O Advento é o tempo de preparação para celebrar o Natal

Isaías 9.1-7

O Advento é o tempo de preparação para celebrar o Natal, ou seja, a chegada do messias, e começa quatro domingos antes da comemoração natalina, sendo entre 27 de novembro a 24 de dezembro. Advento vem do latim “ad-venio”, que quer dizer “vir, chegar”.

A pratica desta tradição nasce junto com a Reforma Protestante, as luzes do Advento. Embora o seu surgimento exato não seja conhecido, a tradição afirma que a prática vem do próprio Martinho Lutero.

No Calendário Cristão, o Advento significa chegada, surgimento, é um tempo de preparação, de expectativa pela vinda de Cristo, neste sentido, é a preparação para a comemoração de sua primeira vinda, no Natal, e também a ardente expectativa pela sua segunda vinda, em glória, para restaurar toda a Criação. Que dia Glorioso será esse!

As luzes do Advento podem tomar diferentes formas, como coroas ou guirlandas, lâmpadas ou velas, são um instrumento didático para marcar a chegada da Luz do Mundo no Natal. Na sua origem, era um arranjo decorativo de velas que eram acesas no fim da tarde, no momento do Culto doméstico, para mostrar às crianças quanto tempo faltava para o Natal.

Conforme os dias avançavam mais luzes eram acesas, até que, na Noite de Natal, a maior de todas era acesa também, o arranjo atingia o seu maior brilho, e assim permanecia durante os Cultos das duas semanas seguintes, em que a Igreja também se lembra da visitação de Jesus pelos magos do Oriente, guiados pelo brilho da estrela, conforme registro no evangelho de Marcos 2.1-12, e o seu Batismo por João, no qual os céus se abriram e o Espírito Santo desceu sobre o Senhor na forma de uma pomba, conforme registro no evangelho segundo Mateus 3.16-17.

A tradição das luzes do Advento surgiu no Culto doméstico, algum tempo depois foi incorporada também ao Culto comunitário da Igreja Luterana, e dela passou também para outras tradições protestantes, sendo adotada, séculos depois, até mesmo pela Igreja Católica Romana. É importante enfatizar, que a origem dessa tradição, assim como a das árvores Natalinas, é totalmente protestante. O Calendário Cristão começa pelo Advento, em que comemoramos 505 anos da Reforma, ou seja, aconteceu no dia 31 de outubro de 1517.

Isaías o profeta, cerca de 700 anos antes, soa o toque da alvorada espiritual anunciando a vinda de uma grande luz ao mundo. O profeta Isaías 9.1-7 apresenta o anúncio profético da vinda do Messias Prometido. Esse anúncio aponta para o extraordinário significado do Natal. O anúncio profético de Isaías tem três pontos importantes:

  1. As luzes do Natal anunciam um tempo de esperança, Isaías entrega um brado de esperança para todos os desconsolados, que se acham mergulhados em densas trevas. A luz que brilha sobre este mundo é o Jesus Cristo, O Salvador prometido por Deus para trazer a salvação a todos. Jesus é a única e verdadeira luz, que, vinda ao mundo, ilumina a todo homem, somente Jesus Cristo pode conceder esperança. As luzes do Natal nos convidam a renovar a esperança em Jesus, a verdadeira luz. Nossa Esperança está em Jesus Cristo.
  2. As luzes do Natal anunciam a intervenção divina no mundo, nos dias do profeta Isaías, o povo vivia sob grandes dificuldades, tanto político como também espiritual. O cativeiro da Babilônia, deixou o povo em condições de vida extremamente desconfortável. Os babilônicos tentaram desconstruir a cultura e a fé do povo do Senhor. Ao serem levados para o cativeiro eles estavam, longe de sua terra e longe de Deus, o povo sofria o peso da opressão. Algo extraordinário acontece na vida deles, quando o profeta Isaías no 9.3-6, anuncia à intervenção divina. A luz que dissipa as trevas do pecado e do desespero brilha na visão de Isaías, que anuncia ao povo a intervenção divina. As luzes do Natal anunciam que o Senhor se lembrou de nós e veio para afugentar as trevas que impõem pavor, angústia e desespero. Somente em Cristo encontramos paz e alegria, Ele é a intervenção no mundo. Louvado é Jesus Cristo!
  3. As luzes do Natal anunciam a chegada de um tempo de perdão, Jesus Cristo significa o perdão sobre a culpa, o libertador do castigo qual merecemos. As luzes do Natal sugerem a esperança de uma nova vida, uma nova caminhada garantida pelo perdão que o Salvador trouxe ao mundo. O Nascimento de Jesus Cristo é o acontecimento sublime, os pastores ao ver a luz, foram conduzidos para o encontro do Senhor, aquele bebê, foi o próprio Deus encarnado, qual trouxe esperança, de um dia reinarmos com Ele por toda a eternidade. A Luz veio para dissipar a escuridão e dar-nos esperança da salvação no Senhor.

A luz desta pastoral tiraremos três lições importante:

  1. Saiba como as luzes do Natal, a promessa da nossa salvação, viabilizada na Pessoa de Cristo. Olhar para Jesus Cristo o ajuda a deixar de lado as obras das trevas, às coisas vãs deste mundo. A luz anuncia a esperança! Essa esperança encontramos em Jesus Cristo!
  2. Entenda que agora é o momento em que o anuncio da chegada de Jesus Cristo, o Deus vivo e encarnado, leva nossos lares e corações para festejar. Somos iluminados por Jesus, recebemos por intermédio de Jesus Cristo o perdão e a bênção da salvação!
  3. O que devemos fazer a luz de tudo isso, convidar amigos, para ouvir a mensagem do Senhor, colocar-nos nos caminhos do Senhor e deixar que em nossas comemorações, Cristo Jesus reine, para que todas as pessoas, amigos, ouçam o evangelho da salvação encontrada em Jesus Cristo!

Desejamos um Natal Abençoado e que todos sejam alcançados por Cristo Jesus.

Que Deus esteja derramando as mais ricas bênçãos sobres todos.

Rev. Cristiam Matos

Quem é o Messias?

Essa pergunta quem é o Messias, precisa ser respondida aos olhos da bíblia. 

O livro do profeta Isaías tem é a mais clara exposição de Jesus Cristo. Deus se revela como único Deus verdadeiro, o Criador do universo, encontramos em Gênesis toda a Criação de Deus, através de sua palavra e organizando todos os eventos da história de acordo com o beneplácito de sua vontade, sua gloriosa e perfeita vontade. 

A gloriosa e perfeita vontade de Deus tem seu auge na Pessoa gloriosa, perfeita de seu único Filho eterno, Jesus Cristo, o Salvador, o Messias. O Antigo Testamento aponta para a promessa futura, a chegada do Messias, a saber, Jesus Cristo, o Salvador.

O profeta Isaías no capítulo 9.6, declarou sobre Jesus: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu. O governo está sobre os seus ombros, e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.”

