Ore como Jesus ensinou – Mateus 6.9-15

A oração é o bálsamo do cristão, o momento mais importante que temos, é quando somos totalmente vulneráveis, pois estamos na presença do Rei dos reis, Senhor dos senhores. A oração coloca-nos frente a face do Pai. Na oração é o momento que conversamos com Deus nosso Pai, neste momento os ouvidos e olhos do Senhor, do Pai, estão voltados para nós.

A oração é o momento extraordinário, no qual estamos em Sua presença, na presença do Pai. Jesus Cristo teve seu ministério marcado pela oração, ensina-nos a orar como deve, da forma que agrada ao Pai, é neste sentido que meditaremos no tema Ore como Jesus ensinou.

O evangelho segundo Mateus registra essa oração, demonstrando o propósito dela, a relação existente na oração entre o homem e Deus e Deus e o homem. O propósito desta meditação é orar como Jesus orou, neste sentido como discípulos de Cristo, orar como agrada ao Pai.

Jesus ensina seus discípulos a orar, não é uma oração para ser repetida como um mantra, o objetivo é nos ensinar, princípios acerca de quem é Deus e de quem somos nós. Na oração que estamos olhando, encontramos uma declaração que diz respeito ao ser a quem oramos. Jesus lança esses fundamentos, demonstrando que, devemos dirigir-nos, a Deus como Pai. Deus não é um ser distante, mas está perto de nós, como Pai. Ama-nos, conhece-nos, protege-nos, abençoa-nos. Devemos dirigir-nos a Deus como nosso Pai, o direito legítimo de chamar ao Deus de “Pai nosso”, é porque somos adotados, por intermédio de Jesus Cristo. Somente pelo Espírito Santo, o qual nos uniu a Cristo e promove nossa adoção à família de Deus, é que agora podemos dizer “Aba, Pai”. Somos membros da família de Deus. Somos irmãos uns dos outros. Somos filhos do mesmo Pai. Ao orar, é preciso lembrar que somos parte da família de Deus, constituída de cristãos de todo o planeta.

A grandeza do nosso Pai é insondável e sua glória incomparável. Ele é o nosso Pai que está no céu. Ele é elevado, sublime e glorioso. A maior satisfação do cristão é ter intimidade com Deus, essa intimidade conduzirá as nossas orações com conteúdo em relação a Deus. Antes de buscarmos nossos interesses ou mesmo pleitearmos nossas necessidades, devemos nos voltar para Deus a fim de admirá-lo, adorá-lo e exaltá-lo. O nome de Deus, leva-nos a orar pela santificação do Seu nome, pelo que Ele é. Deus é santo em si mesmo, e não agregaremos valor à sua plena santidade. Oremos para que o nome de Deus seja reverenciado, honrado, temido e obedecido. Ao adorá-lo, reconheceremos que Ele é Santo, Santo, Santo, nosso Deus é Santo, e neste sentido o desejo do cristão em oração é para que o reino de Deus venha até nós. O reino de Deus é o governo de Deus sobre os corações, a medida em que o evangelho é anunciado e os pecadores se arrependem e creem, seus corações são moldados e o reino de Deus vai alargando suas fronteiras. Nossa vida manifestará o reino de Deus neste mundo, quando o reino de Deus governar nosso coração. Quando o reino de Deus estiver em nossos corações e nosso maior desejo for em adorá-lo, nossa vontade será mortificada para fazer a vontade do nosso Deus, nosso Pai.

O extraordinário acontecerá quando em oração, desejamos intensamente que a vontade de Deus seja feita aqui na terra como é feita nos céus. A oração somente será poderosa quando o desejo estiver alinhado com os caminhos do Pai. Neste sentido, a vontade do homem torna-se irrelevante, pois a a vontade de Deus deve ser feita aqui na terra, este é o maior desejo no coração, de quem ama verdadeiramente a Deus. Sua vontade é boa, perfeita e agradável e deve prevalecer na terra.

Depois de rogarmos para que o nome de Deus seja santificado, que seu reino venha e que sua vontade seja feita, Jesus passa a ensinar-nos a rogar ao Pai por nós mesmos. Jesus ensina que não devemos pedir luxo, mas pão, não de forma egoísta, ou seja, o meu pão, mas, pedir o pão nosso, o pão de cada dia. Spurgeon diz que não pedimos o pão que pertence a outros, mas somente para o que é honestamente o nosso próprio alimento. A palavra “pão” aqui deve ser entendida como símbolo de todas as nossas necessidades físicas e materiais. Deus nos criou pelo seu poder, nos redimiu por sua graça e nos sustenta por sua providência.

Após adoramos ao Senhor, reconhecermos quem Ele é, somos levados a confiar na providência divina, colocamo-nos diante do Deus, nosso Pai, reconhecendo que somos devedores, temos dívidas impagáveis com Deus e não podemos saldá-las. Nossas dívidas são os nossos pecados. Precisamos não só de pão para o nosso corpo, mas sobretudo, de perdão para a nossa alma. Riqueza material sem perdão espiritual, condiciona a vivermos na miséria. Sem o perdão do nosso Pai, estamos sem esperança, nossas conquistas tornam-se vãs. Nossos pecados são redimidos pela misericórdia, benevolência, pela graça imerecida.

Jesus Cristo mostra-nos que o perdão divino a nós está condicionado ao perdão que concedemos ao próximo. O perdão vertical só acontece quando o horizontal é uma realidade. Quando o perdão horizontal é uma realidade, significa que somos chamados por nosso Pai. O perdão horizontal é uma evidência que recebemos o perdão vertical.

No evangelho segundo Mateus, encontramos na oração que Jesus ensina, um pedido quanto ao futuro. Somos ensinados a suplicar ao Senhor para livrar-nos da tentação. A tentação em si não é pecaminosa, mas, se cairmos em tentação, pecamos contra Deus, contra o nosso próximo e contra nós mesmos. Precisamos, portanto, rogar a Deus para nos livrar do mal, neste sentido, do maligno. Nossas tentações procedem do nosso coração corrupto e do tentador maligno.

Jesus conclui a oração como começou, com Deus declarando que a Deus pertence o reino. O reino é o domínio de Deus sobre seus súditos, o governo universal de Jesus Cristo em nossos corações. Somente Ele tem todo o poder, ou seja, a Deus pertence o poder, nos céus e sobre a terra. Seu poder é interminável, imaginável, ilimitado. Nada é impossível para Deus.

Reconhecer a Deus, nosso Pai, glorificá-lo é extraordinário, toda glória a Deus pertence para sempre, Deus não divide sua glória com ninguém, Ele tem glória em si mesmo, e toda a criação proclama a sua glória. Sua glória está em seu filho e também na igreja.

Que nossas orações se alinhem com os ensinamentos de Jesus Cristo, nosso Senhor e salvador. Que toda a honra, glória, louvor sejam dadas somente a Ele. Porque dEle, por Ele, para Ele são todas as coisas. Toda a glória seja dada a Ele, somente a Ele, hoje e eternamente.

Amém!

Aplicação para nossa vida.

Sabemos que Jesus Cristo ensinou que toda a glória pertence ao Pai, neste sentido, oremos como Jesus Cristo ensinou. Inicie a oração glorificando, reconhecendo, que somente Deus é Deus.

Entendemos que nossas orações tem que estar alinhadas com a vontade do nosso Pai, nosso Senhor Jesus Cristo, o Salvador, aquele que Deus dá a vida por nós, ensina que a oração está voltada para o único que é digno de toda honra, glória e louvor. Neste sentido ao orar, não peça glórias para si, como riquezas, ou coisas materiais, mas oremos, glorificando ao Pai e para que sejamos instrumentos no reino de Deus.

Façamos como Jesus Cristo ensinou-nos, inicie a oração glorificando ao Pai e termine glorificando ao Pai.

Rev. Cristiam Matos

Dia das mães – Provérbios 31.28-31

O capítulo de 31 do livro de provérbios relata a influência que um rei sofreu através de sua mãe. A mãe do rei Lemuel é uma educadora primorosa, ela investe na vida do filho. Bem no começo do capítulo, ela declara a seu filho, o quanto ele é importante para ela e que, ele foi consagrado para Deus.

A mãe de Lemuel, aconselhou o filho a aliviar a dor do aflito, a ser a voz do mudo, de dentro de seu lar, as orientações mais seguras lhe chegam aos ouvidos, para o exercício de um governo humano e solidário.

