Que é esse Jesus, o Messias prometido de Deus?

Dentre todos os livros do Antigo Testamento, o livro do profeta Isaías tem sido considerado como a mais clara exposição da Pessoa de Jesus. Por meio desse profeta Deus se revela como único Deus verdadeiro, não existe outro como Ele e como o soberano Criador do universo, organizando todos os eventos da história de acordo com sua gloriosa e perfeita vontade e benevolência.

A gloriosa e perfeita vontade de Deus tem seu puro e perfeito clímax na Pessoa gloriosa de Seu Filho amado, eterno, Jesus Cristo, o Salvador, o Messias, o único que agradou perfeitamente ao Pai. Em todo o Antigo Testamento encontramos sempre textos apontando para a promessa futura da chegada do Messias, o Rei, o Salvador.

Séculos antes do cumprimento da promessa, o profeta Isaías no capítulo nono e versículo sexto, deu a seguinte declaração sobre Jesus: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.”

Que declarações extraordinárias, maravilhosas, grandiosas sobre Jesus!

Jesus é o Rei dos reis, Senhor dos senhores, Ele tem sobre seus ombros o poder de governar, reinar. Se hoje, o planeta não reconhece a plenitude de Jesus, como Rei, haverá de chegar o dia em que todos, sem exceção, até mesmo aqueles que já morreram, dobrarão seus joelhos e se curvarão diante daquele que tem o nome que está acima de todo nome, que é incomparável, o Senhor, Jesus Cristo, o Rei dos reis.

Jesus Cristo é chamado de Maravilhoso Conselheiro, razão pela qual não comete erro, não dá conselhos errados, não abandona os seus e em tudo o que fala é perfeito e nunca voltará atras, pois Ele não é homem para mentir. Os conselhos de Jesus são mais do que conselhos, é a própria Palavra de Deus, que dão o rumo certo para todo e qualquer pecador. Portanto, tudo o que Jesus fala é digno de confiança.

Deus Forte é seu nome, pois subsiste na mesma essência do Pai e possui o mesmo poder e glória. Jesus é mais do que um profeta, mais do que um sábio, nEle habita toda a plenitude da Divindade. Ele é O Deus. O apóstolo Paulo escreve aos Colossenses no segundo capítulo e nono versículo; “nEle, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade.”

É conhecido ainda como Pai da Eternidade, sua existência é desde os tempos eternos, sempre existiu e o será para sempre. Nem mesmo a morte põe fim a existência de Jesus. Ele entregou seu corpo à morte, como oferta pelos nossos pecados, oferta essa que não poderíamos dar, Ele ressuscitou por seu próprio poder venceu a morte, não está morto, Ele vive, pra sempre é exaltado, adorado, Ele vive, Ressuscitou. Jesus Cristo é o Alfa e o Ômega conforme João escreve no livro do Apocalipse no primeiro capítulo e oitavo versículo. Jesus Cristo tem nas mãos a chave da morte e do inferno.

Jesus Cristo é o Príncipe da Paz, e, por isso, pode dar ao pecador, de graça, a eterna e verdadeira paz, jamais encontrada neste mundo. Somente Cristo preenche verdadeiramente o coração, nEle existe plenitude de alegria, somente em Jesus Cristo. Ele mesmo disse a seus discípulos, conforme registrado no evangelho de João capítulo décimo quarto, versículo vigésimo sétimo; “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.” 

Deus anunciou, por intermédio do profeta Isaías, que O menino, seu próprio Filho, o Messias e Salvador prometido, é o Rei dos reis, Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade e Príncipe da Paz.

Por isso, quem tem Jesus Cristo, quem nEle crê, não precisa de mais nada, porque já tem tudo!

Louvado seja Jesus Cristo!

A Deus toda honra, toda a glória e todo o louvor!

Algumas aplicações para nossa vida:

  1. Sabemos que Jesus Cristo é o Príncipe da Paz, Deus Eterno, Ele é o princípio, o meio e o fim. Olhe para Jesus Cristo.
  2. Entendemos que o Messias desde o antigo testamento é apontado para Jesus Cristo, Ele é perfeito, a Ele toda a honra e toda a glória. Ele é Deus.
  3.  Devemos olhar para Cristo, viver em Cristo, buscar a Cristo, somente nEle encontraremos a plenitude de alegria. Busque a Jesus hoje.

Rev. Cristiam Matos.

Vigiai e Orai

Na pastoral desta manhã, compartilharei sobre o combate que o cristão vive, neste sentido entendo quando o evangelho segundo Mateus nos orienta a vigiar e orar, aliás são palavras registradas no evangelho, vindas de Jesus Cristo. Concordo com o J. C. Ryle conforme registro em seu livro com o tema Santidade. No quarto capítulo o primeiro ponto trata que o verdadeiro cristianismo é um combate e revelam a grande fraqueza do cristão, sem a oração. Estas são as palavras do Senhor Jesus Cristo; “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito na verdade está pronto, mas a carne é fraca.”  Mateus 24.41

 Observe a profundidade revelada neste versículo, existe grande fraqueza, até mesmo nos discípulos de Cristo, eles precisam orar a esse respeito. O contexto apresenta Pedro, Tiago e João, são três apóstolos escolhidos, que estavam dormindo, quando deveriam vigiar e orar. Também vemos nosso Senhor dirigindo-se a eles com a palavra acima. O cristão possui dupla natureza, quando somos alcançados por Jesus Cristo, convertidos, renovados e santificados, ainda carregamos uma massa de corrupção, um corpo de pecado. Paulo refere-se a isso, quando assevera; “…encontro a lei de que o mal reside em mim. Porque, no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus; mas vejo nos meus membros outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado…” Romanos 7.21-23

 A experiência de todos os verdadeiros cristãos, em todos os séculos, confirma isso. Eles encontram dentro de si dois princípios contrários, e uma batalha contínua entre os dois. Nosso Senhor alude a esses dois princípios quando se dirige aos discípulos dormentes. Ele chama um de “carne” e o outro de “espírito” – “O espírito na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.” Mas, nosso Senhor procurou desculpar essa fraqueza em seus discípulos? Longe de nós pensar tal coisa. Os que tiram esta conclusão interpretam muito mal o que Ele quis dizer. Jesus usa essa mesma fraqueza como um argumento para a vigilância e a oração. Ele nos ensina que o próprio fato de estarmos cercados de tanta fraqueza deveria despertar-nos continuamente para “vigiar e orar.”

