paz e por isso o adoramos, pois, somente Ele é digno de toda honra, glória e louvor.

   Que o Senhor conceda o desejo de buscarmos a Ele, e O adorarmos, hoje e para todo sempre. A Expiação Limitada é para os seus escolhidos, nós Filhos do Deus vivo.

 

REFERÊNCIAS BÍBLICAS: Romanos 8.30; 1 Samuel 3.14; Isaías 53.11-12; Mateus 1.21; Mateus 20.28; João 3.16; João 10.14-15; João 11.50-53; João 15.13; Atos 20.28; Apocalipse 5.9.

Rev. Cristiam Matos

Eleição Incondicional – Romanos 8.29-30

No Livro de Moisés denominado Gênesis encontramos a história de um homem, que transgrediu uma ordem de Deus, não comerás do fruto que se encontra no meio do jardim. Por meio do pecado de um único homem, todos os seus descendentes, entram no mundo como pecadores, culpados, perdidos.

Como pecadores, criaturas caídas, elas não têm desejo de ter comunhão com o seu Criador. A Santidade de Deus é perfeita, não há máculas no Senhor.

Deus é santo, justo e bom, ao passo que os homens são pecaminosos, perversos e corruptos.

O homem não sabe viver na escolha absoluta, a prova disso é Adão e Eva, que deixados à sua própria escolha, não foram, capaz de obedecer ao Senhor. Neste sentido, os homens inevitavelmente seguem seu coração corrupto e criam ídolos para si.

Consequentemente, os homens têm se desligado do Senhor dos céus e têm perdido todos os direitos de Seu amor e favor, quais são imerecidos para o homem.

Teria sido perfeitamente justo para Deus ter deixado todos os homens em seus pecados e miséria e não ter demonstrado misericórdia a quem quer que seja. É neste contexto que a Bíblia apresenta a eleição.

Todas as coisas foram devidamente determinadas por Deus, antes da fundação do mundo, ou seja, a eleição incondicional significa que Deus, antes da fundação do mundo, escolheu certos indivíduos caídos, da raça humana e os predestinou para serem o objeto de Seu imerecido amor e para trazê-los ao conhecimento de Si mesmo.

Esses, e somente esses, Deus propôs salvar da condenação eterna, dando a nós a vida eterna.

Deus poderia salvar todos os homens (pois Ele tinha o poder e a autoridade para fazer isso), ou Ele poderia ter escolhido não salvar ninguém, Ele não tem a obrigação de conceder misericórdia a ninguém, porém não fez uma coisa nem outra, Ele escolheu salvar alguns e excluir outros.

Sua eterna escolha de determinados pecadores para a salvação não foi baseada em qualquer ato ou resposta prevista da parte daqueles escolhidos, mas foi baseada tão somente no Seu beneplácito e na Sua soberana vontade. Desta forma, a eleição não foi condicionada nem determinada por qualquer coisa que os homens iriam fazer, mas resultou inteiramente do propósito determinado pelo próprio Deus.

Não cabe à criatura questionar ao Criador a Sua forma de justiça, por não escolher todos para a salvação. Deve-se ter em mente que, se Deus não tivesse graciosamente escolhido um povo para Si. Neste sentido Ele soberanamente determinou, proveu e aplicou a salvação. Se não fosse a tremenda benevolência a imerecida graça, ninguém seria salvo.

Deus chamou-nos para a sua glória e louvor, aprouve ao Senhor conceder-nos a salvação, mesmo sendo imerecedores.

 

Rev. Cristiam Matos

Nasceu, Viveu, Morreu e Ressuscitou!

Jesus! Que personagem na história!

Ninguém nasceu como Jesus Cristo. Ele foi gerado por obra do Espírito Santo de Deus. Não nasceu em pecado, não foi concebido em pecado. Ele foi anunciado por intermédio do profeta Isaías muito antes de Seu nascimento: “Portanto, o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel.” Isaías 7.14

Como Filho de Deus, podia exigir o mais nobre nascimento, com pompas e a melhor preparação, a melhor recepção já vista. Porém, não foi isso que aconteceu. Ele nasceu num lugar simples, e sem muitos à sua espera, sem súditos ao seu redor.

