Justificação Pela Fé – Romanos 3.21-26

A justificação de Deus é a única forma do cristão obter a salvação. Deus não anula a Sua Lei para justificar o ímpio, aquilo que você não pode fazer, Deus fez por você. O novo testamento afirma repetidamente que os cristãos são salvos com base na obra de Cristo e em seu favor.

A justificação desempenhou um papel significativo na teologia de João Calvino. Ele acreditava que um relacionamento salvador com Deus não pode existir separadamente da justificação. Calvino assim como Lutero, enfatizava que a justificação é somente pela fé. Um relacionamento correto com Deus não pode ser obtido por obras, por esse motivo o único caminho para a salvação é a fé. Contudo, a fé não pode ser construída como uma obra, como se a fé, por si, justificasse, pois se fosse assim, então a fé seria uma boa obra que nos torna justos com Deus.

A fé é um instrumento que nos une a Cristo, logo, os crentes são justificados por Cristo, o crucificado e ressurreto. A fé, por si, estritamente falando, não justifica. A fé se justifica como um instrumento, recebendo Cristo por justiça e vida. A fé não é uma aquisição na salvação, mas uma ação de Deus na vida do homem, a fé é um dom vindo de Deus para nós. Neste sentido, quando o Senhor alcança aos Seus, Ele abre a mente, os ouvidos e o coração do homem, para que crer em nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Segundo Calvino a fé é viva, ativa e vital. A fé verdadeira tem um efeito poderoso sobre as nossas vidas. Nós sentimos a doçura do amor de Deus e somos dominados, cativados completamente por ela, nossos corações são atraídos a colocar nossa confiança em Deus. A fé é um dom de Deus, mas podemos também afirmar que a fé deriva da Palavra de Deus, do ouvir de Deus. A fé, coloca a sua confiança na Palavra de Deus e em sua promessa, por isso ela deriva da Palavra de Deus e do evangelho de Jesus Cristo. Deus mandou seu único Filho, Jesus Cristo, como nosso substituto. Jesus Cristo pagou a pena pelo pecado do homem. Deus é Justo e não poderia justificar o homem comprometendo a Sua Lei. O salário do pecado é a morte, o homem pecou e merece a morte.

A condenação é justa, mas Deus, por amor, deu Seu Único Filho para morrer a nossa morte e assim pagar o preço do nosso resgate.

Nós somos justificados por causa dos méritos de Cristo, da perfeita obra de Cristo, por conta do sacrifício de Cristo, somente alguém, sem pecado, nascido de uma virgem, puro, poderia vencer a morte. Somente Ele podia pagar o preço de nossa justificação, Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Quando Jesus Cristo veio, Ele foi para a cruz em nosso lugar, quando Jesus estava lá na cruz, depois de ser humilhado, cuspido, torturado, açoitado, zombado, exposto naquele momento de horror e vergonha. Deus fez cair sobre Ele a iniquidade de todos nós.

Deus jogou sobre Ele a nossa maldade, incredulidade, impureza, vaidade, orgulho, soberba, ou seja, todos os nossos pecados. Jesus foi ferido, foi traspassado pelas nossas iniquidades, e quando Jesus estava no alto daquela cruz, Ele foi feito pecador por nós, toda a condenação que o nosso pecado merecia estava sobre Ele. Jesus pagou o maior preço, nenhum de nós seríamos capazes de pagar. Neste  sentido, a Justificação é o ato de Deus mediante o qual Ele, em sua graça, declara justo o pecador pelos méritos de Cristo, isentando-o de qualquer condenação e recebe esta Justificação pela fé, através de Cristo Jesus.

O homem recebe a Justificação, por receber a justificação temos fé, o homem não pode se vangloriar nela, porque a fé é um dom de Deus. A justificação acontece pelos méritos de Cristo e somente pela fé nEle. Deus não torna o homem bom para salvá-lo, isso não é Justificação, não podemos confundir Justificação com Santificação.

A Justificação não se refere a uma mudança intrínseca no indivíduo, e sim a uma declaração feita por Deus. Visto que não temos justiça própria e somos culpados diante de Deus, Ele nos declara justos com base na expiação de nossos pecados por Cristo e na sua justiça imputada a nós.

Cristo Jesus foi considerado pecador e recebeu o castigado em nosso lugar, tomou o nosso lugar e deu-nos o lugar dEle, tomou o nosso pecado e deu-nos a Sua Justiça.

A Justificação é um ato único e exclusivo e não se repete, não acontece dentro de nós, não é algo que Deus faz em nós, mas é algo que Deus faz por nós, para a glória dEle. Ela é uma justiça imputada, atribuída somente a Ele, por Ele e através dEle.

A Justificação é pela graça, reconciliando-nos com o Pai, mediante a fé, com base somente nos méritos de Cristo. Deus não somente nos declara justos com a Justificação, mas posteriormente nos torna justos com a Santificação.

A fonte da Justificação é a graça de Deus, o fundamento da Justificação é a obra de Cristo e o meio da Justificação é a fé. Aqueles que creem em Jesus Cristo, estão livres da condenação.

Jesus Cristo ao fazer-se homem, morrendo na cruz, pega o escrito de dívida que havia contra nós, rasga este escrito de dívida e a encrava na cruz. Está pago!

Aquele que crê em Cristo Jesus não deve mais nada, pois foi justificado. Naquele momento Jesus Cristo pagou, toda a sua, a minha a nossa dívida.

Cristo Jesus livra-nos da punição e desta forma nos torna justo. Por isso que a Justificação é mais do que o perdão.

Não pode haver condenação para quem foi justificado.

Que nosso Senhor abençoe nossas vidas e vivamos para proclamar esse maravilhoso ato, a justificação em Jesus Cristo.

Louvado seja nosso Senhor e Salvador!

Uma boa semana.

Rev. Cristiam Matos

 

 

Oração com intimidade

Neemias orou com intimidade

Todo começo de ano temos a semana de oração, momentos dedicados somente a conversar com o Senhor. Para nossa reflexão hoje, falaremos sobre oração, esse momento extraordinário de falarmos com o Senhor. Para nossa instrução usaremos Neemias.

Durante quatro meses Neemias orou a Deus “dia e noite” em favor do seu povo. Não encontramos relatos de que a oração de Neemias, era para os exilados retornarem à Palestina, mas, para que Deus os protegesse. Ele sabia que somente o Senhor com sua proteção sobrenatural, a cidade poderia sobreviver e ser restaurada. 

Neemias era copeiro do rei, posição essa, de destaque e de confiança na corte persa, a obrigação do copeiro, era provar o vinho e a comida do rei, para verificar se não estava envenenado. Segundo alguns estudiosos da história antiga, o copeiro tinha mais influência que o comandante em chefe.

Observe que a posição de Neemias, não lhe subiu a cabeça, não ficou soberbo, não deixou que a vaidade o consumisse, não se afastou de Deus, manteve sua intimidade com o Senhor. Ele orava confiando no Senhor, dessa maneira sua intimidade com Deus era preservada.