Neste sentido quero tirar três aplicações para nossas vidas, a primeira, Se desejamos seguir a verdadeira religião cristã, jamais nos esqueçamos desta lição. Se desejamos andar com Deus confortavelmente e não cair, como sucedeu a Davi e a Pedro, então nunca nos esqueçamos de “vigiar e orar.”

A segunda aplicação é saber que devemos viver como soldados em território inimigo, montando guarda permanente. Nunca exercemos cuidado em demasia por nossa alma, pois o mundo é traiçoeiro. O diabo está sempre muito ocupado.

A terceira aplicação está relacionada a nossa atitude, que as palavras de nosso Senhor soem em nossos ouvidos diariamente, como uma trombeta. O espírito pode, talvez, estar bem pronto, mas a carne é sempre muito fraca. Portanto, vigiemos sempre e oremos sempre.

  

Rev. Cristiam Matos

Vida de Oração.

A pastoral de hoje focará na segunda parte do Pai Nosso. A oração é o meio pelo qual nos aproximamos de Deus e nos tornamos mais íntimos dEle. Para uma vida com Deus é indispensável o momento de oração, nossa vida com Deus e transformação em nossa vida pessoal, no lar e na igreja, vem por meio da oração. Na primeira parte da oração que Jesus ensinou a seus discípulos estudamos o ser de Deus e sua glória: Nome, Reino e vontade de Deus.

Hoje, focaremos a atenção na segunda parte da oração ensinada por Jesus, que aponta para nossa dependência de Deus em nossas necessidades, mais especificamente no texto de Mateus 6.11-13. Devemos reconhecer, em oração, nossa total dependência de Deus.

Na oração, devemos reconhecer nossa dependência de Deus no sustento diário. Devemos pedir a Deus coisas de que precisamos para viver uma vida saudável. A oração que Jesus ensinou não autoriza alguém pedir uma vida de luxo, extravagância ou futilidades, nosso pedido deve centrar-se na vontade do Pai. Lembremo-nos de que o contentamento na vida não é adquirido por intermédio dos bens que possuímos, mas por uma vida submissa a Deus, dedicada ao Senhor, com nossas alegrias e prazeres voltados para a glória do Senhor. O apóstolo Paulo afirmou, “…aprendi a viver contente em toda e qualquer situação.” (Filipenses 4.11), assim também nós devemos viver. A oração nos ensina a ser moderados e concede-nos a confiança expressa no poder de Deus, que supre cada uma de nossas necessidades diárias. O Senhor Jesus disse que o Pai celeste sabe, que precisamos de vestimenta e de alimento. Então, na dependência de Deus, a oração é um instrumento pelo qual confessamos duas coisas ao mesmo tempo, a estreiteza de nossos recursos e a extrema largueza dos recursos do poder e do amor de Deus.

Jesus Cristo perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores (vs. 12), neste sentido temos uma expressão profunda da maturidade cristã, quando aprendemos a perdoar sem esperar algo em troca. O perdão é tão indispensável à vida e à saúde da alma como o alimento para o corpo. O pecado é comparado a uma “dívida”, porque merece o castigo. Mas quando Deus perdoa o pecado, Ele cancela a penalidade e anula a acusação de que há contra nós. Somente o Senhor dos senhores pode fazer isso, algo que é impossível aos olhos humanos é totalmente possível para o Pai Celeste. Devemos aprender a confessar os nossos pecados.

A prática da confissão é nossa apresentação diante de Deus para nos declararmos culpados de pecados pessoais e específicos, com o propósito de obter perdão e purificação, mediante a obra substitutiva de Jesus Cristo. A confissão verdadeira remove a crise provocada pelo pecado e restaura a comunhão perdida com o Pai. Ao orarmos a Deus, pedindo o seu perdão, devemos também ter um coração disposto a perdoar. 

O Perdão é vital para a vida cristã, nós sempre achamos que não devemos perdoar, pois achamos que o próximo não merece o perdão, mas se lembre que nós não merecemos o perdão do Pai, mesmo assim por amor, para a Sua própria glória, somos perdoados, lavados, redimidos de nossos pecados. Isso não significa que se perdoarmos alguém, passamos a ter o direito de sermos perdoados por Deus.

O perdão de Deus é sem qualquer mérito da nossa parte, ou seja, é incondicional. Contudo, o verdadeiro crente em Jesus Cristo deseja o perdão de Deus na mesma medida em que ele deseja perdoar e perdoa a quem quer que seja. Assim, a evidência de um verdadeiro arrependimento é um espírito perdoador. Perdoar e pedir perdão são parte integrante da vida cristã. Todos nós temos a necessidade de perdoar. O perdão e a confissão fazem bem e restauram os relacionamentos.

