Servindo ao Reino.

O Servir ao Reino do Senhor é algo extraordinário, encontramos a função de diácono em Atos 6.1-6. O contexto era a dificuldade da Igreja Primitiva em atender às necessidades das viúvas, pois os apóstolos não estavam dando conta de fazer todo o trabalho. Os discípulos decidiram a importância da comunidade escolher entre eles alguns irmãos para cuidar das viúvas e dos outros que precisavam de ajuda.

Em Atos dos Apóstolos 6.2-3: “Então, os doze convocaram a comunidade dos discípulos e disseram: Não é razoável que nós abandonemos a palavra de Deus para servir (diakonéo) às mesas. Mas, irmãos, escolhei dentre vós sete homens de boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria, aos quais encarregaremos deste serviço.”

Assim, os que se enquadravam dentro das qualificações exigidas foram eleitos e consagrados para exercer o diaconato, cuja função principal é servir, ajudar, ser ajudador. Portanto, o diácono deve ser alguém vocacionado pelo Espírito Santo para servir e ajudar o rebanho de Deus.

Em Atos dos Apóstolos 15.1-29 acontece uma reunião dos apóstolos e presbíteros para tratar de uma questão administrativa e doutrinária, no versículo 6 encontramos as seguintes palavras: “Então, se reuniram os apóstolos e os presbíteros para examinar a questão.” Depois da conversa, decidiu sobre a função administrativa do presbítero.

Em 1 Pedro 5.1-3 encontramos orientações de Deus, por intermédio do apóstolo Pedro, ordenando aos presbíteros o que se segue: “Rogo, pois, aos presbíteros […] pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer, nem por sórdida ganância, mas de boa vontade, nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho.” Claramente a outra função do presbítero é pastorear o rebanho de Deus.

Para o desempenho de administrar e pastorear, os presbíteros precisam possuir algumas qualificações, as quais aparecem em 1 Timóteo 3.1-7. Esses homens devem ser aptos para ensinar e, para administrar, devem saber governar.

O presbítero bem como os homens que integram a mesa administrativa, devem ser alguém vocacionado pelo Espírito Santo para administrar e pastorear o rebanho de Deus. Que as Igrejas Presbiterianas do Brasil e as congregações, sejam dirigidas pelo Espírito Santo na escolha de seus líderes.

E que, assim como Deus conduziu seu povo, como rebanho, no deserto, pelas mãos de Moisés e de Arão conforme registro em Salmos 77.20, Deus conduz o seu povo hoje pelas mãos dos líderes levantados para a glória dEle.

A luz deste texto, podemos tirar algumas lições para nossas vidas:

  1. Servir ao Reino é uma honra, o Senhor levanta os seus para servir ao Reino dEle. Somos chamados para o serviço, façamos com alegria olhando para a glória de Deus. Que Jesus Cristo conceda paz e alegria em nosso coração para sermos servos do Senhor aqui na terra.
  2. O Senhor deixou diretrizes para que homens sejam eleitos pelo povo, porém, mesmo não eleitos, somos chamados para servir e no reino há muito o que fazer. Nosso coração volta-se para Jesus Cristo e nosso prazer está em servir ao Senhor em Seu reino.
  3. Deus conduz seu povo, somos servos a serviço do Pai, para glória do Senhor. Vamos nós trabalhar, proclamando o nosso Senhor e salvador, Jesus Cristo. Que nossa alegria, continue em servir ao reino, como servos que glorie somente a Ele.

A Deus toda honra, glória e louvor!

Rev. Cristiam Matos

Quem é o Messias?

Essa pergunta quem é o Messias, precisa ser respondida aos olhos da bíblia. 

O livro do profeta Isaías tem é a mais clara exposição de Jesus Cristo. Deus se revela como único Deus verdadeiro, o Criador do universo, encontramos em Gênesis toda a Criação de Deus, através de sua palavra e organizando todos os eventos da história de acordo com o beneplácito de sua vontade, sua gloriosa e perfeita vontade. 

A gloriosa e perfeita vontade de Deus tem seu auge na Pessoa gloriosa, perfeita de seu único Filho eterno, Jesus Cristo, o Salvador, o Messias. O Antigo Testamento aponta para a promessa futura, a chegada do Messias, a saber, Jesus Cristo, o Salvador.

O profeta Isaías no capítulo 9.6, declarou sobre Jesus: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu. O governo está sobre os seus ombros, e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.”

Essa declaração do profeta Isaías tem uma profunda intimidade com o Senhor, uma declaração extraordinária, maravilhosas, grandiosas sobre Jesus Cristo! O profeta declara que o Rei dos reis é Jesus Cristo, seus conselhos não contem erros, Ele tem a mesma essência do Pai, sua existência vem da eternidade, somente Ele pode conceder perdão aos nossos pecados.

Esse nome é Jesus Cristo! Louvado é seu nome!

O Messias é o Rei dos reis, tem sobre seus ombros o poder de governar. Jesus quando esteve em nosso meio, muitos não o reconheceram como o Rei, hoje, o mundo não quer o reconhecer a Jesus como Rei. Chegará um dia que todos, reconheceram Ele como o único Senhor, o Rei dos reis, haverá de chegar o dia em que todos, sem exceção, até mesmo aqueles que já morreram, dobrarão seus joelhos, se curvarão diante daquele que tem o nome que está acima de todo nome, Jesus Cristo, o Rei dos reis.

O Messias é o Maravilhoso Conselheiro, Jesus Cristo não comete em erros, os conselhos de Jesus são mais do que conselhos, seus mandamentos, caminhos são perfeitos e abençoadores, a própria Palavra de Deus, que dão a direção para todo e qualquer pecador. Neste sentido, tudo o que Jesus fala é perfeito e deve ser seguido é fonte de bênção.

Os caminhos do Senhor são perfeitos, em muito não compreendemos, mas andar no centro de sua vontade é a fonte de bênção para a vida daqueles que o amam. Jesus Cristo é nosso Senhor perfeitos, os escritos Bíblicos, é o próprio Deus falando aos nossos corações.

