O que é Evangelho?

Não há uma ordem particular na qual a mensagem evangelística deva ser apresentada, e as palavras para explicar o evangelho não são especificamente prescritas nas Escrituras, mas há um núcleo essencial de informação a ser comunicado, e eventualmente ele deve ser agregado logicamente na mente do ouvinte.

A missão de Cristo, o Salvador, não faz sentido se colocada fora do problema do pecado do qual Ele veio tratar, e o pecado não faz sentido fora da percepção da majestade e da santidade do Criador a quem nós somos responsáveis.

Deus deseja que todos sejam santos e perfeitos, conforme registro em 1 Pedro 1.16, Mateus 5.48. A falha em harmonizar-se com o desígnio de Deus significa que uma pessoa é inaceitável a Ele. E ninguém se harmoniza: “todos pecaram”, Romanos 3.23; 1 João 1.8,10.

As consequências do pecado são a morte e o castigo, Gênesis 3.3; Romanos 6.23. Nem grande quantidade de esforços e nem plano de melhoria podem restaurar a inocência perante Deus.

Uma vez que os seres humanos são incapazes de se salvarem, como alguém poderá ser salvo?

Deus enviou seu Filho Jesus Cristo ao mundo para viver a vida perfeita, sem pecado, necessária para agradá-lo. Jesus viveu sem pecado. Como ser humano, Ele pôde identificar-se conosco e tornar-se nosso substituto.

Cristo morreu na cruz para sofrer a punição de Deus contra o pecado. Ele foi um substituto para aqueles que creem nEle, Romanos 5.12-21; 2 Coríntios 5.21.

Tendo cumprido sua missão, Jesus venceu o pecado e a morte na sua ressurreição e ascendeu à direita do Pai, onde Ele agora governa com toda a autoridade e poder.

Deus exige que todos respondam ao Evangelho com uma confissão do pecado e suas consequências, acompanhada pelo legítimo arrependimento, o desejo sincero de abandonar o pecado. A salvação é pela graça através da fé conforme o apostolo Paulo escreve sua carta aos Efésios 2.8-9.

Quando alguém confia em Cristo como Salvador, Deus perdoa e aceita essa pessoa como coberta completamente pela justiça do Cristo.

O crente torna-se um filho de Deus, e lhe é assegurada a vida eterna com Ele, João 3.16.*

Isto é o Evangelho!

Se algum pecador, qualquer que seja, deseja salvação da condenação eterna, precisa de Cristo em sua vida.

Só Jesus Cristo salva!

Louvado seja o nome do Senhor!

Rev. Cristiam Matos

* Extraído da Bíblia de Estudo de Genebra. São Paulo e Barueri, Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999, pág. 1560.

 

Autoridade de Jesus Para Curar e Libertar

O Evangelho de Marcos tem como objetivo principal falar de Jesus e apresenta-lo como o Cristo, que é também o Filho de Deus. Isso aparece logo no primeiro versículo, o qual afirma: “Princípio do evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus.”

Nos versículos vigésimo primeiro ao vigésimo oitavo, Jesus estava em Cafarnaum, uma cidade ao norte de Israel, e, no sábado, foi à sinagoga onde demonstrou grande autoridade e todos ficaram admirados. Jesus ensinava com uma autoridade como nunca os ouvintes tinham testemunhado antes, Jesus demonstrou autoridade sobre um demônio, expulsando-o de um homem possesso.

Marcos ensina aos leitores que Jesus Cristo é o Filho de Deus, o Deus encarnado. O desejo de Marcos é para seus leitores, crer em Jesus, confessar a Jesus Cristo como Senhor e Salvador, pois Ele é o Filho de Deus, o verbo que se fez carne e habitou entre nós.

Os versículos vigésimo nono a trigésimo quarto, Marcos registra a autoridade de Jesus para curar e libertar. Portanto, a pastoral será sobre o ministério de cura e libertação de Jesus. O tema será a “Autoridade de Jesus para curar e libertar”.

Logo após Jesus ensinar com autoridade na sinagoga, e também expulsar o demônio de um homem que estava possesso, todos os presentes na sinagoga ficaram grandemente admirados e espantados. Jesus e seus quatro primeiros discípulos foram à casa de dois deles, Simão Pedro e André.

