Como devemos orar – Mateus 6.5-13

No Evangelho Segundo Mateus, encontramos o ensinamento de como devemos orar. Neste registro Jesus alerta-nos que não se deve orar como os hipócritas. Esse termo tem o significado de fingir, dissimular os verdadeiros sentimentos.

Algumas pessoas e alguns líderes religiosos, queriam ser reconhecidos como “Santos”, a melhor maneira era fazer em pé com voz audível e publicamente. Os homens nunca serão capazes de reconhecer a verdadeira intenção do coração, porém Jesus, conhece.

Jesus ensina a orar sem a repetição de palavras, repeti-las como um mantra ou talvez um jeito de encantamento, não fará com que o Senhor atenda a essa oração. Não está errado repetir as mesmas palavras uma e outra vez, porém a condenação aqui está nas repetições corriqueiras, das quais não saem do coração de uma forma sincera.

Jesus ensina como devemos orar, da forma que agrada ao Pai, ao Seu coração. Observe que as frases têm profundo significa de adoração ao Senhor:

“Pai Nosso que está nos céus”, indica adoração ao Deus trino, majestoso, santo, detentor de todo poder, amoro e o Deus pessoal.

“Venha o Seu reino”, faz uma referência ao reino espiritual, o reino que fora anunciado no pacto com Abraão, presente no reinado de Cristo, no coração de cada crente, e será completado quando a maldade for destruída e Ele estabelecer o novo céu e a nova terra.

“Faça-se a tua vontade”, neste momento estamos dizendo ao Senhor que somos fracos e precisamos dEle, pois a vontade do Senhor é boa perfeita e agradável. Somo falhos e precisamos do direcionamento do Senhor para as nossas vidas. Jesus quando esteve orando antes de ser levado para a cruz, orou dizendo ao Pai, que a Sua vontade se cumprisse. O nosso desejo, deve ser em agradar, fazer a vontade do Senhor.

“Nosso pão cada dia dá-nos hoje”, essa palavra é extraordinária, continuamos reconhecendo que precisamos do Senhor, que somos dependentes dEle, que confiamos em Sua providência. Tudo o que necessitamos será provido por Ele. Estamos reconhecendo que Ele é nosso supremo pastor. 

“Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores”, o perdão é vital na vida do cristão, nós devemos perdoar verdadeiramente aqueles que nos ofendem, que nos causam o mal. O cristão não pode guardar rancor ou mágoa, jamais pode proferir palavras de maldição a alguém. Jesus ensina que devemos perdoar, o maior mandamento que temos, é amar uns aos outros.

“Não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal”, mais uma vez estamos demonstrando nossa fraqueza e dependência do supremo Pastor, suplicamos para o Senhor guarda-nos, socorrer-nos, pois, sem Ele não seremos capazes.

“Pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém!” A oração termina adorando ao Senhor dos Senhores, Rei dos reis, reconhecendo a sua majestade, glória e poder hoje e para todo o sempre. A adoração pertence somente a Ele. Nossa oração deve ser em adoração, louvor e glória ao Senhor.

A maior motivação que temos ao orar, está em adorar ao Senhor, reconhecendo que Ele é nosso supremo pastor, e que tudo o que fazemos é para a glória dEle.

Jesus Cristo venceu a morte, venceu o mau, entregando a sua vida para dar-nos vida. O nosso Senhor vive e está voltando para buscar o Seu povo, um povo exclusivamente Seu. Rendamos glórias ao seu Santo nome.

Que as nossas orações glorifiquem a Jesus Cristo, hoje e para todo o sempre!

Rev. Cristiam Matos

Orando e trabalhando pela progressão da Igreja.