Umas das lições que aprendemos aqui, é a intimidade que o cristão deve ter com Deus. Todo cristão deve nutrir uma vida de oração, ela é o balsamos do cristão, seu combustível, o momento que a conversa com o Pai se torna próxima.

Neemias não contou sua aflição para outro, ele procurou o Senhor, colocando diante dEle sua dor. Neemias sabia que somente o Senhor, o Deus, Reis dos reis, qual tem o controle de todas as coisas, ouviria sua oração, com o espírito consolador restauraria a cidade e daria paz ao povo.

Neemias tinha intimidade com Deus, orava ao Senhor nos momentos de dificuldade do próximo, de luta em que a cidade estava passando. Observe que a oração de Neemias não era em benefício próprio, seus pedidos eram em prol dos outros, da cidade. Jesus Cristo não orou em benefício próprio, mas sempre pelo próximo.

Neemias usa a expressão “Perante o Deus dos céus”; O que entendemos pela expressão “perante o Deus dos céus”?

Está expressão nos dá base para reafirmar a intimidade que Neemias tinha com o Senhor, pois, estar perante o Deus é como contemplar o seu rosto. O salmista Davi pedi somente uma coisa, “A Deus, o Senhor, pedi uma coisa, e que eu quero é só isto: Ele me deixe viver na sua casa todos os dias da minha vida, para sentir, maravilhado, a sua bondade e pedir a sua orientação.”

Esta oração tem que estar nos lábios do cristão, adorar a Deus, estar na presença de Deus, contemplar o rosto de Deus, ouvir a voz do Senhor, pedir-lhe conselhos.

Buscar ao Senhor, morar na casa do Senhor é desfrutar da presença de Jesus Cristo ao longo de toda a vida. Desfrute de Jesus Cristo, tenha intimidade com Ele, sinta prazer de colocar-se como servo de dEle, chore na presença do Senhor.

A Escritura Sagrada apresenta a nós o grau de intimidade de Moisés com Deus, “face a face”, seu prazer estava no Senhor, ele tinha intimidade com o Pai.

Abrão gozava desta intimidade com Deus a ponto de ser chamado o “amigo de Deus”.

Jesus era muito íntimo de Deus quando orava, Ele nos ensinou a orar com intimidade, Ele intercede por nós até hoje, demonstrando que a oração é nutrir a intimidade com o Senhor. Oremos assim, como Jesus Cristos ensinou, como Neemias orava.

Tenha intimidade com Senhor!

Nesta devocional, aprendemos que precisamos interceder pelo próximo, sentimos que precisamos ter mais intimidade com o Senhor, ter mais tempo com o Senhor, colocando-se de joelhos e conversando com o nosso Salvador.

Que o nosso Senhor Jesus Cristo, conceda a nós um coração ensinável e desejável por Ele. Que nossos joelhos estejam dobrados para falar com o Senhor, todos os dias.

Que o nosso Senhor e Salvador, abençoe sua vida e oremos, pelo nosso país, governantes, líderes religiosos e pelo crescimento do evangelho.

Que o avivamento venha do céu, começando em mim e seguindo além!

Louvado seja o Nome do Nosso Senhor.

Rev. Cristiam Matos

A Caminho do Ano Novo

Refletiremos essa manhã no tema; A Caminho do Ano Novo. A cada doze meses, um ciclo se completa e então inicia-se um ano para percorrer, por mais doze meses. Não estamos pensando no que já passou, mas no porvir, para isso necessitamos de planejamento e disciplina para completar nossos objetivos traçados. A título de ter disciplina, usaremos Noé, quando Deus ordenou que ele construísse a arca, ele teve que traçar uma meta, ter disciplina e perseverar para cumpri-la, imagina o quanto foi difícil para ele construir uma arca, e mesmo assim alcançou o objetivo traçado. Salomão escreveu em provérbios 16.1; “O coração do homem faz planos, mas a resposta certa vem dos lábios do Senhor”, tudo o que faremos é colocado na presença de Deus, para andarmos no centro da vontade do Pai. Neste sentido estabelecer uma meta é muito importante. Assim como planejar nosso ano é importante, precisamos iniciar com a primazia de nossas vidas, a maior meta a ser traçada, nossa vida com Deus. Metas na vida de um homem de Deus, como o apóstolo Paulo era um servo do Senhor com metas, conforme registro em sua primeira carta aos Coríntios 9.26; “Assim corro também eu, não sem meta; assim luto, não como desferindo golpes no ar.”; Filipenses 3.14; “Prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.” Paulo tinha suas metas como vida Cristã, neste sentido pergunto: Qual é sua meta na sua vida cristã? O que você estabeleceu de meta para sua vida cristã?
Se não estabeleceu, estabeleça, coloque algumas metas, estude mais a bíblia para maior compreensão dela. Converse com Deus, faça jejum, coloque em suas metas, Jesus Cristo para andarmos mais próximo dEle. Nós somos discípulos de Cristo e queremos intimidade com Senhor para parecermos mais e mais com nosso Senhor e Salvador.
Nós precisamos de disciplina em tudo que queremos alcançar, para que um aluno passe na escola ou na faculdade, tem que ter disciplina com seus estudos, um atleta precisa de disciplina em seus treinos, um bom músico precisa de disciplina, em seus estudos e treinos. Em tudo na vida é necessário ter disciplina, para que seu objetivo seja alcançado. Na vida de homens de Deus, vemos precisamos ter disciplina.
Paulo, o apóstolo, servo de Cristo Jesus em sua primeira carta aos Coríntios 9.25,27, “Todos atletas em tudo se domina; aquele para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível. Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado.” Para que nossa vida cristã prosperar, precisamos ser disciplinados, na leitura da palavra, na oração, no jejum, na busca da santificação, estar sempre próximo de Cristo Jesus, buscando a Ele. Mas lembre-se que disciplina não é legalismo, disciplina é compromisso, é levar as coisas a sério, é não brincar em serviço, é não brincar de ser cristão, é pregar e viver o verdadeiro amor, disciplina é o caminho para o crescimento e a maturidade cristã. A vida cristã com alvo e determinação centrada em Cristo Jesus torna-se perseverante. Os objetivos traçados são longos e árduos, passando por várias fazes, em algumas parece que tudo está perdido, nos falta forças para dar continuidade, mas se formos perseverantes, alcançaremos a coroa da salvação que encontramos apenas em Jesus Cristo. Na escritura sagrada encontramos várias histórias de pessoas que foram perseverantes, e temos vários motivos para perseverar, como escrito no evangelho segundo Mateus 24.13, “Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo”, em Romanos 12.12, “regozijai – vos na esperança, sede paciente na tribulação, na oração, perseverantes;” em Atos 2.42, “E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações.”, em Apocalipse 2.10, “Não temas as coisas que tens que sofrer. Eis que o diabo está para lançar em prisão alguns dentre vós, para serdes posto à prova, e tereis tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.” A vida cristã não é daqueles que começam, mas sim daqueles que terminam, assim como o apóstolo Paulo registra em sua segunda carta a Timóteo 4.7-8, “Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quanto amam a sua vinda.”
Na busca dos nossos ideais, metas, precisamos ser perseverantes, não devemos desanimar, sermos pessimistas, é preciso seguir em frente, às vezes será sangue (dor), suor, lágrimas, mas se lembre que vale apena perseverar. Perante tudo o que foi visto até esse momento, nos perguntamos, como isso é possível, a resposta está no livro de Isaías 41.10, “Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel.”
Nosso Senhor, é nossa força, quando estamos em Cristo Jesus, somos fortalecidos, sustentados, cuidados por Cristo Jesus. Neste ano que inicia, procure viver em Cristo, para Cristo, somente por Cristo. Nossos dias estão voltados para agradar o nosso Senhor, qual um dia estaremos com Ele, louvando e glorificando Seu Santo nome, por toda eternidade. Pense que dia glorioso será quando Cristo voltar e disser, entre venha partilhar do pão. E todos em uma só voz iremos glorificar com as palavras; Santo, Santo, Santo é nosso Senhor e salvador!
Cristo Jesus é nosso sustento, o único caminho para eternidade, aquele que crer em Jesus Cristo, esse será salvo no Senhor. Que Deus abençoe o ano que entra e que sua maravilhosa graça nos fortaleça, pois Ele é nosso Senhor. Que Cristo Jesus reine em nossas vidas.
Um feliz ano novo e que esse ano nossas metas estejam pautadas em Cristo Jesus.
Deus abençoe nossa vida!

