Vigiai e Orai

Na pastoral desta manhã, compartilharei sobre o combate que o cristão vive, neste sentido entendo quando o evangelho segundo Mateus nos orienta a vigiar e orar, aliás são palavras registradas no evangelho, vindas de Jesus Cristo. Concordo com o J. C. Ryle conforme registro em seu livro com o tema Santidade. No quarto capítulo o primeiro ponto trata que o verdadeiro cristianismo é um combate e revelam a grande fraqueza do cristão, sem a oração. Estas são as palavras do Senhor Jesus Cristo; “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito na verdade está pronto, mas a carne é fraca.”  Mateus 24.41

 Observe a profundidade revelada neste versículo, existe grande fraqueza, até mesmo nos discípulos de Cristo, eles precisam orar a esse respeito. O contexto apresenta Pedro, Tiago e João, são três apóstolos escolhidos, que estavam dormindo, quando deveriam vigiar e orar. Também vemos nosso Senhor dirigindo-se a eles com a palavra acima. O cristão possui dupla natureza, quando somos alcançados por Jesus Cristo, convertidos, renovados e santificados, ainda carregamos uma massa de corrupção, um corpo de pecado. Paulo refere-se a isso, quando assevera; “…encontro a lei de que o mal reside em mim. Porque, no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus; mas vejo nos meus membros outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado…” Romanos 7.21-23

 A experiência de todos os verdadeiros cristãos, em todos os séculos, confirma isso. Eles encontram dentro de si dois princípios contrários, e uma batalha contínua entre os dois. Nosso Senhor alude a esses dois princípios quando se dirige aos discípulos dormentes. Ele chama um de “carne” e o outro de “espírito” – “O espírito na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.” Mas, nosso Senhor procurou desculpar essa fraqueza em seus discípulos? Longe de nós pensar tal coisa. Os que tiram esta conclusão interpretam muito mal o que Ele quis dizer. Jesus usa essa mesma fraqueza como um argumento para a vigilância e a oração. Ele nos ensina que o próprio fato de estarmos cercados de tanta fraqueza deveria despertar-nos continuamente para “vigiar e orar.”

Neste sentido quero tirar três aplicações para nossas vidas, a primeira, Se desejamos seguir a verdadeira religião cristã, jamais nos esqueçamos desta lição. Se desejamos andar com Deus confortavelmente e não cair, como sucedeu a Davi e a Pedro, então nunca nos esqueçamos de “vigiar e orar.”

A segunda aplicação é saber que devemos viver como soldados em território inimigo, montando guarda permanente. Nunca exercemos cuidado em demasia por nossa alma, pois o mundo é traiçoeiro. O diabo está sempre muito ocupado.

A terceira aplicação está relacionada a nossa atitude, que as palavras de nosso Senhor soem em nossos ouvidos diariamente, como uma trombeta. O espírito pode, talvez, estar bem pronto, mas a carne é sempre muito fraca. Portanto, vigiemos sempre e oremos sempre.

  

Rev. Cristiam Matos

Vivam em Amor – Efésios 5.1-9

O apóstolo Paulo escreve aos efésios como o intuito de alertá-los quanto ao viver em amor, sendo imitadores de Cristo, observe o carinho empregado no primeiro versículo, filho amado.

A pureza de vida leva o cristão a perceber que são filhos queridos de Deus e por isso o desejo do cristão é ser como Ele. Ter uma vida dominada pelo amor, assim como Jesus Cristo nos amou e deu sua vida por nós, essa oferta de perfume agradável, um sacrifício que agrada a Deus.

O amor de Deus é tão grande que Ele deu seu único filho, Ele era o verbo e o verbo no princípio estava com Deus, o Deus encarnado, filho amado, amou a todos dando a sua vida, para dar-nos vida.

Jesus Cristo quando aqui este, andou, como um de nós, em sua natureza divina, não interferiu em sua natureza humana, mas pela natureza divina não pecou. Ele foi tentado de todas as formas. Jesus cresceu, estudou, trabalhou e em tudo amou, assim, mostrou a toda humanidade como o amor verdadeiro pode mudar toda uma história.

Cristo concedeu-nos o direito imerecido de ser filho do Pai celeste, e pela sua maravilhosa obra, somos feitos filhos adotivos do Pai. Ele colocou-nos como parte do povo de Deus, e a sua vida ensinou que Jesus Cristo, nunca se envolveu em indecência, imoralidades sexuais, cobiça, somos orientados a também não ter isso como parte de conversar, tais assuntos.

O apóstolo Paulo aponta dois extremos neste momento, o primeiro é de imitar a Deus como servos, o outro é de imitar a Deus como se o homem fosse um semideus.

Um homem semideus não se importa com a verdadeira vontade de Deus, então em suas atitudes ele questiona se a imoralidade, lascívia, idolatria, cobiça enfim tudo o que desagrada a Deus, realmente é um desagrado e então sua motivação não é agradar a Deus, mas a si. Por esse motivo o homem se tornou um semideus, um idólatra de si.

O homem não pode imitar a Deus em soberania, onipotência, onisciência e onipresença, jamais conseguiremos imitar a Deus na criação ou na redenção.

O apóstolo Paulo deixa claro que imitar ao Senhor é como nas escrituras, primeiro, devemos amar ao Senhor de todo nosso coração, sendo obedientes até a morte. Segundo, somente imitaremos a Cristo se for através do conhecer a escritura, assim como encontramos em Mateus 5.43-48, Lucas 6.35, 1 João 4.10-11, João 13.34, João 15.12, Romanos 15.2-7, 2 Coríntios 8.7-9, Filipenses 2.5, 1 João 3.16.

O apóstolo Paulo está argumentando que os filhos são como seus pais, aprendendo por observação e imitação. Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu único filho por amor, por isso todo cristão anda em amor. Deus é luz, neste sentido como filhos devemos andar como filhos da luz, Ele é verdade, o cristão deve andar em sabedoria, na verdade, em Jesus Cristo.

O verbo imitar aparece como imperativo, todo cristão deve ser imitador de Cristo. Mas você conhece a origem deste verbo.

A palavra imitar vem da mesma palavra mímica, a mímica era a parte mais importante no desempenho de um orador, três coisas faziam parte da vida de um grande orador, teoria, mímica e prática.

Se você pretende ser um grande orador, então imite os grandes oradores do passado, mas, se você quiser ser santo, então imite a Deus, ao nosso Senhor e salvador Jesus Cristo.

