O que é Evangelho?

Não há uma ordem particular na qual a mensagem evangelística deva ser apresentada, e as palavras para explicar o evangelho não são especificamente prescritas nas Escrituras, mas há um núcleo essencial de informação a ser comunicado, e eventualmente ele deve ser agregado logicamente na mente do ouvinte.

A missão de Cristo, o Salvador, não faz sentido se colocada fora do problema do pecado do qual Ele veio tratar, e o pecado não faz sentido fora da percepção da majestade e da santidade do Criador a quem nós somos responsáveis.

Deus deseja que todos sejam santos e perfeitos, conforme registro em 1 Pedro 1.16, Mateus 5.48. A falha em harmonizar-se com o desígnio de Deus significa que uma pessoa é inaceitável a Ele. E ninguém se harmoniza: “todos pecaram”, Romanos 3.23; 1 João 1.8,10.

As consequências do pecado são a morte e o castigo, Gênesis 3.3; Romanos 6.23. Nem grande quantidade de esforços e nem plano de melhoria podem restaurar a inocência perante Deus.

Uma vez que os seres humanos são incapazes de se salvarem, como alguém poderá ser salvo?

Deus enviou seu Filho Jesus Cristo ao mundo para viver a vida perfeita, sem pecado, necessária para agradá-lo. Jesus viveu sem pecado. Como ser humano, Ele pôde identificar-se conosco e tornar-se nosso substituto.

Cristo morreu na cruz para sofrer a punição de Deus contra o pecado. Ele foi um substituto para aqueles que creem nEle, Romanos 5.12-21; 2 Coríntios 5.21.

Tendo cumprido sua missão, Jesus venceu o pecado e a morte na sua ressurreição e ascendeu à direita do Pai, onde Ele agora governa com toda a autoridade e poder.

Deus exige que todos respondam ao Evangelho com uma confissão do pecado e suas consequências, acompanhada pelo legítimo arrependimento, o desejo sincero de abandonar o pecado. A salvação é pela graça através da fé conforme o apostolo Paulo escreve sua carta aos Efésios 2.8-9.

Quando alguém confia em Cristo como Salvador, Deus perdoa e aceita essa pessoa como coberta completamente pela justiça do Cristo.

O crente torna-se um filho de Deus, e lhe é assegurada a vida eterna com Ele, João 3.16.*

Isto é o Evangelho!

Se algum pecador, qualquer que seja, deseja salvação da condenação eterna, precisa de Cristo em sua vida.

Só Jesus Cristo salva!

Louvado seja o nome do Senhor!

Rev. Cristiam Matos

* Extraído da Bíblia de Estudo de Genebra. São Paulo e Barueri, Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999, pág. 1560.

 

Autoridade de Jesus Para Curar e Libertar

O Evangelho de Marcos tem como objetivo principal falar de Jesus e apresenta-lo como o Cristo, que é também o Filho de Deus. Isso aparece logo no primeiro versículo, o qual afirma: “Princípio do evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus.”

Nos versículos vigésimo primeiro ao vigésimo oitavo, Jesus estava em Cafarnaum, uma cidade ao norte de Israel, e, no sábado, foi à sinagoga onde demonstrou grande autoridade e todos ficaram admirados. Jesus ensinava com uma autoridade como nunca os ouvintes tinham testemunhado antes, Jesus demonstrou autoridade sobre um demônio, expulsando-o de um homem possesso.

Marcos ensina aos leitores que Jesus Cristo é o Filho de Deus, o Deus encarnado. O desejo de Marcos é para seus leitores, crer em Jesus, confessar a Jesus Cristo como Senhor e Salvador, pois Ele é o Filho de Deus, o verbo que se fez carne e habitou entre nós.

Os versículos vigésimo nono a trigésimo quarto, Marcos registra a autoridade de Jesus para curar e libertar. Portanto, a pastoral será sobre o ministério de cura e libertação de Jesus. O tema será a “Autoridade de Jesus para curar e libertar”.

Logo após Jesus ensinar com autoridade na sinagoga, e também expulsar o demônio de um homem que estava possesso, todos os presentes na sinagoga ficaram grandemente admirados e espantados. Jesus e seus quatro primeiros discípulos foram à casa de dois deles, Simão Pedro e André.

Chegando lá, a sogra de Pedro estava acamada, com febre, conforme Marcos afirma no trigésimo versículo. Lucas, ao registrar esse mesmo episódio, no quarto capítulo e trigésimo oitavo versículo, sendo ele médico, aponta um detalhe importante, pois afirma que a sogra de Pedro “achava-se enferma, com febre muito alta”. No evangelho segundo João no quarto capítulo do quadragésimo sexto a ao quinquagésimo quarto, registra uma cura realizada por Jesus, também de uma febre. Na ocasião, Jesus estava em Caná da Galiléia, e, de Cafarnaum, foi procura-lo um oficial do rei, cujo filho estava doente, e pediu que Jesus fosse até Cafarnaum “para curar seu filho, que estava à morte.” A enfermidade do rapaz era gravíssima, pois estava à morte.

Contudo, Jesus não precisou se deslocar de Caná da Galiléia até Cafarnaum para curar o filho do oficial do rei, pois com uma palavra ordenou a cura, e o rapaz foi curado à distância. Jesus estava em Caná da Galiléia e curou o rapaz em Cafarnaum. Quando o oficial chegou em casa, o moço estava curado da “febre mortal”, precisamente à hora em que Jesus ordenara a cura.

Hernandes Dias Lopes escreveu um livro com o título “O evangelho dos milagres” baseado no evangelho de Marcos, neste livro encontra-se a citação de Adolf Pohl, um comentarista bíblico, qual relata que a febre mortal deveria ser malária, considerando que Cafarnaum ficava numa região pantanosa, com clima subtropical, favorável à proliferação da doença. Lucas era médico e registra que a sogra de Pedro, em Cafarnaum, estava com febre muito alta, apontando a gravidade da doença daquela mulher. Jesus aproximou-se e tomou-a pela mão, e diz o texto que “a febre a deixou, passando ela a servi-los.”. A cura foi instantânea e os sintomas da enfermidade desapareceram repentinamente.

Marcos continua em seu registro demonstrando de forma extraordinária o que Jesus continuará a fazer, no trigésimo segundo versículo na primeira parte encontramos, “A tarde, ao cair do sol, trouxeram a Jesus todos os enfermos…”, no trigésimo terceiro versículo, “Toda a cidade estava reunida à porta” da casa de Pedro e no trigésimo quarto, “E ele curou muitos doentes de toda sorte de enfermidades…”

Neste registro de Marcos podemos identificar de forma clara que não havia enfermidade que suportava a presença de Jesus Cristo, aquele que era o Filho de Deus, todos os enfermos que foram trazidos, também foram curados.

Marcos de forma extraordinária ensina aos leitores, que Jesus Cristo era o Filho de Deus, e se Ele era o Deus encarnado as pessoas podiam ir a Ele, podiam confiar nEle, crer nEle, ter esperança nEle, fazer dEle o alicerce para a vida e para a alma, não somente nesta vida, mas por toda a eternidade.

Jesus cura o enfermo, liberta o cativo, Ele não curou somente de toda sorte de enfermidades, mas também libertou todos os que foram trazidos a Ele e que estavam cativos, presos, escravizados, acorrentados pelo diabo. Jesus liberta todos os oprimidos do diabo, não há demônio que suporte a autoridade e o poder de Jesus Cristo, o Filho de Deus. Os demônios não podem permanecer diante de Jesus, não podem suportar a glória de Jesus, não podem continuar prendendo, escravizando e acorrentando aqueles que Jesus Cristo, o Filho de Deus, chama e liberta.