Um Regresso Feliz

No dia 25 de dezembro os cristãos se reúnem para louvar em forma de gratidão, pois Cristo Jesus nasceu. O centro de toda adoração pertence ao Senhor, Ele é maravilhoso, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz, Maravilhoso Conselheiro, somente a Ele toda honra, Glória e Louvor. Registro de Lucas no oitavo capítulo, oitavo ao décimo versículo, encontramos a descrição da ressurreição de Cristo, as mulheres viram que o túmulo estava vazio. Cristo Jesus nasceu, cresceu e morreu para a glória do Pai, Ele amou-nos de tal maneira que entrega sua vida por amor pleno no Pai e nós, recebemos parte dessa graça. O texto nos mostra que as mulheres estavam indo a sepultura de Cristo, imagine a dor que elas sentiram, o quanto sofreram ao ver Jesus sendo crucificado, elas eram amigas e seguidoras de Jesus. Viram seu Mestre sendo entregue nas mãos de homens pecadores, presenciaram à sua crucificação, elas estavam no Calvário, jamais poderiam elas esquecer o que tinham visto e consequentemente suportado.

Jesus dissera aos discípulos por pelo menos três vezes, o que iria suceder-lhe, e como Ele de sua própria vontade daria sua vida por suas ovelhas. Se somarmos todas as alusões à sua morte e ressurreição, feitas em linguagem figurada, seria muito mais que isso.

Essas mulheres foram muitas vezes vistas entre os discípulos, ou seja, desde o princípio elas também tinham ouvido as importantes coisas que iram acontecer, como o Senhor havia alertados a todos.

As mulheres sabiam que Jesus não se referira somente à cruz que se avizinhava, mas também à sua ressurreição ao terceiro dia. Elas foram neste momento lembradas pelos anjos destes acontecimentos, então deram conta de que o Mestre não estivera falando da ressurreição no último dia, mas daquela que agora tinha realmente se concretizado. Se elas precisavam de algum auxílio adicional para a memória, o túmulo vazio e a mensagem confirmativa, procedente dos lábios desses visitantes celestiais, supriram essa necessidade de forma plena.

Quando ele no princípio falou sobre essas coisas, as mentes dos discípulos, provavelmente estavam preocupadas com outros conceitos, mas a ressurreição colocou todos os seus ensinamentos em uma nova perspectiva.

As mulheres então retornaram felizes, pois sabiam que Cristo já não estará mais morto, elas então retornam para contar aos onze discípulos que Cristo estava vivo. Mas seu retorno não foi como a sua ida para o sepulcro, elas voltaram felizes para anunciar que o Senhor estava vivo.

Elas informaram aos discípulos de Jesus, como lhes fora dito para fazer. Mas ao contar aos discípulos eles disseram que era tolice o que elas estavam anunciando. A palavra grega é lêros que significa tolice, aqui traduzida como delírio.

Pedro se levanta e corre até o sepulcro, e vê que os lençóis eram faixas largas enroladas à volta do corpo, ali postos, não havia nenhum corpo dentro deles, mas tinham a mesma posição de antes quando ele estivera ali. Maravilhado Pedro não podia compreender por que as faixas foram deixadas e como o corpo pudera ser retirado de dentro das faixas.

Pedro então fica maravilhado e retorna feliz, assim como aconteceu com as mulheres, pois entendeu que Jesus Cristo prometeu ressuscitar ao terceiro dia e ressuscitou.

A ressurreição de Cristo é algo fantástico, o não cristão vive triste pois não conhece a Cristo, por mais que ele tenha suas conquistas, nada supri, nunca é suficiente. Quando Ele nos alcança ficamos maravilhados pelo que nosso Senhor fez e logo iremos morar com Jesus Cristo, qual será o regresso ao nosso lar, onde felizes estaremos com nosso Senhor e salvador por toda a eternidade.

As mulheres estavam tristes ao ir ao sepulcro, ficam maravilhadas ao descobrir que o Senhor Jesus Cristo estava vivo e regressam felizes pois o Senhor venceu a morte e venceu o mal.

Da mesma forma que as mulheres se sentiram quando descobriram que Cristo Jesus está vivo, nós nos alegramos em anunciar o evangelho de Cristo Jesus, quando Ele nasceu os pastores se alegram e foram até o Cristo Jesus para glorificar ao nome dEle. Nós alegramo-nos por anunciar as boas novas.

Glória ao nosso Senhor, pois Ele nasceu e está vivo! 

O crente sabe que seus pecados são perdoados, Cristo Jesus veio ao mundo para dar-nos perdão, pela sua graça. Sabemos que temos um Salvador que vive sempre para interceder por ele, que o guarda, que o orienta por meio de seu Espírito e que um dia regressará para ele. Ele sabe que seu corpo também um dia ressurgirá gloriosamente, transformado para a glória do nosso Senhor

Somente aquele que, pela graça de Deus, aprendeu a gloriar-se na morte de Cristo é capaz de verdadeiramente, gloriar-se em sua ressurreição. A cruz e a coroa não podem ser separadas.

Cristo Jesus nasceu e Ele vive, hoje e para todo sempre. Glória a Deus nas alturas.

Um Feliz Natal a todos!