O Messias é o Deus Forte, Ele subsiste na mesma essência do Pai e possui o mesmo poder e glória. Jesus é mais do que um profeta, mais do que um sábio, nEle habita toda a plenitude da Divindade, conforme o apóstolo Paulo escreve aos Colossenses no 2.9, Ele é o Deus.

O Messias é o Pai da Eternidade, sua existência é de eternidade em eternidade, desde os tempos eternos e o será para sempre. Nem mesmo a morte põe fim a existência de Jesus, aliás, Ele venceu a morte, depois que entregou seu corpo como oferta pelos nossos pecados, ressuscitou por seu próprio poder. Ele é o Alfa e o Ômega, tem nas mãos a chave da morte e do inferno. Ele é o Pai da Eternidade.

O Messias é o Príncipe da Paz, somente Ele pode dar ao pecador, de graça, a eterna e verdadeira paz, jamais encontrada neste mundo. Não existe ouro, riqueza ou qualquer outra coisa que satisfará, trará paz. Ele mesmo disse a seus discípulos conforme registro no Evangelho de Segundo João 14.27: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.”

O Messias é Jesus Cristo, Deus anunciou, por intermédio do profeta Isaías, que esse menino, seu próprio Filho, é o Rei dos reis, Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade e Príncipe da Paz. Quem tem Jesus Cristo, está completo nEle.

O Messias é Jesus Cristo, comemore com alegria, o nascimento daquele que é o caminho, a verdade, a ressurreição, a vida, a luz do mundo, fonte eterna que mata a sede e a fome da alma.

Para concluir, nós sabemos quem é o Messias, temos o Nome. O Nome hoje é exatamente o mesmo. A maravilhosa graça, conduz-nos a conhecer o que é investido neste Nome. O Messias é o Jesus Cristo, nosso Senhor e salvador.

A luz deste texto quero trazer algumas aplicações:

  1. Entendemos que o Messias é Jesus Cristo, o Rei dos reis, Maravilhoso conselheiro, o Deus forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. Somente em Cristo encontramos o alicerce para caminharmos e sermos fortalecidos. Somos chamados por Ele, o Messias, já chegou. Olhe para Jesus Cristo.
  2. Sabemos que Seus conselhos são inerrantes, seus caminhos perfeitos, sua mão está sobre nós, nosso Nome está escrito no livro da vida, somos chamados para anunciar as boas novas. O Messias é o Jesus Cristo, nosso libertador. Por esse motivo encontramos paz em Deus e com Deus. Busque os conselhos de Jesus Cristo.
  3. A bíblia nos apresenta quem é o Messias, como temos comunhão com Ele, como devemos orar. Agora com esse conhecimento, qual traz paz ao coração, vamos buscar ao Senhor e viver para sua maravilhosa glória.

 

Que o Senhor abençoe nossa vida! Fomos chamados por Ele, para Glória dEle e anunciar o evangelho da salvação.

 

Rev. Cristiam Matos

Eterna Redenção

Você já pensou em adquirir algo que nunca quebrará ou terá prazo de validade, algo que não precisa de manutenção?

Por mais que nossa tecnologia tenha avançado ou até mesmo os produtos de criação, a produção humana aumentou sua expectativa de uso, ainda necessita de manutenção e tem prazo de validade. Observe que não existe material que se enquadre nesta categoria. Os fabricantes podem oferecer mais ou menos tempo de garantia, mas produtos que durem eternamente, ninguém garante.

O homem é limitado em suas criações, o interessante é que na carta que o apóstolo Paulo escreve aos Hebreus 9.12, há uma descrição de uma “eterna redenção”. Isso implica em que a obra realizada por Cristo tem durabilidade e garantia eternas, jamais terá fim, findará, acabará.

Se, neste mundo não é possível encontrar uma empresa que dê garantia eterna de sua criação, de seus produtos, com Deus isso não acontece. O Senhor tem uma obra redentora, eterna, qual jamais acabará. A carta aos Hebreus apresenta a distinção entre os sacrifícios feitos pelos sacerdotes no Antigo Testamento e o sacrifício feito por Jesus no Novo Testamento. A diferença é que, no Antigo Testamento, os sacrifícios eram de animais oferecidos a Deus como oferta pelo pecado, e tais sacrifícios deviam se repetir ano após ano. E, a repetição dos sacrifícios parecia apontar para o fato de que a eficácia do sacrifício parecia perder sua validade, necessitando, assim, de novos sacrifícios.

O sacrifício de Jesus Cristo, descrito na Escritura Sagrada, feito no Novo Testamento, foi único e de “uma vez por todas”, não necessitando ser repetido, pois, na cruz, Jesus destruiu completa, total e definitivamente o pecado. Jesus venceu a morte, venceu o mau, ressuscitou, Ele é garantia eterna de redenção, a salvação.

Os sacrifícios realizados no Antigo Testamento, por serem limitados e imperfeitos, precisavam ser repetidos, pois “é impossível que sangue de touros e de bodes remova pecados.” Esses sacrifícios precisavam se repetir ano após ano, não era perfeito. Cristo fora o cordeiro perfeito.

A função dos sacrifícios através dos animais, não era oferecer eterna redenção, o único cordeiro perfeito, qual uma única vez se entregou e completou a abra, foi Cristo Jesus. A função dos sacrifícios do Antigo Testamento era lançar luz e apontar para um sacrifício superior, perfeito e eterno, a saber, o sacrifício de Jesus Cristo, que ofereceu a Deus como oferta pelo pecado não o sangue de animais, mas o próprio sangue, ou seja, sua própria vida.

É assim que o pecador desfruta de eterna redenção, pois, ao olhar para o pecador através da cruz de Cristo, Deus os vê purificados, limpos, santificados pela oferta que Cristo fez na cruz. Oferta perfeita, não necessitamos de oferecer sacrifícios mais hoje, o perfeito cordeiro já foi imolado.

Não devemos nos apegar muito às coisas deste mundo, pois, tudo aqui é passageiro. Contudo, a obra de Cristo é eterna, e é para a eternidade que Ele nos comprou com seu sangue na cruz.

Louvado seja nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, que obteve para nós “eterna redenção”.

A luz deste texto faremos três aplicações para nossas vidas:

Que o Senhor abençoe ricamente sua vida!

Que o Senhor nos abençoe!

Louvado seja o Senhor!

Uma boa semana a todos.