Marcos queria que seus leitores soubessem quem Jesus era!

Você sabe quem Jesus é?

Você conhece a Jesus Cristo, o Filho de Deus?

Marcos ensina que Jesus Cristo é o Filho de Deus, o Deus encarnado, razão pela qual as pessoas devem ir a Ele, confiar nEle, crer nEle, ter esperança nEle, experimentar cura e libertação nEle, fazer dEle o alicerce para a vida e para a alma, não somente hoje, mas, por toda a eternidade.

A luz deste texto, faremos algumas aplicações:

A cura e a libertação eram itens obrigatórios para Jesus, pois o identificavam como o Messias, o Cristo, o Filho de Deus, os profetas do Antigo Testamento, embora com grande poder para cumprir os propósitos de Deus, não podiam fazer todos os milagres que queriam ou que lhes eram pedidos. Eles desempenhavam tarefas limitadas, para as quais Deus os capacitava em casos específicos.

Com Jesus é diferente, seu poder é ilimitado, infinito, somente Ele pode curar e libertar. Esse poder sobrenatural, ilimitado e infinito, demonstrado por Jesus, era sua credencial, o identificava como o Messias, o Cristo, o Filho de Deus que deveria vir ao mundo.

Curar e libertar eram itens obrigatórios para Jesus, pois o identificavam como o Messias, o Cristo, o Filho de Deus prometido que deveria vir ao mundo. Eram suas credenciais, mas, preste muita atenção a um fato importantíssimo.

Há algumas correntes teológicas que afirmam que Jesus carregou para a cruz as nossas enfermidades. Cristo NÃO carregou nossas doenças físicas para a cruz. Jesus Cristo carregou para a cruz os nossos pecados.

Qual é o problema em acreditar que Cristo carregou para a cruz as nossas doenças físicas?

O problema é que a obra da cruz é eficaz, Ele morreu na cruz carregando os nossos pecados, posso crer, verdadeiramente, que sou perdoado, redimido, lavado. Não tem como Deus, não perdoar nossos pecados, considerando que nosso Senhor e salvador, carregou-os para a cruz e morreu na cruz, levando sobre si nossos pecados.

Isso não pode ser dito das nossas doenças físicas. A obra de Cristo na cruz está relacionada com a justiça de Deus contra nosso pecado. Deus se ofende profundamente quando o pecado surge diante de seus olhos, pois o pecado é a quebra e a transgressão da Lei de Deus.

Jesus Cristo pode curar e libertar ainda hoje, e tem feito isso.

Jesus Cristo, o Filho de Deus, se importa com aqueles por quem morreu e ressuscitou.

Temos a tendência de buscar a Deus e a Jesus Cristo depois que percebemos que não há mais jeito. Contudo, as Escrituras Sagradas nos orientam a buscar a Deus em oração em todos os momentos e circunstâncias.

Em Jesus encontraremos cura e libertação, e mesmo que morra nesta vida, estaremos com o Senhor na glória eterna.

Marcos queria que seus leitores soubessem que Jesus Cristo era o Filho de Deus, o Deus encarnado, razão pela qual as pessoas podiam ir a Ele, confiar nEle, crer nEle, ter esperança nEle, experimentar cura e libertação, e fazer dEle o alicerce para a vida e para a alma, não somente nesta vida, mas por toda a eternidade.

Confie em Cristo, entregue-se e consagre-se a Cristo. Ele é o Filho de Deus.

Rev. Cristiam Matos.

Busquem o Senhor

No capítulo 55 de Isaías, encontramos o convite Evangelístico para Israel voltar aos caminhos do Senhor. Ao mesmo tempo, convida todos os habitantes da terra para o banquete das boas-novas. Só é preciso ter sede, para beber da água que mata a sede. Deus faz esse convite porque Israel havia se distanciado de Deus, neste sentido eles desperdiçaram energia e recursos, pois suas buscas estavam longe do Senhor.

Esse convite para a misericórdia oferecida por Deus, está baseada na redenção prometida por Deus, no sacrifício vicário do seu Servo Sofredor. Essa palavra extraordinária está dizendo ao povo, agora é a hora, a palavra de Deus é viva, poderosa, ressoa no meio da comunidade como um som da trombeta. Agora Deus oferece comida e bebida ao faminto sedento, Ele está próximo, está pronto para curar-te, está convidando para voltar-se para o evangelho. O profeta está dizendo, hoje a ira do Senhor é o amor perdoador, essa ira foi derramada em Cristo, amanhã essa ira será condenatória, eterna, então não poderá mais achar o Senhor.

A procura pela alegria estava errada e suas buscas eram vãs, sem perspectiva de esperança, a esperança de aguardar no Senhor, do porvir, do lar celestial. Deus não se afasta do homem, apesar da repulsa que tem pelo pecado, mas o homem se afasta de Deus, pois sua busca é prazerosa e momentânea no pecado, nas coisas que acabam, passam, neste sentido o homem se afasta der Deus.

Quando a busca do homem está longe do Senhor, sua satisfação está em coisas que o afastam, seus prazeres estão em não buscar a Deus, o profeta está exortando-nos a buscar ao Senhor, pois ainda podemos achá-lo. Chegará o dia que não o encontraremos mais. A palavra de Deus nos mostra que devemos ser escravos do Senhor e submeter-nos à sua palavra, à sua doutrina, porque Deus o exaltou e determinou tornar sua preeminência conhecida a todos os homens.

Este texto convida-nos ao arrependimento, encontramos no versículo sétimo um duplo imperativo, abandone, converta-se. O ímpio deve deixar o seu mau caminho, abandonar seus pensamentos impuros ou propósitos, isso envolve purificação. Por esse motivo encontramos a palavra converta-se, volte-se. Que todos que ainda não conhecem ao Senhor, voltem-se para Ele.

A sã doutrina nos aproxima de Deus, nosso Senhor, o preço para a admissão na vida eterna é o arrependimento e a fé, mais nada. Aqueles que participarão da água viva devem antes sentir sede, ou seja, o pleno arrependimento e então desejo de vir ao Salvador, conforme João 3.36. A busca da felicidade pessoal baseada sobre as vantagens e as bênçãos terrenas, acabam levando-os cada vez mais longe de Deus. A recompensa prometida ao arrependimento sincero é a compaixão, misericórdia e o perdão abundante, encontrado somente em Jesus Cristo, nosso Salvador.

O povo de Deus deve ser habitado pela mente d’Ele em toda santidade e plenitude. É isso que o torna povo d’Ele, zeloso de boas obras. No oitavo versículo encontramos um grande abismo que separa os caminhos, a saber, o divino do humano, os caminhos celestiais estão repletos de piedade e graça, o humano de meras filosofias, mas sem verdadeira piedade. Neste sentido os caminhos do Senhor, é a resposta do homem ao ser alcançado pelo Senhor. Isso implica em ouvir a palavra de Deus vinda dos céus.

O grande erro de Israel foi pensar que eles conheciam o que Deus pensava e planejava. Seu conhecimento e sabedoria são muito maiores que os do homem. Somos parvos ao querer encaixar a Deus em nosso molde, ao querer que seus planos e propósitos se conformem aos nossos. Nós devemos mudar nossos caminhos, nosso ser, para ouvir e obedecer a palavra de Deus. Que nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, mude nosso ser para parecermos mais com Ele.