Rev. Cristiam Matos

 

Mediante a Fé

A carta que o Apóstolo Paulo escreve aos Romanos no quinto capítulo nos versículos primeiro e segundo, trata sobre a fé em Cristo Jesus. O apóstolo Paulo escreveu treze epístolas do Novo Testamento. Ele era filho de uma família judaica da tribo de Benjamim, que gozavam dos privilégios da cidade romana, ao nascer, recebeu o nome de Saulo (do hebreu), que mais tarde alterou para Paulo (do latim), depois da conversão e do batismo. Paulo foi alcançado por Cristo Jesus a caminho de Damasco, ele estava perseguindo os cristãos. Cristo retira a visão de Saulo, pergunta a “ele porque me persegues”. Jesus ordena a Ananias para ir ao encontro de Saulo, ao chegar lá Ananias impôs suas mãos sobre a cabeça de Saulo e ele recupera sua visão, após Cristo o alcançar, Paulo inicia seu trabalho itinerante, pregando, ensinando que em Cristo Jesus temos paz, em Cristo Jesus somos justificados, em Cristo Jesus somos perdoados.

O apóstolo Paulo demonstra essa paz e confiança em Cristo Jesus, ao passar pelas tribulações, encontramos esse testemunho de confiança de Paulo a Cristo Jesus. A saber segue apenas algumas dessas situações: 1) Teve de descer em um cesto para fugir de uma prisão: Em 2Coríntios 11.32-33, relata que Paulo teve que ser içado por uma janela de uma muralha como se fosse um criminoso fugitivo, a fim de escapar do apetite voraz de governantes injustos que queriam a sua cabeça. 2) Foi expulso de Antioquia: Em Atos 13.50-51, vemos uma conspiração entre os judeus, mulheres e homens de alta posição da cidade para expulsar Paulo da cidade pelo simples fato de expor o evangelho naquele lugar e estar havendo conversões. 3) Foi apedrejado quase até a morte em Listra: Em Atos 14.19, encontramos Paulo sendo arrastado por uma multidão para fora da cidade e foi apedrejado por essa multidão e, provavelmente, tenha desmaiado, fato este que fez a multidão achar que ele estava morto. 4) Na Macedônia foi açoitado, preso e amarrado com os pés em um tronco: Em Atos 16.23-24, Paulo foi preso porque expulsou um demônio de uma jovem adivinhadora que dava muito lucro aos que a exploravam. Por isso, foi açoitado, lançado na cadeia e teve seus pés amarrados em um tronco. 5) Foi perseguido pelos judeus de Tessalônica porque pregou em Bereia: Em Atos 17.13-14 vemos que Paulo sofre perseguição dos próprios judeus, devido ter pregado em uma sinagoga em Bereia. Por causa disso, mais uma vez, teve de fugir desses judeus que queriam a sua morte. 6) Pregou contra outros deuses em Éfeso: Em Atos 19.23-26 alguns ourives, temendo ficar sem seu lucro por produzirem imagens de deuses para adoração, incitaram grande tumulto contra Paulo e outros discípulos, o que fez a estadia de Paulo nessa cidade ainda mais perigosa. 7) Em Jerusalém ele foi acusado injustamente de ter levado um grego ao templo e, por isso, é perseguido e quase é morto: Esse registro encontramos em  Atos 21.27-31, novamente os judeus fazem uma grande confusão por deduzirem que Paulo teria profanado o templo levando um grego (Trófimo) até lá. Eles incitam as pessoas e Paulo é arrastado para fora do templo, espancado e quase é morto pela multidão. 8) Preso e enviado a Roma, sofre um naufrágio em Mileto: Esse registro encontramos em Atos 27.13-20, Paulo foi injustamente preso, levado de navio até Roma, onde teria uma audiência sobre sua prisão injusta. No caminho, o navio deles sofre um grave naufrágio devido a uma tempestade. 9) Na ilha de Malta ele é picado por uma cobra venenosa: Em Atos 28.3, vemos que, após se recuperar do grave naufrágio, Paulo é picado por uma cobra venenosa que estava escondida entre os gravetos que ele pegava para fazer uma fogueira.

O apóstolo Paulo, passou por grandes lutas, porém em todas as circunstâncias, sempre glorificou ao Senhor. Sua fé em Cristo Jesus lhe dava Paz com Deus, esperança e reconciliação. Ele deixou claro que a justificação é um ato exclusivo de Deus, argumentou que a justificação pela fé não é uma novidade, mas uma verdade já presente na antiga dispensação e demonstrada na vida de Abraão, o progenitor da nação israelita e pai de todos os que creem, tanto judeus como gentios. Paulo mostrará os benefícios que emanam da justificação quanto ao passado, presente e futuro. Todos os que têm esta nova vida em Cristo estão livres da ira (capítulo 5), livres do pecado (capítulo 6), livres da lei (capítulo 7) e livres da morte (capítulo 8) de Romanos. As bênçãos da doutrina da justificação pela fé, culminam na Paz com Deus, Alegria no Sofrimento e na Alegria em Deus.

Nos versículos primeiro e segundo encontramos o apóstolo Paulo tratando da paz com Deus. A paz com Deus é uma bênção ligada ao passado. Trata-se de algo que já aconteceu. Não é a paz de Deus encontrada em Filipenses 4.7, mas a paz com Deus. Paulo está tratando de forma mais profunda, está tratando do relacionamento com o Senhor, é a paz da reconciliação com Deus. Por intermédio do sacrifício de Cristo, a barreira que nos separava de Deus foi destruída. Não somos mais filhos da sua ira, mas filhos do seu amor. A paz com Deus é uma bênção passada, consumada no ato de nossa justificação, o acesso à graça da justificação é um privilégio presente e contínuo. Por meio de Cristo temos acesso a esta graça na qual estamos firmes. Somos aceitos, apresentados como filhos, herdeiros, cidadãos do reino do céu, é a permissão de entrada na presença de um Rei mediante o favor de outrem. Jesus nos introduz na presença de Deus, abre-nos as portas à presença do Rei dos reis, e encontramos a graça, a imerecida bondade de Deus. O único passaporte para esse glorioso lugar é a fé. A paz com Deus refere-se ao efeito imediato da justificação, o acesso à graça diz respeito ao efeito contínuo da justificação, e a esperança da glória se relaciona ao efeito final da justificação. A paz nos convida a olhar para trás, para a inimizade que acabou. A graça nos faz olhar para o nosso Pai, sob cujo favor agora permanecemos. A glória, olhamos adiante, para o nosso objetivo final, até o momento em que veremos e refletiremos a glória de Deus, a glória que é o objeto de nossa esperança.

Hoje podemos encontrar no Senhor a plenitude de alegria, Cristo mostra que no sofrimento encontramos paz, essa paz encontramos no Senhor. Um cântico muito lindo remete a essa paz, quando o autor escreve; “Essa paz, que sinto em minha alma, não é porque tudo me vai bem, não, não é. Essa paz que sinto em minha alma é porque eu amo ao meu Senhor. Não olho as circunstâncias, olho só o seu amor, seu grande amor, não me guio por vista, alegre estou.” A paz com Deus traz em nossas almas o gozo e a alegria de viver somente para Cristo Jesus. Essa paz encontramos apenas em Cristo.

