O arrependimento de Deus.

Em vários textos bíblicos encontramos a expressão que Deus se arrependeu, logo no primeiro livro de Moisés chamado Gênesis, no sexto capítulo, sexto versículo. Mas como podemos entender que Deus se arrependeu se Ele é perfeito, Deus não muda, não se arrepende.

A bíblia afirma que Deus não se arrepende em circunstância alguma, essa afirmação encontramos no quarto livro de Moisés chamado Números, no vigésimo terceiro capítulo, décimo nono versículo.

Para entendermos sobre essa expressão arrependimento usada para Deus, precisamos recorrer a uma regra chamada antropopatismo. Ela significa a atribuição de sentimentos humanos à Deus. A palavra, derivada do grego e representa a união dos termos “anthropo” (homem) e “pathos”, (paixão).

Observe que o texto que estamos estudando; “então, se arrependeu o Senhor de ter feito o homem na terra, e isso lhe pesou no coração”, note as atribuições de sentimentos humanos à Deus. A palavra arrependimento não é algo que Deus tenha pensado errado ou talvez mudado de ideia. Neste sentido entendemos que não é a mesma palavra usada para o ser humano o qual o arrependimento está relacionado com o pecado, a tristeza causada pelo pecado. Ao afirmar que Deus se arrepende no sentido estrito estaríamos negando o seu pré-conhecimento e, assim, afirmando que existiria o mal nEle.

A explicação para a razão da Escritura falar que Deus “arrependeu-se” baseia-se no princípio da adaptação, ou seja, na Escritura, Deus adapta-se à nossa limitação. Quando criaturas finitas, nós que temos nosso conhecimento limitado, não conseguem compreender o Deus infinito, em alguns momentos Deus veste-se da nossa natureza e emprega certas expressões para que o compreendamos segundo a nossa capacidade.

Às vezes encontramos na escritura passagens que parecem deixar implícito ou em outras escreve que Deus pode mudar de ideia, mas há um número bem maior de textos que asseguram a imutabilidade de Deus no que diz respeito ao Seu ser e ao Seu conhecimento.

Berkhof escreve algo muito interessante, a Escritura fala do arrependimento de Deus, da sua mudança de intenção, e da alteração que faz da sua relação com pecadores quando esses arrependem-se. Devemos lembrar de que se trata apenas de um modo antropopático de falar. Na realidade, a mudança não é em Deus, mas no homem e nas relações do homem com Deus. Neste sentido podemos de forma bíblica sustentar a doutrina da imutabilidade de Deus. Deus age na vida do homem, concedendo a fé nEle.

A escritura é inerrante, não contém erros, a Bíblia reconhece as limitações do ser humano em contraste com Deus. Ao falar da magnitude de Deus e que a Bíblia não tem erros, entende-se que os escritos bíblicos têm a capacidade de nivelar o conhecimento intelectual limitado do homem, perante tanta grandiosidade de Deus.

Quando lemos na Bíblia que Deus se arrependeu, temos que lembrar-nos quanto a inerrância da Bíblia, a imutabilidade de Deus e o reconhecimento da linguagem humana a referir-se a Deus.

Nesse sentido, quando lemos na Bíblia que Deus se arrependeu, apenas mostra que na óptica de quem escreveu, Deus não mudou os Seus planos. Deus quis que assim fosse, porque Ele é Soberano e, olhando por exemplo para Jonas no terceiro capítulo, décimo versículo, todos os pormenores que acontecem, acontecem com o propósito divino, para a Sua própria glória.

Nosso Senhor Jesus Cristo entregou-se na cruz para satisfazer ao coração do Pai. Ele amou aos escolhidos do Pai de tal forma que se sacrificou para que todo aquele que nEle crer, tenha a vida eterna. Tudo o que acontece está debaixo dos propósitos do Senhor e isso traz segurança aos nossos corações. Adoramos a quem criou todas as coisas e tem todo poder para curar, a cura é a salvação que encontramos semente no Senhor.

Deus não se arrepende e temos a certeza de que todas as suas promessas em seu tempo devido se concretizarão. Logo veremos nosso Salvador aquele que venceu a morte, Jesus Cristo descendo da mesma forma que subiu, para buscar-nos.

Que Nosso Senhor abençoe sua vida e vivamos para glória de Seu santo nome!

Confie no Senhor e nas suas promessas, pois Deus não é homem para mentir e nem para arrepender-se.

Glorifique ao nome dEle, toda glória e dada somente a Ele.

Deus abençoe sua vida! 

Vencendo a Frustração

Muitas pessoas já experimentaram o sentimento de tristeza, talvez, quando um sonho não foi realizado, um planejamento não fora alcançado, ou algum outro motivo. Quando esse sentimento aparece o conhecemos como frustração, normalmente, ocorre quando expectativas não são alcançadas. Quando encontramos esse sentimento em nossas vidas e alguém nos pergunta o que houve, respondemos que estamos decepcionados, desencantos, desapontados, desgostosos, desiludidos ou até mesmo insatisfeitos.

 Na Escritura Sagrada encontramos alguns exemplos de frustração, uma delas está no contexto familiar, Ana, experimentou frustração porque não podia gerar filhos. Seu sentimento de tristeza, fora muito profundo. Elcana era seu marido e fazia de tudo para agradar a esposa, mas todo esforço parecia não obter resultados positivos, no livro de Primeira Samuel no primeiro capítulo e oitavo versículo, encontra-se o relato de Ana: “Ana, por que choras? E por que não comes? E por que estás de coração triste? Não te sou eu melhor do que dez filhos?”. Ela estava frustrada, porque o filho desejado não chegava.

Outro exemplo é Jacó, se casou com a mulher errada, quando conheceu Raquel, ele ficou tão apaixonado que aceitou trabalhar sete anos pelo direito de casar-se com a filha de Labão. Contudo, quando chegou o tempo de receber Raquel por esposa, o pai da moça lhe entregou Lia, a filha mais velha. Imagine a frustração, decepção, quando “ao amanhecer, viu que era Lia” com quem se casou. “ao amanhecer, viu que era Lia. Por isso, disse Jacó a Labão: Que é isso que me fizeste? Não te servi eu por amor a Raquel? Por que, pois, me enganaste?” (Esse registro encontramos no livro do Gênesis vigésimo nono capítulo e vigésimo quinto versículo). Jacó não alcançou de imediato o casamento dos sonhos.

Marta e Maria também sentiram tristeza, frustração, com a morte de Lázaro. Jesus foi avisado da enfermidade de Lázaro, mas levou vários dias para Ele chegar, e quando chegou, Lázaro já estava sepultado há quatro dias. Esse registro encontramos no Evangelho Segundo João décimo primeiro capítulo do vigésimo primeiro ao trigésimo segundo versículo: “Disse, pois, Marta a Jesus: Senhor, se estiveras aqui, não teria morrido meu irmão.”; …. “Quando Maria chegou ao lugar onde estava Jesus, ao vê-lo, lançou-se lhe aos pés, dizendo: Senhor, se estiveras aqui, meu irmão não teria morrido.” Elas estavam frustradas, porque a tão esperada cura do irmão não aconteceu.

