Ser temente a Deus.

Ser temente a Deus – Jó 1.1-5

Uz, era a terra natal de Jó, fica em um lugar a leste de Canaã, perto da fronteira do deserto que separa os braços leste e oeste do Crescente Fértil. Era uma região de cidades, fazendas e rebanhos migrantes.

Jó era um homem muito rico, o texto nos aponta as virtudes de Jó, a saber, sua integridade e retidão. Observe que essas virtudes não têm nada a ver com uma vida sem pecado, não se refere à perfeição sem pecado, mas à integridade sincera, especialmente a lealdade para com a aliança. Havia uma harmonia honesta entre a sua profissão de fé e a sua vida.

Jó era temente a Deus, ele tinha, o temor do Senhor, a piedade que havia em Jó era fruto de submissão genuína ao Senhor, diante de quem ele andava em reverência, rejeitando resolutamente o que Ele tivesse proibido. Jó não se utilizava de vãs filosofias nem mesmo tentava utilizar-se de subterfúgios para relativizar os decretos do Senhor.

O texto bíblico nos mostra que Jó era temente a Deus, no Aurélio, o verbo temer significa, ter ou sentir medo de alguém, temer ou ter receio de alguém, preocupar-se, mas isso não significa que tenhamos que ter medo de Deus, mas sim, respeitar e fazer as vontades de Deus.

Aqui quero enfatizar algo muito importante, buscar a Deus por medo de ser condenado ao sofrimento eterno, ou por buscar uma cura específica ou até mesmo por querer alcançar algo, não é respeitar. A motivação do coração, é em respeitar ao Senhor, isso é amar. Fazer a vontade de Deus por medo não é respeitar. Olhe para Jó, ela temia a Deus, desviando-se do mal.

Temer a Deus é andar conforme a vontade do Senhor, Jó era integro, e integridade é o que todas as pessoas podem ver, na sua vida, em sua conduta diante da sociedade, no seu trabalho, nas suas atitudes enquanto profissional, em seu meio familiar, ou seja todas as atitudes que o cerca.

A integridade de Jó é enaltecida na conversa entre Deus e satanás, a sabedoria de Jó proporcionou a harmonia entre sua profissão de fé e a sua vida, o temor ao Senhor o fazia olhar para Deus e temer a Deus.

Atento ao seu Deus nos dias bons e dias maus, Jó fielmente cumpria suas funções de sacerdote dentro da família. Não era um mero formalismo, Jó percebia a raiz do pecado no coração do homem. Não era um mero moralista, ele reconhecia, como a especial revelação redentiva, tornava claro, que não há remissão de pecado sem derramamento de sangue sacrificial.

O Holocausto, embora fosse símbolo da expiação messiânica do pecado, era também um ritual de consagração. Por meio deles Jó dedicava os frutos do progresso no setor da cultura ao seu Criador. Assim a cultura humana alcançava seu devido fim na adoração a Deus.

Neste sentido compreendemos que Integridade é o que todos podem ver, aquilo que está apresentável aos olhos, mas a retidão é você em um local só, com as portas fechadas, em secreto, somente você e Deus. Jó tinha essas duas qualidades, por isso ele fora um homem que agradara a Deus.

Jó não era uma pessoa em público e outra no particular, ele era a mesma pessoa em tudo, assim o cristão deve ser, utilizando da tecnologia podemos usar a seguinte comparação. O cristão não pode ser uma pessoa em frente às câmeras e outra fora delas, um pastor não pode ser uma pessoa no púlpito e outra fora do púlpito. Assim devemos ser íntegros e retos.

Jó era o sacerdote no seu lar, clamava a Deus por seus filhos e filhas, orava e entregava-se ao Senhor, no temor a Ele. Neste sentido os homens devem ser o sacerdote de seu lar, a palavra deve ser ensinada aos seus filhos.

O sacerdote do lar ensina seus filhos no caminho em que deve andar, você como o sacerdote lar deve ser o exemplo, o espelho, a imagem de Deus. O texto nos mostra que Jó orava por seus filhos. Aqui temos um ensinamento grandioso, é nosso dever orar por nossa família, não somente em secreto, mas com eles também.

O homem tem que ser integro e reto, deve ser de caráter inquestionável, e de retidão diária. Essa virtude que todo sacerdote do lar, ou seja, da família deve ter.