Essa declaração do profeta Isaías tem uma profunda intimidade com o Senhor, uma declaração extraordinária, maravilhosas, grandiosas sobre Jesus Cristo! O profeta declara que o Rei dos reis é Jesus Cristo, seus conselhos não contem erros, Ele tem a mesma essência do Pai, sua existência vem da eternidade, somente Ele pode conceder perdão aos nossos pecados.

Esse nome é Jesus Cristo! Louvado é seu nome!

O Messias é o Rei dos reis, tem sobre seus ombros o poder de governar. Jesus quando esteve em nosso meio, muitos não o reconheceram como o Rei, hoje, o mundo não quer o reconhecer a Jesus como Rei. Chegará um dia que todos, reconheceram Ele como o único Senhor, o Rei dos reis, haverá de chegar o dia em que todos, sem exceção, até mesmo aqueles que já morreram, dobrarão seus joelhos, se curvarão diante daquele que tem o nome que está acima de todo nome, Jesus Cristo, o Rei dos reis.

O Messias é o Maravilhoso Conselheiro, Jesus Cristo não comete em erros, os conselhos de Jesus são mais do que conselhos, seus mandamentos, caminhos são perfeitos e abençoadores, a própria Palavra de Deus, que dão a direção para todo e qualquer pecador. Neste sentido, tudo o que Jesus fala é perfeito e deve ser seguido é fonte de bênção.

Os caminhos do Senhor são perfeitos, em muito não compreendemos, mas andar no centro de sua vontade é a fonte de bênção para a vida daqueles que o amam. Jesus Cristo é nosso Senhor perfeitos, os escritos Bíblicos, é o próprio Deus falando aos nossos corações.

O Messias é o Deus Forte, Ele subsiste na mesma essência do Pai e possui o mesmo poder e glória. Jesus é mais do que um profeta, mais do que um sábio, nEle habita toda a plenitude da Divindade, conforme o apóstolo Paulo escreve aos Colossenses no 2.9, Ele é o Deus.

O Messias é o Pai da Eternidade, sua existência é de eternidade em eternidade, desde os tempos eternos e o será para sempre. Nem mesmo a morte põe fim a existência de Jesus, aliás, Ele venceu a morte, depois que entregou seu corpo como oferta pelos nossos pecados, ressuscitou por seu próprio poder. Ele é o Alfa e o Ômega, tem nas mãos a chave da morte e do inferno. Ele é o Pai da Eternidade.

O Messias é o Príncipe da Paz, somente Ele pode dar ao pecador, de graça, a eterna e verdadeira paz, jamais encontrada neste mundo. Não existe ouro, riqueza ou qualquer outra coisa que satisfará, trará paz. Ele mesmo disse a seus discípulos conforme registro no Evangelho de Segundo João 14.27: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.”

O Messias é Jesus Cristo, Deus anunciou, por intermédio do profeta Isaías, que esse menino, seu próprio Filho, é o Rei dos reis, Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade e Príncipe da Paz. Quem tem Jesus Cristo, está completo nEle.

O Messias é Jesus Cristo, comemore com alegria, o nascimento daquele que é o caminho, a verdade, a ressurreição, a vida, a luz do mundo, fonte eterna que mata a sede e a fome da alma.

Para concluir, nós sabemos quem é o Messias, temos o Nome. O Nome hoje é exatamente o mesmo. A maravilhosa graça, conduz-nos a conhecer o que é investido neste Nome. O Messias é o Jesus Cristo, nosso Senhor e salvador.

A luz deste texto quero trazer algumas aplicações:

  1. Entendemos que o Messias é Jesus Cristo, o Rei dos reis, Maravilhoso conselheiro, o Deus forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. Somente em Cristo encontramos o alicerce para caminharmos e sermos fortalecidos. Somos chamados por Ele, o Messias, já chegou. Olhe para Jesus Cristo.
  2. Sabemos que Seus conselhos são inerrantes, seus caminhos perfeitos, sua mão está sobre nós, nosso Nome está escrito no livro da vida, somos chamados para anunciar as boas novas. O Messias é o Jesus Cristo, nosso libertador. Por esse motivo encontramos paz em Deus e com Deus. Busque os conselhos de Jesus Cristo.
  3. A bíblia nos apresenta quem é o Messias, como temos comunhão com Ele, como devemos orar. Agora com esse conhecimento, qual traz paz ao coração, vamos buscar ao Senhor e viver para sua maravilhosa glória.

 

Que o Senhor abençoe nossa vida! Fomos chamados por Ele, para Glória dEle e anunciar o evangelho da salvação.

 

Rev. Cristiam Matos

Eterna Redenção

Você já pensou em adquirir algo que nunca quebrará ou terá prazo de validade, algo que não precisa de manutenção?

Por mais que nossa tecnologia tenha avançado ou até mesmo os produtos de criação, a produção humana aumentou sua expectativa de uso, ainda necessita de manutenção e tem prazo de validade. Observe que não existe material que se enquadre nesta categoria. Os fabricantes podem oferecer mais ou menos tempo de garantia, mas produtos que durem eternamente, ninguém garante.

O homem é limitado em suas criações, o interessante é que na carta que o apóstolo Paulo escreve aos Hebreus 9.12, há uma descrição de uma “eterna redenção”. Isso implica em que a obra realizada por Cristo tem durabilidade e garantia eternas, jamais terá fim, findará, acabará.

Se, neste mundo não é possível encontrar uma empresa que dê garantia eterna de sua criação, de seus produtos, com Deus isso não acontece. O Senhor tem uma obra redentora, eterna, qual jamais acabará. A carta aos Hebreus apresenta a distinção entre os sacrifícios feitos pelos sacerdotes no Antigo Testamento e o sacrifício feito por Jesus no Novo Testamento. A diferença é que, no Antigo Testamento, os sacrifícios eram de animais oferecidos a Deus como oferta pelo pecado, e tais sacrifícios deviam se repetir ano após ano. E, a repetição dos sacrifícios parecia apontar para o fato de que a eficácia do sacrifício parecia perder sua validade, necessitando, assim, de novos sacrifícios.

O sacrifício de Jesus Cristo, descrito na Escritura Sagrada, feito no Novo Testamento, foi único e de “uma vez por todas”, não necessitando ser repetido, pois, na cruz, Jesus destruiu completa, total e definitivamente o pecado. Jesus venceu a morte, venceu o mau, ressuscitou, Ele é garantia eterna de redenção, a salvação.

Os sacrifícios realizados no Antigo Testamento, por serem limitados e imperfeitos, precisavam ser repetidos, pois “é impossível que sangue de touros e de bodes remova pecados.” Esses sacrifícios precisavam se repetir ano após ano, não era perfeito. Cristo fora o cordeiro perfeito.