Ninguém viveu como Ele. As duas naturezas de Cristo Jesus, Ele era 100% Deus e 100% homem, foi humano como qualquer outro humano, porém, com uma exceção, não cometeu qualquer pecado. O autor aos Hebreus afirma: “…foi Ele tentado em todas as cousas, à nossa semelhança, mas sem pecado.” Hebreus 4.15

Neste sentido, Jesus Cristo foi perfeito em sua obediência ao Pai, cumprindo, assim, o seu propósito de vir à terra, abrindo mão de sua glória eterna, esvaziando-se, tornando-se servo, para se tornar o Salvador dos homens pecadores.

Ninguém morreu como Ele, muitos outros foram condenados à morte de cruz, merecedores da morte de cruz, o próprio Jesus morreu crucificado na companhia de dois malfeitores, sem Ele merecer a condenação que era nossa, ainda assim sua morte foi única.

A morte de Jesus foi em substituição ao pecador, Ele morreu a nossa morte, qual jamais seriamos capaz de pagar, cumprir, realizar. Foi uma morte expiatória, ou seja, para pagar pela culpa do pecador e em lugar do pecador. Não foi uma morte qualquer. Foi uma morte substitutiva e em favor do pecador.

O apóstolo Paulo afirma: “Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi, que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras.” 1 Coríntios 15.3

É com essa certeza que e compreensão, entendemos que Deus perdoa o pecador de todos os seus pecados, pois Jesus carregou sobre si a culpa dos pecados do pecador.

Ninguém ressuscitou como Ele. É verdade que as Escrituras Sagradas registram outros casos de ressurreição além da ressurreição de Jesus, mas, ainda assim, ninguém ressuscitou como Ele, pois, todas as pessoas que ressuscitaram, voltaram a morrer uma segunda vez. Mas, com Jesus foi diferente. Ele ressuscitou e vive, nosso Salvador vivo está! 

Jesus ressuscitou por seu próprio poder, venceu a morte, venceu o mal e não morreu novamente. Depois de ressuscitar subiu aos céus e assentou-se à direita de Deus. Jesus, depois de ter feito a purificação dos pecados, por sua morte, assentou-se à direita de Deus, nas alturas.

Jesus! Que personagem na história! Ninguém nasceu como Ele, ninguém viveu como Ele, ninguém morreu como Ele e ninguém ressuscitou como Ele. Somente Ele é o Deus, Salvador, Purificador, Remidor.

Não existe outro caminho para a salvação, o próprio Jesus afirmou: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” João 14.6

A luz do texto apresentado concluímos que Jesus Cristo é o único caminho, Ele é a verdade, Ele é a vida. NEle encontramos vida em abundância, vida eterna. Neste sentido vamos olhar para três aplicações.

Sabemos que não existe uma outra forma de chegar-se a Deus. Busque a Jesus Cristo.

Entendemos que o único caminho de se chegar ao Pai é através de Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador. Vivamos para Cristo.

Se alguém deseja encontrar-se com Deus, necessariamente precisa ir a Cristo. Olhe para Cristo como o único caminho, verdade e vida.

Uma boa semana.

Rev. Cristiam Matos.

Deus Abençoa Seu Povo

Quem não quer ser abençoado por Deus?

Todos aqueles que têm o temor de Deus no coração vivem constantemente a expectativa da bênção de Deus. E aqueles que, embora sem o temor de Deus no coração, basta um problema qualquer para pedir oração para que Deus dê sua bênção.

Em Números 6.23-26 encontramos o próprio Deus declarando sua bênção sobre seu povo, e a colocou sobre seu povo:

23Fala a Arão e a seus filhos, dizendo: Assim abençoareis os filhos de Israel e dir-lhes-eis: 24O SENHOR te abençoe e te guarde; 25o SENHOR faça resplandecer o rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti; 26o SENHOR sobre ti levante o rosto e te dê a paz.

O Senhor declarou sua bênção ao povo de Israel, prometeu dar proteção a seu povo, tratar seu povo com misericórdia e conceder a paz.

