O Senhor estava com Davi

Davi foi um grande rei, usado pelo Senhor, para o propósito da Sua glória. Davi não foi perfeito em sua passagem sobre a face da terra, ainda assim o próprio Deus o considerou como homem segundo o seu coração conforme registrado por Lucas em Atos dos apóstolos 13.22.

A providência de Deus na vida de Davi prova que, de fato, Deus era com ele. Em Primeira Samuel no 18.12-14, encontramos o registro de Deus estava com Davi, nesta ocasião o Senhor havia abandonado a Saul e por esse motivo Saul tinha medo de Davi. O Senhor estava com Davi, por isso tudo o que ele fazia dava certo.

Davi tinha sucesso em todos os seus empreendimentos, ou seja, em tudo o que fazia. E a razão do seu sucesso era a presença de Deus, sustentando-o e guiando-o.

Creio que todos nós também queremos ter bom êxito em todos os nossos empreendimentos, em tudo o que colocarmos nossos esforços, queremos que vá bem, prospere. Contudo, há uma observação muito importante a fazer, observação essa encontrada em primeira Samuel, Atos dos apóstolos e em outros textos.

O sucesso de Davi não repousava em sua habilidade de fazer as coisas, nem em sua capacidade de prever o futuro, nem em sua força para enfrentar os inimigos, mas o sucesso de Davi repousava no fato de que havia disposto o coração para servir ao Senhor.

O principal empreendimento de Davi era ser usado por Deus, pois Deus o havia escolhido para ser rei sobre Israel, e o Espírito de Deus se apossou de Davi para dar cumprimento a este propósito, essa afirmação, a certeza de Deus usar Davi para cumprimento de Seus propósitos encontramos em primeira Samuel 16.13.

Davi foi chamado, porque ele era o servo do Senhor. O Senhor usou Davi no momento em que Ele planejou, todos os nossos dias estão escritos, conforme o salmista declara. Na hora certa, para ajudar a aliviar o stress do rei Saul, Davi fora usado pelo Senhor. Ele também foi usado por Deus para ouvir e aceitar o desafio de Golias, a bíblia relata que ele era franzino, mesmo assim o Senhor o usou, e sua vitória pertenceu a Deus, pois o Senhor estava com ele. O texto em primeira Samuel 17.45 nos informa, indo contra o inimigo e derrotando-o em nome do Senhor. Davi não derrotou, ganhou suas batalhas em seu nome, pois ele sabia, que fora Deus e não ele.

Davi era um homem desconhecido, quando enfrentou Golias, o rei Saul não sabia o nome de seu pai, o comandante do exército de Saul também não o conhecia, ninguém o conhecia, exceto seus irmãos. Por isso, Saul mandou perguntar de que família era Davi. Os homens não conheciam a Davi, mas, Deus sabia quem era Davi, e o estava preparando para ser rei.

Servindo a Deus, se comportava, em todos os lugares em que Saul enviou Davi, ele teve êxito, “se conduzia com prudência”, razão pela qual era “benquisto de todo o povo e até dos próprios servos de Saul”.

Muitos ou podemos dizer que todos, queremos ter sucesso em tudo o que faz, contudo, o maior sucesso de alguém não é planejar e ter bom êxito nos próprios empreendimentos, mas ser usado por Deus para o cumprimento dos propósitos do Senhor. Estar no centro da vontade do Pai.

A luz deste texto faremos três reflexões:

  1. Como você pode ser mais usado por Deus na Igreja?
  2. Como você pode ser mais usado por Deus em tudo o que faz?
  3. Como você pode ser mais usado por Deus, para o propósito do cumprimento do Senhor? 

A luz deste texto, compreendemos que, se Deus é com você, você será bênção de Deus onde estiver, em tudo o que fizer. Que seu maior empreendimento, o empreendimento da sua vida, esteja pautado em servir a Deus e ser usado por Deus para o cumprimento de seus propósitos.

Que este seja o nosso maior desejo, conforme Deus nos criou, fomos criados para adorar a Deus em tudo o que fizermos. O apóstolo Paulo ao escrever sua primeira carta aos coríntios, ensina, “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra cousa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus.” 1 Coríntios 10.31

 

Uma semana abençoada a todos.

Rev. Cristiam Matos.

Deus Abençoa Seu Povo

Quem não quer ser abençoado por Deus?