Só o próprio Deus pode satisfazer a alma humana, trazer alegria completa e plena. O Davi de Isaías 55.3-4 é o Filho Messiânico de Davi, uma vez que aqui foi descrito exercendo e controlando a influência na próxima dispensação. O quinto versículo deste capítulo é uma afirmação do que acontecerá no futuro. Os gentios serão convertidos e se juntarão ao Israel redimido por causa do seu Deus.

Somente Jesus Cristo pode mudar nosso ser, conceder-nos o perdão, a remissão, para a glória do Pai.

O caminho para a bênção consiste em buscar o Senhor e deixar o pecado. Quem se converter ao Senhor verá que Ele é rico em compaixão e perdão.

À luz desta pastoral quero fazer três aplicações a nossas vidas.

Sabemos que ainda é tempo de buscar ao Senhor, ainda o encontramos, Ele está ouvindo nosso clamor. Ore ao Senhor enquanto Ele está perto.

Entendemos que o verdadeiro perdão, muda nosso ser, nossos caminhos, pois nossos planos, caminhos, pensamentos, não estão nem próximos dos de Deus. Nosso Senhor não age como nós. Isso é o próprio Deus que está falando.

O que devemos fazer, dobrar os joelhos e buscar, clamar ao Senhor enquanto se pode achar.

Que nosso Senhor abençoe nossas vidas.

Rev. Cristiam Matos

O Poder do Evangelho – Romanos 1.16-17

A Epístola aos Romanos é a mais rica e abrangente declaração de Paulo sobre o evangelho, também encontramos a chave para o entendimento das Escrituras. Nesta Epístola encontramos a união de grandes temas da bíblia a saber, o pecado, a lei, o julgamento, o destino humano, a fé, as obras, a graça, a justificação, a santificação, a obra de Cristo e do Espírito Santo a esperança cristã, a natureza da igreja, a eleição, o lugar dos Judeus e dos gentios não-judeus nos propósitos de Deus, o significado da mensagem do Antigo Testamento, os deveres do cristão frente ao estado e os princípios de retidão moral. Essa Epístola é um tratado teológico, uma densa, completa e edificante carta a ser estudada.

Não sabemos como e quem fundou a igreja cristã em Roma, alguns eruditos acreditam que fora fundada por convertidos presentes no Pentecostes, a informação que temos, é que 49 d.C ela estava estabelecida, já tendo havido choque com os Judeus. No mundo cristão mediterrâneo eles tinham boa reputação. Muitos desses membros provavelmente foram alcançados pelo Senhor dentro das sinagogas, fruto da obra missionária entre os judeus. Os cristãos de origem gentílica foram expulsos das sinagogas, agora eles precisavam reunir-se e de forma particular, nas casas começaram.

Esta Epístola tem um estilo muito usado pelos escritores é o diatribe, era um debate imaginário que o escritor entrava com um locutor imaginário. Nesta Epístola inteira encontramos o conceito de Paulo com Deus. No versículo 17 o tema principal é a justiça de Deus. Em Romanos temos quatro diferentes usos do termo justiça:

  1. Fidelidade: As promessas de Deus têm de ser cumpridas para estarem de acordo com a natureza divina. Romanos 3.3-4.
  2. Ira: Um aspecto específico da justiça e retidão de Deus, que significa sua aversão ao pecado. Romanos 1.17; 2.5.
  3. A manifestação da justiça na morte de Cristo: O dom de Deus, que é Cristo como sacrifício propiciatório, manifesta sua justiça.
  4. A ligação da justiça e fé: A justiça de Deus é recebida pela fé somente.

Deus declara justo aqueles que por natureza são inimigos de Deus, este é o significado de justificação, não que os homens são feitos retos, mas antes, que são contados como justos. A Epístola de Romanos é interessante, pois nela encontramos a exposição da justiça de Deus, o homem não encontrará sua justificação fora do Senhor, somente o Senhor em sua infinita misericórdia, em Cristo, oferece no evangelho e a recebemos pela fé. O poder do evangelho aponta para Deus.

O apóstolo Paulo escreve que não se envergonhava do evangelho, se pensarmos na cultura do primeiro século, em que Paulo viveu, era um dos momentos mais hostis ao evangelho, mesmo assim o apóstolo Paulo se glória no evangelho. Essa época foi conhecida como os Mártires da Igreja. Inúmeras conversões aconteceram, o evangelho estava se expandido, a morte de Cristo, trouxe intrepidez para a pregação do evangelho. Além do anúncio da Palavra, o desenvolvimento da Igreja primitiva também se deve, em grande parte, ao sangue derramado por muitos cristãos em meio às perseguições.

A Igreja de Cristo, era considerada fora da legalidade aos romanos, o mais perigoso inimigo do poder romano, pois concorria com o culto ao imperador, símbolo e instrumento da força do Império.

A primeira grande perseguição do Império contra a Igreja foi impetrada pelo imperador Nero, após o incêndio da cidade de Roma, em 64, cuja culpa recaiu sobre os cristãos. Nessa época, muitos cristãos foram martirizados de forma bárbara. Os cristãos foram mortos de forma triste. Foram servidos de diversão para o público. Vestiu-os em peles de animais para que os cachorros os matassem a dentadas. Outros foram crucificados, encontramos históricos de que não havia mais madeira para fazer cruz, então eles eram colocados em árvores, estacas, os cobriam de piche e colocavam fogo nos cristãos. A outros acendeu-lhes fogo ao cair da noite, para que a iluminassem a cidade. Nero fez que se abrissem seus jardins para esta exibição, e ele mesmo ofereceu um espetáculo, pois se misturava com as multidões, disfarçado de condutor de carruagem, ou dava voltas em sua carruagem. Tudo isso fez com que despertasse a misericórdia do povo, mesmo contra essas pessoas que mereciam castigo exemplar, pois via-se que eles não eram destruídos para o bem público, mas para satisfazer a crueldade de uma pessoa.

Muitos cristãos morreram, o apóstolo Paulo foi considerado um dos maiores infratores, acusado de ser responsável pela metade de Roma estar em cinzas. Em meio a tanta hostilidade o apóstolo Paulo escreve, não me envergonho do evangelho, ele sabia que o evangelho aponta para Deus, e sabia que ele era totalmente vulnerável, pois ele dependia de Deus.

O poder do evangelho aponta para Deus, para a Salvação em Jesus Cristo e para viver pela fé. Jesus Cristo é nosso Senhor e salvador, nós recebemos a boa nova da Salvação e ensinamos a boa nova da salvação.

Olhe para Cristo Jesus, viva para Cristo Jesus. Que Deus abençoe nossas vidas.

Uma semana abençoada a todos.

Rev. Cristiam Matos

O Senhor estava com Davi

Davi foi um grande rei, usado pelo Senhor, para o propósito da Sua glória. Davi não foi perfeito em sua passagem sobre a face da terra, ainda assim o próprio Deus o considerou como homem segundo o seu coração conforme registrado por Lucas em Atos dos apóstolos 13.22.

A providência de Deus na vida de Davi prova que, de fato, Deus era com ele. Em Primeira Samuel no 18.12-14, encontramos o registro de Deus estava com Davi, nesta ocasião o Senhor havia abandonado a Saul e por esse motivo Saul tinha medo de Davi. O Senhor estava com Davi, por isso tudo o que ele fazia dava certo.

