O que é Evangelho?

Não há uma ordem particular na qual a mensagem evangelística deva ser apresentada, e as palavras para explicar o evangelho não são especificamente prescritas nas Escrituras, mas há um núcleo essencial de informação a ser comunicado, e eventualmente ele deve ser agregado logicamente na mente do ouvinte.

A missão de Cristo, o Salvador, não faz sentido se colocada fora do problema do pecado do qual Ele veio tratar, e o pecado não faz sentido fora da percepção da majestade e da santidade do Criador a quem nós somos responsáveis.

Deus deseja que todos sejam santos e perfeitos, conforme registro em 1 Pedro 1.16, Mateus 5.48. A falha em harmonizar-se com o desígnio de Deus significa que uma pessoa é inaceitável a Ele. E ninguém se harmoniza: “todos pecaram”, Romanos 3.23; 1 João 1.8,10.

As consequências do pecado são a morte e o castigo, Gênesis 3.3; Romanos 6.23. Nem grande quantidade de esforços e nem plano de melhoria podem restaurar a inocência perante Deus.

Uma vez que os seres humanos são incapazes de se salvarem, como alguém poderá ser salvo?

Deus enviou seu Filho Jesus Cristo ao mundo para viver a vida perfeita, sem pecado, necessária para agradá-lo. Jesus viveu sem pecado. Como ser humano, Ele pôde identificar-se conosco e tornar-se nosso substituto.

Cristo morreu na cruz para sofrer a punição de Deus contra o pecado. Ele foi um substituto para aqueles que creem nEle, Romanos 5.12-21; 2 Coríntios 5.21.

Tendo cumprido sua missão, Jesus venceu o pecado e a morte na sua ressurreição e ascendeu à direita do Pai, onde Ele agora governa com toda a autoridade e poder.

Deus exige que todos respondam ao Evangelho com uma confissão do pecado e suas consequências, acompanhada pelo legítimo arrependimento, o desejo sincero de abandonar o pecado. A salvação é pela graça através da fé conforme o apostolo Paulo escreve sua carta aos Efésios 2.8-9.

Quando alguém confia em Cristo como Salvador, Deus perdoa e aceita essa pessoa como coberta completamente pela justiça do Cristo.

O crente torna-se um filho de Deus, e lhe é assegurada a vida eterna com Ele, João 3.16.*

Isto é o Evangelho!

Se algum pecador, qualquer que seja, deseja salvação da condenação eterna, precisa de Cristo em sua vida.

Só Jesus Cristo salva!

Louvado seja o nome do Senhor!

Rev. Cristiam Matos

* Extraído da Bíblia de Estudo de Genebra. São Paulo e Barueri, Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999, pág. 1560.

 

Autoridade de Jesus Para Curar e Libertar

O Evangelho de Marcos tem como objetivo principal falar de Jesus e apresenta-lo como o Cristo, que é também o Filho de Deus. Isso aparece logo no primeiro versículo, o qual afirma: “Princípio do evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus.”

Nos versículos vigésimo primeiro ao vigésimo oitavo, Jesus estava em Cafarnaum, uma cidade ao norte de Israel, e, no sábado, foi à sinagoga onde demonstrou grande autoridade e todos ficaram admirados. Jesus ensinava com uma autoridade como nunca os ouvintes tinham testemunhado antes, Jesus demonstrou autoridade sobre um demônio, expulsando-o de um homem possesso.

Marcos ensina aos leitores que Jesus Cristo é o Filho de Deus, o Deus encarnado. O desejo de Marcos é para seus leitores, crer em Jesus, confessar a Jesus Cristo como Senhor e Salvador, pois Ele é o Filho de Deus, o verbo que se fez carne e habitou entre nós.

Os versículos vigésimo nono a trigésimo quarto, Marcos registra a autoridade de Jesus para curar e libertar. Portanto, a pastoral será sobre o ministério de cura e libertação de Jesus. O tema será a “Autoridade de Jesus para curar e libertar”.

Logo após Jesus ensinar com autoridade na sinagoga, e também expulsar o demônio de um homem que estava possesso, todos os presentes na sinagoga ficaram grandemente admirados e espantados. Jesus e seus quatro primeiros discípulos foram à casa de dois deles, Simão Pedro e André.

Chegando lá, a sogra de Pedro estava acamada, com febre, conforme Marcos afirma no trigésimo versículo. Lucas, ao registrar esse mesmo episódio, no quarto capítulo e trigésimo oitavo versículo, sendo ele médico, aponta um detalhe importante, pois afirma que a sogra de Pedro “achava-se enferma, com febre muito alta”. No evangelho segundo João no quarto capítulo do quadragésimo sexto a ao quinquagésimo quarto, registra uma cura realizada por Jesus, também de uma febre. Na ocasião, Jesus estava em Caná da Galiléia, e, de Cafarnaum, foi procura-lo um oficial do rei, cujo filho estava doente, e pediu que Jesus fosse até Cafarnaum “para curar seu filho, que estava à morte.” A enfermidade do rapaz era gravíssima, pois estava à morte.

Contudo, Jesus não precisou se deslocar de Caná da Galiléia até Cafarnaum para curar o filho do oficial do rei, pois com uma palavra ordenou a cura, e o rapaz foi curado à distância. Jesus estava em Caná da Galiléia e curou o rapaz em Cafarnaum. Quando o oficial chegou em casa, o moço estava curado da “febre mortal”, precisamente à hora em que Jesus ordenara a cura.

Hernandes Dias Lopes escreveu um livro com o título “O evangelho dos milagres” baseado no evangelho de Marcos, neste livro encontra-se a citação de Adolf Pohl, um comentarista bíblico, qual relata que a febre mortal deveria ser malária, considerando que Cafarnaum ficava numa região pantanosa, com clima subtropical, favorável à proliferação da doença. Lucas era médico e registra que a sogra de Pedro, em Cafarnaum, estava com febre muito alta, apontando a gravidade da doença daquela mulher. Jesus aproximou-se e tomou-a pela mão, e diz o texto que “a febre a deixou, passando ela a servi-los.”. A cura foi instantânea e os sintomas da enfermidade desapareceram repentinamente.

Marcos continua em seu registro demonstrando de forma extraordinária o que Jesus continuará a fazer, no trigésimo segundo versículo na primeira parte encontramos, “A tarde, ao cair do sol, trouxeram a Jesus todos os enfermos…”, no trigésimo terceiro versículo, “Toda a cidade estava reunida à porta” da casa de Pedro e no trigésimo quarto, “E ele curou muitos doentes de toda sorte de enfermidades…”

Neste registro de Marcos podemos identificar de forma clara que não havia enfermidade que suportava a presença de Jesus Cristo, aquele que era o Filho de Deus, todos os enfermos que foram trazidos, também foram curados.

Marcos de forma extraordinária ensina aos leitores, que Jesus Cristo era o Filho de Deus, e se Ele era o Deus encarnado as pessoas podiam ir a Ele, podiam confiar nEle, crer nEle, ter esperança nEle, fazer dEle o alicerce para a vida e para a alma, não somente nesta vida, mas por toda a eternidade.

Jesus cura o enfermo, liberta o cativo, Ele não curou somente de toda sorte de enfermidades, mas também libertou todos os que foram trazidos a Ele e que estavam cativos, presos, escravizados, acorrentados pelo diabo. Jesus liberta todos os oprimidos do diabo, não há demônio que suporte a autoridade e o poder de Jesus Cristo, o Filho de Deus. Os demônios não podem permanecer diante de Jesus, não podem suportar a glória de Jesus, não podem continuar prendendo, escravizando e acorrentando aqueles que Jesus Cristo, o Filho de Deus, chama e liberta.

Marcos queria que seus leitores soubessem quem Jesus era!

Você sabe quem Jesus é?

Você conhece a Jesus Cristo, o Filho de Deus?