Onde há relações partidas, feridas não resolvidas, mágoas não tratadas e relacionamentos interrompidos, demonstra claramente a falta de perdão e de confissão ao Senhor. Consciência pesada por falta de perdão gera armazenamento de mágoas no coração e tormento por pensamentos, e sentimentos maus e destruidores. Por isso, é importante a consciência de que o perdão de Deus, em termos de relacionamento restaurado, exige relacionamento restaurado também com outros que nos ofenderam.

Somente o Senhor pode livrar-nos do mal e não nos deixar cair em tentações, é sempre uma tragédia para a vida cristã e para a nossa comunhão com Deus quando caímos em tentação. Nosso Senhor nos ensina a pedir que não caiamos em tentação. A tentação induz ao pecado, nos enfraquece, nos afastar de Deus, nos entristece e roubar nossa alegria em Jesus Cristo, gerando endurecimento em nosso coração, dentre outras coisas. O melhor dos santos pode ser tentado pelo pior dos pecados. Mas, ser tentado não é pecado. Cair na tentação, isso sim, é pecado. O tentador é bem esperto e nos tenta em momentos oportunos, mais vulneráveis. Jesus foi tentado quando estava com fome. O adversário tenta nos momentos de carência, necessidade, quando estamos mais fragilizados. Tomemos cuidado com nossas carências e fragilidades.

Jesus foi tentado também quando estava só, provavelmente com fome, sede, cansaço. Nesses momentos somos mais tentados. Após um momento de auge espiritual, tendemos a baixar a guarda, então tornamo-nos mais vulneráveis. Quando estamos debilitados, então o inimigo aproveita-se para tentar-nos no ponto fraco. Quando estamos sós, somos mais tentados ainda, pois ninguém está vendo. Neste sentido para não ficarmos fracos temos a solução ensinada por Jesus Cristo, Nosso Senhor, Jesus disse; “Vigiai e orai, para que não entreis e tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.” (Mateus 26.41).

A luz deste texto faremos três aplicações: 

Entenda que se orarmos como Jesus nos ensina, experimentaremos em Deus satisfação e alegria em depender dEle, somos sustentados por Ele, o perdão com Deus e com outros, o livramento da tentação, vem do Senhor e isso é causado pela comunhão que traz revitalização espiritual. Ore ao Senhor intensamente.

Saiba que o Senhor os ensina que devemos viver no centro de Sua vontade, a vontade do Pai é ser adorado, glorificado, neste sentido, tenha Jesus Cristo como o Senhor de nossas vidas, pois somente em Cristo encontraremos forças para superar e aproximarmos em oração de Cristo Jesus.

Dedique-se agora mesmo, dobre seus joelhos e ore ao Senhor.

Invista seu tempo para conversar com o Pai celestial, o Rei dos reis, nosso Senhor.

Que Deus o abençoe!

Rev. Cristiam Matos

Revitalizando a vida de oração

A oração é o meio pelo qual nos aproximamos de Deus e nos tornamos mais íntimos dEle. É um recurso indispensável para revitalizar nossa vida com Deus e transformação em nossa vida pessoal, no lar e na igreja. A oração revitaliza nossa vida pessoal, familiar, emocional, ou seja, em todas as áreas. Ter vida de oração é dedicar-se ao Senhor nosso Pai, eterno Deus. Uma vida de intimidade em oração, leva-nos a ter uma profunda comunhão.

Na vida cristã experimentamos momentos de fervor espiritual, mas também, às vezes, momentos de frieza na fé. A oração do Pai Nosso foi ensinada por Jesus para nos orientar em nossas orações. Na semana passada iniciamos nossa pastoral com a oração que Jesus ensinou, continuando nesta mesma linha, olharemos para as orientações do Senhor Jesus sobre como devemos orar. Olharemos neste primeiro momento, como não orar.

Em Mateus 6.5-8 Jesus nos ensina como não devemos orar. Ele afirma duas coisas nesse sentido. Jesus Cristo reprova aqueles que oram com sentido de exibicionismo espiritual. “E, quando orardes, não sereis como os hipócritas; porque gostam de orar em pé nas sinagogas e nos cantos das praças, para serem vistos dos homens…” (vs. 5). A oração para os fariseus era um meio de autopromoção. Aqueles que oram tão somente por orar, ou seja, que oram com os lábios e só se preocupam em repetir tal oração. “E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos.” (vs. 7). O que é pronunciado pela boca precisa estar em harmonia com a mente e com o coração, e não somente repetições. Essa harmonia será refletida na vida pessoal, no momento em que todos estiverem olhando, nossa atitude de vida, deve ser uma constante oração ao Senhor.

Entendendo como não devemos orar, Jesus Cristo deixa-nos princípios de como orar, nos ensina que devemos ter alguns princípios, em nossa vida de oração, a saber, o princípio da exclusão: “…quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai…” (vs. 6). Devemos excluir tudo o que tenta nos distrair na presença de Deus em oração. Neste sentido, podemos e devemos ficarmos a sós com Deus, para focarmos na oração a Deus. Esse momento a sós com o Pai, é não ter rádio, TV, celular, tablet, telefones, nada que possa distrair-nos ou se quer interromper o momento com o Pai. Quando nada atrapalha, distraí nosso momento com Deus, entendemos o princípio da percepção, como ensinado por nosso Senhor Jesus Cristo, “…orarás a teu Pai…” (vs.  6). Entender que estamos diante de Deus, o Rei dos reis, General dos generais, o soberano, perfeito e pleno Senhor, em oração, perceber quem Ele é. Deus nos convida à comunhão intensa com Ele. Neste momento falaremos em oração sobre nossos desejos, experiências, necessidades, dificuldades, medos e feridas.

