Andando em Humildade como Jesus

Esta devocional será sob o tema Andando nos Passos de Jesus, cuja fonte será o livro de Larry McCall, publicado pela Editora Fiel. O subtítulo será Andando em Humildade como Jesus.
Quando alguns magos vieram do Oriente a Jerusalém, em busca de Jesus, o Rei dos judeus, não o encontraram num palácio cercado por grande pompa, berço de ouro, utensílios caríssimos etc. Na verdade, encontraram Jesus, o eterno Filho de Deus, em um estábulo designado para animais.
Aquele que convida os homens: “Vinde a mim… …aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração…”, teve uma vida de humildade desde o seu nascimento até a morte, e morte de cruz. Andemos em humildade, à semelhança de Jesus.

Precisamos definir o que significa humildade, a escritora Larry McCall cita a definição do dicionário Webster’s: “Paciente e manso; não inclinado a irar-se ou ressentir-se; amável e dócil.” Nesse sentido, Jesus foi a própria encarnação da humildade. Você é uma pessoa com essa descrição?

O texto nos ensina sobre as atitudes e ações, demonstrando que Jesus era humilde em suas atitudes e ações, a palavra de Deus escrita, ou seja, a Escritura Sagrada apresenta-nos Jesus como alguém humilde, conforme registro na carta do apóstolo Paulo aos Filipenses 2.5-8. É muito importante lembrar, que Jesus já existia desde toda a eternidade antes de nascer entre os homens e, apesar de sua existência eterna, não reivindicou esta posição para si, nem exigiu esta glória enquanto andou sobre a face da terra. Embora “subsistindo em forma de Deus”, esvaziou-se dessa posição e assumiu a forma de “servo”. Ele veio para servir e dar sua vida em resgate de pecadores. Jesus submeteu-se completamente à vontade do Pai até o ponto de, completamente humilhado, desejar e permitir ser levado à cruz para morrer como grande pecador, embora não o tivesse sido.
A humilhação de Cristo consistiu nesses pontos fundamentais: o Rei dos reis desceu da sua glória, nasceu como homem, tornou-se servo obediente, foi levado à cruz como pecador maldito, experimentou a morte e foi sepultado.
A humildade de Jesus também é vista no episódio em que lava os pés dos discípulos. Antes da Festa da Páscoa, sabendo Jesus que estava chegando sua hora, durante a ceia, lavou os pés dos discípulos, conforme registro no evangelho de João 13, inclusive de Judas. Lavar os pés antes de uma refeição era uma questão de higiene, e era feito pelos escravos mais humildes. Embora sendo o Filho de Deus, Mestre e Senhor, Jesus realizou o serviço mais simples que um escravo podia realizar. Jesus não se importou em realizar a tarefa mais simples de um escravo, inclusive a favor de Judas, o traidor. Você faria isso?

A pergunta que devemos fazer de acordo com o texto é; Como a humildade de Jesus deve nos impactar?
Na carta aos Filipenses 2.5 começa com as seguintes palavras: “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele…” Se o nosso relacionamento com Deus está fundamentado inteiramente na obra e na Pessoa de Cristo, segue-se que devemos ser humildes à semelhança de Jesus. Observemos os pontos de destaque de Filipenses 2.3: “Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo.”
Partidarismo não gera união, ao contrário, promove a divisão; devemos agir para que haja união, Jesus uniu os pecadores e formou a Igreja.
Vanglória é desejar algo que pertence somente a Deus, desejo de vanglória é desejo de ser adorado como Deus. Devemos fazer todas as coisas para a glória de Deus, Jesus deu toda glória a Deus.
Consideramos os outros superiores a nós mesmos quando reconhecemos que não somos melhores do que os outros, e também quando abrimos mão de nós mesmos, até do nosso direito, por amor ao Reino. Só pela graça!
Estamos dispostos a esvaziar-nos de nós mesmos e dos nossos interesses por amor aos outros como fez Jesus?
Estamos dispostos a servir uns aos outros, como fez Jesus?
Se andamos com Jesus, devemos ser humildes como Jesus!