Todos aqueles que têm o temor de Deus no coração vivem constantemente a expectativa da bênção de Deus. E aqueles que, embora sem o temor de Deus no coração, basta um problema qualquer para pedir oração para que Deus dê sua bênção.

Em Números 6.23-26 encontramos o próprio Deus declarando sua bênção sobre seu povo, e a colocou sobre seu povo:

23Fala a Arão e a seus filhos, dizendo: Assim abençoareis os filhos de Israel e dir-lhes-eis: 24O SENHOR te abençoe e te guarde; 25o SENHOR faça resplandecer o rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti; 26o SENHOR sobre ti levante o rosto e te dê a paz.

O Senhor declarou sua bênção ao povo de Israel, prometeu dar proteção a seu povo, tratar seu povo com misericórdia e conceder a paz.

Esta bênção, embora direcionada inicialmente ao povo de Israel no Antigo Testamento, não foi somente para eles. Ela é também destinada para todos aqueles que viveram no tempo do Novo Testamento, e também nos alcança hoje.

Deus tem guardado os seus, e muitas promessas encontramos nas Escrituras que comprovam esta tese. Nosso Senhor não desampara o seu povo, Ele os sustenta e guarda, louvado é nosso Deus.

Temos experimentado muitas bênçãos, muitos livramentos, muitas providências de Deus em nos guardar e proteger do mal.

A proteção divina é extraordinária quando, nosso Deus é protetor, consolador, nosso supremo pastor.

O próprio Jesus nos ensinou a pedir a Deus: “…livra-nos do mal…” (Mateus 6.13). Lembremo-nos, ainda, do Salmo 34.7, que diz: “O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem e os livra.”

Deus também tem demonstrado hoje seu olhar com misericórdia em relação a seu povo, misericórdia esta que não tem fim e que se renova a cada manhã, conforme registro no livro Lamentações de Jeremias 3.22-23.

A maior prova de sua misericórdia, é Deus ter enviado Jesus Cristo para salvar o seu povo dos pecados deles, esse registro encontramos no evangelho segundo Mateus 1.21.

A promessa da Salvação é, sem dúvida alguma, o maior ato de demonstração de misericórdia da parte de Deus para com os pecadores, transformando-os em seus filhos.

Deus tem dado paz a seu povo. Esta paz foi manifestada e concedida por Jesus Cristo, o “Príncipe da Paz”, conforme registro no livro de Isaías 6.

A paz que o Senhor nos concede ultrapassa as barreiras do sentimento é uma paz que recebemos na alma. Não importa as circunstancia a paz que recebemos do Pai é plena em todos os momentos.

Ele mesmo disse a seus discípulos: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.” João 14.27.

Em Cristo, tudo isso se concretiza e se realiza. Deus concede a seu povo: proteção, misericórdia e paz.

Essa é a maior verdade que podemos ter, isso é verdadeiro, o que mais precisamos.

Louvado seja o nosso Senhor!

A luz deste texto como poderíamos orar ao nosso Senhor, talvez podemos orar assim: “Ah, Senhor, nosso Deus, quão maravilhoso é saber que o Senhor cuida dos seus! Que reconheçamos essas grandes bênçãos derramadas em nossas vidas, proteção a nós concedida, a misericórdia e paz sobre nós derramada. Em nome de Jesus, agradecemos, amém.”

Vigiai e Orai

Na pastoral desta manhã, compartilharei sobre o combate que o cristão vive, neste sentido entendo quando o evangelho segundo Mateus nos orienta a vigiar e orar, aliás são palavras registradas no evangelho, vindas de Jesus Cristo. Concordo com o J. C. Ryle conforme registro em seu livro com o tema Santidade. No quarto capítulo o primeiro ponto trata que o verdadeiro cristianismo é um combate e revelam a grande fraqueza do cristão, sem a oração. Estas são as palavras do Senhor Jesus Cristo; “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito na verdade está pronto, mas a carne é fraca.”  Mateus 24.41

 Observe a profundidade revelada neste versículo, existe grande fraqueza, até mesmo nos discípulos de Cristo, eles precisam orar a esse respeito. O contexto apresenta Pedro, Tiago e João, são três apóstolos escolhidos, que estavam dormindo, quando deveriam vigiar e orar. Também vemos nosso Senhor dirigindo-se a eles com a palavra acima. O cristão possui dupla natureza, quando somos alcançados por Jesus Cristo, convertidos, renovados e santificados, ainda carregamos uma massa de corrupção, um corpo de pecado. Paulo refere-se a isso, quando assevera; “…encontro a lei de que o mal reside em mim. Porque, no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus; mas vejo nos meus membros outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado…” Romanos 7.21-23