Davi tinha sucesso em todos os seus empreendimentos, ou seja, em tudo o que fazia. E a razão do seu sucesso era a presença de Deus, sustentando-o e guiando-o.

Creio que todos nós também queremos ter bom êxito em todos os nossos empreendimentos, em tudo o que colocarmos nossos esforços, queremos que vá bem, prospere. Contudo, há uma observação muito importante a fazer, observação essa encontrada em primeira Samuel, Atos dos apóstolos e em outros textos.

O sucesso de Davi não repousava em sua habilidade de fazer as coisas, nem em sua capacidade de prever o futuro, nem em sua força para enfrentar os inimigos, mas o sucesso de Davi repousava no fato de que havia disposto o coração para servir ao Senhor.

O principal empreendimento de Davi era ser usado por Deus, pois Deus o havia escolhido para ser rei sobre Israel, e o Espírito de Deus se apossou de Davi para dar cumprimento a este propósito, essa afirmação, a certeza de Deus usar Davi para cumprimento de Seus propósitos encontramos em primeira Samuel 16.13.

Davi foi chamado, porque ele era o servo do Senhor. O Senhor usou Davi no momento em que Ele planejou, todos os nossos dias estão escritos, conforme o salmista declara. Na hora certa, para ajudar a aliviar o stress do rei Saul, Davi fora usado pelo Senhor. Ele também foi usado por Deus para ouvir e aceitar o desafio de Golias, a bíblia relata que ele era franzino, mesmo assim o Senhor o usou, e sua vitória pertenceu a Deus, pois o Senhor estava com ele. O texto em primeira Samuel 17.45 nos informa, indo contra o inimigo e derrotando-o em nome do Senhor. Davi não derrotou, ganhou suas batalhas em seu nome, pois ele sabia, que fora Deus e não ele.

Davi era um homem desconhecido, quando enfrentou Golias, o rei Saul não sabia o nome de seu pai, o comandante do exército de Saul também não o conhecia, ninguém o conhecia, exceto seus irmãos. Por isso, Saul mandou perguntar de que família era Davi. Os homens não conheciam a Davi, mas, Deus sabia quem era Davi, e o estava preparando para ser rei.

Servindo a Deus, se comportava, em todos os lugares em que Saul enviou Davi, ele teve êxito, “se conduzia com prudência”, razão pela qual era “benquisto de todo o povo e até dos próprios servos de Saul”.

Muitos ou podemos dizer que todos, queremos ter sucesso em tudo o que faz, contudo, o maior sucesso de alguém não é planejar e ter bom êxito nos próprios empreendimentos, mas ser usado por Deus para o cumprimento dos propósitos do Senhor. Estar no centro da vontade do Pai.

A luz deste texto faremos três reflexões:

  1. Como você pode ser mais usado por Deus na Igreja?
  2. Como você pode ser mais usado por Deus em tudo o que faz?
  3. Como você pode ser mais usado por Deus, para o propósito do cumprimento do Senhor? 

A luz deste texto, compreendemos que, se Deus é com você, você será bênção de Deus onde estiver, em tudo o que fizer. Que seu maior empreendimento, o empreendimento da sua vida, esteja pautado em servir a Deus e ser usado por Deus para o cumprimento de seus propósitos.

Que este seja o nosso maior desejo, conforme Deus nos criou, fomos criados para adorar a Deus em tudo o que fizermos. O apóstolo Paulo ao escrever sua primeira carta aos coríntios, ensina, “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra cousa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus.” 1 Coríntios 10.31

 

Uma semana abençoada a todos.

Rev. Cristiam Matos.

Buscando a Deus

O Salmo 63.1-11 foi escrito, suas palavras indicam que Davi estava sofrendo algum tipo de perseguição por algum inimigo conhecido.

O cenário de produção deste Salmo foi o deserto de Judá, um lugar bastante comum para aqueles que buscavam refúgio de alguma perseguição. É neste lugar que Davi tem a inspiração para buscar a presença de Deus e escrever esta poesia.

O salmista divide esse salmo em três partes, que declara o que Deus é para ele.

Os quatro primeiros versículos Davi declaram que Deus é seu desejo, Davi começa o Salmo dizendo: “Ó Deus, tu és o meu Deus forte”. Há uma comunhão íntima com Deus, a comunhão com Deus era real e pessoal.

Davi estava no deserto e utiliza uma figura bem diante de seus olhos para descrever seu desejo por Deus. Declara ter tanta necessidade de Deus que compara essa necessidade a uma terra seca, árida e sem água. E a razão de sua sede por Deus é que a graça de Deus é melhor do que a própria vida. Davi desejava intensamente ter Deus junto de si, desejava ver a glória de Deus.

O contexto em que o Salmo foi produzido era a dificuldade por causa de alguma perseguição, observe que em meio ao problema, Davi consegue focar sua atenção em Deus, o salmista de forma extraordinária expressa que Deus era seu principal desejo.

Olhando para este contexto, temos uma pergunta para fazer-nos: Qual é o nosso maior desejo? Deus? Buscamos a glória de Deus?

Davi declara: “Porque a tua graça é melhor do que a vida; os meus lábios te louvam.” A partir da declaração, louva e engrandece a Deus por sua graça.

Neste sentido o salmista declara, Deus é meu desejo. Se Deus é o desejo do salmista então, Ele também é sua satisfação. Isso leva-nos a segunda divisão desta reflexão.

Os versículos quintos ao oitavo, encontramos que, Deus é a satisfação do salmista.

A busca mais intensa do ser humano é sua satisfação, sua plenitude de alegria. Em nossos dias, se vende que vale tudo para ter a felicidade completa. Não importa o que eles façam desde que sua busca satisfaça a esse desejo. Infelizmente essa felicidade ensinada, não é a verdadeira felicidade, pois ela o afasta de Deus.

Davi afirma encontrar fartura em Deus, neste sentido, sua sede é satisfeita em Deus, somente em Deus. Acredito que a pergunta que devemos fazer agora é:

O que ou quem pode satisfazer a alma mais faminta?

Com certeza a resposta que encontraremos, conforme o salmista declara, somente em Deus.

Que mudança drástica nas frases, no primeiro versículo encontramos Davi declarando, “a minha alma tem sede de ti”, no quinto versículo ele de forma surpreendente declara, “farta-se a minha alma”. Que declaração extraordinária a plenitude de alegria está em Deus, somente nEle. A angústia pode estar presente, mas o prazer em Deus derruba, suplanta qualquer angústia.

Mesmo em meio a um tipo de problema que não sabemos identificar ao certo, Davi continuava louvando a Deus, “…com júbilo nos lábios, a minha boca te louva.”

Deus era seu auxílio, e mesmo no leito e na insônia durante as vigílias da noite, Davi sentia prazer e alegria em Deus. Somente no Senhor dos senhores, o Rei dos reis, o único Deus.

Não é pecado desejar ser feliz e ter plenitude de satisfação. Pecado é buscar essa plenitude, na forma errada, na condição contrária a escritura, em qualquer lugar que não seja Deus. O apóstolo Paulo escreve aos Filipenses no quarto capítulo; “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos.”

Por tudo o que Deus revela ser em sua Palavra, Ele deve ser a fonte de nossa maior alegria.

Para Davi Deus era seu maior desejo, sua satisfação e sua segurança, pois Ele é a defesa de Davi. Encontramos essa declaração com uma força extraordinária com início no nono versículo e findando no décimo primeiro. Para Davi Deus era sua defesa.