Esta bênção, embora direcionada inicialmente ao povo de Israel no Antigo Testamento, não foi somente para eles. Ela é também destinada para todos aqueles que viveram no tempo do Novo Testamento, e também nos alcança hoje.

Deus tem guardado os seus, e muitas promessas encontramos nas Escrituras que comprovam esta tese. Nosso Senhor não desampara o seu povo, Ele os sustenta e guarda, louvado é nosso Deus.

Temos experimentado muitas bênçãos, muitos livramentos, muitas providências de Deus em nos guardar e proteger do mal.

A proteção divina é extraordinária quando, nosso Deus é protetor, consolador, nosso supremo pastor.

O próprio Jesus nos ensinou a pedir a Deus: “…livra-nos do mal…” (Mateus 6.13). Lembremo-nos, ainda, do Salmo 34.7, que diz: “O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem e os livra.”

Deus também tem demonstrado hoje seu olhar com misericórdia em relação a seu povo, misericórdia esta que não tem fim e que se renova a cada manhã, conforme registro no livro Lamentações de Jeremias 3.22-23.

A maior prova de sua misericórdia, é Deus ter enviado Jesus Cristo para salvar o seu povo dos pecados deles, esse registro encontramos no evangelho segundo Mateus 1.21.

A promessa da Salvação é, sem dúvida alguma, o maior ato de demonstração de misericórdia da parte de Deus para com os pecadores, transformando-os em seus filhos.

Deus tem dado paz a seu povo. Esta paz foi manifestada e concedida por Jesus Cristo, o “Príncipe da Paz”, conforme registro no livro de Isaías 6.

A paz que o Senhor nos concede ultrapassa as barreiras do sentimento é uma paz que recebemos na alma. Não importa as circunstancia a paz que recebemos do Pai é plena em todos os momentos.

Ele mesmo disse a seus discípulos: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.” João 14.27.

Em Cristo, tudo isso se concretiza e se realiza. Deus concede a seu povo: proteção, misericórdia e paz.

Essa é a maior verdade que podemos ter, isso é verdadeiro, o que mais precisamos.

Louvado seja o nosso Senhor!

A luz deste texto como poderíamos orar ao nosso Senhor, talvez podemos orar assim: “Ah, Senhor, nosso Deus, quão maravilhoso é saber que o Senhor cuida dos seus! Que reconheçamos essas grandes bênçãos derramadas em nossas vidas, proteção a nós concedida, a misericórdia e paz sobre nós derramada. Em nome de Jesus, agradecemos, amém.”

Vivam em Amor – Efésios 5.1-9

O apóstolo Paulo escreve aos efésios como o intuito de alertá-los quanto ao viver em amor, sendo imitadores de Cristo, observe o carinho empregado no primeiro versículo, filho amado.

A pureza de vida leva o cristão a perceber que são filhos queridos de Deus e por isso o desejo do cristão é ser como Ele. Ter uma vida dominada pelo amor, assim como Jesus Cristo nos amou e deu sua vida por nós, essa oferta de perfume agradável, um sacrifício que agrada a Deus.

O amor de Deus é tão grande que Ele deu seu único filho, Ele era o verbo e o verbo no princípio estava com Deus, o Deus encarnado, filho amado, amou a todos dando a sua vida, para dar-nos vida.

Jesus Cristo quando aqui este, andou, como um de nós, em sua natureza divina, não interferiu em sua natureza humana, mas pela natureza divina não pecou. Ele foi tentado de todas as formas. Jesus cresceu, estudou, trabalhou e em tudo amou, assim, mostrou a toda humanidade como o amor verdadeiro pode mudar toda uma história.

Cristo concedeu-nos o direito imerecido de ser filho do Pai celeste, e pela sua maravilhosa obra, somos feitos filhos adotivos do Pai. Ele colocou-nos como parte do povo de Deus, e a sua vida ensinou que Jesus Cristo, nunca se envolveu em indecência, imoralidades sexuais, cobiça, somos orientados a também não ter isso como parte de conversar, tais assuntos.

O apóstolo Paulo aponta dois extremos neste momento, o primeiro é de imitar a Deus como servos, o outro é de imitar a Deus como se o homem fosse um semideus.

