Vigiai e Orai

Na pastoral desta manhã, compartilharei sobre o combate que o cristão vive, neste sentido entendo quando o evangelho segundo Mateus nos orienta a vigiar e orar, aliás são palavras registradas no evangelho, vindas de Jesus Cristo. Concordo com o J. C. Ryle conforme registro em seu livro com o tema Santidade. No quarto capítulo o primeiro ponto trata que o verdadeiro cristianismo é um combate e revelam a grande fraqueza do cristão, sem a oração. Estas são as palavras do Senhor Jesus Cristo; “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito na verdade está pronto, mas a carne é fraca.”  Mateus 24.41

 Observe a profundidade revelada neste versículo, existe grande fraqueza, até mesmo nos discípulos de Cristo, eles precisam orar a esse respeito. O contexto apresenta Pedro, Tiago e João, são três apóstolos escolhidos, que estavam dormindo, quando deveriam vigiar e orar. Também vemos nosso Senhor dirigindo-se a eles com a palavra acima. O cristão possui dupla natureza, quando somos alcançados por Jesus Cristo, convertidos, renovados e santificados, ainda carregamos uma massa de corrupção, um corpo de pecado. Paulo refere-se a isso, quando assevera; “…encontro a lei de que o mal reside em mim. Porque, no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus; mas vejo nos meus membros outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado…” Romanos 7.21-23

 A experiência de todos os verdadeiros cristãos, em todos os séculos, confirma isso. Eles encontram dentro de si dois princípios contrários, e uma batalha contínua entre os dois. Nosso Senhor alude a esses dois princípios quando se dirige aos discípulos dormentes. Ele chama um de “carne” e o outro de “espírito” – “O espírito na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.” Mas, nosso Senhor procurou desculpar essa fraqueza em seus discípulos? Longe de nós pensar tal coisa. Os que tiram esta conclusão interpretam muito mal o que Ele quis dizer. Jesus usa essa mesma fraqueza como um argumento para a vigilância e a oração. Ele nos ensina que o próprio fato de estarmos cercados de tanta fraqueza deveria despertar-nos continuamente para “vigiar e orar.”

Neste sentido quero tirar três aplicações para nossas vidas, a primeira, Se desejamos seguir a verdadeira religião cristã, jamais nos esqueçamos desta lição. Se desejamos andar com Deus confortavelmente e não cair, como sucedeu a Davi e a Pedro, então nunca nos esqueçamos de “vigiar e orar.”

A segunda aplicação é saber que devemos viver como soldados em território inimigo, montando guarda permanente. Nunca exercemos cuidado em demasia por nossa alma, pois o mundo é traiçoeiro. O diabo está sempre muito ocupado.

A terceira aplicação está relacionada a nossa atitude, que as palavras de nosso Senhor soem em nossos ouvidos diariamente, como uma trombeta. O espírito pode, talvez, estar bem pronto, mas a carne é sempre muito fraca. Portanto, vigiemos sempre e oremos sempre.

  

Rev. Cristiam Matos

Oração com intimidade

Neemias orou com intimidade

Todo começo de ano temos a semana de oração, momentos dedicados somente a conversar com o Senhor. Para nossa reflexão hoje, falaremos sobre oração, esse momento extraordinário de falarmos com o Senhor. Para nossa instrução usaremos Neemias.

Durante quatro meses Neemias orou a Deus “dia e noite” em favor do seu povo. Não encontramos relatos de que a oração de Neemias, era para os exilados retornarem à Palestina, mas, para que Deus os protegesse. Ele sabia que somente o Senhor com sua proteção sobrenatural, a cidade poderia sobreviver e ser restaurada. 

Neemias era copeiro do rei, posição essa, de destaque e de confiança na corte persa, a obrigação do copeiro, era provar o vinho e a comida do rei, para verificar se não estava envenenado. Segundo alguns estudiosos da história antiga, o copeiro tinha mais influência que o comandante em chefe.

Observe que a posição de Neemias, não lhe subiu a cabeça, não ficou soberbo, não deixou que a vaidade o consumisse, não se afastou de Deus, manteve sua intimidade com o Senhor. Ele orava confiando no Senhor, dessa maneira sua intimidade com Deus era preservada.