A função dos sacrifícios através dos animais, não era oferecer eterna redenção, o único cordeiro perfeito, qual uma única vez se entregou e completou a abra, foi Cristo Jesus. A função dos sacrifícios do Antigo Testamento era lançar luz e apontar para um sacrifício superior, perfeito e eterno, a saber, o sacrifício de Jesus Cristo, que ofereceu a Deus como oferta pelo pecado não o sangue de animais, mas o próprio sangue, ou seja, sua própria vida.

É assim que o pecador desfruta de eterna redenção, pois, ao olhar para o pecador através da cruz de Cristo, Deus os vê purificados, limpos, santificados pela oferta que Cristo fez na cruz. Oferta perfeita, não necessitamos de oferecer sacrifícios mais hoje, o perfeito cordeiro já foi imolado.

Não devemos nos apegar muito às coisas deste mundo, pois, tudo aqui é passageiro. Contudo, a obra de Cristo é eterna, e é para a eternidade que Ele nos comprou com seu sangue na cruz.

Louvado seja nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, que obteve para nós “eterna redenção”.

A luz deste texto faremos três aplicações para nossas vidas:

Que o Senhor abençoe ricamente sua vida!

Que o Senhor nos abençoe!

Louvado seja o Senhor!

Uma boa semana a todos.

Rev. Cristiam Matos

Deus Transforma o Mau em Bem

O livro de Daniel tem o propósito de confortar o povo de Deus, mostrando que o Deus Altíssimo governa sobre os reinos humanos. Este livro data de 605 – 536 a.C, aproximadamente, sua história registrada pelo Senhor, mostra, O Deus altíssimo governando sobre os reinos terrenos, Ele guarda sua aliança para seu povo, sua misericórdia para os oprimidos, Seu ungido governará sobre um reino que nunca terá fim. Um domínio eterno, vida eterna.

Alguns anos antes da destruição de Jerusalém, chega à Babilônia sob o rei Jeoaquim, o rei Nabucodonosor mandara prender, pretendendo levá-lo para a Babilônia, porém, o rei mudou de ideia e o deixou em Israel.

O livro de Daniel leva muito a sério o exemplo de um grande líder do povo de Deus. Ele se apegou profundamente a palavra de Deus em meio as decepções e tentações da vida no exílio. A mensagem central deste livro, mostra, Deus governando, reinando, conduzindo, direcionando o mundo. A maior dádiva que o homem pode receber, e já recebeu, foi Jesus Cristo, nosso Senhor e salvador.

Este livro traz grande paz ao coração do homem, nossa convicção e paz vem devido o Senhor controlar todas as coisas e nada acontece por acaso. No terceiro capítulo Sadraque, Mesaque e Abdenego foram jogados na fornalha, Deus de forma extraordinária estava com eles no fogo e nada acontece com os três amigos. No sexto capítulo deste livro, encontramos Daniel demonstrando ser mais competente que os outros 02 ministros.

Ela tinha, tanta capacidade, que o rei pensou em colocá-lo com a mais alta autoridade do reino. Os outros ministros, se acharam preocupados com a situação e tentaram encontrar algo para prejudicar a Daniel. Tentaram o acusar de má administração, porém não acharam nada, ele era honesto e direito, e ninguém, podia acusá-lo de ter feito qualquer coisa errada.

Não encontrando nada, eles se reuniram e tiveram uma ideia, na posição de autoridade que ocupavam no reino, chegaram até o rei e fizeram um pedido; O rei decretaria que durante trinta dias, todo e qualquer pedido deveria ser feito apenas ao rei. Caso alguém desobedecesse essa ordem, o rei jogaria na cova dos leões. O rei concordou e assinou a ordem e mandou que fosse publicada. Quando Daniel soube da ordem publicada, ele voltou para casa e no andar de cima, havia uma janela que estava direcionada para Jerusalém. Daniel abriu as janelas, ajoelhou-se e orou, dando graças ao seu Deus, mantendo assim seu costume de orar três vezes ao dia.

O inimigos de Daniel foram até a casa dele e viram Daniel orando ao Senhor, ao seu Deus. Ao depararem com a cena que esperavam para denunciar ao rei, eles foram de encontro ao rei, neste sentido relataram, o senhor assinou um decreto que ninguém poderia pedir nada, a não ser, que esse pedido fosse feito ao rei somente. Caso isso alguém desobedecesse esse decreto, o senhor o jogaria na cova com os leões. O rei confirma que o decreto havia sido assinado por ele. Os inimigos de Daniel denunciam ao rei, que o mesmo estava orando ao Deus dele.

Eles inflamaram lembrando ao rei que Daniel fora um dos prisioneiros que vieram da terra de Judá, e o acusaram de não respeitar o decreto do rei. Ele orava três vezes ao dia. Ao ouvir tudo, o rei ordena que trouxessem Daniel e o jogassem na cova dos leões.

O rei era amigo de Daniel e ele disse: “Espero que o seu Deus, a quem você serve com tanta dedicação, o salve.” De manhã cedo, ele se levanta e vai depressa até a cova dos leões, com voz triste, o rei disse:

– Daniel, servo do Deus vivo! Será que seu Deus a que, você serve com tanta dedicação, conseguiu salvá-lo dos leões?

– Daniel respondeu: “Que o rei viva para sempre! O meu Deus mandou o seu Anjo, e este fechou a boca dos leões para que não me ferissem.”

Pois Deus sabe que não fiz nada contra Ele. E também não cometi nenhum crime contra o senhor.” O rei alegrou-se de tal maneira, que mandou tirar Daniel da cova, viu que nada havia acontecido com ele, mandou trazer os que acusaram a Daniel, com toda a sua família e os colocaram dentro da cova.

O rei Dario escrever uma carta para os povos de todas as nações, raças e línguas do mundo, ordenando que todos, respeitem e honrem o Deus que Daniel adora.

Deus transformou o mau em bem! Louvado seja o Senhor!

Alvo de uma conspiração, Daniel é lançado na cova dos leões por sua fidelidade a Deus, que o defende com uma preservação milagrosa e executa justiça soberanamente contra os conspiradores. Tanto na velhice quanto na juventude, Daniel é um modelo de vida coerentemente piedosa em um mundo hostil.

Conformar-se ao que todo mundo está fazendo é uma tentação forte tanto para idosos quanto para jovens. Mesmo correndo risco de morte, Daniel tinha convicção de que era melhor obedecer a Deus que os homens.

O mundo hoje não é menos hostil à graça e a Deus que o mundo no tempo de Daniel. Independentemente das consequências, devemos aprender com Daniel a manter um testemunho consistente e que honre a Deus.

A luz deste texto, faremos algumas reflexões:

Que o Senhor abençoe nossas vidas!

Rev. Cristiam Matos

Expiação Limitada – Romanos 8.30

O apóstolo Paulo escreve em sua carta aos Romanos 8.30, relatando os três períodos da salvação, ele inicia informando que o Senhor nos escolheu para sermos seus. Deus em sua soberania, majestade e glória, chamou-nos parar louvar e glorificar o nome dEle, hoje e para todo o sempre. Aprouve ao Senhor salvar da condenação um certo número de homens, Sua santidade e justiça exigem que o pecado seja punido.

