Ore como Jesus ensinou – Mateus 6.9-15

A oração é o bálsamo do cristão, o momento mais importante que temos, é quando somos totalmente vulneráveis, pois estamos na presença do Rei dos reis, Senhor dos senhores. A oração coloca-nos frente a face do Pai. Na oração é o momento que conversamos com Deus nosso Pai, neste momento os ouvidos e olhos do Senhor, do Pai, estão voltados para nós.

A oração é o momento extraordinário, no qual estamos em Sua presença, na presença do Pai. Jesus Cristo teve seu ministério marcado pela oração, ensina-nos a orar como deve, da forma que agrada ao Pai, é neste sentido que meditaremos no tema Ore como Jesus ensinou.

O evangelho segundo Mateus registra essa oração, demonstrando o propósito dela, a relação existente na oração entre o homem e Deus e Deus e o homem. O propósito desta meditação é orar como Jesus orou, neste sentido como discípulos de Cristo, orar como agrada ao Pai.

Jesus ensina seus discípulos a orar, não é uma oração para ser repetida como um mantra, o objetivo é nos ensinar, princípios acerca de quem é Deus e de quem somos nós. Na oração que estamos olhando, encontramos uma declaração que diz respeito ao ser a quem oramos. Jesus lança esses fundamentos, demonstrando que, devemos dirigir-nos, a Deus como Pai. Deus não é um ser distante, mas está perto de nós, como Pai. Ama-nos, conhece-nos, protege-nos, abençoa-nos. Devemos dirigir-nos a Deus como nosso Pai, o direito legítimo de chamar ao Deus de “Pai nosso”, é porque somos adotados, por intermédio de Jesus Cristo. Somente pelo Espírito Santo, o qual nos uniu a Cristo e promove nossa adoção à família de Deus, é que agora podemos dizer “Aba, Pai”. Somos membros da família de Deus. Somos irmãos uns dos outros. Somos filhos do mesmo Pai. Ao orar, é preciso lembrar que somos parte da família de Deus, constituída de cristãos de todo o planeta.

A grandeza do nosso Pai é insondável e sua glória incomparável. Ele é o nosso Pai que está no céu. Ele é elevado, sublime e glorioso. A maior satisfação do cristão é ter intimidade com Deus, essa intimidade conduzirá as nossas orações com conteúdo em relação a Deus. Antes de buscarmos nossos interesses ou mesmo pleitearmos nossas necessidades, devemos nos voltar para Deus a fim de admirá-lo, adorá-lo e exaltá-lo. O nome de Deus, leva-nos a orar pela santificação do Seu nome, pelo que Ele é. Deus é santo em si mesmo, e não agregaremos valor à sua plena santidade. Oremos para que o nome de Deus seja reverenciado, honrado, temido e obedecido. Ao adorá-lo, reconheceremos que Ele é Santo, Santo, Santo, nosso Deus é Santo, e neste sentido o desejo do cristão em oração é para que o reino de Deus venha até nós. O reino de Deus é o governo de Deus sobre os corações, a medida em que o evangelho é anunciado e os pecadores se arrependem e creem, seus corações são moldados e o reino de Deus vai alargando suas fronteiras. Nossa vida manifestará o reino de Deus neste mundo, quando o reino de Deus governar nosso coração. Quando o reino de Deus estiver em nossos corações e nosso maior desejo for em adorá-lo, nossa vontade será mortificada para fazer a vontade do nosso Deus, nosso Pai.

O extraordinário acontecerá quando em oração, desejamos intensamente que a vontade de Deus seja feita aqui na terra como é feita nos céus. A oração somente será poderosa quando o desejo estiver alinhado com os caminhos do Pai. Neste sentido, a vontade do homem torna-se irrelevante, pois a a vontade de Deus deve ser feita aqui na terra, este é o maior desejo no coração, de quem ama verdadeiramente a Deus. Sua vontade é boa, perfeita e agradável e deve prevalecer na terra.

Depois de rogarmos para que o nome de Deus seja santificado, que seu reino venha e que sua vontade seja feita, Jesus passa a ensinar-nos a rogar ao Pai por nós mesmos. Jesus ensina que não devemos pedir luxo, mas pão, não de forma egoísta, ou seja, o meu pão, mas, pedir o pão nosso, o pão de cada dia. Spurgeon diz que não pedimos o pão que pertence a outros, mas somente para o que é honestamente o nosso próprio alimento. A palavra “pão” aqui deve ser entendida como símbolo de todas as nossas necessidades físicas e materiais. Deus nos criou pelo seu poder, nos redimiu por sua graça e nos sustenta por sua providência.

Após adoramos ao Senhor, reconhecermos quem Ele é, somos levados a confiar na providência divina, colocamo-nos diante do Deus, nosso Pai, reconhecendo que somos devedores, temos dívidas impagáveis com Deus e não podemos saldá-las. Nossas dívidas são os nossos pecados. Precisamos não só de pão para o nosso corpo, mas sobretudo, de perdão para a nossa alma. Riqueza material sem perdão espiritual, condiciona a vivermos na miséria. Sem o perdão do nosso Pai, estamos sem esperança, nossas conquistas tornam-se vãs. Nossos pecados são redimidos pela misericórdia, benevolência, pela graça imerecida.