 A experiência de todos os verdadeiros cristãos, em todos os séculos, confirma isso. Eles encontram dentro de si dois princípios contrários, e uma batalha contínua entre os dois. Nosso Senhor alude a esses dois princípios quando se dirige aos discípulos dormentes. Ele chama um de “carne” e o outro de “espírito” – “O espírito na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.” Mas, nosso Senhor procurou desculpar essa fraqueza em seus discípulos? Longe de nós pensar tal coisa. Os que tiram esta conclusão interpretam muito mal o que Ele quis dizer. Jesus usa essa mesma fraqueza como um argumento para a vigilância e a oração. Ele nos ensina que o próprio fato de estarmos cercados de tanta fraqueza deveria despertar-nos continuamente para “vigiar e orar.”

Neste sentido quero tirar três aplicações para nossas vidas, a primeira, Se desejamos seguir a verdadeira religião cristã, jamais nos esqueçamos desta lição. Se desejamos andar com Deus confortavelmente e não cair, como sucedeu a Davi e a Pedro, então nunca nos esqueçamos de “vigiar e orar.”

A segunda aplicação é saber que devemos viver como soldados em território inimigo, montando guarda permanente. Nunca exercemos cuidado em demasia por nossa alma, pois o mundo é traiçoeiro. O diabo está sempre muito ocupado.

A terceira aplicação está relacionada a nossa atitude, que as palavras de nosso Senhor soem em nossos ouvidos diariamente, como uma trombeta. O espírito pode, talvez, estar bem pronto, mas a carne é sempre muito fraca. Portanto, vigiemos sempre e oremos sempre.

  

Rev. Cristiam Matos

Passar por cima.

No livro do Êxodo no capítulo 12.1-51 encontramos a instituição da Páscoa, neste capítulo encontramos na noite a morte dos egípcios e a libertação dos hebreus. De forma clara observa-se a diferença entre o juízo e o livramento,  a morte e a vida, a condenação e a salvação, isso tudo através do sangue do cordeiro.

Israel estava a 430 anos em escravidão, o povo clamava por misericórdia, pela libertação, o trabalho era pesado, amargo. Faraó com o seu coração endurecido não libertava o povo. Moisés procurou faraó e levou o recado de Deus, “Deixe Meu Povo Ir”. Faraó ao receber o recado, oprime o povo ainda mais. Deus ao endurecer o coração de Faraó, enviou 10 pragas ao Egito, entre as pragas os primogênitos dos egípcios foram mortos, o Senhor abalou as pirâmides do Egito, quebrou o orgulho do Faraó, exerceu juízo sobre os deuses daquela nação.

A Páscoa foi o dia da independência de Israel, a noite do terror dos  egípcios foi a noite de libertação do povo de Deus. A mesma mão que feriu uns, resgatou também os escolhidos do Senhor. O Senhor ordenou que o povo passasse um pouco de sangue nas laterais e nas vigas superiores das portas das casas nas quais eles comeram o animal, assim o anjo que veio matar o primogênito passaria por  cima daquelas casas e não levaria o primogênito. A Páscoa trouxe unidade para Israel, salvação para os seus filhos e libertação do cativeiro. O povo agora estava livre para servir a Deus.

A Páscoa marca o começo, a redenção, a salvação, glorificação ou seja o que há por vir. Deus ao ordenar que os Israelitas aspergissem o sangue sobre as portas e as laterais, não tinham sido libertas, mas eles festejam o que ainda aconteceria, por isso a Páscoa nos lembra o que Deus fez e causa esperança no que há por vir.

A Páscoa é o começo de uma nova vida para o povo de Deus, a partir dali deixaram de ser escravos do Egito para serem peregrinos em direção a terra prometida. A  Páscoa revela que a família está no centro do projeto de Deus, por esse motivo a família celebra junta conforme registro no 3 versículo de Êxodo 12.