Umas das lições que aprendemos aqui, é a intimidade que o cristão deve ter com Deus. Todo cristão deve nutrir uma vida de oração, ela é o balsamos do cristão, seu combustível, o momento que a conversa com o Pai se torna próxima.

Neemias não contou sua aflição para outro, ele procurou o Senhor, colocando diante dEle sua dor. Neemias sabia que somente o Senhor, o Deus, Reis dos reis, qual tem o controle de todas as coisas, ouviria sua oração, com o espírito consolador restauraria a cidade e daria paz ao povo.

Neemias tinha intimidade com Deus, orava ao Senhor nos momentos de dificuldade do próximo, de luta em que a cidade estava passando. Observe que a oração de Neemias não era em benefício próprio, seus pedidos eram em prol dos outros, da cidade. Jesus Cristo não orou em benefício próprio, mas sempre pelo próximo.

Neemias usa a expressão “Perante o Deus dos céus”; O que entendemos pela expressão “perante o Deus dos céus”?

Está expressão nos dá base para reafirmar a intimidade que Neemias tinha com o Senhor, pois, estar perante o Deus é como contemplar o seu rosto. O salmista Davi pedi somente uma coisa, “A Deus, o Senhor, pedi uma coisa, e que eu quero é só isto: Ele me deixe viver na sua casa todos os dias da minha vida, para sentir, maravilhado, a sua bondade e pedir a sua orientação.”

Esta oração tem que estar nos lábios do cristão, adorar a Deus, estar na presença de Deus, contemplar o rosto de Deus, ouvir a voz do Senhor, pedir-lhe conselhos.

Buscar ao Senhor, morar na casa do Senhor é desfrutar da presença de Jesus Cristo ao longo de toda a vida. Desfrute de Jesus Cristo, tenha intimidade com Ele, sinta prazer de colocar-se como servo de dEle, chore na presença do Senhor.

A Escritura Sagrada apresenta a nós o grau de intimidade de Moisés com Deus, “face a face”, seu prazer estava no Senhor, ele tinha intimidade com o Pai.

Abrão gozava desta intimidade com Deus a ponto de ser chamado o “amigo de Deus”.

Jesus era muito íntimo de Deus quando orava, Ele nos ensinou a orar com intimidade, Ele intercede por nós até hoje, demonstrando que a oração é nutrir a intimidade com o Senhor. Oremos assim, como Jesus Cristos ensinou, como Neemias orava.

Tenha intimidade com Senhor!

Nesta devocional, aprendemos que precisamos interceder pelo próximo, sentimos que precisamos ter mais intimidade com o Senhor, ter mais tempo com o Senhor, colocando-se de joelhos e conversando com o nosso Salvador.

Que o nosso Senhor Jesus Cristo, conceda a nós um coração ensinável e desejável por Ele. Que nossos joelhos estejam dobrados para falar com o Senhor, todos os dias.

Que o nosso Senhor e Salvador, abençoe sua vida e oremos, pelo nosso país, governantes, líderes religiosos e pelo crescimento do evangelho.

Que o avivamento venha do céu, começando em mim e seguindo além!

Louvado seja o Nome do Nosso Senhor.

Rev. Cristiam Matos

Reforma Protestante 504 anos

No dia 31 de outubro de 2021 completa 504 anos que a reforma protestante foi anunciada, nesta pastoral apresentaremos um panorama geral da teologia reformada. Antes da reforma dar início temos os pré-reformadores, eles deram origem e lideraram movimentos contra as práticas e ensinos contrário aos ensinos bíblicos. Antes da Reforma Protestante que começou a tomar forma a partir de 1517, quando o monge alemão Matinho Lutero fixou suas 95 teses na capela de Wittemberg.

