À glorificação, seremos salvos

1 Tessalonicenses 4.17

“Depois, nós, os vivos, os que ficamos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor”.

A nossa salvação está consumada na justificação. É um processo na santificação e é uma obra futura na glorificação. Assim, podemos dizer que já fomos salvos, estamos sendo salvos e seremos salvos.

Embora na mente e nos decretos de Deus a nossa glorificação seja um fato absolutamente seguro, ela se concretiza na segunda vinda de Cristo, quando os que dormiram em Cristo ressuscitarão com um corpo glorificado e os que estiverem vivos serão transformados e arrebatados para o encontro com o Senhor nos ares.

As primeiras coisas, então terão passado, pois já não haverá mais pranto, nem luto, nem dor.

A glorificação é a consumação da nossa redenção, quando receberemos, na segunda vinda de Cristo, um corpo novo, incorruptível, glorioso, poderoso, semelhante ao corpo da glória de Cristo. Então, reinaremos com Cristo, pelos séculos sem fim, desfrutando das venturas celestiais.

Na justificação fomos salvos da condenação do pecado, na santificação estamos sendo salvos do poder do pecado e na glorificação seremos salvos da presença do pecado. 

Oh! Que gloriosa salvação! Bendito seja Deus!

Reinaremos com Cristo para sempre e nos deleitaremos nEle por toda a eternidade.

Somente em Cristo temos a solução espiritual para o passado, o presente e o futuro. Somente Ele pode libertar do passado, dar o significado no presente e a garantia para o futuro. Assim podemos concluir que tivemos passado redimido, temos um presente consentido e nosso futuro está garantido.

A luz desta devocional podemos concluir que:

Na justificação, já fomos salvos, nos decretos de Deus, antes mesmo da criação do mundo, nosso Deus já havia determinado, mas é apenas para os creem em Cristo.

Na santificação, estamos sendo salvos, à medida que progressivamente estamos sendo transformados à imagem de Cristo. Neste sentido a vida do homem é transformada dia após dia.

Na glorificação, seremos salvos, visto que, na segunda vinda de Cristo, seremos transformados e receberemos um corpo de glória para reinarmos com Jesus para todo o sempre.

O Cristo Jesus que justifica, também santifica e finalmente glorifica.

Confie em Jesus Cristo, firme sua vida na Verdade, ou seja, na Escritura Sagrada.

Que o Senhor abençoe sua vida. Que sua alegria se firme em Jesus Cristo nosso Senhor e Salvador.

Rev. Cristiam Matos.

 

 

Vencendo a Frustração

Muitas pessoas já experimentaram o sentimento de tristeza, talvez, quando um sonho não foi realizado, um planejamento não fora alcançado, ou algum outro motivo. Quando esse sentimento aparece o conhecemos como frustração, normalmente, ocorre quando expectativas não são alcançadas. Quando encontramos esse sentimento em nossas vidas e alguém nos pergunta o que houve, respondemos que estamos decepcionados, desencantos, desapontados, desgostosos, desiludidos ou até mesmo insatisfeitos.

 Na Escritura Sagrada encontramos alguns exemplos de frustração, uma delas está no contexto familiar, Ana, experimentou frustração porque não podia gerar filhos. Seu sentimento de tristeza, fora muito profundo. Elcana era seu marido e fazia de tudo para agradar a esposa, mas todo esforço parecia não obter resultados positivos, no livro de Primeira Samuel no primeiro capítulo e oitavo versículo, encontra-se o relato de Ana: “Ana, por que choras? E por que não comes? E por que estás de coração triste? Não te sou eu melhor do que dez filhos?”. Ela estava frustrada, porque o filho desejado não chegava.

Outro exemplo é Jacó, se casou com a mulher errada, quando conheceu Raquel, ele ficou tão apaixonado que aceitou trabalhar sete anos pelo direito de casar-se com a filha de Labão. Contudo, quando chegou o tempo de receber Raquel por esposa, o pai da moça lhe entregou Lia, a filha mais velha. Imagine a frustração, decepção, quando “ao amanhecer, viu que era Lia” com quem se casou. “ao amanhecer, viu que era Lia. Por isso, disse Jacó a Labão: Que é isso que me fizeste? Não te servi eu por amor a Raquel? Por que, pois, me enganaste?” (Esse registro encontramos no livro do Gênesis vigésimo nono capítulo e vigésimo quinto versículo). Jacó não alcançou de imediato o casamento dos sonhos.

Marta e Maria também sentiram tristeza, frustração, com a morte de Lázaro. Jesus foi avisado da enfermidade de Lázaro, mas levou vários dias para Ele chegar, e quando chegou, Lázaro já estava sepultado há quatro dias. Esse registro encontramos no Evangelho Segundo João décimo primeiro capítulo do vigésimo primeiro ao trigésimo segundo versículo: “Disse, pois, Marta a Jesus: Senhor, se estiveras aqui, não teria morrido meu irmão.”; …. “Quando Maria chegou ao lugar onde estava Jesus, ao vê-lo, lançou-se lhe aos pés, dizendo: Senhor, se estiveras aqui, meu irmão não teria morrido.” Elas estavam frustradas, porque a tão esperada cura do irmão não aconteceu.