   Os escolhidos de Deus são pecadores, uma expiação completa e perfeita era necessária. O homem por si, jamais seria capaz de agradar ao Senhor, ou até mesmo, fazer algo que Deus olhe e diga que somos mais que merecedores da salvação eterna.

   Neste sentido o Senhor enviou o Seu amado Filho, Jesus Cristo, o Filho do Deus vivo, feito homem, que de forma perfeita, suportou o castigo merecido, por nós pecadores, obtendo a Salvação para os Seus eleitos, a quem o Senhor concedeu ao Filho, para ser um povo exclusivamente dEle.

   A eleição em si não salvou ninguém, apenas apontou, destacou alguns pecadores para a salvação. Os que foram escolhidos por Deus o Pai, desde a eternidade, ou seja, antes da criação, e dados ao Filho precisavam ser redimidos para serem salvos.

   Jesus Cristo, o próprio Deus, veio ao mundo e tomou sobre Si a natureza humana para que pudesse identificar-se com o Seus eleitos, não deixando sua natureza divina, mas unindo as duas naturezas. Ele agiu como seu representante ou substituto.

   Cristo, agindo em lugar do Seu povo, guardou perfeitamente a lei de Deus e dessa forma produziu uma justiça perfeita a qual é imputada aos eleitos. A salvação foi creditada aos escolhidos do Senhor no momento em que são chamados à fé nEle.

   Através do que Cristo fez, esse povo é constituído justo diante de Deus, Jesus Cristo de forma perfeita, cumpri cabalmente as exigências, segundo a perfeição do Pai Os eleitos são libertos da culpa e da condenação como resultado do que Cristo sofreu por cada um dos pecadores. Seu sangue vertido, seu sofrimento na cruz, através do Seu sacrifício substitutivo, Jesus sofreu a penalidade dos pecados dos que foram chamados, eleitos e assim removeu a culpa de cada um de nós, para sempre.

   Neste sentido, os eleitos, seu povo são unidos a Ele pela fé, é-lhe creditada perfeita justiça pela qual ficam livres da culpa e condenação do pecado. Não somos mais filhos do pecado, mas agora feitos filhos do Deus vivo, por intermédio da obra perfeita, concedida a nós, que cremos em Jesus Cristo nosso Senhor e Salvador.

   Aqueles a quem o Senhor chamou, é salvo não pelo que é capaz de fazer ou fará em algum momento, mas tão somente pela fé na obra redentora de Jesus Cristo, o nosso Senhor e salvador. Louvado é seu Santo Nome.

  A obra redentora de Jesus Cristo foi definida em desígnio e realização. Foi planejada para render a completa satisfação em favor dos escolhidos, predestinados. De fato, assegurou a salvação para os Seus.

   A salvação que Cristo adquiriu para o Seu povo inclui tudo que envolve no processo de trazer-nos a um correto relacionamento com o Pai, incluindo os dons da fé e o arrependimento. Deus não deixou aos pecadores a decisão, se a obra de Jesus Cristo será ou não efetiva, pelo contrário, todos aqueles por quem Jesus Cristo morreu, serão infalivelmente salvos.

   A redenção, portanto, foi designada para cumprir o propósito divino da eleição.

   O Senhor chamou-nos, para sermos seus servos, por intermédio de Jesus Cristo. Essa certeza traz paz e por isso o adoramos, pois, somente Ele é digno de toda honra, glória e louvor.

   Que o Senhor conceda o desejo de buscarmos a Ele, e O adorarmos, hoje e para todo sempre. A Expiação Limitada é para os seus escolhidos, nós Filhos do Deus vivo.

 

REFERÊNCIAS BÍBLICAS: Romanos 8.30; 1 Samuel 3.14; Isaías 53.11-12; Mateus 1.21; Mateus 20.28; João 3.16; João 10.14-15; João 11.50-53; João 15.13; Atos 20.28; Apocalipse 5.9.

Rev. Cristiam Matos

Eleição Incondicional – Romanos 8.29-30

No Livro de Moisés denominado Gênesis encontramos a história de um homem, que transgrediu uma ordem de Deus, não comerás do fruto que se encontra no meio do jardim. Por meio do pecado de um único homem, todos os seus descendentes, entram no mundo como pecadores, culpados, perdidos.

Como pecadores, criaturas caídas, elas não têm desejo de ter comunhão com o seu Criador. A Santidade de Deus é perfeita, não há máculas no Senhor.

Deus é santo, justo e bom, ao passo que os homens são pecaminosos, perversos e corruptos.

O homem não sabe viver na escolha absoluta, a prova disso é Adão e Eva, que deixados à sua própria escolha, não foram, capaz de obedecer ao Senhor. Neste sentido, os homens inevitavelmente seguem seu coração corrupto e criam ídolos para si.

Consequentemente, os homens têm se desligado do Senhor dos céus e têm perdido todos os direitos de Seu amor e favor, quais são imerecidos para o homem.

Teria sido perfeitamente justo para Deus ter deixado todos os homens em seus pecados e miséria e não ter demonstrado misericórdia a quem quer que seja. É neste contexto que a Bíblia apresenta a eleição.

Todas as coisas foram devidamente determinadas por Deus, antes da fundação do mundo, ou seja, a eleição incondicional significa que Deus, antes da fundação do mundo, escolheu certos indivíduos caídos, da raça humana e os predestinou para serem o objeto de Seu imerecido amor e para trazê-los ao conhecimento de Si mesmo.

Esses, e somente esses, Deus propôs salvar da condenação eterna, dando a nós a vida eterna.

Deus poderia salvar todos os homens (pois Ele tinha o poder e a autoridade para fazer isso), ou Ele poderia ter escolhido não salvar ninguém, Ele não tem a obrigação de conceder misericórdia a ninguém, porém não fez uma coisa nem outra, Ele escolheu salvar alguns e excluir outros.

Sua eterna escolha de determinados pecadores para a salvação não foi baseada em qualquer ato ou resposta prevista da parte daqueles escolhidos, mas foi baseada tão somente no Seu beneplácito e na Sua soberana vontade. Desta forma, a eleição não foi condicionada nem determinada por qualquer coisa que os homens iriam fazer, mas resultou inteiramente do propósito determinado pelo próprio Deus.

Não cabe à criatura questionar ao Criador a Sua forma de justiça, por não escolher todos para a salvação. Deve-se ter em mente que, se Deus não tivesse graciosamente escolhido um povo para Si. Neste sentido Ele soberanamente determinou, proveu e aplicou a salvação. Se não fosse a tremenda benevolência a imerecida graça, ninguém seria salvo.

Deus chamou-nos para a sua glória e louvor, aprouve ao Senhor conceder-nos a salvação, mesmo sendo imerecedores.