Chegando lá, a sogra de Pedro estava acamada, com febre, conforme Marcos afirma no trigésimo versículo. Lucas, ao registrar esse mesmo episódio, no quarto capítulo e trigésimo oitavo versículo, sendo ele médico, aponta um detalhe importante, pois afirma que a sogra de Pedro “achava-se enferma, com febre muito alta”. No evangelho segundo João no quarto capítulo do quadragésimo sexto a ao quinquagésimo quarto, registra uma cura realizada por Jesus, também de uma febre. Na ocasião, Jesus estava em Caná da Galiléia, e, de Cafarnaum, foi procura-lo um oficial do rei, cujo filho estava doente, e pediu que Jesus fosse até Cafarnaum “para curar seu filho, que estava à morte.” A enfermidade do rapaz era gravíssima, pois estava à morte.

Contudo, Jesus não precisou se deslocar de Caná da Galiléia até Cafarnaum para curar o filho do oficial do rei, pois com uma palavra ordenou a cura, e o rapaz foi curado à distância. Jesus estava em Caná da Galiléia e curou o rapaz em Cafarnaum. Quando o oficial chegou em casa, o moço estava curado da “febre mortal”, precisamente à hora em que Jesus ordenara a cura.

Hernandes Dias Lopes escreveu um livro com o título “O evangelho dos milagres” baseado no evangelho de Marcos, neste livro encontra-se a citação de Adolf Pohl, um comentarista bíblico, qual relata que a febre mortal deveria ser malária, considerando que Cafarnaum ficava numa região pantanosa, com clima subtropical, favorável à proliferação da doença. Lucas era médico e registra que a sogra de Pedro, em Cafarnaum, estava com febre muito alta, apontando a gravidade da doença daquela mulher. Jesus aproximou-se e tomou-a pela mão, e diz o texto que “a febre a deixou, passando ela a servi-los.”. A cura foi instantânea e os sintomas da enfermidade desapareceram repentinamente.

Marcos continua em seu registro demonstrando de forma extraordinária o que Jesus continuará a fazer, no trigésimo segundo versículo na primeira parte encontramos, “A tarde, ao cair do sol, trouxeram a Jesus todos os enfermos…”, no trigésimo terceiro versículo, “Toda a cidade estava reunida à porta” da casa de Pedro e no trigésimo quarto, “E ele curou muitos doentes de toda sorte de enfermidades…”

Neste registro de Marcos podemos identificar de forma clara que não havia enfermidade que suportava a presença de Jesus Cristo, aquele que era o Filho de Deus, todos os enfermos que foram trazidos, também foram curados.

Marcos de forma extraordinária ensina aos leitores, que Jesus Cristo era o Filho de Deus, e se Ele era o Deus encarnado as pessoas podiam ir a Ele, podiam confiar nEle, crer nEle, ter esperança nEle, fazer dEle o alicerce para a vida e para a alma, não somente nesta vida, mas por toda a eternidade.

Jesus cura o enfermo, liberta o cativo, Ele não curou somente de toda sorte de enfermidades, mas também libertou todos os que foram trazidos a Ele e que estavam cativos, presos, escravizados, acorrentados pelo diabo. Jesus liberta todos os oprimidos do diabo, não há demônio que suporte a autoridade e o poder de Jesus Cristo, o Filho de Deus. Os demônios não podem permanecer diante de Jesus, não podem suportar a glória de Jesus, não podem continuar prendendo, escravizando e acorrentando aqueles que Jesus Cristo, o Filho de Deus, chama e liberta.

Marcos queria que seus leitores soubessem quem Jesus era!

Você sabe quem Jesus é?

Você conhece a Jesus Cristo, o Filho de Deus?

Marcos ensina que Jesus Cristo é o Filho de Deus, o Deus encarnado, razão pela qual as pessoas devem ir a Ele, confiar nEle, crer nEle, ter esperança nEle, experimentar cura e libertação nEle, fazer dEle o alicerce para a vida e para a alma, não somente hoje, mas, por toda a eternidade.

A luz deste texto, faremos algumas aplicações:

A cura e a libertação eram itens obrigatórios para Jesus, pois o identificavam como o Messias, o Cristo, o Filho de Deus, os profetas do Antigo Testamento, embora com grande poder para cumprir os propósitos de Deus, não podiam fazer todos os milagres que queriam ou que lhes eram pedidos. Eles desempenhavam tarefas limitadas, para as quais Deus os capacitava em casos específicos.

Com Jesus é diferente, seu poder é ilimitado, infinito, somente Ele pode curar e libertar. Esse poder sobrenatural, ilimitado e infinito, demonstrado por Jesus, era sua credencial, o identificava como o Messias, o Cristo, o Filho de Deus que deveria vir ao mundo.