Deus salva Seu povo através do cordeiro que foi morto, o cordeiro representa a Cristo Jesus, o Messias, o filho do Pai. O cordeiro não poderia ser um com defeito, ele tinha que ser perfeito, a morte do cordeiro perfeito, sem mácula, aquele que nunca pecou, foi Cristo Jesus. Não foi a vida do cordeiro que salvou, não foi o exemplo do cordeiro que redimiu, não foi a presença do cordeiro na família que livrou-os da morte, mas, foi a morte do cordeiro, a morte de Jesus Cristo que nos trouxe a salvação. Sem derramamento de sangue não há remissão de pecados.

O sangue tem um significado muito importante é sinal da distinção, salvação e segurança. O que distinguia os egípcios dos israelitas naquela noite era o sangue, isso significa que existiam apenas dois grupos, aqueles que foram comprados pelo sangue da redenção e os que estão condenados por viver em pecado sem a remissão. O sangue foi o sinal da salvação, os anjos encontravam o sangue e ali não entravam para ceifar a vida do primogênito.  Somente o sangue do cordeiro pode salvar, e pode conceder-nos segurança. A morte de Cristo na cruz, traz perfeita segurança aos que são chamados pelo Senhor. Todo aquele que for salvo pelo sangue do cordeiro, alimenta-se do cordeiro, fora livrado da morte e do cativeiro.

O cordeiro não está no sepulcro, Ele vive e está sentado à direita do Pai, nosso Senhor qual fora morto, venceu a morte, está vivo, o sepulcro está vazio, Ele deu a sua vida, para que nós tenhamos vida. O Deus verdadeiro, único Deus entregou seu único filho para que nós tivéssemos vida, todas as gerações conhecem a Cristo e obtém a salvação, por crer nEle.

A Páscoa que celebramos é a Páscoa do Senhor, aqui em Êxodo 12 por 17 vezes o nome Senhor é mencionado, Ele é o centro da história da redenção, nosso Senhor revela o seu poder, Ele é o redentor para o Seu povo e o juízo para os ímpios. A morte não respeitou, idade, posição social, grau de instrução, os Israelitas não experimentaram a morte por estar debaixo do sangue do cordeiro.

A Páscoa deve levar-nos a mais profunda investigação em nossas vidas, com o intuito de saber se de fato todos os membros da família estão debaixo do sangue, leva-nos a um compromisso familiar de explicar para os nossos filhos o que Deus fez por nós. A Páscoa leva-nos para um único objetivo, à verdadeira e plana adoração ao Senhor.

Entenda que sem Cristo Jesus estamos condenados e não existe salvação para os que estão fora do cordeiro santo, que todos nós estejamos debaixo do sangue do cordeiro  e vivamos o momento em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em Espírito e em verdade.

Que o Senhor o abençoe ricamente. Feliz Páscoa a todos os filhos do Senhor!

Jesus Cristo é o nosso Senhor e Salvador, toda a glória, louvor e honra seja dada somente a Ele!

Que o Senhor nos fortaleça e pareçamos cada dia mais com Jesus Cristo.

Que a Graça do Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão com o Espírito Santo esteja, concedendo-nos um coração como ao de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo.

Que o Senhor nos fortaleça!

Para onde irei após a morte?

Há muitas ideias sobre o que acontece quando morremos. Uns dizem que todos são aniquilados. Outros, que todos vão para o céu. Outros ainda acreditam num lugar onde as almas pecadoras se preparam e se purificam para o céu. Para o cristão que tem a bíblia como sua regra de fé e prática, ao buscar na escritura, não há nada na Bíblia que dê apoio a qualquer destas ideias.

A bíblia apresenta-nos duas alternativas de continuidade de vida após a morte:

  1. Presença de Deus Eterna (salvação eterna).
  2. Ausência de Deus Eterna (condenação eterna).

Neste sentido temos à seguinte conclusão, com Cristo, salvação, sem Cristo, condenação. 

  1. Presença de Deus Eterna

Nesse caminho estão os que tiveram seus pecados perdoados. Eles serão bem-vindos ao céu e passarão a eternidade na gloriosa presença de Deus. O desejo do cristão é estar na presença do Senhor para adorá-lo. Aqueles a quem o Senhor chamou, tem o desejo no coração de adorar ao Senhor hoje e por toda a eternidade. Essa adoração não vem por obrigação, mas, um desejo incomparavelmente inexplicável. Algo tão intenso que todas as forças estão voltadas para o Senhor.