 

Rev. Cristiam Matos

Missões

O Senhor Jesus Cristo, depois de sua ressurreição e antes de subir aos céus, conversou com seus discípulos e lhes disse de forma bem clara, sobre o que eles deveriam fazer.

O Evangelho Segundo Mateus 28.18-20, destaca a responsabilidade da Igreja.

A responsabilidade da Igreja de Jesus Cristo, é destacar que Jesus, somente Ele, tem toda autoridade no céu e na terra. O próprio Jesus Cristo diz: “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra.” 

A autoridade e o poder de Jesus, acalma a tempestade em alto mar, sobre as forças espirituais do mal, expulsando demônios de pessoas, sobre as enfermidades, cura todo tipo de doenças, sobre a própria morte, Ele venceu, para a glória do Pai.

Ele subiu aos céus e assentou-se à direita de Deus Pai, acima de todo principado e potestade, como Rei dos reis e Senhor dos senhores.

Jesus Cristo deixa uma Missão a seus discípulos, dividida em três partes, a saber, pregar, batizar e ensinar.

Essa é a missão da Igreja, de Jesus Cristo. Ela deve pregar a Palavra de Salvação, preparando novos discípulos de Jesus. Os novos discípulos devem ser batizados.

A Igreja tem como Missão, ensinar os novos discípulos a guardar todo o ensino de Jesus. A única forma de aprendemos e preparar novos discípulos, é com Jesus, a Igreja deve pregar a Palavra da Salvação em todos os lugares, batizar os discípulos de Jesus Cristo, ensinar os discípulos a andar segundo a vontade do Senhor.

Isso está muito claro nas palavras de Jesus: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado.”  

Devemos confiar na autoridade de Jesus enquanto cumprimos a Missão que Ele nos ordenou, somente em Jesus Cristo nos sentiremos seguros, guardados, protegidos. Ele acompanha sua Igreja enquanto cumpre sua Missão e propósito que o Senhor lhe conferiu.

Disse Jesus: “E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.”

A Missão que o Senhor nos confiou, possui toda autoridade no céu e na terra, Ele nos acompanha, caminha entre nós.

Quando a pregação da Palavra, fala da Salvação a quem quer que seja, Ele está ao nosso lado, quando a Igreja de Jesus Cristo, batiza os novos discípulos, Ele também está presente. E, enquanto a Igreja ensina os novos discípulos a andar conforme a vontade dEle, Ele também está junto.

A Missão confiada à Igreja de Jesus Cristo, é esta, pregar o Evangelho que Salva pecadores, batizar pecadores convertidos a Cristo e ensinar pecadores regenerados a andar com o Senhor!

A autoridade deixada para a Igreja de Jesus Cristo, é para cumprir sua Missão. Ela o faz na autoridade de Cristo!

Que grande segurança, e consolo a Igreja possui, Jesus Cristo possui toda autoridade no céu e na terra. Ele acompanha a Igreja dEle, enquanto ela cumpre a Missão que Ele mesmo ordenou!

Sejamos discípulos, instrumentos nas mãos do Senhor.

Louvado seja o Senhor!

Rev. Cristiam Matos

Autoridade de Jesus Para Curar e Libertar

O Evangelho de Marcos tem como objetivo principal falar de Jesus e apresenta-lo como o Cristo, que é também o Filho de Deus. Isso aparece logo no primeiro versículo, o qual afirma: “Princípio do evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus.”

Nos versículos vigésimo primeiro ao vigésimo oitavo, Jesus estava em Cafarnaum, uma cidade ao norte de Israel, e, no sábado, foi à sinagoga onde demonstrou grande autoridade e todos ficaram admirados. Jesus ensinava com uma autoridade como nunca os ouvintes tinham testemunhado antes, Jesus demonstrou autoridade sobre um demônio, expulsando-o de um homem possesso.

Marcos ensina aos leitores que Jesus Cristo é o Filho de Deus, o Deus encarnado. O desejo de Marcos é para seus leitores, crer em Jesus, confessar a Jesus Cristo como Senhor e Salvador, pois Ele é o Filho de Deus, o verbo que se fez carne e habitou entre nós.

Os versículos vigésimo nono a trigésimo quarto, Marcos registra a autoridade de Jesus para curar e libertar. Portanto, a pastoral será sobre o ministério de cura e libertação de Jesus. O tema será a “Autoridade de Jesus para curar e libertar”.

Logo após Jesus ensinar com autoridade na sinagoga, e também expulsar o demônio de um homem que estava possesso, todos os presentes na sinagoga ficaram grandemente admirados e espantados. Jesus e seus quatro primeiros discípulos foram à casa de dois deles, Simão Pedro e André.

Chegando lá, a sogra de Pedro estava acamada, com febre, conforme Marcos afirma no trigésimo versículo. Lucas, ao registrar esse mesmo episódio, no quarto capítulo e trigésimo oitavo versículo, sendo ele médico, aponta um detalhe importante, pois afirma que a sogra de Pedro “achava-se enferma, com febre muito alta”. No evangelho segundo João no quarto capítulo do quadragésimo sexto a ao quinquagésimo quarto, registra uma cura realizada por Jesus, também de uma febre. Na ocasião, Jesus estava em Caná da Galiléia, e, de Cafarnaum, foi procura-lo um oficial do rei, cujo filho estava doente, e pediu que Jesus fosse até Cafarnaum “para curar seu filho, que estava à morte.” A enfermidade do rapaz era gravíssima, pois estava à morte.

Contudo, Jesus não precisou se deslocar de Caná da Galiléia até Cafarnaum para curar o filho do oficial do rei, pois com uma palavra ordenou a cura, e o rapaz foi curado à distância. Jesus estava em Caná da Galiléia e curou o rapaz em Cafarnaum. Quando o oficial chegou em casa, o moço estava curado da “febre mortal”, precisamente à hora em que Jesus ordenara a cura.

Hernandes Dias Lopes escreveu um livro com o título “O evangelho dos milagres” baseado no evangelho de Marcos, neste livro encontra-se a citação de Adolf Pohl, um comentarista bíblico, qual relata que a febre mortal deveria ser malária, considerando que Cafarnaum ficava numa região pantanosa, com clima subtropical, favorável à proliferação da doença. Lucas era médico e registra que a sogra de Pedro, em Cafarnaum, estava com febre muito alta, apontando a gravidade da doença daquela mulher. Jesus aproximou-se e tomou-a pela mão, e diz o texto que “a febre a deixou, passando ela a servi-los.”. A cura foi instantânea e os sintomas da enfermidade desapareceram repentinamente.

Marcos continua em seu registro demonstrando de forma extraordinária o que Jesus continuará a fazer, no trigésimo segundo versículo na primeira parte encontramos, “A tarde, ao cair do sol, trouxeram a Jesus todos os enfermos…”, no trigésimo terceiro versículo, “Toda a cidade estava reunida à porta” da casa de Pedro e no trigésimo quarto, “E ele curou muitos doentes de toda sorte de enfermidades…”

Neste registro de Marcos podemos identificar de forma clara que não havia enfermidade que suportava a presença de Jesus Cristo, aquele que era o Filho de Deus, todos os enfermos que foram trazidos, também foram curados.