Nesses três relatos, todos sentiram-se frustrados, pois a plenitude de satisfação não fora alcançada, Ana não conseguia gerar filhos, Jacó casou-se com a mulher errada, Marta e Maria viram o irmão morrer.

Mas, onde está a origem desses problemas apresentados, para que eles se sentissem frustrados? Como podemos vencer essas frustrações?

Os três relatos apresentados na Escritura Sagrada, mostram que todos focaram a atenção e depositaram suas esperanças em um sonho que podia ou não ser realizado, alcançado, em algo que podia ou não dar certo. E quando não aconteceu como estavam esperando, veio a frustração.

O maior segredo está onde você deposita sua esperança, há uma enorme diferença em depositar a esperança de plenitude de satisfação num sonho que pode ou não se tornar realidade, comparado à plenitude de satisfação a ser encontrada seguramente e plenamente em Deus. 

Quando o foco de sua plenitude de satisfação, passa a concentrar-se em Deus, Jesus Cristo, nosso Senhor e não mais em seus sonhos pessoais, a frustração desaparece.

Ana assumiu o compromisso com Deus de tornar-se bênção para outras pessoas caso Deus lhe desse um filho, e abriu mão do filho por amor ao Reino de Deus. Quando fez isso, a frustração foi embora, conforme está registrado no livro de Primeira Samuel capítulo primeiro e décimo oitavo versículo. “…a mulher se foi seu caminho e comeu, e o seu semblante já não era triste”.

Jacó tornou-se rico e teve uma família grande, tendo se casado também com Raquel, a quem amava, alcançando sucesso no trabalho e na família. Contudo, algo lhe faltava, até que entendeu que mais importante do que qualquer sucesso nesta vida, precisava sentir plenitude de satisfação em Deus. Por isso, lutou com um anjo de Deus, esse registro encontra-se no Livro do Gênesis trigésimo segundo capítulo e vigésimo sexto versículo: “Não te deixarei ir se me não abençoares.” O foco de Jacó passou a ser Deus.

Marta e Maria não compreenderam de início que enfermidade de Lázaro, era para a manifestação da glória de Deus, até o dia em que Jesus chegou, mesmo depois de Lázaro ter sido sepultado há quatro dias, e o ressuscitou.

Que extraordinário entender que ao focar no Senhor essas frustações se vão, à luz disso tudo, concluímos que a frustração se faz presente quando o foco da vida de alguém, está errado, está centralizado num sonho pessoal e que pode ou não ser realizado. Quando a plenitude de satisfação é buscada em Deus e na glória de Deus, no Rei dos reis, Senhor dos exércitos a frustração desaparece, pois Deus preenche e completa os anseios mais profundos do coração e da alma. NEle temos plena satisfação.

O salmista Davi no Livro dos Salmos no décimo sexto capítulo e décimo primeiro versículo encontramos de forma extraordinária onde encontramos a plenitude de alegria. “…na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra, delícias perpetuamente.”

Nossa plenitude de alegria está no Senhor! Louvado seja Deus!

Que o Senhor os abençoe ricamente e nosso plenitude de alegria esteja nEle.

Amém!

Rev. Cristiam Matos

Igreja Presbiteriana de Joinville – Entre avanços e retrocessos

No dia 30 de agosto comemoramos 84 anos de organização desta igreja. 

Tudo começou com a chegada do Presb. Fernando Nunes Santana e família em 1921. Foi na casa dele que as primeiras reuniões de estudos bíblicos e orações iniciaram. Eles abriram as portas de seu lar e acolheram as primeiras que o Senhor escolheu: João Bernardino da Silveira e José Marcos de Freitas, com suas respectivas famílias; e assim surgiu a Escola Bíblica Dominical para crianças e também os cultos regulares. 

Em 30 de abril de 1923 cresceram o suficiente para sair da condição de “ponto de pregação” para “Congregação Presbiterial” organizada pelo então Presbitério do Sul.

O primeiro pastor a atender este novo campo foi o Rev. Palmiro Rugeri, que o fez em dois períodos distintos – 1923-1924 e 1928-1937, perfazendo 9 anos de cuidado pastoral. É bem verdade que missionários americanos visitaram o trabalho antes disto: Roberto Frederico Lenington, George Landes Bieckerstapf, e A.C. Conrad. Além destes, pastoreou esta congregação, por breve período, o Rev. Harold Cook. Além disto, esta florescente comunidade presbiteriana contou com a visita dos Revs: Antônio Marques da Fonseca Júnior, Agenor Mafra, Parísio Cidade, Floyd Soevering, Martinho Rickli e Adolfo Anders.

Em 30 de agosto de 1937 o Presbitério organizou a congregação em igreja, onde foram eleitos os primeiros oficiais: Fernando Nunes Santana e João Bernardino da Silveira, e diáconos os irmãos José Marcos de Freitas e Raulino Torrens. Naquele momento a igreja possuía 49 membros comungantes, 47 não comungantes e 76 alunos matriculados na Escola Dominical. O primeiro pastor efetivo foi o Rev. Adolfo Anders.

11 anos depois (1948), sem apresentar nenhum crescimento significativo (contava com 43 comungantes e 64 não comungantes), a igreja retornou à condição de Congregação Presbiterial por não ter condições em manter suas obrigações eclesiásticas. Somente em 31 de maio de 1953 a Congregação foi reorganizada em igreja com tímido rol de membros composto por 32 comungantes e 31 não comungantes.

De 1953 para nossos a igreja vem se esforçando para crescer e se firmar como uma igreja sólida, capaz de manter-se e ajudar outras a se estabilizarem. Pela graça de Deus substituímos o templo antigo – menor e com problemas estruturais – para o que hoje utilizamos. Nosso Conselho é formado por homens de Deus, capacitados pelo Espírito, servos de Jesus Cristo, dispostos a trabalhar com amor e alegria pelo reino. 

Quanto ao crescimento, internamente contamos com 199 comungantes e 50 não comungantes; quanto ao crescimento do presbiterianismo na cidade, somos três igrejas (Central, Antioquia e Jardim das Oliveiras) e uma congregação (Vila Nova). Ver estes números nos faz corar de vergonha. Joinville certamente possui mais de 700 mil habitantes, e não somos 500 presbiterianos nesta cidade. 