Marcos ensina que Jesus Cristo é o Filho de Deus, o Deus encarnado, razão pela qual as pessoas devem ir a Ele, confiar nEle, crer nEle, ter esperança nEle, experimentar cura e libertação nEle, fazer dEle o alicerce para a vida e para a alma, não somente hoje, mas, por toda a eternidade.

A luz deste texto, faremos algumas aplicações:

A cura e a libertação eram itens obrigatórios para Jesus, pois o identificavam como o Messias, o Cristo, o Filho de Deus, os profetas do Antigo Testamento, embora com grande poder para cumprir os propósitos de Deus, não podiam fazer todos os milagres que queriam ou que lhes eram pedidos. Eles desempenhavam tarefas limitadas, para as quais Deus os capacitava em casos específicos.

Com Jesus é diferente, seu poder é ilimitado, infinito, somente Ele pode curar e libertar. Esse poder sobrenatural, ilimitado e infinito, demonstrado por Jesus, era sua credencial, o identificava como o Messias, o Cristo, o Filho de Deus que deveria vir ao mundo.

Curar e libertar eram itens obrigatórios para Jesus, pois o identificavam como o Messias, o Cristo, o Filho de Deus prometido que deveria vir ao mundo. Eram suas credenciais, mas, preste muita atenção a um fato importantíssimo.

Há algumas correntes teológicas que afirmam que Jesus carregou para a cruz as nossas enfermidades. Cristo NÃO carregou nossas doenças físicas para a cruz. Jesus Cristo carregou para a cruz os nossos pecados.

Qual é o problema em acreditar que Cristo carregou para a cruz as nossas doenças físicas?

O problema é que a obra da cruz é eficaz, Ele morreu na cruz carregando os nossos pecados, posso crer, verdadeiramente, que sou perdoado, redimido, lavado. Não tem como Deus, não perdoar nossos pecados, considerando que nosso Senhor e salvador, carregou-os para a cruz e morreu na cruz, levando sobre si nossos pecados.

Isso não pode ser dito das nossas doenças físicas. A obra de Cristo na cruz está relacionada com a justiça de Deus contra nosso pecado. Deus se ofende profundamente quando o pecado surge diante de seus olhos, pois o pecado é a quebra e a transgressão da Lei de Deus.

Jesus Cristo pode curar e libertar ainda hoje, e tem feito isso.

Jesus Cristo, o Filho de Deus, se importa com aqueles por quem morreu e ressuscitou.

Temos a tendência de buscar a Deus e a Jesus Cristo depois que percebemos que não há mais jeito. Contudo, as Escrituras Sagradas nos orientam a buscar a Deus em oração em todos os momentos e circunstâncias.

Em Jesus encontraremos cura e libertação, e mesmo que morra nesta vida, estaremos com o Senhor na glória eterna.

Marcos queria que seus leitores soubessem que Jesus Cristo era o Filho de Deus, o Deus encarnado, razão pela qual as pessoas podiam ir a Ele, confiar nEle, crer nEle, ter esperança nEle, experimentar cura e libertação, e fazer dEle o alicerce para a vida e para a alma, não somente nesta vida, mas por toda a eternidade.

Confie em Cristo, entregue-se e consagre-se a Cristo. Ele é o Filho de Deus.

Rev. Cristiam Matos.

Busquem o Senhor

No capítulo 55 de Isaías, encontramos o convite Evangelístico para Israel voltar aos caminhos do Senhor. Ao mesmo tempo, convida todos os habitantes da terra para o banquete das boas-novas. Só é preciso ter sede, para beber da água que mata a sede. Deus faz esse convite porque Israel havia se distanciado de Deus, neste sentido eles desperdiçaram energia e recursos, pois suas buscas estavam longe do Senhor.

Esse convite para a misericórdia oferecida por Deus, está baseada na redenção prometida por Deus, no sacrifício vicário do seu Servo Sofredor. Essa palavra extraordinária está dizendo ao povo, agora é a hora, a palavra de Deus é viva, poderosa, ressoa no meio da comunidade como um som da trombeta. Agora Deus oferece comida e bebida ao faminto sedento, Ele está próximo, está pronto para curar-te, está convidando para voltar-se para o evangelho. O profeta está dizendo, hoje a ira do Senhor é o amor perdoador, essa ira foi derramada em Cristo, amanhã essa ira será condenatória, eterna, então não poderá mais achar o Senhor.

A procura pela alegria estava errada e suas buscas eram vãs, sem perspectiva de esperança, a esperança de aguardar no Senhor, do porvir, do lar celestial. Deus não se afasta do homem, apesar da repulsa que tem pelo pecado, mas o homem se afasta de Deus, pois sua busca é prazerosa e momentânea no pecado, nas coisas que acabam, passam, neste sentido o homem se afasta der Deus.

Quando a busca do homem está longe do Senhor, sua satisfação está em coisas que o afastam, seus prazeres estão em não buscar a Deus, o profeta está exortando-nos a buscar ao Senhor, pois ainda podemos achá-lo. Chegará o dia que não o encontraremos mais. A palavra de Deus nos mostra que devemos ser escravos do Senhor e submeter-nos à sua palavra, à sua doutrina, porque Deus o exaltou e determinou tornar sua preeminência conhecida a todos os homens.

Este texto convida-nos ao arrependimento, encontramos no versículo sétimo um duplo imperativo, abandone, converta-se. O ímpio deve deixar o seu mau caminho, abandonar seus pensamentos impuros ou propósitos, isso envolve purificação. Por esse motivo encontramos a palavra converta-se, volte-se. Que todos que ainda não conhecem ao Senhor, voltem-se para Ele.

A sã doutrina nos aproxima de Deus, nosso Senhor, o preço para a admissão na vida eterna é o arrependimento e a fé, mais nada. Aqueles que participarão da água viva devem antes sentir sede, ou seja, o pleno arrependimento e então desejo de vir ao Salvador, conforme João 3.36. A busca da felicidade pessoal baseada sobre as vantagens e as bênçãos terrenas, acabam levando-os cada vez mais longe de Deus. A recompensa prometida ao arrependimento sincero é a compaixão, misericórdia e o perdão abundante, encontrado somente em Jesus Cristo, nosso Salvador.

O povo de Deus deve ser habitado pela mente d’Ele em toda santidade e plenitude. É isso que o torna povo d’Ele, zeloso de boas obras. No oitavo versículo encontramos um grande abismo que separa os caminhos, a saber, o divino do humano, os caminhos celestiais estão repletos de piedade e graça, o humano de meras filosofias, mas sem verdadeira piedade. Neste sentido os caminhos do Senhor, é a resposta do homem ao ser alcançado pelo Senhor. Isso implica em ouvir a palavra de Deus vinda dos céus.

O grande erro de Israel foi pensar que eles conheciam o que Deus pensava e planejava. Seu conhecimento e sabedoria são muito maiores que os do homem. Somos parvos ao querer encaixar a Deus em nosso molde, ao querer que seus planos e propósitos se conformem aos nossos. Nós devemos mudar nossos caminhos, nosso ser, para ouvir e obedecer a palavra de Deus. Que nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, mude nosso ser para parecermos mais com Ele.

Só o próprio Deus pode satisfazer a alma humana, trazer alegria completa e plena. O Davi de Isaías 55.3-4 é o Filho Messiânico de Davi, uma vez que aqui foi descrito exercendo e controlando a influência na próxima dispensação. O quinto versículo deste capítulo é uma afirmação do que acontecerá no futuro. Os gentios serão convertidos e se juntarão ao Israel redimido por causa do seu Deus.

Somente Jesus Cristo pode mudar nosso ser, conceder-nos o perdão, a remissão, para a glória do Pai.

O caminho para a bênção consiste em buscar o Senhor e deixar o pecado. Quem se converter ao Senhor verá que Ele é rico em compaixão e perdão.