Curar e libertar eram itens obrigatórios para Jesus, pois o identificavam como o Messias, o Cristo, o Filho de Deus prometido que deveria vir ao mundo. Eram suas credenciais, mas, preste muita atenção a um fato importantíssimo.

Há algumas correntes teológicas que afirmam que Jesus carregou para a cruz as nossas enfermidades. Cristo NÃO carregou nossas doenças físicas para a cruz. Jesus Cristo carregou para a cruz os nossos pecados.

Qual é o problema em acreditar que Cristo carregou para a cruz as nossas doenças físicas?

O problema é que a obra da cruz é eficaz, Ele morreu na cruz carregando os nossos pecados, posso crer, verdadeiramente, que sou perdoado, redimido, lavado. Não tem como Deus, não perdoar nossos pecados, considerando que nosso Senhor e salvador, carregou-os para a cruz e morreu na cruz, levando sobre si nossos pecados.

Isso não pode ser dito das nossas doenças físicas. A obra de Cristo na cruz está relacionada com a justiça de Deus contra nosso pecado. Deus se ofende profundamente quando o pecado surge diante de seus olhos, pois o pecado é a quebra e a transgressão da Lei de Deus.

Jesus Cristo pode curar e libertar ainda hoje, e tem feito isso.

Jesus Cristo, o Filho de Deus, se importa com aqueles por quem morreu e ressuscitou.

Temos a tendência de buscar a Deus e a Jesus Cristo depois que percebemos que não há mais jeito. Contudo, as Escrituras Sagradas nos orientam a buscar a Deus em oração em todos os momentos e circunstâncias.

Em Jesus encontraremos cura e libertação, e mesmo que morra nesta vida, estaremos com o Senhor na glória eterna.

Marcos queria que seus leitores soubessem que Jesus Cristo era o Filho de Deus, o Deus encarnado, razão pela qual as pessoas podiam ir a Ele, confiar nEle, crer nEle, ter esperança nEle, experimentar cura e libertação, e fazer dEle o alicerce para a vida e para a alma, não somente nesta vida, mas por toda a eternidade.

Confie em Cristo, entregue-se e consagre-se a Cristo. Ele é o Filho de Deus.

Rev. Cristiam Matos.

Busquem o Senhor

No capítulo 55 de Isaías, encontramos o convite Evangelístico para Israel voltar aos caminhos do Senhor. Ao mesmo tempo, convida todos os habitantes da terra para o banquete das boas-novas. Só é preciso ter sede, para beber da água que mata a sede. Deus faz esse convite porque Israel havia se distanciado de Deus, neste sentido eles desperdiçaram energia e recursos, pois suas buscas estavam longe do Senhor.

Esse convite para a misericórdia oferecida por Deus, está baseada na redenção prometida por Deus, no sacrifício vicário do seu Servo Sofredor. Essa palavra extraordinária está dizendo ao povo, agora é a hora, a palavra de Deus é viva, poderosa, ressoa no meio da comunidade como um som da trombeta. Agora Deus oferece comida e bebida ao faminto sedento, Ele está próximo, está pronto para curar-te, está convidando para voltar-se para o evangelho. O profeta está dizendo, hoje a ira do Senhor é o amor perdoador, essa ira foi derramada em Cristo, amanhã essa ira será condenatória, eterna, então não poderá mais achar o Senhor.

A procura pela alegria estava errada e suas buscas eram vãs, sem perspectiva de esperança, a esperança de aguardar no Senhor, do porvir, do lar celestial. Deus não se afasta do homem, apesar da repulsa que tem pelo pecado, mas o homem se afasta de Deus, pois sua busca é prazerosa e momentânea no pecado, nas coisas que acabam, passam, neste sentido o homem se afasta der Deus.

Quando a busca do homem está longe do Senhor, sua satisfação está em coisas que o afastam, seus prazeres estão em não buscar a Deus, o profeta está exortando-nos a buscar ao Senhor, pois ainda podemos achá-lo. Chegará o dia que não o encontraremos mais. A palavra de Deus nos mostra que devemos ser escravos do Senhor e submeter-nos à sua palavra, à sua doutrina, porque Deus o exaltou e determinou tornar sua preeminência conhecida a todos os homens.

Este texto convida-nos ao arrependimento, encontramos no versículo sétimo um duplo imperativo, abandone, converta-se. O ímpio deve deixar o seu mau caminho, abandonar seus pensamentos impuros ou propósitos, isso envolve purificação. Por esse motivo encontramos a palavra converta-se, volte-se. Que todos que ainda não conhecem ao Senhor, voltem-se para Ele.