Precisamos mudar esta realidade. Está na hora de reunirmos forças e recursos humanos e financeiros para abrir novos pontos de pregação e congregações, e confiarmos na bondosa mão do Senhor que há de nos sustentar e acrescentar, dia a dia, os que serão salvos (At 2.47). Vamos abrir a porta dos nossos lares e corações para abrigar pequenos grupos de estudo, verdadeiros núcleos que poderão se tornar em congregações num futuro próximo e mais tarde em igrejas organizadas. Quem sabe alguém não vai contar a história da igreja que começou em seu lar…

Que o Todo Poderoso abençoe ricamente a sua vida.

Rev. Joel Lemes

 

Por que a Cruz?

A cruz é o elemento central da obra de Cristo, a Bíblia toda aponta para a cruz. O apóstolo Paulo em sua primeira carta aos Coríntios no segundo capítulo e segundo versículo afirma: “Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado.”
Toda a Bíblia Sagrada aponta para Jesus Cristo, sua morte e ressurreição. Sua vida não foi marcada pelo pecado, ou seja, Cristo foi perfeito, não cometeu erros, não caiu em tentações. Seus extraordinários ensinamentos, milagres, foi importantíssimo, mas o ponto nevrálgico do seu ministério foi sua morte na cruz. Mas o que torna a morte de Cristo na cruz tão importante?
Jesus foi o substituto, morreu a nossa morte, entregou sua vida em nosso lugar. No primeiro livro da Escritura Sagrada encontramos a substituição que Ele faria, conforme vamos aprofundando nos livros, essa evidência se torna cada vez mais forte.
No livro escrito por Moises encontramos, Deus pedindo para Abraão oferecer Isaque, seu filho, como sacrifício. Ele obedece a voz do Senhor e no último instante o próprio Deus impediu Isaque de ser morto em sacrifício. Deus lhe mostrado um carneiro preso pelos chifres entre os arbustos, como está registrado no livro do Gênesis no vigésimo segundo capítulo e décimo terceiro versículo; “tomou Abraão o carneiro e o ofereceu em holocausto, em lugar de seu filho.”
Observe que Deus pediu para Abraão oferecer seu filho a Deus, assim como Deus ofereceria seu próprio Filho em lugar de Abraão.
No décimo segundo capítulo e décimo terceiro versículo do Êxodo, os primogênitos do Egito foram mortos quando Deus enviou a décima praga, os primogênitos do povo de Deus não foram mortos porque um cordeiro foi morto em lugar deles, cujo sangue foi utilizado para marcar a porta das casas dos israelitas.
O profeta Isaías registra em seu livro no quinquagésimo terceiro capítulo, no quinto e sextos versículos, palavras extraordinárias tão profundas retratando o que aconteceria com Jesus Cristo, é como se ele estivesse diante da cruz quando, lei com atenção suas palavras: “Mas Ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas Suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o Senhor fez cair sobre Ele a iniquidade de nós todos.”
Quando entramos no Novo Testamento encontramos a completa a ideia da substituição feita por Cristo, ao afirmar: “Carregando, Ele mesmo em Seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas fostes sarados.” Encontramos essas palavras em primeira Pedro capítulo primeiro no vigésimo quarto versículo.
Jesus nos substituiu na cruz. A morte de Cristo na cruz foi a nossa morte. Qual nós merecíamos, porém, jamais suportaríamos tamanho sacrifício.
Jesus foi condenado em nosso lugar, a morte de Cristo não foi nenhuma fraude, nem foi resultado de um erro jurídico, Deus nunca erra e seu julgar é perfeito, neste sentido Sua morte foi o cumprimento do propósito de Deus em condenar o pecado, aplicando juízo e justiça contra os condenados.
Imagina o momento que Jesus clamou em alta voz; “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”, este registro encontramos no evangelho segundo Mateus no vigésimo sétimo capítulo, quadragésimo sexto versículo, quão difícil deve ter sido aquele momento. Aquele foi o momento em que Deus deixou Cristo sozinho, experimentando o peso do pecado ‒ Deus Pai virou as costas para o Deus Filho, seu amado Filho, porque estava se tornando condenado em lugar do pecador.
O apóstolo Paulo em sua carta aos Gálatas no terceiro capítulo e décimo terceiro versículo escreve; “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se Ele próprio maldição em nosso lugar – porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro.”
O profeta Moises escrevo o livro de Deuteronômio, no vigésimo primeiro capítulo e vigésimo terceiro versículo encontramos as palavras; “o Seu cadáver não permanecerá no madeiro durante a noite, mas, certamente, o enterrarás no mesmo dia; porquanto o que for pendurado no madeiro é maldito de Deus; assim, não contaminarás a terra que o SENHOR, teu Deus, te dá em herança.”
A condenação de Cristo na cruz foi a nossa condenação.
Jesus é nosso Salvador, O Salvador, a obra de Cristo na cruz foi perfeita, plena, completa. Os nossos pecados foram despedaçados, destruídos, isso significa que a nossa dívida foi paga, quitada, não há mais qualquer débito em nossa conta diante do justo Juiz.
Jesus Cristo foi morto, morreu a morte de Cruz, foi sepultado, mas no terceiro dia Ele ressuscitou, venceu a morte, venceu o mau, venceu as trevas e nos resgatou, Glórias ao Nome do Nosso Senhor e Salvador. A ressurreição de Jesus Cristo e seu retorno para a glória, assentando-se à direita do Pai, garante a nossa ressurreição e nossa ida para a glória eterna. Louvado seja o Senhor!
Mas, para que Jesus se tornasse o Salvador, a cruz era o caminho inegociável, Cristo Jesus sabia disso. Ele não evitou a cruz, não correu da Cruz, muito pelo contrário, Ele foi em direção à cruz.
Nós evitamos a cruz, mas o lugar correto de encontrar o Salvador é na cruz, onde Ele nos substituiu e onde Ele foi condenado em nosso lugar ‒ a cruz é o lugar do encontro com Deus, onde nossos pecados foram pagos.
Tão somente aguardamos o Salvador, esse grande dia, e dia maravilhoso será quando Ele aparecerá entre as nuvens para nos levar à glória eterna com o Pai. Louvado é o Senhor! Que maravilhoso será esse dia.
A carta que o apóstolo Paulo escreve aos Colossenses no segundo capítulo e décimo quarto versículo está escrito; “Tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz.”
Neste sentido de forma extraordinária entendemos que somente aquele que, pela graça de Deus, aprendeu a gloriar-se na morte de Cristo é capaz de verdadeiramente, gloriar-se em sua ressurreição. A cruz e a coroa não podem ser separadas.

Que Nosso Senhor Jesus Cristo abençoe a todos e vivamos para Cristo.

Rev. Cristiam Matos

Como devemos orar – Mateus 6.5-13

No Evangelho Segundo Mateus, encontramos o ensinamento de como devemos orar. Neste registro Jesus alerta-nos que não se deve orar como os hipócritas. Esse termo tem o significado de fingir, dissimular os verdadeiros sentimentos.