À luz desta pastoral quero fazer três aplicações a nossas vidas.

Sabemos que ainda é tempo de buscar ao Senhor, ainda o encontramos, Ele está ouvindo nosso clamor. Ore ao Senhor enquanto Ele está perto.

Entendemos que o verdadeiro perdão, muda nosso ser, nossos caminhos, pois nossos planos, caminhos, pensamentos, não estão nem próximos dos de Deus. Nosso Senhor não age como nós. Isso é o próprio Deus que está falando.

O que devemos fazer, dobrar os joelhos e buscar, clamar ao Senhor enquanto se pode achar.

Que nosso Senhor abençoe nossas vidas.

Rev. Cristiam Matos

O Senhor estava com Davi

Davi foi um grande rei, usado pelo Senhor, para o propósito da Sua glória. Davi não foi perfeito em sua passagem sobre a face da terra, ainda assim o próprio Deus o considerou como homem segundo o seu coração conforme registrado por Lucas em Atos dos apóstolos 13.22.

A providência de Deus na vida de Davi prova que, de fato, Deus era com ele. Em Primeira Samuel no 18.12-14, encontramos o registro de Deus estava com Davi, nesta ocasião o Senhor havia abandonado a Saul e por esse motivo Saul tinha medo de Davi. O Senhor estava com Davi, por isso tudo o que ele fazia dava certo.

Davi tinha sucesso em todos os seus empreendimentos, ou seja, em tudo o que fazia. E a razão do seu sucesso era a presença de Deus, sustentando-o e guiando-o.

Creio que todos nós também queremos ter bom êxito em todos os nossos empreendimentos, em tudo o que colocarmos nossos esforços, queremos que vá bem, prospere. Contudo, há uma observação muito importante a fazer, observação essa encontrada em primeira Samuel, Atos dos apóstolos e em outros textos.

O sucesso de Davi não repousava em sua habilidade de fazer as coisas, nem em sua capacidade de prever o futuro, nem em sua força para enfrentar os inimigos, mas o sucesso de Davi repousava no fato de que havia disposto o coração para servir ao Senhor.

O principal empreendimento de Davi era ser usado por Deus, pois Deus o havia escolhido para ser rei sobre Israel, e o Espírito de Deus se apossou de Davi para dar cumprimento a este propósito, essa afirmação, a certeza de Deus usar Davi para cumprimento de Seus propósitos encontramos em primeira Samuel 16.13.

Davi foi chamado, porque ele era o servo do Senhor. O Senhor usou Davi no momento em que Ele planejou, todos os nossos dias estão escritos, conforme o salmista declara. Na hora certa, para ajudar a aliviar o stress do rei Saul, Davi fora usado pelo Senhor. Ele também foi usado por Deus para ouvir e aceitar o desafio de Golias, a bíblia relata que ele era franzino, mesmo assim o Senhor o usou, e sua vitória pertenceu a Deus, pois o Senhor estava com ele. O texto em primeira Samuel 17.45 nos informa, indo contra o inimigo e derrotando-o em nome do Senhor. Davi não derrotou, ganhou suas batalhas em seu nome, pois ele sabia, que fora Deus e não ele.

Davi era um homem desconhecido, quando enfrentou Golias, o rei Saul não sabia o nome de seu pai, o comandante do exército de Saul também não o conhecia, ninguém o conhecia, exceto seus irmãos. Por isso, Saul mandou perguntar de que família era Davi. Os homens não conheciam a Davi, mas, Deus sabia quem era Davi, e o estava preparando para ser rei.

Servindo a Deus, se comportava, em todos os lugares em que Saul enviou Davi, ele teve êxito, “se conduzia com prudência”, razão pela qual era “benquisto de todo o povo e até dos próprios servos de Saul”.

Muitos ou podemos dizer que todos, queremos ter sucesso em tudo o que faz, contudo, o maior sucesso de alguém não é planejar e ter bom êxito nos próprios empreendimentos, mas ser usado por Deus para o cumprimento dos propósitos do Senhor. Estar no centro da vontade do Pai.

A luz deste texto faremos três reflexões:

  1. Como você pode ser mais usado por Deus na Igreja?
  2. Como você pode ser mais usado por Deus em tudo o que faz?
  3. Como você pode ser mais usado por Deus, para o propósito do cumprimento do Senhor? 

A luz deste texto, compreendemos que, se Deus é com você, você será bênção de Deus onde estiver, em tudo o que fizer. Que seu maior empreendimento, o empreendimento da sua vida, esteja pautado em servir a Deus e ser usado por Deus para o cumprimento de seus propósitos.

Que este seja o nosso maior desejo, conforme Deus nos criou, fomos criados para adorar a Deus em tudo o que fizermos. O apóstolo Paulo ao escrever sua primeira carta aos coríntios, ensina, “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra cousa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus.” 1 Coríntios 10.31

 

Uma semana abençoada a todos.

Rev. Cristiam Matos.

Que é esse Jesus, o Messias prometido de Deus?

Dentre todos os livros do Antigo Testamento, o livro do profeta Isaías tem sido considerado como a mais clara exposição da Pessoa de Jesus. Por meio desse profeta Deus se revela como único Deus verdadeiro, não existe outro como Ele e como o soberano Criador do universo, organizando todos os eventos da história de acordo com sua gloriosa e perfeita vontade e benevolência.

A gloriosa e perfeita vontade de Deus tem seu puro e perfeito clímax na Pessoa gloriosa de Seu Filho amado, eterno, Jesus Cristo, o Salvador, o Messias, o único que agradou perfeitamente ao Pai. Em todo o Antigo Testamento encontramos sempre textos apontando para a promessa futura da chegada do Messias, o Rei, o Salvador.

Séculos antes do cumprimento da promessa, o profeta Isaías no capítulo nono e versículo sexto, deu a seguinte declaração sobre Jesus: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.”

Que declarações extraordinárias, maravilhosas, grandiosas sobre Jesus!

Jesus é o Rei dos reis, Senhor dos senhores, Ele tem sobre seus ombros o poder de governar, reinar. Se hoje, o planeta não reconhece a plenitude de Jesus, como Rei, haverá de chegar o dia em que todos, sem exceção, até mesmo aqueles que já morreram, dobrarão seus joelhos e se curvarão diante daquele que tem o nome que está acima de todo nome, que é incomparável, o Senhor, Jesus Cristo, o Rei dos reis.

Jesus Cristo é chamado de Maravilhoso Conselheiro, razão pela qual não comete erro, não dá conselhos errados, não abandona os seus e em tudo o que fala é perfeito e nunca voltará atras, pois Ele não é homem para mentir. Os conselhos de Jesus são mais do que conselhos, é a própria Palavra de Deus, que dão o rumo certo para todo e qualquer pecador. Portanto, tudo o que Jesus fala é digno de confiança.

Deus Forte é seu nome, pois subsiste na mesma essência do Pai e possui o mesmo poder e glória. Jesus é mais do que um profeta, mais do que um sábio, nEle habita toda a plenitude da Divindade. Ele é O Deus. O apóstolo Paulo escreve aos Colossenses no segundo capítulo e nono versículo; “nEle, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade.”

É conhecido ainda como Pai da Eternidade, sua existência é desde os tempos eternos, sempre existiu e o será para sempre. Nem mesmo a morte põe fim a existência de Jesus. Ele entregou seu corpo à morte, como oferta pelos nossos pecados, oferta essa que não poderíamos dar, Ele ressuscitou por seu próprio poder venceu a morte, não está morto, Ele vive, pra sempre é exaltado, adorado, Ele vive, Ressuscitou. Jesus Cristo é o Alfa e o Ômega conforme João escreve no livro do Apocalipse no primeiro capítulo e oitavo versículo. Jesus Cristo tem nas mãos a chave da morte e do inferno.