Davi está sendo perseguido enquanto declara satisfazer-se em Deus. Sua convicção repousava nas promessas de Deus em sustentar sua vida e cumprir seus propósitos. Assim, Davi espera Deus lutar por ele e lançar os inimigos nas profundezas da terra.

Os propósitos de Deus na vida de Davi, como ascendente de Jesus Cristo, eram propósitos eternos, razão pela qual lutar contra Davi significava lutar contra os propósitos de Deus. Por isso, Davi possuía tanta convicção de que os planos e as promessas de Deus não poderiam falhar. Davi confiava no Senhor e sabia que Deus o defenderia de quem quer que fosse.

A certeza da palavra imutável de Deus e de Seu perfeito amor a Davi o levou a desejar ao Deus que nunca o desampara, que em meio a adversidade lhe dará plenitude de alegria pois o Senhor o defenderia. A experiência de Davi, também pode ser nossa experiência, pois as promessas eternas de Deus a nosso favor se cumprirão plenamente.

Deus é defesa contra as dificuldades e circunstâncias da vida, e também contra as forças espirituais do mal. Sendo assim todos aqueles que desejarem o mal aos filhos de Deus terão que enfrentar os planos e propósitos de Deus. Neste sentido os propósitos de Deus, jamais se frustrarão.

A luz deste texto faremos três aplicações:

  1. Davi sabia que seu maior desejo estava em Deus. Quem é ou qual é o seu maior desejo?
  2. Entendemos que a satisfação de alegria de Davi, estava no Senhor, que criou o céu e a terra e tudo que existe no planeta, universo e em outros lugares. A plenitude de alegria não será encontrada nos bens materiais, mas sim no Senhor.
  3. Devemos olhar e regozijar-se no Senhor, somente nEle encontramos e depositamos o nosso real desejo, que é de estar nEle. Para aqueles que o busca em real submissão ao Senhor por ser o seu desejo, Ele torna-se a satisfação plena e por fim, nEle encontramos a verdadeira paz, que traz a verdadeira alegria.

Que o Senhor nos abençoe! Louvado seja o Senhor!

Uma boa semana a todos.

Que é esse Jesus, o Messias prometido de Deus?

Dentre todos os livros do Antigo Testamento, o livro do profeta Isaías tem sido considerado como a mais clara exposição da Pessoa de Jesus. Por meio desse profeta Deus se revela como único Deus verdadeiro, não existe outro como Ele e como o soberano Criador do universo, organizando todos os eventos da história de acordo com sua gloriosa e perfeita vontade e benevolência.

A gloriosa e perfeita vontade de Deus tem seu puro e perfeito clímax na Pessoa gloriosa de Seu Filho amado, eterno, Jesus Cristo, o Salvador, o Messias, o único que agradou perfeitamente ao Pai. Em todo o Antigo Testamento encontramos sempre textos apontando para a promessa futura da chegada do Messias, o Rei, o Salvador.

Séculos antes do cumprimento da promessa, o profeta Isaías no capítulo nono e versículo sexto, deu a seguinte declaração sobre Jesus: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.”

Que declarações extraordinárias, maravilhosas, grandiosas sobre Jesus!

Jesus é o Rei dos reis, Senhor dos senhores, Ele tem sobre seus ombros o poder de governar, reinar. Se hoje, o planeta não reconhece a plenitude de Jesus, como Rei, haverá de chegar o dia em que todos, sem exceção, até mesmo aqueles que já morreram, dobrarão seus joelhos e se curvarão diante daquele que tem o nome que está acima de todo nome, que é incomparável, o Senhor, Jesus Cristo, o Rei dos reis.

Jesus Cristo é chamado de Maravilhoso Conselheiro, razão pela qual não comete erro, não dá conselhos errados, não abandona os seus e em tudo o que fala é perfeito e nunca voltará atras, pois Ele não é homem para mentir. Os conselhos de Jesus são mais do que conselhos, é a própria Palavra de Deus, que dão o rumo certo para todo e qualquer pecador. Portanto, tudo o que Jesus fala é digno de confiança.

Deus Forte é seu nome, pois subsiste na mesma essência do Pai e possui o mesmo poder e glória. Jesus é mais do que um profeta, mais do que um sábio, nEle habita toda a plenitude da Divindade. Ele é O Deus. O apóstolo Paulo escreve aos Colossenses no segundo capítulo e nono versículo; “nEle, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade.”

É conhecido ainda como Pai da Eternidade, sua existência é desde os tempos eternos, sempre existiu e o será para sempre. Nem mesmo a morte põe fim a existência de Jesus. Ele entregou seu corpo à morte, como oferta pelos nossos pecados, oferta essa que não poderíamos dar, Ele ressuscitou por seu próprio poder venceu a morte, não está morto, Ele vive, pra sempre é exaltado, adorado, Ele vive, Ressuscitou. Jesus Cristo é o Alfa e o Ômega conforme João escreve no livro do Apocalipse no primeiro capítulo e oitavo versículo. Jesus Cristo tem nas mãos a chave da morte e do inferno.

Jesus Cristo é o Príncipe da Paz, e, por isso, pode dar ao pecador, de graça, a eterna e verdadeira paz, jamais encontrada neste mundo. Somente Cristo preenche verdadeiramente o coração, nEle existe plenitude de alegria, somente em Jesus Cristo. Ele mesmo disse a seus discípulos, conforme registrado no evangelho de João capítulo décimo quarto, versículo vigésimo sétimo; “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.” 

Deus anunciou, por intermédio do profeta Isaías, que O menino, seu próprio Filho, o Messias e Salvador prometido, é o Rei dos reis, Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade e Príncipe da Paz.

Por isso, quem tem Jesus Cristo, quem nEle crê, não precisa de mais nada, porque já tem tudo!

Louvado seja Jesus Cristo!

A Deus toda honra, toda a glória e todo o louvor!

Algumas aplicações para nossa vida:

  1. Sabemos que Jesus Cristo é o Príncipe da Paz, Deus Eterno, Ele é o princípio, o meio e o fim. Olhe para Jesus Cristo.
  2. Entendemos que o Messias desde o antigo testamento é apontado para Jesus Cristo, Ele é perfeito, a Ele toda a honra e toda a glória. Ele é Deus.
  3.  Devemos olhar para Cristo, viver em Cristo, buscar a Cristo, somente nEle encontraremos a plenitude de alegria. Busque a Jesus hoje.

Rev. Cristiam Matos.

Nasceu, Viveu, Morreu e Ressuscitou!

Jesus! Que personagem na história!

Ninguém nasceu como Jesus Cristo. Ele foi gerado por obra do Espírito Santo de Deus. Não nasceu em pecado, não foi concebido em pecado. Ele foi anunciado por intermédio do profeta Isaías muito antes de Seu nascimento: “Portanto, o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel.” Isaías 7.14

Como Filho de Deus, podia exigir o mais nobre nascimento, com pompas e a melhor preparação, a melhor recepção já vista. Porém, não foi isso que aconteceu. Ele nasceu num lugar simples, e sem muitos à sua espera, sem súditos ao seu redor.

Ninguém viveu como Ele. As duas naturezas de Cristo Jesus, Ele era 100% Deus e 100% homem, foi humano como qualquer outro humano, porém, com uma exceção, não cometeu qualquer pecado. O autor aos Hebreus afirma: “…foi Ele tentado em todas as cousas, à nossa semelhança, mas sem pecado.” Hebreus 4.15

Neste sentido, Jesus Cristo foi perfeito em sua obediência ao Pai, cumprindo, assim, o seu propósito de vir à terra, abrindo mão de sua glória eterna, esvaziando-se, tornando-se servo, para se tornar o Salvador dos homens pecadores.