Algumas pessoas e alguns líderes religiosos, queriam ser reconhecidos como “Santos”, a melhor maneira era fazer em pé com voz audível e publicamente. Os homens nunca serão capazes de reconhecer a verdadeira intenção do coração, porém Jesus, conhece.

Jesus ensina a orar sem a repetição de palavras, repeti-las como um mantra ou talvez um jeito de encantamento, não fará com que o Senhor atenda a essa oração. Não está errado repetir as mesmas palavras uma e outra vez, porém a condenação aqui está nas repetições corriqueiras, das quais não saem do coração de uma forma sincera.

Jesus ensina como devemos orar, da forma que agrada ao Pai, ao Seu coração. Observe que as frases têm profundo significa de adoração ao Senhor:

“Pai Nosso que está nos céus”, indica adoração ao Deus trino, majestoso, santo, detentor de todo poder, amoro e o Deus pessoal.

“Venha o Seu reino”, faz uma referência ao reino espiritual, o reino que fora anunciado no pacto com Abraão, presente no reinado de Cristo, no coração de cada crente, e será completado quando a maldade for destruída e Ele estabelecer o novo céu e a nova terra.

“Faça-se a tua vontade”, neste momento estamos dizendo ao Senhor que somos fracos e precisamos dEle, pois a vontade do Senhor é boa perfeita e agradável. Somo falhos e precisamos do direcionamento do Senhor para as nossas vidas. Jesus quando esteve orando antes de ser levado para a cruz, orou dizendo ao Pai, que a Sua vontade se cumprisse. O nosso desejo, deve ser em agradar, fazer a vontade do Senhor.

“Nosso pão cada dia dá-nos hoje”, essa palavra é extraordinária, continuamos reconhecendo que precisamos do Senhor, que somos dependentes dEle, que confiamos em Sua providência. Tudo o que necessitamos será provido por Ele. Estamos reconhecendo que Ele é nosso supremo pastor. 

“Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores”, o perdão é vital na vida do cristão, nós devemos perdoar verdadeiramente aqueles que nos ofendem, que nos causam o mal. O cristão não pode guardar rancor ou mágoa, jamais pode proferir palavras de maldição a alguém. Jesus ensina que devemos perdoar, o maior mandamento que temos, é amar uns aos outros.

“Não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal”, mais uma vez estamos demonstrando nossa fraqueza e dependência do supremo Pastor, suplicamos para o Senhor guarda-nos, socorrer-nos, pois, sem Ele não seremos capazes.

“Pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém!” A oração termina adorando ao Senhor dos Senhores, Rei dos reis, reconhecendo a sua majestade, glória e poder hoje e para todo o sempre. A adoração pertence somente a Ele. Nossa oração deve ser em adoração, louvor e glória ao Senhor.

A maior motivação que temos ao orar, está em adorar ao Senhor, reconhecendo que Ele é nosso supremo pastor, e que tudo o que fazemos é para a glória dEle.

Jesus Cristo venceu a morte, venceu o mau, entregando a sua vida para dar-nos vida. O nosso Senhor vive e está voltando para buscar o Seu povo, um povo exclusivamente Seu. Rendamos glórias ao seu Santo nome.

Que as nossas orações glorifiquem a Jesus Cristo, hoje e para todo o sempre!

Rev. Cristiam Matos

Um pedido que Jesus não atendeu

Um filho faz muitos pedidos ao seu pai, qual avalia a importância e a intenção desse pedido. Um funcionário pede algo ao seu chefe, talvez antes de pedir o que ele gostaria, faz algumas ações qual não é de seu costume. O faz com intenções futuras, para ter seu pedido atendido.

É muito bom e satisfatório sermos atendidos em nossas pretensões, ter correspondido aquilo que pedimos. Talvez algumas pessoas se frustrem ao ter seu pedido negado. Um filho quando quer algo do pai, chama ele de papai querido, faz rodeios, bajula para que seu pedido seja respondido de forma igual ao que ele espera.

A mãe do Santiago e João foi até Jesus e prostando-lhe pediu um favor. A palavra prostrar-se tem o significado de lançar-se ao chão em postura de súplica ou adoração. Ela estava adorando ao Senhor com o seu coração motivado a pedir-lhe algo a Jesus Cristo. A motivação do coração não foi em adoração pelo que Cristo é, mas pelo que ela gostaria de receber.

Esse pedido estava implícito o ego e a vaidade, talvez ela estivesse confundido o reino celestial com o reino terreno, pois isso era um costume da dinastia. Não estou afirmando que ela não tinha fé, se usarmos Mateus 19.28, ela poderia muito bem ter interpretado como um acontecimento terreno.

O texto nos mostra que seu pedido não fora atendido, estamos diante de um texto que nos mostra que o Senhor não atendeu este pedido.

Por que o Senhor não atendeu o pedido?

O Senhor não atendeu ao pedido por ser um pedido ignorante, “Não sabeis o que pedis.” Em várias de nossas orações não sabemos pedir. Paulo diz que não sabe como orar, pedir – Romanos 8.26; Tiago nos exorta quanto ao pedir – Tiago 4.3; Ao orarmos, devemos orar em sintonia com a vontade de Deus. – 1 João 5.14, Jesus orou ao Pai dizendo; Não seja como Eu quero, mas como Tu queres.

A sabedoria e o conhecimento de Deus não permitem que Ele atenda a nossa ignorância.

O Senhor não atendeu o pedido por ser um pedido a vaidoso, “Que no teu reino se assentem um a tua direita e outro a tua esquerda.” A vaidade é um perigo muito grande, ela derrubou Lúcifer, levou nossos primeiros pais para fora do jardim localizado no Édem. Pois se comecem do fruto do conhecimento do bem e do mal, teriam o mesmo conhecimento de Deus. Deus não atende a vaidosos; só dá poder àqueles que estão prontos a glorificá-lo. – Atos 8.18-23; Deus não dá a sua glória ao homem. – Isaías 42.8; 48.11. É necessário que o nosso coração esteja limpo de qualquer vaidade quando pedimos algo a Deus. Às vezes oramos assim; Ó Deus encha-me com o teu Espírito Santo. Mas, continuamos vazios, isto é, porque ainda não há lugar para Deus em nosso coração. A bíblia nos ensina que Deus não aceita uma oração vaidosa. – Tiago 4.6; 1 Pedro 5.5

O Senhor não atendeu por ser um pedido incoerente, os discípulos pleiteavam um direito que não lhes cabia, algo que não pertencia a eles. Nosso pedido a Deus deve ser coerente, temos o dever de reconhecermos a nossa vocação e pautarmos a nossa vida dentro da vontade de Deus. – 1 Coríntios 7.17,20, devemos pedir a Deus que nos ensine a orar. Ao orarmos nossos pedidos devem agradar ao Senhor, sempre agradecer por tudo o que temos, tudo que nos foi dado, o maior milagre é nossa redenção.

