O Senhor estava com Davi

Davi foi um grande rei, usado pelo Senhor, para o propósito da Sua glória. Davi não foi perfeito em sua passagem sobre a face da terra, ainda assim o próprio Deus o considerou como homem segundo o seu coração conforme registrado por Lucas em Atos dos apóstolos 13.22.

A providência de Deus na vida de Davi prova que, de fato, Deus era com ele. Em Primeira Samuel no 18.12-14, encontramos o registro de Deus estava com Davi, nesta ocasião o Senhor havia abandonado a Saul e por esse motivo Saul tinha medo de Davi. O Senhor estava com Davi, por isso tudo o que ele fazia dava certo.

Davi tinha sucesso em todos os seus empreendimentos, ou seja, em tudo o que fazia. E a razão do seu sucesso era a presença de Deus, sustentando-o e guiando-o.

Creio que todos nós também queremos ter bom êxito em todos os nossos empreendimentos, em tudo o que colocarmos nossos esforços, queremos que vá bem, prospere. Contudo, há uma observação muito importante a fazer, observação essa encontrada em primeira Samuel, Atos dos apóstolos e em outros textos.

O sucesso de Davi não repousava em sua habilidade de fazer as coisas, nem em sua capacidade de prever o futuro, nem em sua força para enfrentar os inimigos, mas o sucesso de Davi repousava no fato de que havia disposto o coração para servir ao Senhor.

O principal empreendimento de Davi era ser usado por Deus, pois Deus o havia escolhido para ser rei sobre Israel, e o Espírito de Deus se apossou de Davi para dar cumprimento a este propósito, essa afirmação, a certeza de Deus usar Davi para cumprimento de Seus propósitos encontramos em primeira Samuel 16.13.

Davi foi chamado, porque ele era o servo do Senhor. O Senhor usou Davi no momento em que Ele planejou, todos os nossos dias estão escritos, conforme o salmista declara. Na hora certa, para ajudar a aliviar o stress do rei Saul, Davi fora usado pelo Senhor. Ele também foi usado por Deus para ouvir e aceitar o desafio de Golias, a bíblia relata que ele era franzino, mesmo assim o Senhor o usou, e sua vitória pertenceu a Deus, pois o Senhor estava com ele. O texto em primeira Samuel 17.45 nos informa, indo contra o inimigo e derrotando-o em nome do Senhor. Davi não derrotou, ganhou suas batalhas em seu nome, pois ele sabia, que fora Deus e não ele.

Davi era um homem desconhecido, quando enfrentou Golias, o rei Saul não sabia o nome de seu pai, o comandante do exército de Saul também não o conhecia, ninguém o conhecia, exceto seus irmãos. Por isso, Saul mandou perguntar de que família era Davi. Os homens não conheciam a Davi, mas, Deus sabia quem era Davi, e o estava preparando para ser rei.

Servindo a Deus, se comportava, em todos os lugares em que Saul enviou Davi, ele teve êxito, “se conduzia com prudência”, razão pela qual era “benquisto de todo o povo e até dos próprios servos de Saul”.

Muitos ou podemos dizer que todos, queremos ter sucesso em tudo o que faz, contudo, o maior sucesso de alguém não é planejar e ter bom êxito nos próprios empreendimentos, mas ser usado por Deus para o cumprimento dos propósitos do Senhor. Estar no centro da vontade do Pai.

A luz deste texto faremos três reflexões:

  1. Como você pode ser mais usado por Deus na Igreja?
  2. Como você pode ser mais usado por Deus em tudo o que faz?
  3. Como você pode ser mais usado por Deus, para o propósito do cumprimento do Senhor? 

A luz deste texto, compreendemos que, se Deus é com você, você será bênção de Deus onde estiver, em tudo o que fizer. Que seu maior empreendimento, o empreendimento da sua vida, esteja pautado em servir a Deus e ser usado por Deus para o cumprimento de seus propósitos.

Que este seja o nosso maior desejo, conforme Deus nos criou, fomos criados para adorar a Deus em tudo o que fizermos. O apóstolo Paulo ao escrever sua primeira carta aos coríntios, ensina, “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra cousa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus.” 1 Coríntios 10.31

 

Uma semana abençoada a todos.

Rev. Cristiam Matos.

A verdadeira grandiosidade.

Quem a si mesmo se exaltar será humilhado; e quem a si mesmo se humilhar será exaltado” – Mt 23.12

A humanidade anseia por glória. Todas as pessoas querem ser alguém que se destaca dentre a multidão ou, pelo menos, desejam ser consideradas acima da mediocridade (mediano); de certa forma é este pensar que as motiva para melhorarem e ultrapassarem seus próprios limites com a finalidade de suplantarem umas às outras e deixar algo para ser lembrado para a posteridade. 

Jesus parece ir na contramão deste pensamento. Em sua visão do reino de Deus quanto menor, mais humilde, mais serviçal for a pessoa, tanto maior será a sua grandeza interior, a sua alma elevada, o seu amor que se doa sem esperar retribuição ou reconhecimento. Pode parecer fácil ser assim, mas não é: enquanto no mundo as pessoas querem competir umas com as outras, no reino a proposta é vencer a si mesmo – seus próprios medos, sua vontade em ser servido, sua capacidade de aquietar-se num espírito de submissão. 

Sobre esta exaltação pessoal, em valorizar-se acima dos demais, Jesus contou uma parábola sobre como comportar-se numa festa de casamento. Ele começa dizendo que um homem foi convidado (portanto estava no local onde deveria) e imaginou que era “próximo” do noivo o suficiente para sentar-se num dos principais lugares. Porém o dono da festa encontrou um convidado mais digno e ordenou que aquela pessoa saísse do lugar onde estava para cedê-lo ao convidado mais digno (Lc 14.7-9). Em outra ocasião, Jesus contou outra parábola (ele gostava de contar histórias…), agora sobre dois homens que sobem ao templo com a intenção de orar. Um era fariseu – homem que se orgulhava de sua religiosidade, das longas horas passadas em oração, dos dois dias semanais de jejum que realizava, da forma “santa” como procedia todos os dias, até mesmo de ser fiel dizimista! O outro era um publicano – homem dedicado a cobrar impostos de seus compatriotas, considerado como traidor da nação e pecador execrável que, aos seus próprios olhos era indigno e carecia da misericórdia de Deus. O primeiro fez uma oração para exaltar suas virtudes e para julgar a vida do publicano; o segundo sequer se aproximou do templo ou ousou olhar para o céu enquanto orava pedindo o favor divino. Quem foi justificado? Certamente não foi aquele que se ufanou dos seus próprios feitos… (Lc 18.9-14). 

O que define a grandeza de um homem? Seu entendimento de valor a seu respeito? O reconhecimento das pessoas que estão ao seu redor? As ações espetaculares e fora do comum que realiza? Talvez isto defina a grandeza de um homem segundo os valores deste mundo; porém, o que define a grandeza de um filho de Deus é ser obediente, aquietar-se diante da vontade do Senhor e dispor-se a servir ao próximo com amor. É o Senhor quem há de dar o devido valor aos seus servos bons e fiéis (Mt 25.21), e ele jamais esquecerá o serviço prestado aos santos (Hb 6.10). 

Um bom e abençoado dia!

Rev. Joel