Rev. Cristiam Matos

Deus Transforma o Mau em Bem

O livro de Daniel tem o propósito de confortar o povo de Deus, mostrando que o Deus Altíssimo governa sobre os reinos humanos. Este livro data de 605 – 536 a.C, aproximadamente, sua história registrada pelo Senhor, mostra, O Deus altíssimo governando sobre os reinos terrenos, Ele guarda sua aliança para seu povo, sua misericórdia para os oprimidos, Seu ungido governará sobre um reino que nunca terá fim. Um domínio eterno, vida eterna.

Alguns anos antes da destruição de Jerusalém, chega à Babilônia sob o rei Jeoaquim, o rei Nabucodonosor mandara prender, pretendendo levá-lo para a Babilônia, porém, o rei mudou de ideia e o deixou em Israel.

O livro de Daniel leva muito a sério o exemplo de um grande líder do povo de Deus. Ele se apegou profundamente a palavra de Deus em meio as decepções e tentações da vida no exílio. A mensagem central deste livro, mostra, Deus governando, reinando, conduzindo, direcionando o mundo. A maior dádiva que o homem pode receber, e já recebeu, foi Jesus Cristo, nosso Senhor e salvador.

Este livro traz grande paz ao coração do homem, nossa convicção e paz vem devido o Senhor controlar todas as coisas e nada acontece por acaso. No terceiro capítulo Sadraque, Mesaque e Abdenego foram jogados na fornalha, Deus de forma extraordinária estava com eles no fogo e nada acontece com os três amigos. No sexto capítulo deste livro, encontramos Daniel demonstrando ser mais competente que os outros 02 ministros.

Ela tinha, tanta capacidade, que o rei pensou em colocá-lo com a mais alta autoridade do reino. Os outros ministros, se acharam preocupados com a situação e tentaram encontrar algo para prejudicar a Daniel. Tentaram o acusar de má administração, porém não acharam nada, ele era honesto e direito, e ninguém, podia acusá-lo de ter feito qualquer coisa errada.

Não encontrando nada, eles se reuniram e tiveram uma ideia, na posição de autoridade que ocupavam no reino, chegaram até o rei e fizeram um pedido; O rei decretaria que durante trinta dias, todo e qualquer pedido deveria ser feito apenas ao rei. Caso alguém desobedecesse essa ordem, o rei jogaria na cova dos leões. O rei concordou e assinou a ordem e mandou que fosse publicada. Quando Daniel soube da ordem publicada, ele voltou para casa e no andar de cima, havia uma janela que estava direcionada para Jerusalém. Daniel abriu as janelas, ajoelhou-se e orou, dando graças ao seu Deus, mantendo assim seu costume de orar três vezes ao dia.

O inimigos de Daniel foram até a casa dele e viram Daniel orando ao Senhor, ao seu Deus. Ao depararem com a cena que esperavam para denunciar ao rei, eles foram de encontro ao rei, neste sentido relataram, o senhor assinou um decreto que ninguém poderia pedir nada, a não ser, que esse pedido fosse feito ao rei somente. Caso isso alguém desobedecesse esse decreto, o senhor o jogaria na cova com os leões. O rei confirma que o decreto havia sido assinado por ele. Os inimigos de Daniel denunciam ao rei, que o mesmo estava orando ao Deus dele.

Eles inflamaram lembrando ao rei que Daniel fora um dos prisioneiros que vieram da terra de Judá, e o acusaram de não respeitar o decreto do rei. Ele orava três vezes ao dia. Ao ouvir tudo, o rei ordena que trouxessem Daniel e o jogassem na cova dos leões.

O rei era amigo de Daniel e ele disse: “Espero que o seu Deus, a quem você serve com tanta dedicação, o salve.” De manhã cedo, ele se levanta e vai depressa até a cova dos leões, com voz triste, o rei disse:

– Daniel, servo do Deus vivo! Será que seu Deus a que, você serve com tanta dedicação, conseguiu salvá-lo dos leões?

– Daniel respondeu: “Que o rei viva para sempre! O meu Deus mandou o seu Anjo, e este fechou a boca dos leões para que não me ferissem.”

Pois Deus sabe que não fiz nada contra Ele. E também não cometi nenhum crime contra o senhor.” O rei alegrou-se de tal maneira, que mandou tirar Daniel da cova, viu que nada havia acontecido com ele, mandou trazer os que acusaram a Daniel, com toda a sua família e os colocaram dentro da cova.

O rei Dario escrever uma carta para os povos de todas as nações, raças e línguas do mundo, ordenando que todos, respeitem e honrem o Deus que Daniel adora.

Deus transformou o mau em bem! Louvado seja o Senhor!

Alvo de uma conspiração, Daniel é lançado na cova dos leões por sua fidelidade a Deus, que o defende com uma preservação milagrosa e executa justiça soberanamente contra os conspiradores. Tanto na velhice quanto na juventude, Daniel é um modelo de vida coerentemente piedosa em um mundo hostil.

Conformar-se ao que todo mundo está fazendo é uma tentação forte tanto para idosos quanto para jovens. Mesmo correndo risco de morte, Daniel tinha convicção de que era melhor obedecer a Deus que os homens.

O mundo hoje não é menos hostil à graça e a Deus que o mundo no tempo de Daniel. Independentemente das consequências, devemos aprender com Daniel a manter um testemunho consistente e que honre a Deus.

A luz deste texto, faremos algumas reflexões:

Que o Senhor abençoe nossas vidas!

Rev. Cristiam Matos

Perseverança dos Santos

Crer também é pensar, olhar para os pontos do calvinismo, ou podemos afirmar os pontos da reforma principais, se faz necessário entender que a fé, ela é racional. Os cinco pontos do Calvinismo tiveram origem a partir de um protesto que os seguidores de James Arminius, um professor do seminário holandês, apresentam ao Estado da Holanda em 1610, um ano após a morte de seu líder.

Os pontos do Calvinismo que estamos a ver nas pastorais, leva-nos a entender que sem Jesus Cristo, estaríamos em nossa condição inicial, longe do Senhor. A Perseverança dos Santos causa grande impacto em nossa vida, por meio deste tema, pautado na Escritura, somos levados a compreensão de sua profunda significância em nosso ser.