Nesses três relatos, todos sentiram-se frustrados, pois a plenitude de satisfação não fora alcançada, Ana não conseguia gerar filhos, Jacó casou-se com a mulher errada, Marta e Maria viram o irmão morrer.

Mas, onde está a origem desses problemas apresentados, para que eles se sentissem frustrados? Como podemos vencer essas frustrações?

Os três relatos apresentados na Escritura Sagrada, mostram que todos focaram a atenção e depositaram suas esperanças em um sonho que podia ou não ser realizado, alcançado, em algo que podia ou não dar certo. E quando não aconteceu como estavam esperando, veio a frustração.

O maior segredo está onde você deposita sua esperança, há uma enorme diferença em depositar a esperança de plenitude de satisfação num sonho que pode ou não se tornar realidade, comparado à plenitude de satisfação a ser encontrada seguramente e plenamente em Deus. 

Quando o foco de sua plenitude de satisfação, passa a concentrar-se em Deus, Jesus Cristo, nosso Senhor e não mais em seus sonhos pessoais, a frustração desaparece.

Ana assumiu o compromisso com Deus de tornar-se bênção para outras pessoas caso Deus lhe desse um filho, e abriu mão do filho por amor ao Reino de Deus. Quando fez isso, a frustração foi embora, conforme está registrado no livro de Primeira Samuel capítulo primeiro e décimo oitavo versículo. “…a mulher se foi seu caminho e comeu, e o seu semblante já não era triste”.

Jacó tornou-se rico e teve uma família grande, tendo se casado também com Raquel, a quem amava, alcançando sucesso no trabalho e na família. Contudo, algo lhe faltava, até que entendeu que mais importante do que qualquer sucesso nesta vida, precisava sentir plenitude de satisfação em Deus. Por isso, lutou com um anjo de Deus, esse registro encontra-se no Livro do Gênesis trigésimo segundo capítulo e vigésimo sexto versículo: “Não te deixarei ir se me não abençoares.” O foco de Jacó passou a ser Deus.

Marta e Maria não compreenderam de início que enfermidade de Lázaro, era para a manifestação da glória de Deus, até o dia em que Jesus chegou, mesmo depois de Lázaro ter sido sepultado há quatro dias, e o ressuscitou.

Que extraordinário entender que ao focar no Senhor essas frustações se vão, à luz disso tudo, concluímos que a frustração se faz presente quando o foco da vida de alguém, está errado, está centralizado num sonho pessoal e que pode ou não ser realizado. Quando a plenitude de satisfação é buscada em Deus e na glória de Deus, no Rei dos reis, Senhor dos exércitos a frustração desaparece, pois Deus preenche e completa os anseios mais profundos do coração e da alma. NEle temos plena satisfação.

O salmista Davi no Livro dos Salmos no décimo sexto capítulo e décimo primeiro versículo encontramos de forma extraordinária onde encontramos a plenitude de alegria. “…na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra, delícias perpetuamente.”

Nossa plenitude de alegria está no Senhor! Louvado seja Deus!

Que o Senhor os abençoe ricamente e nosso plenitude de alegria esteja nEle.

Amém!

Rev. Cristiam Matos

Como devemos orar – Mateus 6.5-13

No Evangelho Segundo Mateus, encontramos o ensinamento de como devemos orar. Neste registro Jesus alerta-nos que não se deve orar como os hipócritas. Esse termo tem o significado de fingir, dissimular os verdadeiros sentimentos.

Algumas pessoas e alguns líderes religiosos, queriam ser reconhecidos como “Santos”, a melhor maneira era fazer em pé com voz audível e publicamente. Os homens nunca serão capazes de reconhecer a verdadeira intenção do coração, porém Jesus, conhece.

Jesus ensina a orar sem a repetição de palavras, repeti-las como um mantra ou talvez um jeito de encantamento, não fará com que o Senhor atenda a essa oração. Não está errado repetir as mesmas palavras uma e outra vez, porém a condenação aqui está nas repetições corriqueiras, das quais não saem do coração de uma forma sincera.

Jesus ensina como devemos orar, da forma que agrada ao Pai, ao Seu coração. Observe que as frases têm profundo significa de adoração ao Senhor:

“Pai Nosso que está nos céus”, indica adoração ao Deus trino, majestoso, santo, detentor de todo poder, amoro e o Deus pessoal.

“Venha o Seu reino”, faz uma referência ao reino espiritual, o reino que fora anunciado no pacto com Abraão, presente no reinado de Cristo, no coração de cada crente, e será completado quando a maldade for destruída e Ele estabelecer o novo céu e a nova terra.

“Faça-se a tua vontade”, neste momento estamos dizendo ao Senhor que somos fracos e precisamos dEle, pois a vontade do Senhor é boa perfeita e agradável. Somo falhos e precisamos do direcionamento do Senhor para as nossas vidas. Jesus quando esteve orando antes de ser levado para a cruz, orou dizendo ao Pai, que a Sua vontade se cumprisse. O nosso desejo, deve ser em agradar, fazer a vontade do Senhor.