Neste sentido nossos pedidos veem de encontro com a vontade de Cristo, para que o Seu nome continue sendo levado a todos os lugares, que nossos irmãos recebem a palavra de vida e bebam da água que mata a sede.

 Que Cristo sempre cresça e nós diminuamos, nossos pedidos não são para nosso benefício, devemos sempre visar o reino dos céus, tudo o que poderíamos receber é a condenação, mas recebemos a salvação. Louvado é o nome de Jesus Cristo.

Avaliemos nossos pedidos, para ver se por acaso se enquadram nos motivos acima porque Deus não os atende.

Oremos conforme a vontade do Pai, Cristo nos ensina a orar, “Que seja feita a vossa vontade”, não devemos orar por vaidade, barganha ou pedidos fúteis, oremos para que o Reino dos Céus e o nome de Cristo Jesus seja glorificado hoje e para todo sempre. Amém!

 

Rev. Cristiam Matos

 

Senhor, usa-me como um intercessor – Ezequiel 22.12-30

O esquecimento de Deus é a causa de todos os pecados de uma cidade ou de um povo. Os pecados de Jerusalém foram elencados como crueldade, idolatria, desprezo aos pais, opressão aos estrangeiros, maus tratos aos órfãos e viúvas, desprezo as coisas santas, profanação do sábado, promoção de intrigas para derramar sangue, tramar perversidade, incesto, adultério, subornos, usura e extorsão.

Agora precisamos fazer uma pergunta: Qual é a origem de tudo isso?

O versículo 12 nos responde; “De mim te esqueceste, diz o Senhor”. Quando não se dá atenção ao que é de Deus, aquilo que Deus ordena, proíbe, aprova, condena, quando não reconhecem seu olhar, poder, juízo, a prestação de contas diante dEle. Isso leva as pessoas a cair em todo o tipo de pecado, lascívia e transgressão. O esquecimento de Deus é a causa de todos os pecados.

No versículo 30 Deus está buscando alguém que tapasse o muro, a expressão no hebraico é “um tapume que tapasse”, as palavras são metafóricas, e essa metáfora foi extraída das vinhas, que costumava ter cercas e tapumes sobre elas para protegê-las de tudo que lhe pudesse causar dano.

Os Judeus eram a vinha de Deus e Ele o tinha cercado e coberto, pois eles eram o jardim de Deus. A cerca, tapume ou muro sobre seu povo era a sua proteção sobre ele.

O tapume qual o Senhor está colocando é a Boa Doutrina, Adoração Pura, Boas Leis, Bons Profetas, Homens de Oração, para preservá-los de todo erro, opiniões corruptas e pagãs, cuja aceitação era um perigo.

Deus forneceu aos Judeus, palavras certas, testemunhos seguros, oráculos vivos, mandamentos fiéis, pelo qual deviam julgar todas as doutrinas e opiniões.

O Senhor coloca que apesar dos muitos graves pecados que abundavam em Jerusalém, se Ele tivesse encontrado algum justo, com oração fervorosa, procurado tapar o muro, como Moisés, que se colocou na brecha, brecha que o pecado ali causara, levantando-se zelosamente contra o mal, buscando a reforma da cidade, Ele não teria prosseguido com os juízos. Se ali tivesse havido um único profeta além de Jeremias, uns poucos sacerdotes, um ou dois príncipes piedoso, umas poucas pessoas de oração, o Senhor não teria prosseguido.

Não é suficiente falar dos homens a Deus, é necessário falar de Deus aos homens. A vida de oração é o balsamo do cristão, mas isso não nos desobriga da responsabilidade da evangelização. Todas as pessoas chamadas por Deus para a salvação são enviadas por Deus a proclamar a salvação. Uma vida de oração produz cristãos que proclamam a palavra de Deus, para a glória de Deus. Cumprindo assim o ide.

Nosso maior exemplo de intercessão é sem dúvida, Jesus Cristo, a bíblia diz que Ele está sempre intercedendo por nós junto do Pai. Durante todo o Seu ministério aqui na terra, Cristo orava especialmente por seus discípulos, para que estivessem prontos para a grande missão de pregar o evangelho.

Em sua última noite com os discípulos Jesus intercedeu, pedindo ao Pai para proteger os discípulos, pedindo que eles vivessem em união, por todos que no futuro iram crer nEle. Para permanecerem todos perfeitamente unidos com Deus e uns com os outros.

Os homens mais ilustres da história sacra, desde as eras mais remotas, foram homens de oração, intercessores fervorosos. Abraão orou por Sodoma, e antes de destruir Sodoma livrou seu sobrinho Ló. Deus estava para destruir a multidão rebelada no deserto, quando Moisés clama aos céus, dizendo, “Agora, pois, perdoa-lhe o pecador; ou se não risca-me, peço-te, do livro que escreveste”.

As grandes intervenções de Deus na história são realizadas em resposta às orações do Seu povo, que ora conforme a vontade do Pai.

Rogo a Deus que inflame nosso coração para sermos intercessores, um verdadeiro reparador de brechas, não deixe esse fogo apagar em seu peito.

Diga ao Senhor, eis-me aqui, usa-me como um intercessor, para a glória do Seu Santo nome.

Quando você se coloca diante de Deus, e pede para Ele usá-lo como intercessor, Ele também o usará como testemunha do evangelho.

Diga ao Senhor, eis-me aqui, usa-me como uma testemunha do evangelho.

Rev. Cristiam Matos

Adorar a Deus – Jó 1.20-22

Jó adora ao Senhor com todas as forças de sua vida, percebemos isso em sua declaração, se Deus deu, Ele pode tomar e continua sendo Deus.

Jó sabia que suas conquistas entre o berço e a sepultura não tinha nenhum valor, pois Deus está acima de todas as coisas.

A sua integridade e retidão o faz servo fiel a Deus, independente dos acontecimentos, ele era fiel ao Senhor.

Esta passagem nos mostra, que em meio as provações e sofrimentos, Deus está ao nosso lado, nos ensina que devemos ser fiéis somente a Ele. Por esse motivo o amor deve ser sincero, com o coração, de forma íntegra, até o final. Glorifique a Deus em todos os momentos e circunstâncias. O adore sempre!

Deus havia feito Jó seu filho através da graça redentora. Cristo Jesus, foi cem porcento homem e cem porcento Deus, em sua forma humana, Ele sente frio, cansaço, dor, é humilhado e tentado de todas as formas.

Cristo Jesus é fiel ao Pai de tal forma que vence as tentações, quando sua morte na cruz se aproxima, Ele pede ao pai, que se fosse possível, que o cálice fosse passado, porém Cristo faz a seguinte declaração, que seja feita a vontade do Pai.

Cristo morre a nossa morte, seu sangue nos lava, Ele é fiel até a morte e morte de cruz.