O princípio da confiança, quem é o Senhor, leva-nos a aproximar dele, “…teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.” (vs. 6), a aproximação do Pai em oração, conduz o cristão a plena e única confiança, assim como a simplicidade de uma criança com seu pai, nós teremos com o Senhor. Precisamos ter a certeza de que Deus, verdadeiramente, é nosso Pai. Por isso chamamos O Deus, de Pai Nosso, a maravilhosa graça, concedida por intermédio de Jesus Cristo, conduz-nos à adoção e por isso podemos chamar com intimidade nosso Deus de Pai Nosso. Louvado é o nome do Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

A oração ensinada por Jesus a seus discípulos pode ser dividida em duas partes principais, a saber, primeiro, três pedidos que expressam nossa preocupação com o ser de Deus e com a glória de Deus, e, segundo os pedidos que expressam nossa dependência da graça de Deus. Como visto na semana passada, iniciamos a oração adorando ao Pai e finalizamos a oração adorando ao Pai, a Deus, nosso Pai, toda honra, glória e louvor.

Neste momento quero enfatizar os pedidos que devemos fazer em oração ao Pai, na perspectiva da relação a Deus e sua glória. Nas duas próximas pastorais trataremos dos pedidos ao Pai Nosso. Em relação a Deus e sua glória, Jesus nos ensina a orar, afirmando, Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome, a oração é dirigida a Deus, o Pai, clamando para que o nome de Deus seja santificado. Lembremo-nos de que o “nome” na Bíblia se relaciona com quem a pessoa é, neste sentido, Deus é o Soberano, o Todo Poderoso, o Senhor dos senhores, único, inigualável e incomparável. Pedir a Deus para que o seu nome seja santificado, implica em adorar e exaltar o próprio Deus, o seu ser, sua pessoa.

A pregação de Jesus sobre o Reino de Deus é bastante interessante. Ele diz que seu Reino não é deste mundo, conforme registrado no evangelho de João 18.36, “36 Jesus respondeu: — O meu Reino não é deste mundo. Se o meu Reino fosse deste mundo, os meus ministros se empenhariam por mim, para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas agora o meu Reino não é daqui.”, mas diz também que o seu Reino era presente, conforme registrado no evangelho segundo Mateus 12.28, “28 Se, porém, eu expulso os demônios pelo Espírito de Deus, certamente é chegado o Reino de Deus sobre vocês.”, e diz ainda que seu Reino era futuro segundo o evangelho de Mateus 25.34. O Reino de Deus encontramos no passado, presente e no futuro. Orar pelo Reino é orar e pedir para que, de fato, o Reino de Deus se expanda sobre a terra em termos missionários, mas também para que experimentamos de forma intensa, já, no tempo presente, os benefícios antecipados da eternidade com o Senhor.

Jesus Cristo ensina a pedir ao nosso Senhor que seja feita a tua vontade, considerando que a vontade de Deus é “boa, perfeita e agradável”, devemos orar intensamente para que a vontade de Deus seja feita em nossa vida. Até podemos ter uma vontade pessoal, mas devemos aprender a colocar nossa vontade em submissão completa à vontade do Pai. Viver no centro da vontade do Pai é o maior benefício que o cristão deve ter. Se a eternidade com o Pai é o que mais desejamos, e a vontade do Pai no céu sempre foi e sempre será feita, devemos desejar também que a vontade do Pai seja uma realidade em nossa vida enquanto estivermos aqui na terra. Quando oramos ao Pai, pedindo que seu nome seja santificado, pedindo que venha o Reino e pedindo a vontade de Deus, devemos nos comprometer com a oração que estamos fazendo. Ore conforme Jesus ensinou seus discípulos a orar, e saibamos que a oração é um meio genuíno para a revitalização da vida cristã pessoal e da igreja.

A luz do que vimos o que você acha que aconteceria se passássemos a orar intensamente, diariamente, individualmente e comunitariamente? Quais escolhas você pode fazer nesse sentido?

Que nosso Senhor queime nossos corações, o Espírito Santo incomode-nos para buscar ao Senhor em oração mais intensamente. Que Deus abençoe-nos.

 

Rev. Cristiam Matos

Ore como Jesus ensinou – Mateus 6.9-15

A oração é o bálsamo do cristão, o momento mais importante que temos, é quando somos totalmente vulneráveis, pois estamos na presença do Rei dos reis, Senhor dos senhores. A oração coloca-nos frente a face do Pai. Na oração é o momento que conversamos com Deus nosso Pai, neste momento os ouvidos e olhos do Senhor, do Pai, estão voltados para nós.

A oração é o momento extraordinário, no qual estamos em Sua presença, na presença do Pai. Jesus Cristo teve seu ministério marcado pela oração, ensina-nos a orar como deve, da forma que agrada ao Pai, é neste sentido que meditaremos no tema Ore como Jesus ensinou.

O evangelho segundo Mateus registra essa oração, demonstrando o propósito dela, a relação existente na oração entre o homem e Deus e Deus e o homem. O propósito desta meditação é orar como Jesus orou, neste sentido como discípulos de Cristo, orar como agrada ao Pai.

Jesus ensina seus discípulos a orar, não é uma oração para ser repetida como um mantra, o objetivo é nos ensinar, princípios acerca de quem é Deus e de quem somos nós. Na oração que estamos olhando, encontramos uma declaração que diz respeito ao ser a quem oramos. Jesus lança esses fundamentos, demonstrando que, devemos dirigir-nos, a Deus como Pai. Deus não é um ser distante, mas está perto de nós, como Pai. Ama-nos, conhece-nos, protege-nos, abençoa-nos. Devemos dirigir-nos a Deus como nosso Pai, o direito legítimo de chamar ao Deus de “Pai nosso”, é porque somos adotados, por intermédio de Jesus Cristo. Somente pelo Espírito Santo, o qual nos uniu a Cristo e promove nossa adoção à família de Deus, é que agora podemos dizer “Aba, Pai”. Somos membros da família de Deus. Somos irmãos uns dos outros. Somos filhos do mesmo Pai. Ao orar, é preciso lembrar que somos parte da família de Deus, constituída de cristãos de todo o planeta.