A sã doutrina nos aproxima de Deus, nosso Senhor, o preço para a admissão na vida eterna é o arrependimento e a fé, mais nada. Aqueles que participarão da água viva devem antes sentir sede, ou seja, o pleno arrependimento e então desejo de vir ao Salvador, conforme João 3.36. A busca da felicidade pessoal baseada sobre as vantagens e as bênçãos terrenas, acabam levando-os cada vez mais longe de Deus. A recompensa prometida ao arrependimento sincero é a compaixão, misericórdia e o perdão abundante, encontrado somente em Jesus Cristo, nosso Salvador.

O povo de Deus deve ser habitado pela mente d’Ele em toda santidade e plenitude. É isso que o torna povo d’Ele, zeloso de boas obras. No oitavo versículo encontramos um grande abismo que separa os caminhos, a saber, o divino do humano, os caminhos celestiais estão repletos de piedade e graça, o humano de meras filosofias, mas sem verdadeira piedade. Neste sentido os caminhos do Senhor, é a resposta do homem ao ser alcançado pelo Senhor. Isso implica em ouvir a palavra de Deus vinda dos céus.

O grande erro de Israel foi pensar que eles conheciam o que Deus pensava e planejava. Seu conhecimento e sabedoria são muito maiores que os do homem. Somos parvos ao querer encaixar a Deus em nosso molde, ao querer que seus planos e propósitos se conformem aos nossos. Nós devemos mudar nossos caminhos, nosso ser, para ouvir e obedecer a palavra de Deus. Que nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, mude nosso ser para parecermos mais com Ele.

Só o próprio Deus pode satisfazer a alma humana, trazer alegria completa e plena. O Davi de Isaías 55.3-4 é o Filho Messiânico de Davi, uma vez que aqui foi descrito exercendo e controlando a influência na próxima dispensação. O quinto versículo deste capítulo é uma afirmação do que acontecerá no futuro. Os gentios serão convertidos e se juntarão ao Israel redimido por causa do seu Deus.

Somente Jesus Cristo pode mudar nosso ser, conceder-nos o perdão, a remissão, para a glória do Pai.

O caminho para a bênção consiste em buscar o Senhor e deixar o pecado. Quem se converter ao Senhor verá que Ele é rico em compaixão e perdão.

À luz desta pastoral quero fazer três aplicações a nossas vidas.

Sabemos que ainda é tempo de buscar ao Senhor, ainda o encontramos, Ele está ouvindo nosso clamor. Ore ao Senhor enquanto Ele está perto.

Entendemos que o verdadeiro perdão, muda nosso ser, nossos caminhos, pois nossos planos, caminhos, pensamentos, não estão nem próximos dos de Deus. Nosso Senhor não age como nós. Isso é o próprio Deus que está falando.

O que devemos fazer, dobrar os joelhos e buscar, clamar ao Senhor enquanto se pode achar.

Que nosso Senhor abençoe nossas vidas.

Rev. Cristiam Matos

O Poder do Evangelho – Romanos 1.16-17

A Epístola aos Romanos é a mais rica e abrangente declaração de Paulo sobre o evangelho, também encontramos a chave para o entendimento das Escrituras. Nesta Epístola encontramos a união de grandes temas da bíblia a saber, o pecado, a lei, o julgamento, o destino humano, a fé, as obras, a graça, a justificação, a santificação, a obra de Cristo e do Espírito Santo a esperança cristã, a natureza da igreja, a eleição, o lugar dos Judeus e dos gentios não-judeus nos propósitos de Deus, o significado da mensagem do Antigo Testamento, os deveres do cristão frente ao estado e os princípios de retidão moral. Essa Epístola é um tratado teológico, uma densa, completa e edificante carta a ser estudada.

Não sabemos como e quem fundou a igreja cristã em Roma, alguns eruditos acreditam que fora fundada por convertidos presentes no Pentecostes, a informação que temos, é que 49 d.C ela estava estabelecida, já tendo havido choque com os Judeus. No mundo cristão mediterrâneo eles tinham boa reputação. Muitos desses membros provavelmente foram alcançados pelo Senhor dentro das sinagogas, fruto da obra missionária entre os judeus. Os cristãos de origem gentílica foram expulsos das sinagogas, agora eles precisavam reunir-se e de forma particular, nas casas começaram.