Jesus Cristo mostra-nos que o perdão divino a nós está condicionado ao perdão que concedemos ao próximo. O perdão vertical só acontece quando o horizontal é uma realidade. Quando o perdão horizontal é uma realidade, significa que somos chamados por nosso Pai. O perdão horizontal é uma evidência que recebemos o perdão vertical.

No evangelho segundo Mateus, encontramos na oração que Jesus ensina, um pedido quanto ao futuro. Somos ensinados a suplicar ao Senhor para livrar-nos da tentação. A tentação em si não é pecaminosa, mas, se cairmos em tentação, pecamos contra Deus, contra o nosso próximo e contra nós mesmos. Precisamos, portanto, rogar a Deus para nos livrar do mal, neste sentido, do maligno. Nossas tentações procedem do nosso coração corrupto e do tentador maligno.

Jesus conclui a oração como começou, com Deus declarando que a Deus pertence o reino. O reino é o domínio de Deus sobre seus súditos, o governo universal de Jesus Cristo em nossos corações. Somente Ele tem todo o poder, ou seja, a Deus pertence o poder, nos céus e sobre a terra. Seu poder é interminável, imaginável, ilimitado. Nada é impossível para Deus.

Reconhecer a Deus, nosso Pai, glorificá-lo é extraordinário, toda glória a Deus pertence para sempre, Deus não divide sua glória com ninguém, Ele tem glória em si mesmo, e toda a criação proclama a sua glória. Sua glória está em seu filho e também na igreja.

Que nossas orações se alinhem com os ensinamentos de Jesus Cristo, nosso Senhor e salvador. Que toda a honra, glória, louvor sejam dadas somente a Ele. Porque dEle, por Ele, para Ele são todas as coisas. Toda a glória seja dada a Ele, somente a Ele, hoje e eternamente.

Amém!

Aplicação para nossa vida.

Sabemos que Jesus Cristo ensinou que toda a glória pertence ao Pai, neste sentido, oremos como Jesus Cristo ensinou. Inicie a oração glorificando, reconhecendo, que somente Deus é Deus.

Entendemos que nossas orações tem que estar alinhadas com a vontade do nosso Pai, nosso Senhor Jesus Cristo, o Salvador, aquele que Deus dá a vida por nós, ensina que a oração está voltada para o único que é digno de toda honra, glória e louvor. Neste sentido ao orar, não peça glórias para si, como riquezas, ou coisas materiais, mas oremos, glorificando ao Pai e para que sejamos instrumentos no reino de Deus.

Façamos como Jesus Cristo ensinou-nos, inicie a oração glorificando ao Pai e termine glorificando ao Pai.

Rev. Cristiam Matos

Passar por cima.

No livro do Êxodo no capítulo 12.1-51 encontramos a instituição da Páscoa, neste capítulo encontramos na noite a morte dos egípcios e a libertação dos hebreus. De forma clara observa-se a diferença entre o juízo e o livramento,  a morte e a vida, a condenação e a salvação, isso tudo através do sangue do cordeiro.

Israel estava a 430 anos em escravidão, o povo clamava por misericórdia, pela libertação, o trabalho era pesado, amargo. Faraó com o seu coração endurecido não libertava o povo. Moisés procurou faraó e levou o recado de Deus, “Deixe Meu Povo Ir”. Faraó ao receber o recado, oprime o povo ainda mais. Deus ao endurecer o coração de Faraó, enviou 10 pragas ao Egito, entre as pragas os primogênitos dos egípcios foram mortos, o Senhor abalou as pirâmides do Egito, quebrou o orgulho do Faraó, exerceu juízo sobre os deuses daquela nação.

A Páscoa foi o dia da independência de Israel, a noite do terror dos  egípcios foi a noite de libertação do povo de Deus. A mesma mão que feriu uns, resgatou também os escolhidos do Senhor. O Senhor ordenou que o povo passasse um pouco de sangue nas laterais e nas vigas superiores das portas das casas nas quais eles comeram o animal, assim o anjo que veio matar o primogênito passaria por  cima daquelas casas e não levaria o primogênito. A Páscoa trouxe unidade para Israel, salvação para os seus filhos e libertação do cativeiro. O povo agora estava livre para servir a Deus.

A Páscoa marca o começo, a redenção, a salvação, glorificação ou seja o que há por vir. Deus ao ordenar que os Israelitas aspergissem o sangue sobre as portas e as laterais, não tinham sido libertas, mas eles festejam o que ainda aconteceria, por isso a Páscoa nos lembra o que Deus fez e causa esperança no que há por vir.

A Páscoa é o começo de uma nova vida para o povo de Deus, a partir dali deixaram de ser escravos do Egito para serem peregrinos em direção a terra prometida. A  Páscoa revela que a família está no centro do projeto de Deus, por esse motivo a família celebra junta conforme registro no 3 versículo de Êxodo 12.

Deus salva Seu povo através do cordeiro que foi morto, o cordeiro representa a Cristo Jesus, o Messias, o filho do Pai. O cordeiro não poderia ser um com defeito, ele tinha que ser perfeito, a morte do cordeiro perfeito, sem mácula, aquele que nunca pecou, foi Cristo Jesus. Não foi a vida do cordeiro que salvou, não foi o exemplo do cordeiro que redimiu, não foi a presença do cordeiro na família que livrou-os da morte, mas, foi a morte do cordeiro, a morte de Jesus Cristo que nos trouxe a salvação. Sem derramamento de sangue não há remissão de pecados.