Marcos de forma extraordinária ensina aos leitores, que Jesus Cristo era o Filho de Deus, e se Ele era o Deus encarnado as pessoas podiam ir a Ele, podiam confiar nEle, crer nEle, ter esperança nEle, fazer dEle o alicerce para a vida e para a alma, não somente nesta vida, mas por toda a eternidade.

Jesus cura o enfermo, liberta o cativo, Ele não curou somente de toda sorte de enfermidades, mas também libertou todos os que foram trazidos a Ele e que estavam cativos, presos, escravizados, acorrentados pelo diabo. Jesus liberta todos os oprimidos do diabo, não há demônio que suporte a autoridade e o poder de Jesus Cristo, o Filho de Deus. Os demônios não podem permanecer diante de Jesus, não podem suportar a glória de Jesus, não podem continuar prendendo, escravizando e acorrentando aqueles que Jesus Cristo, o Filho de Deus, chama e liberta.

Marcos queria que seus leitores soubessem quem Jesus era!

Você sabe quem Jesus é?

Você conhece a Jesus Cristo, o Filho de Deus?

Marcos ensina que Jesus Cristo é o Filho de Deus, o Deus encarnado, razão pela qual as pessoas devem ir a Ele, confiar nEle, crer nEle, ter esperança nEle, experimentar cura e libertação nEle, fazer dEle o alicerce para a vida e para a alma, não somente hoje, mas, por toda a eternidade.

A luz deste texto, faremos algumas aplicações:

A cura e a libertação eram itens obrigatórios para Jesus, pois o identificavam como o Messias, o Cristo, o Filho de Deus, os profetas do Antigo Testamento, embora com grande poder para cumprir os propósitos de Deus, não podiam fazer todos os milagres que queriam ou que lhes eram pedidos. Eles desempenhavam tarefas limitadas, para as quais Deus os capacitava em casos específicos.

Com Jesus é diferente, seu poder é ilimitado, infinito, somente Ele pode curar e libertar. Esse poder sobrenatural, ilimitado e infinito, demonstrado por Jesus, era sua credencial, o identificava como o Messias, o Cristo, o Filho de Deus que deveria vir ao mundo.

Curar e libertar eram itens obrigatórios para Jesus, pois o identificavam como o Messias, o Cristo, o Filho de Deus prometido que deveria vir ao mundo. Eram suas credenciais, mas, preste muita atenção a um fato importantíssimo.

Há algumas correntes teológicas que afirmam que Jesus carregou para a cruz as nossas enfermidades. Cristo NÃO carregou nossas doenças físicas para a cruz. Jesus Cristo carregou para a cruz os nossos pecados.

Qual é o problema em acreditar que Cristo carregou para a cruz as nossas doenças físicas?

O problema é que a obra da cruz é eficaz, Ele morreu na cruz carregando os nossos pecados, posso crer, verdadeiramente, que sou perdoado, redimido, lavado. Não tem como Deus, não perdoar nossos pecados, considerando que nosso Senhor e salvador, carregou-os para a cruz e morreu na cruz, levando sobre si nossos pecados.

Isso não pode ser dito das nossas doenças físicas. A obra de Cristo na cruz está relacionada com a justiça de Deus contra nosso pecado. Deus se ofende profundamente quando o pecado surge diante de seus olhos, pois o pecado é a quebra e a transgressão da Lei de Deus.

Jesus Cristo pode curar e libertar ainda hoje, e tem feito isso.

Jesus Cristo, o Filho de Deus, se importa com aqueles por quem morreu e ressuscitou.

Temos a tendência de buscar a Deus e a Jesus Cristo depois que percebemos que não há mais jeito. Contudo, as Escrituras Sagradas nos orientam a buscar a Deus em oração em todos os momentos e circunstâncias.

Em Jesus encontraremos cura e libertação, e mesmo que morra nesta vida, estaremos com o Senhor na glória eterna.

Marcos queria que seus leitores soubessem que Jesus Cristo era o Filho de Deus, o Deus encarnado, razão pela qual as pessoas podiam ir a Ele, confiar nEle, crer nEle, ter esperança nEle, experimentar cura e libertação, e fazer dEle o alicerce para a vida e para a alma, não somente nesta vida, mas por toda a eternidade.

Confie em Cristo, entregue-se e consagre-se a Cristo. Ele é o Filho de Deus.

Rev. Cristiam Matos.

Buscando a Deus

O Salmo 63.1-11 foi escrito, suas palavras indicam que Davi estava sofrendo algum tipo de perseguição por algum inimigo conhecido.

O cenário de produção deste Salmo foi o deserto de Judá, um lugar bastante comum para aqueles que buscavam refúgio de alguma perseguição. É neste lugar que Davi tem a inspiração para buscar a presença de Deus e escrever esta poesia.

O salmista divide esse salmo em três partes, que declara o que Deus é para ele.

Os quatro primeiros versículos Davi declaram que Deus é seu desejo, Davi começa o Salmo dizendo: “Ó Deus, tu és o meu Deus forte”. Há uma comunhão íntima com Deus, a comunhão com Deus era real e pessoal.

Davi estava no deserto e utiliza uma figura bem diante de seus olhos para descrever seu desejo por Deus. Declara ter tanta necessidade de Deus que compara essa necessidade a uma terra seca, árida e sem água. E a razão de sua sede por Deus é que a graça de Deus é melhor do que a própria vida. Davi desejava intensamente ter Deus junto de si, desejava ver a glória de Deus.

O contexto em que o Salmo foi produzido era a dificuldade por causa de alguma perseguição, observe que em meio ao problema, Davi consegue focar sua atenção em Deus, o salmista de forma extraordinária expressa que Deus era seu principal desejo.

Olhando para este contexto, temos uma pergunta para fazer-nos: Qual é o nosso maior desejo? Deus? Buscamos a glória de Deus?

Davi declara: “Porque a tua graça é melhor do que a vida; os meus lábios te louvam.” A partir da declaração, louva e engrandece a Deus por sua graça.

Neste sentido o salmista declara, Deus é meu desejo. Se Deus é o desejo do salmista então, Ele também é sua satisfação. Isso leva-nos a segunda divisão desta reflexão.

Os versículos quintos ao oitavo, encontramos que, Deus é a satisfação do salmista.

A busca mais intensa do ser humano é sua satisfação, sua plenitude de alegria. Em nossos dias, se vende que vale tudo para ter a felicidade completa. Não importa o que eles façam desde que sua busca satisfaça a esse desejo. Infelizmente essa felicidade ensinada, não é a verdadeira felicidade, pois ela o afasta de Deus.