Um homem semideus não se importa com a verdadeira vontade de Deus, então em suas atitudes ele questiona se a imoralidade, lascívia, idolatria, cobiça enfim tudo o que desagrada a Deus, realmente é um desagrado e então sua motivação não é agradar a Deus, mas a si. Por esse motivo o homem se tornou um semideus, um idólatra de si.

O homem não pode imitar a Deus em soberania, onipotência, onisciência e onipresença, jamais conseguiremos imitar a Deus na criação ou na redenção.

O apóstolo Paulo deixa claro que imitar ao Senhor é como nas escrituras, primeiro, devemos amar ao Senhor de todo nosso coração, sendo obedientes até a morte. Segundo, somente imitaremos a Cristo se for através do conhecer a escritura, assim como encontramos em Mateus 5.43-48, Lucas 6.35, 1 João 4.10-11, João 13.34, João 15.12, Romanos 15.2-7, 2 Coríntios 8.7-9, Filipenses 2.5, 1 João 3.16.

O apóstolo Paulo está argumentando que os filhos são como seus pais, aprendendo por observação e imitação. Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu único filho por amor, por isso todo cristão anda em amor. Deus é luz, neste sentido como filhos devemos andar como filhos da luz, Ele é verdade, o cristão deve andar em sabedoria, na verdade, em Jesus Cristo.

O verbo imitar aparece como imperativo, todo cristão deve ser imitador de Cristo. Mas você conhece a origem deste verbo.

A palavra imitar vem da mesma palavra mímica, a mímica era a parte mais importante no desempenho de um orador, três coisas faziam parte da vida de um grande orador, teoria, mímica e prática.

Se você pretende ser um grande orador, então imite os grandes oradores do passado, mas, se você quiser ser santo, então imite a Deus, ao nosso Senhor e salvador Jesus Cristo.

Paulo ensina que devemos imitar a Cristo em amor, andando em amor, fazer do amor sua principal regra de vida. O amor de Cristo possui duas características interessantes, a primeira é o perdão e a segunda o sacrifício.

O perdão é vital na vida do cristão, Deus amou-nos e perdoou-nos, o cristão recebe o perdão imerecido, o Senhor não espera nada em troca, não cobrou nada de nós, estamos salvos em Cristo Jesus, unicamente por amor, pleno, perfeito e puro. O sacrifício de Cristo foi agradável ao Pai, no sentido de que satisfez sua justiça e adquiriu eterna e eficaz redenção para nós.

O apóstolo Paulo ensina que Jesus Cristo nos ensina a andar em amor, mas condena a perversão do amor. Todo cristão deve andar em santidade, o próprio Senhor disse, sede santos, porque Eu Sou Santo. Paulo menciona quais pecados devemos fugir, como a prostituição, todos os tipos de impureza, a cobiça nem se quer pode ser mencionada entre os homens, como convém os santos. Não deve haver indecência, conversas tolas, gracejos obscenos, essas coisas são inconvenientes. O apóstolo Paulo ensina que o cristão que vive em Cristo, tem palavras em ações de graça, ou seja, palavras que edifique, ensine, glorifique ao Pai.

Os pecados da língua não deviam estar presentes na vida dos crentes, as conversações tolas, palavras vãs, chocarrices, nunca deveriam fazer parte dos vocabulários dos cristãos, as palavras obscenas, contar piadas imorais nem se envolver em mexericos fúteis o cristão deveria. O cristão não se envolve com isso, porque ele é nova criatura, por ser uma nova criatura, é a nova sociedade de Deus, a qual Ele escolheu desde a eternidade. Porque somos a nova sociedade de Deus devemos adotar padrões novos e porque decisivamente nos despojamos da velha vida e nos revestimos da nova vida devemos usar roupas apropriadas. Devemos abster-nos de toda e qualquer imoralidade, nosso corpo foi criado por Deus, e estamos unidos a Jesus Cristo e somos habitados pelo Espírito Santo. Que extraordinário o que Jesus Cristo faz em nossas vidas.