A grandeza do nosso Pai é insondável e sua glória incomparável. Ele é o nosso Pai que está no céu. Ele é elevado, sublime e glorioso. A maior satisfação do cristão é ter intimidade com Deus, essa intimidade conduzirá as nossas orações com conteúdo em relação a Deus. Antes de buscarmos nossos interesses ou mesmo pleitearmos nossas necessidades, devemos nos voltar para Deus a fim de admirá-lo, adorá-lo e exaltá-lo. O nome de Deus, leva-nos a orar pela santificação do Seu nome, pelo que Ele é. Deus é santo em si mesmo, e não agregaremos valor à sua plena santidade. Oremos para que o nome de Deus seja reverenciado, honrado, temido e obedecido. Ao adorá-lo, reconheceremos que Ele é Santo, Santo, Santo, nosso Deus é Santo, e neste sentido o desejo do cristão em oração é para que o reino de Deus venha até nós. O reino de Deus é o governo de Deus sobre os corações, a medida em que o evangelho é anunciado e os pecadores se arrependem e creem, seus corações são moldados e o reino de Deus vai alargando suas fronteiras. Nossa vida manifestará o reino de Deus neste mundo, quando o reino de Deus governar nosso coração. Quando o reino de Deus estiver em nossos corações e nosso maior desejo for em adorá-lo, nossa vontade será mortificada para fazer a vontade do nosso Deus, nosso Pai.

O extraordinário acontecerá quando em oração, desejamos intensamente que a vontade de Deus seja feita aqui na terra como é feita nos céus. A oração somente será poderosa quando o desejo estiver alinhado com os caminhos do Pai. Neste sentido, a vontade do homem torna-se irrelevante, pois a a vontade de Deus deve ser feita aqui na terra, este é o maior desejo no coração, de quem ama verdadeiramente a Deus. Sua vontade é boa, perfeita e agradável e deve prevalecer na terra.

Depois de rogarmos para que o nome de Deus seja santificado, que seu reino venha e que sua vontade seja feita, Jesus passa a ensinar-nos a rogar ao Pai por nós mesmos. Jesus ensina que não devemos pedir luxo, mas pão, não de forma egoísta, ou seja, o meu pão, mas, pedir o pão nosso, o pão de cada dia. Spurgeon diz que não pedimos o pão que pertence a outros, mas somente para o que é honestamente o nosso próprio alimento. A palavra “pão” aqui deve ser entendida como símbolo de todas as nossas necessidades físicas e materiais. Deus nos criou pelo seu poder, nos redimiu por sua graça e nos sustenta por sua providência.

Após adoramos ao Senhor, reconhecermos quem Ele é, somos levados a confiar na providência divina, colocamo-nos diante do Deus, nosso Pai, reconhecendo que somos devedores, temos dívidas impagáveis com Deus e não podemos saldá-las. Nossas dívidas são os nossos pecados. Precisamos não só de pão para o nosso corpo, mas sobretudo, de perdão para a nossa alma. Riqueza material sem perdão espiritual, condiciona a vivermos na miséria. Sem o perdão do nosso Pai, estamos sem esperança, nossas conquistas tornam-se vãs. Nossos pecados são redimidos pela misericórdia, benevolência, pela graça imerecida.

Jesus Cristo mostra-nos que o perdão divino a nós está condicionado ao perdão que concedemos ao próximo. O perdão vertical só acontece quando o horizontal é uma realidade. Quando o perdão horizontal é uma realidade, significa que somos chamados por nosso Pai. O perdão horizontal é uma evidência que recebemos o perdão vertical.

No evangelho segundo Mateus, encontramos na oração que Jesus ensina, um pedido quanto ao futuro. Somos ensinados a suplicar ao Senhor para livrar-nos da tentação. A tentação em si não é pecaminosa, mas, se cairmos em tentação, pecamos contra Deus, contra o nosso próximo e contra nós mesmos. Precisamos, portanto, rogar a Deus para nos livrar do mal, neste sentido, do maligno. Nossas tentações procedem do nosso coração corrupto e do tentador maligno.

Jesus conclui a oração como começou, com Deus declarando que a Deus pertence o reino. O reino é o domínio de Deus sobre seus súditos, o governo universal de Jesus Cristo em nossos corações. Somente Ele tem todo o poder, ou seja, a Deus pertence o poder, nos céus e sobre a terra. Seu poder é interminável, imaginável, ilimitado. Nada é impossível para Deus.

Reconhecer a Deus, nosso Pai, glorificá-lo é extraordinário, toda glória a Deus pertence para sempre, Deus não divide sua glória com ninguém, Ele tem glória em si mesmo, e toda a criação proclama a sua glória. Sua glória está em seu filho e também na igreja.

Que nossas orações se alinhem com os ensinamentos de Jesus Cristo, nosso Senhor e salvador. Que toda a honra, glória, louvor sejam dadas somente a Ele. Porque dEle, por Ele, para Ele são todas as coisas. Toda a glória seja dada a Ele, somente a Ele, hoje e eternamente.

Amém!

Aplicação para nossa vida.

Sabemos que Jesus Cristo ensinou que toda a glória pertence ao Pai, neste sentido, oremos como Jesus Cristo ensinou. Inicie a oração glorificando, reconhecendo, que somente Deus é Deus.

