A Religião Pode Ajudar?

A religião tem sido um dos principais meios empregados pelo homem para alcançar ou obter algum favor de Deus, o problema que encontramos nesta pergunta é que a religião não pode ajudar. O próprio Jesus Cristo disse, “Eu Sou o Caminho…”, há somente um caminho para se atingir esse objetivo, esse caminho chama-se Jesus Cristo.

Na história, a psicologia, os estudos referentes a humanidade, ensina que o homem é uma criatura religiosa e encontramos no comportamento isso bem ilustrado, evidente. Ele é um ser que tem a necessidade de apegar-se, adorar algo ou alguma coisa, com o passar dos anos temos pessoas que adoram o sol, a lua, as estrelas, ídolos produzidos pelo homem, tanto em forma de madeira, de produção midiática, de pedra ou metal nobre ou não. Há divindades representadas por animais, homens físicos, totalmente mortais, enfim, incontáveis deuses que são produtos da imaginação pervertida da humanidade. Causado pela depravação total, essa que separa o homem do Senhor, e somente seremos restaurados por intermédio de Jesus Cristo, nosso Senhor e salvador. Por mais que o homem seja um ser religioso, ainda assim nenhuma religião pode ajudá-lo a ter comunhão com Deus, por pelo menos três razões:

A primeira razão mostra que a religião nunca poderá satisfazer a Deus: A religião é uma tentativa do homem em fazer-se reto para com Deus, mas qualquer tentativa nesse sentido é inútil, porque, mesmo os melhores esforços resultarão em atos imperfeitos e, portanto, inaceitáveis para Deus. O homem jamais será capaz de fazer algo que o Senhor olhe e se agrade, o homem é imperfeito e está morto em seus delitos e pecados. Não existe possibilidade do homem fazer algo que Deus olhe e se agrade. A Bíblia não poderia ser mais clara ao afirmar sobre o homem, demonstrando a nossa incapacidade de agradá-lo, conforme registro no livro de Isaías; “Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades, como um vento, nos arrebatam.” Isaías 64.6.

Para alguém se relacionar com Deus é necessário estar no padrão de Deus, como encontramos em 1 Pedro 1.16; “Porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo.”

Portanto, por mais que alguém se esforce em dedicar-se a Deus, utilizando-se de todos os meios pessoais possíveis, com toda força e com toda sinceridade, ainda assim não poderá satisfazer a Deus, nenhuma religião pode satisfazer a Deus, pois nenhuma consegue colocar o homem no padrão de Deus.

A segunda razão mostra que a religião nunca poderá extirpar o pecado: O grande problema do homem diante de Deus é o seu pecado, e não há virtude que possa ser usada para cancelar a culpa dos pecados praticados contra o justo Juiz.

Boas ações até indicam que alguém é uma boa pessoa, mas boas ações não são suficientes para cancelar e anular pecados, pois pecados são quebra da Lei de Deus, e não se anula atos de transgressão substituindo-os por atos de bondade.

Portanto, nenhum esforço, nenhuma boa ação, nenhuma experiência religiosa, nem mesmo o batismo, nem sacrifícios de autoflagelação, nem contribuição financeira, nem frequência a cultos, absolutamente nada pode cancelar pecados diante de Deus. Há somente um único meio para o pecado ser removido ou tirado, a saber, por Jesus Cristo, conforme encontramos registrado em primeira João, “Sabeis que ele se manifestou para tirar os pecados, e nele não existe pecado.” 1 João 3.5

A terceira razão mostra que a religião nunca poderá mudar a natureza pecaminosa do homem: O comportamento de uma pessoa não é o problema, é apenas o sintoma, pois o problema é interno, é mais profundo. A raiz do problema do homem está no seu próprio coração, por natureza o coração humano é corrompido e depravado. O profeta Jeremias foi usado por Deus e declarou, “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” Jeremias 17.9

Jesus também fez uma declaração interessante quanto ao coração do homem, O Jesus Cristo declarou, “Mas o que sai da boca vem do coração, e é isso que contamina o homem. Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias.” Mateus 15.18-19

Ir à igreja e reuniões religiosas até podem fazer alguém se sentir bem, mas jamais poderá mudar ou transformar a natureza pecaminosa do homem. O único que pode mudar essa condição é Jesus Cristo, a fé em Jesus Cristo, nosso Senhor, molda nosso ser, pois somos regenerados por intermédio de Cristo Jesus. Neste sentido, a religião não pode satisfazer a Deus, não pode extirpar o pecado e não pode transformar a natureza interior do homem, o único e somente O Deus pode solucionar o problema do homem em seu estado de pecado, e a solução de Deus chama-se Jesus Cristo, e este crucificado. Jesus Cristo satisfaz a Deus, sua obra extirpa o pecado e transforma o pecador por completo.

O apóstolo Paulo ensina: “Porque, passando e observando os objetos de vosso culto, encontrei também um altar no qual está inscrito: Ao Deus Desconhecido. Pois esse que adorais sem conhecer é precisamente aquele que eu vos anuncio.” Atos 17.23

Somente Jesus Cristo pode mudar, transformar, regenerar, lavar, transformar o homem em amigo de Deus. Somente pelo sangue de Jesus Cristo. Louvado Seja o Senhor.