Já não há condenação para aqueles que amam ao Senhor, vivem para o Senhor, glorificam ao Senhor. Talvez você esteja sem paz, não encontre a plena alegria, quero convidar você a orar ao Senhor, confiar em Cristo Jesus, suplicando ao Pai para que conceda a Fé em Cristo Jesus. Mediante a Fé todos encontraremos a Paz com Deus.

Que o Senhor abençoe ricamente sua vida. Que a paz esteja com todos hoje e para todo sempre.

Que o Senhor o abençoe!

Rev. Cristiam Matos

Sola Scriptura.

(mais…)

Ceia do Senhor – Mateus 26.26-29

A Igreja Presbiteriana do Brasil adota a Confissão de Fé de Westminster, por assim entender que ela é a mais concisa confissão já produzida. Ela é pautada na Sagrada Escritura, por esse motivo é reconhecida como bíblica, totalmente centrada nas escrituras.

O capítulo XXIX da confissão trata sobre “Da Ceia do Senhor”, no Evangelho de Mateus no vigésimo sexto capítulo e vigésimo sexto a vigésimo nono versículo, encontramos o registro de Jesus Cristo ministrando a Ceia. O registro mostra que os discípulos estavam comendo, quando Jesus toma o pão e a parte, e o deu a cada um deles dizendo, tomai e comei isto é o meu corpo, em seguida Ele tomou um cálice e tendo dado graças o deu aos seus discípulos. O cálice de vinho representa o sangue de Jesus derramado em favor de muitos para remissão dos pecados.

A Ceia foi instituída por Jesus Cristo, nosso Senhor, encontramos esse fato declarado em três evangelhos, a saber, Mateus 26.26-26; Marcos 14.22-25; Lucas 22.19, 20 e também pelo apóstolo Paulo em sua primeira carta aos Coríntios 11.23-25 e permanece até hoje como um monumento da verdade da história evangélica com a qual está associado.

Esse momento, nós cristão faremos até a volta do nosso Senhor, que voltará para levar todo aquele que nEle crer, e viver para glória do nome do nosso Senhor e Salvador. Participar deste momento é extraordinário, o próprio Cristo Jesus convida a participarmos deste momento tão sublime.

A Ceia do Senhor é uma comemoração a morte de Cristo, a luz do fato de ser o pão um emblema de seu corpo quebrado, e o vinho de seu sangue derramado na cruz por nós, neste sentido comer o pão e de beber o vinho é declarado, tanto por Cristo quando por Paulo, ser feito em memória de Cristo Jesus e de manifestar sua morte até que Ele venha. Isso é um selo do pacto evangélico no qual todos os benefícios do novo pacto estão selados e aplicados aos cristãos.

Participar deste momento traz grande alegria ao coração, o privilégio de olhar para nosso Salvador e entender que a obra que fora feita na Cruz foi perfeita e agradou ao Pai, dando aos cristãos a garantia da salvação, neste sentido nossos pecados do passado, presente e futuro todos foram pagos, pois Cristo assume em nosso lugar a culpa.

A Ceia é muito mais que simples elementos, tem tal profundidade que nos alegramos com a morte e regozijamos com a ressurreição. Fazer parte do momento da Ceia é agradecer ao Senhor por sua obra perfeita. Glória ao nome do Senhor, toda honra, glória e poder, pertence somente a Ele.

Quando estamos em em comunhão com a natureza divina, estamos em comunhão com a pessoa do Filho de Deus em tudo que Ele é. Por ter comunhão com a natureza divina, tenho comunhão não somente com a natureza divina, mas também com a natureza humana, que está em perfeita unidade com a natureza divina, sem haver a natureza humana tomado para si mesma a habilidade de estar em todos estes diferentes lugares. Lembremos: em nenhum momento a natureza humana está separada da natureza divina; por isso, podemos afirmar a unidade das duas naturezas e afirmar a localização da natureza humana sem deificá-la. E a pessoa de Cristo pode estar presente em mais de um lugar, mais do que uma vez, por virtude da onipresença da natureza divina.

Portanto participar da Ceia do Senhor é olhar para Cristo e louvar ao Senhor, agradecidos por fazermos parte do reino do Pai por intermédio de Cristo.

Se você ainda não faz parte deste momento tão sublime, convido você a orar ao Senhor para que Ele conceda-lhe a graça de preparar-se para participar da Ceia do Senhor. Cristo convida você para fazer parte deste momento.

Cristo nos Deus vida, vida em abundância mas apenas para aqueles que estão em Cristo Jesus.

Que o Senhor o abençoe, hoje e para todo sempre.

Amém!

Rev. Cristiam Matos

Amar como Cristo Jesus

O maior mandamento que o Senhor nos dá, é o amor, Jesus Cristo ensino a como amar, assim como o Pai amou-nos primeiro. O apóstolo Paulo escreve sua carta aos efésios, conforme registro no quinto capítulo nos versículos vigésimo segundo a vigésimo nono. Nestes versículos Paulo apresenta a Cristo como o cabeça da igreja, o salvador.

O Senhor amou a igreja de tal forma que entregou a si para que a igreja tivesse vida. Jesus Cristo entregou-se de forma plena e perfeita, somos lavados e restaurados, por intermédio de Cristo. O amor que sentimos por Cristo foi dado a nós pela graça divina.

Jesus ensina que o amor é a fonte de restauração, pois quando amamos assim como Cristo amou, o casamento se torna centrado em Cristo, os filhos obedecem ao mandamento honrar os pais, a esposa ama o marido e torna-se sábia e edifica a casa.

O amor ensina a ser obedientes, humildes e entender que tudo o que temos, foi dado a nós por intermédio de Cristo.

A palavra de Deus é perfeita, boa e agradável, nela contém o mais sublimes dos ensinamentos, esse ensinamento que em meio a adversidades somos sustentados, fortalecidos e restaurados. Assim também podemos dar suporte a todos os que estão passando por dificuldades, tanto familiar como pessoal.

O apóstolo Paulo aplica o amor de Cristo em sua vida, ele foi expulso, preso, açoitado, julgado, mas sempre orou, ensinou com todo amor. Ele sabia que tudo o que estava acontecendo não teria nenhuma importância se fosse por amor a Cristo Jesus.

Neste sentido de forma extraordinária percebemos que se o amor de Cristo está em nossas vidas, é porque recebemos entendimento e o desejo de amar como Cristo amou. Talvez você esteja vivendo uma grande dificuldade ou passando por uma enorme tristeza. A cura para essa dor, não está em barganha, mas em olhar para Cristo, quando somos fracos, Cristo nos fortalece.

Cristo amou a igreja, salvou a igreja, santificou a igreja, purificou a igreja, através do amor, verdadeiro e puro sem esperar nada em troca, a não ser o desejo de agradar ao coração do Pai. Olhe para Cristo Jesus e vivamos como Cristo viveu, pois assim seremos fortalecidos e amaremos como Cristo amou-nos.

Que o Senhor o abençoe!