Paulo ensina que devemos imitar a Cristo em amor, andando em amor, fazer do amor sua principal regra de vida. O amor de Cristo possui duas características interessantes, a primeira é o perdão e a segunda o sacrifício.

O perdão é vital na vida do cristão, Deus amou-nos e perdoou-nos, o cristão recebe o perdão imerecido, o Senhor não espera nada em troca, não cobrou nada de nós, estamos salvos em Cristo Jesus, unicamente por amor, pleno, perfeito e puro. O sacrifício de Cristo foi agradável ao Pai, no sentido de que satisfez sua justiça e adquiriu eterna e eficaz redenção para nós.

O apóstolo Paulo ensina que Jesus Cristo nos ensina a andar em amor, mas condena a perversão do amor. Todo cristão deve andar em santidade, o próprio Senhor disse, sede santos, porque Eu Sou Santo. Paulo menciona quais pecados devemos fugir, como a prostituição, todos os tipos de impureza, a cobiça nem se quer pode ser mencionada entre os homens, como convém os santos. Não deve haver indecência, conversas tolas, gracejos obscenos, essas coisas são inconvenientes. O apóstolo Paulo ensina que o cristão que vive em Cristo, tem palavras em ações de graça, ou seja, palavras que edifique, ensine, glorifique ao Pai.

Os pecados da língua não deviam estar presentes na vida dos crentes, as conversações tolas, palavras vãs, chocarrices, nunca deveriam fazer parte dos vocabulários dos cristãos, as palavras obscenas, contar piadas imorais nem se envolver em mexericos fúteis o cristão deveria. O cristão não se envolve com isso, porque ele é nova criatura, por ser uma nova criatura, é a nova sociedade de Deus, a qual Ele escolheu desde a eternidade. Porque somos a nova sociedade de Deus devemos adotar padrões novos e porque decisivamente nos despojamos da velha vida e nos revestimos da nova vida devemos usar roupas apropriadas. Devemos abster-nos de toda e qualquer imoralidade, nosso corpo foi criado por Deus, e estamos unidos a Jesus Cristo e somos habitados pelo Espírito Santo. Que extraordinário o que Jesus Cristo faz em nossas vidas.

O apóstolo Paulo aqui avisa que o temor do julgamento deve estar presente na vida do cristão, os imorais podem escapar do julgamento da terra, mas nunca escaparão do julgamento e juízo perfeito de Deus. A bíblia ensina que os imorais herdarão o reino das trevas, jamais entrarão no reino de Jesus Cristo. Aqueles que amarem, imitarem a Cristo, com a intenção pura de parecer com Cristo, esses herdarão o reino dos céus, pois toda a injustiça já foi retirada dos Cristão que vivem em Cristo. O Reino de Cristo é o reino da justiça, aquele que se entregar ao Senhor, esse será salvo.

O apóstolo Paulo agora menciona os filhos da desobediência, esses conhecem as leis de Deus, e deliberadamente a desobedecem, sobre esses cairá a ira de Deus, hoje e por toda a eternidade. Mas é para os que obedecem ao Senhor e em amor estão em Jesus Cristo. O apóstolo Paulo também menciona em sua carta que ele fala dos filhos da luz. Aqueles que são luz no Senhor devem produzir frutos luminosos, o fruto da luz está em toda bondade, justiça e verdade, procurando saber o que é agradável ao Senhor.

Toda bondade, justiça e verdade contrastam com a vida impura e lasciva daqueles que são trevas e vivem nas trevas. A bondade (agathe syne) é certa generosidade de espírito. A justiça (dikaio syne) é dar aos homens e a Deus o que lhes pertence. A verdade (aletheia) não é simplesmente algo intelectual que se absorve com a mente. A verdade é moral, não só é algo que se conhece, mas que se faz.

A nossa condição anterior em Adão é vividamente descrita em termos de sono, de morte e de trevas. Cristo liberta-nos de tudo isso. A conversão não é nada menos do que despertarmos do sono, ressuscitarmos dentre os mortos e sermos trazidos das trevas para a luz de Cristo. A luz deste texto podemos tirar três aplicações para nossas vidas.

  1. Sabemos que devemos viver em amor, assim como Cristo nos amou, ser discípulos, imitadores de Cristo. Desejar andar como Cristo andou, não sermos parecidos com o mundo, mas sim com Jesus Cristo. Viva em amor, amando como Cristo amou, negando a si, para glorificar ao Pai.

 

  1. Entendemos que o cristão tem de linguajar, vocabulário diferente, não utiliza de coisas frívolas, palavras que entorpecem, para sempre procura em meio às conversas, glorificar a Cristo, andando em Cristo. As palavras são palavras que emanam vida, vida em Jesus Cristo. Cuide do que você fala, lê, escreve e até mesmo veste. Para que você não se assemelhe com o mundo, mas sim, se pareça com Jesus Cristo.

 

  1. Devemos moldar, pautar, delimitar nossas vidas, conforme a escritura, estudar a Cristo, buscando a verdade na Escritura Sagrada, levara-nos para mais próximo de Cristo e com Cristo nos parecemos. Vivamos em amor, a palavra de Cristo, para a glória do Pai.

 

Que nosso Senhor nos fortaleça e nos ajude a caminhar no Senhor.

Rev. Cristiam Matos

A Parábola do Grão de Mostarda

A Parábola do Grão de Mostarda

“Jesus lhes propôs outra parábola, dizendo: O Reino dos Céus é semelhante a um grão de mostarda, que um homem pegou e plantou no seu campo. Esse grão é, na verdade, a menor de todas as sementes, mas quando cresce, é maior do que as hortaliças, e chega a ser uma árvore, de modo que as aves do céu vêm se aninhar nos seus ramos.” Mateus 13.31-32

A parábola que encontramos registrada no livro segundo Mateus no décimo terceiro capítulos nos versículos trigésimo primeiro e trigésimo segundo, descreve o começo do Evangelho, do ministério da palavra, da graça de Deus nos corações de seu povo e do pequeno número dos discípulos que seguiam a Jesus.

O Evangelho e seu ministério eram como um grão de mostarda pequeno, pouco, desprezível e quase imperceptível. O seu autor, Jesus Cristo, era visto assim pelos judeus, ao olhar para Ele que nasceu em uma pequena vila de Belém, seus pais não eram conhecidos ou seja anônimos. Os fariseus olham para Cristo como alguém que salva pecadores, isso era contrário a doutrina deles.