O sangue tem um significado muito importante é sinal da distinção, salvação e segurança. O que distinguia os egípcios dos israelitas naquela noite era o sangue, isso significa que existiam apenas dois grupos, aqueles que foram comprados pelo sangue da redenção e os que estão condenados por viver em pecado sem a remissão. O sangue foi o sinal da salvação, os anjos encontravam o sangue e ali não entravam para ceifar a vida do primogênito.  Somente o sangue do cordeiro pode salvar, e pode conceder-nos segurança. A morte de Cristo na cruz, traz perfeita segurança aos que são chamados pelo Senhor. Todo aquele que for salvo pelo sangue do cordeiro, alimenta-se do cordeiro, fora livrado da morte e do cativeiro.

O cordeiro não está no sepulcro, Ele vive e está sentado à direita do Pai, nosso Senhor qual fora morto, venceu a morte, está vivo, o sepulcro está vazio, Ele deu a sua vida, para que nós tenhamos vida. O Deus verdadeiro, único Deus entregou seu único filho para que nós tivéssemos vida, todas as gerações conhecem a Cristo e obtém a salvação, por crer nEle.

A Páscoa que celebramos é a Páscoa do Senhor, aqui em Êxodo 12 por 17 vezes o nome Senhor é mencionado, Ele é o centro da história da redenção, nosso Senhor revela o seu poder, Ele é o redentor para o Seu povo e o juízo para os ímpios. A morte não respeitou, idade, posição social, grau de instrução, os Israelitas não experimentaram a morte por estar debaixo do sangue do cordeiro.

A Páscoa deve levar-nos a mais profunda investigação em nossas vidas, com o intuito de saber se de fato todos os membros da família estão debaixo do sangue, leva-nos a um compromisso familiar de explicar para os nossos filhos o que Deus fez por nós. A Páscoa leva-nos para um único objetivo, à verdadeira e plana adoração ao Senhor.

Entenda que sem Cristo Jesus estamos condenados e não existe salvação para os que estão fora do cordeiro santo, que todos nós estejamos debaixo do sangue do cordeiro  e vivamos o momento em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em Espírito e em verdade.

Que o Senhor o abençoe ricamente. Feliz Páscoa a todos os filhos do Senhor!

Jesus Cristo é o nosso Senhor e Salvador, toda a glória, louvor e honra seja dada somente a Ele!

Que o Senhor nos fortaleça e pareçamos cada dia mais com Jesus Cristo.

Que a Graça do Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão com o Espírito Santo esteja, concedendo-nos um coração como ao de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo.

Que o Senhor nos fortaleça!

Para onde irei após a morte?

Há muitas ideias sobre o que acontece quando morremos. Uns dizem que todos são aniquilados. Outros, que todos vão para o céu. Outros ainda acreditam num lugar onde as almas pecadoras se preparam e se purificam para o céu. Para o cristão que tem a bíblia como sua regra de fé e prática, ao buscar na escritura, não há nada na Bíblia que dê apoio a qualquer destas ideias.

A bíblia apresenta-nos duas alternativas de continuidade de vida após a morte:

  1. Presença de Deus Eterna (salvação eterna).
  2. Ausência de Deus Eterna (condenação eterna).

Neste sentido temos à seguinte conclusão, com Cristo, salvação, sem Cristo, condenação. 

  1. Presença de Deus Eterna

Nesse caminho estão os que tiveram seus pecados perdoados. Eles serão bem-vindos ao céu e passarão a eternidade na gloriosa presença de Deus. O desejo do cristão é estar na presença do Senhor para adorá-lo. Aqueles a quem o Senhor chamou, tem o desejo no coração de adorar ao Senhor hoje e por toda a eternidade. Essa adoração não vem por obrigação, mas, um desejo incomparavelmente inexplicável. Algo tão intenso que todas as forças estão voltadas para o Senhor.

Alguns textos bíblicos apontam para o gozo da presença de Deus, já a partir da morte dos que, em Cristo, tiverem seus pecados perdoados. O Senhor Jesus, enquanto estava sofrendo a morte de cruz, disse a um dos ladrões que estavam sendo crucificados com Ele:

“Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.”, conforme registro no evangelho de Lucas 23.43, três versículos após Depois, “clamou em alta voz: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito! E, dito isto, expirou.” Lucas 23.46

Não é interessante pensar que Jesus garantiu que o ladrão perdoado estaria com Ele no paraíso, e logo se entregou à morte e foi para o Pai?

Que ensino extraordinário, confortante!

Jesus foi para os braços do Pai e recebeu também o pecador perdoado!

O apóstolo Paulo declarou em Filipenses 1.21,23: “Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro.” “Ora, de um e outro lado, estou constrangido, tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor.” De acordo com Paulo, “partir” (que no caso aqui significa morrer) era partir para estar com Cristo imediatamente.

Portanto, se o pecador tem o relacionamento correto com Deus, ou seja, se o pecador foi perdoado de seus pecados, e isso, só é possível por meio da obra de Jesus Cristo realizada na cruz do Calvário. Quando Cristo carregou sobre si os pecados, então esse pecador perdoado, ao morrer, passa imediatamente a desfrutar da presença gloriosa de Deus, aguardando o dia da ressurreição para sua glorificação final.