Jesus Cristo é o Príncipe da Paz, e, por isso, pode dar ao pecador, de graça, a eterna e verdadeira paz, jamais encontrada neste mundo. Somente Cristo preenche verdadeiramente o coração, nEle existe plenitude de alegria, somente em Jesus Cristo. Ele mesmo disse a seus discípulos, conforme registrado no evangelho de João capítulo décimo quarto, versículo vigésimo sétimo; “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.” 

Deus anunciou, por intermédio do profeta Isaías, que O menino, seu próprio Filho, o Messias e Salvador prometido, é o Rei dos reis, Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade e Príncipe da Paz.

Por isso, quem tem Jesus Cristo, quem nEle crê, não precisa de mais nada, porque já tem tudo!

Louvado seja Jesus Cristo!

A Deus toda honra, toda a glória e todo o louvor!

Algumas aplicações para nossa vida:

  1. Sabemos que Jesus Cristo é o Príncipe da Paz, Deus Eterno, Ele é o princípio, o meio e o fim. Olhe para Jesus Cristo.
  2. Entendemos que o Messias desde o antigo testamento é apontado para Jesus Cristo, Ele é perfeito, a Ele toda a honra e toda a glória. Ele é Deus.
  3.  Devemos olhar para Cristo, viver em Cristo, buscar a Cristo, somente nEle encontraremos a plenitude de alegria. Busque a Jesus hoje.

Rev. Cristiam Matos.

Vida de Oração.

A pastoral de hoje focará na segunda parte do Pai Nosso. A oração é o meio pelo qual nos aproximamos de Deus e nos tornamos mais íntimos dEle. Para uma vida com Deus é indispensável o momento de oração, nossa vida com Deus e transformação em nossa vida pessoal, no lar e na igreja, vem por meio da oração. Na primeira parte da oração que Jesus ensinou a seus discípulos estudamos o ser de Deus e sua glória: Nome, Reino e vontade de Deus.

Hoje, focaremos a atenção na segunda parte da oração ensinada por Jesus, que aponta para nossa dependência de Deus em nossas necessidades, mais especificamente no texto de Mateus 6.11-13. Devemos reconhecer, em oração, nossa total dependência de Deus.

Na oração, devemos reconhecer nossa dependência de Deus no sustento diário. Devemos pedir a Deus coisas de que precisamos para viver uma vida saudável. A oração que Jesus ensinou não autoriza alguém pedir uma vida de luxo, extravagância ou futilidades, nosso pedido deve centrar-se na vontade do Pai. Lembremo-nos de que o contentamento na vida não é adquirido por intermédio dos bens que possuímos, mas por uma vida submissa a Deus, dedicada ao Senhor, com nossas alegrias e prazeres voltados para a glória do Senhor. O apóstolo Paulo afirmou, “…aprendi a viver contente em toda e qualquer situação.” (Filipenses 4.11), assim também nós devemos viver. A oração nos ensina a ser moderados e concede-nos a confiança expressa no poder de Deus, que supre cada uma de nossas necessidades diárias. O Senhor Jesus disse que o Pai celeste sabe, que precisamos de vestimenta e de alimento. Então, na dependência de Deus, a oração é um instrumento pelo qual confessamos duas coisas ao mesmo tempo, a estreiteza de nossos recursos e a extrema largueza dos recursos do poder e do amor de Deus.

Jesus Cristo perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores (vs. 12), neste sentido temos uma expressão profunda da maturidade cristã, quando aprendemos a perdoar sem esperar algo em troca. O perdão é tão indispensável à vida e à saúde da alma como o alimento para o corpo. O pecado é comparado a uma “dívida”, porque merece o castigo. Mas quando Deus perdoa o pecado, Ele cancela a penalidade e anula a acusação de que há contra nós. Somente o Senhor dos senhores pode fazer isso, algo que é impossível aos olhos humanos é totalmente possível para o Pai Celeste. Devemos aprender a confessar os nossos pecados.

A prática da confissão é nossa apresentação diante de Deus para nos declararmos culpados de pecados pessoais e específicos, com o propósito de obter perdão e purificação, mediante a obra substitutiva de Jesus Cristo. A confissão verdadeira remove a crise provocada pelo pecado e restaura a comunhão perdida com o Pai. Ao orarmos a Deus, pedindo o seu perdão, devemos também ter um coração disposto a perdoar. 

O Perdão é vital para a vida cristã, nós sempre achamos que não devemos perdoar, pois achamos que o próximo não merece o perdão, mas se lembre que nós não merecemos o perdão do Pai, mesmo assim por amor, para a Sua própria glória, somos perdoados, lavados, redimidos de nossos pecados. Isso não significa que se perdoarmos alguém, passamos a ter o direito de sermos perdoados por Deus.

O perdão de Deus é sem qualquer mérito da nossa parte, ou seja, é incondicional. Contudo, o verdadeiro crente em Jesus Cristo deseja o perdão de Deus na mesma medida em que ele deseja perdoar e perdoa a quem quer que seja. Assim, a evidência de um verdadeiro arrependimento é um espírito perdoador. Perdoar e pedir perdão são parte integrante da vida cristã. Todos nós temos a necessidade de perdoar. O perdão e a confissão fazem bem e restauram os relacionamentos.

Onde há relações partidas, feridas não resolvidas, mágoas não tratadas e relacionamentos interrompidos, demonstra claramente a falta de perdão e de confissão ao Senhor. Consciência pesada por falta de perdão gera armazenamento de mágoas no coração e tormento por pensamentos, e sentimentos maus e destruidores. Por isso, é importante a consciência de que o perdão de Deus, em termos de relacionamento restaurado, exige relacionamento restaurado também com outros que nos ofenderam.

Somente o Senhor pode livrar-nos do mal e não nos deixar cair em tentações, é sempre uma tragédia para a vida cristã e para a nossa comunhão com Deus quando caímos em tentação. Nosso Senhor nos ensina a pedir que não caiamos em tentação. A tentação induz ao pecado, nos enfraquece, nos afastar de Deus, nos entristece e roubar nossa alegria em Jesus Cristo, gerando endurecimento em nosso coração, dentre outras coisas. O melhor dos santos pode ser tentado pelo pior dos pecados. Mas, ser tentado não é pecado. Cair na tentação, isso sim, é pecado. O tentador é bem esperto e nos tenta em momentos oportunos, mais vulneráveis. Jesus foi tentado quando estava com fome. O adversário tenta nos momentos de carência, necessidade, quando estamos mais fragilizados. Tomemos cuidado com nossas carências e fragilidades.

Jesus foi tentado também quando estava só, provavelmente com fome, sede, cansaço. Nesses momentos somos mais tentados. Após um momento de auge espiritual, tendemos a baixar a guarda, então tornamo-nos mais vulneráveis. Quando estamos debilitados, então o inimigo aproveita-se para tentar-nos no ponto fraco. Quando estamos sós, somos mais tentados ainda, pois ninguém está vendo. Neste sentido para não ficarmos fracos temos a solução ensinada por Jesus Cristo, Nosso Senhor, Jesus disse; “Vigiai e orai, para que não entreis e tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.” (Mateus 26.41).

A luz deste texto faremos três aplicações: 

Entenda que se orarmos como Jesus nos ensina, experimentaremos em Deus satisfação e alegria em depender dEle, somos sustentados por Ele, o perdão com Deus e com outros, o livramento da tentação, vem do Senhor e isso é causado pela comunhão que traz revitalização espiritual. Ore ao Senhor intensamente.

Saiba que o Senhor os ensina que devemos viver no centro de Sua vontade, a vontade do Pai é ser adorado, glorificado, neste sentido, tenha Jesus Cristo como o Senhor de nossas vidas, pois somente em Cristo encontraremos forças para superar e aproximarmos em oração de Cristo Jesus.