Tudo o que Jó possuía, fora Deus quem havia concedido, e Jó sabia disso. Neste sentido aprendemos que tudo o que possuímos hoje, foi Deus quem nos concedeu. Talvez Jó não nasceu em meio a riqueza, ou seja, homem mais rico. A bíblia não nos indica como ele conquistou possuía tantos bens, mas com certeza ele se esforçou muito para ter toda a riqueza.

Tudo o que possuímos tem a ver com esforço do trabalho de cada um, isso é fruto do trabalho de cada pessoa, mas que fique bem claro, foi Deus quem o concedeu.

Jó temia a Deus, ele não era soberbo, avarento, mesquinho ou tentava se prevalecer das situações para obter vantagem, o homem mais rico do oriente era também o mais piedoso entre os homens.

Jó sabia que sem Deus, sua riqueza, seria apenas algo que não tinha valor, pois sem Deus, isso tudo seria inútil em sua vida. A maior riqueza está em obedecer a Deus. Que todos nós sejamos pessoas integras e retas em tudo. Não importa o que você faça, faça tudo para a glória de Deus.

Fazer todas as coisas para a glória de Deus, nos torna temente a Deus nos leva a confiar nEle.

Uma boa semana.

Rev. Cristiam Matos.

 

Seguros no Senhor!

“E aos que predestinou, a esse também chamou; e aos que chamou, a esse também justificou; e aos que justificou, a esse também glorificou.” Romanos 8.30

 A nossa salvação é um fato consumado, um processo e uma promessa, uma gloriosa obra de Deus. A Salvação é um termo muito amplo, Scofield em seu comentário sobre Romanos, resume o termo da seguinte forma: “As palavras hebraicas e gregas para salvação implicam as ideias de segurança, conservação e santidade”.

 A Salvação reúne em si todos os atos e processos redentivos como justificação, santificação e glorificação. É importante olhar tanto com a alma, como com o corpo, com a vida presente bem como com a vida futura. Ela faz referência não só à remissão da penalidade do pecado e à remoção de sua culpa, mas também à conquista do hábito do pecado e a remoção final da presença do pecado no corpo. A Salvação acontece em todos os tempos, pois já foi definida no passado por Deus, age em nós através da fé em Cristo Jesus, e se concretizará definitivamente com a volta de Jesus.

Na escritura sagrada encontramos que todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus. Não há justo, nem um sequer. Não existe na face da terra um ser humano que possa dizer que é justo. Todos são culpados, e Deus não inocentará o culpado. A alma que pecar, essa morrerá. Tanto os gentios que não tinham a Palavra de Deus quanto os judeus que a possuíam estavam de igual forma condenados. Os gentios estavam condenados pela lei da consciência, e os judeus estavam condenados pela lei de Deus. O argumento de Paulo é que pelas obras da lei ninguém será justificado diante de Deus, neste sentido algo teria que acontecer para haver a remissão de nossos pecados. Todos aqueles, e somente aqueles a quem Deus eficazmente chama, também gratuitamente justifica. Essa justificação é um ato de Deus puramente judicial, na qualidade de juiz, pelo qual ele perdoa todos os pecados do crente, e o julga, o aceita e o trata como uma pessoa justa à luz da lei divina. A justificação é um ato e não um processo. Não acontece em nós, mas no tribunal de Deus. É um ato legal, quando Deus, em virtude da justiça de Cristo imputada a nós, declara-nos justos. Todos os salvos estão justificados de igual forma. Já não há mais nenhuma condenação, para aqueles que estão em Cristo Jesus.

Desde que fomos regenerados e justificados pela fé em Cristo, somos transformados progressivamente à imagem de Cristo. O propósito eterno de Deus não quer apenas nos levar para a glória, mas nos transformar à imagem do Rei da glória. Deus nos salva não no pecado, mas do pecado. Deus nos escolheu em Cristo para sermos santos e irrepreensíveis, nos escolheu para a salvação pela fé na verdade e santificação do Espírito. Sem santificação, ninguém verá o Senhor, visto que só os puros de coração verão a Deus. Todos aqueles em quem Deus, através da regeneração, criou uma nova natureza espiritual, continua sob sua graciosa influência, sua Palavra e o Seu Espírito habitam neles e assim possuem neles implantada a graça que se desenvolve mais e mais. Essa obra de santificação envolve tanto a gradual destruição do velho corpo do pecado quanto a vivificação e fortalecimento de todas as graças no novo homem, a purificação interior do coração e mente. Essa obra de santificação envolve o homem todo, seu intelecto, emoções e vontade, alma e corpo. 

