Uma triste Caminhada.

O Evangelho de Lucas no vigésimo quarto capítulo encontramos o registro da ressurreição de Jesus Cristo, a aparição aos discípulos e o momento em que Ele é levado para o Céu. Lucas registra que no domingo bem cedo as mulheres foram ao túmulo, levando os perfumes que haviam preparado, esse dia não começou como um dia de muita alegria. Era um dia de profundo pesar no qual havia trabalho a realizar. Se lembrarmos do clima, muito provavelmente o corpo já estaria em decomposição. Por isso as mulheres foram ao túmulo com o propósito de ungir o corpo de Jesus com as especiarias e perfumes que tinham preparado.

O judeu acreditava que o corpo voltava para a terra, mas o espírito se dirigia para Deus, o motivo de se ungir o corpo com especiarias, era para que o espírito chegasse limpo na presença de Deus.

O que elas estavam fazendo certamente demonstrava amor e devoção, a Jesus Cristo, mas, demonstra com muita ênfase a falta de fé. Elas deveriam ter lembrado das reiteradas promessas do Salvador de que Ele ressuscitaria “ao terceiro dia”.

O primeiro dia começava no anoitecer do sábado. Marcos dá a entender que as mulheres compraram as especiarias ao anoitecer de sábado, já que o shabat, começa no pôr do sol de sexta e termina no pôr do sol de sábado. Muito provavelmente elas foram à sepultura bem cedo, pois seria uma hora que elas não seriam perturbadas por outros.

A sepultura naquela época, era uma gruta escavada na rocha sólida. Na frente se rolava uma pedra circular para evitar a entrada de estranhos. Essa pedra era extremamente pesada, qual necessitava de um grande esforço para ser rolada. As mulheres ficaram surpresas ao encontrar a sepultura aberta.

O texto deixa sinais de que as mulheres não tinham ouvido que o túmulo seria selado e guardado. Pôncio Pilatos ordenou que os guardas, cuidassem para que o tumulo não tivesse o selo violado, nem que os discípulos levassem o corpo de Jesus.

No caminho para o túmulo as mulheres manifestavam preocupação com a pedra. Encontramos esse relato conforme consta no evangelho de Marcos. Assim está escrito: “Mas diziam entre si: Quem nos removerá a pedra da entrada do túmulo?”

Elas não precisavam se preocupar com isso, pois Cristo já não estava mais lá a pedra já havia sido removida, de dentro para fora. Então quando elas chegam onde Jesus fora sepultado, notaram que a pedra já estava removida. As mulheres entraram no túmulo, porém não acharam o corpo de Jesus. Ao entrarem, as mulheres não acharam o corpo do Senhor Jesus! O túmulo estava vazio.

As mulheres não tinham a mais vaga ideia do que tinha acontecido, é obvio que não havia planos da parte dos discípulos de removerem o corpo de Cristo Jesus, assim como os líderes judeus estavam alegando. Talvez elas tivessem cogitado a hipótese de que José e seus auxiliares tivessem levado o corpo para um lugar mais seguro.

No momento em que elas estavam no sepulcro, apareceram dois varões ou anjos como encontramos na tradução, e eles dizem as mulheres, “Jesus ressuscitara”. Duas testemunhas estiveram com Jesus na Transfiguração e na ascensão.

Jesus havia prometido que ressuscitaria e ressuscitou!

A luz deste texto podemos concluir que em muitos momentos vivemos uma triste caminhada, pois esquecemos das promessas do nosso Senhor e Salvador, o próprio Cristo anunciou que seria morto e ressuscitaria, mas, esqueceram da promessa do Senhor. Ele disse que da mesma forma que subiu aos céus voltaria para buscar-nos. Ele voltará, pois, sua palavra não mente nem volta atrás.

O cristão sabe que seus pecados são perdoados, pois se o Pai não tivesse ficado satisfeito com a expiação feita por seu Filho, por nossos pecados, Ele não o teria ressuscitado dentre os mortos.

O nosso Senhor vive e reina, Ele está voltando para buscar-nos. Tenha fé no Senhor e o mais Ele fará.

A caminhada de alguém somente será triste se estiver sem Cristo, pois se estivermos com Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador, aquele que vive, teremos alegria pois somos servos do Deus vivo que reino para todo sempre.

Que o Senhor te abençoe e que Cristo Jesus reine em sua vida, vivamos para a glória dEle.

Rev. Cristiam Matos

À glorificação, seremos salvos

1 Tessalonicenses 4.17

“Depois, nós, os vivos, os que ficamos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor”.

A nossa salvação está consumada na justificação. É um processo na santificação e é uma obra futura na glorificação. Assim, podemos dizer que já fomos salvos, estamos sendo salvos e seremos salvos.

Embora na mente e nos decretos de Deus a nossa glorificação seja um fato absolutamente seguro, ela se concretiza na segunda vinda de Cristo, quando os que dormiram em Cristo ressuscitarão com um corpo glorificado e os que estiverem vivos serão transformados e arrebatados para o encontro com o Senhor nos ares.

As primeiras coisas, então terão passado, pois já não haverá mais pranto, nem luto, nem dor.

A glorificação é a consumação da nossa redenção, quando receberemos, na segunda vinda de Cristo, um corpo novo, incorruptível, glorioso, poderoso, semelhante ao corpo da glória de Cristo. Então, reinaremos com Cristo, pelos séculos sem fim, desfrutando das venturas celestiais.

Na justificação fomos salvos da condenação do pecado, na santificação estamos sendo salvos do poder do pecado e na glorificação seremos salvos da presença do pecado. 

Oh! Que gloriosa salvação! Bendito seja Deus!

Reinaremos com Cristo para sempre e nos deleitaremos nEle por toda a eternidade.

Somente em Cristo temos a solução espiritual para o passado, o presente e o futuro. Somente Ele pode libertar do passado, dar o significado no presente e a garantia para o futuro. Assim podemos concluir que tivemos passado redimido, temos um presente consentido e nosso futuro está garantido.

A luz desta devocional podemos concluir que:

Na justificação, já fomos salvos, nos decretos de Deus, antes mesmo da criação do mundo, nosso Deus já havia determinado, mas é apenas para os creem em Cristo.

Na santificação, estamos sendo salvos, à medida que progressivamente estamos sendo transformados à imagem de Cristo. Neste sentido a vida do homem é transformada dia após dia.