“Nosso pão cada dia dá-nos hoje”, essa palavra é extraordinária, continuamos reconhecendo que precisamos do Senhor, que somos dependentes dEle, que confiamos em Sua providência. Tudo o que necessitamos será provido por Ele. Estamos reconhecendo que Ele é nosso supremo pastor. 

“Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores”, o perdão é vital na vida do cristão, nós devemos perdoar verdadeiramente aqueles que nos ofendem, que nos causam o mal. O cristão não pode guardar rancor ou mágoa, jamais pode proferir palavras de maldição a alguém. Jesus ensina que devemos perdoar, o maior mandamento que temos, é amar uns aos outros.

“Não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal”, mais uma vez estamos demonstrando nossa fraqueza e dependência do supremo Pastor, suplicamos para o Senhor guarda-nos, socorrer-nos, pois, sem Ele não seremos capazes.

“Pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém!” A oração termina adorando ao Senhor dos Senhores, Rei dos reis, reconhecendo a sua majestade, glória e poder hoje e para todo o sempre. A adoração pertence somente a Ele. Nossa oração deve ser em adoração, louvor e glória ao Senhor.

A maior motivação que temos ao orar, está em adorar ao Senhor, reconhecendo que Ele é nosso supremo pastor, e que tudo o que fazemos é para a glória dEle.

Jesus Cristo venceu a morte, venceu o mau, entregando a sua vida para dar-nos vida. O nosso Senhor vive e está voltando para buscar o Seu povo, um povo exclusivamente Seu. Rendamos glórias ao seu Santo nome.

Que as nossas orações glorifiquem a Jesus Cristo, hoje e para todo o sempre!

Rev. Cristiam Matos

Senhor, usa-me como um intercessor – Ezequiel 22.12-30

O esquecimento de Deus é a causa de todos os pecados de uma cidade ou de um povo. Os pecados de Jerusalém foram elencados como crueldade, idolatria, desprezo aos pais, opressão aos estrangeiros, maus tratos aos órfãos e viúvas, desprezo as coisas santas, profanação do sábado, promoção de intrigas para derramar sangue, tramar perversidade, incesto, adultério, subornos, usura e extorsão.

Agora precisamos fazer uma pergunta: Qual é a origem de tudo isso?

O versículo 12 nos responde; “De mim te esqueceste, diz o Senhor”. Quando não se dá atenção ao que é de Deus, aquilo que Deus ordena, proíbe, aprova, condena, quando não reconhecem seu olhar, poder, juízo, a prestação de contas diante dEle. Isso leva as pessoas a cair em todo o tipo de pecado, lascívia e transgressão. O esquecimento de Deus é a causa de todos os pecados.

No versículo 30 Deus está buscando alguém que tapasse o muro, a expressão no hebraico é “um tapume que tapasse”, as palavras são metafóricas, e essa metáfora foi extraída das vinhas, que costumava ter cercas e tapumes sobre elas para protegê-las de tudo que lhe pudesse causar dano.

Os Judeus eram a vinha de Deus e Ele o tinha cercado e coberto, pois eles eram o jardim de Deus. A cerca, tapume ou muro sobre seu povo era a sua proteção sobre ele.

O tapume qual o Senhor está colocando é a Boa Doutrina, Adoração Pura, Boas Leis, Bons Profetas, Homens de Oração, para preservá-los de todo erro, opiniões corruptas e pagãs, cuja aceitação era um perigo.

Deus forneceu aos Judeus, palavras certas, testemunhos seguros, oráculos vivos, mandamentos fiéis, pelo qual deviam julgar todas as doutrinas e opiniões.

O Senhor coloca que apesar dos muitos graves pecados que abundavam em Jerusalém, se Ele tivesse encontrado algum justo, com oração fervorosa, procurado tapar o muro, como Moisés, que se colocou na brecha, brecha que o pecado ali causara, levantando-se zelosamente contra o mal, buscando a reforma da cidade, Ele não teria prosseguido com os juízos. Se ali tivesse havido um único profeta além de Jeremias, uns poucos sacerdotes, um ou dois príncipes piedoso, umas poucas pessoas de oração, o Senhor não teria prosseguido.

Não é suficiente falar dos homens a Deus, é necessário falar de Deus aos homens. A vida de oração é o balsamo do cristão, mas isso não nos desobriga da responsabilidade da evangelização. Todas as pessoas chamadas por Deus para a salvação são enviadas por Deus a proclamar a salvação. Uma vida de oração produz cristãos que proclamam a palavra de Deus, para a glória de Deus. Cumprindo assim o ide.

Nosso maior exemplo de intercessão é sem dúvida, Jesus Cristo, a bíblia diz que Ele está sempre intercedendo por nós junto do Pai. Durante todo o Seu ministério aqui na terra, Cristo orava especialmente por seus discípulos, para que estivessem prontos para a grande missão de pregar o evangelho.