Os eleitos não são apenas redimidos por Cristo e regenerados pelo Espírito, mas também, são mantidos na fé pelo infinito poder de Deus. Mantidos pela divina graça, de forma extraordinária, podemos afirmar, todo aquele que está nas mãos do Senhor, jamais cairá dela, ninguém pode ser removida das mãos do Senhor.

Todos os que são unidos espiritualmente a Cristo, através da regeneração, estão eternamente seguros nEle. Essa segurança temos em Jesus, somente Ele concede a verdadeira e única salvação. Nada pode separarmos do eterno e imutável amor de Deus. Os seus escolhidos foram predestinados para a glória eterna e estão, portanto, assegurados para o céu, para a vida eterna na presença do Senhor, o louvando e glorificando para todo o sempre. O fim principal do homem é louvar e glorificar a Deus, por toda a eternidade.

A perseverança dos santos não significa que todas as pessoas que professam a fé cristã estão garantidas para o céu, ela garante que somente os santos, os que são separados pelo Espírito, perseveram até o fim, até o grande dia. São os crentes, somente aqueles que recebem a verdadeira e viva fé em Cristo, estão seguros e salvos nEle.

Muitos que professam a fé cristã, desistem no meio do caminho, mas eles não desistem da graça, pois nunca estiveram na graça, o que a Palavra do Senhor afirma, jamais cairemos da Graça. A perseverança dos santos está diretamente ligada à santificação, que é o processo pelo qual o Espírito Santo torna os eleitos cada vez mais semelhantes a Jesus Cristo em tudo o que fazem, pensam e desejam. A atitude dos que amam ao Senhor, leva-nos a parecer-nos com Cristo Jesus.

A luta dos crentes contra o pecado dura toda a vida e, às vezes, eles podem cair em tentações e cometer graves pecados, mas esses pecados não os levam a perder a salvação ou a afastar-se de Cristo. Jamais cairá das mãos do Senhor, os que foram alcançados por Ele.

A Confissão de Fé de Westminster diz o seguinte a respeito dessa doutrina: “Os que Deus aceitou em seu Bem-amado, os que ele chamou eficazmente e santificou pelo seu Espírito, não podem decair no estado da graça, nem total, nem finalmente; mas, com toda a certeza hão de perseverar nesse estado até o fim e serão eternamente salvos” (XVII, 1).

Essa doutrina não se manifesta isoladamente, mas é uma parte necessária, as doutrinas da Eleição e da Graça Eficaz implicam logicamente na salvação certa daqueles que recebem essas bênçãos. Se Deus escolheu homens de modo absoluto e incondicional para a vida eterna, e se o Seu Espírito efetivamente aplica-lhes os benefícios da redenção, a conclusão inevitável é que essas pessoas serão alcançadas, salvas, por intermédio de Jesus Cristo. 

A Bíblia diz que o povo de Deus recebe a vida eterna no momento em que crê. São guardados pelo poder de Deus mediante a fé e nada os pode separar do Seu amor. Nada nos separará do amor de Cristo.

Os Seus escolhidos, foram selados com o Espírito Santo que lhes foi dado como garantia de sua salvação e, desta forma, estão assegurados para uma herança eterna.

Essa doutrina traz grande tranquilidade ao nosso coração, pregamos o evangelho para que todo aquele que ouvir a palavra do Senhor, com certeza, será alcançado para a glória do Pai.

REFERÊNCIAS BÍBLICAS: Isaías 54.10 / Jeremias 32.40 / Mateus 18.14 / João 6.39, 51; 10.27-29 / Romanos 5.8-10; 8.28-32, Efésios 4.30 / Filipenses 1.6 / Colossenses 2.14 Hebreus 10.14 / Judas 1.24-25

 

Rev. Cristiam Matos.

Expiação Limitada – Romanos 8.30

O apóstolo Paulo escreve em sua carta aos Romanos 8.30, relatando os três períodos da salvação, ele inicia informando que o Senhor nos escolheu para sermos seus. Deus em sua soberania, majestade e glória, chamou-nos parar louvar e glorificar o nome dEle, hoje e para todo o sempre. Aprouve ao Senhor salvar da condenação um certo número de homens, Sua santidade e justiça exigem que o pecado seja punido.

   Os escolhidos de Deus são pecadores, uma expiação completa e perfeita era necessária. O homem por si, jamais seria capaz de agradar ao Senhor, ou até mesmo, fazer algo que Deus olhe e diga que somos mais que merecedores da salvação eterna.

   Neste sentido o Senhor enviou o Seu amado Filho, Jesus Cristo, o Filho do Deus vivo, feito homem, que de forma perfeita, suportou o castigo merecido, por nós pecadores, obtendo a Salvação para os Seus eleitos, a quem o Senhor concedeu ao Filho, para ser um povo exclusivamente dEle.

   A eleição em si não salvou ninguém, apenas apontou, destacou alguns pecadores para a salvação. Os que foram escolhidos por Deus o Pai, desde a eternidade, ou seja, antes da criação, e dados ao Filho precisavam ser redimidos para serem salvos.

   Jesus Cristo, o próprio Deus, veio ao mundo e tomou sobre Si a natureza humana para que pudesse identificar-se com o Seus eleitos, não deixando sua natureza divina, mas unindo as duas naturezas. Ele agiu como seu representante ou substituto.

   Cristo, agindo em lugar do Seu povo, guardou perfeitamente a lei de Deus e dessa forma produziu uma justiça perfeita a qual é imputada aos eleitos. A salvação foi creditada aos escolhidos do Senhor no momento em que são chamados à fé nEle.

   Através do que Cristo fez, esse povo é constituído justo diante de Deus, Jesus Cristo de forma perfeita, cumpri cabalmente as exigências, segundo a perfeição do Pai Os eleitos são libertos da culpa e da condenação como resultado do que Cristo sofreu por cada um dos pecadores. Seu sangue vertido, seu sofrimento na cruz, através do Seu sacrifício substitutivo, Jesus sofreu a penalidade dos pecados dos que foram chamados, eleitos e assim removeu a culpa de cada um de nós, para sempre.