Rev. Cristiam Matos

O Senhor é a fortaleza – Salmo 27.1-14

Em momentos na vida por conta das adversidades nos sentimos totalmente sem energia, o salmista Davi faz este apelo registrado no vigésimo sétimo capítulo de Salmo. Aqui temos um apelo pessoal ao Senhor, expresso em face de prementes ataques. No terceiro versículo percebemos um quadro de ataque, que ele estava enfrentado, podemos pressupor que Davi está falando como rei, ou seja, seu país estava sendo atacado.

O texto mostra que a sua confiança não está em suas armas ou em seu poder militar, mas sim, no Senhor. Davi sabia que o General, Senhor dos senhores, Rei dos reis, tem todo poder, neste sentido sua confiança está no Senhor.

Nossa força estimada em nossa confiança é o maior erro que podemos cometer, sem Jesus Cristo somos fracos e permanecemos sozinhos sem forças. Um cristão não confia em si, ele confia no Senhor.

O Salmo de Davi, demonstra seu grande interesse em ter Deus ao seu lado, e ele estar ao lado de Deus. Claramente percebemos que Davi gostava de cantar, orar e esperar em Deus, de forma clara podemos observar essa afirmação em suas poesias.

Observe que o Salmo apresenta dois paralelos interessantes entre o salmista e Deus.

  1. Deus está com Davi, em paralelo, Davi está com Deus
  2. Davi fala a Deus, em paralelo, Deus fala a Davi.

A Escritura em suas traduções traz os seguintes temas como sugestão para o Salmo 27, “Com Deus não temeremos” (Nova Almeida Atualizada); Anelo pela presença de Deus” (Atualizada); “Confiança em Deus e anseio por sua presença” (Almeida / Século 21); “Minha Luz e Minha Salvação” (Derek Kidner).

A escritura traz todos os temas voltado para a confiança no Senhor, somente Ele é nossa fortaleza, rocha forte, O Deus forte, Príncipe da paz, Pai da eternidade. Davi expressa sua confiança no Senhor quando pergunta, “de quem terei medo?”. Nos versículos primeiros ao terceiro, Davi expressa que Deus está comigo, tendo Deus ao seu lado, Davi sentia-se seguro, protegido, guardado, “…de quem terei medo?” “…a quem temerei?” Davi considerava Deus como luz, salvação, fortaleza. E, mesmo que os malfeitores tentassem o destruir, ir contra ele, não haveria motivos para temer, pois Deus estava com ele, e isso fazia toda diferença. Os inimigos só podiam agir dentro do permitido por Deus. Nada acontece sem a permissão de Deus e permissão com determinação até onde poderia ir. Mas se Deus estava com Davi e observe que a ação vem do alto, agora Davi está com Deus, conforme os versículos quarto a sexto, Eu estou com Deus. A humanidade gota do que é belo, bonito, maravilhoso, por isso buscam, almejam tentam obter, alcançar. Davi considerava Deus maravilhoso e belo. Por isso, desejava intensamente Deus e se esforçava sobremaneira para viver ao lado de Deus em constante louvor.

Davi inicia a segunda parte do paralelo desta poesia de forma tão bela, o homem foi criado para ter relacionamento direto, para ter interação, e Davi confia de tal forma no Senhor que ele conversa com o Senho. Agora nos versículos sétimo a décimo encontramos Davi informando, Eu falo e Deus ouve. Davi crê que Deus está sempre atento, com os ouvidos voltados para ele, neste sentido o Senhor estava atento para ouvir sua oração. Que maravilho, extraordinário momento é falar com o Pai, nós falamos e Ele ouve. Davi falava e o Senhor ouvia. Em diversas vezes encontramos de forma triste relatos de pais que abandonaram seus filhos. Muitos pais abandonam seus filhos, mas, Deus jamais os abandonará. Deus nunca está ocupado demais para não ouvir o clamor de seus filhos. Observe que se Davi fala com Deus, então Deus fala e Davi obedece, conforme os versículos décimo primeiro ao décimo terceiro. Deus fala e eu obedeço, Davi respondia a Deus de uma forma maravilhosa, ele obedecia e andava nos caminhos do Senhor. Davi era coerente, Deus ouvia o seu clamor; Davi, por sua vez, ouvia a voz de Deus e se guiava pela Palavra do Senhor. Assim, Davi sentir-se fortalecido.

O décimo quarto versículo Davi faz um apelo a que outros sigam o exemplo do salmista, ainda que seja possível que esteja falando a si próprio como uma palavra de auto encorajamento. De uma fé forte no Senhor flui feitos poderosos em seu nome. O “coração” se situa no centro de sua vida como um todo. De todo o seu ser, ele está desejoso, como Josué conforme registro em Josué 24.15, que mostra seu desejo de servir ao Senhor.

Neste texto, o vigésimo sétimo capítulo do livro de salmo encontramos ensinamentos grandiosos para nossas vidas, Deus está com Davi e Davi está com Deus, encontramos a confiança que ele tinha no Senhor. Davi sumaria em três palavras o que o Senhor significava para ele, a saber, “luz, salvação e fortaleza”, conforme o primeiro versículo.

Como traz conforto e segurança saber que Deus está no controle de todas as coisas, é maravilhoso saber que Deus está ao nosso lado! Isso fortalece-nos e dá segurança, pois tudo está no controle de Deus, e isto significa que tudo o que nos acontece tem a mão providente de Deus por trás. Deus é bom o tempo todo, o tempo todo Deus é bom.

Esse texto traz um grande alerta ao homem, devemos tomar cuidado para não tratarmos Deus com indiferença. Deus é extraordinário, maravilhoso, perfeito Senhor, o único Senhor. Por isso, devemos querer viver intimamente com Deus. Nosso Senhor amou os seus de tal maneira que entregou o seu único filho e ensinou a todos como agradar ao Seu coração. O verbo que se fez carne, habitou entre nós. O Senhor amou a cada um, primeiro para que o amássemos, com todas as nossas forças, para louvor e adoração ao Seu Santo, Santo, Santo nome. É reconfortante, bom demais saber que Deus ouve nossa oração! Deus não nos rejeita. Pai e mãe podem rejeitar seus filhos, porém Deus, jamais rejeitaria os seus.

Mas será que temos disposição em ouvir a Palavra de Deus? Entendamos o verbo “ouvir” como sinônimo de “obedecer”. Se Deus ouve nossa oração, é justo que ouçamos e obedeçamos a Palavra do Senhor.

Que sejamos como Cristo Jesus, Ele falou com o Pai, o Pai o ordenou e Ele o ouviu, ou seja, obedeceu conforme fora ordenado. Viver no centro da vontade do Senhor é louvar, glorificar ao Senhor.

Que a graça do Nosso Senhor e salvador Cristo Jesus, o amor de Deus o Pai e a comunhão com o espírito Santo esteja sobre todos nós, hoje e para todo sempre. Amém!

Que Deus abençoe sua vida e vamos obedecer ao Senhor!

Rev. Cristiam Matos

Uma descoberta maravilhosa.