Davi afirma encontrar fartura em Deus, neste sentido, sua sede é satisfeita em Deus, somente em Deus. Acredito que a pergunta que devemos fazer agora é:

O que ou quem pode satisfazer a alma mais faminta?

Com certeza a resposta que encontraremos, conforme o salmista declara, somente em Deus.

Que mudança drástica nas frases, no primeiro versículo encontramos Davi declarando, “a minha alma tem sede de ti”, no quinto versículo ele de forma surpreendente declara, “farta-se a minha alma”. Que declaração extraordinária a plenitude de alegria está em Deus, somente nEle. A angústia pode estar presente, mas o prazer em Deus derruba, suplanta qualquer angústia.

Mesmo em meio a um tipo de problema que não sabemos identificar ao certo, Davi continuava louvando a Deus, “…com júbilo nos lábios, a minha boca te louva.”

Deus era seu auxílio, e mesmo no leito e na insônia durante as vigílias da noite, Davi sentia prazer e alegria em Deus. Somente no Senhor dos senhores, o Rei dos reis, o único Deus.

Não é pecado desejar ser feliz e ter plenitude de satisfação. Pecado é buscar essa plenitude, na forma errada, na condição contrária a escritura, em qualquer lugar que não seja Deus. O apóstolo Paulo escreve aos Filipenses no quarto capítulo; “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos.”

Por tudo o que Deus revela ser em sua Palavra, Ele deve ser a fonte de nossa maior alegria.

Para Davi Deus era seu maior desejo, sua satisfação e sua segurança, pois Ele é a defesa de Davi. Encontramos essa declaração com uma força extraordinária com início no nono versículo e findando no décimo primeiro. Para Davi Deus era sua defesa.

Davi está sendo perseguido enquanto declara satisfazer-se em Deus. Sua convicção repousava nas promessas de Deus em sustentar sua vida e cumprir seus propósitos. Assim, Davi espera Deus lutar por ele e lançar os inimigos nas profundezas da terra.

Os propósitos de Deus na vida de Davi, como ascendente de Jesus Cristo, eram propósitos eternos, razão pela qual lutar contra Davi significava lutar contra os propósitos de Deus. Por isso, Davi possuía tanta convicção de que os planos e as promessas de Deus não poderiam falhar. Davi confiava no Senhor e sabia que Deus o defenderia de quem quer que fosse.

A certeza da palavra imutável de Deus e de Seu perfeito amor a Davi o levou a desejar ao Deus que nunca o desampara, que em meio a adversidade lhe dará plenitude de alegria pois o Senhor o defenderia. A experiência de Davi, também pode ser nossa experiência, pois as promessas eternas de Deus a nosso favor se cumprirão plenamente.

Deus é defesa contra as dificuldades e circunstâncias da vida, e também contra as forças espirituais do mal. Sendo assim todos aqueles que desejarem o mal aos filhos de Deus terão que enfrentar os planos e propósitos de Deus. Neste sentido os propósitos de Deus, jamais se frustrarão.

A luz deste texto faremos três aplicações:

  1. Davi sabia que seu maior desejo estava em Deus. Quem é ou qual é o seu maior desejo?
  2. Entendemos que a satisfação de alegria de Davi, estava no Senhor, que criou o céu e a terra e tudo que existe no planeta, universo e em outros lugares. A plenitude de alegria não será encontrada nos bens materiais, mas sim no Senhor.
  3. Devemos olhar e regozijar-se no Senhor, somente nEle encontramos e depositamos o nosso real desejo, que é de estar nEle. Para aqueles que o busca em real submissão ao Senhor por ser o seu desejo, Ele torna-se a satisfação plena e por fim, nEle encontramos a verdadeira paz, que traz a verdadeira alegria.

Que o Senhor nos abençoe! Louvado seja o Senhor!

Uma boa semana a todos.

Nasceu, Viveu, Morreu e Ressuscitou!

Jesus! Que personagem na história!

Ninguém nasceu como Jesus Cristo. Ele foi gerado por obra do Espírito Santo de Deus. Não nasceu em pecado, não foi concebido em pecado. Ele foi anunciado por intermédio do profeta Isaías muito antes de Seu nascimento: “Portanto, o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel.” Isaías 7.14

Como Filho de Deus, podia exigir o mais nobre nascimento, com pompas e a melhor preparação, a melhor recepção já vista. Porém, não foi isso que aconteceu. Ele nasceu num lugar simples, e sem muitos à sua espera, sem súditos ao seu redor.

Ninguém viveu como Ele. As duas naturezas de Cristo Jesus, Ele era 100% Deus e 100% homem, foi humano como qualquer outro humano, porém, com uma exceção, não cometeu qualquer pecado. O autor aos Hebreus afirma: “…foi Ele tentado em todas as cousas, à nossa semelhança, mas sem pecado.” Hebreus 4.15

Neste sentido, Jesus Cristo foi perfeito em sua obediência ao Pai, cumprindo, assim, o seu propósito de vir à terra, abrindo mão de sua glória eterna, esvaziando-se, tornando-se servo, para se tornar o Salvador dos homens pecadores.

Ninguém morreu como Ele, muitos outros foram condenados à morte de cruz, merecedores da morte de cruz, o próprio Jesus morreu crucificado na companhia de dois malfeitores, sem Ele merecer a condenação que era nossa, ainda assim sua morte foi única.

A morte de Jesus foi em substituição ao pecador, Ele morreu a nossa morte, qual jamais seriamos capaz de pagar, cumprir, realizar. Foi uma morte expiatória, ou seja, para pagar pela culpa do pecador e em lugar do pecador. Não foi uma morte qualquer. Foi uma morte substitutiva e em favor do pecador.

O apóstolo Paulo afirma: “Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi, que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras.” 1 Coríntios 15.3

É com essa certeza que e compreensão, entendemos que Deus perdoa o pecador de todos os seus pecados, pois Jesus carregou sobre si a culpa dos pecados do pecador.

Ninguém ressuscitou como Ele. É verdade que as Escrituras Sagradas registram outros casos de ressurreição além da ressurreição de Jesus, mas, ainda assim, ninguém ressuscitou como Ele, pois, todas as pessoas que ressuscitaram, voltaram a morrer uma segunda vez. Mas, com Jesus foi diferente. Ele ressuscitou e vive, nosso Salvador vivo está! 

Jesus ressuscitou por seu próprio poder, venceu a morte, venceu o mal e não morreu novamente. Depois de ressuscitar subiu aos céus e assentou-se à direita de Deus. Jesus, depois de ter feito a purificação dos pecados, por sua morte, assentou-se à direita de Deus, nas alturas.

Jesus! Que personagem na história! Ninguém nasceu como Ele, ninguém viveu como Ele, ninguém morreu como Ele e ninguém ressuscitou como Ele. Somente Ele é o Deus, Salvador, Purificador, Remidor.

