Para onde estou olhando.

Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro?” – Sl 121.1

 

Este é um canto de romagem, isto é, daqueles que o povo de Israel cantava enquanto peregrinava até o templo em Jerusalém para as principais festividades religiosas. Retrata a angústia do peregrino, seus medos e preocupações que o assediava intensamente tirando-lhe a tranqüilidade da alma. Cada viajante tinha em seu coração o desejo de adorar a Deus em primeiro lugar, e depois receber alguma benesse que necessitava. Alguns queriam o perdão de seus pecados e/ou de seus familiares; outros desejavam uma intervenção divina para resolução de alguma pendência social; outros ansiavam paz para seus espíritos perturbados, enfim, cada um com sua necessidade. 

Elevar os olhos para os montes é uma expressão de esperança. Desiludidos de esperar pelos homens, os peregrinos olhavam para o cimo dos montes onde ficava Jerusalém (a cidade santa) e o templo (casa de Deus), e espiritualmente depositavam no Senhor suas vidas e anseios. 

Contextualizando e sem querer ser pessimista, não vejo como confiar no homem e na tão exaltada ciência como detentora de toda a verdade e poder. Se algo tem tirado o “sono” é a sombra constante deste inimigo invisível aos olhos e que está por toda a parte. Sua ação rápida e muitas vezes letal cria este ambiente de insegurança e apreensão. Sei que pode soar como “paranóia” da minha parte, mas estamos cercados por este exército brutal que prostra seus oponentes num leito e assiste a morte lenta e agonizante dos caídos em combate. A ciência está sempre atrasada, sempre em busca de respostas para reagir e nunca preparada para antecipar qualquer investida, principalmente na questão da saúde pública. Uma vez instalado o problema, a ciência sai em busca de uma resposta, de um paliativo imediato e uma “meia-solução” a médio e longo prazo que nunca oferecem uma erradicação do problema. Por exemplo: Sarampo. Esta doença foi “erradicada” no Brasil, mas houve surtos em 2018 e 2019. O paradoxo está no fato de como uma doença erradicada (que foi destruída, tirada de circulação, arrancada, desaraigada, eliminada totalmente) pode reaparecer. Isto significa que, de fato, ela nunca desapareceu, mas foi mantida sob controle através de vacinas. Desta forma, o ser humano ficou dependente da “ciência” e freguês assíduo do produto farmacêutico. Sei que parece uma  “teoria da conspiração”, mas como confiar no homem pecador que deseja explorar seu próximo e mantê-lo sob seu controle através de um sistema que não cura, mas mantém a saúde sob sua custódia? 

Como o povo de Israel, elevo meus olhos para os montes. Sei que nada acontece por acaso, nem mesmo esta opressão silenciosa que angustia nossa alma e vende a idéia de que chegando a vacina tudo voltará ao normal. Sendo realista, será mais um vírus dentre tantos que existem em nosso organismo que reaparecerá em tempo oportuno. 

Elevo meus olhos para os montes. Não quero sofrer com aquilo que não posso mudar ou lutar, porém não colocarei jamais minha esperança no poder ou conhecimento do homem, e sim no Senhor que me guarda até o fim, até o dia específico e determinado para minha morte neste mundo. 

Elevo meus olhos para os montes. Sei que dali me vem o socorro, a paz, o sossego para alma e refrigério para o corpo, coisas que tanto necessito. 

Elevo meus olhos para os montes…. E você? Para onde está olhando?

Um bom e abençoado dia.

Rev. Joel