Para esses salvos no Senhor Jesus Cristo, no Dia do Juízo Final, seus nomes estarão escritos no Livro da Vida, somente o nome, sem seus pecados. Eles não serão julgados com respeito à condenação, pois Cristo já foi julgado e condenado em lugar deles.

Glórias ao nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo! 

  1. Ausência de Deus Eterna

Aqueles que não tiveram seus pecados perdoados, que não foram redimidos, não creram em Jesus Cristo, como seu Senhor e Salvador, estarão longe, fora da presença gloriosa de Deus. Nesse caminho estão os que não tiveram seus pecados perdoados, culminará na eterna tristeza, ausência da graça, na escuridão total. A Bíblia chama esse lugar de inferno.

O inferno não é uma coisa inventada pela igreja para colocar medo nas pessoas com a intenção de ter domínio e controle sobre elas, mas uma realidade apresentada por Jesus e outros textos bíblicos.

Encontramos a afirmação do próprio Jesus registrado no evangelho segundo Marcos 9.42-48 que se a mão, ou o pé, ou um dos olhos faz alguém tropeçar, é melhor cortar a mão, ou o pé, ou ainda arrancar o olho que está fazendo tropeçar, pois é melhor entrar na vida sem uma mão, ou sem um pé, ou sem um olho, do que ser o corpo todo lançado no inferno.

Obviamente, esse ensino de Jesus não deve ser tomado literalmente, pois não adianta arrancar um olho para não ver algo que o faz tropeçar, e continuar pensando na mesma coisa que o faz tropeçar. Jesus estava se referindo a deixar de fazer, deixar de andar por aquele caminho, ou ainda deixar de olhar, isso significa que é para cortar da vida o que lhe faz tropeçar. Cortar pela raiz o que lhe faz tropeçar e lançar fora, jogar fora.

O Senhor Jesus revelou ao apóstolo João que no Dia do Juízo Final todos comparecerão diante de Deus, para serem “julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito nos livros.”  Conforme registro no livro do Apocalipse 20.12.

Mas o que tem registrado nos livros?

As obras pecaminosas de todos os pecadores. Eles serão julgados e condenados eternamente por todos os seus pecados, nenhum escapará, as ações, os pensamentos, os segredos mais ocultos, nada escapará do julgamento perfeito de Deus.

O pecador não perdoado de seus pecados carrega sua conta, seu débito, sua própria condenação para o túmulo, e a partir da morte já experimenta a ausência de Deus, embora fica também aguardando o Dia do Juízo Final, onde a condenação será, finalmente, declarada e ordenada.

Conforme a pergunta inicial, Para onde iremos após a morte?

Essa pergunta só pode ser respondida em duas perspectivas:

  1. Iremos com Cristo para a presença de Deus, por toda a eternidade, isso significa a salvação.
  2. Iremos sem Cristo para a ausência de Deus, por toda a eternidade, isso significa a condenação.

João no 3.18 registra de forma extraordinária o que Jesus Cristo concede para aquele que crê nEle.  “Quem nEle crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.” 

Que o Senhor alcance os Seus e conceda-nos um coração cheio de desejo para buscá-lo e viver nEle.

Toda honra, Glória e louvor seja dada somente a Jesus Cristo, nosso Senhor e salvador!

 

Uma boa semana a todos.

Rev. Cristiam Matos.

A Parábola do Grão de Mostarda

A Parábola do Grão de Mostarda

“Jesus lhes propôs outra parábola, dizendo: O Reino dos Céus é semelhante a um grão de mostarda, que um homem pegou e plantou no seu campo. Esse grão é, na verdade, a menor de todas as sementes, mas quando cresce, é maior do que as hortaliças, e chega a ser uma árvore, de modo que as aves do céu vêm se aninhar nos seus ramos.” Mateus 13.31-32

A parábola que encontramos registrada no livro segundo Mateus no décimo terceiro capítulos nos versículos trigésimo primeiro e trigésimo segundo, descreve o começo do Evangelho, do ministério da palavra, da graça de Deus nos corações de seu povo e do pequeno número dos discípulos que seguiam a Jesus.

O Evangelho e seu ministério eram como um grão de mostarda pequeno, pouco, desprezível e quase imperceptível. O seu autor, Jesus Cristo, era visto assim pelos judeus, ao olhar para Ele que nasceu em uma pequena vila de Belém, seus pais não eram conhecidos ou seja anônimos. Os fariseus olham para Cristo como alguém que salva pecadores, isso era contrário a doutrina deles.

Os pregadores deste Evangelho eram vistos como pessoas de vida pequena, muito má e baixa, fracas, não merecedores de atenção. As circunstâncias que envolviam  o Evangelho foram muito desencorajadoras, como a pregação era contrária a doutrina vivida, eles sofreram grande perseguição, onde quer que fossem.

Mesmo em meio a tantas truculências impostas aos discípulos, esta pequena semente tornou-se uma grande “Árvore” conforme o Evangelho Segundo Lucas no décimo terceiro capítulo e versículo décimo nono.