Dedique-se agora mesmo, dobre seus joelhos e ore ao Senhor.

Invista seu tempo para conversar com o Pai celestial, o Rei dos reis, nosso Senhor.

Que Deus o abençoe!

Rev. Cristiam Matos

Revitalizando a vida de oração

A oração é o meio pelo qual nos aproximamos de Deus e nos tornamos mais íntimos dEle. É um recurso indispensável para revitalizar nossa vida com Deus e transformação em nossa vida pessoal, no lar e na igreja. A oração revitaliza nossa vida pessoal, familiar, emocional, ou seja, em todas as áreas. Ter vida de oração é dedicar-se ao Senhor nosso Pai, eterno Deus. Uma vida de intimidade em oração, leva-nos a ter uma profunda comunhão.

Na vida cristã experimentamos momentos de fervor espiritual, mas também, às vezes, momentos de frieza na fé. A oração do Pai Nosso foi ensinada por Jesus para nos orientar em nossas orações. Na semana passada iniciamos nossa pastoral com a oração que Jesus ensinou, continuando nesta mesma linha, olharemos para as orientações do Senhor Jesus sobre como devemos orar. Olharemos neste primeiro momento, como não orar.

Em Mateus 6.5-8 Jesus nos ensina como não devemos orar. Ele afirma duas coisas nesse sentido. Jesus Cristo reprova aqueles que oram com sentido de exibicionismo espiritual. “E, quando orardes, não sereis como os hipócritas; porque gostam de orar em pé nas sinagogas e nos cantos das praças, para serem vistos dos homens…” (vs. 5). A oração para os fariseus era um meio de autopromoção. Aqueles que oram tão somente por orar, ou seja, que oram com os lábios e só se preocupam em repetir tal oração. “E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos.” (vs. 7). O que é pronunciado pela boca precisa estar em harmonia com a mente e com o coração, e não somente repetições. Essa harmonia será refletida na vida pessoal, no momento em que todos estiverem olhando, nossa atitude de vida, deve ser uma constante oração ao Senhor.

Entendendo como não devemos orar, Jesus Cristo deixa-nos princípios de como orar, nos ensina que devemos ter alguns princípios, em nossa vida de oração, a saber, o princípio da exclusão: “…quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai…” (vs. 6). Devemos excluir tudo o que tenta nos distrair na presença de Deus em oração. Neste sentido, podemos e devemos ficarmos a sós com Deus, para focarmos na oração a Deus. Esse momento a sós com o Pai, é não ter rádio, TV, celular, tablet, telefones, nada que possa distrair-nos ou se quer interromper o momento com o Pai. Quando nada atrapalha, distraí nosso momento com Deus, entendemos o princípio da percepção, como ensinado por nosso Senhor Jesus Cristo, “…orarás a teu Pai…” (vs.  6). Entender que estamos diante de Deus, o Rei dos reis, General dos generais, o soberano, perfeito e pleno Senhor, em oração, perceber quem Ele é. Deus nos convida à comunhão intensa com Ele. Neste momento falaremos em oração sobre nossos desejos, experiências, necessidades, dificuldades, medos e feridas.

O princípio da confiança, quem é o Senhor, leva-nos a aproximar dele, “…teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.” (vs. 6), a aproximação do Pai em oração, conduz o cristão a plena e única confiança, assim como a simplicidade de uma criança com seu pai, nós teremos com o Senhor. Precisamos ter a certeza de que Deus, verdadeiramente, é nosso Pai. Por isso chamamos O Deus, de Pai Nosso, a maravilhosa graça, concedida por intermédio de Jesus Cristo, conduz-nos à adoção e por isso podemos chamar com intimidade nosso Deus de Pai Nosso. Louvado é o nome do Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

A oração ensinada por Jesus a seus discípulos pode ser dividida em duas partes principais, a saber, primeiro, três pedidos que expressam nossa preocupação com o ser de Deus e com a glória de Deus, e, segundo os pedidos que expressam nossa dependência da graça de Deus. Como visto na semana passada, iniciamos a oração adorando ao Pai e finalizamos a oração adorando ao Pai, a Deus, nosso Pai, toda honra, glória e louvor.

Neste momento quero enfatizar os pedidos que devemos fazer em oração ao Pai, na perspectiva da relação a Deus e sua glória. Nas duas próximas pastorais trataremos dos pedidos ao Pai Nosso. Em relação a Deus e sua glória, Jesus nos ensina a orar, afirmando, Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome, a oração é dirigida a Deus, o Pai, clamando para que o nome de Deus seja santificado. Lembremo-nos de que o “nome” na Bíblia se relaciona com quem a pessoa é, neste sentido, Deus é o Soberano, o Todo Poderoso, o Senhor dos senhores, único, inigualável e incomparável. Pedir a Deus para que o seu nome seja santificado, implica em adorar e exaltar o próprio Deus, o seu ser, sua pessoa.

A pregação de Jesus sobre o Reino de Deus é bastante interessante. Ele diz que seu Reino não é deste mundo, conforme registrado no evangelho de João 18.36, “36 Jesus respondeu: — O meu Reino não é deste mundo. Se o meu Reino fosse deste mundo, os meus ministros se empenhariam por mim, para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas agora o meu Reino não é daqui.”, mas diz também que o seu Reino era presente, conforme registrado no evangelho segundo Mateus 12.28, “28 Se, porém, eu expulso os demônios pelo Espírito de Deus, certamente é chegado o Reino de Deus sobre vocês.”, e diz ainda que seu Reino era futuro segundo o evangelho de Mateus 25.34. O Reino de Deus encontramos no passado, presente e no futuro. Orar pelo Reino é orar e pedir para que, de fato, o Reino de Deus se expanda sobre a terra em termos missionários, mas também para que experimentamos de forma intensa, já, no tempo presente, os benefícios antecipados da eternidade com o Senhor.

Jesus Cristo ensina a pedir ao nosso Senhor que seja feita a tua vontade, considerando que a vontade de Deus é “boa, perfeita e agradável”, devemos orar intensamente para que a vontade de Deus seja feita em nossa vida. Até podemos ter uma vontade pessoal, mas devemos aprender a colocar nossa vontade em submissão completa à vontade do Pai. Viver no centro da vontade do Pai é o maior benefício que o cristão deve ter. Se a eternidade com o Pai é o que mais desejamos, e a vontade do Pai no céu sempre foi e sempre será feita, devemos desejar também que a vontade do Pai seja uma realidade em nossa vida enquanto estivermos aqui na terra. Quando oramos ao Pai, pedindo que seu nome seja santificado, pedindo que venha o Reino e pedindo a vontade de Deus, devemos nos comprometer com a oração que estamos fazendo. Ore conforme Jesus ensinou seus discípulos a orar, e saibamos que a oração é um meio genuíno para a revitalização da vida cristã pessoal e da igreja.

A luz do que vimos o que você acha que aconteceria se passássemos a orar intensamente, diariamente, individualmente e comunitariamente? Quais escolhas você pode fazer nesse sentido?

Que nosso Senhor queime nossos corações, o Espírito Santo incomode-nos para buscar ao Senhor em oração mais intensamente. Que Deus abençoe-nos.

 

Rev. Cristiam Matos

Ore como Jesus ensinou – Mateus 6.9-15

A oração é o bálsamo do cristão, o momento mais importante que temos, é quando somos totalmente vulneráveis, pois estamos na presença do Rei dos reis, Senhor dos senhores. A oração coloca-nos frente a face do Pai. Na oração é o momento que conversamos com Deus nosso Pai, neste momento os ouvidos e olhos do Senhor, do Pai, estão voltados para nós.

A oração é o momento extraordinário, no qual estamos em Sua presença, na presença do Pai. Jesus Cristo teve seu ministério marcado pela oração, ensina-nos a orar como deve, da forma que agrada ao Pai, é neste sentido que meditaremos no tema Ore como Jesus ensinou.