Esta Epístola tem um estilo muito usado pelos escritores é o diatribe, era um debate imaginário que o escritor entrava com um locutor imaginário. Nesta Epístola inteira encontramos o conceito de Paulo com Deus. No versículo 17 o tema principal é a justiça de Deus. Em Romanos temos quatro diferentes usos do termo justiça:

  1. Fidelidade: As promessas de Deus têm de ser cumpridas para estarem de acordo com a natureza divina. Romanos 3.3-4.
  2. Ira: Um aspecto específico da justiça e retidão de Deus, que significa sua aversão ao pecado. Romanos 1.17; 2.5.
  3. A manifestação da justiça na morte de Cristo: O dom de Deus, que é Cristo como sacrifício propiciatório, manifesta sua justiça.
  4. A ligação da justiça e fé: A justiça de Deus é recebida pela fé somente.

Deus declara justo aqueles que por natureza são inimigos de Deus, este é o significado de justificação, não que os homens são feitos retos, mas antes, que são contados como justos. A Epístola de Romanos é interessante, pois nela encontramos a exposição da justiça de Deus, o homem não encontrará sua justificação fora do Senhor, somente o Senhor em sua infinita misericórdia, em Cristo, oferece no evangelho e a recebemos pela fé. O poder do evangelho aponta para Deus.

O apóstolo Paulo escreve que não se envergonhava do evangelho, se pensarmos na cultura do primeiro século, em que Paulo viveu, era um dos momentos mais hostis ao evangelho, mesmo assim o apóstolo Paulo se glória no evangelho. Essa época foi conhecida como os Mártires da Igreja. Inúmeras conversões aconteceram, o evangelho estava se expandido, a morte de Cristo, trouxe intrepidez para a pregação do evangelho. Além do anúncio da Palavra, o desenvolvimento da Igreja primitiva também se deve, em grande parte, ao sangue derramado por muitos cristãos em meio às perseguições.

A Igreja de Cristo, era considerada fora da legalidade aos romanos, o mais perigoso inimigo do poder romano, pois concorria com o culto ao imperador, símbolo e instrumento da força do Império.

A primeira grande perseguição do Império contra a Igreja foi impetrada pelo imperador Nero, após o incêndio da cidade de Roma, em 64, cuja culpa recaiu sobre os cristãos. Nessa época, muitos cristãos foram martirizados de forma bárbara. Os cristãos foram mortos de forma triste. Foram servidos de diversão para o público. Vestiu-os em peles de animais para que os cachorros os matassem a dentadas. Outros foram crucificados, encontramos históricos de que não havia mais madeira para fazer cruz, então eles eram colocados em árvores, estacas, os cobriam de piche e colocavam fogo nos cristãos. A outros acendeu-lhes fogo ao cair da noite, para que a iluminassem a cidade. Nero fez que se abrissem seus jardins para esta exibição, e ele mesmo ofereceu um espetáculo, pois se misturava com as multidões, disfarçado de condutor de carruagem, ou dava voltas em sua carruagem. Tudo isso fez com que despertasse a misericórdia do povo, mesmo contra essas pessoas que mereciam castigo exemplar, pois via-se que eles não eram destruídos para o bem público, mas para satisfazer a crueldade de uma pessoa.

Muitos cristãos morreram, o apóstolo Paulo foi considerado um dos maiores infratores, acusado de ser responsável pela metade de Roma estar em cinzas. Em meio a tanta hostilidade o apóstolo Paulo escreve, não me envergonho do evangelho, ele sabia que o evangelho aponta para Deus, e sabia que ele era totalmente vulnerável, pois ele dependia de Deus.

O poder do evangelho aponta para Deus, para a Salvação em Jesus Cristo e para viver pela fé. Jesus Cristo é nosso Senhor e salvador, nós recebemos a boa nova da Salvação e ensinamos a boa nova da salvação.

Olhe para Cristo Jesus, viva para Cristo Jesus. Que Deus abençoe nossas vidas.

Uma semana abençoada a todos.

Rev. Cristiam Matos

O Senhor estava com Davi

Davi foi um grande rei, usado pelo Senhor, para o propósito da Sua glória. Davi não foi perfeito em sua passagem sobre a face da terra, ainda assim o próprio Deus o considerou como homem segundo o seu coração conforme registrado por Lucas em Atos dos apóstolos 13.22.