Na glorificação, seremos salvos, visto que, na segunda vinda de Cristo, seremos transformados e receberemos um corpo de glória para reinarmos com Jesus para todo o sempre.

O Cristo Jesus que justifica, também santifica e finalmente glorifica.

Confie em Jesus Cristo, firme sua vida na Verdade, ou seja, na Escritura Sagrada.

Que o Senhor abençoe sua vida. Que sua alegria se firme em Jesus Cristo nosso Senhor e Salvador.

Rev. Cristiam Matos.

 

 

Amai-vos Cordialmente.

O maior mandamento que o Senhor nos dá, é o amor. Ele nos ordena a amar. O apóstolo Paulo ao escrever aos Romanos, apresenta as virtudes recomendadas do cristão. A primeira virtude que encontramos está no amor sem hipocrisia.

O significado do amor sofreu influências vindas dos pensamentos literários, históricos e filosóficos. Vamos entender como a língua portuguesa nos mostra sobre o amor; “O amor é forte afeição por outra pessoa, nascida de laços de consanguinidade ou de relações sociais”.

Na literatura encontramos o amor centrado no “eu”, a maioria das literaturas e ensinamentos pós-modernos incentiva a fingir que amamos ao próximo, desde que o próximo atenda as minhas expectativas.

A ética como falar com bondade, evitando ferir sentimentos, aparentando interesse no próximo. As vezes se enche de compaixão e isso acontece com muita frequência, nos enchemos de compaixão quando ouvimos das necessidades de outros ou de indignação quando nos inteiramos de alguma injustiça sofrida, mas apenas de forma momentânea. Em muitas das ocasiões isso é apenas um momento passageiro sem efeito. Assim a filosofia, ética e literatura pós-moderna ensina.

Porém a ética cristã vem dos preceitos bíblicos, neste sentido, como a bíblia ensina o significado do amor. Em João capítulo três versículo dezesseis encontramos; “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nEle crer não pereça, mas tenha a vida eterna.” Deus ordena a vivermos o amor que vai além das emoções e condutas superficiais. Deus amou-nos primeiro, deu o seu único filho, para morrer a morte de cruz. Deus não amou o homem envolto nas emoções. Cristo entregou a sua vida por amor a nós, para a Glória do Pai.

Talvez você diga, eu não sou capaz de amar assim, como Cristo amou, de fato uma pessoa sozinha não tem recursos necessário para fazer isso, mas toda uma comunidade, a igreja de Cristo unida, olhando para o Senhor, sendo fiel aos ensinamentos do nosso Senhor e salvador, sim! Você no corpo de Cristo será capaz de amar sem hipocrisia. Cristo concede essa benção para aqueles que vive nEle.

Como cristãos, honramos às pessoas porque foram criadas a imagem e semelhança de Deus, porque somos irmãos em Cristo, porque estamos agradecidos pela forma que contribuem para o reino de Cristo, edificando o corpo de Cristo.

Somos discípulos de Cristo, Ele amou sem hipocrisia, sem esperar nada em troca, sem olhar se podíamos fornecer algo, Ele amou-nos de forma sincera, entregando sua vida.

 Ame de forma cordial, sincera assim como Cristo Jesus e regozijai-vos na esperança.

Que nosso Senhor Jesus Cristo nos conceda um coração que ame, assim como Ele amou a todos.

Que o Senhor o abençoe!

Rev. Cristiam Matos

A Bênção das Migalhas.

A parábola contada por Jesus que está registrada no Evangelho de Lucas no capítulo décimo sexto, versículo décimo nono ao vigésimo segundo, mostra um homem rico em seus afazeres terrenos e a forma como aproveitava a vida, como um administrador infiel em relação ao que demandavam a lei e os profetas, que o rico conhecia. É descrita a esplêndida vida de grande quantidade de bens desse homem rico, a saber, a púrpura era a cor vermelho-escura de um tecido de lã, vendido por preço extremamente caro. O bisso era um tecido de algodão ou linho não menos precioso, que igualmente custava muito. Ambos os tipos de tecido eram tão luxuosos que somente reis e sacerdotes tinham condições de usar tais vestimentas. Banquetes festivos aconteciam diariamente em sua casa.

    No mais intenso contraste com essa descrição do esplendor e luxo é apresentado um homem destituído de qualquer sorte temporal na mais profunda miséria, que desejava alimentar-se das migalhas que caíam da mesa do homem rico. Assim como o rico se regozijava magnificamente todos os dias, assim a penúria do mendigo era sua deplorável situação diária permanente.

    Chama atenção que não se menciona o nome do rico, enquanto o do pobre é citado. Trata-se da única vez em que um nome é citado em todas as parábolas de Jesus. O nome Lazaros deve ser derivado tanto de Lo-eser quanto de Ele-azar. O nome Lo-eser significa “sem ajuda”, nesse caso o pobre destituído de ajuda. Ele-azar significa “Deus é a ajuda”, acepção em que Lázaro seria alguém que permite que Deus seja seu socorro. O significado idêntico do nome Lázaro com o recorrente “Eleazar” aponta para o fato de que o pobre suportou sua miséria na confiança em Deus.

    Lázaro jazia “jogado” no acesso ao portão do rico. A forma “jogado” expressa melhor a construção da forma passiva do texto original. No entanto, é possível que estivesse prostrado por uma enfermidade conforme registro no Evangelho Segundo Mateus no oitavo capítulo, sexto versículo e décimo sexto. Aqui o termo significa que o pobre nem mesmo era capaz de movimentar-se livremente e, além disso, que as pessoas que o traziam à frente da porta do rico livravam-se dele como de um fardo pesado que se lança por terra. Ao lado da necessidade de cuidado sua fome não-saciada deveria ter causado a compaixão do rico. Contudo na casa do rico não havia disposição para ajudar.

    De maneira drasticamente intensificada o relato prossegue, dizendo: “Mas até mesmo os cães vinham e lambiam suas chagas”. Ao pobre não eram propiciados nem cuidados nem atendimento. Recebia tão pouca atenção que somente os cães cuidavam dele, lambendo com compaixão canina suas feridas.

    Lázaro morre e nada é dito acerca de um sepultamento do pobre, de quem talvez ninguém tenha sentido falta. Jesus permite em um curto espaço de tempo usando a morte representando o fim do sofrimento e a entrada na beatitude para o pobre. Da terra, palco de seu sofrimento, os anjos o carregaram ao colo de Abraão.