A semente fora plantada da mesma forma que é plantada a semente da mostrar, uma semente de mostarda de aproximadamente dois milímetros e o pé adulto chega perto dos três metros de altura, neste sentido o evangelho começou pequeno e pela misericórdia do nosso Senhor, tem tomado proporções jamais vista pela humanidade.

A graça do nosso Senhor, O Deus Pai, que sob o ministério da palavra é plantada no coração do povo do Senhor, dos seus escolhidos, predestinados, é como um grão de mostarda, um começo pequeno, criando raízes profundas e crescendo com o passar do tempo.

A igreja de Deus, que surge sob o ministério da palavra, e através da obra da graça, sobre o coração de pessoas particulares, é como o pequeno grão de mostarda; as pessoas das quais ela consistia eram poucas em número no tempo de Cristo, e em sua ascensão ao céu, e quando o Evangelho foi pregado pela primeira vez  entre  os  gentios, e as  pessoas  que lançaram os alicerces, e estavam no início da igreja evangélica, formaram uma figura muito desprezível, em razão de sua pobreza externa e das más circunstâncias do mundo, por causa das severas perseguições que todos os lugares os assistiam e também através dos erros e heresias introduzidos pelos homens maus, que surgiram entre eles. Mas, quando cultivado, torna-se a maior dentre as ervas, uma grande e sombreada árvore.

Neste sentido, um dia nós teremos plena segurança, teremos a estatura de um varão perfeito e à medida da estatura da plenitude de Cristo para a glória de nosso Senhor, O Deus Pai. O início do Reino dos céus é pequeno, mas, o fim será glorioso!

Louvado seja o nome do Senhor e Salvador Jesus Cristo!

Que o Senhor esteja no centro de sua vida e vivamos para adorar ao Senhor.

Rev. Cristiam Matos

Qual o seu Alvo?

O Apóstolo Paulo desde o início de seu ministério tem seus olhos voltados, fixos em Jesus Cristo, seu maior objetivo, seu alvo é o Senhor. A vida cristã é um processo intenso de santificação dia após dia, nunca seremos capazes de agradar ao Senhor, porém, em Jesus Cristo nós seremos santificados, não porque somos capazes, mas porque Cristo nos concede essa graça de tornar a cada um de nós cristão santos através de sua obra na cruz.

Na corrida espiritual, o alvo é Cristo, ou seja, a perfeição ético-espiritual está nEle. O apóstolo Paulo desejava de todo o seu coração, ser completamente libertado do pecado e parecer-se com Cristo, por isso seus ensinamentos estão pautados no Senhor. Ele procurou ardentemente manifestar a glória de Deus, por todos os meios ao seu alcance, como um testemunho vivo a todos os homens, para que de todos os modos, pudesse salvar alguns.

Um atleta tem seu foco na linha de chegada, quando finda a corrida o vencedor é convidado a comparecer diante do juiz a fim de receber o prêmio. Na história antiga, em Atenas, o vencedor olímpico recebia a soma de 500 drachmai, sentava-se em lugares de primeira classe no teatro.

Paulo ao declarar que prosseguia rumo ao alvo, está afirmando que precisamos ser santos, buscando a Cristo, ser parecidos com Cristo, testemunhar a Cristo. Deus nos disse sede santo porque Eu Sou Santo. Não obstante, o prêmio que corresponde a esse chamado, é outorgado quando a carreira terminar e for apontado o vencedor. Paulo, junto com todos os santos, é chamado do céu para o encontro do Senhor nos ares e permanecer ali para sempre com Ele na nova terra e novo céu.

Esse chamado celestial, a vocação santa, só é possível em Cristo Jesus. Sem Ele, esse chamado jamais seria feito nem obedecido. Seu sacrifício expiatório, seu prêmio glorioso, ao qual o chamado conduz, jamais poderia ser outorgado.

O alvo aponta para Jesus Cristo, a perfeição nEle. Essa perfeição é considerada como o objetivo do esforço humano e o prêmio qual Paulo coloca, é o dom da soberana graça de Deus. Deus concede vida eterna àqueles que se esforçam por alcançá-la. Ainda que seja verdade que esta fé e este esforço são do começo ao fim completamente dependentes da graça de Deus. Deus nos concede o dom da Fé, para crermos em Jesus Cristo como nosso Senhor e Salvador. O Espírito Santo que habita em nós, conduz nosso ser para dia após dia louvor e bendizer ao Senhor através de nossas vidas. Uma vida dedicada a conhecer ao Senhor e testemunhar o evangelho, resume em ser, discípulo de Cristo, orando, estudando a palavra e vivendo a palavra.

Quando o Cristão tem seus olhos em Cristo, ou seja, Ele sendo o alvo, o desejo será de ser igual ao Senhor, para pregar o evangelho. O alvo absorve a atenção durante a corrida que está sendo feita, o prêmio fixa a atenção na glória que começará na nova terra e no novo céu.

Com esse glorioso prêmio em mente, a saber, as bênçãos da vida eterna, tais como a perfeita sabedoria, o gozo, a santidade, a paz, a comunhão, tudo desfrutando para a glória de Deus, num maravilhoso universo restaurado, e na companhia de Jesus Cristo e de todos os santos. Paulo prossegue rumo ao alvo.

Todos os que amam a vinda de Cristo são vencedores, todos ganharam o prêmio por possuir a mesma disposição de Paulo e por se conduzir em harmonia com essa disposição.