   Neste sentido, os eleitos, seu povo são unidos a Ele pela fé, é-lhe creditada perfeita justiça pela qual ficam livres da culpa e condenação do pecado. Não somos mais filhos do pecado, mas agora feitos filhos do Deus vivo, por intermédio da obra perfeita, concedida a nós, que cremos em Jesus Cristo nosso Senhor e Salvador.

   Aqueles a quem o Senhor chamou, é salvo não pelo que é capaz de fazer ou fará em algum momento, mas tão somente pela fé na obra redentora de Jesus Cristo, o nosso Senhor e salvador. Louvado é seu Santo Nome.

  A obra redentora de Jesus Cristo foi definida em desígnio e realização. Foi planejada para render a completa satisfação em favor dos escolhidos, predestinados. De fato, assegurou a salvação para os Seus.

   A salvação que Cristo adquiriu para o Seu povo inclui tudo que envolve no processo de trazer-nos a um correto relacionamento com o Pai, incluindo os dons da fé e o arrependimento. Deus não deixou aos pecadores a decisão, se a obra de Jesus Cristo será ou não efetiva, pelo contrário, todos aqueles por quem Jesus Cristo morreu, serão infalivelmente salvos.

   A redenção, portanto, foi designada para cumprir o propósito divino da eleição.

   O Senhor chamou-nos, para sermos seus servos, por intermédio de Jesus Cristo. Essa certeza traz paz e por isso o adoramos, pois, somente Ele é digno de toda honra, glória e louvor.

   Que o Senhor conceda o desejo de buscarmos a Ele, e O adorarmos, hoje e para todo sempre. A Expiação Limitada é para os seus escolhidos, nós Filhos do Deus vivo.

 

REFERÊNCIAS BÍBLICAS: Romanos 8.30; 1 Samuel 3.14; Isaías 53.11-12; Mateus 1.21; Mateus 20.28; João 3.16; João 10.14-15; João 11.50-53; João 15.13; Atos 20.28; Apocalipse 5.9.

Rev. Cristiam Matos

Eleição Incondicional – Romanos 8.29-30

No Livro de Moisés denominado Gênesis encontramos a história de um homem, que transgrediu uma ordem de Deus, não comerás do fruto que se encontra no meio do jardim. Por meio do pecado de um único homem, todos os seus descendentes, entram no mundo como pecadores, culpados, perdidos.

Como pecadores, criaturas caídas, elas não têm desejo de ter comunhão com o seu Criador. A Santidade de Deus é perfeita, não há máculas no Senhor.

Deus é santo, justo e bom, ao passo que os homens são pecaminosos, perversos e corruptos.

O homem não sabe viver na escolha absoluta, a prova disso é Adão e Eva, que deixados à sua própria escolha, não foram, capaz de obedecer ao Senhor. Neste sentido, os homens inevitavelmente seguem seu coração corrupto e criam ídolos para si.

Consequentemente, os homens têm se desligado do Senhor dos céus e têm perdido todos os direitos de Seu amor e favor, quais são imerecidos para o homem.

Teria sido perfeitamente justo para Deus ter deixado todos os homens em seus pecados e miséria e não ter demonstrado misericórdia a quem quer que seja. É neste contexto que a Bíblia apresenta a eleição.

Todas as coisas foram devidamente determinadas por Deus, antes da fundação do mundo, ou seja, a eleição incondicional significa que Deus, antes da fundação do mundo, escolheu certos indivíduos caídos, da raça humana e os predestinou para serem o objeto de Seu imerecido amor e para trazê-los ao conhecimento de Si mesmo.

Esses, e somente esses, Deus propôs salvar da condenação eterna, dando a nós a vida eterna.

Deus poderia salvar todos os homens (pois Ele tinha o poder e a autoridade para fazer isso), ou Ele poderia ter escolhido não salvar ninguém, Ele não tem a obrigação de conceder misericórdia a ninguém, porém não fez uma coisa nem outra, Ele escolheu salvar alguns e excluir outros.

Sua eterna escolha de determinados pecadores para a salvação não foi baseada em qualquer ato ou resposta prevista da parte daqueles escolhidos, mas foi baseada tão somente no Seu beneplácito e na Sua soberana vontade. Desta forma, a eleição não foi condicionada nem determinada por qualquer coisa que os homens iriam fazer, mas resultou inteiramente do propósito determinado pelo próprio Deus.

Não cabe à criatura questionar ao Criador a Sua forma de justiça, por não escolher todos para a salvação. Deve-se ter em mente que, se Deus não tivesse graciosamente escolhido um povo para Si. Neste sentido Ele soberanamente determinou, proveu e aplicou a salvação. Se não fosse a tremenda benevolência a imerecida graça, ninguém seria salvo.

Deus chamou-nos para a sua glória e louvor, aprouve ao Senhor conceder-nos a salvação, mesmo sendo imerecedores.

 

Rev. Cristiam Matos

Depravação Total

Deus criou o primeiro homem, Adão, à Sua imagem e semelhança. Deus fez um pacto a fim de que, através da obediência aos Seus mandamentos, este pudesse obter vida.

O homem não foi capaz de cumprir o pacto, ele falhou, desobedecendo a Deus deliberadamente, fazendo uso do seu livre-arbítrio, o qual existiu apenas em Adão e Eva, eles rebelaram-se contra o Criador.

Este pecado inicial de desobediência, gerou a Queda do Homem, que resultou na morte espiritual, na ruptura de sua alma com Deus, o que mais tarde trouxe também sua morte física.

Sendo Adão o representante de toda a humanidade, todos caímos com ele e fomos afetados pela mesma corrupção do pecado.

Tornamo-nos objetos da justa ira de Deus e a morte passou a todos os homens. Toda a humanidade herdou a culpa do pecado de Adão e por isso todos nascemos totalmente depravados, inclinados para o pecado, mortos espiritualmente.

A morte espiritual não quer dizer que o espírito humano esteja inativo, mas sim que o homem é culpado, temos um passado manchado, corrupto, possuímos uma natureza declinada, má.

A depravação total quer dizer que os homens são extensivamente maus, todo o nosso ser, intelecto, emoções e vontade estão corrompidos pelo pecado.