Uma descoberta maravilhosa. Lucas 24.6-8

A melhor notícia que poderia ser anunciada para o mundo é que o túmulo de Jesus Cristo estava vazio, nós não pregamos um Cristo que se encontra sepultado, mas o que vive, reina, o Cristo que está assentado a direita do Pai e está vivo pelos séculos dos séculos. A morte fora vencida por Cristo, Jesus é o Rei dos reis, Senhor dos senhores. Ele venceu e vive!

As mulheres ao chegar no sepulcro, observaram que a pedra não estava mais lá, havia sido removida, ao entrar elas viram que o corpo de Jesus não estava mais dentro do sepulcro. Um anjo ao aparecer para elas, lembrou-as das predições que lhes teria feito o Salvador quando ainda na Galiléia, isto é, que Ele seria entregue nas mãos de homens pecadores, que seria crucificado e que ressuscitaria ao terceiro dia. Os anjos avisaram que Ele não estava mais ali, tinha ressuscitado.

A ressurreição de Jesus Cristo é um fato histórico robustamente comprovado, tentaram acabar com essa verdade, tentaram e ainda tentam fazer com que isso tenha sido um mito contado, mas a verdade pura e simples é O Senhor está Vivo. Tentaram por meios de alegações dizer que os discípulos subornaram os guardas para retirar o corpo de Cristo e esconder, neste sentido poderiam sustentar a ressurreição sem a aparição. Porém Jesus depois de ressurreto apareceu para muitos, a saber, apareceu a Maria Madalena, às mulheres, a Pedro, aos dois discípulos no caminho de Emaús, aos apóstolos sem Tomé, aos apóstolos com Tomé, aos sete apóstolos no mar da Galileia, a uma multidão de 500 irmãos, a Tiago, a Paulo, a Estêvão e a João na Ilha de Patmos.

A conversa na Transfiguração foi sobre a sua morte, a qual havia de cumprir-se em Jerusalém. E, antes de sair da Galileia, Jesus deu aos seus discípulos instruções explícitas sobre a necessidade de sua iminente morte.

As mulheres ao entenderem que o corpo de Jesus não fora levado por homens, mas havia ressuscitado, as deixou-as maravilhadas, pois seu Senhor estava vivo, havia ressuscitado, não estava mais entre os mortos.

É muito provável que em suas mentes tenha passado a possibilidade de José de Arimateia com seus súditos tenha removido o corpo de Jesus, elas não sabiam que o sepulcro estava lacrado com o selo e nem dos guardas que montariam guarda para proteger o sepulcro de violações.

Observe que elas estavam maravilhadas, pois o que Jesus havia predito, se cumpriu. Jesus disse que ressuscitaria e ressuscitou. Glórias ao nome do nosso Senhor, pois Ele vive!

A ressurreição de Jesus é um fato revigorante, os discípulos, esmagados pelo desânimo, estavam preocupados e com medo, pois o seu Senhor já não estava no meio deles, neste sentido eles estavam acuados e com muito medo. Ao receberem a notícia que o Senhor não estava entre os mortos, que Seu corpo já não estava no túmulo, que o túmulo estava vazio, pois as mulheres foram contar a descoberta maravilhosa a eles, de forma poderosa foram transformados. Tornaram-se ousados, valentes e poderosos no testemunho, enfrentaram ameaças, açoites, prisões, morte e martírio sem jamais recuar. Eles não teriam morrido por uma mentira. Homem nenhum morreria para defender algo que não é real. A mudança dos discípulos é uma prova incontroversa da ressurreição de Jesus Cristo. Muitos dos discípulos morreram como mártires por causa dessa verdade. Ao longo dos quatro primeiros séculos, uma multidão de crentes morreu nas arenas e foram queimadas vivas por causa dessa verdade. Os apóstolos Pedro, André, Filipe, Bartolomeu, Tiago, filho de Alfeu, e Simão, o zelote, foram crucificados. Tiago, filho de Zebedeu, foi morto à espada, Tomé foi morto por uma lança, Mateus foi morto à espada, Tadeu foi morto por flechas. João, filho de Zebedeu, foi banido para a Ilha de Patmos.

A igreja cristã foi estabelecida sobre a pedra fundamental a rocha desta verdade, todas as nações, raças, línguas e povos uniu-se em torno desta verdade extraordinária.

A fala dos anjos foi uma lembrança do ensino sobre a ressurreição que Jesus, da mesma forma que aconteceu no seu nascimento, os anjos anunciaram a ressurreição de Jesus.

Os anjos levam essas mulheres de volta às palavras de Cristo, quando Ele falou claramente sobre sua crucificação e ressurreição no terceiro dia: “Lembrai-vos de como vos preveniu, estando ainda na Galileia, quando disse: Importa que o Filho do homem seja entregue nas mãos de pecadores, e seja crucificado, e ressuscite no terceiro dia” (24.6b,7). A exortação angelical foi eficaz, pois elas se lembraram imediatamente das palavras de Cristo.

No caminho para a sepultura de Cristo elas estavam preocupadas de como entrariam no sepulcro, com certeza elas não estavam sorridentes, pois estavam indo ver o seu Senhor morto, mas ao chegarem lá, descobrem de forma maravilhosa que seu Senhor estava vivo, então elas retornam com muita alegria, regressam maravilhadas, pois nosso Senhor vive.

Nos alegremos com a vitória que o Senhor Jesus Cristo nos concedeu, sua morte nos trouxe vida, sua ressurreição concedeu a nós o perdão, a salvação. Que dia gloriosos será aquele quando Cristo voltar.

Essas verdades e alegria não é concedida a nós pelos nossos querer, mas é Cristo quem nos concede, oremos para que a mesma alegria da descoberta dessas mulheres, entre em nossos corações ao ser alcançados pelo Senhor.

Que o Senhor nos conceda a graça de alegrarmos nEle!

Deus abençoe as nossas vidas! 

Rev. Cristiam Matos

Reforma Protestante 504 anos

No dia 31 de outubro de 2021 completa 504 anos que a reforma protestante foi anunciada, nesta pastoral apresentaremos um panorama geral da teologia reformada. Antes da reforma dar início temos os pré-reformadores, eles deram origem e lideraram movimentos contra as práticas e ensinos contrário aos ensinos bíblicos. Antes da Reforma Protestante que começou a tomar forma a partir de 1517, quando o monge alemão Matinho Lutero fixou suas 95 teses na capela de Wittemberg.

Os pré-reformadores conhecidos no século 16 foram Wycliffe (1325-1384) e John Huss (1372-1415). John Wycliffe era um sacerdote na Inglaterra, professor na Universidade de Oxford, se levantou contra pontos centrais dos dogmas adotados pela Igreja Medieval. Ele protestou contra as irregularidades do clero, rejeitou os ensinos acerca da transubstanciação na Ceia do Senhor, do purgatório, do celibato e até das indulgências. Também pregou contra as superstições e sincretismos que inundavam a Igreja da época, como a fé em relíquias sagradas, peregrinações com propósitos místicos e veneração de santos. John Wycliffe foi muito perseguido por conta de suas ideias, mas acabou morrendo devido a uma enfermidade. Alguns anos depois de sua morte, John Wycliffe foi condenado como herege pela Igreja no Concílio de Constança. Seus restos mortais foram exumados e queimados, para que lhe fosse aplicada a sentença mesmo depois de morto. Os seguidores de John Wycliffe ficaram conhecidos como “Os Lolardos”, e valorizavam a Bíblia como regra de fé e pratica.