Os pregadores deste Evangelho eram vistos como pessoas de vida pequena, muito má e baixa, fracas, não merecedores de atenção. As circunstâncias que envolviam  o Evangelho foram muito desencorajadoras, como a pregação era contrária a doutrina vivida, eles sofreram grande perseguição, onde quer que fossem.

Mesmo em meio a tantas truculências impostas aos discípulos, esta pequena semente tornou-se uma grande “Árvore” conforme o Evangelho Segundo Lucas no décimo terceiro capítulo e versículo décimo nono.

A semente fora plantada da mesma forma que é plantada a semente da mostrar, uma semente de mostarda de aproximadamente dois milímetros e o pé adulto chega perto dos três metros de altura, neste sentido o evangelho começou pequeno e pela misericórdia do nosso Senhor, tem tomado proporções jamais vista pela humanidade.

A graça do nosso Senhor, O Deus Pai, que sob o ministério da palavra é plantada no coração do povo do Senhor, dos seus escolhidos, predestinados, é como um grão de mostarda, um começo pequeno, criando raízes profundas e crescendo com o passar do tempo.

A igreja de Deus, que surge sob o ministério da palavra, e através da obra da graça, sobre o coração de pessoas particulares, é como o pequeno grão de mostarda; as pessoas das quais ela consistia eram poucas em número no tempo de Cristo, e em sua ascensão ao céu, e quando o Evangelho foi pregado pela primeira vez  entre  os  gentios, e as  pessoas  que lançaram os alicerces, e estavam no início da igreja evangélica, formaram uma figura muito desprezível, em razão de sua pobreza externa e das más circunstâncias do mundo, por causa das severas perseguições que todos os lugares os assistiam e também através dos erros e heresias introduzidos pelos homens maus, que surgiram entre eles. Mas, quando cultivado, torna-se a maior dentre as ervas, uma grande e sombreada árvore.

Neste sentido, um dia nós teremos plena segurança, teremos a estatura de um varão perfeito e à medida da estatura da plenitude de Cristo para a glória de nosso Senhor, O Deus Pai. O início do Reino dos céus é pequeno, mas, o fim será glorioso!

Louvado seja o nome do Senhor e Salvador Jesus Cristo!

Que o Senhor esteja no centro de sua vida e vivamos para adorar ao Senhor.

Rev. Cristiam Matos

Firme na fé.

Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra. Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus. Vê-lo-ei por mim mesmo, os meus olhos o verão, e não outros; de saudade me desfalece o coração dentro de mim” – Jó 25 a 27. 

 

O livro de Jó retrata o homem que é provado por Deus. A história gira em torno deste homem profundamente religioso, que fazia suas orações, que intercedia pela prosperidade e proteção dos seus filhos, que vivia de forma boa e justa; também registra um fato importante que devemos considerar: coisas ruins acontecem com pessoas boas. O propósito desta narrativa é mostrar que do Senhor procede o bem e o mal, as bênçãos e as aflições, e que firmados na fé podemos superar nossas tristezas e angústias. 

Dentre tantos assuntos tratados no livro de Jó como justiça, pecado, amizade, casamento, lamúrias e outros, destaca-se nos versos bíblicos acima a questão da fé no redentor – Cristo Jesus – fé que só o Senhor pode dar aos seus escolhidos. 

A história de Jó registra como ele perdeu seus bens e seus sete filhos e três filhas em um só momento. Apesar desta desgraça toda, Jó estava consolado porque sabia que isto procedia do Senhor (1.21-22 – Então, Jó se levantou, rasgou o seu manto, rapou a cabeça e lançou-se em terra e adorou; e disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei; o SENHOR o deu e o SENHOR o tomou; bendito seja o nome do SENHOR!). Não bastasse esta aflição, surgiram-lhe tumores malignos da cabeça aos pés (2.7); sua esposa percebeu que o Senhor pesou sua mão sobre eles, e o orientou a amaldiçoar a Deus e morrer (2.9). Apesar da dor e da tristeza profunda que se abateu sobre Jó ele se manteve firme na fé (2.10 – Mas ele lhe respondeu: Falas como qualquer doida; temos recebido o bem de Deus e não receberíamos também o mal? Em tudo isto não pecou Jó com os seus lábios). Por fim, como a última pá de cal, amigos vieram lhe visitar. Jó abriu seu coração, se lamuriou do ocorrido e seus amigos o julgaram severamente. Os capítulos 3 a 41 apresentam a angústia de sua alma, seus pensamentos mais profundos e contraditórios, suas amarguras em relação aos amigos, ao seu próprio sofrimento e ao Senhor. 

Jó soube o que era sofrer. Depois de ser duramente provado e reafirmar sua fé naquele que poderia redimir sua vida, o livro termina com uma epifania a respeito de quem é Deus (sensação profunda de realização, no sentido de compreender a essência das coisas. Ou seja, a sensação de considerar algo como solucionado, esclarecido ou completo) e declara: Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem (Jó 42.5). 

Jó é um exemplo a ser seguido nesta questão de fé no Redentor Jesus. Por maiores que sejam as tribulações, as tristezas, as angústias, as agruras e ansiedades que possamos passar e suportar, elas não serão jamais maiores que nosso Redentor. Ainda que a morte bata a nossa porta, nossa fé nos fortalece para aceitar a perda de entes queridos e até mesmo para acolhê-la tranquilamente em nossa própria existência porque entendemos que ela é o meio pelo qual começaremos uma nova vida ao lado do nosso amado Redentor. É isto que cremos, ensinamos e vivemos para a glória de Deus! 

Tenha fé! O nosso redentor vive!

Uma boa e abençoada semana.

Rev. Joel

Um Regresso Feliz

No dia 25 de dezembro os cristãos se reúnem para louvar em forma de gratidão, pois Cristo Jesus nasceu. O centro de toda adoração pertence ao Senhor, Ele é maravilhoso, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz, Maravilhoso Conselheiro, somente a Ele toda honra, Glória e Louvor. Registro de Lucas no oitavo capítulo, oitavo ao décimo versículo, encontramos a descrição da ressurreição de Cristo, as mulheres viram que o túmulo estava vazio. Cristo Jesus nasceu, cresceu e morreu para a glória do Pai, Ele amou-nos de tal maneira que entrega sua vida por amor pleno no Pai e nós, recebemos parte dessa graça. O texto nos mostra que as mulheres estavam indo a sepultura de Cristo, imagine a dor que elas sentiram, o quanto sofreram ao ver Jesus sendo crucificado, elas eram amigas e seguidoras de Jesus. Viram seu Mestre sendo entregue nas mãos de homens pecadores, presenciaram à sua crucificação, elas estavam no Calvário, jamais poderiam elas esquecer o que tinham visto e consequentemente suportado.