Ela ensina que um rei não governa para si, mas para o povo, é um ministro de Deus, para servir o povo, não governa com parcialidade.

Os ensinamentos de sua mãe refletem em suas decisões, como reis não podem ser covardes na hora de tomar grandes decisões, cuidar para que a opressão aos pobres e os necessitados não os sucumbam nos tribunais.

Nesta passagem de provérbio encontramos o termo mulher virtuosa, qual é descrita com a doçura de um anjo e a força de um gigante. Com a sabedoria de um erudito, e a destreza de um guerreiro, com a desenvoltura de um perito e a candura de uma mãe cheia de afeto. Com integridade, pois ela é uma mulher confiável.

Uma mãe que possui essas qualidades, demonstram momentos impares, pois ela é amável no lidar, doce nas palavras, firme no caráter e nas atitudes.

A mãe e mulher virtuosa que encontramos na escritura, possue características, de pensar no próximo e ensinar o próximo.

A mãe e mulher virtuosa tem um árduo trabalho é generosa pois seus olhos não estão voltados apenas para si, mas para o marido, filhos e também aflitos ao seu redor.

A mãe investe na família, no marido, nos filhos e no próximo, é isso que encontramos aqui nos versículos 28 a 31. Quatro elogios são destacados aqui, o marido elogia a esposa, essa mulher semeou o amor e agora colhe os frutos de sua semeadura. O versículo mostra-nos a sabedoria, pois ela teme ao Senhor. A mulher que teme ao Senhor, é esposa, mãe, virtuosa, feliz por andar no centro da vontade do Senhor.

A mãe, mulher virtuosa fazia muitas obras relacionado a bondade, sem nenhum alarde, mas o reconhecimento de suas obras foi público. Ela estava fazendo-o em secreto, porém o Senhor permitiu que se torna público. O que ela fazia em secreto era agora anunciado. 

Mães, mulheres virtuosas não procuram holofotes para si, mas o fazem em tudo com amor e dedicação, no temor de Cristo Jesus. Olhar para Cristo, buscar pregar a Cristo, através das atitudes e gestos, louvam a Cristo.

Somente uma mulher que foi alcançada por Cristo, todos os dias da vida, busca a Jesus Cristo, para parecer-se com Cristo, terá uma família abençoada. O prazer da mãe, mulher virtuosa está em aconselhar seu filho e marido a caminhar no centro da vontade do Senhor.

Somente Cristo poderá conceder a mente, o coração e a dedicação da vida, voltada para Ele. Que nosso Senhor Jesus Cristo, reine em sua vida e que você O conheça, pois somente em Cristo, a mãe, mulher virtuosa será abençoada e terá as qualidades descritas aqui em provérbios.

Que o Senhor abençoe a vida de todas as mulheres e mães!

Feliz dia das mães!

Rev. Cristiam Matos

Louvor a Deus – Romanos 11.33-36

O apóstolo Paulo quando escreve esse trecho da carta aos romanos destaca algumas preciosas informações para nós, a saber, a teologia precisa transformar-se em doxologia conforme apresenta-nos aqui no 11.33–36. Paulo passa da teologia para a doxologia, da doutrina para o louvor, do argumento para a adoração. Neste sentido, entenda que não separaremos a teologia, ou seja, nossa crença em Deus, da doxologia, significa o nosso culto a Deus. O apóstolo Paulo está orientando que não pode haver uma teologia sem devoção, assim como uma devoção sem teologia. As coisas profundas de Deus devem levar-nos à adoração, assim como a adoração leva-nos a desejar conhecer profundamente ao Senhor. O estudo da teologia leva-nos à compreensão de que Deus não pode ser plenamente compreendido por nossa mente finita, mas leva-nos a adoração ao Deus criador de todas as coisas. Movido pela Palavra e pelo Espírito do Senhor, sentindo-se finalmente dominado pela sublimidade de tão profundo mistério, o apóstolo nada mais pode fazer senão ponderar e exclamar que as riquezas da sabedoria de Deus são demasiadamente profundas para que nossa razão seja capaz de sondá-las. Paulo está bem certo de suas palavras, ele está exaltando as profundas riquezas da sabedoria e do conhecimento de Deus.

Paulo descreveQuão insondáveis são seus juízos”, tais palavras expressam o sentido de ordenanças divinas ou a maneira divina do agir, o governar de Deus, essa exclamação exalta ainda mais o mistério divino. O Pai revelou-nos o Seu ser na Escritura sagrada, note que ele não pretende discutir aqui todos os mistérios de Deus, mas somente aqueles que se acham escondidos em Deus, e mediante os quais Deus deseja que o admiremos e o adoremos.

Paulo restringi a presunção humana, como se pusesse sua mão sobre os homens com o fim de detê-los e impedi-los de murmurarem contra os juízos divinos. A pergunta “Quem conheceu a mente do Senhor?”, constrange o homem, pois na nossa finitude e tão desprovimento de conhecimento perto de Deus, mostra-nos que não conhecemos a mente dEle. Observe que ele utiliza dois meios para restringi-los:

  1. Todos os seres humanos se acham, por sua cegueira, completamente impedidos de fazer, por seu próprio critério, um devido exame da predestinação divina.
  2. Não existe nenhuma razão para nos queixarmos de Deus, não há indivíduo que possa pretender que Deus lhe seja devedor. Todos somos endividados em relação à liberalidade divina.

A predestinação divina ensina que os homens não podem discernir mais do que é possível a um cego na escuridão. Estas palavras, contudo, têm muito pouco suporte para que nossa fé não se definhe, visto que ela não tem sua origem na perspicácia do intelecto humano, e sim, tão-somente na iluminação do Espírito. O apóstolo Paulo afirma que todos os mistérios divinos se acham muito além da compreensão de nossa capacidade natural. Para compreendermos uma pequena parte da mente de Deus, poderíamos dizer uma ínfima parte, necessitamos da compreensão concedida por intermédio do Espírito Santo. Neste sentido que Paulo prossegue escrevendo em sua 1 Coríntios 2,12-16 que os crentes compreendem a mente do Senhor, pois não receberam o espírito do mundo, mas, sim, o Espírito que é outorgado por Deus, por meio de quem aprendem que, de outra forma, a benevolência divina lhes seria inacessível. É somente pela Graça divina que recebemos.

O ser humano não tem capacidade legal, em nossas próprias faculdades, para investigar os segredos divinos, assim chegamos a um claro e seguro conhecimento deles pela instrumentalidade da graça do Espírito Santo. A capacidade de compreensão sobre Deus, é concedida ao homem através do Espírito Santo. Nosso dever é deixar-nos guiar pela orientação do Espírito, então devemos ficar e permanecer onde Ele nos deixar. Ninguém conhece mais do que o Espírito lhe haja revelado, o mesmo acabará sendo fulminado pelo imensurável fulgor dessa luz inacessível.

O conselho de Deus, Sua vontade, Seus caminhos foram revelados na Escritura, neste sentido o que está escrito cabe ao homem conhecer. Ainda que toda a doutrina da Escritura exceda, em sua sublimidade, ao intelecto humano, todavia os crentes que seguem o Espírito como seu Guia, com reverência e circunspecção, não são proibidos de ter acesso à vontade divina. Entretanto, outro é o caso em relação a seu conselho oculto, cuja profundidade e cuja altura não temos como atingir através de nossa investigação.

O conhecimento de Deus se refere ao todo-inclusivo e exaustivo entendimento de Deus, e a sabedoria fala sobre o arranjo e a todas as coisas para o cumprimento de seus santos propósitos. A sabedoria de Deus planejou a salvação e foi sua riqueza que a concedeu-nos, pela sua maravilhosa Graça, os juízos de Deus são profundos e insondáveis. Seres tão ínfimos em conhecimento e finitos como nós, não penetraram nas profundezas desses caminhos inescrutáveis.

