Olhando para frente.

“Ao terceiro dia, erguendo Abraão os olhos, viu o lugar de longe” – Gn 22.4

 

Olhar para frente nem sempre significa contemplar o belo ou algo que ofereça esperança. No caso de Abraão, o que ele viu foi o monte onde deveria imolar seu filho Isaque. Ver este monte trouxe inquietação e angústia para o coração daquele pai. 

Conhecemos como a história se desenrolou: Abraão e Isaque sobem ao monte, e enquanto caminhavam o filho perguntou: “onde está o cordeiro para o holocausto?” (v.7) E a resposta foi: “Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto” (v.8). Por fim, Isaque é poupado e um carneiro enroscado pelos chifres foi imolado em seu lugar. 

Esta história verídica é uma metáfora a respeito de Jesus, o unigênito divino. Ele foi conduzido pelo Pai até o Calvário (ou Gólgota em hebraico), um lugar elevado fora de Jerusalém. Ali, numa tosca cruz de madeira, ele foi imolado como Cordeiro de Deus para cumprir toda a justiça. 

Olhar para frente é encarar aquilo que Deus definiu para nossa vida em sua infinita sabedoria e amor, mesmo que a visão do que está ao longe seja algo difícil, doloroso e definitivo. Subir o monte e encontrar o inevitável pode não ser algo agradável, porém é uma expressão de obediência e amor pelo Pai que caminha ao nosso lado e não nos abandona em momento algum. Subir o monte é uma prova de fé que nos faz “apertar” ainda mais a mão do Pai. Olhando por esta perspectiva posso entender o que o autor do hino 153 (hinário presbiteriano) apresentou em cada uma das quatro estrofes: Segurar a mão de Deus porque se sentia frágil, porque estava com medo das trevas, porque a morte o rondava, e porque queria viver eternamente ao lado do Senhor. 

Não tenha medo de olhar para frente. Não receie aquilo que o Senhor reservou para sua vida. Jamais se esqueça do exemplo que o Filho de Deus deixou, e o que ele fez por você na cruz. 

Segure firme na mão do Pai e siga em frente, resoluto e confiante.

Um bom e abençoado dia!

Rev. Joel