Jesus dissera aos discípulos por pelo menos três vezes, o que iria suceder-lhe, e como Ele de sua própria vontade daria sua vida por suas ovelhas. Se somarmos todas as alusões à sua morte e ressurreição, feitas em linguagem figurada, seria muito mais que isso.

Essas mulheres foram muitas vezes vistas entre os discípulos, ou seja, desde o princípio elas também tinham ouvido as importantes coisas que iram acontecer, como o Senhor havia alertados a todos.

As mulheres sabiam que Jesus não se referira somente à cruz que se avizinhava, mas também à sua ressurreição ao terceiro dia. Elas foram neste momento lembradas pelos anjos destes acontecimentos, então deram conta de que o Mestre não estivera falando da ressurreição no último dia, mas daquela que agora tinha realmente se concretizado. Se elas precisavam de algum auxílio adicional para a memória, o túmulo vazio e a mensagem confirmativa, procedente dos lábios desses visitantes celestiais, supriram essa necessidade de forma plena.

Quando ele no princípio falou sobre essas coisas, as mentes dos discípulos, provavelmente estavam preocupadas com outros conceitos, mas a ressurreição colocou todos os seus ensinamentos em uma nova perspectiva.

As mulheres então retornaram felizes, pois sabiam que Cristo já não estará mais morto, elas então retornam para contar aos onze discípulos que Cristo estava vivo. Mas seu retorno não foi como a sua ida para o sepulcro, elas voltaram felizes para anunciar que o Senhor estava vivo.

Elas informaram aos discípulos de Jesus, como lhes fora dito para fazer. Mas ao contar aos discípulos eles disseram que era tolice o que elas estavam anunciando. A palavra grega é lêros que significa tolice, aqui traduzida como delírio.

Pedro se levanta e corre até o sepulcro, e vê que os lençóis eram faixas largas enroladas à volta do corpo, ali postos, não havia nenhum corpo dentro deles, mas tinham a mesma posição de antes quando ele estivera ali. Maravilhado Pedro não podia compreender por que as faixas foram deixadas e como o corpo pudera ser retirado de dentro das faixas.

Pedro então fica maravilhado e retorna feliz, assim como aconteceu com as mulheres, pois entendeu que Jesus Cristo prometeu ressuscitar ao terceiro dia e ressuscitou.

A ressurreição de Cristo é algo fantástico, o não cristão vive triste pois não conhece a Cristo, por mais que ele tenha suas conquistas, nada supri, nunca é suficiente. Quando Ele nos alcança ficamos maravilhados pelo que nosso Senhor fez e logo iremos morar com Jesus Cristo, qual será o regresso ao nosso lar, onde felizes estaremos com nosso Senhor e salvador por toda a eternidade.

As mulheres estavam tristes ao ir ao sepulcro, ficam maravilhadas ao descobrir que o Senhor Jesus Cristo estava vivo e regressam felizes pois o Senhor venceu a morte e venceu o mal.

Da mesma forma que as mulheres se sentiram quando descobriram que Cristo Jesus está vivo, nós nos alegramos em anunciar o evangelho de Cristo Jesus, quando Ele nasceu os pastores se alegram e foram até o Cristo Jesus para glorificar ao nome dEle. Nós alegramo-nos por anunciar as boas novas.

Glória ao nosso Senhor, pois Ele nasceu e está vivo! 

O crente sabe que seus pecados são perdoados, Cristo Jesus veio ao mundo para dar-nos perdão, pela sua graça. Sabemos que temos um Salvador que vive sempre para interceder por ele, que o guarda, que o orienta por meio de seu Espírito e que um dia regressará para ele. Ele sabe que seu corpo também um dia ressurgirá gloriosamente, transformado para a glória do nosso Senhor

Somente aquele que, pela graça de Deus, aprendeu a gloriar-se na morte de Cristo é capaz de verdadeiramente, gloriar-se em sua ressurreição. A cruz e a coroa não podem ser separadas.

Cristo Jesus nasceu e Ele vive, hoje e para todo sempre. Glória a Deus nas alturas.

Um Feliz Natal a todos!

Rev. Cristiam Matos

 

O Senhor é a fortaleza – Salmo 27.1-14

Em momentos na vida por conta das adversidades nos sentimos totalmente sem energia, o salmista Davi faz este apelo registrado no vigésimo sétimo capítulo de Salmo. Aqui temos um apelo pessoal ao Senhor, expresso em face de prementes ataques. No terceiro versículo percebemos um quadro de ataque, que ele estava enfrentado, podemos pressupor que Davi está falando como rei, ou seja, seu país estava sendo atacado.

O texto mostra que a sua confiança não está em suas armas ou em seu poder militar, mas sim, no Senhor. Davi sabia que o General, Senhor dos senhores, Rei dos reis, tem todo poder, neste sentido sua confiança está no Senhor.

Nossa força estimada em nossa confiança é o maior erro que podemos cometer, sem Jesus Cristo somos fracos e permanecemos sozinhos sem forças. Um cristão não confia em si, ele confia no Senhor.

O Salmo de Davi, demonstra seu grande interesse em ter Deus ao seu lado, e ele estar ao lado de Deus. Claramente percebemos que Davi gostava de cantar, orar e esperar em Deus, de forma clara podemos observar essa afirmação em suas poesias.

Observe que o Salmo apresenta dois paralelos interessantes entre o salmista e Deus.

  1. Deus está com Davi, em paralelo, Davi está com Deus
  2. Davi fala a Deus, em paralelo, Deus fala a Davi.

A Escritura em suas traduções traz os seguintes temas como sugestão para o Salmo 27, “Com Deus não temeremos” (Nova Almeida Atualizada); Anelo pela presença de Deus” (Atualizada); “Confiança em Deus e anseio por sua presença” (Almeida / Século 21); “Minha Luz e Minha Salvação” (Derek Kidner).