O apóstolo defende a justiça divina contra todas as acusações dos ímpios através da pergunta: “Ou quem primeiro lhe deu a Ele?”. Esta pergunta está profundamente relacionada ao viver debaixo da vontade de Deus, confiando que jamais receberemos algo do Senhor por merecimento, mas o recebemos pela Sua boa e agradável vontade. O significado das palavras de Paulo consiste em que Deus não pode ser acusado de injustiça, a não ser que seja Ele convencido de não haver retribuído a cada um o que lhe é devido. Não obstante, é evidente que Deus não priva ninguém de seus direitos, visto não ser Ele devedor a alguém. Quem é capaz de ostentar alguma obra propriamente sua pela qual se acha merecedor do favor divino, ninguém é capaz de cobrar a Deus por nada, a escritura ensina-nos que somos merecedores de nada, aliás somente cabe a restituição da condenação. A maravilhosa Graça concedida aos escolhidos do Senhor nos é dada pela benevolência do Pai e não por merecimento humano. Não que se acha em nosso poder exigir que Deus nos conceda a salvação, com base em nossas obras, ao contrário, Ele antecipa sua benevolência sem qualquer mérito de nossa parte. Ele nos mostra não só o que os homens têm por hábito fazer, mas também o que eles são capazes de fazer. Caso queiramos fazer um honesto exame de nós mesmos, então descobriremos não só que Deus de forma alguma nos é devedor, mas também que todos nós somos passíveis de seu justo juízo. Somos não apenas destituídos do merecimento de qualquer favor de sua parte, somos mais que merecedores de morte eterna.

Deus não nos deve nada em razão de nossa natureza corrupta e depravada e também assevera que, mesmo que o homem fosse perfeito, ainda assim não poderia apresentar nada a Deus. O homem a luz da própria lei da criação já se vê tão endividado em relação a seu Criador, que nada consegue divisar que seja propriamente seu, neste sentido, fracassaremos caso nos esforcemos em privar a Deus do direito de agir soberanamente, como bem lhe apraz, com as criaturas que ele criou para si, como se isso fosse uma questão de débito ou crédito mútuo.

O apóstolo Paulo finaliza com a sublime declaração, Porque dele e por meio dele e para ele são todas as coisas.” Encontramos uma verdade expressa nestas palavras, mostra-nos quão longe estamos de vangloriar-nos, isso demonstra de forma clara nossa incapacidade. Visto que fomos criados por Deus, a partir do nada, e agora o nosso mesmo ser depende dEle, conclui-se ser justo que nosso ser seja orientado para Sua glória. Quão absurdo seria que as criaturas, a quem Ele formou e sustenta, possuíssem algum outro propósito que não fosse a manifestação da glória de seu Criador. A suma do argumento consiste em que toda a ordem da natureza seria invertida caso o mesmo Deus, que é o princípio de todas as coisas, deixasse de ser também o fim. Neste sentido de forma extraordinária encontramos que Jesus Cristo é o começo, o meio e o fim, por isso “A Ele seja a glória para sempre”.

A glória do Senhor deve permanecer inalterada em toda e qualquer parte, Deus, com justa razão, reivindica para Si autoridade absoluta, e que nada, além de sua glória, deve ser buscado na natureza humana e no mundo inteiro. Segue-se que são totalmente absurdos, irracionais e deveras insanos aqueles conceitos que são engendrados com fim de desvalorizar o mérito, a importância da glória divina.

A luz desses versículos concluímos que cabe somente a Jesus Cristo, toda honra, toda a Glória e todo Louvor. Somos criaturas com a finalidade de louvá-lo, adorá-lo, glorificá-lo, hoje e por toda a eternidade.

Uma aplicação para nossas vidas, busquemos adorar ao Senhor como servos fiéis unindo a teologia com a doxologia, ou seja, o desejo incansável de conhecer ao Senhor da Escritura Sagrada, mas com adoração e louvor.

Ele é o começo, o meio e o fim, louvado seja o Senhor!

Uma boa semana a todos.

Rev. Cristiam Matos

 

Uma Grande Família

O Apóstolo Paulo escreve em sua carta aos Romanos 15.5-6, ensinando o dever de agradar os outros, a imitação a Cristo, a simpatia e o altruísmo. Nosso entendimento de agradar tem que ser equalizado de acordo com a bíblia.

O verbo agradar tem o significado de ser agradável, transmitir prazer, deleite, sentir-se encantado. O apóstolo Paulo está ensinando que o cristão transmite o prazer que sente em Cristo, deleita-se em Cristo, sentir-se encantado por Cristo. Neste sentido agradar aos outros é transmitir o prazer de viver em Cristo.

Essa consideração leva Paulo a expressar o desejo de que o Deus que dá perseverança e consolação, capacita os cristãos fortes e os fracos, judeus e gentios, a viver em harmonia, segundo os ensinamentos e o exemplo de Cristo Jesus. O apóstolo sempre expressa que devemos ser como Cristo, o maior exemplo que temos de Cristo é a pregação do verdadeiro amor de viver para agradar ao Pai, Glorificar ao Pai, Louvar ao Pai.

Em decorrência disso, os santos se unirão em adoração ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Que imagem maravilhosa, os Judeus e gentios salvos adorando ao Senhor a uma voz! O pedido que encontramos é para os romanos viverem em unidade em meio à diversidade para a glória de Deus.

O capítulo 15 inicia demonstrando que somos fortes e sendo fortes devemos suportar as debilidades dos fracos. Neste sentido agradaremos ao próximo no que é bom para edificação.

A igreja é uma grande família e para uma família caminhar deve ter o mesmo modo de pensar, imitando o modo de Jesus Cristo com unanimidade, ou seja, todos devem ter o mesmo objetivo, de agradar ao Senhor, pregando o evangelho, suportando-vos uns aos outros em Cristo.

O apóstolo Paulo inicia o versículo quinto com um pedido abençoador para vida dos romanos, para que o Deus da paciência e da consolação vos conceda o mesmo sentir de uns para com os outros, segundo Cristo Jesus.

Deus sempre foi muito paciente com a humanidade, Ele criou os céus, a terra e tudo o que existe em nosso planeta, organizou o que estava caótico, em toda a criação do Pai encontramos a perfeição. Nossos primeiros pais pecaram contra o Senhor e Ele poupou-nos da extinção. Mesmo não merecendo a Salvação, recebemos em Cristo Jesus o amor e somos feitos filhos de Deus, através do preço que Cristo pagou na Cruz.

A paciência que o Senhor nos ensina é saber esperar, ser sereno, conformado, calmo. Jesus Cristo esperou o tempo certo para iniciar seu ministério, Ele sabendo que seria traído com paciência e amor, demonstrou que os desejos do Pai estão acima dos desejos humanos. No Getsêmani o Cristo ora para que a vontade do Pai se cumpra, essa demonstração de paciência é levada para cruz.

Cristo na cruz não condena a humanidade, mas pede para que o Pai tenha misericórdia, eles não sabiam o que estavam fazendo, quando condenaram o Filho, o Deus vivo, o Senhor encarnado. Jesus Cristo ensina que o amor está acima de todas as coisas, para quem ama ao Pai, esse imita a Cristo.

O sentimento que Paulo ensina em sua carta aos romanos, traz o desejo de imitar a Cristo, por isso ele roga ao Deus dos Céus, para que Ele conceda o mesmo sentir de uns para com os outros, segundo Cristo Jesus.

O cristão terá esse sentimento somente se o Senhor conceder, se o Pai não nos dar, jamais seremos como Cristo. Para termos esse sentimento, se faz necessário buscar ao Senhor, orar, estudar a Escritura Sagrada. Somente o Senhor pode conceder essa virtude tão bela e plena.

A palavra do Senhor ensina que devemos amar ao irmão e não julgar o irmão. Pare de julgar e não coloque tropeço em seu caminho. A impureza não está no exterior, mas no interior do coração. O amor fraternal leva-nos a investir num relacionamento profundo e sincero, sem julgamentos.

Imitar a Cristo, como podemos fazer isso dentro de uma grande família?

O apóstolo Paulo ensina nestes versículos que devemos agradar aos irmãos, e não a si mesmo. Adorando a Deus em espírito de unidade, acolhendo uns aos outros como Cristo nos acolheu, sabendo que o próprio Cristo Se tornou servo.

Paulo ora, que Deus, que dá paciência e consolação, possa mudar seus leitores a viverem em harmonia entre si, com Cristo Jesus por padrão. O propósito que encontramos nesta harmonia é que Concordemente e a uma única voz glorifiqueis ao Deus e Pais de nosso Senhor Jesus Cristo. A união dos cristãos é fundamental, essencial se quiserem glorificar a Deus.

Paulo ensina aos leitores, que em uma grande família encontramos cristãos fortes e fracos. Insiste que se recebem mutuamente dentro da mesma sociedade como Cristo nos acolheu na Sua comunhão. O resultado desta comunhão extraordinária é a Glória de Deus.