Abraão aparece aos israelitas como ponto de encontro e convergência pessoal no mundo dos mortos. Por isso, ser reunido com Abraão e poder fruir junto dele a bem-aventurança significa a felicidade máxima para o israelita. A concepção da comunhão de mesa não está necessariamente contida nessa expressão. Constitui tarefa dos anjos carregar os devotos que falecem até o colo de Abraão. Desse modo também Lázaro foi transferido até esse local pelo serviço dos anjos. Jesus diz acerca do pobre somente aquilo que vale também para todos os demais devotos em Israel.

As informações dadas acerca do pobre conduzem à história do rico. Relata-se que ele também morreu. Antes, porém, de se mencionar a situação em que ele se encontrava, é acrescentado que ele foi sepultado. Nada trazemos quando nascemos e nada levaremos quando o Senhor nos chamar. Para Lázaro a morte trouxe o fim de seu sofrimento terreno, para o rico o fim de sua felicidade na terra.

Duas realidades são apresentadas aqui, a primeira demonstra toda ostentação egoísta do rico, tudo na vida deste homem reflete alegria, felicidade e prazer. Ele vive regaladamente em festas e banquetes. Suas roupas são caras e luxuosas, ele fazia da vida uma festa contínua, pois “todos os dias se regalava esplendidamente”. Ele não é acusado de crimes, não é tachado de caluniador, fraudulento, assassino, adúltero, imoral. Infelizmente o rico não entendeu que ele deveria possuir o dinheiro e não o dinheiro o possuir, ele viveu uma riqueza sem Deus. Esse rico não tem tempo para Deus nem para o próximo necessitado à sua porta.

A segunda realidade apresentada é a miséria extrema de Lázaro que pode ser vista de forma dramática apontadas no texto, ele era mendigo, estava com fome, coberto de chagas, os cães lambiam suas úlceras. Mesmo Lázaro vivendo neste estado ela confiava em Deus e sabia que o Senhor jamais o desampararia, os anjos o levaram para junto do Pai.

Viver para Cristo é ter a certeza de que somos forasteiros aqui, não se deixe ser levado pelas futilidades deste mundo, mas viva aqui intensamente para Cristo em comunhão com Ele.

Lázaro queria receber apenas as migalhas que caiam para alimentar-se, o Senhor lhe concedeu algo muito maior do que alegrias passageiras neste lugar, lhe deu a salvação, levou-o para um lugar não existe dor nem ranger de dentes.

Que o Senhor quando chamar-nos receba nosso espírito nos reinos dos céus para honrá-lo e glorificá-lo por toda eternidade.

Que o Senhor o abençoe ricamente!

Rev. Cristiam Matos

O arrependimento de Deus.

Em vários textos bíblicos encontramos a expressão que Deus se arrependeu, logo no primeiro livro de Moisés chamado Gênesis, no sexto capítulo, sexto versículo. Mas como podemos entender que Deus se arrependeu se Ele é perfeito, Deus não muda, não se arrepende.

A bíblia afirma que Deus não se arrepende em circunstância alguma, essa afirmação encontramos no quarto livro de Moisés chamado Números, no vigésimo terceiro capítulo, décimo nono versículo.

Para entendermos sobre essa expressão arrependimento usada para Deus, precisamos recorrer a uma regra chamada antropopatismo. Ela significa a atribuição de sentimentos humanos à Deus. A palavra, derivada do grego e representa a união dos termos “anthropo” (homem) e “pathos”, (paixão).

Observe que o texto que estamos estudando; “então, se arrependeu o Senhor de ter feito o homem na terra, e isso lhe pesou no coração”, note as atribuições de sentimentos humanos à Deus. A palavra arrependimento não é algo que Deus tenha pensado errado ou talvez mudado de ideia. Neste sentido entendemos que não é a mesma palavra usada para o ser humano o qual o arrependimento está relacionado com o pecado, a tristeza causada pelo pecado. Ao afirmar que Deus se arrepende no sentido estrito estaríamos negando o seu pré-conhecimento e, assim, afirmando que existiria o mal nEle.

A explicação para a razão da Escritura falar que Deus “arrependeu-se” baseia-se no princípio da adaptação, ou seja, na Escritura, Deus adapta-se à nossa limitação. Quando criaturas finitas, nós que temos nosso conhecimento limitado, não conseguem compreender o Deus infinito, em alguns momentos Deus veste-se da nossa natureza e emprega certas expressões para que o compreendamos segundo a nossa capacidade.

Às vezes encontramos na escritura passagens que parecem deixar implícito ou em outras escreve que Deus pode mudar de ideia, mas há um número bem maior de textos que asseguram a imutabilidade de Deus no que diz respeito ao Seu ser e ao Seu conhecimento.

Berkhof escreve algo muito interessante, a Escritura fala do arrependimento de Deus, da sua mudança de intenção, e da alteração que faz da sua relação com pecadores quando esses arrependem-se. Devemos lembrar de que se trata apenas de um modo antropopático de falar. Na realidade, a mudança não é em Deus, mas no homem e nas relações do homem com Deus. Neste sentido podemos de forma bíblica sustentar a doutrina da imutabilidade de Deus. Deus age na vida do homem, concedendo a fé nEle.

A escritura é inerrante, não contém erros, a Bíblia reconhece as limitações do ser humano em contraste com Deus. Ao falar da magnitude de Deus e que a Bíblia não tem erros, entende-se que os escritos bíblicos têm a capacidade de nivelar o conhecimento intelectual limitado do homem, perante tanta grandiosidade de Deus.

Quando lemos na Bíblia que Deus se arrependeu, temos que lembrar-nos quanto a inerrância da Bíblia, a imutabilidade de Deus e o reconhecimento da linguagem humana a referir-se a Deus.

Nesse sentido, quando lemos na Bíblia que Deus se arrependeu, apenas mostra que na óptica de quem escreveu, Deus não mudou os Seus planos. Deus quis que assim fosse, porque Ele é Soberano e, olhando por exemplo para Jonas no terceiro capítulo, décimo versículo, todos os pormenores que acontecem, acontecem com o propósito divino, para a Sua própria glória.

Nosso Senhor Jesus Cristo entregou-se na cruz para satisfazer ao coração do Pai. Ele amou aos escolhidos do Pai de tal forma que se sacrificou para que todo aquele que nEle crer, tenha a vida eterna. Tudo o que acontece está debaixo dos propósitos do Senhor e isso traz segurança aos nossos corações. Adoramos a quem criou todas as coisas e tem todo poder para curar, a cura é a salvação que encontramos semente no Senhor.