A escritura traz todos os temas voltado para a confiança no Senhor, somente Ele é nossa fortaleza, rocha forte, O Deus forte, Príncipe da paz, Pai da eternidade. Davi expressa sua confiança no Senhor quando pergunta, “de quem terei medo?”. Nos versículos primeiros ao terceiro, Davi expressa que Deus está comigo, tendo Deus ao seu lado, Davi sentia-se seguro, protegido, guardado, “…de quem terei medo?” “…a quem temerei?” Davi considerava Deus como luz, salvação, fortaleza. E, mesmo que os malfeitores tentassem o destruir, ir contra ele, não haveria motivos para temer, pois Deus estava com ele, e isso fazia toda diferença. Os inimigos só podiam agir dentro do permitido por Deus. Nada acontece sem a permissão de Deus e permissão com determinação até onde poderia ir. Mas se Deus estava com Davi e observe que a ação vem do alto, agora Davi está com Deus, conforme os versículos quarto a sexto, Eu estou com Deus. A humanidade gota do que é belo, bonito, maravilhoso, por isso buscam, almejam tentam obter, alcançar. Davi considerava Deus maravilhoso e belo. Por isso, desejava intensamente Deus e se esforçava sobremaneira para viver ao lado de Deus em constante louvor.

Davi inicia a segunda parte do paralelo desta poesia de forma tão bela, o homem foi criado para ter relacionamento direto, para ter interação, e Davi confia de tal forma no Senhor que ele conversa com o Senho. Agora nos versículos sétimo a décimo encontramos Davi informando, Eu falo e Deus ouve. Davi crê que Deus está sempre atento, com os ouvidos voltados para ele, neste sentido o Senhor estava atento para ouvir sua oração. Que maravilho, extraordinário momento é falar com o Pai, nós falamos e Ele ouve. Davi falava e o Senhor ouvia. Em diversas vezes encontramos de forma triste relatos de pais que abandonaram seus filhos. Muitos pais abandonam seus filhos, mas, Deus jamais os abandonará. Deus nunca está ocupado demais para não ouvir o clamor de seus filhos. Observe que se Davi fala com Deus, então Deus fala e Davi obedece, conforme os versículos décimo primeiro ao décimo terceiro. Deus fala e eu obedeço, Davi respondia a Deus de uma forma maravilhosa, ele obedecia e andava nos caminhos do Senhor. Davi era coerente, Deus ouvia o seu clamor; Davi, por sua vez, ouvia a voz de Deus e se guiava pela Palavra do Senhor. Assim, Davi sentir-se fortalecido.

O décimo quarto versículo Davi faz um apelo a que outros sigam o exemplo do salmista, ainda que seja possível que esteja falando a si próprio como uma palavra de auto encorajamento. De uma fé forte no Senhor flui feitos poderosos em seu nome. O “coração” se situa no centro de sua vida como um todo. De todo o seu ser, ele está desejoso, como Josué conforme registro em Josué 24.15, que mostra seu desejo de servir ao Senhor.

Neste texto, o vigésimo sétimo capítulo do livro de salmo encontramos ensinamentos grandiosos para nossas vidas, Deus está com Davi e Davi está com Deus, encontramos a confiança que ele tinha no Senhor. Davi sumaria em três palavras o que o Senhor significava para ele, a saber, “luz, salvação e fortaleza”, conforme o primeiro versículo.

Como traz conforto e segurança saber que Deus está no controle de todas as coisas, é maravilhoso saber que Deus está ao nosso lado! Isso fortalece-nos e dá segurança, pois tudo está no controle de Deus, e isto significa que tudo o que nos acontece tem a mão providente de Deus por trás. Deus é bom o tempo todo, o tempo todo Deus é bom.

Esse texto traz um grande alerta ao homem, devemos tomar cuidado para não tratarmos Deus com indiferença. Deus é extraordinário, maravilhoso, perfeito Senhor, o único Senhor. Por isso, devemos querer viver intimamente com Deus. Nosso Senhor amou os seus de tal maneira que entregou o seu único filho e ensinou a todos como agradar ao Seu coração. O verbo que se fez carne, habitou entre nós. O Senhor amou a cada um, primeiro para que o amássemos, com todas as nossas forças, para louvor e adoração ao Seu Santo, Santo, Santo nome. É reconfortante, bom demais saber que Deus ouve nossa oração! Deus não nos rejeita. Pai e mãe podem rejeitar seus filhos, porém Deus, jamais rejeitaria os seus.

Mas será que temos disposição em ouvir a Palavra de Deus? Entendamos o verbo “ouvir” como sinônimo de “obedecer”. Se Deus ouve nossa oração, é justo que ouçamos e obedeçamos a Palavra do Senhor.

Que sejamos como Cristo Jesus, Ele falou com o Pai, o Pai o ordenou e Ele o ouviu, ou seja, obedeceu conforme fora ordenado. Viver no centro da vontade do Senhor é louvar, glorificar ao Senhor.

Que a graça do Nosso Senhor e salvador Cristo Jesus, o amor de Deus o Pai e a comunhão com o espírito Santo esteja sobre todos nós, hoje e para todo sempre. Amém!

Que Deus abençoe sua vida e vamos obedecer ao Senhor!

Rev. Cristiam Matos

Uma descoberta maravilhosa.

Uma descoberta maravilhosa. Lucas 24.6-8

A melhor notícia que poderia ser anunciada para o mundo é que o túmulo de Jesus Cristo estava vazio, nós não pregamos um Cristo que se encontra sepultado, mas o que vive, reina, o Cristo que está assentado a direita do Pai e está vivo pelos séculos dos séculos. A morte fora vencida por Cristo, Jesus é o Rei dos reis, Senhor dos senhores. Ele venceu e vive!

As mulheres ao chegar no sepulcro, observaram que a pedra não estava mais lá, havia sido removida, ao entrar elas viram que o corpo de Jesus não estava mais dentro do sepulcro. Um anjo ao aparecer para elas, lembrou-as das predições que lhes teria feito o Salvador quando ainda na Galiléia, isto é, que Ele seria entregue nas mãos de homens pecadores, que seria crucificado e que ressuscitaria ao terceiro dia. Os anjos avisaram que Ele não estava mais ali, tinha ressuscitado.

A ressurreição de Jesus Cristo é um fato histórico robustamente comprovado, tentaram acabar com essa verdade, tentaram e ainda tentam fazer com que isso tenha sido um mito contado, mas a verdade pura e simples é O Senhor está Vivo. Tentaram por meios de alegações dizer que os discípulos subornaram os guardas para retirar o corpo de Cristo e esconder, neste sentido poderiam sustentar a ressurreição sem a aparição. Porém Jesus depois de ressurreto apareceu para muitos, a saber, apareceu a Maria Madalena, às mulheres, a Pedro, aos dois discípulos no caminho de Emaús, aos apóstolos sem Tomé, aos apóstolos com Tomé, aos sete apóstolos no mar da Galileia, a uma multidão de 500 irmãos, a Tiago, a Paulo, a Estêvão e a João na Ilha de Patmos.