Nós somos feitos a imagem e semelhança de Deus, como discípulos sejamos fiéis ao Senhor nosso salvador. Nós também somos feitos filhos do Pai, através da graça redentora.

O primeiro capítulo de Jó traz a resposta para nossa pergunta, qual fazemos em algum momento na vida; Qual o significado da fé?

O Significado da fé é adorar a Deus em todas as circunstâncias. O homem temente a Deus tem algumas virtudes em evidência. Ele é integro e reto, de caráter inquestionável, e de retidão diária. Guia pelos caminhos do Senhor a sua família, ensinado, orando e sendo exemplo no lar. Virtude que todo sacerdote do lar deve ter.

Fica um grande desafio para você, adore a Deus, como Cristo Jesus o fez. Pois somos discípulos do Senhor. Não deixe que as circunstâncias lhe afastem dEle.

Que Deus abençoe sua vida.

Rev. Cristiam Matos

Confiar em Deus.

Confiar em Deus – Jó 1.6-19

No início do sexto versículo encontramos o termo filhos de Deus, esta expressão nos remete aos anjos. Eles estavam indo apresentar-se ao Senhor. Aqui estamos perante um concílio celestial, no qual aparece os filhos de Deus, a saber, os anjos e incluindo o adversário. Vamos dizer que o adversário era um inspetor de Deus entre os homens, aqui na terra e o acusador dos homens junto Deus no céu.

Temos a total convicção de que Deus tem todo o poder, tudo está debaixo de sua vontade, nada pode ser feito sem que Deus autorize.

No texto encontramos que o adversário, para fazer o mal à vida de Jó, teve que receber a permissão de Deus. O Senhor ordenou que ele não tocasse na vida de Jó. O Agostinho de Hipona tem razão ao afirmar que Satanás é o cachorrinho na coleira de Deus, ou seja, ele somente vai até onde o Senhor autoriza. Tudo está debaixo dos decretos de Deus, nada foge do controle do Senhor.

Deus se glorifica quando aponta para Jó como a criação da Sua graça redentora. Na parte b do oitavo versículo está escrito, “Ninguém há na terra semelhante a ele”. Este endosso divino, vai muito além da descrição que encontramos no primeiro versículo.

Embora o acusador hostil não consiga encontrar nada na vida visível de Jó, para tentar condená-lo, ele insinua que a aparente devoção do patriarca é de absoluto interesse pessoal. O adversário acusa Jó, afirmando que sua devoção não passa de uma mera barganha.

Ele diz que Jó era um enganador, ele tenta arrancar Jó das mãos de Deus, insinuando que o verdadeiro pai de Jó, era o adversário, pois suas ações não passavam de meros interesses. O enganador dá a entender que Jó adorava a Deus e era piedoso, porque ele tinha boa família, bons animais, grandes riquezas e sua piedade era fraudulenta, fruto de barganha. O adversário ao lançar essas acusações, está dizendo que Deus é muito ingênuo, em acreditar que ele o adorava verdadeiramente. Ele afirma que se Deus tocar em tudo o que ele tem, ou seja, retirar de Jó todas as bênçãos, com certeza ele blasfemaria em tua face.

Satanás tenta empregar algumas inverdades, sobre Jó, primeiro ele não era piedoso, segundo ele não adorava a Deus pelo que Ele é, mas pelo que Ele pode lhe conceder.

Deus ao ouvir as acusações que o adversário faz contra Jó, permite que ele tente a Jó, mas não podia tocar em sua vida. Aqui encontramos algo extraordinário e confortante, uma grande lição para a vida, o Adversário não pode fazer nada, contra ninguém sem que Deus autorize.

Deus em sua soberania, o Rei, Senhor dos Senhores, em sua autoridade e poder, comanda todas as coisas, nada foge do seu controle. Nada acontece sem que Ele saiba, nem um só fio de cabelo cai sem que Deus permita.

O adversário foi autorizado por Deus para vir a terra e tentar a Jó, com a autoridade concedida por Deus, o adversário começa seu plano, para provar que Jó não amava a Deus pelo que Ele era, mas sim pelo que havia recebido de Deus. Então, em um só dia, Jó perde toda a sua riqueza, o adversário ceifa a vida dos animais, de seus sete filhos e suas três filhas e os seus servos. Em um único dia o homem mais rico do oriente torna-se falido.

Nenhuma dessas perdas abala a fé de Jó, pois ele sabia que sendo temente a Deus, ele confiaria no Senhor e desta forma não importando as circunstâncias, ele sempre irá adorar a Deus.

A luz deste texto podemos entender que confiar em Deus, não importa qual a provação nem o momento, é entender que somos dependentes dEle. Todas as coisas aconteceram porque o Senhor autorizou. Confie nEle, Ele está no controle de todas as coisas. O Senhor nunca desampara os seus, Ele está no controle governando nossa vida para Sua glória.

Cristo Jesus, nosso Salvador, é o verbo que se fez carne, e para resgatar-nos deu sua vida por você, Ele sofreu toda sorte de tentação e venceu. Convido você a confiar em Cristo, como seu único Senhor e salvador, Ele disse Eu Sou o caminho a verdade e a vida.

Cristo é o único caminho, confie nEle!

Que Deus o abençoe Ricamente.

Confie nEle!

Rev. Cristiam Matos

Ser temente a Deus.

Ser temente a Deus – Jó 1.1-5

Uz, era a terra natal de Jó, fica em um lugar a leste de Canaã, perto da fronteira do deserto que separa os braços leste e oeste do Crescente Fértil. Era uma região de cidades, fazendas e rebanhos migrantes.

Jó era um homem muito rico, o texto nos aponta as virtudes de Jó, a saber, sua integridade e retidão. Observe que essas virtudes não têm nada a ver com uma vida sem pecado, não se refere à perfeição sem pecado, mas à integridade sincera, especialmente a lealdade para com a aliança. Havia uma harmonia honesta entre a sua profissão de fé e a sua vida.

Jó era temente a Deus, ele tinha, o temor do Senhor, a piedade que havia em Jó era fruto de submissão genuína ao Senhor, diante de quem ele andava em reverência, rejeitando resolutamente o que Ele tivesse proibido. Jó não se utilizava de vãs filosofias nem mesmo tentava utilizar-se de subterfúgios para relativizar os decretos do Senhor.

O texto bíblico nos mostra que Jó era temente a Deus, no Aurélio, o verbo temer significa, ter ou sentir medo de alguém, temer ou ter receio de alguém, preocupar-se, mas isso não significa que tenhamos que ter medo de Deus, mas sim, respeitar e fazer as vontades de Deus.

Aqui quero enfatizar algo muito importante, buscar a Deus por medo de ser condenado ao sofrimento eterno, ou por buscar uma cura específica ou até mesmo por querer alcançar algo, não é respeitar. A motivação do coração, é em respeitar ao Senhor, isso é amar. Fazer a vontade de Deus por medo não é respeitar. Olhe para Jó, ela temia a Deus, desviando-se do mal.