Deus não se arrepende e temos a certeza de que todas as suas promessas em seu tempo devido se concretizarão. Logo veremos nosso Salvador aquele que venceu a morte, Jesus Cristo descendo da mesma forma que subiu, para buscar-nos.

Que Nosso Senhor abençoe sua vida e vivamos para glória de Seu santo nome!

Confie no Senhor e nas suas promessas, pois Deus não é homem para mentir e nem para arrepender-se.

Glorifique ao nome dEle, toda glória e dada somente a Ele.

Deus abençoe sua vida! 

O Justo Viverá Pela Fé.

O profeta Habacuque viveu em um tempo complicado no século VII a.C., alguns anos antes do cativeiro da Babilônia. Ele testemunhou a injustiça dos ímpios contra os justos, e orou ao Senhor com as seguintes palavras, conforme registrado no livro de Habacuque no segundo capítulo e primeiro versículo:

“Pôr-me-ei na minha torre de vigia, colocar-me-ei sobre a fortaleza e vigiarei para ver o que Deus me dirá e que resposta eu terei à minha queixa.”

O povo de Deus não estava andando de forma justa e agradável, e Habacuque também se preocupava com a situação espiritual do povo da aliança. Deus instrui Habacuque, dizendo que o juízo recairia sobre seu próprio povo, usando os babilônios para tal, e depois traria juízo também sobre os babilônios. O profeta Habacuque faz uma das mais importantes declarações da Escritura Sagrada:

“…o justo viverá pela sua fé.” (Habacuque 2.4)

Duas características importantes encontramos nesta declaração. A primeira é que o soberbo confia em si, e a segunda é que o justo vive pela fé, confia em Jesus Cristo. Observe o contraste, o ímpio será condenado por confiar em si, e o justo será preservado por causa da sua confiança no Senhor.

A palavra fé, tem origem grega “pistia”, traduzida para o latim como “fides”, seu significado é confiança e remete a atitude de fidelidade. Confiar no Senhor é preservar uma vida de comunhão, com atitudes Cristocentrica.

No livro do Genesis encontra-se o registro da história de Abraão, qual pela fé esperou com paciência o cumprimento das promessas. No primeiro livro de Samuel no décimo sexto capítulo, encontramos Davi sendo ungido rei, porém ele espera paciente no Senhor, antes de assumir como rei. Neste sentido aprendemos a confiar e esperar em Cristo Jesus, até que se cumpram todas as promessas.

Cristo ensina que nossa segurança e paz, somente encontraremos nEle, a paz para nossa alma, está no Senhor. Em momentos difíceis, de dúvidas, queixas, lamentações lembre-se de que o justo viverá pela fé.

Habacuque ao perguntar a Deus o criador dos céus e da terra, recebe a resposta com as seguintes palavras, como registrado no livro de Habacuque no segundo capítulo, terceiro versículo: “Porque a visão ainda está para cumprir-se no tempo determinado, mas se apressa para o fim e não falhará; se tardar, espera-o, porque, certamente, virá, não tardará.”

O profeta deveria confiar e esperar porque um longo tempo ainda passaria até que os caldeus, também chamados de babilônicos, fossem justiçados. Se eles agiam de forma ímpia, e agiam, o tempo do acerto de contas haveria de chegar para eles também. Mas isso aconteceria no tempo de Deus.

Nosso Senhor prometeu que todo mal será castigado, muitas pessoas têm achado que Deus está demorando demais, para cumprir suas promessas. Para muitos a volta de Jesus não mais ocorrerá. Nós cristãos confiamos que Cristo buscará os seus, porém, enquanto o Senhor não vem buscar-nos, temos a oportunidade de viver em consagração ao Senhor, enquanto aguardamos o retorno glorioso do nosso Senhor, nosso Salvador eterno.

Deus não fechou os olhos, não está cego para as injustiças praticadas, um dia, já marcado e determinado por Deus, todos prestaremos conta ao Senhor de nossas vidas. Os pecadores também comparecerão diante do tribunal divino, e serão julgados, segundo as suas obras, conforme o que se acha registrado no livro de Apocalipse no vigésimo capítulo, décimo segundo versículo.

Enquanto esse dia não chega, lembremo-nos que o justo viverá pela fé. A plenitude de alegria estará sempre em Jesus Cristo nosso Senhor. O mundo atual quer convencer-nos de que a alegria está na vida terrena, nos prazeres da carne, porém nossa alegria do cristão está no Senhor.

Para encerrar quero que reflitamos nas palavras de Jesus registrada no evangelho segundo Mateus, capítulo quarto, versículo quarto: “Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus.”

O único que pode nos fortalecer, preservar e preparar para viver pela fé, é O Cristo. Volte-se para o Senhor e o mais Ele fará.

Que Jesus Cristo impacte nossas vidas e vivamos pela fé!

Que o Senhor nos abençoe, hoje e para todo sempre. Amém!

Rev. Cristiam Matos.

Vencendo a Frustração

Muitas pessoas já experimentaram o sentimento de tristeza, talvez, quando um sonho não foi realizado, um planejamento não fora alcançado, ou algum outro motivo. Quando esse sentimento aparece o conhecemos como frustração, normalmente, ocorre quando expectativas não são alcançadas. Quando encontramos esse sentimento em nossas vidas e alguém nos pergunta o que houve, respondemos que estamos decepcionados, desencantos, desapontados, desgostosos, desiludidos ou até mesmo insatisfeitos.

 Na Escritura Sagrada encontramos alguns exemplos de frustração, uma delas está no contexto familiar, Ana, experimentou frustração porque não podia gerar filhos. Seu sentimento de tristeza, fora muito profundo. Elcana era seu marido e fazia de tudo para agradar a esposa, mas todo esforço parecia não obter resultados positivos, no livro de Primeira Samuel no primeiro capítulo e oitavo versículo, encontra-se o relato de Ana: “Ana, por que choras? E por que não comes? E por que estás de coração triste? Não te sou eu melhor do que dez filhos?”. Ela estava frustrada, porque o filho desejado não chegava.