A conversa na Transfiguração foi sobre a sua morte, a qual havia de cumprir-se em Jerusalém. E, antes de sair da Galileia, Jesus deu aos seus discípulos instruções explícitas sobre a necessidade de sua iminente morte.

As mulheres ao entenderem que o corpo de Jesus não fora levado por homens, mas havia ressuscitado, as deixou-as maravilhadas, pois seu Senhor estava vivo, havia ressuscitado, não estava mais entre os mortos.

É muito provável que em suas mentes tenha passado a possibilidade de José de Arimateia com seus súditos tenha removido o corpo de Jesus, elas não sabiam que o sepulcro estava lacrado com o selo e nem dos guardas que montariam guarda para proteger o sepulcro de violações.

Observe que elas estavam maravilhadas, pois o que Jesus havia predito, se cumpriu. Jesus disse que ressuscitaria e ressuscitou. Glórias ao nome do nosso Senhor, pois Ele vive!

A ressurreição de Jesus é um fato revigorante, os discípulos, esmagados pelo desânimo, estavam preocupados e com medo, pois o seu Senhor já não estava no meio deles, neste sentido eles estavam acuados e com muito medo. Ao receberem a notícia que o Senhor não estava entre os mortos, que Seu corpo já não estava no túmulo, que o túmulo estava vazio, pois as mulheres foram contar a descoberta maravilhosa a eles, de forma poderosa foram transformados. Tornaram-se ousados, valentes e poderosos no testemunho, enfrentaram ameaças, açoites, prisões, morte e martírio sem jamais recuar. Eles não teriam morrido por uma mentira. Homem nenhum morreria para defender algo que não é real. A mudança dos discípulos é uma prova incontroversa da ressurreição de Jesus Cristo. Muitos dos discípulos morreram como mártires por causa dessa verdade. Ao longo dos quatro primeiros séculos, uma multidão de crentes morreu nas arenas e foram queimadas vivas por causa dessa verdade. Os apóstolos Pedro, André, Filipe, Bartolomeu, Tiago, filho de Alfeu, e Simão, o zelote, foram crucificados. Tiago, filho de Zebedeu, foi morto à espada, Tomé foi morto por uma lança, Mateus foi morto à espada, Tadeu foi morto por flechas. João, filho de Zebedeu, foi banido para a Ilha de Patmos.

A igreja cristã foi estabelecida sobre a pedra fundamental a rocha desta verdade, todas as nações, raças, línguas e povos uniu-se em torno desta verdade extraordinária.

A fala dos anjos foi uma lembrança do ensino sobre a ressurreição que Jesus, da mesma forma que aconteceu no seu nascimento, os anjos anunciaram a ressurreição de Jesus.

Os anjos levam essas mulheres de volta às palavras de Cristo, quando Ele falou claramente sobre sua crucificação e ressurreição no terceiro dia: “Lembrai-vos de como vos preveniu, estando ainda na Galileia, quando disse: Importa que o Filho do homem seja entregue nas mãos de pecadores, e seja crucificado, e ressuscite no terceiro dia” (24.6b,7). A exortação angelical foi eficaz, pois elas se lembraram imediatamente das palavras de Cristo.

No caminho para a sepultura de Cristo elas estavam preocupadas de como entrariam no sepulcro, com certeza elas não estavam sorridentes, pois estavam indo ver o seu Senhor morto, mas ao chegarem lá, descobrem de forma maravilhosa que seu Senhor estava vivo, então elas retornam com muita alegria, regressam maravilhadas, pois nosso Senhor vive.

Nos alegremos com a vitória que o Senhor Jesus Cristo nos concedeu, sua morte nos trouxe vida, sua ressurreição concedeu a nós o perdão, a salvação. Que dia gloriosos será aquele quando Cristo voltar.

Essas verdades e alegria não é concedida a nós pelos nossos querer, mas é Cristo quem nos concede, oremos para que a mesma alegria da descoberta dessas mulheres, entre em nossos corações ao ser alcançados pelo Senhor.

Que o Senhor nos conceda a graça de alegrarmos nEle!

Deus abençoe as nossas vidas! 

Rev. Cristiam Matos

Atenderam à voz do Senhor

Ageu 1.1-15

O primeiro capítulo do livro do profeta Ageu, dos versículos primeiro ao décimo primeiro, temos o relato do Senhor levantando um profeta para falar com o povo logo após o exílio. O profeta Ageu foi o primeiro profeta a falar depois do exílio, nesta ocasião o povo é chamado para considerar o passado. Deus está exortando o seu povo quanto aos erros do presente. Nesta ocasião Deus convida o povo para refletir sobre os acontecimentos do passado, o porquê eles foram levados para o exílio.

O profeta por intermédio de Deus elenca os pecados do povo; eles estavam preocupados com suas casas e esquecendo da casa do Senhor, o discernimento estava confuso e faziam uma leitura errada do tempo de reconstruir a casa de Deus. A consideração que estavam fazendo do passado estava desfocada, errada, não conseguiam enxergar corretamente. Não tinham satisfação espiritual em suas realizações, semeavam muito, mas colhiam pouco, comiam e não se fartavam, bebiam e não se saciavam, vestiam e não se aqueciam, recebiam salário e o colocavam num saco furado. Não obstante tudo isso, permaneciam paralisados espiritualmente. Podemos destacar que a falta do temor de Deus produziu o relaxamento na vida espiritual. Onde não há temor de Deus, a vida espiritual é enviada ao profundo abismo, ou seja, em decadência continua.

Ageu exorta o povo para ouvir a voz de Deus, após esse momento, o povo ouve a voz de Deus através do profeta, atende a Sua voz com obediência e humilde reverência. O profeta agora torna a falar com o povo, mas a tonalidade de sua fala muda, neste momento temos palavras de ânimo e encorajamento.

         Por esse motivo o tema da nossa pastoral é: Atenderam à voz do Senhor. Ao ouvir a voz de Deus através do profeta, o povo temeu diante do Senhor, eles compreenderam seu pecado, não ficaram no campo da conjectura, encontrando desculpas, o Espírito Santo deu o entendimento. Eles caem em si, por isso agora o povo temeu diante do Senhor.

O temer a Deus significa respeitar e reverenciar a Deus, reconhecendo a sua grandeza e santidade. Temor a Deus não é medo que o faz fugir de Deus, mas é respeito, amor, obediência e adoração a Ele.

A voz de Deus é poderosa e traz encorajamento, por isso duas verdades merecem destaque.