John Huss era um sacerdote na Boêmia, professor da Universidade de Praga, e foi muito influenciado pela obra de John Wycliffe. John Huss defendia que o cabeça da Igreja é Cristo e pregava que essa Igreja deveria ser mais e mais semelhante à Cristo. Além disso, entendia que as Escrituras possuem autoridade suprema, acima de tudo e todos. Ele acabou sendo condenado como herege pelo Concílio da Igreja e sentenciado à fogueira, onde morreu cantando salmos. Os seguidores do John Huss ficaram conhecidos na História de Igreja como Irmãos Boêmios, que se tornaram precursores de outro importante grupo protestante conhecido como Irmãos Morávios. Certamente os pré-reformadores foram homens levantados por Deus para protestar com coragem num período em que a Igreja havia se distanciado da verdade das Escrituras, e que acabaram contribuindo de forma muito importante para a Reforma Protestante no século 16.

A reforma protestante tem como seu ponto central a Escritura Sagrada, o apóstolo Paulo escreve sua segunda carta a Timóteo no terceiro capítulo e no décimo quarto versículo a décimo sétimo versículo a importância das escrituras, pois ela fora inspirada por Deus. A Sagrada Escritura contém a voz do Senhor, ela é boa para edificar, exortar, corrigir, educar na justiça e traz a salvação por intermédio de Cristo Jesus.

A Escritura Sagrada contém palavras de Salvação a Sã Doutrina, nós como servos dos Senhor somos chamados para sermos perfeitos e perfeitamente habilitados para toda boa obra. Jamais seremos perfeito, mas, se vivermos pela palavra e andarmos em Cristo Jesus, seremos santificados dia após dia e com toda alegria, aguardaremos o grande dia. Por isso devemos voltar-nos para Cristo e a Sagrada Escritura contem a vontade do Senhor e verdades sobre nosso salvador. Que Deus abençoe sua vida e que a maravilhosa graça e o irresistível chamado do Senhor esteja em você, em nós todos.

Que a Salvação em Cristo Jesus chegue até aos seus escolhidos através do verdadeiro evangelho encontrado na Sagrada Escritura.

Louvado Seja o Senhor nosso Salvador Cristo Jesus.

Rev. Cristiam Matos.

 

Uma triste Caminhada.

O Evangelho de Lucas no vigésimo quarto capítulo encontramos o registro da ressurreição de Jesus Cristo, a aparição aos discípulos e o momento em que Ele é levado para o Céu. Lucas registra que no domingo bem cedo as mulheres foram ao túmulo, levando os perfumes que haviam preparado, esse dia não começou como um dia de muita alegria. Era um dia de profundo pesar no qual havia trabalho a realizar. Se lembrarmos do clima, muito provavelmente o corpo já estaria em decomposição. Por isso as mulheres foram ao túmulo com o propósito de ungir o corpo de Jesus com as especiarias e perfumes que tinham preparado.

O judeu acreditava que o corpo voltava para a terra, mas o espírito se dirigia para Deus, o motivo de se ungir o corpo com especiarias, era para que o espírito chegasse limpo na presença de Deus.

O que elas estavam fazendo certamente demonstrava amor e devoção, a Jesus Cristo, mas, demonstra com muita ênfase a falta de fé. Elas deveriam ter lembrado das reiteradas promessas do Salvador de que Ele ressuscitaria “ao terceiro dia”.

O primeiro dia começava no anoitecer do sábado. Marcos dá a entender que as mulheres compraram as especiarias ao anoitecer de sábado, já que o shabat, começa no pôr do sol de sexta e termina no pôr do sol de sábado. Muito provavelmente elas foram à sepultura bem cedo, pois seria uma hora que elas não seriam perturbadas por outros.

A sepultura naquela época, era uma gruta escavada na rocha sólida. Na frente se rolava uma pedra circular para evitar a entrada de estranhos. Essa pedra era extremamente pesada, qual necessitava de um grande esforço para ser rolada. As mulheres ficaram surpresas ao encontrar a sepultura aberta.

O texto deixa sinais de que as mulheres não tinham ouvido que o túmulo seria selado e guardado. Pôncio Pilatos ordenou que os guardas, cuidassem para que o tumulo não tivesse o selo violado, nem que os discípulos levassem o corpo de Jesus.

No caminho para o túmulo as mulheres manifestavam preocupação com a pedra. Encontramos esse relato conforme consta no evangelho de Marcos. Assim está escrito: “Mas diziam entre si: Quem nos removerá a pedra da entrada do túmulo?”

Elas não precisavam se preocupar com isso, pois Cristo já não estava mais lá a pedra já havia sido removida, de dentro para fora. Então quando elas chegam onde Jesus fora sepultado, notaram que a pedra já estava removida. As mulheres entraram no túmulo, porém não acharam o corpo de Jesus. Ao entrarem, as mulheres não acharam o corpo do Senhor Jesus! O túmulo estava vazio.

As mulheres não tinham a mais vaga ideia do que tinha acontecido, é obvio que não havia planos da parte dos discípulos de removerem o corpo de Cristo Jesus, assim como os líderes judeus estavam alegando. Talvez elas tivessem cogitado a hipótese de que José e seus auxiliares tivessem levado o corpo para um lugar mais seguro.

No momento em que elas estavam no sepulcro, apareceram dois varões ou anjos como encontramos na tradução, e eles dizem as mulheres, “Jesus ressuscitara”. Duas testemunhas estiveram com Jesus na Transfiguração e na ascensão.

Jesus havia prometido que ressuscitaria e ressuscitou!

A luz deste texto podemos concluir que em muitos momentos vivemos uma triste caminhada, pois esquecemos das promessas do nosso Senhor e Salvador, o próprio Cristo anunciou que seria morto e ressuscitaria, mas, esqueceram da promessa do Senhor. Ele disse que da mesma forma que subiu aos céus voltaria para buscar-nos. Ele voltará, pois, sua palavra não mente nem volta atrás.

O cristão sabe que seus pecados são perdoados, pois se o Pai não tivesse ficado satisfeito com a expiação feita por seu Filho, por nossos pecados, Ele não o teria ressuscitado dentre os mortos.

O nosso Senhor vive e reina, Ele está voltando para buscar-nos. Tenha fé no Senhor e o mais Ele fará.

A caminhada de alguém somente será triste se estiver sem Cristo, pois se estivermos com Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador, aquele que vive, teremos alegria pois somos servos do Deus vivo que reino para todo sempre.

Que o Senhor te abençoe e que Cristo Jesus reine em sua vida, vivamos para a glória dEle.

Rev. Cristiam Matos