Temer a Deus é andar conforme a vontade do Senhor, Jó era integro, e integridade é o que todas as pessoas podem ver, na sua vida, em sua conduta diante da sociedade, no seu trabalho, nas suas atitudes enquanto profissional, em seu meio familiar, ou seja todas as atitudes que o cerca.

A integridade de Jó é enaltecida na conversa entre Deus e satanás, a sabedoria de Jó proporcionou a harmonia entre sua profissão de fé e a sua vida, o temor ao Senhor o fazia olhar para Deus e temer a Deus.

Atento ao seu Deus nos dias bons e dias maus, Jó fielmente cumpria suas funções de sacerdote dentro da família. Não era um mero formalismo, Jó percebia a raiz do pecado no coração do homem. Não era um mero moralista, ele reconhecia, como a especial revelação redentiva, tornava claro, que não há remissão de pecado sem derramamento de sangue sacrificial.

O Holocausto, embora fosse símbolo da expiação messiânica do pecado, era também um ritual de consagração. Por meio deles Jó dedicava os frutos do progresso no setor da cultura ao seu Criador. Assim a cultura humana alcançava seu devido fim na adoração a Deus.

Neste sentido compreendemos que Integridade é o que todos podem ver, aquilo que está apresentável aos olhos, mas a retidão é você em um local só, com as portas fechadas, em secreto, somente você e Deus. Jó tinha essas duas qualidades, por isso ele fora um homem que agradara a Deus.

Jó não era uma pessoa em público e outra no particular, ele era a mesma pessoa em tudo, assim o cristão deve ser, utilizando da tecnologia podemos usar a seguinte comparação. O cristão não pode ser uma pessoa em frente às câmeras e outra fora delas, um pastor não pode ser uma pessoa no púlpito e outra fora do púlpito. Assim devemos ser íntegros e retos.

Jó era o sacerdote no seu lar, clamava a Deus por seus filhos e filhas, orava e entregava-se ao Senhor, no temor a Ele. Neste sentido os homens devem ser o sacerdote de seu lar, a palavra deve ser ensinada aos seus filhos.

O sacerdote do lar ensina seus filhos no caminho em que deve andar, você como o sacerdote lar deve ser o exemplo, o espelho, a imagem de Deus. O texto nos mostra que Jó orava por seus filhos. Aqui temos um ensinamento grandioso, é nosso dever orar por nossa família, não somente em secreto, mas com eles também.

O homem tem que ser integro e reto, deve ser de caráter inquestionável, e de retidão diária. Essa virtude que todo sacerdote do lar, ou seja, da família deve ter.

Tudo o que Jó possuía, fora Deus quem havia concedido, e Jó sabia disso. Neste sentido aprendemos que tudo o que possuímos hoje, foi Deus quem nos concedeu. Talvez Jó não nasceu em meio a riqueza, ou seja, homem mais rico. A bíblia não nos indica como ele conquistou possuía tantos bens, mas com certeza ele se esforçou muito para ter toda a riqueza.

Tudo o que possuímos tem a ver com esforço do trabalho de cada um, isso é fruto do trabalho de cada pessoa, mas que fique bem claro, foi Deus quem o concedeu.

Jó temia a Deus, ele não era soberbo, avarento, mesquinho ou tentava se prevalecer das situações para obter vantagem, o homem mais rico do oriente era também o mais piedoso entre os homens.

Jó sabia que sem Deus, sua riqueza, seria apenas algo que não tinha valor, pois sem Deus, isso tudo seria inútil em sua vida. A maior riqueza está em obedecer a Deus. Que todos nós sejamos pessoas integras e retas em tudo. Não importa o que você faça, faça tudo para a glória de Deus.

Fazer todas as coisas para a glória de Deus, nos torna temente a Deus nos leva a confiar nEle.

Uma boa semana.

Rev. Cristiam Matos.

 

Onde está Deus para Você?

O salmo 139 foi escrito pelo rei Davi, neste salmo encontramos a exposição dos recessos mais recônditos de seu coração, para serem inspecionados por Deus. O Senhor conhece cada segundo de sua vida, tudo está debaixo do poder de Deus. A composição do Saltério aconteceu durante o período do antigo testamento. Martinho Lutero chamou o livro dos Salmos de uma pequena Bíblia e o “sumário do Antigo Testamento”.

Nos Salmos as verdades teológicas não são apresentadas de modo sistemático ou abstrato, as realidades transmitidas neles estão relacionadas a vida e fala no contexto da fé baseada numa aliança. Aqui Davi demonstra que tinha um íntimo conhecimento de Deus e uma experiência com Ele. Do ponto de vista da teologia do velho testamento, este é o clímax do pensamento no Saltério sobre o relacionamento pessoal de Deus com o indivíduo. O salmista não se ocupa de filosofia abstrata ou meditação especulativa, ele simplesmente descreve sua humilde caminhada com Deus.

Davi ensina que caminhar com Deus é vital para a vida cristã, demonstra que é tolice avaliar o conhecimento de Deus com base em nosso próprio conhecimento. Deus é inesgotável em conhecimento e jamais iremos conseguir conhecer por completo ao Senhor. As palavras profundas neste salmo, demonstra a intimidade que Davi tinha com Deus, essa linda oração que mostra humildade perante a majestade do nosso Senhor. Davi exalta a Deus com sua onisciência, onipresença e sua onipotência.

O salmista Davi declara, Senhor, tu me sondas e me conheces, ele está convencido por experiência que Deus sabe tudo a respeito dele. Ele sabe que o conhecimento perfeito de Deus vai além de seus atos individuais, motivações e propósitos. Enquanto ele permanece respeitosamente dentro do seu próprio conhecimento da onisciência divina, ele sabe que a total compreensão está além do entendimento humano.

O salmista declara que Deus sabe todas as coisas, desde as mais simples como se sentar, andar, deitar-se, levantar e até as mais complexas ações como os pensamentos. No segundo versículo, encontramos uma expressão clara da onisciência de Deus. Nossos atos e pensamentos, estão ocultos apenas para aqueles que estão ao nosso lado, porém o salmista sabia que nada pode ser ocultado do Senhor. Outra expressão clara da onisciência de Deus, encontra-se no versículo quatro, “Ainda a palavra não me chegou à língua”, as palavras antes que sejam ditas, antes que eu pense em falar, Deus já sabia o que eu iria proferir. O Deus que sabe todas as coisas conhece o íntimo tanto do salmista como de toda a sua criação.