A primeira é que a liderança temeu diante do Senhor, uma liderança que não expressa Deus em sua vida, que não tem Cristo como a primazia de sua vida, não ensina, não alimenta o povo de Deus.

A liderança tem que testemunhar ao Senhor, a Cristo em suas atitudes, decisões e estilo de vida. Uma liderança fraca produz servos fracos, uma liderança negligente produz discípulos negligentes. Os discípulos se parecem muito com seus líderes.

Neste sentido que dizemos somos discípulos de Cristo, a profundidade dessa palavra é muito grande, os líderes têm que se parecer com Cristo. Um discípulo se parece com o seu mestre, e nos momentos de maior dificuldade é que encontramos os líderes que vivem uma vida para Cristo.

O segundo destaque está em, “…e todo o resto povo atenderam a voz do Senhor…, eles ouviram a exortação que estava sendo feita, o Espírito Santo os incomodou a considerar o passado, entenderam que estavam em pecado e então acordaram, limparam suas lentes, focaram no Senhor e atenderam sua graciosa voz. Todo o resto do povo atende ao chamado do Senhor.

A presença de Deus é a melhor benção que nós podemos receber. Esta afirmação podemos fazer porque todas as outras bênçãos estão inclusas com a presença do nosso Senhor.

O povo foi despertado e hoje estamos sendo despertados com essa palavra de encorajamento, Deus trabalha em nós antes de trabalhar por nosso intermédio.

O Senhor deu ânimo e coragem aos dois líderes, esse impacto extraordinário não ficou apenas no coração, mas desceu para as mãos.

Deus despertou o espírito da liderança e dos liderados, então ele se pusera na obra na casa do Senhor.

Meu amado irmão o Senhor está lhe exortando, mas esse exortar é de encorajamento, voltemos nossos olhos para o Senhor. Você está sendo chamado para a obra de Deus.

Se lembre que a presença de Jesus Cristo é a melhor benção que podemos receber.

Ele está presente em nossas vidas! 

Louvado seja Deus!

Rev. Cristia0m Matos

Conhecendo o Pai.

Se vós me tivésseis conhecido, conheceríeis também a meu Pai. Desde agora o conheceis e o tendes visto” – Jo 14.7

Em nossa vida temos diversos momentos que são divisores de “águas”, por exemplo: Quando aprendemos a ler e escrever deixamos de ser analfabetos; quando nos casamos deixamos de ser solteiros; quando recebemos nossa habilitação para dirigir nos tornamos motoristas credenciados, etc. 

Na vida espiritual também existe um momento de transição que é muito importante. Recebemos informações sobre religião (qualquer uma) desde a mais tenra idade. Elas nos chegam através de histórias contadas, desenhos animados, filmes, prédicas, acessos à internet, enfim, de diversas formas e fontes. Independentemente da qualidade das informações, nenhuma delas tem poder para mudar nosso “status” de criaturas de Deus e, assim, somos como todas as pessoas do mundo – pecadoras que carecem da graça do Espírito e da glória resplandecente de Deus para escolhê-las e salvá-las. Somente quando o Espírito Santo convence do pecado, da justiça e do juízo divino é que as pessoas podem efetivamente entender o que é ser filho de Deus (Jo 16.8; Jo 1.12). Este é o único conhecimento que transforma criaturas em filhos, pecadores destinados ao inferno em justificados para viver eternamente no reino. 

Retornando ao texto escolhido (Jo 14.7), podemos ver que Jesus falava aos seus discípulos sobre esta transição onde o conhecimento verdadeiro seria revelado. Até então eles andavam com Jesus, ouviam Jesus, serviam a Jesus, conversavam com Jesus, mas ainda assim não o conheciam como deveriam. Faltava-lhes algo importante: ligar “os pontos” entre a pessoa de Jesus e a pessoa de Deus para entender que eram a mesma pessoa. Jesus era e é o Deus encarnado (Mt 1.23; Jo 1.14; 10.30), mas seus discípulos ainda não conseguiam entender isto. 

Até o verso 7 João registrou a conversa com Tomé, e no verso 8 Filipe entrou e pediu a Jesus que mostrasse o Pai. A resposta de Jesus a Filipe nos versos 9 e 10 (leia! É importante!) deixa evidente que ele também não tinha entendido nada a este respeito. Numa conversa específica com Pedro o Senhor lhe deu uma importante tarefa que demonstrou claramente que eles ainda não haviam passado por esta conversão (metanóia – mudança de mentalidade): “Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; tu, pois, quando te converteres, fortalece os teus irmãos” (Lc 22.32). 

Em nossos dias muitas pessoas também não conseguem ver em Jesus a pessoa do Pai, mesmo depois de presenciarem tantas obras maravilhosas, e de lerem as sagradas escrituras. Muitas pensam em Jesus como um homem especial, diferente, tocado pelo divino, um santo de Deus, mas são incapazes de reconhecer quem ele de fato é. Elas não têm intimidade com Deus o suficiente para reconhecê-lo em Cristo, e não tem intimidade suficiente com Cristo para enxergar o Pai em suas palavras e atos. 

A intimidade do Senhor, de fato, é para aqueles que o temem, para aqueles a quem o Senhor quiser revelar (Sl 25.14). Não há mérito ou esforço humano capaz de chegar a este entendimento sem a ação do Espírito Santo em suas vidas (Jo 16.26; At 10.45; 15.8; Rm 5.5; 1Co 12.3; Ef 1;13; Tt 3.5; 1Jo 5.6-7). 

Você conhece o Pai? Consegue vê-lo nas palavras e obras de Jesus?

Um bom e abençoado dia!

Rev. Joel

Eu sou.

Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” – Jo 14.6

 

Esta frase de Jesus contém muita informação nas entrelinhas. A primeira delas diz respeito a fazer uma definição de sua própria pessoa ao proferir: “Eu sou”.  Nos lábios de qualquer outra pessoa, iniciar uma frase com estas palavras apontaria para atitudes próprias de caráter pessoal e valores pessoais, como por exemplo: “eu sou cristão”, ou “eu sou acessível”, ou “eu sou bondoso”, ou ainda “eu sou rude”. No entanto, estas palavras ditas por Jesus têm um significado maior, mais profundo, mais antigo, pois remete ao Antigo Testamento, ao encontro de Moisés com Deus diante da sarça ardente, quando Moisés pergunta o nome de Deus e ele se revela dizendo: “Eu sou” (Ex 3.14; Jo 8.58). Mais do que uma definição de caráter, estas duas palavras apresentam Jesus como o Deus verdadeiro, o único Senhor, que era, que é e que há de ser (Ap 1.8). 