Não existe outro caminho para a salvação, o próprio Jesus afirmou: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” João 14.6

A luz do texto apresentado concluímos que Jesus Cristo é o único caminho, Ele é a verdade, Ele é a vida. NEle encontramos vida em abundância, vida eterna. Neste sentido vamos olhar para três aplicações.

Sabemos que não existe uma outra forma de chegar-se a Deus. Busque a Jesus Cristo.

Entendemos que o único caminho de se chegar ao Pai é através de Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador. Vivamos para Cristo.

Se alguém deseja encontrar-se com Deus, necessariamente precisa ir a Cristo. Olhe para Cristo como o único caminho, verdade e vida.

Uma boa semana.

Rev. Cristiam Matos.

Deus Abençoa Seu Povo

Quem não quer ser abençoado por Deus?

Todos aqueles que têm o temor de Deus no coração vivem constantemente a expectativa da bênção de Deus. E aqueles que, embora sem o temor de Deus no coração, basta um problema qualquer para pedir oração para que Deus dê sua bênção.

Em Números 6.23-26 encontramos o próprio Deus declarando sua bênção sobre seu povo, e a colocou sobre seu povo:

23Fala a Arão e a seus filhos, dizendo: Assim abençoareis os filhos de Israel e dir-lhes-eis: 24O SENHOR te abençoe e te guarde; 25o SENHOR faça resplandecer o rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti; 26o SENHOR sobre ti levante o rosto e te dê a paz.

O Senhor declarou sua bênção ao povo de Israel, prometeu dar proteção a seu povo, tratar seu povo com misericórdia e conceder a paz.

Esta bênção, embora direcionada inicialmente ao povo de Israel no Antigo Testamento, não foi somente para eles. Ela é também destinada para todos aqueles que viveram no tempo do Novo Testamento, e também nos alcança hoje.

Deus tem guardado os seus, e muitas promessas encontramos nas Escrituras que comprovam esta tese. Nosso Senhor não desampara o seu povo, Ele os sustenta e guarda, louvado é nosso Deus.

Temos experimentado muitas bênçãos, muitos livramentos, muitas providências de Deus em nos guardar e proteger do mal.

A proteção divina é extraordinária quando, nosso Deus é protetor, consolador, nosso supremo pastor.

O próprio Jesus nos ensinou a pedir a Deus: “…livra-nos do mal…” (Mateus 6.13). Lembremo-nos, ainda, do Salmo 34.7, que diz: “O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem e os livra.”

Deus também tem demonstrado hoje seu olhar com misericórdia em relação a seu povo, misericórdia esta que não tem fim e que se renova a cada manhã, conforme registro no livro Lamentações de Jeremias 3.22-23.

A maior prova de sua misericórdia, é Deus ter enviado Jesus Cristo para salvar o seu povo dos pecados deles, esse registro encontramos no evangelho segundo Mateus 1.21.

A promessa da Salvação é, sem dúvida alguma, o maior ato de demonstração de misericórdia da parte de Deus para com os pecadores, transformando-os em seus filhos.

Deus tem dado paz a seu povo. Esta paz foi manifestada e concedida por Jesus Cristo, o “Príncipe da Paz”, conforme registro no livro de Isaías 6.

A paz que o Senhor nos concede ultrapassa as barreiras do sentimento é uma paz que recebemos na alma. Não importa as circunstancia a paz que recebemos do Pai é plena em todos os momentos.

Ele mesmo disse a seus discípulos: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.” João 14.27.

Em Cristo, tudo isso se concretiza e se realiza. Deus concede a seu povo: proteção, misericórdia e paz.

Essa é a maior verdade que podemos ter, isso é verdadeiro, o que mais precisamos.

Louvado seja o nosso Senhor!

A luz deste texto como poderíamos orar ao nosso Senhor, talvez podemos orar assim: “Ah, Senhor, nosso Deus, quão maravilhoso é saber que o Senhor cuida dos seus! Que reconheçamos essas grandes bênçãos derramadas em nossas vidas, proteção a nós concedida, a misericórdia e paz sobre nós derramada. Em nome de Jesus, agradecemos, amém.”

Vigiai e Orai

Na pastoral desta manhã, compartilharei sobre o combate que o cristão vive, neste sentido entendo quando o evangelho segundo Mateus nos orienta a vigiar e orar, aliás são palavras registradas no evangelho, vindas de Jesus Cristo. Concordo com o J. C. Ryle conforme registro em seu livro com o tema Santidade. No quarto capítulo o primeiro ponto trata que o verdadeiro cristianismo é um combate e revelam a grande fraqueza do cristão, sem a oração. Estas são as palavras do Senhor Jesus Cristo; “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito na verdade está pronto, mas a carne é fraca.”  Mateus 24.41

 Observe a profundidade revelada neste versículo, existe grande fraqueza, até mesmo nos discípulos de Cristo, eles precisam orar a esse respeito. O contexto apresenta Pedro, Tiago e João, são três apóstolos escolhidos, que estavam dormindo, quando deveriam vigiar e orar. Também vemos nosso Senhor dirigindo-se a eles com a palavra acima. O cristão possui dupla natureza, quando somos alcançados por Jesus Cristo, convertidos, renovados e santificados, ainda carregamos uma massa de corrupção, um corpo de pecado. Paulo refere-se a isso, quando assevera; “…encontro a lei de que o mal reside em mim. Porque, no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus; mas vejo nos meus membros outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado…” Romanos 7.21-23

 A experiência de todos os verdadeiros cristãos, em todos os séculos, confirma isso. Eles encontram dentro de si dois princípios contrários, e uma batalha contínua entre os dois. Nosso Senhor alude a esses dois princípios quando se dirige aos discípulos dormentes. Ele chama um de “carne” e o outro de “espírito” – “O espírito na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.” Mas, nosso Senhor procurou desculpar essa fraqueza em seus discípulos? Longe de nós pensar tal coisa. Os que tiram esta conclusão interpretam muito mal o que Ele quis dizer. Jesus usa essa mesma fraqueza como um argumento para a vigilância e a oração. Ele nos ensina que o próprio fato de estarmos cercados de tanta fraqueza deveria despertar-nos continuamente para “vigiar e orar.”

Neste sentido quero tirar três aplicações para nossas vidas, a primeira, Se desejamos seguir a verdadeira religião cristã, jamais nos esqueçamos desta lição. Se desejamos andar com Deus confortavelmente e não cair, como sucedeu a Davi e a Pedro, então nunca nos esqueçamos de “vigiar e orar.”

A segunda aplicação é saber que devemos viver como soldados em território inimigo, montando guarda permanente. Nunca exercemos cuidado em demasia por nossa alma, pois o mundo é traiçoeiro. O diabo está sempre muito ocupado.

A terceira aplicação está relacionada a nossa atitude, que as palavras de nosso Senhor soem em nossos ouvidos diariamente, como uma trombeta. O espírito pode, talvez, estar bem pronto, mas a carne é sempre muito fraca. Portanto, vigiemos sempre e oremos sempre.

  

Rev. Cristiam Matos