O Apóstolo Paulo diz que o alvo, o prêmio da soberana vocação, ou seja, a nossa vontade vem de um convite irresistível da parte Deus para nós, é Deus quem nos chama e capacita a realizar as ações que vão contribuir para o nosso bem e para o bem da Igreja como um todo, há uma recompensa prometida, não vamos à luta sem meta e sem propósito, mais há uma promessa de Deus para nós.

Essa promessa está firmada em Jesus Cristo, nosso Senhor e salvador. Um dia Jesus Cristo virá buscar-nos e iremos para o céu, estaremos diante do justo Juiz e receberemos o maior prêmio que existe, a Salvação dada por intermédio de Jesus Cristo.

Louvado seja o nome do Senhor!

O alvo de Paulo é Cristo, qual o seu alvo meu amado irmão?

 

Uma boa semana a todos.

Rev. Cristiam Matos.

Ser temente a Deus.

Ser temente a Deus – Jó 1.1-5

Uz, era a terra natal de Jó, fica em um lugar a leste de Canaã, perto da fronteira do deserto que separa os braços leste e oeste do Crescente Fértil. Era uma região de cidades, fazendas e rebanhos migrantes.

Jó era um homem muito rico, o texto nos aponta as virtudes de Jó, a saber, sua integridade e retidão. Observe que essas virtudes não têm nada a ver com uma vida sem pecado, não se refere à perfeição sem pecado, mas à integridade sincera, especialmente a lealdade para com a aliança. Havia uma harmonia honesta entre a sua profissão de fé e a sua vida.

Jó era temente a Deus, ele tinha, o temor do Senhor, a piedade que havia em Jó era fruto de submissão genuína ao Senhor, diante de quem ele andava em reverência, rejeitando resolutamente o que Ele tivesse proibido. Jó não se utilizava de vãs filosofias nem mesmo tentava utilizar-se de subterfúgios para relativizar os decretos do Senhor.

O texto bíblico nos mostra que Jó era temente a Deus, no Aurélio, o verbo temer significa, ter ou sentir medo de alguém, temer ou ter receio de alguém, preocupar-se, mas isso não significa que tenhamos que ter medo de Deus, mas sim, respeitar e fazer as vontades de Deus.

Aqui quero enfatizar algo muito importante, buscar a Deus por medo de ser condenado ao sofrimento eterno, ou por buscar uma cura específica ou até mesmo por querer alcançar algo, não é respeitar. A motivação do coração, é em respeitar ao Senhor, isso é amar. Fazer a vontade de Deus por medo não é respeitar. Olhe para Jó, ela temia a Deus, desviando-se do mal.

Temer a Deus é andar conforme a vontade do Senhor, Jó era integro, e integridade é o que todas as pessoas podem ver, na sua vida, em sua conduta diante da sociedade, no seu trabalho, nas suas atitudes enquanto profissional, em seu meio familiar, ou seja todas as atitudes que o cerca.

A integridade de Jó é enaltecida na conversa entre Deus e satanás, a sabedoria de Jó proporcionou a harmonia entre sua profissão de fé e a sua vida, o temor ao Senhor o fazia olhar para Deus e temer a Deus.

Atento ao seu Deus nos dias bons e dias maus, Jó fielmente cumpria suas funções de sacerdote dentro da família. Não era um mero formalismo, Jó percebia a raiz do pecado no coração do homem. Não era um mero moralista, ele reconhecia, como a especial revelação redentiva, tornava claro, que não há remissão de pecado sem derramamento de sangue sacrificial.

O Holocausto, embora fosse símbolo da expiação messiânica do pecado, era também um ritual de consagração. Por meio deles Jó dedicava os frutos do progresso no setor da cultura ao seu Criador. Assim a cultura humana alcançava seu devido fim na adoração a Deus.

Neste sentido compreendemos que Integridade é o que todos podem ver, aquilo que está apresentável aos olhos, mas a retidão é você em um local só, com as portas fechadas, em secreto, somente você e Deus. Jó tinha essas duas qualidades, por isso ele fora um homem que agradara a Deus.

Jó não era uma pessoa em público e outra no particular, ele era a mesma pessoa em tudo, assim o cristão deve ser, utilizando da tecnologia podemos usar a seguinte comparação. O cristão não pode ser uma pessoa em frente às câmeras e outra fora delas, um pastor não pode ser uma pessoa no púlpito e outra fora do púlpito. Assim devemos ser íntegros e retos.

Jó era o sacerdote no seu lar, clamava a Deus por seus filhos e filhas, orava e entregava-se ao Senhor, no temor a Ele. Neste sentido os homens devem ser o sacerdote de seu lar, a palavra deve ser ensinada aos seus filhos.

O sacerdote do lar ensina seus filhos no caminho em que deve andar, você como o sacerdote lar deve ser o exemplo, o espelho, a imagem de Deus. O texto nos mostra que Jó orava por seus filhos. Aqui temos um ensinamento grandioso, é nosso dever orar por nossa família, não somente em secreto, mas com eles também.

O homem tem que ser integro e reto, deve ser de caráter inquestionável, e de retidão diária. Essa virtude que todo sacerdote do lar, ou seja, da família deve ter.