Os pré-reformadores conhecidos no século 16 foram Wycliffe (1325-1384) e John Huss (1372-1415). John Wycliffe era um sacerdote na Inglaterra, professor na Universidade de Oxford, se levantou contra pontos centrais dos dogmas adotados pela Igreja Medieval. Ele protestou contra as irregularidades do clero, rejeitou os ensinos acerca da transubstanciação na Ceia do Senhor, do purgatório, do celibato e até das indulgências. Também pregou contra as superstições e sincretismos que inundavam a Igreja da época, como a fé em relíquias sagradas, peregrinações com propósitos místicos e veneração de santos. John Wycliffe foi muito perseguido por conta de suas ideias, mas acabou morrendo devido a uma enfermidade. Alguns anos depois de sua morte, John Wycliffe foi condenado como herege pela Igreja no Concílio de Constança. Seus restos mortais foram exumados e queimados, para que lhe fosse aplicada a sentença mesmo depois de morto. Os seguidores de John Wycliffe ficaram conhecidos como “Os Lolardos”, e valorizavam a Bíblia como regra de fé e pratica.

John Huss era um sacerdote na Boêmia, professor da Universidade de Praga, e foi muito influenciado pela obra de John Wycliffe. John Huss defendia que o cabeça da Igreja é Cristo e pregava que essa Igreja deveria ser mais e mais semelhante à Cristo. Além disso, entendia que as Escrituras possuem autoridade suprema, acima de tudo e todos. Ele acabou sendo condenado como herege pelo Concílio da Igreja e sentenciado à fogueira, onde morreu cantando salmos. Os seguidores do John Huss ficaram conhecidos na História de Igreja como Irmãos Boêmios, que se tornaram precursores de outro importante grupo protestante conhecido como Irmãos Morávios. Certamente os pré-reformadores foram homens levantados por Deus para protestar com coragem num período em que a Igreja havia se distanciado da verdade das Escrituras, e que acabaram contribuindo de forma muito importante para a Reforma Protestante no século 16.

A reforma protestante tem como seu ponto central a Escritura Sagrada, o apóstolo Paulo escreve sua segunda carta a Timóteo no terceiro capítulo e no décimo quarto versículo a décimo sétimo versículo a importância das escrituras, pois ela fora inspirada por Deus. A Sagrada Escritura contém a voz do Senhor, ela é boa para edificar, exortar, corrigir, educar na justiça e traz a salvação por intermédio de Cristo Jesus.

A Escritura Sagrada contém palavras de Salvação a Sã Doutrina, nós como servos dos Senhor somos chamados para sermos perfeitos e perfeitamente habilitados para toda boa obra. Jamais seremos perfeito, mas, se vivermos pela palavra e andarmos em Cristo Jesus, seremos santificados dia após dia e com toda alegria, aguardaremos o grande dia. Por isso devemos voltar-nos para Cristo e a Sagrada Escritura contem a vontade do Senhor e verdades sobre nosso salvador. Que Deus abençoe sua vida e que a maravilhosa graça e o irresistível chamado do Senhor esteja em você, em nós todos.

Que a Salvação em Cristo Jesus chegue até aos seus escolhidos através do verdadeiro evangelho encontrado na Sagrada Escritura.

Louvado Seja o Senhor nosso Salvador Cristo Jesus.

Rev. Cristiam Matos.

 