Entendemos que nossas orações tem que estar alinhadas com a vontade do nosso Pai, nosso Senhor Jesus Cristo, o Salvador, aquele que Deus dá a vida por nós, ensina que a oração está voltada para o único que é digno de toda honra, glória e louvor. Neste sentido ao orar, não peça glórias para si, como riquezas, ou coisas materiais, mas oremos, glorificando ao Pai e para que sejamos instrumentos no reino de Deus.

Façamos como Jesus Cristo ensinou-nos, inicie a oração glorificando ao Pai e termine glorificando ao Pai.

Rev. Cristiam Matos

Oração com intimidade

Neemias orou com intimidade

Todo começo de ano temos a semana de oração, momentos dedicados somente a conversar com o Senhor. Para nossa reflexão hoje, falaremos sobre oração, esse momento extraordinário de falarmos com o Senhor. Para nossa instrução usaremos Neemias.

Durante quatro meses Neemias orou a Deus “dia e noite” em favor do seu povo. Não encontramos relatos de que a oração de Neemias, era para os exilados retornarem à Palestina, mas, para que Deus os protegesse. Ele sabia que somente o Senhor com sua proteção sobrenatural, a cidade poderia sobreviver e ser restaurada. 

Neemias era copeiro do rei, posição essa, de destaque e de confiança na corte persa, a obrigação do copeiro, era provar o vinho e a comida do rei, para verificar se não estava envenenado. Segundo alguns estudiosos da história antiga, o copeiro tinha mais influência que o comandante em chefe.

Observe que a posição de Neemias, não lhe subiu a cabeça, não ficou soberbo, não deixou que a vaidade o consumisse, não se afastou de Deus, manteve sua intimidade com o Senhor. Ele orava confiando no Senhor, dessa maneira sua intimidade com Deus era preservada.

Umas das lições que aprendemos aqui, é a intimidade que o cristão deve ter com Deus. Todo cristão deve nutrir uma vida de oração, ela é o balsamos do cristão, seu combustível, o momento que a conversa com o Pai se torna próxima.

Neemias não contou sua aflição para outro, ele procurou o Senhor, colocando diante dEle sua dor. Neemias sabia que somente o Senhor, o Deus, Reis dos reis, qual tem o controle de todas as coisas, ouviria sua oração, com o espírito consolador restauraria a cidade e daria paz ao povo.

Neemias tinha intimidade com Deus, orava ao Senhor nos momentos de dificuldade do próximo, de luta em que a cidade estava passando. Observe que a oração de Neemias não era em benefício próprio, seus pedidos eram em prol dos outros, da cidade. Jesus Cristo não orou em benefício próprio, mas sempre pelo próximo.

Neemias usa a expressão “Perante o Deus dos céus”; O que entendemos pela expressão “perante o Deus dos céus”?

Está expressão nos dá base para reafirmar a intimidade que Neemias tinha com o Senhor, pois, estar perante o Deus é como contemplar o seu rosto. O salmista Davi pedi somente uma coisa, “A Deus, o Senhor, pedi uma coisa, e que eu quero é só isto: Ele me deixe viver na sua casa todos os dias da minha vida, para sentir, maravilhado, a sua bondade e pedir a sua orientação.”

Esta oração tem que estar nos lábios do cristão, adorar a Deus, estar na presença de Deus, contemplar o rosto de Deus, ouvir a voz do Senhor, pedir-lhe conselhos.

Buscar ao Senhor, morar na casa do Senhor é desfrutar da presença de Jesus Cristo ao longo de toda a vida. Desfrute de Jesus Cristo, tenha intimidade com Ele, sinta prazer de colocar-se como servo de dEle, chore na presença do Senhor.

A Escritura Sagrada apresenta a nós o grau de intimidade de Moisés com Deus, “face a face”, seu prazer estava no Senhor, ele tinha intimidade com o Pai.

Abrão gozava desta intimidade com Deus a ponto de ser chamado o “amigo de Deus”.

Jesus era muito íntimo de Deus quando orava, Ele nos ensinou a orar com intimidade, Ele intercede por nós até hoje, demonstrando que a oração é nutrir a intimidade com o Senhor. Oremos assim, como Jesus Cristos ensinou, como Neemias orava.

Tenha intimidade com Senhor!

Nesta devocional, aprendemos que precisamos interceder pelo próximo, sentimos que precisamos ter mais intimidade com o Senhor, ter mais tempo com o Senhor, colocando-se de joelhos e conversando com o nosso Salvador.

Que o nosso Senhor Jesus Cristo, conceda a nós um coração ensinável e desejável por Ele. Que nossos joelhos estejam dobrados para falar com o Senhor, todos os dias.

Que o nosso Senhor e Salvador, abençoe sua vida e oremos, pelo nosso país, governantes, líderes religiosos e pelo crescimento do evangelho.

Que o avivamento venha do céu, começando em mim e seguindo além!

Louvado seja o Nome do Nosso Senhor.

Rev. Cristiam Matos

Como devemos orar – Mateus 6.5-13

No Evangelho Segundo Mateus, encontramos o ensinamento de como devemos orar. Neste registro Jesus alerta-nos que não se deve orar como os hipócritas. Esse termo tem o significado de fingir, dissimular os verdadeiros sentimentos.

Algumas pessoas e alguns líderes religiosos, queriam ser reconhecidos como “Santos”, a melhor maneira era fazer em pé com voz audível e publicamente. Os homens nunca serão capazes de reconhecer a verdadeira intenção do coração, porém Jesus, conhece.