Tudo o que Jó possuía, fora Deus quem havia concedido, e Jó sabia disso. Neste sentido aprendemos que tudo o que possuímos hoje, foi Deus quem nos concedeu. Talvez Jó não nasceu em meio a riqueza, ou seja, homem mais rico. A bíblia não nos indica como ele conquistou possuía tantos bens, mas com certeza ele se esforçou muito para ter toda a riqueza.

Tudo o que possuímos tem a ver com esforço do trabalho de cada um, isso é fruto do trabalho de cada pessoa, mas que fique bem claro, foi Deus quem o concedeu.

Jó temia a Deus, ele não era soberbo, avarento, mesquinho ou tentava se prevalecer das situações para obter vantagem, o homem mais rico do oriente era também o mais piedoso entre os homens.

Jó sabia que sem Deus, sua riqueza, seria apenas algo que não tinha valor, pois sem Deus, isso tudo seria inútil em sua vida. A maior riqueza está em obedecer a Deus. Que todos nós sejamos pessoas integras e retas em tudo. Não importa o que você faça, faça tudo para a glória de Deus.

Fazer todas as coisas para a glória de Deus, nos torna temente a Deus nos leva a confiar nEle.

Uma boa semana.

Rev. Cristiam Matos.

 

Ovelhas entre lobos.

Eis que eu vos envio como ovelhas para o meio de lobos; sede, portanto, prudentes como as serpentes e símplices como as pombas” – Mt 10.16

 

Estas palavras foram dirigidas para os discípulos logo após terem sido escolhidos por Jesus. Salvaguardadas as proporções, nós somos os discípulos de hoje, aos quais Jesus confiou a pregação do evangelho. 

Muitos discípulos não querem falar das boas novas. Acreditam que este é um serviço para pastores e evangelistas, para vocacionados especiais. Esta é uma falácia (ardil retórico cuja finalidade é desviar da verdade) comum e bom instrumento de Satanás para que o evangelho não seja pregado a toda criatura. Além disto, pesa no coração dos discípulos o medo de não ter conteúdo suficiente para argumentar com o incrédulo e, assim, passar vergonha diante dele; ou ainda o medo de sofrer algum tipo de violência física, psicológica ou emocional (Mt 10.17).

Jesus sabe de todas as coisas. Sabe o que pode e o que vai efetivamente acontecer em nossas vidas. Conhece profundamente os “lobos vorazes” e conhece muito bem a cada uma das suas ovelhas – as necessidades, fragilidades e limitações (Jo 10.14). O que as ovelhas deveriam fazer é confiar mais em seu Pastor, no seu plano geral, nas suas palavras e em seu poder para salvar. Ser prudente como “as serpentes” aponta para o fato de não confiar nas pessoas e em suas atitudes, e ser símplice como “as pombas” para a confiança irrestrita naquele que as sustenta (Mt 6.26). 

Na ordem da cadeia alimentar os lobos estão acima das ovelhas. Lobos têm grandes dentes, orelhas sensíveis, olfato aguçado, visão privilegiada e defendem-se com violência; ovelhas são míopes, medrosas e, às vezes, rebeldes contra seu pastor. Nunca se esqueça que o Senhor – o bom Pastor – salvará as ovelhas, e não os lobos…

Um bom e abençoado dia.

Rev. Joel

A misericórdia do Senhor.

Mas a misericórdia do SENHOR é de eternidade a eternidade, sobre os que o temem, e a sua justiça, sobre os filhos dos filhos” – Sl 103.17

 

Uma das melhores definições que conheço para misericórdia é: “fazer algo por alguém que não pode fazer por si mesmo”. Assim, misericórdia expressa a ação benéfica sobre a vida do próximo, ajudando-o em suas limitações e lhe oferecendo algo que está além de sua capacidade e sua possível retribuição. Nossa humanidade se vê claramente quando a misericórdia se faz presente: recém-nascidos carecem da misericórdia de seus pais; quem ama carece da misericórdia do ser amado; feridos e doentes carecem de misericórdia. A misericórdia atua no campo das necessidades e não dos desejos, pois estes, na maioria das vezes, extrapolam a necessidade. Para entender a misericórdia divina é preciso primeiro entender a miséria humana. 

Um dos cinco pontos do calvinismo é chamado de total depravação. Esta expressão é abrangente e profunda, alcançando não somente a questão espiritual, mas também mental e física. A tese sustenta-se na presença do pecado no mundo e nas pessoas corrompendo tudo de tal forma e com tal intensidade que estabelece a incapacidade total do que foi contaminado pelo pecado de mudar sua realidade. É uma corrupção que está entranhada e que passou a fazer parte da essência do ser humano e escravizando-o (ligando-o inseparavelmente) pelo pecado. Desta forma absolutamente nenhuma pessoa tem condições, por si mesma, de quebrar estes grilhões ou modificar sua natureza decaída sem uma ação específica de Deus. Para referendar esta proposição podemos descrever da seguinte maneira: a. Pecado – errar o alvo estabelecido por Deus para suas criaturas (Rm 3.23); b. Pecadores – os que cometem pecado, quer por culpa ou dolo (1Jo 1.10); c. Imerecedores – ninguém tem virtudes suficientes (Rm 3.10-12); d. Reativos – Só fazemos o bem porque somos induzidos por Deus ( Fl 2.13).