Deus é o autor da paciência e da consolação, visto que Ele inspira ambos atributos, em nossos corações pelo Espírito Santo. Somos ensinados quanto a genuína consolação e paciência, e então inspira e implanta este ensino em nossos corações. Os crentes em Roma foram exortados e admoestados ao cumprimento de seu dever. Paulo aqui volta sua oração para que o Senhor conceda aos cristãos esses mesmos sentimentos.

Paulo sabia perfeitamente que qualquer discussão em torno do dever individual redundaria em nada, a menos que Deus opere interiormente por seu Espírito, o que ele expressou pela instrumentalidade da voz humana. A ênfase de sua oração consiste em que as mentes dos crentes desfrutem de genuína harmonia e que aprendam a concordância mútua. Ao mesmo tempo, também mostra qual o vínculo desta unidade, a saber, que sejam unânimes segundo Cristo Jesus.

Para que nossa união em Cristo se torne mais recomendável, Paulo ensina quão indispensável é ela, visto que não podemos glorificar genuinamente a Deus a menos que os corações de todos os crentes estejam unidos para seu louvor, e suas línguas se expressam em perfeita harmonia. Não existe glorificação ao Pai de seu próprio modo, é impossível adorar ao Pai se não for nos padrões como encontramos em sua Palavra. A Bíblia Sagrada é a voz de Deus, neste sentido jamais o cristão dará glórias genuína em meio a discórdias e controvérsias.

Que nosso Senhor, conceda-nos um espírito de união e que todos sejamos como Cristo, roguemos ao Senhor para conceder-nos um coração e a união como Cristo ensinou.

Jesus Cristo é nosso Senhor e Salvador, jamais chegaremos ao Pai se não for por intermédio de Jesus Cristo, que nossos corações desejam parecer-se com Cristo. Roguemos ao Senhor da paciência e da consolação o mesmo sentir uns para com os outros, segundo Cristo Jesus tem por nós.

 

Que o Senhor abençoe a todos nós!

Uma boa semana a todos.

Rev. Cristiam Matos.

Passar por cima.

No livro do Êxodo no capítulo 12.1-51 encontramos a instituição da Páscoa, neste capítulo encontramos na noite a morte dos egípcios e a libertação dos hebreus. De forma clara observa-se a diferença entre o juízo e o livramento,  a morte e a vida, a condenação e a salvação, isso tudo através do sangue do cordeiro.

Israel estava a 430 anos em escravidão, o povo clamava por misericórdia, pela libertação, o trabalho era pesado, amargo. Faraó com o seu coração endurecido não libertava o povo. Moisés procurou faraó e levou o recado de Deus, “Deixe Meu Povo Ir”. Faraó ao receber o recado, oprime o povo ainda mais. Deus ao endurecer o coração de Faraó, enviou 10 pragas ao Egito, entre as pragas os primogênitos dos egípcios foram mortos, o Senhor abalou as pirâmides do Egito, quebrou o orgulho do Faraó, exerceu juízo sobre os deuses daquela nação.

A Páscoa foi o dia da independência de Israel, a noite do terror dos  egípcios foi a noite de libertação do povo de Deus. A mesma mão que feriu uns, resgatou também os escolhidos do Senhor. O Senhor ordenou que o povo passasse um pouco de sangue nas laterais e nas vigas superiores das portas das casas nas quais eles comeram o animal, assim o anjo que veio matar o primogênito passaria por  cima daquelas casas e não levaria o primogênito. A Páscoa trouxe unidade para Israel, salvação para os seus filhos e libertação do cativeiro. O povo agora estava livre para servir a Deus.

A Páscoa marca o começo, a redenção, a salvação, glorificação ou seja o que há por vir. Deus ao ordenar que os Israelitas aspergissem o sangue sobre as portas e as laterais, não tinham sido libertas, mas eles festejam o que ainda aconteceria, por isso a Páscoa nos lembra o que Deus fez e causa esperança no que há por vir.

A Páscoa é o começo de uma nova vida para o povo de Deus, a partir dali deixaram de ser escravos do Egito para serem peregrinos em direção a terra prometida. A  Páscoa revela que a família está no centro do projeto de Deus, por esse motivo a família celebra junta conforme registro no 3 versículo de Êxodo 12.

Deus salva Seu povo através do cordeiro que foi morto, o cordeiro representa a Cristo Jesus, o Messias, o filho do Pai. O cordeiro não poderia ser um com defeito, ele tinha que ser perfeito, a morte do cordeiro perfeito, sem mácula, aquele que nunca pecou, foi Cristo Jesus. Não foi a vida do cordeiro que salvou, não foi o exemplo do cordeiro que redimiu, não foi a presença do cordeiro na família que livrou-os da morte, mas, foi a morte do cordeiro, a morte de Jesus Cristo que nos trouxe a salvação. Sem derramamento de sangue não há remissão de pecados.

O sangue tem um significado muito importante é sinal da distinção, salvação e segurança. O que distinguia os egípcios dos israelitas naquela noite era o sangue, isso significa que existiam apenas dois grupos, aqueles que foram comprados pelo sangue da redenção e os que estão condenados por viver em pecado sem a remissão. O sangue foi o sinal da salvação, os anjos encontravam o sangue e ali não entravam para ceifar a vida do primogênito.  Somente o sangue do cordeiro pode salvar, e pode conceder-nos segurança. A morte de Cristo na cruz, traz perfeita segurança aos que são chamados pelo Senhor. Todo aquele que for salvo pelo sangue do cordeiro, alimenta-se do cordeiro, fora livrado da morte e do cativeiro.

O cordeiro não está no sepulcro, Ele vive e está sentado à direita do Pai, nosso Senhor qual fora morto, venceu a morte, está vivo, o sepulcro está vazio, Ele deu a sua vida, para que nós tenhamos vida. O Deus verdadeiro, único Deus entregou seu único filho para que nós tivéssemos vida, todas as gerações conhecem a Cristo e obtém a salvação, por crer nEle.

A Páscoa que celebramos é a Páscoa do Senhor, aqui em Êxodo 12 por 17 vezes o nome Senhor é mencionado, Ele é o centro da história da redenção, nosso Senhor revela o seu poder, Ele é o redentor para o Seu povo e o juízo para os ímpios. A morte não respeitou, idade, posição social, grau de instrução, os Israelitas não experimentaram a morte por estar debaixo do sangue do cordeiro.

A Páscoa deve levar-nos a mais profunda investigação em nossas vidas, com o intuito de saber se de fato todos os membros da família estão debaixo do sangue, leva-nos a um compromisso familiar de explicar para os nossos filhos o que Deus fez por nós. A Páscoa leva-nos para um único objetivo, à verdadeira e plana adoração ao Senhor.

Entenda que sem Cristo Jesus estamos condenados e não existe salvação para os que estão fora do cordeiro santo, que todos nós estejamos debaixo do sangue do cordeiro  e vivamos o momento em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em Espírito e em verdade.

Que o Senhor o abençoe ricamente. Feliz Páscoa a todos os filhos do Senhor!

Jesus Cristo é o nosso Senhor e Salvador, toda a glória, louvor e honra seja dada somente a Ele!

Que o Senhor nos fortaleça e pareçamos cada dia mais com Jesus Cristo.

Que a Graça do Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão com o Espírito Santo esteja, concedendo-nos um coração como ao de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo.

Que o Senhor nos fortaleça!

Provação ou Tentação?

A tentação é o lado negativo de qualquer circunstância que enfrentamos, e a provação é o seu lado positivo, devido à origem e aos objetivos de ambas. Podemos ser vitoriosos resistindo às tentações e perseverando no Senhor que quer nos testar e que nos dá poder para a luta.

Na epístola de Tiago 1.12-13, encontramos a importância de passar pela provação; “12 Bem-aventurado é aquele que suporta com perseverança a provação. Porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam. 13 Ninguém, ao ser tentado, diga: “Sou tentado por Deus.” Porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele mesmo não tenta ninguém.” 

O problema é que a palavra empregada no original é a mesma, e as circunstâncias em que ambas, tentação e provação se apoiam, também são as mesmas. A tentação é algo negativo por causa da sua origem. Deus não tenta ninguém. Por outro lado, somos tentados e induzidos à tentação por nossa própria cobiça, observe as palavras de Tiago 1.14, “14 Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando está o atrai e seduz.”

O tentador, por definição, é Satanás. Foi ele que tentou o próprio Jesus, encontramos esse relato no Evangelho Segundo Mateus 4.3, “3 Então o tentador, aproximando-se, disse a Jesus: — Se você é o Filho de Deus, mande que estas pedras se transformem em pães.”