O apóstolo Paulo aqui avisa que o temor do julgamento deve estar presente na vida do cristão, os imorais podem escapar do julgamento da terra, mas nunca escaparão do julgamento e juízo perfeito de Deus. A bíblia ensina que os imorais herdarão o reino das trevas, jamais entrarão no reino de Jesus Cristo. Aqueles que amarem, imitarem a Cristo, com a intenção pura de parecer com Cristo, esses herdarão o reino dos céus, pois toda a injustiça já foi retirada dos Cristão que vivem em Cristo. O Reino de Cristo é o reino da justiça, aquele que se entregar ao Senhor, esse será salvo.

O apóstolo Paulo agora menciona os filhos da desobediência, esses conhecem as leis de Deus, e deliberadamente a desobedecem, sobre esses cairá a ira de Deus, hoje e por toda a eternidade. Mas é para os que obedecem ao Senhor e em amor estão em Jesus Cristo. O apóstolo Paulo também menciona em sua carta que ele fala dos filhos da luz. Aqueles que são luz no Senhor devem produzir frutos luminosos, o fruto da luz está em toda bondade, justiça e verdade, procurando saber o que é agradável ao Senhor.

Toda bondade, justiça e verdade contrastam com a vida impura e lasciva daqueles que são trevas e vivem nas trevas. A bondade (agathe syne) é certa generosidade de espírito. A justiça (dikaio syne) é dar aos homens e a Deus o que lhes pertence. A verdade (aletheia) não é simplesmente algo intelectual que se absorve com a mente. A verdade é moral, não só é algo que se conhece, mas que se faz.

A nossa condição anterior em Adão é vividamente descrita em termos de sono, de morte e de trevas. Cristo liberta-nos de tudo isso. A conversão não é nada menos do que despertarmos do sono, ressuscitarmos dentre os mortos e sermos trazidos das trevas para a luz de Cristo. A luz deste texto podemos tirar três aplicações para nossas vidas.

  1. Sabemos que devemos viver em amor, assim como Cristo nos amou, ser discípulos, imitadores de Cristo. Desejar andar como Cristo andou, não sermos parecidos com o mundo, mas sim com Jesus Cristo. Viva em amor, amando como Cristo amou, negando a si, para glorificar ao Pai.

 

  1. Entendemos que o cristão tem de linguajar, vocabulário diferente, não utiliza de coisas frívolas, palavras que entorpecem, para sempre procura em meio às conversas, glorificar a Cristo, andando em Cristo. As palavras são palavras que emanam vida, vida em Jesus Cristo. Cuide do que você fala, lê, escreve e até mesmo veste. Para que você não se assemelhe com o mundo, mas sim, se pareça com Jesus Cristo.

 

  1. Devemos moldar, pautar, delimitar nossas vidas, conforme a escritura, estudar a Cristo, buscando a verdade na Escritura Sagrada, levara-nos para mais próximo de Cristo e com Cristo nos parecemos. Vivamos em amor, a palavra de Cristo, para a glória do Pai.

 

Que nosso Senhor nos fortaleça e nos ajude a caminhar no Senhor.

Rev. Cristiam Matos

Ore como Jesus ensinou – Mateus 6.9-15

A oração é o bálsamo do cristão, o momento mais importante que temos, é quando somos totalmente vulneráveis, pois estamos na presença do Rei dos reis, Senhor dos senhores. A oração coloca-nos frente a face do Pai. Na oração é o momento que conversamos com Deus nosso Pai, neste momento os ouvidos e olhos do Senhor, do Pai, estão voltados para nós.

A oração é o momento extraordinário, no qual estamos em Sua presença, na presença do Pai. Jesus Cristo teve seu ministério marcado pela oração, ensina-nos a orar como deve, da forma que agrada ao Pai, é neste sentido que meditaremos no tema Ore como Jesus ensinou.

O evangelho segundo Mateus registra essa oração, demonstrando o propósito dela, a relação existente na oração entre o homem e Deus e Deus e o homem. O propósito desta meditação é orar como Jesus orou, neste sentido como discípulos de Cristo, orar como agrada ao Pai.