Somente Cristo pode sustentar-nos, conduzir-nos ao verdadeiro caminho, Ele é a fonte que jamais tornaremos a ter sede, tudo o que precisamos é Jesus Cristo. Ser adorador, seguidor de Jesus Cristo é o único caminho.

Deus abençoe sua vida e que Jesus Cristo reine em vós, hoje e para todo o sempre.

Que todo o Louvor, Honra e Glória seja dada somente a Ele!

Uma boa semana.

Rev. Cristiam Matos

A história da religião e seu legado não aprendido.
Hoje 31 de outubro é dia em que comemoramos a reforma protestante. Ela não começou da noite para o dia. A história da igreja revela o contexto que dá origem, que deflagra e que aponta os resultados obtidos. Tudo começa no nascimento da igreja como instituição organizada, quando efetivamente foi reconhecida como religião oficial do império romano, o que ocorreu no dia 27 de fevereiro de 380 d.C por decreto do imperador bizantino Teodósio 1º (347-395). Este decreto não somente reconhecia a fé cristã como determinava a perseguição àqueles que não aderissem à nova religião. O texto do decreto “Cunctos populous” diz: “”Todos os povos sobre os quais exercemos regência bondosa e moderada devem (…) converter-se à religião comunicada aos romanos pelo divino apóstolo Pedro (…) e claramente professada pelo pontífice Damásio, como também pelo bispo Pedro de Alexandria (…). Isto significa que nós, segundo a indicação apostólica e a doutrina evangélica, cremos numa divindade do Pai, do Filho e do Espírito Santo, em igual majestade e em santa trindade. Apenas aqueles que obedecem a esta lei poderão (…) chamar-se cristãos católicos. Os demais, que declaramos verdadeiramente tolos e loucos, carregarão a vergonha de uma seita herética. Tampouco poderão ser chamados igrejas seus locais de reunião. Por fim, que os persiga primeiramente o castigo divino, porém depois também nossa justiça punitiva, a nós outorgada por sentença celestial”. De forma geral, isto pode ser resumido no fato de que o perseguido se tornou perseguidor. Outras religiões foram consideradas inimigas da fé; templos e objetos de cultos por elas usados foram destruídos publicamente; sacerdotes e sacerdotisas foram condenados à morte. Foram tempos de radicalismos e extremismos.
A igreja cristã – chamada de católica porque designava a abrangência do império, portanto “universal” – assimilou bem o gosto pelo poder e pela opulência. Estado e Religião deram-se as mãos para construir um mundo onde uns poucos eram privilegiados em detrimento de muitos. É inegável que a igreja ajudou os pobres dando-lhes o pão, mas também é inegável que perseguiu até a morte aqueles que ousaram criticá-la.
Como Jesus bem disse, “nem só de pão vive o homem”. As pessoas estavam sedentas pelo verdadeiro evangelho – aquele que emana da Palavra do Senhor – e não aguentavam mais as ladainhas e doutrinas de homens propaladas pelos clérigos em busca de bens materiais em troca de benesses na vida eterna. Surgiram homens corajosos que se levantaram contra estas heresias e contra a má conduta do clero em geral. Pedro Valdo (1140-1218), João Wicliff (1320-1384), João Huss (1369-1415), Gerônimo Savanarola ( 21/09/1452 – 23/05/1498), Willian Tyndale (1494-1536) e tantos outros deram suas vidas para combater àquilo que a Igreja Cristã havia se tornado; e a Igreja os sentenciou com mortes cruéis: queimados vivos em fogueiras, esquartejamento entre outras; isto depois de processos duvidosos onde lhes foi negado o direito à defesa. Esta é uma face triste que o cristianismo apresenta para a história da humanidade, principalmente porque supostamente tudo foi realizado em nome de Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. Para cessar com tudo isto é que veio ao lume a Reforma Protestante, este divisor de águas em tempos de cegueira espiritual que deu uma nova esperança para a humanidade.
Mais uma vez estamos presenciando violências terríveis acontecendo sob a égide de uma religião que está crescendo e tomando conta das nações. Radicalismo, extremismo ou quaisquer outros adjetivos são insuficientes para definir o desprezo que estes fanáticos tem pela vida alheia, que descarregam seu ódio sobre aqueles que não podem se defender e que nem mesmo são culpados pelos atos que julgam ofensivos, pois outros os cometeram. Homens e mulheres, em nome da sua religião e seu “deus” se auto-proclamam executores e usam qualquer arma que tenham às mãos, seja branca ou de fogo (inclusive explosivos). Provocam a indignação das nações, exaltam ânimos, conseguem irritar e extrair palavras duras de líderes mundiais; porém, quem sofre de fato são os “inocentes” que escolheram para sacrificar com a intenção de mobilizar as massas e desestabilizar governos. Que tempos horríveis estamos vivendo! Que triste ver que a humanidade não aprendeu nada com seus erros históricos! No passado a Reforma Protestante foi a resposta usada por Deus; e agora? O que será?
Que Deus tenha piedade do seu povo escolhido e que Cristo volte logo; enquanto isto não acontece vivamos de forma digna do evangelho.
Um bom e abençoado dia!
Rev. Joel