O santificar de acordo com a Escritura é transformar o homem, Ele torna o moralmente puro e santo. Pela santificação vamos sendo transformados de glória em glória na imagem de Cristo, nosso Senhor. Deus mesmo, pela obra do Espírito Santo, vai esculpindo em nós a beleza de Cristo.

Por fim temos a glorificação é a consumação da nossa redenção, quando receberemos, na segunda vinda de Cristo, um corpo novo, incorruptível, glorioso, poderoso, semelhante ao corpo da glória de Cristo. Então, reinaremos com Cristo, pelos séculos sem fim, desfrutando das venturas celestiais. Na justificação fomos salvos da condenação do pecado, na santificação estamos sendo salvos do poder do pecado e na glorificação seremos salvos da presença do pecado.

Somente em Cristo temos a solução espiritual para o passado, o presente e o futuro. Somente Ele pode libertar do passado, dar o significado no presente e a garantia para o futuro. Assim podemos concluir que o passado está redimido, o presente está consentido e nosso futuro está garantido. Neste sentido, na justificação, já fomos salvos, nos decretos de Deus, antes mesmo da criação do mundo, nosso Deus já havia determinado, mas é apenas para os creem em Jesus Cristo. Na santificação, estamos sendo salvos, à medida que progressivamente estamos sendo transformados à imagem de Cristo. Neste sentido a vida do homem é transformada dia após dia. Na glorificação, seremos salvos, visto que, na segunda vinda de Cristo, seremos transformados e receberemos um corpo de glória para reinarmos com Jesus para todo o sempre.

Que o Senhor o abençoe ricamente e que você creia em Jesus Cristo como seu único Senhor e Salvador.

Rev. Cristiam Matos

Ajuda-nos.

À noite, sobreveio a Paulo uma visão na qual um varão macedônio estava em pé e lhe rogava, dizendo: Passa à Macedônia e ajuda-nos” – At 16.9

 

Existem muitas pessoas no mundo precisando de ajuda. Muitas estão ao relento – seja por pobreza extrema, ou opção por abandonar a família, ou para saciar vícios, ou em busca de refúgio em outro país, enfim, são milhões de carentes. Elas precisam bem mais do que um olhar de comiseração – precisam de uma ação efetiva dos governos e das entidades sociais. 

Além desta mazela física está o sofrimento causado pela ignorância espiritual. Enquanto a primeira mata o corpo, a segunda pode levar o indivíduo para a morte eterna. O verso citado tem como pano de fundo exatamente esta questão, e dele quero retirar três pontos:

1) Paulo teve uma visão. Não era sonho nem tampouco um delírio, mas sim uma imagem nítida de um homem grego, provavelmente reconhecido como tal pelas vestes distintivas das demais nações. Era uma visão concedida por Deus para algo que Paulo poderia ter imaginado fazer, mas ainda não tinha se disposto a isto. 

2) O macedônio estava em pé. Como era noite, Paulo e seus companheiros deveriam estar ao redor da fogueira, sentados ou quem sabe já preparados para deitar. O fato dele estar em pé significava a urgência que a mensagem requeria: prontidão e desprendimento. 

3) O macedônio suplicava ajuda. Não era ajuda humanitária nem era em busca de alguém para livrá-los do poder de Roma. A ajuda aqui é para saírem das trevas, para conhecerem o evangelho de Cristo, para serem libertos do mal. 

Paulo entendeu aonde precisava ir e agora tinha o conhecimento do por que o Espírito Santo os havia impedido de ir para a Ásia e para as regiões da Turquia (At 16.6-7). Lucas narra que assim que Paulo teve a visão ele e seus companheiros de viagem concluíram que Deus os havia chamado para anunciar o evangelho (At 16.10). Apesar de somente Paulo ter a visão o chamado era para todos. 

O evangelho já chegou a maioria dos povos conhecidos. A internet tem sido um instrumento muito útil para a propagação das boas novas, porém muitas pessoas ainda não conhecem o poder transformador do evangelho. Elas carecem de alguém que lhes fale a verdade, que os ajude a sair das trevas para a maravilhosa luz. É possível que algumas delas estejam muito próximas de você e precisando justamente da sua ajuda. Que tal atender ao chamado do Senhor e pregar a elas o evangelho da salvação?

Um bom e abençoado dia!

Rev. Joel