A história da religião e seu legado não aprendido.
Hoje 31 de outubro é dia em que comemoramos a reforma protestante. Ela não começou da noite para o dia. A história da igreja revela o contexto que dá origem, que deflagra e que aponta os resultados obtidos. Tudo começa no nascimento da igreja como instituição organizada, quando efetivamente foi reconhecida como religião oficial do império romano, o que ocorreu no dia 27 de fevereiro de 380 d.C por decreto do imperador bizantino Teodósio 1º (347-395). Este decreto não somente reconhecia a fé cristã como determinava a perseguição àqueles que não aderissem à nova religião. O texto do decreto “Cunctos populous” diz: “”Todos os povos sobre os quais exercemos regência bondosa e moderada devem (…) converter-se à religião comunicada aos romanos pelo divino apóstolo Pedro (…) e claramente professada pelo pontífice Damásio, como também pelo bispo Pedro de Alexandria (…). Isto significa que nós, segundo a indicação apostólica e a doutrina evangélica, cremos numa divindade do Pai, do Filho e do Espírito Santo, em igual majestade e em santa trindade. Apenas aqueles que obedecem a esta lei poderão (…) chamar-se cristãos católicos. Os demais, que declaramos verdadeiramente tolos e loucos, carregarão a vergonha de uma seita herética. Tampouco poderão ser chamados igrejas seus locais de reunião. Por fim, que os persiga primeiramente o castigo divino, porém depois também nossa justiça punitiva, a nós outorgada por sentença celestial”. De forma geral, isto pode ser resumido no fato de que o perseguido se tornou perseguidor. Outras religiões foram consideradas inimigas da fé; templos e objetos de cultos por elas usados foram destruídos publicamente; sacerdotes e sacerdotisas foram condenados à morte. Foram tempos de radicalismos e extremismos.
A igreja cristã – chamada de católica porque designava a abrangência do império, portanto “universal” – assimilou bem o gosto pelo poder e pela opulência. Estado e Religião deram-se as mãos para construir um mundo onde uns poucos eram privilegiados em detrimento de muitos. É inegável que a igreja ajudou os pobres dando-lhes o pão, mas também é inegável que perseguiu até a morte aqueles que ousaram criticá-la.
Como Jesus bem disse, “nem só de pão vive o homem”. As pessoas estavam sedentas pelo verdadeiro evangelho – aquele que emana da Palavra do Senhor – e não aguentavam mais as ladainhas e doutrinas de homens propaladas pelos clérigos em busca de bens materiais em troca de benesses na vida eterna. Surgiram homens corajosos que se levantaram contra estas heresias e contra a má conduta do clero em geral. Pedro Valdo (1140-1218), João Wicliff (1320-1384), João Huss (1369-1415), Gerônimo Savanarola ( 21/09/1452 – 23/05/1498), Willian Tyndale (1494-1536) e tantos outros deram suas vidas para combater àquilo que a Igreja Cristã havia se tornado; e a Igreja os sentenciou com mortes cruéis: queimados vivos em fogueiras, esquartejamento entre outras; isto depois de processos duvidosos onde lhes foi negado o direito à defesa. Esta é uma face triste que o cristianismo apresenta para a história da humanidade, principalmente porque supostamente tudo foi realizado em nome de Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. Para cessar com tudo isto é que veio ao lume a Reforma Protestante, este divisor de águas em tempos de cegueira espiritual que deu uma nova esperança para a humanidade.
Mais uma vez estamos presenciando violências terríveis acontecendo sob a égide de uma religião que está crescendo e tomando conta das nações. Radicalismo, extremismo ou quaisquer outros adjetivos são insuficientes para definir o desprezo que estes fanáticos tem pela vida alheia, que descarregam seu ódio sobre aqueles que não podem se defender e que nem mesmo são culpados pelos atos que julgam ofensivos, pois outros os cometeram. Homens e mulheres, em nome da sua religião e seu “deus” se auto-proclamam executores e usam qualquer arma que tenham às mãos, seja branca ou de fogo (inclusive explosivos). Provocam a indignação das nações, exaltam ânimos, conseguem irritar e extrair palavras duras de líderes mundiais; porém, quem sofre de fato são os “inocentes” que escolheram para sacrificar com a intenção de mobilizar as massas e desestabilizar governos. Que tempos horríveis estamos vivendo! Que triste ver que a humanidade não aprendeu nada com seus erros históricos! No passado a Reforma Protestante foi a resposta usada por Deus; e agora? O que será?
Que Deus tenha piedade do seu povo escolhido e que Cristo volte logo; enquanto isto não acontece vivamos de forma digna do evangelho.
Um bom e abençoado dia!
Rev. Joel
Reforma Protestante.

“…visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé” – Rm 1.17

 

Este mês comemora-se a Reforma Protestante. De forma geral, a história registra que este foi um movimento religioso que fez separação entre a Igreja Católica e as que não se submetiam ao poder e controle do papado. Fala-se da sua importância como afeta somente ao ambiente teológico e eclesiástico, porém, pouco se fala sobre sua verdadeira influência no desenvolvimento das sociedades humanas. 