Uma vez que Jesus se apresentou como o Deus encarnado, o único e verdadeiro Deus, nada mais justo do que apresentar sua unicidade como caminho para a eternidade, como a verdade preexistente e a vida que dá vida. É por isto que João usa os artigos definidos para expressar que não existe outro caminho, nem outra verdade, muito menos outra fonte de vida. Quanto ao caminho, o livro de Atos dos apóstolos apresenta o cristianismo nascente como uma ramificação do judaísmo com a característica exclusiva de ser a “seita do Caminho” (At 9.22; 19.9, 23; 22.4; 24.14,22). Quanto à verdade, mais do que um princípio filosófico a ser estudado e debatido, Jesus é a encarnação da verdade que se revela e coloca em liberdade (Jo 8.32), verdade que é atribuição do Espírito Santo de Deus (Jo 15.26, 16.13) e do Verbo eterno que santifica (Jo 17.17), verdade que os homens, por mais inteligentes e poderosos que sejam, sem o auxílio divino jamais conhecerão (Jo 18.38). Quanto à vida, foi concedida por Cristo (Jo 1.1-4), sua eternidade está vinculada a Cristo (1Jo 5.11) e é concedida mediante o sacrifício vicário de Cristo (Jo 3.16; Ef 2.5,6; 1Jo 3.16). 

Voltando ao verso inicial (14.6), Jesus diz claramente que não existe outra forma ou meio de chegar-se à presença de Deus além da sua pessoa e obra. Jesus não é uma placa indicativa que aponta e diz: “siga neste caminho que achará seu destino”; sua proposta está mais para uma ponte que liga o homem a Deus e sem a qual seria impossível transpor o rio ou abismo que há entre eles. Podemos imaginar que este rio ou abismo é o pecado e que nenhuma atitude humana seria capaz de construir algo firme e estável para alcançar o outro lado. Basta lembrar-se de Adão e Eva que conheceram o seu pecado, que viram que estavam nus, que tentaram cozer folhas de figueira para “tampar” sua nudez e se deram conta de que isto jamais seria o suficiente para colocá-los novamente diante de Deus. Restava-lhes refugiar-se na mata, longe dos olhos do criador. Porém, sabedor de todas as coisas, Deus viu o pecado do homem e resolveu colocá-lo novamente em sua presença através de um sacrifício, de uma vida inocente, de quem fez roupas para Adão e Eva (Gn 3.7,8 e 21). Este inocente é Cristo Jesus, o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo (Jo 1.29).

Jesus é o grande e único “Eu sou”. Somente ele é capaz de conduzir o homem pecador à presença de Deus e lhe dar vida e vida em abundância (Jo 10.10), vida e vida eterna (Jo 3.36). Isto é a mais pura verdade! Você crê nisto?

Um bom e abençoado dia.

Rev. Joel

 

O caminho conhecido.

E vós sabeis o caminho para onde eu vou” – Jo 14.4

 

A prudência avisa para andar em caminhos conhecidos a fim de que não haja a mínima possibilidade de perder-se e não chegar ao destino desejado. Porém, enveredar por sendas corriqueiras pode trazer enfado à alma de algumas pessoas que desejam um pouco de aventura, de emoção; instigados por estes sentimentos, procuram atalhos para chegarem mais rápido, ou então caminhos desconhecidos para aumentar a adrenalina da viagem. Quem assim procede tende a vivenciar perigos desnecessários, e até mesmo ir ao encontro da morte. 

O caminho que Jesus conhecia e diz que tomaria certamente não era mais fácil, nem mais rápido, nem menos perigoso; pelo contrário, era justamente o caminho longo da dor, da angústia sufocante, da morte aos poucos. Seria a concretização das promessas dos líderes religiosos, daqueles que estavam em conluio para tirar-lhe a vida – eles em breve alcançariam seu macabro objetivo. 

Sem querer ser tétrico, mas sim realista, a morte espera a cada um de nós. É o seu abraço que abre as portas da eternidade e desencadeia a seleção do lugar eterno onde a alma passará a viver. Por mais paradoxal que possa parecer, a morte não é o fim, e sim o início de uma nova etapa; ela não acaba com a esperança, pois é o fim da jornada da vida neste mundo físico que aponta como uma seta orientadora para a eternidade proposta a cada um. 

Cada pessoa tem seu tempo determinado. O salmista diz que todos os dias foram escritos sem que qualquer um deles ainda existisse (Sl 139.16) e Jó assevera que dias e meses são limites impostos pelo criador, e deste limite ninguém passará (Jó 14.5). 

Não gostamos de falar da morte. Parece que atrai algo ruim como se fosse uma maldição antiga. No entanto, falar de morte deveria ser tão comum quanto falar da vida, pois elas estão interligadas: nascemos para morrer e morremos para viver eternamente.

A pandemia nos tem feito falar sobre a morte mais do que desejaríamos. O que antes acontecia no país do outro lado do globo agora acontece no país vizinho; o que acontecia em outros estados agora atingiu plenamente o nosso; o que acontecia somente em outros bairros agora acontece na casa ao lado ou mesmo em nossa casa. Como conviver com isto? Como aceitar estas coisas?

A resposta está no caminho que conhecemos. Jesus é este caminho que leva ao Pai. Caminho que tem percalços, que machucam os pés muitas vezes, caminho que provoca dor e aflição, mas é o único e verdadeiro caminho que leva aos céus. Nossos companheiros de estrada caem e não se levantam mais nesta vida porque já alcançaram os portões da eternidade. A linha de chegada não é no mesmo lugar para todos… mas ela é o limite que Deus colocou para cada um de nós. Morrer em Cristo é, portanto, cruzar esta linha, tornar-se um vencedor, preparar-se para receber os “louros” da vitória. Morte não é decréscimo, nem rebaixamento, nem demérito algum, pelo contrário: é ser promovido à glória celeste!

Nós sabemos o caminho. Sabemos o caminho que Cristo foi inaugurar, o que ele foi preparar, e o que nos está reservado quanto chegarmos lá. 

Meu limite já foi estabelecido. A “faixa” que devo cruzar já está estendida e pronta para minha chegada, ainda que não possa vê-la e nem tampouco saber o dia, a hora e o minuto que chegarei. Apenas sei que chegarei e para onde irei. E você? Tem certeza da sua salvação?

Um bom e abençoado dia!

Rev. Joel.