Alguns textos bíblicos apontam para o gozo da presença de Deus, já a partir da morte dos que, em Cristo, tiverem seus pecados perdoados. O Senhor Jesus, enquanto estava sofrendo a morte de cruz, disse a um dos ladrões que estavam sendo crucificados com Ele:

“Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.”, conforme registro no evangelho de Lucas 23.43, três versículos após Depois, “clamou em alta voz: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito! E, dito isto, expirou.” Lucas 23.46

Não é interessante pensar que Jesus garantiu que o ladrão perdoado estaria com Ele no paraíso, e logo se entregou à morte e foi para o Pai?

Que ensino extraordinário, confortante!

Jesus foi para os braços do Pai e recebeu também o pecador perdoado!

O apóstolo Paulo declarou em Filipenses 1.21,23: “Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro.” “Ora, de um e outro lado, estou constrangido, tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor.” De acordo com Paulo, “partir” (que no caso aqui significa morrer) era partir para estar com Cristo imediatamente.

Portanto, se o pecador tem o relacionamento correto com Deus, ou seja, se o pecador foi perdoado de seus pecados, e isso, só é possível por meio da obra de Jesus Cristo realizada na cruz do Calvário. Quando Cristo carregou sobre si os pecados, então esse pecador perdoado, ao morrer, passa imediatamente a desfrutar da presença gloriosa de Deus, aguardando o dia da ressurreição para sua glorificação final.

Para esses salvos no Senhor Jesus Cristo, no Dia do Juízo Final, seus nomes estarão escritos no Livro da Vida, somente o nome, sem seus pecados. Eles não serão julgados com respeito à condenação, pois Cristo já foi julgado e condenado em lugar deles.

Glórias ao nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo! 

  1. Ausência de Deus Eterna

Aqueles que não tiveram seus pecados perdoados, que não foram redimidos, não creram em Jesus Cristo, como seu Senhor e Salvador, estarão longe, fora da presença gloriosa de Deus. Nesse caminho estão os que não tiveram seus pecados perdoados, culminará na eterna tristeza, ausência da graça, na escuridão total. A Bíblia chama esse lugar de inferno.

O inferno não é uma coisa inventada pela igreja para colocar medo nas pessoas com a intenção de ter domínio e controle sobre elas, mas uma realidade apresentada por Jesus e outros textos bíblicos.

Encontramos a afirmação do próprio Jesus registrado no evangelho segundo Marcos 9.42-48 que se a mão, ou o pé, ou um dos olhos faz alguém tropeçar, é melhor cortar a mão, ou o pé, ou ainda arrancar o olho que está fazendo tropeçar, pois é melhor entrar na vida sem uma mão, ou sem um pé, ou sem um olho, do que ser o corpo todo lançado no inferno.

Obviamente, esse ensino de Jesus não deve ser tomado literalmente, pois não adianta arrancar um olho para não ver algo que o faz tropeçar, e continuar pensando na mesma coisa que o faz tropeçar. Jesus estava se referindo a deixar de fazer, deixar de andar por aquele caminho, ou ainda deixar de olhar, isso significa que é para cortar da vida o que lhe faz tropeçar. Cortar pela raiz o que lhe faz tropeçar e lançar fora, jogar fora.

O Senhor Jesus revelou ao apóstolo João que no Dia do Juízo Final todos comparecerão diante de Deus, para serem “julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito nos livros.”  Conforme registro no livro do Apocalipse 20.12.

Mas o que tem registrado nos livros?

As obras pecaminosas de todos os pecadores. Eles serão julgados e condenados eternamente por todos os seus pecados, nenhum escapará, as ações, os pensamentos, os segredos mais ocultos, nada escapará do julgamento perfeito de Deus.

O pecador não perdoado de seus pecados carrega sua conta, seu débito, sua própria condenação para o túmulo, e a partir da morte já experimenta a ausência de Deus, embora fica também aguardando o Dia do Juízo Final, onde a condenação será, finalmente, declarada e ordenada.

Conforme a pergunta inicial, Para onde iremos após a morte?

Essa pergunta só pode ser respondida em duas perspectivas:

  1. Iremos com Cristo para a presença de Deus, por toda a eternidade, isso significa a salvação.
  2. Iremos sem Cristo para a ausência de Deus, por toda a eternidade, isso significa a condenação.

João no 3.18 registra de forma extraordinária o que Jesus Cristo concede para aquele que crê nEle.  “Quem nEle crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.” 

Que o Senhor alcance os Seus e conceda-nos um coração cheio de desejo para buscá-lo e viver nEle.