Por esta razão, também nós, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós e de pedir que transbordeis de pleno conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e entendimento espiritual” – Cl 1.9

 

O apóstolo Paulo visitou diversas igrejas e as fortaleceu na Palavra. Ele era um mestre por excelência, mas também era um pastor acima de tudo. Ele sabia o que estava ensinando, mas a aplicação da Palavra nos corações é obra do Espírito Santo de Deus que abre a mente para a compreensão das coisas espirituais; é por isto que Paulo se coloca em oração por aqueles irmãos para que a ação de Deus seja completa, o que transparece na referência ao conhecimento, sabedoria e entendimento. Estes três dizem respeito ao processo de entrada da informação na mente, o processamento dela e a valorização que se dará a esta informação ao incorporá-la ao caráter. O saber é a informação primária que vem pela pregação da Palavra e que irá produzir a fé (Rm 10.17). Paulo é o instrumento desta informação primária apresentando a eles a vida e obra de Cristo, sua morte e sua ressurreição. Digno de nota é que Paulo estava sob o poder do Espírito Santo e, movido por ele, instrui aquelas pessoas a respeito do reino. Ato contínuo, este mesmo Espírito passa a agir na vida daquele que ouve a Palavra trazendo um entendimento que vem do alto. Esta ação não acontece na vida de todas as pessoas que ouvem o evangelho – e por isto não terão condições de entender e receber a Cristo como seu Senhor e Salvador; apenas aqueles a quem o Senhor conceder esta graça é que entenderão, isto é, conseguirão processar a informação obtida na pregação e entendê-la como verdade absoluta; somente após este estágio é que o conhecimento de fato se estabelece como tal e promove intimidade com Deus ao ponto de saber qual é a sua vontade divina. É o conhecimento que revela o plano geral de Deus para a salvação dos eleitos de tal forma que eles não poderão se opor à graça divina; é o que Calvino chamou de “graça irresistível”. 

Destarte, duas coisas sobressaem deste texto e nos desafiam no dia de hoje: 1) Precisamos pregar o evangelho a toda criatura. Isto é ordem de Deus, e se não ouvirem, como crerão?  (Rm 10.14). 2) Precisamos orar ao Senhor para que haja verdadeiro entendimento da Palavra entre os irmãos, e que este produza conhecimento, isto é, intimidade com o Senhor e sua igreja.

Vamos repartir o conhecimento que possuímos com aqueles que nada têm? Vamos orar para que a graça e a misericórdia de Deus os alcance, que seu Santo Espírito os convença, e que haja verdadeira salvação?

Uma frase atribuída a Lutero diz: “Orae et laborae!” (ore e trabalhe). Vamos atender a este desafio?

Um bom e abençoado dia!

Rev. Joel

Boas coisas.
“Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhe pedirem?” – Mt 7.11
A argumentação lógica de Jesus neste verso é impressionante. Ele usa algo bom que existe no coração dos homens (apesar deste coração ser corrupto, violento, maldoso e terrível) para exemplificar a disposição de Deus em abençoar seus filhos escolhidos.
O contexto apresenta o princípio da oração persistente diante de Deus e coloca isto como um relacionamento entre pais e filhos. Por uma questão de sobrevivência os filhos pedem com sabedoria aquilo que necessitam (alimento diário – pão e peixe), e seus pais – por mais malvados que sejam – não os decepcionarão e proverão aquilo que realmente é necessário para a manutenção da vida.
Do contexto e do texto podemos retirar as seguintes aplicações práticas: 1) Deus ouve as orações de seus filhos; 2) Deus é capaz de julgar quais petições são necessidades e quais são desejos triviais; 3) Deus não desampara seus filhos e lhes dá “boas coisas”. Sobre esta última questão, podemos entender que “boas coisas” não se resumem ao “pão nosso de cada dia”, mas que abrangem aquilo que precisamos para viver bem, para desenvolver nosso relacionamento com o Pai e com nosso próximo. “Boas coisas” são aquelas que se referem às “coisas do alto” onde nossos pensamentos deveriam estar cativos (Cl 3.2), no dom perfeito e em toda a boa dádiva que procede do Pai das luzes (Tg 1.17), de onde procede a sabedoria que é pura, pacífica, indulgente, tratável, plena de misericórdia e de bons frutos, imparcial e sem fingimento (Tg 3.7), sabedoria que o Senhor dá com liberalidade a todos os que pedem (Tg 1.5).
Nosso maior problema é que não sabemos orar como convém, mas o Espírito Santo nos assiste em nossa fraqueza e intercede por nós (Rm 8.26). Muitas vezes nossas orações não são atendidas porque buscamos “coisas boas” com a intenção precípua de satisfazer nossos prazeres e desejos (Tg 4.3).
Quando você for orar novamente e pedir “coisas boas” para Deus (o que é lícito fazer), responda sinceramente a estas duas perguntas: 1) Se o seu filho pedisse o que você está pedindo ao Senhor, você daria?; 2) Estas “coisas boas” tornariam seu filho uma pessoa melhor?
Um bom e abençoado dia!
Rev. Joel
Sabedoria para viver.

Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida” – Tg 1.5

 

A sabedoria sempre foi um “produto” de alto valor. Pessoas investem todos os seus recursos financeiros e físicos para alcançá-la e, muitas vezes durante este processo, perdem amigos e familiares por falta de cuidado. No afã de alcançar a sabedoria que os distinguirá da maioria acabam esquecendo ou mesmo desprezando o relacionamento pessoal que é tão importante para manter a própria humanidade.  

Por mais que a ciência evolua e a tecnologia avance, a sabedoria continua um bem de consumo. Quem detém o conhecimento controla o poder e, quiçá, o próprio mundo. 

Não há dúvida que precisamos adquirir sabedoria. Buscar a sabedoria já é, por si só, um sinal de sabedoria (Pv 4.7); feliz é aquele que a acha ou a adquire (Pv 3.13). Além disto, o tempo revela aqueles que se dedicam para alcançá-la (Pv. 24.14). 

Outro fator bastante relevante é beber da verdadeira fonte da sabedoria. Existe uma fonte que está arraigada neste mundo, que se presta para as concupiscências desta vida – e esta sabedoria é terrena, animal e demoníaca – e também é totalmente incompatível com a sabedoria que vem lá do alto (Tg 3.14-17). 

O princípio básico da boa e maravilhosa sabedoria é o temor do Senhor (Jó 28.28; Sl 111.10; Pv 9.10). A origem da mais santa e pura sabedoria procede de Deus, e esta sabedoria não se encontra em qualquer outro lugar ou pessoa, e está acessível àqueles que temem ao Senhor. O verso que citamos da carta de Tiago mostra que basta pedir, orar, buscar na fonte, e ela será dada. Sabedoria é dádiva, é dom, é presente do Altíssimo para aqueles que o buscam e querem aprender dele (Pv 2.6). Esta sabedoria entrará no coração (mente) e produzirá conhecimento agradável que não poderá ser retirado por ninguém (Pv. 2.10). 

Todos aqueles que amam ao Senhor devem buscar na verdadeira fonte a sabedoria necessária para o viver. Nossos dias nos apresentam dificuldades, obstáculos, empecilhos que, muitas vezes, não temos sabedoria para enfrentar e sobrepujar. Pode ser no relacionamento conjugal ou familiar, no trato com incrédulos, na transmissão do conhecimento bíblico às outras pessoas, ou mesmo em como sair de “becos” que julgamos sem saída. 

Aqui cabe uma pausa para uma informação importante: a sabedoria não acontece num estalar de dedos. A sabedoria é resultado de um relacionamento com Deus, de conversas íntimas (orações), de leitura da Palavra (Sl 19.7), e também de jejuns específicos para alcançar uma determinada resposta (Dn 9.3; Joel 1.14). Não foi à toa que Jesus ensinou a orar pelo “pão nosso de cada dia”, onde fica implícita a prática diária de oração pelas necessidades cotidianas. 

Está passando por dificuldades? Não sabe como resolvê-las? 

Ore ao Senhor. Leia a Palavra em busca da sabedoria necessária. Não tenho dúvidas que Deus dá aquilo que necessitamos – inclusive sabedoria.

Um bom e abençoado dia!

Rev. Joel