A depravação total demonstra uma inabilidade do homem, total para restaurar o relacionamento com seu Criador. Por causa da depravação, o homem natural, por si mesmo, é totalmente incapaz de crer verdadeiramente em Deus, como o Senhor.

O pecador está morto, cego e surdo para as coisas espirituais. Desde a Queda o homem perdeu o seu livre-arbítrio e passou a ser escravo de sua natureza corrompida e por isso ele é incapaz de escolher o bem em questões espirituais.

A depravação total demonstra que o homem é incapaz de fazer algo que agrade a Deus, pois até mesmo suas escolhas tornam-se falhas, perante os olhos do Senhor.

Todas as falsas religiões são tentativas do homem de construir para si um deus que lhe agrade, seja propício.

Todas as tentativas acabam errando o alvo, pois o homem natural por si mesmo não quer buscar o verdadeiro Deus.

Devido ao estado de depravação do homem, se Deus não tomasse a iniciativa de salvá-lo, ele continuaria morto eternamente.

O homem natural sem o conhecimento de Deus jamais chegará a este conhecimento se Deus não ressuscitá-lo espiritualmente através de Jesus Cristo.

O homem natural somente conhece a Deus, porque Ele o chamou, iniciou em Deus, O Pai. É uma ação vinda do céu para a terra. Inicia com Deus, para o homem e nunca do homem para com Deus.

A maravilhosa graça alcança os seus, em Jesus Cristo, somos restaurados, redimidos, regenerados.

Em Cristo somos feitos discípulos, para a glória do Pai.

Que o Senhor nos abençoe, hoje e por toda a eternidade.

 

REFERÊNCIAS BÍBLICAS: Gn 2.17; Gn 6.5; Gn 8.21 / 1 Rs 8.46 / Jo 14.4 / Sl 51.5 / Sl 58.3 / Ec 7.20 Is 64.6 / Jr 4.22; Jr 9.5-6; Jr 13.23; Jr 17.9 / Jo 3.3; Jo 3.19; Jo 3.36;Jo 5.42; Jo 8.43,44 / Rm 3.10-11; Rm 5.12; Rm 7.18, 23; Rm 8.7 /1Co 2.14 / 2Co 4.4 / Ef 2.3 / Ef 4.18 / 2Tm 2.25-26 / 2Tm 3.2-4 / Tt 1.15

 

Rev. Cristiam Matos

Missões

O Senhor Jesus Cristo, depois de sua ressurreição e antes de subir aos céus, conversou com seus discípulos e lhes disse de forma bem clara, sobre o que eles deveriam fazer.

O Evangelho Segundo Mateus 28.18-20, destaca a responsabilidade da Igreja.

A responsabilidade da Igreja de Jesus Cristo, é destacar que Jesus, somente Ele, tem toda autoridade no céu e na terra. O próprio Jesus Cristo diz: “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra.” 

A autoridade e o poder de Jesus, acalma a tempestade em alto mar, sobre as forças espirituais do mal, expulsando demônios de pessoas, sobre as enfermidades, cura todo tipo de doenças, sobre a própria morte, Ele venceu, para a glória do Pai.

Ele subiu aos céus e assentou-se à direita de Deus Pai, acima de todo principado e potestade, como Rei dos reis e Senhor dos senhores.

Jesus Cristo deixa uma Missão a seus discípulos, dividida em três partes, a saber, pregar, batizar e ensinar.

Essa é a missão da Igreja, de Jesus Cristo. Ela deve pregar a Palavra de Salvação, preparando novos discípulos de Jesus. Os novos discípulos devem ser batizados.

A Igreja tem como Missão, ensinar os novos discípulos a guardar todo o ensino de Jesus. A única forma de aprendemos e preparar novos discípulos, é com Jesus, a Igreja deve pregar a Palavra da Salvação em todos os lugares, batizar os discípulos de Jesus Cristo, ensinar os discípulos a andar segundo a vontade do Senhor.

Isso está muito claro nas palavras de Jesus: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado.”  

Devemos confiar na autoridade de Jesus enquanto cumprimos a Missão que Ele nos ordenou, somente em Jesus Cristo nos sentiremos seguros, guardados, protegidos. Ele acompanha sua Igreja enquanto cumpre sua Missão e propósito que o Senhor lhe conferiu.

Disse Jesus: “E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.”

A Missão que o Senhor nos confiou, possui toda autoridade no céu e na terra, Ele nos acompanha, caminha entre nós.

Quando a pregação da Palavra, fala da Salvação a quem quer que seja, Ele está ao nosso lado, quando a Igreja de Jesus Cristo, batiza os novos discípulos, Ele também está presente. E, enquanto a Igreja ensina os novos discípulos a andar conforme a vontade dEle, Ele também está junto.

A Missão confiada à Igreja de Jesus Cristo, é esta, pregar o Evangelho que Salva pecadores, batizar pecadores convertidos a Cristo e ensinar pecadores regenerados a andar com o Senhor!

A autoridade deixada para a Igreja de Jesus Cristo, é para cumprir sua Missão. Ela o faz na autoridade de Cristo!

Que grande segurança, e consolo a Igreja possui, Jesus Cristo possui toda autoridade no céu e na terra. Ele acompanha a Igreja dEle, enquanto ela cumpre a Missão que Ele mesmo ordenou!

Sejamos discípulos, instrumentos nas mãos do Senhor.

Louvado seja o Senhor!

Rev. Cristiam Matos

O que é Evangelho?

Não há uma ordem particular na qual a mensagem evangelística deva ser apresentada, e as palavras para explicar o evangelho não são especificamente prescritas nas Escrituras, mas há um núcleo essencial de informação a ser comunicado, e eventualmente ele deve ser agregado logicamente na mente do ouvinte.

A missão de Cristo, o Salvador, não faz sentido se colocada fora do problema do pecado do qual Ele veio tratar, e o pecado não faz sentido fora da percepção da majestade e da santidade do Criador a quem nós somos responsáveis.

Deus deseja que todos sejam santos e perfeitos, conforme registro em 1 Pedro 1.16, Mateus 5.48. A falha em harmonizar-se com o desígnio de Deus significa que uma pessoa é inaceitável a Ele. E ninguém se harmoniza: “todos pecaram”, Romanos 3.23; 1 João 1.8,10.