O evangelho segundo Mateus registra essa oração, demonstrando o propósito dela, a relação existente na oração entre o homem e Deus e Deus e o homem. O propósito desta meditação é orar como Jesus orou, neste sentido como discípulos de Cristo, orar como agrada ao Pai.

Jesus ensina seus discípulos a orar, não é uma oração para ser repetida como um mantra, o objetivo é nos ensinar, princípios acerca de quem é Deus e de quem somos nós. Na oração que estamos olhando, encontramos uma declaração que diz respeito ao ser a quem oramos. Jesus lança esses fundamentos, demonstrando que, devemos dirigir-nos, a Deus como Pai. Deus não é um ser distante, mas está perto de nós, como Pai. Ama-nos, conhece-nos, protege-nos, abençoa-nos. Devemos dirigir-nos a Deus como nosso Pai, o direito legítimo de chamar ao Deus de “Pai nosso”, é porque somos adotados, por intermédio de Jesus Cristo. Somente pelo Espírito Santo, o qual nos uniu a Cristo e promove nossa adoção à família de Deus, é que agora podemos dizer “Aba, Pai”. Somos membros da família de Deus. Somos irmãos uns dos outros. Somos filhos do mesmo Pai. Ao orar, é preciso lembrar que somos parte da família de Deus, constituída de cristãos de todo o planeta.

A grandeza do nosso Pai é insondável e sua glória incomparável. Ele é o nosso Pai que está no céu. Ele é elevado, sublime e glorioso. A maior satisfação do cristão é ter intimidade com Deus, essa intimidade conduzirá as nossas orações com conteúdo em relação a Deus. Antes de buscarmos nossos interesses ou mesmo pleitearmos nossas necessidades, devemos nos voltar para Deus a fim de admirá-lo, adorá-lo e exaltá-lo. O nome de Deus, leva-nos a orar pela santificação do Seu nome, pelo que Ele é. Deus é santo em si mesmo, e não agregaremos valor à sua plena santidade. Oremos para que o nome de Deus seja reverenciado, honrado, temido e obedecido. Ao adorá-lo, reconheceremos que Ele é Santo, Santo, Santo, nosso Deus é Santo, e neste sentido o desejo do cristão em oração é para que o reino de Deus venha até nós. O reino de Deus é o governo de Deus sobre os corações, a medida em que o evangelho é anunciado e os pecadores se arrependem e creem, seus corações são moldados e o reino de Deus vai alargando suas fronteiras. Nossa vida manifestará o reino de Deus neste mundo, quando o reino de Deus governar nosso coração. Quando o reino de Deus estiver em nossos corações e nosso maior desejo for em adorá-lo, nossa vontade será mortificada para fazer a vontade do nosso Deus, nosso Pai.

O extraordinário acontecerá quando em oração, desejamos intensamente que a vontade de Deus seja feita aqui na terra como é feita nos céus. A oração somente será poderosa quando o desejo estiver alinhado com os caminhos do Pai. Neste sentido, a vontade do homem torna-se irrelevante, pois a a vontade de Deus deve ser feita aqui na terra, este é o maior desejo no coração, de quem ama verdadeiramente a Deus. Sua vontade é boa, perfeita e agradável e deve prevalecer na terra.

Depois de rogarmos para que o nome de Deus seja santificado, que seu reino venha e que sua vontade seja feita, Jesus passa a ensinar-nos a rogar ao Pai por nós mesmos. Jesus ensina que não devemos pedir luxo, mas pão, não de forma egoísta, ou seja, o meu pão, mas, pedir o pão nosso, o pão de cada dia. Spurgeon diz que não pedimos o pão que pertence a outros, mas somente para o que é honestamente o nosso próprio alimento. A palavra “pão” aqui deve ser entendida como símbolo de todas as nossas necessidades físicas e materiais. Deus nos criou pelo seu poder, nos redimiu por sua graça e nos sustenta por sua providência.

Após adoramos ao Senhor, reconhecermos quem Ele é, somos levados a confiar na providência divina, colocamo-nos diante do Deus, nosso Pai, reconhecendo que somos devedores, temos dívidas impagáveis com Deus e não podemos saldá-las. Nossas dívidas são os nossos pecados. Precisamos não só de pão para o nosso corpo, mas sobretudo, de perdão para a nossa alma. Riqueza material sem perdão espiritual, condiciona a vivermos na miséria. Sem o perdão do nosso Pai, estamos sem esperança, nossas conquistas tornam-se vãs. Nossos pecados são redimidos pela misericórdia, benevolência, pela graça imerecida.

Jesus Cristo mostra-nos que o perdão divino a nós está condicionado ao perdão que concedemos ao próximo. O perdão vertical só acontece quando o horizontal é uma realidade. Quando o perdão horizontal é uma realidade, significa que somos chamados por nosso Pai. O perdão horizontal é uma evidência que recebemos o perdão vertical.

No evangelho segundo Mateus, encontramos na oração que Jesus ensina, um pedido quanto ao futuro. Somos ensinados a suplicar ao Senhor para livrar-nos da tentação. A tentação em si não é pecaminosa, mas, se cairmos em tentação, pecamos contra Deus, contra o nosso próximo e contra nós mesmos. Precisamos, portanto, rogar a Deus para nos livrar do mal, neste sentido, do maligno. Nossas tentações procedem do nosso coração corrupto e do tentador maligno.

Jesus conclui a oração como começou, com Deus declarando que a Deus pertence o reino. O reino é o domínio de Deus sobre seus súditos, o governo universal de Jesus Cristo em nossos corações. Somente Ele tem todo o poder, ou seja, a Deus pertence o poder, nos céus e sobre a terra. Seu poder é interminável, imaginável, ilimitado. Nada é impossível para Deus.

Reconhecer a Deus, nosso Pai, glorificá-lo é extraordinário, toda glória a Deus pertence para sempre, Deus não divide sua glória com ninguém, Ele tem glória em si mesmo, e toda a criação proclama a sua glória. Sua glória está em seu filho e também na igreja.

Que nossas orações se alinhem com os ensinamentos de Jesus Cristo, nosso Senhor e salvador. Que toda a honra, glória, louvor sejam dadas somente a Ele. Porque dEle, por Ele, para Ele são todas as coisas. Toda a glória seja dada a Ele, somente a Ele, hoje e eternamente.

Amém!

Aplicação para nossa vida.

Sabemos que Jesus Cristo ensinou que toda a glória pertence ao Pai, neste sentido, oremos como Jesus Cristo ensinou. Inicie a oração glorificando, reconhecendo, que somente Deus é Deus.

Entendemos que nossas orações tem que estar alinhadas com a vontade do nosso Pai, nosso Senhor Jesus Cristo, o Salvador, aquele que Deus dá a vida por nós, ensina que a oração está voltada para o único que é digno de toda honra, glória e louvor. Neste sentido ao orar, não peça glórias para si, como riquezas, ou coisas materiais, mas oremos, glorificando ao Pai e para que sejamos instrumentos no reino de Deus.

Façamos como Jesus Cristo ensinou-nos, inicie a oração glorificando ao Pai e termine glorificando ao Pai.