Ninguém morreu como Ele, muitos outros foram condenados à morte de cruz, merecedores da morte de cruz, o próprio Jesus morreu crucificado na companhia de dois malfeitores, sem Ele merecer a condenação que era nossa, ainda assim sua morte foi única.

A morte de Jesus foi em substituição ao pecador, Ele morreu a nossa morte, qual jamais seriamos capaz de pagar, cumprir, realizar. Foi uma morte expiatória, ou seja, para pagar pela culpa do pecador e em lugar do pecador. Não foi uma morte qualquer. Foi uma morte substitutiva e em favor do pecador.

O apóstolo Paulo afirma: “Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi, que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras.” 1 Coríntios 15.3

É com essa certeza que e compreensão, entendemos que Deus perdoa o pecador de todos os seus pecados, pois Jesus carregou sobre si a culpa dos pecados do pecador.

Ninguém ressuscitou como Ele. É verdade que as Escrituras Sagradas registram outros casos de ressurreição além da ressurreição de Jesus, mas, ainda assim, ninguém ressuscitou como Ele, pois, todas as pessoas que ressuscitaram, voltaram a morrer uma segunda vez. Mas, com Jesus foi diferente. Ele ressuscitou e vive, nosso Salvador vivo está! 

Jesus ressuscitou por seu próprio poder, venceu a morte, venceu o mal e não morreu novamente. Depois de ressuscitar subiu aos céus e assentou-se à direita de Deus. Jesus, depois de ter feito a purificação dos pecados, por sua morte, assentou-se à direita de Deus, nas alturas.

Jesus! Que personagem na história! Ninguém nasceu como Ele, ninguém viveu como Ele, ninguém morreu como Ele e ninguém ressuscitou como Ele. Somente Ele é o Deus, Salvador, Purificador, Remidor.

Não existe outro caminho para a salvação, o próprio Jesus afirmou: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” João 14.6

A luz do texto apresentado concluímos que Jesus Cristo é o único caminho, Ele é a verdade, Ele é a vida. NEle encontramos vida em abundância, vida eterna. Neste sentido vamos olhar para três aplicações.

Sabemos que não existe uma outra forma de chegar-se a Deus. Busque a Jesus Cristo.

Entendemos que o único caminho de se chegar ao Pai é através de Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador. Vivamos para Cristo.

Se alguém deseja encontrar-se com Deus, necessariamente precisa ir a Cristo. Olhe para Cristo como o único caminho, verdade e vida.

Uma boa semana.

Rev. Cristiam Matos.

Deus Abençoa Seu Povo

Quem não quer ser abençoado por Deus?

Todos aqueles que têm o temor de Deus no coração vivem constantemente a expectativa da bênção de Deus. E aqueles que, embora sem o temor de Deus no coração, basta um problema qualquer para pedir oração para que Deus dê sua bênção.

Em Números 6.23-26 encontramos o próprio Deus declarando sua bênção sobre seu povo, e a colocou sobre seu povo:

23Fala a Arão e a seus filhos, dizendo: Assim abençoareis os filhos de Israel e dir-lhes-eis: 24O SENHOR te abençoe e te guarde; 25o SENHOR faça resplandecer o rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti; 26o SENHOR sobre ti levante o rosto e te dê a paz.

O Senhor declarou sua bênção ao povo de Israel, prometeu dar proteção a seu povo, tratar seu povo com misericórdia e conceder a paz.

Esta bênção, embora direcionada inicialmente ao povo de Israel no Antigo Testamento, não foi somente para eles. Ela é também destinada para todos aqueles que viveram no tempo do Novo Testamento, e também nos alcança hoje.

Deus tem guardado os seus, e muitas promessas encontramos nas Escrituras que comprovam esta tese. Nosso Senhor não desampara o seu povo, Ele os sustenta e guarda, louvado é nosso Deus.

Temos experimentado muitas bênçãos, muitos livramentos, muitas providências de Deus em nos guardar e proteger do mal.

A proteção divina é extraordinária quando, nosso Deus é protetor, consolador, nosso supremo pastor.

O próprio Jesus nos ensinou a pedir a Deus: “…livra-nos do mal…” (Mateus 6.13). Lembremo-nos, ainda, do Salmo 34.7, que diz: “O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem e os livra.”

Deus também tem demonstrado hoje seu olhar com misericórdia em relação a seu povo, misericórdia esta que não tem fim e que se renova a cada manhã, conforme registro no livro Lamentações de Jeremias 3.22-23.

A maior prova de sua misericórdia, é Deus ter enviado Jesus Cristo para salvar o seu povo dos pecados deles, esse registro encontramos no evangelho segundo Mateus 1.21.

A promessa da Salvação é, sem dúvida alguma, o maior ato de demonstração de misericórdia da parte de Deus para com os pecadores, transformando-os em seus filhos.

Deus tem dado paz a seu povo. Esta paz foi manifestada e concedida por Jesus Cristo, o “Príncipe da Paz”, conforme registro no livro de Isaías 6.

A paz que o Senhor nos concede ultrapassa as barreiras do sentimento é uma paz que recebemos na alma. Não importa as circunstancia a paz que recebemos do Pai é plena em todos os momentos.

Ele mesmo disse a seus discípulos: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.” João 14.27.

Em Cristo, tudo isso se concretiza e se realiza. Deus concede a seu povo: proteção, misericórdia e paz.

Essa é a maior verdade que podemos ter, isso é verdadeiro, o que mais precisamos.

Louvado seja o nosso Senhor!

A luz deste texto como poderíamos orar ao nosso Senhor, talvez podemos orar assim: “Ah, Senhor, nosso Deus, quão maravilhoso é saber que o Senhor cuida dos seus! Que reconheçamos essas grandes bênçãos derramadas em nossas vidas, proteção a nós concedida, a misericórdia e paz sobre nós derramada. Em nome de Jesus, agradecemos, amém.”

Você já parou para pensar a razão de Deus tolerar injustiça? – Habacuque 2.1

Essa pergunta já foi feita inúmeras vezes, por muitos ao longo do tempo. O profeta Habacuque viveu tempo complicado (século VII a.C., alguns anos antes do cativeiro da Babilônia), testemunhando a injustiça dos ímpios contra os justos, e declarando o seguinte:

“Pôr-me-ei na minha torre de vigia, colocar-me-ei sobre a fortaleza e vigiarei para ver o que Deus me dirá e que resposta eu terei à minha queixa.” Habacuque 2.1.

O próprio povo de Deus não estava andando de forma justa e agradável diante de Deus, e Habacuque também se preocupava com a situação espiritual do povo da aliança.

Deus instrui Habacuque, dizendo que iria, sim, trazer juízo sobre seu próprio povo, e utilizaria os babilônios para tal, e depois traria juízo também sobre os babilônios. O profeta Habacuque faz uma das mais importantes declarações das Escrituras Sagradas:

“Eis o soberbo! Sua alma não é reta nEle; mas o justo viverá pela sua fé.” Habacuque 2.4

Neste versículo encontramos duas características são aqui contrastadas:

A primeira nos mostra o soberbo confiando em si mesmo e a segunda nos mostra o justo vivendo pela fé. Observe que o justo será preservado por causa da sua confiança em Deus.