Em sua última noite com os discípulos Jesus intercedeu, pedindo ao Pai para proteger os discípulos, pedindo que eles vivessem em união, por todos que no futuro iram crer nEle. Para permanecerem todos perfeitamente unidos com Deus e uns com os outros.

Os homens mais ilustres da história sacra, desde as eras mais remotas, foram homens de oração, intercessores fervorosos. Abraão orou por Sodoma, e antes de destruir Sodoma livrou seu sobrinho Ló. Deus estava para destruir a multidão rebelada no deserto, quando Moisés clama aos céus, dizendo, “Agora, pois, perdoa-lhe o pecador; ou se não risca-me, peço-te, do livro que escreveste”.

As grandes intervenções de Deus na história são realizadas em resposta às orações do Seu povo, que ora conforme a vontade do Pai.

Rogo a Deus que inflame nosso coração para sermos intercessores, um verdadeiro reparador de brechas, não deixe esse fogo apagar em seu peito.

Diga ao Senhor, eis-me aqui, usa-me como um intercessor, para a glória do Seu Santo nome.

Quando você se coloca diante de Deus, e pede para Ele usá-lo como intercessor, Ele também o usará como testemunha do evangelho.

Diga ao Senhor, eis-me aqui, usa-me como uma testemunha do evangelho.

Rev. Cristiam Matos

Adorar a Deus – Jó 1.20-22

Jó adora ao Senhor com todas as forças de sua vida, percebemos isso em sua declaração, se Deus deu, Ele pode tomar e continua sendo Deus.

Jó sabia que suas conquistas entre o berço e a sepultura não tinha nenhum valor, pois Deus está acima de todas as coisas.

A sua integridade e retidão o faz servo fiel a Deus, independente dos acontecimentos, ele era fiel ao Senhor.

Esta passagem nos mostra, que em meio as provações e sofrimentos, Deus está ao nosso lado, nos ensina que devemos ser fiéis somente a Ele. Por esse motivo o amor deve ser sincero, com o coração, de forma íntegra, até o final. Glorifique a Deus em todos os momentos e circunstâncias. O adore sempre!

Deus havia feito Jó seu filho através da graça redentora. Cristo Jesus, foi cem porcento homem e cem porcento Deus, em sua forma humana, Ele sente frio, cansaço, dor, é humilhado e tentado de todas as formas.

Cristo Jesus é fiel ao Pai de tal forma que vence as tentações, quando sua morte na cruz se aproxima, Ele pede ao pai, que se fosse possível, que o cálice fosse passado, porém Cristo faz a seguinte declaração, que seja feita a vontade do Pai.

Cristo morre a nossa morte, seu sangue nos lava, Ele é fiel até a morte e morte de cruz.

Nós somos feitos a imagem e semelhança de Deus, como discípulos sejamos fiéis ao Senhor nosso salvador. Nós também somos feitos filhos do Pai, através da graça redentora.

O primeiro capítulo de Jó traz a resposta para nossa pergunta, qual fazemos em algum momento na vida; Qual o significado da fé?

O Significado da fé é adorar a Deus em todas as circunstâncias. O homem temente a Deus tem algumas virtudes em evidência. Ele é integro e reto, de caráter inquestionável, e de retidão diária. Guia pelos caminhos do Senhor a sua família, ensinado, orando e sendo exemplo no lar. Virtude que todo sacerdote do lar deve ter.

Fica um grande desafio para você, adore a Deus, como Cristo Jesus o fez. Pois somos discípulos do Senhor. Não deixe que as circunstâncias lhe afastem dEle.

Que Deus abençoe sua vida.

Rev. Cristiam Matos

Seguros no Senhor!

“E aos que predestinou, a esse também chamou; e aos que chamou, a esse também justificou; e aos que justificou, a esse também glorificou.” Romanos 8.30

 A nossa salvação é um fato consumado, um processo e uma promessa, uma gloriosa obra de Deus. A Salvação é um termo muito amplo, Scofield em seu comentário sobre Romanos, resume o termo da seguinte forma: “As palavras hebraicas e gregas para salvação implicam as ideias de segurança, conservação e santidade”.

 A Salvação reúne em si todos os atos e processos redentivos como justificação, santificação e glorificação. É importante olhar tanto com a alma, como com o corpo, com a vida presente bem como com a vida futura. Ela faz referência não só à remissão da penalidade do pecado e à remoção de sua culpa, mas também à conquista do hábito do pecado e a remoção final da presença do pecado no corpo. A Salvação acontece em todos os tempos, pois já foi definida no passado por Deus, age em nós através da fé em Cristo Jesus, e se concretizará definitivamente com a volta de Jesus.