As consequências do pecado são a morte e o castigo, Gênesis 3.3; Romanos 6.23. Nem grande quantidade de esforços e nem plano de melhoria podem restaurar a inocência perante Deus.

Uma vez que os seres humanos são incapazes de se salvarem, como alguém poderá ser salvo?

Deus enviou seu Filho Jesus Cristo ao mundo para viver a vida perfeita, sem pecado, necessária para agradá-lo. Jesus viveu sem pecado. Como ser humano, Ele pôde identificar-se conosco e tornar-se nosso substituto.

Cristo morreu na cruz para sofrer a punição de Deus contra o pecado. Ele foi um substituto para aqueles que creem nEle, Romanos 5.12-21; 2 Coríntios 5.21.

Tendo cumprido sua missão, Jesus venceu o pecado e a morte na sua ressurreição e ascendeu à direita do Pai, onde Ele agora governa com toda a autoridade e poder.

Deus exige que todos respondam ao Evangelho com uma confissão do pecado e suas consequências, acompanhada pelo legítimo arrependimento, o desejo sincero de abandonar o pecado. A salvação é pela graça através da fé conforme o apostolo Paulo escreve sua carta aos Efésios 2.8-9.

Quando alguém confia em Cristo como Salvador, Deus perdoa e aceita essa pessoa como coberta completamente pela justiça do Cristo.

O crente torna-se um filho de Deus, e lhe é assegurada a vida eterna com Ele, João 3.16.*

Isto é o Evangelho!

Se algum pecador, qualquer que seja, deseja salvação da condenação eterna, precisa de Cristo em sua vida.

Só Jesus Cristo salva!

Louvado seja o nome do Senhor!

Rev. Cristiam Matos

* Extraído da Bíblia de Estudo de Genebra. São Paulo e Barueri, Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999, pág. 1560.

 

Busquem o Senhor

No capítulo 55 de Isaías, encontramos o convite Evangelístico para Israel voltar aos caminhos do Senhor. Ao mesmo tempo, convida todos os habitantes da terra para o banquete das boas-novas. Só é preciso ter sede, para beber da água que mata a sede. Deus faz esse convite porque Israel havia se distanciado de Deus, neste sentido eles desperdiçaram energia e recursos, pois suas buscas estavam longe do Senhor.

Esse convite para a misericórdia oferecida por Deus, está baseada na redenção prometida por Deus, no sacrifício vicário do seu Servo Sofredor. Essa palavra extraordinária está dizendo ao povo, agora é a hora, a palavra de Deus é viva, poderosa, ressoa no meio da comunidade como um som da trombeta. Agora Deus oferece comida e bebida ao faminto sedento, Ele está próximo, está pronto para curar-te, está convidando para voltar-se para o evangelho. O profeta está dizendo, hoje a ira do Senhor é o amor perdoador, essa ira foi derramada em Cristo, amanhã essa ira será condenatória, eterna, então não poderá mais achar o Senhor.

A procura pela alegria estava errada e suas buscas eram vãs, sem perspectiva de esperança, a esperança de aguardar no Senhor, do porvir, do lar celestial. Deus não se afasta do homem, apesar da repulsa que tem pelo pecado, mas o homem se afasta de Deus, pois sua busca é prazerosa e momentânea no pecado, nas coisas que acabam, passam, neste sentido o homem se afasta der Deus.

Quando a busca do homem está longe do Senhor, sua satisfação está em coisas que o afastam, seus prazeres estão em não buscar a Deus, o profeta está exortando-nos a buscar ao Senhor, pois ainda podemos achá-lo. Chegará o dia que não o encontraremos mais. A palavra de Deus nos mostra que devemos ser escravos do Senhor e submeter-nos à sua palavra, à sua doutrina, porque Deus o exaltou e determinou tornar sua preeminência conhecida a todos os homens.

Este texto convida-nos ao arrependimento, encontramos no versículo sétimo um duplo imperativo, abandone, converta-se. O ímpio deve deixar o seu mau caminho, abandonar seus pensamentos impuros ou propósitos, isso envolve purificação. Por esse motivo encontramos a palavra converta-se, volte-se. Que todos que ainda não conhecem ao Senhor, voltem-se para Ele.

A sã doutrina nos aproxima de Deus, nosso Senhor, o preço para a admissão na vida eterna é o arrependimento e a fé, mais nada. Aqueles que participarão da água viva devem antes sentir sede, ou seja, o pleno arrependimento e então desejo de vir ao Salvador, conforme João 3.36. A busca da felicidade pessoal baseada sobre as vantagens e as bênçãos terrenas, acabam levando-os cada vez mais longe de Deus. A recompensa prometida ao arrependimento sincero é a compaixão, misericórdia e o perdão abundante, encontrado somente em Jesus Cristo, nosso Salvador.

O povo de Deus deve ser habitado pela mente d’Ele em toda santidade e plenitude. É isso que o torna povo d’Ele, zeloso de boas obras. No oitavo versículo encontramos um grande abismo que separa os caminhos, a saber, o divino do humano, os caminhos celestiais estão repletos de piedade e graça, o humano de meras filosofias, mas sem verdadeira piedade. Neste sentido os caminhos do Senhor, é a resposta do homem ao ser alcançado pelo Senhor. Isso implica em ouvir a palavra de Deus vinda dos céus.

O grande erro de Israel foi pensar que eles conheciam o que Deus pensava e planejava. Seu conhecimento e sabedoria são muito maiores que os do homem. Somos parvos ao querer encaixar a Deus em nosso molde, ao querer que seus planos e propósitos se conformem aos nossos. Nós devemos mudar nossos caminhos, nosso ser, para ouvir e obedecer a palavra de Deus. Que nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, mude nosso ser para parecermos mais com Ele.

Só o próprio Deus pode satisfazer a alma humana, trazer alegria completa e plena. O Davi de Isaías 55.3-4 é o Filho Messiânico de Davi, uma vez que aqui foi descrito exercendo e controlando a influência na próxima dispensação. O quinto versículo deste capítulo é uma afirmação do que acontecerá no futuro. Os gentios serão convertidos e se juntarão ao Israel redimido por causa do seu Deus.

Somente Jesus Cristo pode mudar nosso ser, conceder-nos o perdão, a remissão, para a glória do Pai.