Jesus ensina seus discípulos a orar, não é uma oração para ser repetida como um mantra, o objetivo é nos ensinar, princípios acerca de quem é Deus e de quem somos nós. Na oração que estamos olhando, encontramos uma declaração que diz respeito ao ser a quem oramos. Jesus lança esses fundamentos, demonstrando que, devemos dirigir-nos, a Deus como Pai. Deus não é um ser distante, mas está perto de nós, como Pai. Ama-nos, conhece-nos, protege-nos, abençoa-nos. Devemos dirigir-nos a Deus como nosso Pai, o direito legítimo de chamar ao Deus de “Pai nosso”, é porque somos adotados, por intermédio de Jesus Cristo. Somente pelo Espírito Santo, o qual nos uniu a Cristo e promove nossa adoção à família de Deus, é que agora podemos dizer “Aba, Pai”. Somos membros da família de Deus. Somos irmãos uns dos outros. Somos filhos do mesmo Pai. Ao orar, é preciso lembrar que somos parte da família de Deus, constituída de cristãos de todo o planeta.

A grandeza do nosso Pai é insondável e sua glória incomparável. Ele é o nosso Pai que está no céu. Ele é elevado, sublime e glorioso. A maior satisfação do cristão é ter intimidade com Deus, essa intimidade conduzirá as nossas orações com conteúdo em relação a Deus. Antes de buscarmos nossos interesses ou mesmo pleitearmos nossas necessidades, devemos nos voltar para Deus a fim de admirá-lo, adorá-lo e exaltá-lo. O nome de Deus, leva-nos a orar pela santificação do Seu nome, pelo que Ele é. Deus é santo em si mesmo, e não agregaremos valor à sua plena santidade. Oremos para que o nome de Deus seja reverenciado, honrado, temido e obedecido. Ao adorá-lo, reconheceremos que Ele é Santo, Santo, Santo, nosso Deus é Santo, e neste sentido o desejo do cristão em oração é para que o reino de Deus venha até nós. O reino de Deus é o governo de Deus sobre os corações, a medida em que o evangelho é anunciado e os pecadores se arrependem e creem, seus corações são moldados e o reino de Deus vai alargando suas fronteiras. Nossa vida manifestará o reino de Deus neste mundo, quando o reino de Deus governar nosso coração. Quando o reino de Deus estiver em nossos corações e nosso maior desejo for em adorá-lo, nossa vontade será mortificada para fazer a vontade do nosso Deus, nosso Pai.

O extraordinário acontecerá quando em oração, desejamos intensamente que a vontade de Deus seja feita aqui na terra como é feita nos céus. A oração somente será poderosa quando o desejo estiver alinhado com os caminhos do Pai. Neste sentido, a vontade do homem torna-se irrelevante, pois a a vontade de Deus deve ser feita aqui na terra, este é o maior desejo no coração, de quem ama verdadeiramente a Deus. Sua vontade é boa, perfeita e agradável e deve prevalecer na terra.

Depois de rogarmos para que o nome de Deus seja santificado, que seu reino venha e que sua vontade seja feita, Jesus passa a ensinar-nos a rogar ao Pai por nós mesmos. Jesus ensina que não devemos pedir luxo, mas pão, não de forma egoísta, ou seja, o meu pão, mas, pedir o pão nosso, o pão de cada dia. Spurgeon diz que não pedimos o pão que pertence a outros, mas somente para o que é honestamente o nosso próprio alimento. A palavra “pão” aqui deve ser entendida como símbolo de todas as nossas necessidades físicas e materiais. Deus nos criou pelo seu poder, nos redimiu por sua graça e nos sustenta por sua providência.

Após adoramos ao Senhor, reconhecermos quem Ele é, somos levados a confiar na providência divina, colocamo-nos diante do Deus, nosso Pai, reconhecendo que somos devedores, temos dívidas impagáveis com Deus e não podemos saldá-las. Nossas dívidas são os nossos pecados. Precisamos não só de pão para o nosso corpo, mas sobretudo, de perdão para a nossa alma. Riqueza material sem perdão espiritual, condiciona a vivermos na miséria. Sem o perdão do nosso Pai, estamos sem esperança, nossas conquistas tornam-se vãs. Nossos pecados são redimidos pela misericórdia, benevolência, pela graça imerecida.