Toda honra, Glória e louvor seja dada somente a Jesus Cristo, nosso Senhor e salvador!

 

Uma boa semana a todos.

Rev. Cristiam Matos.

Sola Scriptura.

(mais…)

Amai-vos Cordialmente.

O maior mandamento que o Senhor nos dá, é o amor. Ele nos ordena a amar. O apóstolo Paulo ao escrever aos Romanos, apresenta as virtudes recomendadas do cristão. A primeira virtude que encontramos está no amor sem hipocrisia.

O significado do amor sofreu influências vindas dos pensamentos literários, históricos e filosóficos. Vamos entender como a língua portuguesa nos mostra sobre o amor; “O amor é forte afeição por outra pessoa, nascida de laços de consanguinidade ou de relações sociais”.

Na literatura encontramos o amor centrado no “eu”, a maioria das literaturas e ensinamentos pós-modernos incentiva a fingir que amamos ao próximo, desde que o próximo atenda as minhas expectativas.

A ética como falar com bondade, evitando ferir sentimentos, aparentando interesse no próximo. As vezes se enche de compaixão e isso acontece com muita frequência, nos enchemos de compaixão quando ouvimos das necessidades de outros ou de indignação quando nos inteiramos de alguma injustiça sofrida, mas apenas de forma momentânea. Em muitas das ocasiões isso é apenas um momento passageiro sem efeito. Assim a filosofia, ética e literatura pós-moderna ensina.

Porém a ética cristã vem dos preceitos bíblicos, neste sentido, como a bíblia ensina o significado do amor. Em João capítulo três versículo dezesseis encontramos; “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nEle crer não pereça, mas tenha a vida eterna.” Deus ordena a vivermos o amor que vai além das emoções e condutas superficiais. Deus amou-nos primeiro, deu o seu único filho, para morrer a morte de cruz. Deus não amou o homem envolto nas emoções. Cristo entregou a sua vida por amor a nós, para a Glória do Pai.

Talvez você diga, eu não sou capaz de amar assim, como Cristo amou, de fato uma pessoa sozinha não tem recursos necessário para fazer isso, mas toda uma comunidade, a igreja de Cristo unida, olhando para o Senhor, sendo fiel aos ensinamentos do nosso Senhor e salvador, sim! Você no corpo de Cristo será capaz de amar sem hipocrisia. Cristo concede essa benção para aqueles que vive nEle.

Como cristãos, honramos às pessoas porque foram criadas a imagem e semelhança de Deus, porque somos irmãos em Cristo, porque estamos agradecidos pela forma que contribuem para o reino de Cristo, edificando o corpo de Cristo.

Somos discípulos de Cristo, Ele amou sem hipocrisia, sem esperar nada em troca, sem olhar se podíamos fornecer algo, Ele amou-nos de forma sincera, entregando sua vida.

 Ame de forma cordial, sincera assim como Cristo Jesus e regozijai-vos na esperança.

Que nosso Senhor Jesus Cristo nos conceda um coração que ame, assim como Ele amou a todos.

Que o Senhor o abençoe!

Rev. Cristiam Matos

O arrependimento de Deus.

Em vários textos bíblicos encontramos a expressão que Deus se arrependeu, logo no primeiro livro de Moisés chamado Gênesis, no sexto capítulo, sexto versículo. Mas como podemos entender que Deus se arrependeu se Ele é perfeito, Deus não muda, não se arrepende.

A bíblia afirma que Deus não se arrepende em circunstância alguma, essa afirmação encontramos no quarto livro de Moisés chamado Números, no vigésimo terceiro capítulo, décimo nono versículo.

Para entendermos sobre essa expressão arrependimento usada para Deus, precisamos recorrer a uma regra chamada antropopatismo. Ela significa a atribuição de sentimentos humanos à Deus. A palavra, derivada do grego e representa a união dos termos “anthropo” (homem) e “pathos”, (paixão).

Observe que o texto que estamos estudando; “então, se arrependeu o Senhor de ter feito o homem na terra, e isso lhe pesou no coração”, note as atribuições de sentimentos humanos à Deus. A palavra arrependimento não é algo que Deus tenha pensado errado ou talvez mudado de ideia. Neste sentido entendemos que não é a mesma palavra usada para o ser humano o qual o arrependimento está relacionado com o pecado, a tristeza causada pelo pecado. Ao afirmar que Deus se arrepende no sentido estrito estaríamos negando o seu pré-conhecimento e, assim, afirmando que existiria o mal nEle.