Rev. Cristiam Matos

Oração de Moisés, homem de Deus – Salmo 90

Essa oração encontrada em Salmo 90 qual faz parte do quarto livro dos salmos, é atribuído a Moisés. Este salmo contrasta a “eternidade de Deus” com a “brevidade do homem”, os temas propostos em algumas versões são esses; A fraqueza do homem e a providência de Deus (Corrigida); A eternidade de Deus e a transitoriedade do homem (Atualizada); A eternidade de Deus e a brevidade da vida do homem (Almeida, Século 21); Oração de Moshe, o homem de Deus (Bíblia Judaica Completa). Para a pastora usaremos como título a Oração de Moisés, homem de Deus como proposto na versão Judaica Completa.
Moisés foi um grande profeta, escolhido por Deus, seus atos, feitos, e as leis enviada do nosso Deus aos homens estão relatadas em Êxodo, Levíticos, Números e Deuteronômio que somando ao Gênesis formam o Pentateuco.
Este texto demonstra que Deus sempre existiu, desde a eternidade é o Deus, único e eterno. O Senhor em sua benevolência, amor, misericórdia deixou que nós o conhecêssemos e chamou-nos para louvor e adoração ao Seu Santo nome, ao Deus Eterno, pelo que Ele é.
Moisés considerava Deus como “refúgio”, e isso era muito importante considerando as dificuldades enfrentadas pelo povo. Esse refúgio era o Deus eterno, cuja existência era anterior a qualquer coisa na face da terra. Tudo foi criado por Deus, bastou o Senhor ordenar para que tudo se criasse. Moisés demonstra que o Senhor é seu refúgio e não há outro lugar para abrigo a não ser no Senhor, que é forte, a nossa fortaleza, a alma de Moisés tinha sede de Deus. Moisés nos versículos primeiro e segundo demonstra Deus, como O Eterno.
Moisés também sabe que o homem é frágil, nos versículos terceiro ao décimo segundo retrata o homem, como um ser frágil, pecador, que não pode ser comparado com o Deus eterno. Deus tem todo poder, é justo, puro, perfeito em tudo o que faz, e o homem é fraco com falhas pois não consegue agradar ao Pai. O homem não é eterno em si, o homem é pó, sua vida passa como um sono ou como uma planta que, rapidamente, murcha e desaparece. O homem precisa do Senhor para que tenha vida, sem o Senhor ele está morto, perdido, condenado.
Além de ser frágil, é também pecador, cuja vida se desenvolve perante os olhos do Deus eterno. Todos os seus pecados são vistos e testemunhados por Deus, que está aguardando o dia final para descarregar sua ira e maldição contra os quebradores de sua Lei. Porque tudo passa rapidamente, mais cedo do que o homem imagina, estará diante de Deus e se defrontará com sua ira. O Senhor ira comparar nossa vida com a dEle, nossos atos com os dEle, pois em sua perfeição, não merecemos nada além de sua ira eterna, por sermos pecadores, indignos de seu amor. Contudo, Moisés clama a Deus, pedindo por sua compaixão e benignidade. O mesmo pecador que está na mira da ira de Deus pode experimentar dias alegres na presença do Senhor. Observe atenciosamente os versículos nono e décimo quarto, encontramos a frase “todos os nossos dias”. O nono mostra que somos alvo da ira de Deus, enquanto no décimo quarto versículo, “todos os nossos dias”, são de alegria diante do Senhor. Então, o mesmo Deus que descarrega sua ira contra o pecado, é também aquele que abençoa o pecador. A obra da graça de Deus faz isso.
A graça de Deus é maravilhosa, ela alcança aqueles a quem aprouve o Senhor de chamar, quando o Senhor chama, seu chamado é eficaz, inerrante, inviolável, irrevogável. Por esse motivo que a alegria está expressa, pois estaremos na presença do nosso Senhor por toda a eternidade.
Deus é o nosso refúgio!
A luz desse texto, somos ensinados que devemos reconhecer nossa fragilidade, a vida passa rapidamente, ao comparar nossa vida terrena com à eternidade, percebemos que sem o Senhor, somos um ponto pálido colocado no meio do universo, sem Cristo, estamos frágeis.
Se reconhecermos nossa fragilidade, em Jesus Cristo reconheceremos nossa pecaminosidade, nossos pecados estão diante dos olhos de Deus. Por causa de nosso pecado somos alvos da ira de Deus. Ira justa, perfeita aos olhos do Senhor. Contudo, Deus é misericordioso e benigno, e providencia salvação. Fez isso na pessoa de seu Filho, Jesus Cristo. Em Cristo o pecador experimenta grande alegria e grande satisfação em Deus.
Que o Senhor alcance molde os corações de seus filhos amados para que nossa satisfação plena, esteja no Senhor.
Que o Senhor abençoe nossas vidas, que a graça maravilhosa de Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão com o Espírito Santo, esteja sobre nós.
Louvaremos ao Senhor, hoje e por toda a eternidade na alegria plena, única e verdadeira, que está no Senhor, Jesus Cristo, nosso Salvador.

Uma semana abençoada a todos!

Rev. Cristiam Matos

Oração com intimidade

Neemias orou com intimidade

Todo começo de ano temos a semana de oração, momentos dedicados somente a conversar com o Senhor. Para nossa reflexão hoje, falaremos sobre oração, esse momento extraordinário de falarmos com o Senhor. Para nossa instrução usaremos Neemias.

Durante quatro meses Neemias orou a Deus “dia e noite” em favor do seu povo. Não encontramos relatos de que a oração de Neemias, era para os exilados retornarem à Palestina, mas, para que Deus os protegesse. Ele sabia que somente o Senhor com sua proteção sobrenatural, a cidade poderia sobreviver e ser restaurada. 

Neemias era copeiro do rei, posição essa, de destaque e de confiança na corte persa, a obrigação do copeiro, era provar o vinho e a comida do rei, para verificar se não estava envenenado. Segundo alguns estudiosos da história antiga, o copeiro tinha mais influência que o comandante em chefe.

Observe que a posição de Neemias, não lhe subiu a cabeça, não ficou soberbo, não deixou que a vaidade o consumisse, não se afastou de Deus, manteve sua intimidade com o Senhor. Ele orava confiando no Senhor, dessa maneira sua intimidade com Deus era preservada.

Umas das lições que aprendemos aqui, é a intimidade que o cristão deve ter com Deus. Todo cristão deve nutrir uma vida de oração, ela é o balsamos do cristão, seu combustível, o momento que a conversa com o Pai se torna próxima.

Neemias não contou sua aflição para outro, ele procurou o Senhor, colocando diante dEle sua dor. Neemias sabia que somente o Senhor, o Deus, Reis dos reis, qual tem o controle de todas as coisas, ouviria sua oração, com o espírito consolador restauraria a cidade e daria paz ao povo.

Neemias tinha intimidade com Deus, orava ao Senhor nos momentos de dificuldade do próximo, de luta em que a cidade estava passando. Observe que a oração de Neemias não era em benefício próprio, seus pedidos eram em prol dos outros, da cidade. Jesus Cristo não orou em benefício próprio, mas sempre pelo próximo.

Neemias usa a expressão “Perante o Deus dos céus”; O que entendemos pela expressão “perante o Deus dos céus”?

Está expressão nos dá base para reafirmar a intimidade que Neemias tinha com o Senhor, pois, estar perante o Deus é como contemplar o seu rosto. O salmista Davi pedi somente uma coisa, “A Deus, o Senhor, pedi uma coisa, e que eu quero é só isto: Ele me deixe viver na sua casa todos os dias da minha vida, para sentir, maravilhado, a sua bondade e pedir a sua orientação.”

Esta oração tem que estar nos lábios do cristão, adorar a Deus, estar na presença de Deus, contemplar o rosto de Deus, ouvir a voz do Senhor, pedir-lhe conselhos.

Buscar ao Senhor, morar na casa do Senhor é desfrutar da presença de Jesus Cristo ao longo de toda a vida. Desfrute de Jesus Cristo, tenha intimidade com Ele, sinta prazer de colocar-se como servo de dEle, chore na presença do Senhor.

A Escritura Sagrada apresenta a nós o grau de intimidade de Moisés com Deus, “face a face”, seu prazer estava no Senhor, ele tinha intimidade com o Pai.

Abrão gozava desta intimidade com Deus a ponto de ser chamado o “amigo de Deus”.