Não havendo a mínima possibilidade de uma ação pessoal que seja transformadora em sua essência, o ser humano e tudo o que foi corrompido pelo pecado precisa de uma ação misericordiosa da parte de Deus, e é sobre isto que o salmista se refere ao falar desta misericórdia: a) que ela é eterna; b) que ela é sobre os que o temem; c) que ela é concedida de geração em geração. Sobre esta ação de misericórdia de Deus é preciso entender duas questões: 1) A graça comum; 2) A graça especial. A primeira é a manifestação da misericórdia sobre todas as pessoas, misericórdia que se revela na vida, na saúde, na renovação de cada dia, no abençoar dos frutos da terra ou dos dividendos oriundos do trabalho que, em última análise, Deus permite. A graça comum está afeta a todas as pessoas e se restringe ao tempo presente. Já a graça especial é a manifestação específica de Deus a determinados indivíduos aos quais ele escolheu e elegeu como seus filhos, os quais passarão a eternidade ao seu lado. Esta é a graça que traz o esclarecimento necessário à mente para entender quem é Jesus e o que significa a obra que ele fez na cruz. Redenção, justificação, purificação, santificação entre outras doutrinas são inteligíveis e incorporáveis plenamente somente àqueles que foram escolhidos para tal entendimento e vida. A vida eterna não é para todos (Ex 33:19), e a fé para entender e aceitar como verdade absoluta vem do Senhor (Ef 2. 4-10).

O que resta aos homens? Podem fazer algo para alcançar a misericórdia? Ou algo para incrementá-la ou completá-la? Não há nada a ser feito, pois tudo o que era necessário foi realizado por Cristo. Se houvesse algo a ser feito pelo homem não seria mais “misericórdia” na acepção da palavra (Lm 3:22). Diante de tamanha misericórdia, resta aos homens curvarem-se perante o Senhor da glória e obedecerem a sua augusta vontade (Sl 103.19). 

O mundo em que vivemos, esta “aldeia global” ou sociedade mundial quer convencer as pessoas de que não são pecadoras. Uma vez desconstruído o conceito de “pecado” entregam-se aos seus prazeres e desejos revelando seu propósito para que todos recebam a mesma condenação no último tempo: a morte eterna. De fato, como bem disse o apóstolo Paulo, “o salário do pecado é a morte” (Rm 6.23), e que o salário não é considerado como favor, mas sim como dívida a ser paga integralmente (Rm 4.4). 

Precisamos nos lembrar constantemente de que sem Cristo não somos em nada diferentes das demais pessoas e que, por isto, Cristo é a expressão maior da misericórdia de Deus.  Em Cristo, por Cristo e com Cristo somos agraciados e nossas famílias são abençoadas na exata medida em que continuamos firmes e fiéis ao Senhor e aos seus preceitos. Por isto devemos nos render cada vez mais, nos submeter com mais consciência, nos entregar com mais empenho no altar do Senhor todos os dias de nossa vida (Rm 12.1-2).  

Uma sugestão: leia todos os endereços bíblicos que foram apresentados.

Um bom a abençoado dia!

Rev. Joel 

Proteção.

Guarda-me como a menina dos olhos, esconde-me à sombra das tuas asas” – Salmo 17.8

 

Gosto do livro de Salmos pelo conjunto da obra. Sua estrutura poética, suas metáforas, a maneira como os salmistas abrem suas almas diante de Deus e dos homens; identifico-me com seus sentimentos de raiva e impotência, suas explosões de alegria, suas dores entranhadas; digo “amém” à invocação do único e verdadeiro Deus, às súplicas, aos pedidos de ajuda – tudo inspira para o momento de oração solitária na presença do Senhor (Mt 6.6). 

O verso acima transcrito retrata a intensidade do temor que o salmista sentiu em algum momento de sua vida e seu desejo de reparti-lo com a comunidade de Israel para fins educacionais.  A autoria deste salmo é atribuída ao rei Davi e pode retratar o período em que fugia da presença de Saul. No entanto, como eram muitos os seus inimigos (inclusive seu filho Absalão), bem poderia se referir a qualquer outro momento do seu reinado. 

De forma geral, esta oração serve para qualquer pessoa que se vê perseguido, oprimido, e que imagina estar cercado por pessoas que desejam o seu mal; é para todo aquele que se vê preso, sem saída e sem a menor possibilidade de fazer algo por si mesmo além de confiar no socorro divino. 

Retornando ao verso em questão, o autor usou duas metáforas lógicas e de conhecimento geral: a reação imediata das pálpebras para proteger o olho, e o acolhimento que a ave faz aos seus filhotes em perigo. Davi transformou palavras em imagens inteligíveis e, assim, ofereceu profundidade ao que desejava compartilhar. Sua profissão de fé na ação de Deus é principalmente visível no verso 15: “Eu, porém, na justiça contemplarei a tua face; quando acordar, eu me satisfarei com a tua semelhança“, onde fica evidente que ele confiava no Senhor durante a vida física e depois dela.

É muito agradável pensar e crer que Deus age desta forma em relação aos seus amados: na hora da dificuldade ele protege, e no momento do temor ele acolhe em seus ternos e eternos braços. 

Você confia na proteção do Senhor?

Um bom e abençoado dia!

Rev. Joel