Outro exemplo é Jacó, se casou com a mulher errada, quando conheceu Raquel, ele ficou tão apaixonado que aceitou trabalhar sete anos pelo direito de casar-se com a filha de Labão. Contudo, quando chegou o tempo de receber Raquel por esposa, o pai da moça lhe entregou Lia, a filha mais velha. Imagine a frustração, decepção, quando “ao amanhecer, viu que era Lia” com quem se casou. “ao amanhecer, viu que era Lia. Por isso, disse Jacó a Labão: Que é isso que me fizeste? Não te servi eu por amor a Raquel? Por que, pois, me enganaste?” (Esse registro encontramos no livro do Gênesis vigésimo nono capítulo e vigésimo quinto versículo). Jacó não alcançou de imediato o casamento dos sonhos.

Marta e Maria também sentiram tristeza, frustração, com a morte de Lázaro. Jesus foi avisado da enfermidade de Lázaro, mas levou vários dias para Ele chegar, e quando chegou, Lázaro já estava sepultado há quatro dias. Esse registro encontramos no Evangelho Segundo João décimo primeiro capítulo do vigésimo primeiro ao trigésimo segundo versículo: “Disse, pois, Marta a Jesus: Senhor, se estiveras aqui, não teria morrido meu irmão.”; …. “Quando Maria chegou ao lugar onde estava Jesus, ao vê-lo, lançou-se lhe aos pés, dizendo: Senhor, se estiveras aqui, meu irmão não teria morrido.” Elas estavam frustradas, porque a tão esperada cura do irmão não aconteceu.

Nesses três relatos, todos sentiram-se frustrados, pois a plenitude de satisfação não fora alcançada, Ana não conseguia gerar filhos, Jacó casou-se com a mulher errada, Marta e Maria viram o irmão morrer.

Mas, onde está a origem desses problemas apresentados, para que eles se sentissem frustrados? Como podemos vencer essas frustrações?

Os três relatos apresentados na Escritura Sagrada, mostram que todos focaram a atenção e depositaram suas esperanças em um sonho que podia ou não ser realizado, alcançado, em algo que podia ou não dar certo. E quando não aconteceu como estavam esperando, veio a frustração.

O maior segredo está onde você deposita sua esperança, há uma enorme diferença em depositar a esperança de plenitude de satisfação num sonho que pode ou não se tornar realidade, comparado à plenitude de satisfação a ser encontrada seguramente e plenamente em Deus. 

Quando o foco de sua plenitude de satisfação, passa a concentrar-se em Deus, Jesus Cristo, nosso Senhor e não mais em seus sonhos pessoais, a frustração desaparece.

Ana assumiu o compromisso com Deus de tornar-se bênção para outras pessoas caso Deus lhe desse um filho, e abriu mão do filho por amor ao Reino de Deus. Quando fez isso, a frustração foi embora, conforme está registrado no livro de Primeira Samuel capítulo primeiro e décimo oitavo versículo. “…a mulher se foi seu caminho e comeu, e o seu semblante já não era triste”.

Jacó tornou-se rico e teve uma família grande, tendo se casado também com Raquel, a quem amava, alcançando sucesso no trabalho e na família. Contudo, algo lhe faltava, até que entendeu que mais importante do que qualquer sucesso nesta vida, precisava sentir plenitude de satisfação em Deus. Por isso, lutou com um anjo de Deus, esse registro encontra-se no Livro do Gênesis trigésimo segundo capítulo e vigésimo sexto versículo: “Não te deixarei ir se me não abençoares.” O foco de Jacó passou a ser Deus.

Marta e Maria não compreenderam de início que enfermidade de Lázaro, era para a manifestação da glória de Deus, até o dia em que Jesus chegou, mesmo depois de Lázaro ter sido sepultado há quatro dias, e o ressuscitou.

Que extraordinário entender que ao focar no Senhor essas frustações se vão, à luz disso tudo, concluímos que a frustração se faz presente quando o foco da vida de alguém, está errado, está centralizado num sonho pessoal e que pode ou não ser realizado. Quando a plenitude de satisfação é buscada em Deus e na glória de Deus, no Rei dos reis, Senhor dos exércitos a frustração desaparece, pois Deus preenche e completa os anseios mais profundos do coração e da alma. NEle temos plena satisfação.

O salmista Davi no Livro dos Salmos no décimo sexto capítulo e décimo primeiro versículo encontramos de forma extraordinária onde encontramos a plenitude de alegria. “…na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra, delícias perpetuamente.”

Nossa plenitude de alegria está no Senhor! Louvado seja Deus!

Que o Senhor os abençoe ricamente e nosso plenitude de alegria esteja nEle.

Amém!

Rev. Cristiam Matos

Por que a Cruz?