A explicação para a razão da Escritura falar que Deus “arrependeu-se” baseia-se no princípio da adaptação, ou seja, na Escritura, Deus adapta-se à nossa limitação. Quando criaturas finitas, nós que temos nosso conhecimento limitado, não conseguem compreender o Deus infinito, em alguns momentos Deus veste-se da nossa natureza e emprega certas expressões para que o compreendamos segundo a nossa capacidade.

Às vezes encontramos na escritura passagens que parecem deixar implícito ou em outras escreve que Deus pode mudar de ideia, mas há um número bem maior de textos que asseguram a imutabilidade de Deus no que diz respeito ao Seu ser e ao Seu conhecimento.

Berkhof escreve algo muito interessante, a Escritura fala do arrependimento de Deus, da sua mudança de intenção, e da alteração que faz da sua relação com pecadores quando esses arrependem-se. Devemos lembrar de que se trata apenas de um modo antropopático de falar. Na realidade, a mudança não é em Deus, mas no homem e nas relações do homem com Deus. Neste sentido podemos de forma bíblica sustentar a doutrina da imutabilidade de Deus. Deus age na vida do homem, concedendo a fé nEle.

A escritura é inerrante, não contém erros, a Bíblia reconhece as limitações do ser humano em contraste com Deus. Ao falar da magnitude de Deus e que a Bíblia não tem erros, entende-se que os escritos bíblicos têm a capacidade de nivelar o conhecimento intelectual limitado do homem, perante tanta grandiosidade de Deus.

Quando lemos na Bíblia que Deus se arrependeu, temos que lembrar-nos quanto a inerrância da Bíblia, a imutabilidade de Deus e o reconhecimento da linguagem humana a referir-se a Deus.

Nesse sentido, quando lemos na Bíblia que Deus se arrependeu, apenas mostra que na óptica de quem escreveu, Deus não mudou os Seus planos. Deus quis que assim fosse, porque Ele é Soberano e, olhando por exemplo para Jonas no terceiro capítulo, décimo versículo, todos os pormenores que acontecem, acontecem com o propósito divino, para a Sua própria glória.

Nosso Senhor Jesus Cristo entregou-se na cruz para satisfazer ao coração do Pai. Ele amou aos escolhidos do Pai de tal forma que se sacrificou para que todo aquele que nEle crer, tenha a vida eterna. Tudo o que acontece está debaixo dos propósitos do Senhor e isso traz segurança aos nossos corações. Adoramos a quem criou todas as coisas e tem todo poder para curar, a cura é a salvação que encontramos semente no Senhor.

Deus não se arrepende e temos a certeza de que todas as suas promessas em seu tempo devido se concretizarão. Logo veremos nosso Salvador aquele que venceu a morte, Jesus Cristo descendo da mesma forma que subiu, para buscar-nos.

Que Nosso Senhor abençoe sua vida e vivamos para glória de Seu santo nome!

Confie no Senhor e nas suas promessas, pois Deus não é homem para mentir e nem para arrepender-se.

Glorifique ao nome dEle, toda glória e dada somente a Ele.

Deus abençoe sua vida! 

Culto na IPB – Instruções ÚteisCulto Online na IPB de Joinville
Armadura de Deus – Parte 8

“…e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus” – Ef 6.17b

 

Todas as peças de uma armadura que são presas ao corpo são para proteção. A função é manter intactos os órgãos internos e os membros superiores e inferiores para que o soldado permaneça vivo e atuante.

Outras duas peças servem tanto para defesa quanto para desferir golpes: o escudo e a espada. Sobre o escudo discorremos numa pastoral anterior; hoje trataremos sobre porque o apóstolo Paulo fez da analogia entre esta última e a Palavra de Deus. 

Quem conhece um pouco da história da humanidade entende que cada povo forjava espadas conforme o tipo de combate. Elas podiam ser longas e retas ou longas e curvadas, finas ou grossas, largas ou estreitas, afiadas em um ou dois lados. Os escritores do Novo Testamento usavam duas palavras para espada: “machaira”, uma faca grande ou espada curta para combate corpo a corpo; e “rhomphaia”, uma espada longa geralmente para uso a cavalo. Paulo faz referência à primeira, visualizando o gládio romano, uma espada curta com lâmina de 65 a 95 centímetros, afiada em ambos os lados e com ponta afilada. O cabo consistia em um punho com um pomo metálico para contrapeso. Era eficiente para cortar tanto no avanço do golpe como em seu retrocesso, e sua ponta era forte o suficiente para penetrar uma armadura e produzir algum ferimento.