Para entender melhor é preciso rememorar um pouco da história daqueles dias, do que estava acontecendo no mundo chamado “cristão”. Historiadores chamam de “era das trevas” o período de 500 a 1500 d.C. – tempo este onde a igreja tornou-se a religião oficial, e ganhou “corpo” no mundo obtendo poder político e acumulando riquezas materiais. Os princípios básicos do cristianismo bíblico foram “acrescidos” por dogmas humanos voltados para o controle geral das pessoas e nações. O poder do papado entrou em declínio devido ao proceder mundano do clero culminando com a divisão do poder em três papas distintos e rivais liderando em lugares distintos (Urbano VI, Clemente VII e Bento XIII) de 1378 a 1417. Em oposição a esta situação vergonhosa surgiram movimentos protestantes nos séculos 14 e 15 cujos nomes mais proeminentes são: João Wicllif (1325-1384), João Huss (1372-1415) e Jerônimo Savanarola (1452-1498), conhecidos como pré-reformadores por criticarem abertamente as irregularidades e imoralidades do clero, condenar as superstições, peregrinações, veneração aos santos, celibato e a incentivar o estudo da Palavra de Deus pelo povo em geral. Por causa deste posicionamento foram perseguidos e martirizados. Deste movimento surgiram os biblicistas (humanistas que estudavam as escrituras). Este era o “pano de fundo” que acolheu os reformadores: um período conturbado por revoltas, guerras, epidemias e profunda necessidade de transformações sociais.

Martinho Lutero (1483-1546 – monge agostiniano e professor na Universidade de Wittemberg) ficou profundamente incomodado com a venda das indulgências (perdão papal para todos os tipos de pecados pessoais ou de entes já falecidos) e afixou suas 95 teses (temas para debate público) na porta da igreja do castelo. Considerado insurgente e herege pelo papado manteve-se firme em seus postulados (inclusive contra a “infalibilidade papal”) e por isto foi excomungado. Um de seus maiores legados foi a tradução da Bíblia para o vernáculo alemão – a primeira obra impressa de Gutenberg. Conflitos armados entre católicos e protestantes ocorreram em vários lugares, e teve fim quando o imperador alemão assinou o tratado de “paz de Augsburgo” reconhecendo a legalidade do luteranismo como religião oficial. Felipe Melanchton (1497-1560), auxiliar de Lutero, apresentou na ocasião a “confissão luterana” com 21 artigos indicando 7 erros da doutrina católica. 

Outro reformador de peso foi Ulrico Zwuinglio (1484-1513); trabalhou na Suíça e deu origem às igrejas reformadas, inclusive no sul da Alemanha promovendo mudanças mais radicais que os luteranos.

O grande reformador do século 16 foi, sem dúvida, João Calvino (1509-1564). Tornou Genebra o centro do protestantismo e preparou líderes para toda a Europa, os quais promoveram grandes mudanças políticas, religiosas e sociais seguindo o exemplo proposto pelo reformador. Seu grande legado foi o mais completo sistema teológico protestante que influenciou as igrejas reformadas da Europa continental e as presbiterianas nas ilhas britânicas. 

Na Escócia o protestantismo foi introduzido por João Knox (1515[?]-1572), e tornou-se a religião oficial em 1560; neste período seus manifestos sobre a fé reformada influenciaram tremendamente a política e a sociedade; sua liturgia de culto (Livro de Ordem Comum) estabelecia a centralidade da Palavra e os serviços religiosos somente na língua local; sua Constituição (Livro de Disciplina) contemplava tópicos sobre educação geral, auxílio aos pobres, idosos e doentes, e cooperação entre Igreja e Estado. 

Enganam-se aqueles que imaginam que a Reforma Protestante teve seu impacto apenas no âmbito religioso. Avanços sociais, cuidado efetivos e não paliativos com os necessitados, combate à imoralidade e a violência, guia para programas políticos e governamentais, valorização das ciências e das artes entre outros foram resultado direto do protestantismo no mundo. 

Mais do que nunca estamos necessitando de uma nova Reforma Protestante. Uma que surja da insatisfação com a situação política, social e religiosa, que aponte como solução definitiva os valores cristãos, que viva o cristianismo bíblico com santidade e piedade. Que esta reforma comece no meu e no seu coração.

Um bom e abençoado dia!

Rev. Joel