A cruz é o elemento central da obra de Cristo, a Bíblia toda aponta para a cruz. O apóstolo Paulo em sua primeira carta aos Coríntios no segundo capítulo e segundo versículo afirma: “Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado.”
Toda a Bíblia Sagrada aponta para Jesus Cristo, sua morte e ressurreição. Sua vida não foi marcada pelo pecado, ou seja, Cristo foi perfeito, não cometeu erros, não caiu em tentações. Seus extraordinários ensinamentos, milagres, foi importantíssimo, mas o ponto nevrálgico do seu ministério foi sua morte na cruz. Mas o que torna a morte de Cristo na cruz tão importante?
Jesus foi o substituto, morreu a nossa morte, entregou sua vida em nosso lugar. No primeiro livro da Escritura Sagrada encontramos a substituição que Ele faria, conforme vamos aprofundando nos livros, essa evidência se torna cada vez mais forte.
No livro escrito por Moises encontramos, Deus pedindo para Abraão oferecer Isaque, seu filho, como sacrifício. Ele obedece a voz do Senhor e no último instante o próprio Deus impediu Isaque de ser morto em sacrifício. Deus lhe mostrado um carneiro preso pelos chifres entre os arbustos, como está registrado no livro do Gênesis no vigésimo segundo capítulo e décimo terceiro versículo; “tomou Abraão o carneiro e o ofereceu em holocausto, em lugar de seu filho.”
Observe que Deus pediu para Abraão oferecer seu filho a Deus, assim como Deus ofereceria seu próprio Filho em lugar de Abraão.
No décimo segundo capítulo e décimo terceiro versículo do Êxodo, os primogênitos do Egito foram mortos quando Deus enviou a décima praga, os primogênitos do povo de Deus não foram mortos porque um cordeiro foi morto em lugar deles, cujo sangue foi utilizado para marcar a porta das casas dos israelitas.
O profeta Isaías registra em seu livro no quinquagésimo terceiro capítulo, no quinto e sextos versículos, palavras extraordinárias tão profundas retratando o que aconteceria com Jesus Cristo, é como se ele estivesse diante da cruz quando, lei com atenção suas palavras: “Mas Ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas Suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o Senhor fez cair sobre Ele a iniquidade de nós todos.”
Quando entramos no Novo Testamento encontramos a completa a ideia da substituição feita por Cristo, ao afirmar: “Carregando, Ele mesmo em Seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas fostes sarados.” Encontramos essas palavras em primeira Pedro capítulo primeiro no vigésimo quarto versículo.
Jesus nos substituiu na cruz. A morte de Cristo na cruz foi a nossa morte. Qual nós merecíamos, porém, jamais suportaríamos tamanho sacrifício.
Jesus foi condenado em nosso lugar, a morte de Cristo não foi nenhuma fraude, nem foi resultado de um erro jurídico, Deus nunca erra e seu julgar é perfeito, neste sentido Sua morte foi o cumprimento do propósito de Deus em condenar o pecado, aplicando juízo e justiça contra os condenados.
Imagina o momento que Jesus clamou em alta voz; “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”, este registro encontramos no evangelho segundo Mateus no vigésimo sétimo capítulo, quadragésimo sexto versículo, quão difícil deve ter sido aquele momento. Aquele foi o momento em que Deus deixou Cristo sozinho, experimentando o peso do pecado ‒ Deus Pai virou as costas para o Deus Filho, seu amado Filho, porque estava se tornando condenado em lugar do pecador.
O apóstolo Paulo em sua carta aos Gálatas no terceiro capítulo e décimo terceiro versículo escreve; “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se Ele próprio maldição em nosso lugar – porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro.”
O profeta Moises escrevo o livro de Deuteronômio, no vigésimo primeiro capítulo e vigésimo terceiro versículo encontramos as palavras; “o Seu cadáver não permanecerá no madeiro durante a noite, mas, certamente, o enterrarás no mesmo dia; porquanto o que for pendurado no madeiro é maldito de Deus; assim, não contaminarás a terra que o SENHOR, teu Deus, te dá em herança.”
A condenação de Cristo na cruz foi a nossa condenação.
Jesus é nosso Salvador, O Salvador, a obra de Cristo na cruz foi perfeita, plena, completa. Os nossos pecados foram despedaçados, destruídos, isso significa que a nossa dívida foi paga, quitada, não há mais qualquer débito em nossa conta diante do justo Juiz.
Jesus Cristo foi morto, morreu a morte de Cruz, foi sepultado, mas no terceiro dia Ele ressuscitou, venceu a morte, venceu o mau, venceu as trevas e nos resgatou, Glórias ao Nome do Nosso Senhor e Salvador. A ressurreição de Jesus Cristo e seu retorno para a glória, assentando-se à direita do Pai, garante a nossa ressurreição e nossa ida para a glória eterna. Louvado seja o Senhor!
Mas, para que Jesus se tornasse o Salvador, a cruz era o caminho inegociável, Cristo Jesus sabia disso. Ele não evitou a cruz, não correu da Cruz, muito pelo contrário, Ele foi em direção à cruz.
Nós evitamos a cruz, mas o lugar correto de encontrar o Salvador é na cruz, onde Ele nos substituiu e onde Ele foi condenado em nosso lugar ‒ a cruz é o lugar do encontro com Deus, onde nossos pecados foram pagos.
Tão somente aguardamos o Salvador, esse grande dia, e dia maravilhoso será quando Ele aparecerá entre as nuvens para nos levar à glória eterna com o Pai. Louvado é o Senhor! Que maravilhoso será esse dia.
A carta que o apóstolo Paulo escreve aos Colossenses no segundo capítulo e décimo quarto versículo está escrito; “Tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz.”
Neste sentido de forma extraordinária entendemos que somente aquele que, pela graça de Deus, aprendeu a gloriar-se na morte de Cristo é capaz de verdadeiramente, gloriar-se em sua ressurreição. A cruz e a coroa não podem ser separadas.

Que Nosso Senhor Jesus Cristo abençoe a todos e vivamos para Cristo.

Rev. Cristiam Matos

Como devemos orar – Mateus 6.5-13

No Evangelho Segundo Mateus, encontramos o ensinamento de como devemos orar. Neste registro Jesus alerta-nos que não se deve orar como os hipócritas. Esse termo tem o significado de fingir, dissimular os verdadeiros sentimentos.

Algumas pessoas e alguns líderes religiosos, queriam ser reconhecidos como “Santos”, a melhor maneira era fazer em pé com voz audível e publicamente. Os homens nunca serão capazes de reconhecer a verdadeira intenção do coração, porém Jesus, conhece.

Jesus ensina a orar sem a repetição de palavras, repeti-las como um mantra ou talvez um jeito de encantamento, não fará com que o Senhor atenda a essa oração. Não está errado repetir as mesmas palavras uma e outra vez, porém a condenação aqui está nas repetições corriqueiras, das quais não saem do coração de uma forma sincera.

Jesus ensina como devemos orar, da forma que agrada ao Pai, ao Seu coração. Observe que as frases têm profundo significa de adoração ao Senhor:

“Pai Nosso que está nos céus”, indica adoração ao Deus trino, majestoso, santo, detentor de todo poder, amoro e o Deus pessoal.

“Venha o Seu reino”, faz uma referência ao reino espiritual, o reino que fora anunciado no pacto com Abraão, presente no reinado de Cristo, no coração de cada crente, e será completado quando a maldade for destruída e Ele estabelecer o novo céu e a nova terra.

“Faça-se a tua vontade”, neste momento estamos dizendo ao Senhor que somos fracos e precisamos dEle, pois a vontade do Senhor é boa perfeita e agradável. Somo falhos e precisamos do direcionamento do Senhor para as nossas vidas. Jesus quando esteve orando antes de ser levado para a cruz, orou dizendo ao Pai, que a Sua vontade se cumprisse. O nosso desejo, deve ser em agradar, fazer a vontade do Senhor.

“Nosso pão cada dia dá-nos hoje”, essa palavra é extraordinária, continuamos reconhecendo que precisamos do Senhor, que somos dependentes dEle, que confiamos em Sua providência. Tudo o que necessitamos será provido por Ele. Estamos reconhecendo que Ele é nosso supremo pastor. 

“Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores”, o perdão é vital na vida do cristão, nós devemos perdoar verdadeiramente aqueles que nos ofendem, que nos causam o mal. O cristão não pode guardar rancor ou mágoa, jamais pode proferir palavras de maldição a alguém. Jesus ensina que devemos perdoar, o maior mandamento que temos, é amar uns aos outros.

“Não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal”, mais uma vez estamos demonstrando nossa fraqueza e dependência do supremo Pastor, suplicamos para o Senhor guarda-nos, socorrer-nos, pois, sem Ele não seremos capazes.

“Pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém!” A oração termina adorando ao Senhor dos Senhores, Rei dos reis, reconhecendo a sua majestade, glória e poder hoje e para todo o sempre. A adoração pertence somente a Ele. Nossa oração deve ser em adoração, louvor e glória ao Senhor.

A maior motivação que temos ao orar, está em adorar ao Senhor, reconhecendo que Ele é nosso supremo pastor, e que tudo o que fazemos é para a glória dEle.

Jesus Cristo venceu a morte, venceu o mau, entregando a sua vida para dar-nos vida. O nosso Senhor vive e está voltando para buscar o Seu povo, um povo exclusivamente Seu. Rendamos glórias ao seu Santo nome.

Que as nossas orações glorifiquem a Jesus Cristo, hoje e para todo o sempre!

Rev. Cristiam Matos

Um pedido que Jesus não atendeu

Um filho faz muitos pedidos ao seu pai, qual avalia a importância e a intenção desse pedido. Um funcionário pede algo ao seu chefe, talvez antes de pedir o que ele gostaria, faz algumas ações qual não é de seu costume. O faz com intenções futuras, para ter seu pedido atendido.

É muito bom e satisfatório sermos atendidos em nossas pretensões, ter correspondido aquilo que pedimos. Talvez algumas pessoas se frustrem ao ter seu pedido negado. Um filho quando quer algo do pai, chama ele de papai querido, faz rodeios, bajula para que seu pedido seja respondido de forma igual ao que ele espera.

A mãe do Santiago e João foi até Jesus e prostando-lhe pediu um favor. A palavra prostrar-se tem o significado de lançar-se ao chão em postura de súplica ou adoração. Ela estava adorando ao Senhor com o seu coração motivado a pedir-lhe algo a Jesus Cristo. A motivação do coração não foi em adoração pelo que Cristo é, mas pelo que ela gostaria de receber.

Esse pedido estava implícito o ego e a vaidade, talvez ela estivesse confundido o reino celestial com o reino terreno, pois isso era um costume da dinastia. Não estou afirmando que ela não tinha fé, se usarmos Mateus 19.28, ela poderia muito bem ter interpretado como um acontecimento terreno.

O texto nos mostra que seu pedido não fora atendido, estamos diante de um texto que nos mostra que o Senhor não atendeu este pedido.

Por que o Senhor não atendeu o pedido?

O Senhor não atendeu ao pedido por ser um pedido ignorante, “Não sabeis o que pedis.” Em várias de nossas orações não sabemos pedir. Paulo diz que não sabe como orar, pedir – Romanos 8.26; Tiago nos exorta quanto ao pedir – Tiago 4.3; Ao orarmos, devemos orar em sintonia com a vontade de Deus. – 1 João 5.14, Jesus orou ao Pai dizendo; Não seja como Eu quero, mas como Tu queres.

A sabedoria e o conhecimento de Deus não permitem que Ele atenda a nossa ignorância.

O Senhor não atendeu o pedido por ser um pedido a vaidoso, “Que no teu reino se assentem um a tua direita e outro a tua esquerda.” A vaidade é um perigo muito grande, ela derrubou Lúcifer, levou nossos primeiros pais para fora do jardim localizado no Édem. Pois se comecem do fruto do conhecimento do bem e do mal, teriam o mesmo conhecimento de Deus. Deus não atende a vaidosos; só dá poder àqueles que estão prontos a glorificá-lo. – Atos 8.18-23; Deus não dá a sua glória ao homem. – Isaías 42.8; 48.11. É necessário que o nosso coração esteja limpo de qualquer vaidade quando pedimos algo a Deus. Às vezes oramos assim; Ó Deus encha-me com o teu Espírito Santo. Mas, continuamos vazios, isto é, porque ainda não há lugar para Deus em nosso coração. A bíblia nos ensina que Deus não aceita uma oração vaidosa. – Tiago 4.6; 1 Pedro 5.5

O Senhor não atendeu por ser um pedido incoerente, os discípulos pleiteavam um direito que não lhes cabia, algo que não pertencia a eles. Nosso pedido a Deus deve ser coerente, temos o dever de reconhecermos a nossa vocação e pautarmos a nossa vida dentro da vontade de Deus. – 1 Coríntios 7.17,20, devemos pedir a Deus que nos ensine a orar. Ao orarmos nossos pedidos devem agradar ao Senhor, sempre agradecer por tudo o que temos, tudo que nos foi dado, o maior milagre é nossa redenção.

Neste sentido nossos pedidos veem de encontro com a vontade de Cristo, para que o Seu nome continue sendo levado a todos os lugares, que nossos irmãos recebem a palavra de vida e bebam da água que mata a sede.

 Que Cristo sempre cresça e nós diminuamos, nossos pedidos não são para nosso benefício, devemos sempre visar o reino dos céus, tudo o que poderíamos receber é a condenação, mas recebemos a salvação. Louvado é o nome de Jesus Cristo.

Avaliemos nossos pedidos, para ver se por acaso se enquadram nos motivos acima porque Deus não os atende.

Oremos conforme a vontade do Pai, Cristo nos ensina a orar, “Que seja feita a vossa vontade”, não devemos orar por vaidade, barganha ou pedidos fúteis, oremos para que o Reino dos Céus e o nome de Cristo Jesus seja glorificado hoje e para todo sempre. Amém!

 

Rev. Cristiam Matos

 

Senhor, usa-me como um intercessor – Ezequiel 22.12-30

O esquecimento de Deus é a causa de todos os pecados de uma cidade ou de um povo. Os pecados de Jerusalém foram elencados como crueldade, idolatria, desprezo aos pais, opressão aos estrangeiros, maus tratos aos órfãos e viúvas, desprezo as coisas santas, profanação do sábado, promoção de intrigas para derramar sangue, tramar perversidade, incesto, adultério, subornos, usura e extorsão.