A tentação é algo negativo por causa do objetivo do tentador, a saber, destruir e devorar os que se deixam levar pelo caminho do pecado. Em 1Pedro 5.8 encontramos um alerta, “8 Sejam sóbrios e vigilantes. O inimigo de vocês, o diabo, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar.” O adversário anda em derredor.

A tentação é algo negativo, por nos oferecer uma oportunidade e até uma justificativa para o pecado. Encontramos isso logo no primeiro livro da bíblia, no Gênesis, Eva usa de subterfúgios momentâneos para justificar sua desobediência, assim como Adão também o faz. Contudo, desculpas para o pecado que cometemos contra a santidade de Deus não absolve, elimina, explica, justifica, nossa transgressão. Nossos primeiros pais, tentaram se justificar diante de Deus, colocando a culpa no outro, mas ambos receberam o justo juízo de Deus.

Neste sentido, a tentação sempre nos acompanha em nossa própria cobiça, é utilizada pelo tentador com o objetivo de nos destruir e, naturalmente, desperta no coração a tendência de minimizar o pecado ou justificar o pecado, retirando a culpa de si mesmo e colocando no outro ou nas circunstâncias. A tentação sempre nos conduz para longe de Deus. O nosso Senhor é santo e perfeito, em sua santidade, não compactua com o pecado, muito menos aprova a transgressão, por isso nos afastamos do Senhor quando estamos em pecado.

O objetivo da provação, ao contrário do objetivo da tentação, é nos aproximar cada vez mais de Deus. Observe a tentação afasta-nos de Deus, a provação aproxima-nos de Deus. Como base para nossa afirmação usaremos a epístola de Tiago 1.2, “2 Meus irmãos, tenham por motivo de grande alegria o fato de passarem por várias provações,”. Nesse sentido, a provação sempre nos conduz para o crescimento espiritual. Passar por lutas e dificuldades produz em nós o sentimento de maior dependência de Deus, produz maior convicção da soberania de Deus atuando em nós, produz maior profundidade de comunhão com Deus.

A provação é abençoadora na vida do cristão, mas, não se esqueça, que a provação também pode ser utilizada por Satanás para nos afastar de Deus. O livro de Jó é uma clara demonstração neste sentido. Diante do sofrimento, não blasfemou contra Deus, e nem desonrou a Deus. Ao contrário, deu declarações extraordinárias sobre Deus. O próprio Deus disse que Jó era um servo que agradava ao coração dEle, este mesmo servo em Jó 42.5 declara com palavras maravilhosas após a provação, “5 Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te veem.” A provação aproximou mais Jó do Criador. As lutas de Jó o levaram para mais perto de Deus, embora Satanás tenha tentado levar Jó para mais distante de Deus. Então, é necessário estar atento, pois as provações, que Deus utiliza para fortalecer nossa fé, pode ser utilizada por Satanás como tentação para nos afastar de Deus.

Uma tentação de Satanás pode ser utilizada pelo Espírito Santo para nos conduzir mais ainda para perto de Deus. O próprio Jó é exemplo disso, pois Satanás procurou colocar Deus contra Jó e Jó contra Deus. Contudo, a tentação de afastar Jó de Deus produziu o efeito contrário, ou seja, tornou ainda mais firme sua fé no Senhor.

Na provação ou na tentação seremos vencedores se mantivermos nossos olhos no Senhor, somente o Senhor pode fortalecer-nos, guiar-nos. Que nossas vidas Jesus Cristo seja o centro.

Uma forma de mantermos nossas forças em Cristo encontramos em Mateus 26.41, “41 Vigiem e orem, para que não caiam em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.” A oração é o balsamos do cristão, vigiar e orar ajuda-nos a não cair na tentação.

Que o Senhor abençoe sua vida e que todos nós!

 

Uma boa semana a todos.

Rev. Cristiam Matos

Para onde irei após a morte?

Há muitas ideias sobre o que acontece quando morremos. Uns dizem que todos são aniquilados. Outros, que todos vão para o céu. Outros ainda acreditam num lugar onde as almas pecadoras se preparam e se purificam para o céu. Para o cristão que tem a bíblia como sua regra de fé e prática, ao buscar na escritura, não há nada na Bíblia que dê apoio a qualquer destas ideias.

A bíblia apresenta-nos duas alternativas de continuidade de vida após a morte:

  1. Presença de Deus Eterna (salvação eterna).
  2. Ausência de Deus Eterna (condenação eterna).

Neste sentido temos à seguinte conclusão, com Cristo, salvação, sem Cristo, condenação. 

  1. Presença de Deus Eterna

Nesse caminho estão os que tiveram seus pecados perdoados. Eles serão bem-vindos ao céu e passarão a eternidade na gloriosa presença de Deus. O desejo do cristão é estar na presença do Senhor para adorá-lo. Aqueles a quem o Senhor chamou, tem o desejo no coração de adorar ao Senhor hoje e por toda a eternidade. Essa adoração não vem por obrigação, mas, um desejo incomparavelmente inexplicável. Algo tão intenso que todas as forças estão voltadas para o Senhor.

Alguns textos bíblicos apontam para o gozo da presença de Deus, já a partir da morte dos que, em Cristo, tiverem seus pecados perdoados. O Senhor Jesus, enquanto estava sofrendo a morte de cruz, disse a um dos ladrões que estavam sendo crucificados com Ele:

“Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.”, conforme registro no evangelho de Lucas 23.43, três versículos após Depois, “clamou em alta voz: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito! E, dito isto, expirou.” Lucas 23.46

Não é interessante pensar que Jesus garantiu que o ladrão perdoado estaria com Ele no paraíso, e logo se entregou à morte e foi para o Pai?

Que ensino extraordinário, confortante!

Jesus foi para os braços do Pai e recebeu também o pecador perdoado!

O apóstolo Paulo declarou em Filipenses 1.21,23: “Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro.” “Ora, de um e outro lado, estou constrangido, tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor.” De acordo com Paulo, “partir” (que no caso aqui significa morrer) era partir para estar com Cristo imediatamente.

Portanto, se o pecador tem o relacionamento correto com Deus, ou seja, se o pecador foi perdoado de seus pecados, e isso, só é possível por meio da obra de Jesus Cristo realizada na cruz do Calvário. Quando Cristo carregou sobre si os pecados, então esse pecador perdoado, ao morrer, passa imediatamente a desfrutar da presença gloriosa de Deus, aguardando o dia da ressurreição para sua glorificação final.

Para esses salvos no Senhor Jesus Cristo, no Dia do Juízo Final, seus nomes estarão escritos no Livro da Vida, somente o nome, sem seus pecados. Eles não serão julgados com respeito à condenação, pois Cristo já foi julgado e condenado em lugar deles.

Glórias ao nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo! 

  1. Ausência de Deus Eterna

Aqueles que não tiveram seus pecados perdoados, que não foram redimidos, não creram em Jesus Cristo, como seu Senhor e Salvador, estarão longe, fora da presença gloriosa de Deus. Nesse caminho estão os que não tiveram seus pecados perdoados, culminará na eterna tristeza, ausência da graça, na escuridão total. A Bíblia chama esse lugar de inferno.

O inferno não é uma coisa inventada pela igreja para colocar medo nas pessoas com a intenção de ter domínio e controle sobre elas, mas uma realidade apresentada por Jesus e outros textos bíblicos.

Encontramos a afirmação do próprio Jesus registrado no evangelho segundo Marcos 9.42-48 que se a mão, ou o pé, ou um dos olhos faz alguém tropeçar, é melhor cortar a mão, ou o pé, ou ainda arrancar o olho que está fazendo tropeçar, pois é melhor entrar na vida sem uma mão, ou sem um pé, ou sem um olho, do que ser o corpo todo lançado no inferno.

Obviamente, esse ensino de Jesus não deve ser tomado literalmente, pois não adianta arrancar um olho para não ver algo que o faz tropeçar, e continuar pensando na mesma coisa que o faz tropeçar. Jesus estava se referindo a deixar de fazer, deixar de andar por aquele caminho, ou ainda deixar de olhar, isso significa que é para cortar da vida o que lhe faz tropeçar. Cortar pela raiz o que lhe faz tropeçar e lançar fora, jogar fora.

O Senhor Jesus revelou ao apóstolo João que no Dia do Juízo Final todos comparecerão diante de Deus, para serem “julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito nos livros.”  Conforme registro no livro do Apocalipse 20.12.

Mas o que tem registrado nos livros?