A analogia de Paulo é muito esclarecedora. Ele atribui ao
Espírito Santo a propriedade da espada, o que a torna um instrumento divino, cheio de vida e de vontade própria. Podemos entender nas entrelinhas que não é o soldado que está no controle dela, mas sim o Espírito Santo a quem ela pertence. Assim é a Palavra de Deus: uma arma poderosa para o uso do cristão, cuja eficácia dos “golpes” depende do Espírito Santo. Jesus fez uso da Palavra ao confrontar-se com Satanás no deserto (Leia Mateus 4.1-11). Ao ser tentado para transformar pedras em pão e assim saciar sua própria necessidade, Jesus respondeu: “está escrito…”; Satanás tentou lutar com as mesmas armas e “deu” amparo com textos bíblicos para sua sedução (v.6), e Jesus permaneceu firme defendendo-se com a Palavra (v.7); por fim Satanás fez uma última investida tentando alterar os desígnios eternos de Deus e proporcionar um atalho para Jesus onde não haveria necessidade de dor,  sofrimento e humilhação na cruz (v.9); e Jesus mais uma vez se manteve impávido sob a égide da espada da Palavra como um defensor da justiça divina (v.10). 

O autor de Hebreus, referindo-se a Palavra, diz: “Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração” – Hb 4.12. 

Você tem em suas mãos uma espada afiada, precisa e letal contra as hostes do inimigo da sua alma. Ela serve tanto para sua defesa quanto para rechaçar os ataques do maligno. Leia a Bíblia! Conheça o seu poder espiritual! Sinta a vida que o Espírito Santo dá a ela! Levante-a bem alto, com fé e com vigor. Disponha-se para lutar bem preparado, bem vestido com toda a armadura de Deus, com todas as armas que estão ao seu alcance. Acima de tudo, lembre-se: Em Cristo somos mais que vencedores! (Rm 8.37).

Um bom e abençoado dia!

Rev. Joel 

Armadura de Deus – parte 7

“Tomai também o capacete da salvação…” – Ef 6.17

 

De todas as partes de uma armadura provavelmente a mais desconfortável é o capacete. É uma peça pesada que é presa por baixo do maxilar, o que provoca uma sensação de sufoco. Se a correia estiver frouxa, o capacete “dança” na cabeça quando o militar está andando, e pode cair se fizer um deslocamento rápido. Por mais incômodo que seja, qualquer soldado envolvido numa guerra necessita de um capacete, e todo o oficial consciente exige seu uso.

O principal objetivo do capacete é preservar o funcionamento do cérebro do militar em ação porque traumas oriundos de golpes de espada ou quaisquer outros instrumentos de metal ou madeira podem provocar tontura, cegueira, surdez, paralisia parcial ou total do corpo. Em qualquer caso, o soldado ferido estará incapacitado para o combate. 

Paulo usou este objeto como analogia da salvação eterna e, consequentemente, da importância da preservação da alma do cristão. A palavra usada em grego para salvação é “soterion”, e significa aquele ou aquilo que salva, que traz salvação, que livra de perigo iminente; e quando falo em “alma” estou me referindo àquela parte intrínseca ao ser humano, porém imaterial, produto final do raciocínio que processa e imprime todas as lembranças, informações e experiências físicas e metafísicas e as usa na construção da personalidade e do caráter de cada indivíduo tornando-o único, exclusivo, totalmente diferente de qualquer outra pessoa. Paulo entendia que a salvação eterna abrangia a alma do eleito, e que a mente do cristão precisava de uma proteção especial na dura batalha proporcionada pelo maligno. 

O capacete de Deus permanece uma analogia válida para nossos dias. O eleito do Senhor deve ter conhecimento e apropriar-se da salvação eterna proposta por Cristo Jesus na cruz consciente de que isto “blinda” sua alma dos vis ataques de Satanás e garante sua sanidade mental e espiritual. 

Você tem usado o capacete que Deus lhe concedeu?

Um bom e abençoado dia!

Rev. Joel 

Vida cristã exemplar – Hebreus 13. 7-16Culto Online na IPB de Joinville