Jesus ensina a orar sem a repetição de palavras, repeti-las como um mantra ou talvez um jeito de encantamento, não fará com que o Senhor atenda a essa oração. Não está errado repetir as mesmas palavras uma e outra vez, porém a condenação aqui está nas repetições corriqueiras, das quais não saem do coração de uma forma sincera.

Jesus ensina como devemos orar, da forma que agrada ao Pai, ao Seu coração. Observe que as frases têm profundo significa de adoração ao Senhor:

“Pai Nosso que está nos céus”, indica adoração ao Deus trino, majestoso, santo, detentor de todo poder, amoro e o Deus pessoal.

“Venha o Seu reino”, faz uma referência ao reino espiritual, o reino que fora anunciado no pacto com Abraão, presente no reinado de Cristo, no coração de cada crente, e será completado quando a maldade for destruída e Ele estabelecer o novo céu e a nova terra.

“Faça-se a tua vontade”, neste momento estamos dizendo ao Senhor que somos fracos e precisamos dEle, pois a vontade do Senhor é boa perfeita e agradável. Somo falhos e precisamos do direcionamento do Senhor para as nossas vidas. Jesus quando esteve orando antes de ser levado para a cruz, orou dizendo ao Pai, que a Sua vontade se cumprisse. O nosso desejo, deve ser em agradar, fazer a vontade do Senhor.

“Nosso pão cada dia dá-nos hoje”, essa palavra é extraordinária, continuamos reconhecendo que precisamos do Senhor, que somos dependentes dEle, que confiamos em Sua providência. Tudo o que necessitamos será provido por Ele. Estamos reconhecendo que Ele é nosso supremo pastor. 

“Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores”, o perdão é vital na vida do cristão, nós devemos perdoar verdadeiramente aqueles que nos ofendem, que nos causam o mal. O cristão não pode guardar rancor ou mágoa, jamais pode proferir palavras de maldição a alguém. Jesus ensina que devemos perdoar, o maior mandamento que temos, é amar uns aos outros.

“Não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal”, mais uma vez estamos demonstrando nossa fraqueza e dependência do supremo Pastor, suplicamos para o Senhor guarda-nos, socorrer-nos, pois, sem Ele não seremos capazes.

“Pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém!” A oração termina adorando ao Senhor dos Senhores, Rei dos reis, reconhecendo a sua majestade, glória e poder hoje e para todo o sempre. A adoração pertence somente a Ele. Nossa oração deve ser em adoração, louvor e glória ao Senhor.

A maior motivação que temos ao orar, está em adorar ao Senhor, reconhecendo que Ele é nosso supremo pastor, e que tudo o que fazemos é para a glória dEle.

Jesus Cristo venceu a morte, venceu o mau, entregando a sua vida para dar-nos vida. O nosso Senhor vive e está voltando para buscar o Seu povo, um povo exclusivamente Seu. Rendamos glórias ao seu Santo nome.

Que as nossas orações glorifiquem a Jesus Cristo, hoje e para todo o sempre!

Rev. Cristiam Matos

Orando e trabalhando pela progressão da Igreja.

Por esta razão, também nós, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós e de pedir que transbordeis de pleno conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e entendimento espiritual” – Cl 1.9

 

O apóstolo Paulo visitou diversas igrejas e as fortaleceu na Palavra. Ele era um mestre por excelência, mas também era um pastor acima de tudo. Ele sabia o que estava ensinando, mas a aplicação da Palavra nos corações é obra do Espírito Santo de Deus que abre a mente para a compreensão das coisas espirituais; é por isto que Paulo se coloca em oração por aqueles irmãos para que a ação de Deus seja completa, o que transparece na referência ao conhecimento, sabedoria e entendimento. Estes três dizem respeito ao processo de entrada da informação na mente, o processamento dela e a valorização que se dará a esta informação ao incorporá-la ao caráter. O saber é a informação primária que vem pela pregação da Palavra e que irá produzir a fé (Rm 10.17). Paulo é o instrumento desta informação primária apresentando a eles a vida e obra de Cristo, sua morte e sua ressurreição. Digno de nota é que Paulo estava sob o poder do Espírito Santo e, movido por ele, instrui aquelas pessoas a respeito do reino. Ato contínuo, este mesmo Espírito passa a agir na vida daquele que ouve a Palavra trazendo um entendimento que vem do alto. Esta ação não acontece na vida de todas as pessoas que ouvem o evangelho – e por isto não terão condições de entender e receber a Cristo como seu Senhor e Salvador; apenas aqueles a quem o Senhor conceder esta graça é que entenderão, isto é, conseguirão processar a informação obtida na pregação e entendê-la como verdade absoluta; somente após este estágio é que o conhecimento de fato se estabelece como tal e promove intimidade com Deus ao ponto de saber qual é a sua vontade divina. É o conhecimento que revela o plano geral de Deus para a salvação dos eleitos de tal forma que eles não poderão se opor à graça divina; é o que Calvino chamou de “graça irresistível”. 

Destarte, duas coisas sobressaem deste texto e nos desafiam no dia de hoje: 1) Precisamos pregar o evangelho a toda criatura. Isto é ordem de Deus, e se não ouvirem, como crerão?  (Rm 10.14). 2) Precisamos orar ao Senhor para que haja verdadeiro entendimento da Palavra entre os irmãos, e que este produza conhecimento, isto é, intimidade com o Senhor e sua igreja.

Vamos repartir o conhecimento que possuímos com aqueles que nada têm? Vamos orar para que a graça e a misericórdia de Deus os alcance, que seu Santo Espírito os convença, e que haja verdadeira salvação?

Uma frase atribuída a Lutero diz: “Orae et laborae!” (ore e trabalhe). Vamos atender a este desafio?