As obras pecaminosas de todos os pecadores. Eles serão julgados e condenados eternamente por todos os seus pecados, nenhum escapará, as ações, os pensamentos, os segredos mais ocultos, nada escapará do julgamento perfeito de Deus.

O pecador não perdoado de seus pecados carrega sua conta, seu débito, sua própria condenação para o túmulo, e a partir da morte já experimenta a ausência de Deus, embora fica também aguardando o Dia do Juízo Final, onde a condenação será, finalmente, declarada e ordenada.

Conforme a pergunta inicial, Para onde iremos após a morte?

Essa pergunta só pode ser respondida em duas perspectivas:

  1. Iremos com Cristo para a presença de Deus, por toda a eternidade, isso significa a salvação.
  2. Iremos sem Cristo para a ausência de Deus, por toda a eternidade, isso significa a condenação.

João no 3.18 registra de forma extraordinária o que Jesus Cristo concede para aquele que crê nEle.  “Quem nEle crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.” 

Que o Senhor alcance os Seus e conceda-nos um coração cheio de desejo para buscá-lo e viver nEle.

Toda honra, Glória e louvor seja dada somente a Jesus Cristo, nosso Senhor e salvador!

 

Uma boa semana a todos.

Rev. Cristiam Matos.

Vencendo a Discórdia

A discórdia é um grande desafio a ser vencido na vida do cristão, uma das evidências da discórdia é a vaidade, por achar que o controle deve ser centralizado em um único lugar. No casamento ela traz muitos males, em alguns casos o fim é o divórcio, na amizade a discórdia termina na inimizade.

O dicionário apresenta-nos  discórdia nas seguintes palavras, não chega em acordo, ou seja, o desacordo, a falta de entendimento, desavenças, cizânia. A Discórdia é ausência de harmonia entre duas partes, que acaba gerando atrito e inimizade.

Quando uma equipe de música da igreja ensaiar e os instrumentos, estiverem em harmonia, o momento de louvor em forma de cântico fica lindo. Uma orquestra bem afinada, alinhada a harmônica que produz é agradável aos ouvidos. Mas se a equipe de música não entrar em acordo harmônico, ou orquestra não estiver bem alinhada o som será um total desastre. Neste sentido, o desacordo torna-se um grande problema na vida do cristão.

No Evangelho Segundo Mateus encontramos um registro da fala de Jesus Cristo aos discípulos; “Porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração.” (Mateus 6.21). Neste registro entendemos que a discórdia tem sua origem no coração das pessoas, que buscam a satisfação da própria vontade, neste sentido a discórdia apresenta que é tudo vaidade.

A escritura sagrada apresenta-nos a discórdia entre filho e pai, por exemplo, a discórdia entre Absalão e seu pai Davi. O tesouro de Absalão foi o desejo de reinar em lugar de seu pai, e isso gerou grande conflito e inimizade. Davi teve que fugir para não ser morto pelo próprio filho.

A discórdia, tem sua origem no coração que busca satisfação do próprio “eu”, da satisfação da própria vontade, talvez, veladamente, a busca do culto a si mesmo, a auto-idolatria. Absalão não refletiu no prejuízo que poderia causar, na família, no povo e ao seu redor, quem entra numa discórdia normalmente não pensa nas consequências de seus atos, nem mesmo se Deus aprova ou não, pois o que mais deseja é alcançar seu “tesouro”, o desejo de seu coração.

Se o coração é a fonte da discórdia, ele precisa ser domado, mas não será dominado pelo menor, mas dominado por algo maior. O Salmo 119.11 aponta o caminho para a solução da discórdia, a solução está no Senhor. O coração deve guardar a Palavra de Deus para não pecar contra o Senhor.

A escritura é a regra de fé e prática do cristão, para isso apresentaremos três textos que ajudam na solução da discórdia.

1º) Lute com todas as forças para fabricar a paz conforme o apóstolo Paulo registra em sua carta aos Romanos 12.18: Se por alguma circunstância não tivermos paz com todos, porém, se dermos todos os passos possíveis e necessários para ter paz com todos, Deus não nos cobrará e não nos fará responsáveis pela discórdia e ausência da paz. Por isso, do que depender de vós tende paz com todos.

2º) Peça perdão e conceda perdão o apóstolo Paulo escreve aos Colossenses 3.13: Parece que não temos muita dificuldade em reconhecer nosso erro diante de Deus, mas reconhecer nosso erro diante de outros parece pior do que a morte. A Escritura ensina que não devemos ficar irritado uns com os outros, é um mandamento de Deus ao homem, perdoar uns aos outros. Lembremo-nos que Cristo Jesus perdoou-nos, mesmo nós não merecendo, Ele concedeu o maior dos milagres, a salvação, tornado-nos aprovados diante do Pai.

Utilizar das palavras, não é fácil perdoar, e não buscar ao Senhor para perdoar genuinamente, demonstra a vaidade que está no coração. Perdoar implica em humildade, em deixar o passado no passado, implica em não buscar de volta a ofensa já perdoada, implica em tratar a pessoa como se ela não tivesse nos ofendido. O perdão é vital na vida do cristão.

O perdão liberta, sentir-se perdoado por Deus traz alívio e paz para a alma. Pedir perdão limpa a mente da consciência pesada. Conceder perdão liberta a alma da angústia e do rancor.

3º) Não deixe o diabo governar sua mente e coração esse alerta encontramos na carta do apóstolo Paulo aos Efésios 4.26-27: É muito difícil irar e não pecar contra Deus, pois a ira conduz facilmente ao descontrole da emoção e da razão.

Quanto mais tempo alguém demorar para resolver o problema de ira e de discórdia, mais essa pessoa estará satisfazendo o desejo de Satanás. É por isso que o versículo diz: “…nem deis lugar ao diabo.” Alguém dá lugar ao diabo quando deixa para amanhã a resolução de um problema de ira e de discórdia.

Lute contra a discórdia e não permita que ela se instale em seu relacionamento conjugal, nem no seio de sua família, na igreja entre os irmãos e nem em nenhum de seus relacionamentos.

Que o Senhor fortaleça-nos e que nos pareçamos cada dia mais com Jesus Cristo.

Que a Graça do Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão com o Espírito Santo esteja, concedendo-nos um coração como ao de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo.

Que o Senhor fortaleça-nos!

Rev. Cristiam Matos

A Parábola do Grão de Mostarda

A Parábola do Grão de Mostarda

“Jesus lhes propôs outra parábola, dizendo: O Reino dos Céus é semelhante a um grão de mostarda, que um homem pegou e plantou no seu campo. Esse grão é, na verdade, a menor de todas as sementes, mas quando cresce, é maior do que as hortaliças, e chega a ser uma árvore, de modo que as aves do céu vêm se aninhar nos seus ramos.” Mateus 13.31-32

A parábola que encontramos registrada no livro segundo Mateus no décimo terceiro capítulos nos versículos trigésimo primeiro e trigésimo segundo, descreve o começo do Evangelho, do ministério da palavra, da graça de Deus nos corações de seu povo e do pequeno número dos discípulos que seguiam a Jesus.

O Evangelho e seu ministério eram como um grão de mostarda pequeno, pouco, desprezível e quase imperceptível. O seu autor, Jesus Cristo, era visto assim pelos judeus, ao olhar para Ele que nasceu em uma pequena vila de Belém, seus pais não eram conhecidos ou seja anônimos. Os fariseus olham para Cristo como alguém que salva pecadores, isso era contrário a doutrina deles.

Os pregadores deste Evangelho eram vistos como pessoas de vida pequena, muito má e baixa, fracas, não merecedores de atenção. As circunstâncias que envolviam  o Evangelho foram muito desencorajadoras, como a pregação era contrária a doutrina vivida, eles sofreram grande perseguição, onde quer que fossem.

Mesmo em meio a tantas truculências impostas aos discípulos, esta pequena semente tornou-se uma grande “Árvore” conforme o Evangelho Segundo Lucas no décimo terceiro capítulo e versículo décimo nono.

A semente fora plantada da mesma forma que é plantada a semente da mostrar, uma semente de mostarda de aproximadamente dois milímetros e o pé adulto chega perto dos três metros de altura, neste sentido o evangelho começou pequeno e pela misericórdia do nosso Senhor, tem tomado proporções jamais vista pela humanidade.

A graça do nosso Senhor, O Deus Pai, que sob o ministério da palavra é plantada no coração do povo do Senhor, dos seus escolhidos, predestinados, é como um grão de mostarda, um começo pequeno, criando raízes profundas e crescendo com o passar do tempo.