Jesus era muito íntimo de Deus quando orava, Ele nos ensinou a orar com intimidade, Ele intercede por nós até hoje, demonstrando que a oração é nutrir a intimidade com o Senhor. Oremos assim, como Jesus Cristos ensinou, como Neemias orava.

Tenha intimidade com Senhor!

Nesta devocional, aprendemos que precisamos interceder pelo próximo, sentimos que precisamos ter mais intimidade com o Senhor, ter mais tempo com o Senhor, colocando-se de joelhos e conversando com o nosso Salvador.

Que o nosso Senhor Jesus Cristo, conceda a nós um coração ensinável e desejável por Ele. Que nossos joelhos estejam dobrados para falar com o Senhor, todos os dias.

Que o nosso Senhor e Salvador, abençoe sua vida e oremos, pelo nosso país, governantes, líderes religiosos e pelo crescimento do evangelho.

Que o avivamento venha do céu, começando em mim e seguindo além!

Louvado seja o Nome do Nosso Senhor.

Rev. Cristiam Matos

Amar como Cristo Jesus

O maior mandamento que o Senhor nos dá, é o amor, Jesus Cristo ensino a como amar, assim como o Pai amou-nos primeiro. O apóstolo Paulo escreve sua carta aos efésios, conforme registro no quinto capítulo nos versículos vigésimo segundo a vigésimo nono. Nestes versículos Paulo apresenta a Cristo como o cabeça da igreja, o salvador.

O Senhor amou a igreja de tal forma que entregou a si para que a igreja tivesse vida. Jesus Cristo entregou-se de forma plena e perfeita, somos lavados e restaurados, por intermédio de Cristo. O amor que sentimos por Cristo foi dado a nós pela graça divina.

Jesus ensina que o amor é a fonte de restauração, pois quando amamos assim como Cristo amou, o casamento se torna centrado em Cristo, os filhos obedecem ao mandamento honrar os pais, a esposa ama o marido e torna-se sábia e edifica a casa.

O amor ensina a ser obedientes, humildes e entender que tudo o que temos, foi dado a nós por intermédio de Cristo.

A palavra de Deus é perfeita, boa e agradável, nela contém o mais sublimes dos ensinamentos, esse ensinamento que em meio a adversidades somos sustentados, fortalecidos e restaurados. Assim também podemos dar suporte a todos os que estão passando por dificuldades, tanto familiar como pessoal.

O apóstolo Paulo aplica o amor de Cristo em sua vida, ele foi expulso, preso, açoitado, julgado, mas sempre orou, ensinou com todo amor. Ele sabia que tudo o que estava acontecendo não teria nenhuma importância se fosse por amor a Cristo Jesus.

Neste sentido de forma extraordinária percebemos que se o amor de Cristo está em nossas vidas, é porque recebemos entendimento e o desejo de amar como Cristo amou. Talvez você esteja vivendo uma grande dificuldade ou passando por uma enorme tristeza. A cura para essa dor, não está em barganha, mas em olhar para Cristo, quando somos fracos, Cristo nos fortalece.

Cristo amou a igreja, salvou a igreja, santificou a igreja, purificou a igreja, através do amor, verdadeiro e puro sem esperar nada em troca, a não ser o desejo de agradar ao coração do Pai. Olhe para Cristo Jesus e vivamos como Cristo viveu, pois assim seremos fortalecidos e amaremos como Cristo amou-nos.

Que o Senhor o abençoe!

Rev. Cristiam Matos

Uma triste Caminhada.

O Evangelho de Lucas no vigésimo quarto capítulo encontramos o registro da ressurreição de Jesus Cristo, a aparição aos discípulos e o momento em que Ele é levado para o Céu. Lucas registra que no domingo bem cedo as mulheres foram ao túmulo, levando os perfumes que haviam preparado, esse dia não começou como um dia de muita alegria. Era um dia de profundo pesar no qual havia trabalho a realizar. Se lembrarmos do clima, muito provavelmente o corpo já estaria em decomposição. Por isso as mulheres foram ao túmulo com o propósito de ungir o corpo de Jesus com as especiarias e perfumes que tinham preparado.

O judeu acreditava que o corpo voltava para a terra, mas o espírito se dirigia para Deus, o motivo de se ungir o corpo com especiarias, era para que o espírito chegasse limpo na presença de Deus.

O que elas estavam fazendo certamente demonstrava amor e devoção, a Jesus Cristo, mas, demonstra com muita ênfase a falta de fé. Elas deveriam ter lembrado das reiteradas promessas do Salvador de que Ele ressuscitaria “ao terceiro dia”.

O primeiro dia começava no anoitecer do sábado. Marcos dá a entender que as mulheres compraram as especiarias ao anoitecer de sábado, já que o shabat, começa no pôr do sol de sexta e termina no pôr do sol de sábado. Muito provavelmente elas foram à sepultura bem cedo, pois seria uma hora que elas não seriam perturbadas por outros.

A sepultura naquela época, era uma gruta escavada na rocha sólida. Na frente se rolava uma pedra circular para evitar a entrada de estranhos. Essa pedra era extremamente pesada, qual necessitava de um grande esforço para ser rolada. As mulheres ficaram surpresas ao encontrar a sepultura aberta.

O texto deixa sinais de que as mulheres não tinham ouvido que o túmulo seria selado e guardado. Pôncio Pilatos ordenou que os guardas, cuidassem para que o tumulo não tivesse o selo violado, nem que os discípulos levassem o corpo de Jesus.

No caminho para o túmulo as mulheres manifestavam preocupação com a pedra. Encontramos esse relato conforme consta no evangelho de Marcos. Assim está escrito: “Mas diziam entre si: Quem nos removerá a pedra da entrada do túmulo?”

Elas não precisavam se preocupar com isso, pois Cristo já não estava mais lá a pedra já havia sido removida, de dentro para fora. Então quando elas chegam onde Jesus fora sepultado, notaram que a pedra já estava removida. As mulheres entraram no túmulo, porém não acharam o corpo de Jesus. Ao entrarem, as mulheres não acharam o corpo do Senhor Jesus! O túmulo estava vazio.

As mulheres não tinham a mais vaga ideia do que tinha acontecido, é obvio que não havia planos da parte dos discípulos de removerem o corpo de Cristo Jesus, assim como os líderes judeus estavam alegando. Talvez elas tivessem cogitado a hipótese de que José e seus auxiliares tivessem levado o corpo para um lugar mais seguro.

No momento em que elas estavam no sepulcro, apareceram dois varões ou anjos como encontramos na tradução, e eles dizem as mulheres, “Jesus ressuscitara”. Duas testemunhas estiveram com Jesus na Transfiguração e na ascensão.

Jesus havia prometido que ressuscitaria e ressuscitou!

A luz deste texto podemos concluir que em muitos momentos vivemos uma triste caminhada, pois esquecemos das promessas do nosso Senhor e Salvador, o próprio Cristo anunciou que seria morto e ressuscitaria, mas, esqueceram da promessa do Senhor. Ele disse que da mesma forma que subiu aos céus voltaria para buscar-nos. Ele voltará, pois, sua palavra não mente nem volta atrás.

O cristão sabe que seus pecados são perdoados, pois se o Pai não tivesse ficado satisfeito com a expiação feita por seu Filho, por nossos pecados, Ele não o teria ressuscitado dentre os mortos.

O nosso Senhor vive e reina, Ele está voltando para buscar-nos. Tenha fé no Senhor e o mais Ele fará.

A caminhada de alguém somente será triste se estiver sem Cristo, pois se estivermos com Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador, aquele que vive, teremos alegria pois somos servos do Deus vivo que reino para todo sempre.

Que o Senhor te abençoe e que Cristo Jesus reine em sua vida, vivamos para a glória dEle.

Rev. Cristiam Matos