O caminho para a bênção consiste em buscar o Senhor e deixar o pecado. Quem se converter ao Senhor verá que Ele é rico em compaixão e perdão.

À luz desta pastoral quero fazer três aplicações a nossas vidas.

Sabemos que ainda é tempo de buscar ao Senhor, ainda o encontramos, Ele está ouvindo nosso clamor. Ore ao Senhor enquanto Ele está perto.

Entendemos que o verdadeiro perdão, muda nosso ser, nossos caminhos, pois nossos planos, caminhos, pensamentos, não estão nem próximos dos de Deus. Nosso Senhor não age como nós. Isso é o próprio Deus que está falando.

O que devemos fazer, dobrar os joelhos e buscar, clamar ao Senhor enquanto se pode achar.

Que nosso Senhor abençoe nossas vidas.

Rev. Cristiam Matos

O Poder do Evangelho – Romanos 1.16-17

A Epístola aos Romanos é a mais rica e abrangente declaração de Paulo sobre o evangelho, também encontramos a chave para o entendimento das Escrituras. Nesta Epístola encontramos a união de grandes temas da bíblia a saber, o pecado, a lei, o julgamento, o destino humano, a fé, as obras, a graça, a justificação, a santificação, a obra de Cristo e do Espírito Santo a esperança cristã, a natureza da igreja, a eleição, o lugar dos Judeus e dos gentios não-judeus nos propósitos de Deus, o significado da mensagem do Antigo Testamento, os deveres do cristão frente ao estado e os princípios de retidão moral. Essa Epístola é um tratado teológico, uma densa, completa e edificante carta a ser estudada.

Não sabemos como e quem fundou a igreja cristã em Roma, alguns eruditos acreditam que fora fundada por convertidos presentes no Pentecostes, a informação que temos, é que 49 d.C ela estava estabelecida, já tendo havido choque com os Judeus. No mundo cristão mediterrâneo eles tinham boa reputação. Muitos desses membros provavelmente foram alcançados pelo Senhor dentro das sinagogas, fruto da obra missionária entre os judeus. Os cristãos de origem gentílica foram expulsos das sinagogas, agora eles precisavam reunir-se e de forma particular, nas casas começaram.

Esta Epístola tem um estilo muito usado pelos escritores é o diatribe, era um debate imaginário que o escritor entrava com um locutor imaginário. Nesta Epístola inteira encontramos o conceito de Paulo com Deus. No versículo 17 o tema principal é a justiça de Deus. Em Romanos temos quatro diferentes usos do termo justiça:

  1. Fidelidade: As promessas de Deus têm de ser cumpridas para estarem de acordo com a natureza divina. Romanos 3.3-4.
  2. Ira: Um aspecto específico da justiça e retidão de Deus, que significa sua aversão ao pecado. Romanos 1.17; 2.5.
  3. A manifestação da justiça na morte de Cristo: O dom de Deus, que é Cristo como sacrifício propiciatório, manifesta sua justiça.
  4. A ligação da justiça e fé: A justiça de Deus é recebida pela fé somente.

Deus declara justo aqueles que por natureza são inimigos de Deus, este é o significado de justificação, não que os homens são feitos retos, mas antes, que são contados como justos. A Epístola de Romanos é interessante, pois nela encontramos a exposição da justiça de Deus, o homem não encontrará sua justificação fora do Senhor, somente o Senhor em sua infinita misericórdia, em Cristo, oferece no evangelho e a recebemos pela fé. O poder do evangelho aponta para Deus.

O apóstolo Paulo escreve que não se envergonhava do evangelho, se pensarmos na cultura do primeiro século, em que Paulo viveu, era um dos momentos mais hostis ao evangelho, mesmo assim o apóstolo Paulo se glória no evangelho. Essa época foi conhecida como os Mártires da Igreja. Inúmeras conversões aconteceram, o evangelho estava se expandido, a morte de Cristo, trouxe intrepidez para a pregação do evangelho. Além do anúncio da Palavra, o desenvolvimento da Igreja primitiva também se deve, em grande parte, ao sangue derramado por muitos cristãos em meio às perseguições.

A Igreja de Cristo, era considerada fora da legalidade aos romanos, o mais perigoso inimigo do poder romano, pois concorria com o culto ao imperador, símbolo e instrumento da força do Império.

A primeira grande perseguição do Império contra a Igreja foi impetrada pelo imperador Nero, após o incêndio da cidade de Roma, em 64, cuja culpa recaiu sobre os cristãos. Nessa época, muitos cristãos foram martirizados de forma bárbara. Os cristãos foram mortos de forma triste. Foram servidos de diversão para o público. Vestiu-os em peles de animais para que os cachorros os matassem a dentadas. Outros foram crucificados, encontramos históricos de que não havia mais madeira para fazer cruz, então eles eram colocados em árvores, estacas, os cobriam de piche e colocavam fogo nos cristãos. A outros acendeu-lhes fogo ao cair da noite, para que a iluminassem a cidade. Nero fez que se abrissem seus jardins para esta exibição, e ele mesmo ofereceu um espetáculo, pois se misturava com as multidões, disfarçado de condutor de carruagem, ou dava voltas em sua carruagem. Tudo isso fez com que despertasse a misericórdia do povo, mesmo contra essas pessoas que mereciam castigo exemplar, pois via-se que eles não eram destruídos para o bem público, mas para satisfazer a crueldade de uma pessoa.

Muitos cristãos morreram, o apóstolo Paulo foi considerado um dos maiores infratores, acusado de ser responsável pela metade de Roma estar em cinzas. Em meio a tanta hostilidade o apóstolo Paulo escreve, não me envergonho do evangelho, ele sabia que o evangelho aponta para Deus, e sabia que ele era totalmente vulnerável, pois ele dependia de Deus.

O poder do evangelho aponta para Deus, para a Salvação em Jesus Cristo e para viver pela fé. Jesus Cristo é nosso Senhor e salvador, nós recebemos a boa nova da Salvação e ensinamos a boa nova da salvação.

Olhe para Cristo Jesus, viva para Cristo Jesus. Que Deus abençoe nossas vidas.

Uma semana abençoada a todos.

Rev. Cristiam Matos