A igreja de Deus, que surge sob o ministério da palavra, e através da obra da graça, sobre o coração de pessoas particulares, é como o pequeno grão de mostarda; as pessoas das quais ela consistia eram poucas em número no tempo de Cristo, e em sua ascensão ao céu, e quando o Evangelho foi pregado pela primeira vez  entre  os  gentios, e as  pessoas  que lançaram os alicerces, e estavam no início da igreja evangélica, formaram uma figura muito desprezível, em razão de sua pobreza externa e das más circunstâncias do mundo, por causa das severas perseguições que todos os lugares os assistiam e também através dos erros e heresias introduzidos pelos homens maus, que surgiram entre eles. Mas, quando cultivado, torna-se a maior dentre as ervas, uma grande e sombreada árvore.

Neste sentido, um dia nós teremos plena segurança, teremos a estatura de um varão perfeito e à medida da estatura da plenitude de Cristo para a glória de nosso Senhor, O Deus Pai. O início do Reino dos céus é pequeno, mas, o fim será glorioso!

Louvado seja o nome do Senhor e Salvador Jesus Cristo!

Que o Senhor esteja no centro de sua vida e vivamos para adorar ao Senhor.

Rev. Cristiam Matos

A Religião Pode Ajudar?

A religião tem sido um dos principais meios empregados pelo homem para alcançar ou obter algum favor de Deus, o problema que encontramos nesta pergunta é que a religião não pode ajudar. O próprio Jesus Cristo disse, “Eu Sou o Caminho…”, há somente um caminho para se atingir esse objetivo, esse caminho chama-se Jesus Cristo.

Na história, a psicologia, os estudos referentes a humanidade, ensina que o homem é uma criatura religiosa e encontramos no comportamento isso bem ilustrado, evidente. Ele é um ser que tem a necessidade de apegar-se, adorar algo ou alguma coisa, com o passar dos anos temos pessoas que adoram o sol, a lua, as estrelas, ídolos produzidos pelo homem, tanto em forma de madeira, de produção midiática, de pedra ou metal nobre ou não. Há divindades representadas por animais, homens físicos, totalmente mortais, enfim, incontáveis deuses que são produtos da imaginação pervertida da humanidade. Causado pela depravação total, essa que separa o homem do Senhor, e somente seremos restaurados por intermédio de Jesus Cristo, nosso Senhor e salvador. Por mais que o homem seja um ser religioso, ainda assim nenhuma religião pode ajudá-lo a ter comunhão com Deus, por pelo menos três razões:

A primeira razão mostra que a religião nunca poderá satisfazer a Deus: A religião é uma tentativa do homem em fazer-se reto para com Deus, mas qualquer tentativa nesse sentido é inútil, porque, mesmo os melhores esforços resultarão em atos imperfeitos e, portanto, inaceitáveis para Deus. O homem jamais será capaz de fazer algo que o Senhor olhe e se agrade, o homem é imperfeito e está morto em seus delitos e pecados. Não existe possibilidade do homem fazer algo que Deus olhe e se agrade. A Bíblia não poderia ser mais clara ao afirmar sobre o homem, demonstrando a nossa incapacidade de agradá-lo, conforme registro no livro de Isaías; “Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades, como um vento, nos arrebatam.” Isaías 64.6.

Para alguém se relacionar com Deus é necessário estar no padrão de Deus, como encontramos em 1 Pedro 1.16; “Porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo.”

Portanto, por mais que alguém se esforce em dedicar-se a Deus, utilizando-se de todos os meios pessoais possíveis, com toda força e com toda sinceridade, ainda assim não poderá satisfazer a Deus, nenhuma religião pode satisfazer a Deus, pois nenhuma consegue colocar o homem no padrão de Deus.

A segunda razão mostra que a religião nunca poderá extirpar o pecado: O grande problema do homem diante de Deus é o seu pecado, e não há virtude que possa ser usada para cancelar a culpa dos pecados praticados contra o justo Juiz.

Boas ações até indicam que alguém é uma boa pessoa, mas boas ações não são suficientes para cancelar e anular pecados, pois pecados são quebra da Lei de Deus, e não se anula atos de transgressão substituindo-os por atos de bondade.

Portanto, nenhum esforço, nenhuma boa ação, nenhuma experiência religiosa, nem mesmo o batismo, nem sacrifícios de autoflagelação, nem contribuição financeira, nem frequência a cultos, absolutamente nada pode cancelar pecados diante de Deus. Há somente um único meio para o pecado ser removido ou tirado, a saber, por Jesus Cristo, conforme encontramos registrado em primeira João, “Sabeis que ele se manifestou para tirar os pecados, e nele não existe pecado.” 1 João 3.5

A terceira razão mostra que a religião nunca poderá mudar a natureza pecaminosa do homem: O comportamento de uma pessoa não é o problema, é apenas o sintoma, pois o problema é interno, é mais profundo. A raiz do problema do homem está no seu próprio coração, por natureza o coração humano é corrompido e depravado. O profeta Jeremias foi usado por Deus e declarou, “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” Jeremias 17.9

Jesus também fez uma declaração interessante quanto ao coração do homem, O Jesus Cristo declarou, “Mas o que sai da boca vem do coração, e é isso que contamina o homem. Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias.” Mateus 15.18-19

Ir à igreja e reuniões religiosas até podem fazer alguém se sentir bem, mas jamais poderá mudar ou transformar a natureza pecaminosa do homem. O único que pode mudar essa condição é Jesus Cristo, a fé em Jesus Cristo, nosso Senhor, molda nosso ser, pois somos regenerados por intermédio de Cristo Jesus. Neste sentido, a religião não pode satisfazer a Deus, não pode extirpar o pecado e não pode transformar a natureza interior do homem, o único e somente O Deus pode solucionar o problema do homem em seu estado de pecado, e a solução de Deus chama-se Jesus Cristo, e este crucificado. Jesus Cristo satisfaz a Deus, sua obra extirpa o pecado e transforma o pecador por completo.

O apóstolo Paulo ensina: “Porque, passando e observando os objetos de vosso culto, encontrei também um altar no qual está inscrito: Ao Deus Desconhecido. Pois esse que adorais sem conhecer é precisamente aquele que eu vos anuncio.” Atos 17.23

Somente Jesus Cristo pode mudar, transformar, regenerar, lavar, transformar o homem em amigo de Deus. Somente pelo sangue de Jesus Cristo. Louvado Seja o Senhor.

Somente Cristo pode sustentar-nos, conduzir-nos ao verdadeiro caminho, Ele é a fonte que jamais tornaremos a ter sede, tudo o que precisamos é Jesus Cristo. Ser adorador, seguidor de Jesus Cristo é o único caminho.

Deus abençoe sua vida e que Jesus Cristo reine em vós, hoje e para todo o sempre.

Que todo o Louvor, Honra e Glória seja dada somente a Ele!

Uma boa semana.

Rev. Cristiam Matos

Andando em Humildade como Jesus

Esta devocional será sob o tema Andando nos Passos de Jesus, cuja fonte será o livro de Larry McCall, publicado pela Editora Fiel. O subtítulo será Andando em Humildade como Jesus.
Quando alguns magos vieram do Oriente a Jerusalém, em busca de Jesus, o Rei dos judeus, não o encontraram num palácio cercado por grande pompa, berço de ouro, utensílios caríssimos etc. Na verdade, encontraram Jesus, o eterno Filho de Deus, em um estábulo designado para animais.
Aquele que convida os homens: “Vinde a mim… …aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração…”, teve uma vida de humildade desde o seu nascimento até a morte, e morte de cruz. Andemos em humildade, à semelhança de Jesus.

Precisamos definir o que significa humildade, a escritora Larry McCall cita a definição do dicionário Webster’s: “Paciente e manso; não inclinado a irar-se ou ressentir-se; amável e dócil.” Nesse sentido, Jesus foi a própria encarnação da humildade. Você é uma pessoa com essa descrição?