A onipresença de Deus, está expressa por meio de uma série de contraste, a saber, Deus está no céu e no mais profundo abismo, isso é algo surpreendente. O mais profundo abismo, é uma tradução do termo hebraico sheol, que significa sepultura, observe que nem a esfera da morte, escapa da presença de Deus. Para Deus não há distância. O salmista reconhece a presença pessoal de Deus em toda a sua criação, não existe lugar para onde o salmista fosse, que ele não estaria debaixo da visão de Deus. Mesmo que se esconda no mais profundo ou mais alto lugar, “ainda lá me haverá de guiar a tua mão, e a tua destra me susterá” (v.10), mesmo que se esconda no lugar mais escuro, Deus pode ver do mesmo jeito por que “até as próprias trevas não te serão escuras: as trevas e a luz são a mesma coisa” (v.12). Para o Senhor a escuridão não é escura, não existe ausência de luz, ou seja, a noite é tão clara como o dia.

A mão de Deus penetra em toda vida, este é outro vislumbre da onisciência de Deus nos maravilhosos processos da criação e procriação. Novamente o orador permanece respeitosamente diante da natureza incompreensível dos pensamentos divinos. Você pode plantar uma semente, mas não pode fazê-la nascer se não for a vontade de Deus. Somente Deus pode dar a visa, somente Ele tem o sopro da vida.

Quando estávamos no ventre materno, lá Ele já sabia tudo sobre nós, ali estava presente gerando a vida e formando nosso ser, e que o próprio Deus nos trouxe à existência, ficamos maravilhados com a grandeza de Deus. Ao reconhecemos que todo poder pertence a Deus, tornamo-nos mais humildes e dependentes do Senhor.

O salmista termina com um pedido pessoal para que Deus o sonde, prove, conheça, veja e guie. Seu alvo é o caminho eterno, o modo de vida e paz que contrasta como caminho de ruína e destruição do ímpio. 

Davi encerra essa oração pedindo a Deus para que o sonde, prove e o guie pelo caminho eterno. Ele reconhece a onisciência, onipresença e onipotência de Deus, neste sente convido você a orar suplicando a Deus na forma sincera de seu coração; “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno”.

Rev. Cristiam Matos

Seguros no Senhor!

“E aos que predestinou, a esse também chamou; e aos que chamou, a esse também justificou; e aos que justificou, a esse também glorificou.” Romanos 8.30

 A nossa salvação é um fato consumado, um processo e uma promessa, uma gloriosa obra de Deus. A Salvação é um termo muito amplo, Scofield em seu comentário sobre Romanos, resume o termo da seguinte forma: “As palavras hebraicas e gregas para salvação implicam as ideias de segurança, conservação e santidade”.

 A Salvação reúne em si todos os atos e processos redentivos como justificação, santificação e glorificação. É importante olhar tanto com a alma, como com o corpo, com a vida presente bem como com a vida futura. Ela faz referência não só à remissão da penalidade do pecado e à remoção de sua culpa, mas também à conquista do hábito do pecado e a remoção final da presença do pecado no corpo. A Salvação acontece em todos os tempos, pois já foi definida no passado por Deus, age em nós através da fé em Cristo Jesus, e se concretizará definitivamente com a volta de Jesus.

Na escritura sagrada encontramos que todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus. Não há justo, nem um sequer. Não existe na face da terra um ser humano que possa dizer que é justo. Todos são culpados, e Deus não inocentará o culpado. A alma que pecar, essa morrerá. Tanto os gentios que não tinham a Palavra de Deus quanto os judeus que a possuíam estavam de igual forma condenados. Os gentios estavam condenados pela lei da consciência, e os judeus estavam condenados pela lei de Deus. O argumento de Paulo é que pelas obras da lei ninguém será justificado diante de Deus, neste sentido algo teria que acontecer para haver a remissão de nossos pecados. Todos aqueles, e somente aqueles a quem Deus eficazmente chama, também gratuitamente justifica. Essa justificação é um ato de Deus puramente judicial, na qualidade de juiz, pelo qual ele perdoa todos os pecados do crente, e o julga, o aceita e o trata como uma pessoa justa à luz da lei divina. A justificação é um ato e não um processo. Não acontece em nós, mas no tribunal de Deus. É um ato legal, quando Deus, em virtude da justiça de Cristo imputada a nós, declara-nos justos. Todos os salvos estão justificados de igual forma. Já não há mais nenhuma condenação, para aqueles que estão em Cristo Jesus.

Desde que fomos regenerados e justificados pela fé em Cristo, somos transformados progressivamente à imagem de Cristo. O propósito eterno de Deus não quer apenas nos levar para a glória, mas nos transformar à imagem do Rei da glória. Deus nos salva não no pecado, mas do pecado. Deus nos escolheu em Cristo para sermos santos e irrepreensíveis, nos escolheu para a salvação pela fé na verdade e santificação do Espírito. Sem santificação, ninguém verá o Senhor, visto que só os puros de coração verão a Deus. Todos aqueles em quem Deus, através da regeneração, criou uma nova natureza espiritual, continua sob sua graciosa influência, sua Palavra e o Seu Espírito habitam neles e assim possuem neles implantada a graça que se desenvolve mais e mais. Essa obra de santificação envolve tanto a gradual destruição do velho corpo do pecado quanto a vivificação e fortalecimento de todas as graças no novo homem, a purificação interior do coração e mente. Essa obra de santificação envolve o homem todo, seu intelecto, emoções e vontade, alma e corpo. 

O santificar de acordo com a Escritura é transformar o homem, Ele torna o moralmente puro e santo. Pela santificação vamos sendo transformados de glória em glória na imagem de Cristo, nosso Senhor. Deus mesmo, pela obra do Espírito Santo, vai esculpindo em nós a beleza de Cristo.

Por fim temos a glorificação é a consumação da nossa redenção, quando receberemos, na segunda vinda de Cristo, um corpo novo, incorruptível, glorioso, poderoso, semelhante ao corpo da glória de Cristo. Então, reinaremos com Cristo, pelos séculos sem fim, desfrutando das venturas celestiais. Na justificação fomos salvos da condenação do pecado, na santificação estamos sendo salvos do poder do pecado e na glorificação seremos salvos da presença do pecado.

Somente em Cristo temos a solução espiritual para o passado, o presente e o futuro. Somente Ele pode libertar do passado, dar o significado no presente e a garantia para o futuro. Assim podemos concluir que o passado está redimido, o presente está consentido e nosso futuro está garantido. Neste sentido, na justificação, já fomos salvos, nos decretos de Deus, antes mesmo da criação do mundo, nosso Deus já havia determinado, mas é apenas para os creem em Jesus Cristo. Na santificação, estamos sendo salvos, à medida que progressivamente estamos sendo transformados à imagem de Cristo. Neste sentido a vida do homem é transformada dia após dia. Na glorificação, seremos salvos, visto que, na segunda vinda de Cristo, seremos transformados e receberemos um corpo de glória para reinarmos com Jesus para todo o sempre.

Que o Senhor o abençoe ricamente e que você creia em Jesus Cristo como seu único Senhor e Salvador.

Rev. Cristiam Matos