Na escritura sagrada encontramos que todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus. Não há justo, nem um sequer. Não existe na face da terra um ser humano que possa dizer que é justo. Todos são culpados, e Deus não inocentará o culpado. A alma que pecar, essa morrerá. Tanto os gentios que não tinham a Palavra de Deus quanto os judeus que a possuíam estavam de igual forma condenados. Os gentios estavam condenados pela lei da consciência, e os judeus estavam condenados pela lei de Deus. O argumento de Paulo é que pelas obras da lei ninguém será justificado diante de Deus, neste sentido algo teria que acontecer para haver a remissão de nossos pecados. Todos aqueles, e somente aqueles a quem Deus eficazmente chama, também gratuitamente justifica. Essa justificação é um ato de Deus puramente judicial, na qualidade de juiz, pelo qual ele perdoa todos os pecados do crente, e o julga, o aceita e o trata como uma pessoa justa à luz da lei divina. A justificação é um ato e não um processo. Não acontece em nós, mas no tribunal de Deus. É um ato legal, quando Deus, em virtude da justiça de Cristo imputada a nós, declara-nos justos. Todos os salvos estão justificados de igual forma. Já não há mais nenhuma condenação, para aqueles que estão em Cristo Jesus.

Desde que fomos regenerados e justificados pela fé em Cristo, somos transformados progressivamente à imagem de Cristo. O propósito eterno de Deus não quer apenas nos levar para a glória, mas nos transformar à imagem do Rei da glória. Deus nos salva não no pecado, mas do pecado. Deus nos escolheu em Cristo para sermos santos e irrepreensíveis, nos escolheu para a salvação pela fé na verdade e santificação do Espírito. Sem santificação, ninguém verá o Senhor, visto que só os puros de coração verão a Deus. Todos aqueles em quem Deus, através da regeneração, criou uma nova natureza espiritual, continua sob sua graciosa influência, sua Palavra e o Seu Espírito habitam neles e assim possuem neles implantada a graça que se desenvolve mais e mais. Essa obra de santificação envolve tanto a gradual destruição do velho corpo do pecado quanto a vivificação e fortalecimento de todas as graças no novo homem, a purificação interior do coração e mente. Essa obra de santificação envolve o homem todo, seu intelecto, emoções e vontade, alma e corpo. 

O santificar de acordo com a Escritura é transformar o homem, Ele torna o moralmente puro e santo. Pela santificação vamos sendo transformados de glória em glória na imagem de Cristo, nosso Senhor. Deus mesmo, pela obra do Espírito Santo, vai esculpindo em nós a beleza de Cristo.

Por fim temos a glorificação é a consumação da nossa redenção, quando receberemos, na segunda vinda de Cristo, um corpo novo, incorruptível, glorioso, poderoso, semelhante ao corpo da glória de Cristo. Então, reinaremos com Cristo, pelos séculos sem fim, desfrutando das venturas celestiais. Na justificação fomos salvos da condenação do pecado, na santificação estamos sendo salvos do poder do pecado e na glorificação seremos salvos da presença do pecado.

Somente em Cristo temos a solução espiritual para o passado, o presente e o futuro. Somente Ele pode libertar do passado, dar o significado no presente e a garantia para o futuro. Assim podemos concluir que o passado está redimido, o presente está consentido e nosso futuro está garantido. Neste sentido, na justificação, já fomos salvos, nos decretos de Deus, antes mesmo da criação do mundo, nosso Deus já havia determinado, mas é apenas para os creem em Jesus Cristo. Na santificação, estamos sendo salvos, à medida que progressivamente estamos sendo transformados à imagem de Cristo. Neste sentido a vida do homem é transformada dia após dia. Na glorificação, seremos salvos, visto que, na segunda vinda de Cristo, seremos transformados e receberemos um corpo de glória para reinarmos com Jesus para todo o sempre.

Que o Senhor o abençoe ricamente e que você creia em Jesus Cristo como seu único Senhor e Salvador.

Rev. Cristiam Matos

Esperanças renovadas.
Hoje, em apenas 29 dias, mais de quatro milhões de brasileiros já receberam a 1ª dose da vacina contra o Covid-19. Diante do universo nacional (> 200 milhões de pessoas) parece quase insignificante, mas é o suficiente para insuflar a esperança em muitos corações.
A esperança tem muito poder. Pessoas que têm esperança se tornam mais resilientes e resistentes; são capazes de achar forças na dor e lançar para o futuro a possível restituição do mal ou dano sofrido. O mundo espera na ciência, nos avanços científicos e tecnológicos a resolução da mazela que hoje se vê. Esta é uma esperança a curto, médio e longo prazo, haja vista que esta doença é mais uma das muitas que vieram para ficar, e que na medida em que são desprezadas em sua prevenção através da vacinação, voltam a provocar dor e tristeza (como exemplo basta relembrar o recente surto de sarampo no Brasil onde estima-se que em 2020 o número de infectados foi maior que 8 mil casos).
Destas observações duas coisas devem ser levadas em consideração: 1) Deus concedeu ao homem sabedoria suficiente para lidar com estas doenças pandêmicas; 2) colocar a esperança nos homens é confiar no instrumento, e não no verdadeiro autor de toda a vida.
Jó, diante de toda a sua dor e perdas, chegou à conclusão que as veredas daqueles que se esquecem de Deus e colocam suas esperanças em si mesmos ou em outros homens chegará a um triste resultado: a morte (Jó 8.13). O livro de Salmos revela que a esperança do homem deve estar firme no Senhor (Sl 39.7; 62.5; 71.5; 119.116; 146.5). A esperança dos filhos do Senhor encontra sua fonte na Palavra de Deus e dela bebe a largos sorvos (Rm 15.4). O desejo de meu coração é que você renove suas esperanças no Senhor e somente no Senhor. A ciência e a tecnologia farão apenas aquilo que Deus permitir, pois elas, por si mesmas, são incapazes de produzir resultados que redundem em vida eterna. O profeta Jeremias nos fala sobre a felicidade daquele que confia e espera no Senhor: “Bendito o homem que confia no SENHOR e cuja esperança é o SENHOR. Porque ele é como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e, no ano de sequidão, não se perturba, nem deixa de dar fruto” (Jr 17.7-8).
Encerro esta mensagem com as palavras do salmista: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele e o mais ele fará” (Sl 37.5).
 