Jesus Cristo mostra-nos que o perdão divino a nós está condicionado ao perdão que concedemos ao próximo. O perdão vertical só acontece quando o horizontal é uma realidade. Quando o perdão horizontal é uma realidade, significa que somos chamados por nosso Pai. O perdão horizontal é uma evidência que recebemos o perdão vertical.

No evangelho segundo Mateus, encontramos na oração que Jesus ensina, um pedido quanto ao futuro. Somos ensinados a suplicar ao Senhor para livrar-nos da tentação. A tentação em si não é pecaminosa, mas, se cairmos em tentação, pecamos contra Deus, contra o nosso próximo e contra nós mesmos. Precisamos, portanto, rogar a Deus para nos livrar do mal, neste sentido, do maligno. Nossas tentações procedem do nosso coração corrupto e do tentador maligno.

Jesus conclui a oração como começou, com Deus declarando que a Deus pertence o reino. O reino é o domínio de Deus sobre seus súditos, o governo universal de Jesus Cristo em nossos corações. Somente Ele tem todo o poder, ou seja, a Deus pertence o poder, nos céus e sobre a terra. Seu poder é interminável, imaginável, ilimitado. Nada é impossível para Deus.

Reconhecer a Deus, nosso Pai, glorificá-lo é extraordinário, toda glória a Deus pertence para sempre, Deus não divide sua glória com ninguém, Ele tem glória em si mesmo, e toda a criação proclama a sua glória. Sua glória está em seu filho e também na igreja.

Que nossas orações se alinhem com os ensinamentos de Jesus Cristo, nosso Senhor e salvador. Que toda a honra, glória, louvor sejam dadas somente a Ele. Porque dEle, por Ele, para Ele são todas as coisas. Toda a glória seja dada a Ele, somente a Ele, hoje e eternamente.

Amém!

Aplicação para nossa vida.

Sabemos que Jesus Cristo ensinou que toda a glória pertence ao Pai, neste sentido, oremos como Jesus Cristo ensinou. Inicie a oração glorificando, reconhecendo, que somente Deus é Deus.

Entendemos que nossas orações tem que estar alinhadas com a vontade do nosso Pai, nosso Senhor Jesus Cristo, o Salvador, aquele que Deus dá a vida por nós, ensina que a oração está voltada para o único que é digno de toda honra, glória e louvor. Neste sentido ao orar, não peça glórias para si, como riquezas, ou coisas materiais, mas oremos, glorificando ao Pai e para que sejamos instrumentos no reino de Deus.

Façamos como Jesus Cristo ensinou-nos, inicie a oração glorificando ao Pai e termine glorificando ao Pai.

Rev. Cristiam Matos

A Parábola do Grão de Mostarda

A Parábola do Grão de Mostarda

“Jesus lhes propôs outra parábola, dizendo: O Reino dos Céus é semelhante a um grão de mostarda, que um homem pegou e plantou no seu campo. Esse grão é, na verdade, a menor de todas as sementes, mas quando cresce, é maior do que as hortaliças, e chega a ser uma árvore, de modo que as aves do céu vêm se aninhar nos seus ramos.” Mateus 13.31-32

A parábola que encontramos registrada no livro segundo Mateus no décimo terceiro capítulos nos versículos trigésimo primeiro e trigésimo segundo, descreve o começo do Evangelho, do ministério da palavra, da graça de Deus nos corações de seu povo e do pequeno número dos discípulos que seguiam a Jesus.

O Evangelho e seu ministério eram como um grão de mostarda pequeno, pouco, desprezível e quase imperceptível. O seu autor, Jesus Cristo, era visto assim pelos judeus, ao olhar para Ele que nasceu em uma pequena vila de Belém, seus pais não eram conhecidos ou seja anônimos. Os fariseus olham para Cristo como alguém que salva pecadores, isso era contrário a doutrina deles.

Os pregadores deste Evangelho eram vistos como pessoas de vida pequena, muito má e baixa, fracas, não merecedores de atenção. As circunstâncias que envolviam  o Evangelho foram muito desencorajadoras, como a pregação era contrária a doutrina vivida, eles sofreram grande perseguição, onde quer que fossem.