Agora precisamos fazer uma pergunta: Qual é a origem de tudo isso?

O versículo 12 nos responde; “De mim te esqueceste, diz o Senhor”. Quando não se dá atenção ao que é de Deus, aquilo que Deus ordena, proíbe, aprova, condena, quando não reconhecem seu olhar, poder, juízo, a prestação de contas diante dEle. Isso leva as pessoas a cair em todo o tipo de pecado, lascívia e transgressão. O esquecimento de Deus é a causa de todos os pecados.

No versículo 30 Deus está buscando alguém que tapasse o muro, a expressão no hebraico é “um tapume que tapasse”, as palavras são metafóricas, e essa metáfora foi extraída das vinhas, que costumava ter cercas e tapumes sobre elas para protegê-las de tudo que lhe pudesse causar dano.

Os Judeus eram a vinha de Deus e Ele o tinha cercado e coberto, pois eles eram o jardim de Deus. A cerca, tapume ou muro sobre seu povo era a sua proteção sobre ele.

O tapume qual o Senhor está colocando é a Boa Doutrina, Adoração Pura, Boas Leis, Bons Profetas, Homens de Oração, para preservá-los de todo erro, opiniões corruptas e pagãs, cuja aceitação era um perigo.

Deus forneceu aos Judeus, palavras certas, testemunhos seguros, oráculos vivos, mandamentos fiéis, pelo qual deviam julgar todas as doutrinas e opiniões.

O Senhor coloca que apesar dos muitos graves pecados que abundavam em Jerusalém, se Ele tivesse encontrado algum justo, com oração fervorosa, procurado tapar o muro, como Moisés, que se colocou na brecha, brecha que o pecado ali causara, levantando-se zelosamente contra o mal, buscando a reforma da cidade, Ele não teria prosseguido com os juízos. Se ali tivesse havido um único profeta além de Jeremias, uns poucos sacerdotes, um ou dois príncipes piedoso, umas poucas pessoas de oração, o Senhor não teria prosseguido.

Não é suficiente falar dos homens a Deus, é necessário falar de Deus aos homens. A vida de oração é o balsamo do cristão, mas isso não nos desobriga da responsabilidade da evangelização. Todas as pessoas chamadas por Deus para a salvação são enviadas por Deus a proclamar a salvação. Uma vida de oração produz cristãos que proclamam a palavra de Deus, para a glória de Deus. Cumprindo assim o ide.

Nosso maior exemplo de intercessão é sem dúvida, Jesus Cristo, a bíblia diz que Ele está sempre intercedendo por nós junto do Pai. Durante todo o Seu ministério aqui na terra, Cristo orava especialmente por seus discípulos, para que estivessem prontos para a grande missão de pregar o evangelho.

Em sua última noite com os discípulos Jesus intercedeu, pedindo ao Pai para proteger os discípulos, pedindo que eles vivessem em união, por todos que no futuro iram crer nEle. Para permanecerem todos perfeitamente unidos com Deus e uns com os outros.

Os homens mais ilustres da história sacra, desde as eras mais remotas, foram homens de oração, intercessores fervorosos. Abraão orou por Sodoma, e antes de destruir Sodoma livrou seu sobrinho Ló. Deus estava para destruir a multidão rebelada no deserto, quando Moisés clama aos céus, dizendo, “Agora, pois, perdoa-lhe o pecador; ou se não risca-me, peço-te, do livro que escreveste”.

As grandes intervenções de Deus na história são realizadas em resposta às orações do Seu povo, que ora conforme a vontade do Pai.

Rogo a Deus que inflame nosso coração para sermos intercessores, um verdadeiro reparador de brechas, não deixe esse fogo apagar em seu peito.

Diga ao Senhor, eis-me aqui, usa-me como um intercessor, para a glória do Seu Santo nome.

Quando você se coloca diante de Deus, e pede para Ele usá-lo como intercessor, Ele também o usará como testemunha do evangelho.

Diga ao Senhor, eis-me aqui, usa-me como uma testemunha do evangelho.

Rev. Cristiam Matos

Adorar a Deus – Jó 1.20-22

Jó adora ao Senhor com todas as forças de sua vida, percebemos isso em sua declaração, se Deus deu, Ele pode tomar e continua sendo Deus.

Jó sabia que suas conquistas entre o berço e a sepultura não tinha nenhum valor, pois Deus está acima de todas as coisas.

A sua integridade e retidão o faz servo fiel a Deus, independente dos acontecimentos, ele era fiel ao Senhor.

Esta passagem nos mostra, que em meio as provações e sofrimentos, Deus está ao nosso lado, nos ensina que devemos ser fiéis somente a Ele. Por esse motivo o amor deve ser sincero, com o coração, de forma íntegra, até o final. Glorifique a Deus em todos os momentos e circunstâncias. O adore sempre!

Deus havia feito Jó seu filho através da graça redentora. Cristo Jesus, foi cem porcento homem e cem porcento Deus, em sua forma humana, Ele sente frio, cansaço, dor, é humilhado e tentado de todas as formas.

Cristo Jesus é fiel ao Pai de tal forma que vence as tentações, quando sua morte na cruz se aproxima, Ele pede ao pai, que se fosse possível, que o cálice fosse passado, porém Cristo faz a seguinte declaração, que seja feita a vontade do Pai.

Cristo morre a nossa morte, seu sangue nos lava, Ele é fiel até a morte e morte de cruz.

Nós somos feitos a imagem e semelhança de Deus, como discípulos sejamos fiéis ao Senhor nosso salvador. Nós também somos feitos filhos do Pai, através da graça redentora.

O primeiro capítulo de Jó traz a resposta para nossa pergunta, qual fazemos em algum momento na vida; Qual o significado da fé?

O Significado da fé é adorar a Deus em todas as circunstâncias. O homem temente a Deus tem algumas virtudes em evidência. Ele é integro e reto, de caráter inquestionável, e de retidão diária. Guia pelos caminhos do Senhor a sua família, ensinado, orando e sendo exemplo no lar. Virtude que todo sacerdote do lar deve ter.

Fica um grande desafio para você, adore a Deus, como Cristo Jesus o fez. Pois somos discípulos do Senhor. Não deixe que as circunstâncias lhe afastem dEle.

Que Deus abençoe sua vida.

Rev. Cristiam Matos