Observe que não basta lembrar de um dia em que você depositou a sua fé em Cristo, é preciso viver em Cristo, continuar confiando. O cristão preserva sua confiança no Senhor. A palavra de Deus nos ensina que todo aquele que nEle crer terá vida eterna, isso é a demonstração da Fé em Cristo Jesus.

Abraão esperou com paciência o cumprimento das promessas, isso acontece pela fé, ele confiou em Deus. O mesmo deve acontecer fazer hoje, como o atual povo da promessa de Deus.

Mesmo vivendo em tempos difíceis, como são os tempos atuais, e contemplando uma época em que parece ainda pior do que a de Habacuque, não precisamos viver atormentados e perplexos pelas dúvidas. Diante das dúvidas, lembremo-nos de que o justo viverá pela fé.

O juízo de Deus vem no tempo certo ainda que pareça demorado, Deus, responde a um dos questionamentos do profeta com as seguintes palavras: “Porque a visão ainda está para cumprir-se no tempo determinado, mas se apressa para o fim e não falhará; se tardar, espera-o, porque, certamente, virá, não tardará.” Habacuque 2.3

O profeta deveria confiar e esperar porque um longo tempo ainda passaria até que os caldeus, conhecidos também como os babilônicos, fossem justiçados. Se eles agiam de forma ímpia, e agiam, o tempo do acerto de contas haveria de chegar para eles também. A justiça pertence a Deus e não aos homens. Deus prometeu que todo mal será castigado.

Desde o início da era cristã muitas pessoas têm achado que Deus está demorando em aplicar sua justa e perfeita justiça. Para muitos a volta de Jesus não mais haverá de ocorrer. Por isso dizem, já faz tanto tempo que seu Deus morreu, Ele não voltará mais. Mas que os ímpios chamaríamos de demora, o cristão encara como uma oportunidade para viver em consagração ao Senhor. O cristão aguarda ansioso o retorno glorioso do seu Filho, nosso Senhor e Salvador eterno.

Deus não fechou seus olhos para as injustiças praticadas, há um dia, já marcado, determinado por Deus, em que os pecadores comparecerão diante do tribunal divino, e “serão julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito nos livros.” conforme João registra no livro do Apocalipse 20.12. Devemos lembrar-nos que o justo viverá pela fé. A Riqueza, o poder não são sinônimos de aprovação divina.

Os caldeus eram muito respeitados pelo poder que sua espada lhes havia conquistado. No fundo, todos acreditavam que a riqueza, a fama e o poder traziam juntamente a felicidade.

O mundo quer nos convencer que a verdadeira satisfação, está firmada em ganancia, ou seja, quanto mais se tem, mais satisfeito alguém se sente.

A bíblia nos ensina que a verdadeira e única satisfação encontraremos em Jesus Cristo, nosso Salvador, Redentor, aquele que entregou a vida para que nós tivéssemos vida, para sermos salvos, regenerados. Somente em Cristo encontraremos plenitude de alegria.

Não há qualquer problema em possuir coisas, em ter prosperidade, desde que o coração não esteja nas coisas e na prosperidade. Não há problemas em possuir dinheiro, mas se o dinheiro possui o homem, isso se torna em idolatria.

O Salmo 72 aponta que há, sim, uma prosperidade material alcançada pelo ímpio, mas tal prosperidade não é sinal da aprovação divina. O salmista reconhece “a prosperidade dos perversos” conforme registrado no versículo 3, e até questionava Deus sobre a razão serem perversos e, ainda assim, serem prósperos. O salmista também declarou que os ímpios, muitas vezes, se mostravam “sempre tranquilos” e aumentavam “suas riquezas”.

O salmista após uma profunda reflexão declara: “Até que entrei no santuário de Deus e atinei com o fim deles”, ou seja, o fim dos ímpios, conforme registro no versículo 17.

Prosperidade, como ensinada e demonstrada pelos caldeus, nunca foi sinônimo de aprovação divina.

A luz deste texto, concluímos que o justo viverá pela fé.

O Evangelho Segundo Mateus, registra as palavras de Jesus Cristo no quarto capítulo e quarto versículo:

“Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus.”

Essas palavras devem causar um impacto gigantesco e profundo em nossas vidas, deleite-se na palavra do Senhor, busque ao Senhor, pois somente Jesus Cristo tem as palavras de vida.

Oremos para o Senhor nos conceder o Espírito Santo, qual abrirá nossas mentes e compreenderemos a palavra dEle.

Estude a Escritura Sagrada, Ore a Escritura Sagrada, pois ela é a verdadeira palavra de Deus. A justiça pertence a Deus e não ao homem, confie que no seu devido tempo o Senhor fará a justiça perfeita, somente Ele é perfeito em seu julgar.

Algumas aplicações para nossas vidas:

  1. Entendemos que o justo viverá pela Fé, essa frase leva-nos para olhar somente para Cristo, em todas as circunstâncias de nossas vidas, tudo está no controle do Senhor. Adoremos ao Senhor!
  2. Sabemos que aqueles que confiam no Senhor, esperam nEle, a esperança está em Cristo, nosso Senhor. O grande dia está por vir, assim como o profeta esperava ansiosamente no Senhor, nós confiamos e esperamos em Jesus Cristo. Ele é a esperança perfeita, olhe para Jesus Cristo.
  3. Devemos deleitar-se na palavra de Deus, a Escritura é a voz do Senhor, o cristão não vive apenas do alimento físico. O alimento perfeito está na palavra do Senhor.

 

Que o Senhor nos abençoe e guarde hoje e para todo o sempre!

Vigiai e Orai

Na pastoral desta manhã, compartilharei sobre o combate que o cristão vive, neste sentido entendo quando o evangelho segundo Mateus nos orienta a vigiar e orar, aliás são palavras registradas no evangelho, vindas de Jesus Cristo. Concordo com o J. C. Ryle conforme registro em seu livro com o tema Santidade. No quarto capítulo o primeiro ponto trata que o verdadeiro cristianismo é um combate e revelam a grande fraqueza do cristão, sem a oração. Estas são as palavras do Senhor Jesus Cristo; “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito na verdade está pronto, mas a carne é fraca.”  Mateus 24.41

 Observe a profundidade revelada neste versículo, existe grande fraqueza, até mesmo nos discípulos de Cristo, eles precisam orar a esse respeito. O contexto apresenta Pedro, Tiago e João, são três apóstolos escolhidos, que estavam dormindo, quando deveriam vigiar e orar. Também vemos nosso Senhor dirigindo-se a eles com a palavra acima. O cristão possui dupla natureza, quando somos alcançados por Jesus Cristo, convertidos, renovados e santificados, ainda carregamos uma massa de corrupção, um corpo de pecado. Paulo refere-se a isso, quando assevera; “…encontro a lei de que o mal reside em mim. Porque, no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus; mas vejo nos meus membros outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado…” Romanos 7.21-23

 A experiência de todos os verdadeiros cristãos, em todos os séculos, confirma isso. Eles encontram dentro de si dois princípios contrários, e uma batalha contínua entre os dois. Nosso Senhor alude a esses dois princípios quando se dirige aos discípulos dormentes. Ele chama um de “carne” e o outro de “espírito” – “O espírito na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.” Mas, nosso Senhor procurou desculpar essa fraqueza em seus discípulos? Longe de nós pensar tal coisa. Os que tiram esta conclusão interpretam muito mal o que Ele quis dizer. Jesus usa essa mesma fraqueza como um argumento para a vigilância e a oração. Ele nos ensina que o próprio fato de estarmos cercados de tanta fraqueza deveria despertar-nos continuamente para “vigiar e orar.”