O texto nos ensina sobre as atitudes e ações, demonstrando que Jesus era humilde em suas atitudes e ações, a palavra de Deus escrita, ou seja, a Escritura Sagrada apresenta-nos Jesus como alguém humilde, conforme registro na carta do apóstolo Paulo aos Filipenses 2.5-8. É muito importante lembrar, que Jesus já existia desde toda a eternidade antes de nascer entre os homens e, apesar de sua existência eterna, não reivindicou esta posição para si, nem exigiu esta glória enquanto andou sobre a face da terra. Embora “subsistindo em forma de Deus”, esvaziou-se dessa posição e assumiu a forma de “servo”. Ele veio para servir e dar sua vida em resgate de pecadores. Jesus submeteu-se completamente à vontade do Pai até o ponto de, completamente humilhado, desejar e permitir ser levado à cruz para morrer como grande pecador, embora não o tivesse sido.
A humilhação de Cristo consistiu nesses pontos fundamentais: o Rei dos reis desceu da sua glória, nasceu como homem, tornou-se servo obediente, foi levado à cruz como pecador maldito, experimentou a morte e foi sepultado.
A humildade de Jesus também é vista no episódio em que lava os pés dos discípulos. Antes da Festa da Páscoa, sabendo Jesus que estava chegando sua hora, durante a ceia, lavou os pés dos discípulos, conforme registro no evangelho de João 13, inclusive de Judas. Lavar os pés antes de uma refeição era uma questão de higiene, e era feito pelos escravos mais humildes. Embora sendo o Filho de Deus, Mestre e Senhor, Jesus realizou o serviço mais simples que um escravo podia realizar. Jesus não se importou em realizar a tarefa mais simples de um escravo, inclusive a favor de Judas, o traidor. Você faria isso?

A pergunta que devemos fazer de acordo com o texto é; Como a humildade de Jesus deve nos impactar?
Na carta aos Filipenses 2.5 começa com as seguintes palavras: “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele…” Se o nosso relacionamento com Deus está fundamentado inteiramente na obra e na Pessoa de Cristo, segue-se que devemos ser humildes à semelhança de Jesus. Observemos os pontos de destaque de Filipenses 2.3: “Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo.”
Partidarismo não gera união, ao contrário, promove a divisão; devemos agir para que haja união, Jesus uniu os pecadores e formou a Igreja.
Vanglória é desejar algo que pertence somente a Deus, desejo de vanglória é desejo de ser adorado como Deus. Devemos fazer todas as coisas para a glória de Deus, Jesus deu toda glória a Deus.
Consideramos os outros superiores a nós mesmos quando reconhecemos que não somos melhores do que os outros, e também quando abrimos mão de nós mesmos, até do nosso direito, por amor ao Reino. Só pela graça!
Estamos dispostos a esvaziar-nos de nós mesmos e dos nossos interesses por amor aos outros como fez Jesus?
Estamos dispostos a servir uns aos outros, como fez Jesus?
Se andamos com Jesus, devemos ser humildes como Jesus!

A luz de tudo o que vimos aqui neste texto, convido você a refletir em quatro perguntas:

  1. Sabemos definir o significado de “humildade”?
  2. Por que deveríamos considerar a humildade como uma característica essencial na vida de alguém que anda com Jesus?
  3. De que maneira Jesus demonstrou ser alguém humilde e manso?
  4. De que maneira a humildade de Jesus deve afetar o relacionamento entre os irmãos na comunhão da Igreja?

Rogo ao Senhor, que nossos sentimentos leve-nos a ser como Jesus Cristo, humildes, mansos, verdadeiros adoradores do Pai. Que dia após dia sejamos levados a parecer com Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador.

Louvado seja o nome de Jesus Cristo, hoje e por toda a Eternidade!

Uma semana abençoada!

Rev. Cristiam Matos

 

Devotar-se a Santidade

As palavras iniciais deste salmo são citadas por Paulo em sua Primeira carta aos Coríntios 10.26 com o intuito de mostrar que todos os alimentos podem ser usados, porque tudo vem do Senhor. O Senhor não é o Deus só de Israel, mas o Deus do mundo inteiro. Este lhe pertence, bem como tudo o que nEle vive. Ele é seu, porque Ele é seu Criador. A fundação da terra é descrita em termos que lembram outros relatos da criação constantes no antigo Oriente Próximo. Outras passagens veterotestamentárias usam linguagem semelhante a saber em Salmos 104.5-6; 136.6; Jó 38.4.

Os filhos de Abraão sendo confrontados com todo o restante da humanidade, para que a graciosa benevolência divina, selecionando-os dentre todas as demais nações e envolvendo-os nos braços de sua graça, pudesse resplandecer ainda mais claramente. O objetivo do início do Salmo é demonstrar que os judeus nada tinham de si mesmos que pudesse qualificá-los a chegar mais perto ou a ter maior familiaridade com Deus do que os gentios.

Deus, por sua providência, preserva o mundo, o poder de seu governo se estende igualmente a todos, de modo que ele deve ser adorado por todos, ainda quando Ele também revela a todos os homens, sem exceção, o cuidado paternal que mantém sobre eles.

Davi os convida e os exorta à santidade, lhes assegura que era razoável que aqueles a quem Deus adotou como seus filhos, foram chamados por Ele, portassem certas marcas peculiares a si próprios e que não se assemelhassem totalmente aos do mundo. Os cristãos foram encorajados a cultivar a santidade, não se parecer com os não cristãos. Em suma, o salmista proclama a Deus como o Rei do mundo inteiro, com o fim de levar os homens a saberem que, mesmo pela lei da natureza, são obrigados a servi-lo.

Ao declarar que Deus havia feito um pacto de salvação, deu aos filhos de Abraão o símbolo de sua presença, para por esse meio assegurar-lhes sua habitação no meio deles. Ele ensina que devem esforçar-se por nutrir a pureza de coração e de mãos, se quisessem ser considerados os membros de sua sagrada família. Para ser o filho que o adore tem que haver mudança completa de vida, buscar, obedecer está relacionado ao amor. Se o fazemos será feito por amor e não por obrigação e isso quem provoca em nossos corações é o Senhor.

O salmista confirma a verdade de que os homens estão legalmente sob a autoridade e poder de Deus, de modo que em todos os lugares do planeta, devem reconhecê-lo como o Rei e amá-lo por ser nosso Rei. A extraordinária providência divina é nitidamente refletida em toda a face da terra, em todos os lugares, em toda a criação encontramos a presença do nosso Senhor. E com o fim de comprová-lo, Ele lança mão da terra, que é a prova mais evidente. Como é que a terra paira sobre as águas, senão porque Deus propositadamente tencionou preparar uma habitação para os homens.
Os próprios filósofos admitem que, como o elemento líquido é em maior quantidade que a terra, é contrária à natureza dos dois elementos alguma parte da terra continuar a seco e habitável. Conseqüentemente, Jó 28.11-25  enaltece, em termos magnificentes, que o maior milagre pelo qual Deus refreia a violenta e tempestuosa fúria do mar, para que não traga a terra, o que, se o mesmo não fosse contido, imediatamente o faria e produziria horrível confusão.

Moisés esquece de mencionar isso na história da criação, em sua narrativa que as águas se espalharam tanto que cobriam a superfície da terra, acrescenta que, por uma ordem expressa de Deus se retiraram para um lugar definido, a fim de deixar espaço vazio para as criaturas vivas que subseqüentemente foram criadas como encontramos no livro do Gênesis.

À luz desta passagem, aprendemos que Deus tomou precaução em relação ao homem mesmo antes de o mesmo existir, já que se pôs a preparar-lhe uma habitação e outras conveniências, e que, Ele não considerou o homem como inteiramente estranho, visto que tomou medida em prol de suas necessidades, não com menos liberalidade do que faz o pai de família em favor de seus filhos. Visto que desde a criação do mundo Deus estendeu seu cuidado paternal a toda a humanidade, a prerrogativa de honra.

Aprendemos que todas as coisas estão debaixo do desejo de Deus, nada foge de seu controle, por isso encontramos o maior mandamento que já fora ordenado, o amor.

Todas as coisas foram criadas para Ele, por Ele, para a glorificação dEle. Jesus Cristo veio ao mundo. O verbo que se fez carne para cumprir em amor todas as ordenanças e exigências do Pai. Cristo Jesus o faz em amor e por amor ao Pai para a glória do Pai.

Neste sentido devotar-se à santidade é amá-lo sobre todas as coisas, obedecer ao Senhor é a manifestação de nosso amor ao Senhor, alegrar-se em Jesus Cristo é amar ao Senhor sobre todas as coisas.

Adore ao Senhor, em amor verdadeiro e pleno, não existe nada que não tenha sido criado, que não seja para adorá-lo.

O pacto da Salvação feito com Abraão se cumpri perfeitamente com a Salvação em Jesus Cristo. Louvado seja ao Senhor!

Deus abençoe nossa vida!

Rev. Cristiam Matos