Uma boa e abençoada semana!
Rev. Joel
Filhos da ira.

“… entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais” – Ef 2.3

 

Todas as pessoas do mundo que já existiram, existem e ainda virão a existir são criaturas de Deus. Ele é quem dá forma desde o ventre materno, e concede o espírito para que tornem-se alma vivente (Gn 2.7). 

Nem todas as pessoas aceitam esta realidade como um fato pacífico. Preferem acreditar que são obra do acaso, da evolução das espécies, ou qualquer outra hipótese que exclua Deus da equação. Não conseguem explicar o vazio que existe dentro delas, o anseio por algo mais, por algum lugar eterno onde esperam ser acolhidos. Para quem crê na Bíblia, a resposta está em Eclesiastes 3.11: “Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo; também pôs a eternidade no coração do homem, sem que este possa descobrir as obras que Deus fez desde o princípio até ao fim“; ou seja, ainda que não consigam entender, existe algo “incrustrado” na mente e na alma que confirma existir um plano real além da “dimensão” que se descortina diante de nossos olhos. O apóstolo Paulo anunciou isto clamamente aos atenienses dizendo: “… de um só fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra, havendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites da sua habitação; para buscarem a Deus se, porventura, tateando, o possam achar, bem que não está longe de cada um de nós; pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos, como alguns dos vossos poetas têm dito: Porque dele também somos geração” (At 17.26-28). 

Há uma razão para que as pessoas não queiram aceitar a existência de Deus: Se ele existe (e de fato existe), então haverá juízo sobre aqueles que o desprezam ou ignoram. É preferível viver segundo os desejos do coração, dar provimento aos desejos da carne, colocar a mente à serviço da própria satisfação; e nessa caminhada não existe um justo sequer, ninguém que tenha vivido ou vive sem, de alguma forma, insultar a Deus por seus atos, palavras, pensamentos e até mesmo por suas omissões; assim podemos entender as palavras de Paulo aos cristãos de Éfeso afirmando que todos – indistintamente – são filhos da ira. 

Não existe como escapar da ira de Deus mediante boas ações ou sacrifícios pessoais; nenhuma “meritocracia” é capaz de tornar o ser humano digno de escapar da ira de Deus. É por isto que Deus Pai enviou seu Filho – Jesus – para conceder gratuitamente a vida eterna àqueles que o receberem na condição que ele verdadeiramente é. Jesus não é apenas o melhor homem do mundo, o mais santo e o mais justo, mas é de fato a manifestação carnal do próprio Deus que por amor a si mesmo veio ao mundo para cumprir a sua justiça, e desta forma prover salvação eterna aos que crêem. 

Esta mensagem faz sentido para você? Louvado seja Deus porque isto somente é possível pela sua graça, pela ação do Espírito Santo para abrir sua mente e lhe revelar a verdade. 

Se porventura estas palavras são incompreensíveis, ilusórias, utópicas e inacreditáveis aos seus olhos e ouvidos, então você é mais um entre os muitos que continuarão a viver suas vidas segundo a inclinação da carne, vivendo para seus próprios prazeres, excluindo Deus da equação da sua vida. Que o Senhor tenha misericórdia e lhe conceda, um dia, o entendimento necessário para deixar de ser um filho da ira para ser, de fato, um filho de Deus.

Um bom e abençoado dia!

Rev. Joel 

Selados com o Espírito Santo da Promessa.

“…em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa…” – Ef 1.13

 

Acho muito significativo o selo de uma carta comum ou um selo de um documento oficial. Desde cedo aprendi que um selo traz à carta ou ao documento uma autoridade e uma promessa de inviolabilidade: somente o destinatário tem o direito de abrir o selo, e qualquer outra pessoa que o fizer cometerá crime federal. 

Selar documento é uma prática antiga. Nos primórdios o signatário usava um brasão indicativo de procedência em alto relevo e o pressionava sobre um pouco de cera derretida nas bordas da dobradura do papel que “fechavam” a correspondência oficial (Ester 8.10). 

Paulo tinha conhecimento desta prática dos correios. Muito provavelmente ele mesmo tinha um selo que usava para lacrar sua correspondência. Como era algo de conhecimento geral, utilizou-se desta metáfora para que seus leitores entendessem bem o que queria dizer com “selados” pelo Espírito Santo, isto é, para indicar aqueles que foram agraciados com a “marca” do Espírito para a salvação.