Neste sentido quero tirar três aplicações para nossas vidas, a primeira, Se desejamos seguir a verdadeira religião cristã, jamais nos esqueçamos desta lição. Se desejamos andar com Deus confortavelmente e não cair, como sucedeu a Davi e a Pedro, então nunca nos esqueçamos de “vigiar e orar.”

A segunda aplicação é saber que devemos viver como soldados em território inimigo, montando guarda permanente. Nunca exercemos cuidado em demasia por nossa alma, pois o mundo é traiçoeiro. O diabo está sempre muito ocupado.

A terceira aplicação está relacionada a nossa atitude, que as palavras de nosso Senhor soem em nossos ouvidos diariamente, como uma trombeta. O espírito pode, talvez, estar bem pronto, mas a carne é sempre muito fraca. Portanto, vigiemos sempre e oremos sempre.

  

Rev. Cristiam Matos

Ociosidade ou Produtividade. 2 Pedro 1.3-8

Uma vez que Deus já nos concedeu tudo o que conduz à vida e à piedade, devemos desenvolver as qualidades que nos farão mais ativos e produtivos. Para isso devemos perguntar-nos; como é a nossa experiência cristã? Um impulso inicial seguido de uma acomodação crônica?

O texto de 2 Pedro 1.3-8 nos ensina o que Deus já fez por nós e o que nós devemos fazer para evitar a ociosidade e aumentar a produtividade. Na escritura encontramos resposta para viver uma vida para o Senhor. Como a bíblia é nossa regra de fé e prática, destacamos alguns pontos importantes para responder a essas perguntas, conforme a segunda epístola de Pedro.

O primeiro ponto mostra-nos, Deus nos chamou para sua própria glória e virtude, no vs. 3 encontramos, “Visto como, pelo seu divino poder, nos têm sido doadas todas as coisas que conduzem à vida e à piedade, pelo conhecimento completo daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude.”

 A Bíblia afirma claramente que a salvação eterna acontece por obra de Cristo, realizada na cruz, a qual é aplicada sobre o pecador pelo Espírito Santo. Deus, então, chama pecadores para si do estado de perdição para a salvação eterna, para sua própria glória e virtude.

A salvação eterna, visto ser dada a nós, por iniciativa de Deus, redunda em glória para o próprio Deus. E, assim, quando reconhecemos que somos salvos pela graça de Deus, em Cristo, nos rendemos ao Senhor. Louvado seja Deus pela salvação extraordinária, graciosa, que recebemos!

 Bendito seja nosso Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, pois em sua misericórdia que se renova a cada manhã, somos lavados, perdoados e regenerados.

 Ser encontrado por Cristo e, consequentemente, encontrar-se com Cristo, revela conhecimento da glória de Deus, pois Cristo revela Deus e sua glória. O Deus glorioso, o glorioso Jesus, transforma-nos a cada dia, “E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito.”, conforme a segunda carta que o apóstolo Paulo escreve aos Coríntios 3.18.

 O contato com a glória de Cristo faz toda a diferença em nós, nos leva a considerar nossa co-participação na natureza divina.

 O segundo ponto mostra-nos, que O Deus nos fez participantes da sua glória. Pensar sobre nossa participação na glória de Deus nos eleva num patamar que jamais poderia ser alcançado pelo nosso próprio esforço. Contudo, somos chamados para participarmos da glória de Deus, à uma íntima comunhão com Deus, pois fomos feitos à imagem de Cristo.

 Embora a imagem de Cristo em nós ainda não seja perfeita, é apenas uma questão de tempo e seremos à imagem perfeita do nosso Salvador e Senhor, Jesus Cristo.

 Nosso corpo será parecido ao de Jesus Cristo. Paulo afirma aos Romanos 8.29, “Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho…”. Nós somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser, mas um dia será manifesta, no glorioso dia.

 Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a Ele, teremos um corpo parecido ao de Cristo, seremos salvos do poder do pecado, porque haveremos de vê-lo como Ele é. Perfeito em santidade!

 Nós somos filhos de Deus, mas ainda não somos na forma completa, total do que haveremos de ser. Não estamos mais perdidos e condenados, por esse motivo ainda não somos o que haveremos de ser, glorificados. Isso acontecerá na volta de Jesus Cristo, quando Ele buscar o povo exclusivamente Seu.

 Esta é a razão pela qual a corrupção que há no mundo acaba perdendo a força em nossa própria vida. É isso certeza que encontramos no vs. 4, pois uma vez participantes da glória de Deus, Deus também vai nos livrando da corrupção das paixões que há no mundo.

 O terceiro ponto mostra-nos, que por Sua graça, tudo que temos e somos recebemos graciosamente de Deus. Assim, não podemos ficar indiferentes ao Senhor, ao contrário, temos que ser diligentes em desenvolver o que da parte de Deus recebemos.

 O que recebemos de Deus, deve tornar-nos mais  diligentes em todas essas coisas, conforme encontramos aqui na epístola, a saber:

 A Fé, resposta ativa ao que Ele graciosamente fez por nós; a Virtude, excelência, à imagem de Cristo, isso significa o esforço em imitar Cristo; o Conhecimento, capacidade para perceber e escolher o que é correto, o Domínio próprio, submissão ao controle de Cristo, pelo Espírito; a Perseverança, perseverar no Senhor para crescimento espiritual; a Piedade, consciência de um viver diário, constante e íntimo com Deus; a fraternidade, comunhão verdadeira com os irmãos; o amor, o maior de todos os dons, realizar todas as coisas na base do amor, seja em qualquer afazer, seja no relacionamento com outros.

 Então, considerando que somos chamados por Deus para sua glória e que Deus nos fez participantes da sua glória, devemos lutar para que essas qualidades, que Deus mesmo colocou em nós, aumentem e sejam cada vez mais desenvolvidas, fazendo com que não sejamos inativos, nem infrutuosos em nosso viver diante do Senhor, conforme registro no versículo 8.

 Podemos concluir conforme descrito na segunda carta de Pedro, conforme os versículos 3 a 8, que, o contrário de produtividade é ociosidade. Se não desenvolvermos essas práticas, tendemos a ser ociosos diante de Deus.

 A luz deste texto faremos duas reflexões:

 Quais sentimentos temos, quando consideramos que Deus nos chamou para sua própria glória e para sermos participantes da sua glória?

 Qual avaliação fazemos de nós mesmos quanto às qualidades dinâmicas que precisamos desenvolver?

 Que nosso Senhor nos fortaleça e nos ajude a caminhar no Senhor.

 Aplicações para nossas vidas:

  1.   Você entende que a graça derramada sobre as nossas vidas, conduz o homem ao desejo de parecer com Jesus Cristo, ser como Cristo foi, andar como Cristo andou, somente é possível este desejo, porque o Senhor concedeu a nós.
  2.   Você sabe que somente em Cristo Jesus encontraremos a plenitude de alegria, não devemos ser ociosos, mas sim produtivos no reino. Produzir frutos, empregarmos nosso dom no reino.
  3.   Nossa atitude deverá nos levar a praticar o que o Senhor coloca em nosso coração. Se a resposta às perguntas for um sentimento indescritível, de uma alegria inexplicável, nossa atitude será de glorificar a Deus hoje e por toda a eternidade. Glorifique ao Senhor, dedique-se ao Senhor, viva em resposta ao chamado do Pai.

 

Rev. Cristiam Matos