Mesmo em meio a tantas truculências impostas aos discípulos, esta pequena semente tornou-se uma grande “Árvore” conforme o Evangelho Segundo Lucas no décimo terceiro capítulo e versículo décimo nono.

A semente fora plantada da mesma forma que é plantada a semente da mostrar, uma semente de mostarda de aproximadamente dois milímetros e o pé adulto chega perto dos três metros de altura, neste sentido o evangelho começou pequeno e pela misericórdia do nosso Senhor, tem tomado proporções jamais vista pela humanidade.

A graça do nosso Senhor, O Deus Pai, que sob o ministério da palavra é plantada no coração do povo do Senhor, dos seus escolhidos, predestinados, é como um grão de mostarda, um começo pequeno, criando raízes profundas e crescendo com o passar do tempo.

A igreja de Deus, que surge sob o ministério da palavra, e através da obra da graça, sobre o coração de pessoas particulares, é como o pequeno grão de mostarda; as pessoas das quais ela consistia eram poucas em número no tempo de Cristo, e em sua ascensão ao céu, e quando o Evangelho foi pregado pela primeira vez  entre  os  gentios, e as  pessoas  que lançaram os alicerces, e estavam no início da igreja evangélica, formaram uma figura muito desprezível, em razão de sua pobreza externa e das más circunstâncias do mundo, por causa das severas perseguições que todos os lugares os assistiam e também através dos erros e heresias introduzidos pelos homens maus, que surgiram entre eles. Mas, quando cultivado, torna-se a maior dentre as ervas, uma grande e sombreada árvore.

Neste sentido, um dia nós teremos plena segurança, teremos a estatura de um varão perfeito e à medida da estatura da plenitude de Cristo para a glória de nosso Senhor, O Deus Pai. O início do Reino dos céus é pequeno, mas, o fim será glorioso!

Louvado seja o nome do Senhor e Salvador Jesus Cristo!

Que o Senhor esteja no centro de sua vida e vivamos para adorar ao Senhor.

Rev. Cristiam Matos

Armadura de Deus – parte 7

“Tomai também o capacete da salvação…” – Ef 6.17

 

De todas as partes de uma armadura provavelmente a mais desconfortável é o capacete. É uma peça pesada que é presa por baixo do maxilar, o que provoca uma sensação de sufoco. Se a correia estiver frouxa, o capacete “dança” na cabeça quando o militar está andando, e pode cair se fizer um deslocamento rápido. Por mais incômodo que seja, qualquer soldado envolvido numa guerra necessita de um capacete, e todo o oficial consciente exige seu uso.

O principal objetivo do capacete é preservar o funcionamento do cérebro do militar em ação porque traumas oriundos de golpes de espada ou quaisquer outros instrumentos de metal ou madeira podem provocar tontura, cegueira, surdez, paralisia parcial ou total do corpo. Em qualquer caso, o soldado ferido estará incapacitado para o combate. 

Paulo usou este objeto como analogia da salvação eterna e, consequentemente, da importância da preservação da alma do cristão. A palavra usada em grego para salvação é “soterion”, e significa aquele ou aquilo que salva, que traz salvação, que livra de perigo iminente; e quando falo em “alma” estou me referindo àquela parte intrínseca ao ser humano, porém imaterial, produto final do raciocínio que processa e imprime todas as lembranças, informações e experiências físicas e metafísicas e as usa na construção da personalidade e do caráter de cada indivíduo tornando-o único, exclusivo, totalmente diferente de qualquer outra pessoa. Paulo entendia que a salvação eterna abrangia a alma do eleito, e que a mente do cristão precisava de uma proteção especial na dura batalha proporcionada pelo maligno. 

O capacete de Deus permanece uma analogia válida para nossos dias. O eleito do Senhor deve ter conhecimento e apropriar-se da salvação eterna proposta por Cristo Jesus na cruz consciente de que isto “blinda” sua alma dos vis ataques de Satanás e garante sua sanidade mental e espiritual. 

Você tem usado o capacete que Deus lhe concedeu?

Um bom e abençoado dia!

Rev. Joel 

Vida cristã exemplar – Hebreus 13. 7-16Culto Online na IPB de Joinville