O princípio do verso aponta para a pessoa que tornou tudo isto possível: Jesus Cristo; e também para a forma como isto aconteceu: pelo ouvir a palavra da verdade; a pregação do evangelho santo nada mais é do que a história de amor e redenção da parte de Deus Pai ao enviar seu Filho Jesus para cumprir toda a justiça. Somente para aqueles que entendem o evangelho (e isto pela graça de Deus que concede a fé necessária para isto – Ef 2.8-9), a fé se mostra como a cera que dá forma ao selo do Espírito, esta marca indelével que absolutamente nada pode remover. Em outras palavras, podemos dizer que cada cristão que foi alcançado pela graça tornou-se uma “carta viva” que, selada e protegida pelo Espírito Santo, segue seu caminho rumo à eternidade para ser lida pelo Senhor na glória. 

Sempre apreciei cartas e o fato de que sem a devida quantidade de selos elas retornavam ao remetente. Como mantive por muito tempo amizade com um amigo querido, que depois veio a me apresentar sua irmã que hoje é minha esposa, e com a qual antes de casar mantive farta produção de cartas, minha maior preocupação era a quantidade de selos necessários conforme o peso da correspondência para que em hipótese alguma uma única carta fosse devolvida. Hoje, na qualidade de “carta viva do Senhor Jesus” tenho a certeza de que não irei para outro destino a não ser àquele ao qual estou endereçado – a vida eterna – porque estou muito bem “selado” pelo Espírito Santo de Deus.

E você? Já foi “selado” pelo Espírito Santo? Tem certeza absoluta de qual é o seu destino eterno?

Um bom e abençoado dia!

Rev. Joel

Escolhidos por Deus.

“… assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele…” – Ef 1.4 

 

Existe uma doutrina bíblica que muitos cristãos não aceitam ou entendem: a predestinação. A resistência está no fato de que este termo é usado apenas pelo apóstolo Paulo, e que a palavra original tem como significado “decidido de antemão, preordenado” e, por isto entendem que é apenas uma linha geral, um “esboço” e não algo definido e definitivo.  Ainda que estas observações estejam corretas, o mesmo não se pode dizer da argumentação sobre a possibilidade de um futuro indeterminado ou exposto às casualidades ou imprevisibilidades. 

Querendo admitir ou não, a Bíblia registra que Deus determinou a vida de cada pessoa (Sl 139.16; Jó 14.5). Precisamos lembrar que Deus é onisciente (conhece tudo), onipresente (está presente em tudo e em todo tempo) e é onipotente (tem todo o poder). Neste último ponto, se Deus pudesse ser surpreendido pelo acaso ou se dependesse de uma ação humana ele não seria Deus, e sim um arremedo como tantas outras divindades criadas pelos homens. 

O apóstolo Paulo não criou uma “nova doutrina”, mas reafirmou aquilo que está nas escrituras e usou uma palavra grega que não tinha equivalência na língua hebraica. No entanto Paulo inseriu uma informação nova que não estava explícita no Antigo Testamento: que as pessoas alcançadas pela graça foram escolhidas em Cristo Jesus. O verbo “escolheu” oferece a idéia de uma ação consciente e específica onde esta escolha não recai sobre todos, e é uma ação exclusiva da parte de Deus Pai que, através da mediação de Cristo, define quem serão aqueles que desfrutarão da eternidade ao seu lado. É uma escolha para si mesmo, destituída de meritocracia, cujos integrantes comporão o seleto grupo dos eleitos (Tg 2.5). 

Qual o propósito de Deus em escolher alguns para a salvação eterna? Paulo, incluído neste grupo, afirma que é para serem “santos” (separados com exclusividade) e andar em santificação de tal maneira que sejam “irrepreensíveis” perante Deus. Paulo fala sobre ser moralmente sem defeito, sem mancha, como um sacrifício perfeito ao Senhor. 

Esta perfeição é inatingível para qualquer humano, a não ser que esteja sob os cuidados e proteção de Cristo Jesus, cujas obras e sangue aperfeiçoam para uma vida inculpável e purificam de todo o mal – o que justifica que a eleição é feita por intermédio de Jesus (nos escolheu nele…).

Seria insensatez querer resumir a totalidade desta doutrina tão importante neste pequeno texto, mas tem este a finalidade de instigá-lo a estudar mais sobre este assunto cujo resultado pode ser a vida ou a morte eterna. 

Você é um dos eleitos de Deus? Tem convicção a respeito disto? Poderia dar razões lógicas da sua fé?

Um bom e abençoado dia!

Rev. Joel

Confiança em tempos de aflições.

Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegro no SENHOR, exulto no Deus da minha salvação” – Habacuque 3.17-18

 

O livro do profeta Habacuque tem apenas três capítulos onde ele narra uma única história: A chegada dos babilônios para conquistar Israel. O profeta diz que Deus permitiu a vinda deles porque o seu povo tornou-se violento, iníquo e corrupto (Hab 1.4). Como resposta a esta situação, Deus enviou os caldeus, povo numeroso e terrível, ferozes e devoradores (Hab 1.5-11). 