Um bom e abençoado dia!

Rev. Joel

Boas coisas.
“Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhe pedirem?” – Mt 7.11
A argumentação lógica de Jesus neste verso é impressionante. Ele usa algo bom que existe no coração dos homens (apesar deste coração ser corrupto, violento, maldoso e terrível) para exemplificar a disposição de Deus em abençoar seus filhos escolhidos.
O contexto apresenta o princípio da oração persistente diante de Deus e coloca isto como um relacionamento entre pais e filhos. Por uma questão de sobrevivência os filhos pedem com sabedoria aquilo que necessitam (alimento diário – pão e peixe), e seus pais – por mais malvados que sejam – não os decepcionarão e proverão aquilo que realmente é necessário para a manutenção da vida.
Do contexto e do texto podemos retirar as seguintes aplicações práticas: 1) Deus ouve as orações de seus filhos; 2) Deus é capaz de julgar quais petições são necessidades e quais são desejos triviais; 3) Deus não desampara seus filhos e lhes dá “boas coisas”. Sobre esta última questão, podemos entender que “boas coisas” não se resumem ao “pão nosso de cada dia”, mas que abrangem aquilo que precisamos para viver bem, para desenvolver nosso relacionamento com o Pai e com nosso próximo. “Boas coisas” são aquelas que se referem às “coisas do alto” onde nossos pensamentos deveriam estar cativos (Cl 3.2), no dom perfeito e em toda a boa dádiva que procede do Pai das luzes (Tg 1.17), de onde procede a sabedoria que é pura, pacífica, indulgente, tratável, plena de misericórdia e de bons frutos, imparcial e sem fingimento (Tg 3.7), sabedoria que o Senhor dá com liberalidade a todos os que pedem (Tg 1.5).
Nosso maior problema é que não sabemos orar como convém, mas o Espírito Santo nos assiste em nossa fraqueza e intercede por nós (Rm 8.26). Muitas vezes nossas orações não são atendidas porque buscamos “coisas boas” com a intenção precípua de satisfazer nossos prazeres e desejos (Tg 4.3).
Quando você for orar novamente e pedir “coisas boas” para Deus (o que é lícito fazer), responda sinceramente a estas duas perguntas: 1) Se o seu filho pedisse o que você está pedindo ao Senhor, você daria?; 2) Estas “coisas boas” tornariam seu filho uma pessoa melhor?
Um bom e abençoado dia!
Rev. Joel
Sabedoria para viver.

Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida” – Tg 1.5

 

A sabedoria sempre foi um “produto” de alto valor. Pessoas investem todos os seus recursos financeiros e físicos para alcançá-la e, muitas vezes durante este processo, perdem amigos e familiares por falta de cuidado. No afã de alcançar a sabedoria que os distinguirá da maioria acabam esquecendo ou mesmo desprezando o relacionamento pessoal que é tão importante para manter a própria humanidade.  

Por mais que a ciência evolua e a tecnologia avance, a sabedoria continua um bem de consumo. Quem detém o conhecimento controla o poder e, quiçá, o próprio mundo. 

Não há dúvida que precisamos adquirir sabedoria. Buscar a sabedoria já é, por si só, um sinal de sabedoria (Pv 4.7); feliz é aquele que a acha ou a adquire (Pv 3.13). Além disto, o tempo revela aqueles que se dedicam para alcançá-la (Pv. 24.14). 

Outro fator bastante relevante é beber da verdadeira fonte da sabedoria. Existe uma fonte que está arraigada neste mundo, que se presta para as concupiscências desta vida – e esta sabedoria é terrena, animal e demoníaca – e também é totalmente incompatível com a sabedoria que vem lá do alto (Tg 3.14-17). 

O princípio básico da boa e maravilhosa sabedoria é o temor do Senhor (Jó 28.28; Sl 111.10; Pv 9.10). A origem da mais santa e pura sabedoria procede de Deus, e esta sabedoria não se encontra em qualquer outro lugar ou pessoa, e está acessível àqueles que temem ao Senhor. O verso que citamos da carta de Tiago mostra que basta pedir, orar, buscar na fonte, e ela será dada. Sabedoria é dádiva, é dom, é presente do Altíssimo para aqueles que o buscam e querem aprender dele (Pv 2.6). Esta sabedoria entrará no coração (mente) e produzirá conhecimento agradável que não poderá ser retirado por ninguém (Pv. 2.10). 

Todos aqueles que amam ao Senhor devem buscar na verdadeira fonte a sabedoria necessária para o viver. Nossos dias nos apresentam dificuldades, obstáculos, empecilhos que, muitas vezes, não temos sabedoria para enfrentar e sobrepujar. Pode ser no relacionamento conjugal ou familiar, no trato com incrédulos, na transmissão do conhecimento bíblico às outras pessoas, ou mesmo em como sair de “becos” que julgamos sem saída. 

Aqui cabe uma pausa para uma informação importante: a sabedoria não acontece num estalar de dedos. A sabedoria é resultado de um relacionamento com Deus, de conversas íntimas (orações), de leitura da Palavra (Sl 19.7), e também de jejuns específicos para alcançar uma determinada resposta (Dn 9.3; Joel 1.14). Não foi à toa que Jesus ensinou a orar pelo “pão nosso de cada dia”, onde fica implícita a prática diária de oração pelas necessidades cotidianas. 

Está passando por dificuldades? Não sabe como resolvê-las? 

Ore ao Senhor. Leia a Palavra em busca da sabedoria necessária. Não tenho dúvidas que Deus dá aquilo que necessitamos – inclusive sabedoria.

Um bom e abençoado dia!

Rev. Joel