A luz de tudo o que vimos aqui neste texto, convido você a refletir em quatro perguntas:

  1. Sabemos definir o significado de “humildade”?
  2. Por que deveríamos considerar a humildade como uma característica essencial na vida de alguém que anda com Jesus?
  3. De que maneira Jesus demonstrou ser alguém humilde e manso?
  4. De que maneira a humildade de Jesus deve afetar o relacionamento entre os irmãos na comunhão da Igreja?

Rogo ao Senhor, que nossos sentimentos leve-nos a ser como Jesus Cristo, humildes, mansos, verdadeiros adoradores do Pai. Que dia após dia sejamos levados a parecer com Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador.

Louvado seja o nome de Jesus Cristo, hoje e por toda a Eternidade!

Uma semana abençoada!

Rev. Cristiam Matos

 

A verdadeira grandiosidade.

Quem a si mesmo se exaltar será humilhado; e quem a si mesmo se humilhar será exaltado” – Mt 23.12

A humanidade anseia por glória. Todas as pessoas querem ser alguém que se destaca dentre a multidão ou, pelo menos, desejam ser consideradas acima da mediocridade (mediano); de certa forma é este pensar que as motiva para melhorarem e ultrapassarem seus próprios limites com a finalidade de suplantarem umas às outras e deixar algo para ser lembrado para a posteridade. 

Jesus parece ir na contramão deste pensamento. Em sua visão do reino de Deus quanto menor, mais humilde, mais serviçal for a pessoa, tanto maior será a sua grandeza interior, a sua alma elevada, o seu amor que se doa sem esperar retribuição ou reconhecimento. Pode parecer fácil ser assim, mas não é: enquanto no mundo as pessoas querem competir umas com as outras, no reino a proposta é vencer a si mesmo – seus próprios medos, sua vontade em ser servido, sua capacidade de aquietar-se num espírito de submissão. 

Sobre esta exaltação pessoal, em valorizar-se acima dos demais, Jesus contou uma parábola sobre como comportar-se numa festa de casamento. Ele começa dizendo que um homem foi convidado (portanto estava no local onde deveria) e imaginou que era “próximo” do noivo o suficiente para sentar-se num dos principais lugares. Porém o dono da festa encontrou um convidado mais digno e ordenou que aquela pessoa saísse do lugar onde estava para cedê-lo ao convidado mais digno (Lc 14.7-9). Em outra ocasião, Jesus contou outra parábola (ele gostava de contar histórias…), agora sobre dois homens que sobem ao templo com a intenção de orar. Um era fariseu – homem que se orgulhava de sua religiosidade, das longas horas passadas em oração, dos dois dias semanais de jejum que realizava, da forma “santa” como procedia todos os dias, até mesmo de ser fiel dizimista! O outro era um publicano – homem dedicado a cobrar impostos de seus compatriotas, considerado como traidor da nação e pecador execrável que, aos seus próprios olhos era indigno e carecia da misericórdia de Deus. O primeiro fez uma oração para exaltar suas virtudes e para julgar a vida do publicano; o segundo sequer se aproximou do templo ou ousou olhar para o céu enquanto orava pedindo o favor divino. Quem foi justificado? Certamente não foi aquele que se ufanou dos seus próprios feitos… (Lc 18.9-14). 

O que define a grandeza de um homem? Seu entendimento de valor a seu respeito? O reconhecimento das pessoas que estão ao seu redor? As ações espetaculares e fora do comum que realiza? Talvez isto defina a grandeza de um homem segundo os valores deste mundo; porém, o que define a grandeza de um filho de Deus é ser obediente, aquietar-se diante da vontade do Senhor e dispor-se a servir ao próximo com amor. É o Senhor quem há de dar o devido valor aos seus servos bons e fiéis (Mt 25.21), e ele jamais esquecerá o serviço prestado aos santos (Hb 6.10). 

Um bom e abençoado dia!

Rev. Joel