A primeira evidência de fé em Deus no livro de Habacuque está em 1.12. Retrata a eternidade do Senhor e a esperança de que Israel como nação não será de toda destruída na dura disciplina que sofrerá. 

A próxima promessa de Deus é que, apesar da disciplina estar prestes a chegar (e de forma avassaladora – Hab 2.3), o justo viverá pela sua fé (2.4). Em outras palavras: as aflições chegam para todos, mas os que confiam no Senhor serão preservados.

Habacuque revela que os caldeus não ficarão impunes apesar de serem usados como instrumentos de Deus. A violência, a maldade, o prazer pela matança, tudo será cobrado em tempo oportuno (Hab 2.6-20).

Dentro deste contexto aflitivo de saber o futuro próximo e as dores que trará, o profeta fica alarmado e clama ao Senhor que desperte o seu povo e o converta de seus maus caminhos (Hab 3.2). Habacuque olha para o horizonte e já vê a aproximação do inimigo e a aflições enchem a sua alma de amargor (Hab 3.3-16). 

Por fim, o profeta enche-se de esperança e a deposita aos pés do Senhor Todo Poderoso. Pela fé afirma que por mais duras que sejam as aflições, que haja escassez de alimentos, que o despojo seja total, ainda assim ele confiará no Senhor, Deus da sua salvação (Hab 3.17-18).

Não sei quais são suas aflições, e não sei por que você está passando por isto. Se porventura suas aflições são tão intensas ao ponto de tornar seus dias cinzentos, e praticamente anular sua possibilidade de se livrar delas, sugiro que leia com atenção o livro de Habacuque e saiba que aquilo que está reservado para sua vida vai acontecer – tanto o que é bom quanto o que é ruim – e o que importa realmente é que você permaneça justo, viva pela fé, jamais duvide de que Deus tem um propósito para todas as coisas e que Ele tem planos eternos para sua vida. 

Como bem disse o salmista: “Entrega o teu caminho ao SENHOR, confia nele, e o mais ele fará” – Sl 37.5

Um bom e abençoado dia!

Rev. Joel  

As aflições do justo.

Muitas são as aflições do justo, mas o SENHOR de todas o livra” – Sl 34.19

 

Existem algumas pessoas que tem uma noção totalmente distorcida do que é ser filho de Deus. Vemos que isto não é algo novo, pois no Antigo Testamento os sacerdotes acreditavam que o templo era o sinal visível da presença de Deus e que, enquanto ele estivesse edificado, o povo de Israel seria abençoado e próspero, mesmo se não fossem “tão fiéis” assim ao Senhor. 

Como se chega a esta convicção? Geralmente usando alguns textos específicos que falam da proteção de Deus fora do seu real contexto. Por exemplo: Neste mesmo salmo, no verso 7, encontramos uma das afirmações mais alentadoras: “o anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem e os livra”. É indiscutível a sensação de bem-estar que este verso provoca em nós. Como é bom saber que Deus nos protege desta maneira! É como se ele colocasse uma redoma sobre nós que impede que o mal nos toque, nos ameace, nos ofereça qualquer perigo iminente. Isto leva à conclusão que os “cercados” pela graça não têm com o que se preocupar. O v. 9 afirma que nenhum bem vai faltar aos que buscam ao Senhor; o verso 15 que os olhos do Rei estão atentos, e seus ouvidos abertos para atendem os pedidos dos seus súditos; o verso 22 que o Senhor resgata (compra, toma para si) a alma dos seus servos e que eles não serão condenados! Que maravilha! Porém este salmo tem outros versículos. O verso 4 fala de temores, o verso 6 de aflições e tribulações, o verso 8 deixa implícita a necessidade de se refugiar, isto significa que havia uma perseguição, um perigo iminente e real, os versos 13 e 14 tratam do procedimento esperado daqueles que são filhos de Deus, o verso 15 de que os justos tem necessidades que os fazem clamar, isto é, levantar sua voz pedindo justiça (o que significa que eram alvos de injustiças), o verso 17 fala de muitas tribulações.

Ser um filho de Deus é passar por dificuldades, tribulações e angústias como qualquer outra pessoa. Quando Deus diz que vai “livrar” não significa que irá impedir que tais problemas sobrevenham aos seus escolhidos, mas que é uma promessa pessoal de que estará ao lado e que, no momento certo, fará cessar toda dor, toda tristeza, toda a amargura através do seu amor e do seu cuidado. 

Passar por dificuldades não é uma questão de falta de fé como alguns apregoam por aí. Isto é uma contingência da própria vida, das circunstâncias temporais que passamos e as quais muitas vezes independem da nossa vontade ou mesmo da nossa ação – simplesmente acontecem! O importante é fazer a nossa parte, é permanecer na condição de justos (mais especificamente justificados em Cristo Jesus), é “aceitar” o que o Senhor nos oferece que dói menos; dele vem o nosso consolo, a nossa paz, a certeza de que tudo ficará bem no tempo que ele determinar.

Um bom e abençoado dia!

Rev. Joel