A providência de Deus na vida de Davi prova que, de fato, Deus era com ele. Em Primeira Samuel no 18.12-14, encontramos o registro de Deus estava com Davi, nesta ocasião o Senhor havia abandonado a Saul e por esse motivo Saul tinha medo de Davi. O Senhor estava com Davi, por isso tudo o que ele fazia dava certo.

Davi tinha sucesso em todos os seus empreendimentos, ou seja, em tudo o que fazia. E a razão do seu sucesso era a presença de Deus, sustentando-o e guiando-o.

Creio que todos nós também queremos ter bom êxito em todos os nossos empreendimentos, em tudo o que colocarmos nossos esforços, queremos que vá bem, prospere. Contudo, há uma observação muito importante a fazer, observação essa encontrada em primeira Samuel, Atos dos apóstolos e em outros textos.

O sucesso de Davi não repousava em sua habilidade de fazer as coisas, nem em sua capacidade de prever o futuro, nem em sua força para enfrentar os inimigos, mas o sucesso de Davi repousava no fato de que havia disposto o coração para servir ao Senhor.

O principal empreendimento de Davi era ser usado por Deus, pois Deus o havia escolhido para ser rei sobre Israel, e o Espírito de Deus se apossou de Davi para dar cumprimento a este propósito, essa afirmação, a certeza de Deus usar Davi para cumprimento de Seus propósitos encontramos em primeira Samuel 16.13.

Davi foi chamado, porque ele era o servo do Senhor. O Senhor usou Davi no momento em que Ele planejou, todos os nossos dias estão escritos, conforme o salmista declara. Na hora certa, para ajudar a aliviar o stress do rei Saul, Davi fora usado pelo Senhor. Ele também foi usado por Deus para ouvir e aceitar o desafio de Golias, a bíblia relata que ele era franzino, mesmo assim o Senhor o usou, e sua vitória pertenceu a Deus, pois o Senhor estava com ele. O texto em primeira Samuel 17.45 nos informa, indo contra o inimigo e derrotando-o em nome do Senhor. Davi não derrotou, ganhou suas batalhas em seu nome, pois ele sabia, que fora Deus e não ele.

Davi era um homem desconhecido, quando enfrentou Golias, o rei Saul não sabia o nome de seu pai, o comandante do exército de Saul também não o conhecia, ninguém o conhecia, exceto seus irmãos. Por isso, Saul mandou perguntar de que família era Davi. Os homens não conheciam a Davi, mas, Deus sabia quem era Davi, e o estava preparando para ser rei.

Servindo a Deus, se comportava, em todos os lugares em que Saul enviou Davi, ele teve êxito, “se conduzia com prudência”, razão pela qual era “benquisto de todo o povo e até dos próprios servos de Saul”.

Muitos ou podemos dizer que todos, queremos ter sucesso em tudo o que faz, contudo, o maior sucesso de alguém não é planejar e ter bom êxito nos próprios empreendimentos, mas ser usado por Deus para o cumprimento dos propósitos do Senhor. Estar no centro da vontade do Pai.

A luz deste texto faremos três reflexões:

  1. Como você pode ser mais usado por Deus na Igreja?
  2. Como você pode ser mais usado por Deus em tudo o que faz?
  3. Como você pode ser mais usado por Deus, para o propósito do cumprimento do Senhor? 

A luz deste texto, compreendemos que, se Deus é com você, você será bênção de Deus onde estiver, em tudo o que fizer. Que seu maior empreendimento, o empreendimento da sua vida, esteja pautado em servir a Deus e ser usado por Deus para o cumprimento de seus propósitos.

Que este seja o nosso maior desejo, conforme Deus nos criou, fomos criados para adorar a Deus em tudo o que fizermos. O apóstolo Paulo ao escrever sua primeira carta aos coríntios, ensina, “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra cousa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus.” 1 Coríntios 10.31

 

Uma semana abençoada a todos.

Rev. Cristiam Matos.

Ociosidade ou Produtividade. 2 Pedro 1.3-8

Uma vez que Deus já nos concedeu tudo o que conduz à vida e à piedade, devemos desenvolver as qualidades que nos farão mais ativos e produtivos. Para isso devemos perguntar-nos; como é a nossa experiência cristã? Um impulso inicial seguido de uma acomodação crônica?

O texto de 2 Pedro 1.3-8 nos ensina o que Deus já fez por nós e o que nós devemos fazer para evitar a ociosidade e aumentar a produtividade. Na escritura encontramos resposta para viver uma vida para o Senhor. Como a bíblia é nossa regra de fé e prática, destacamos alguns pontos importantes para responder a essas perguntas, conforme a segunda epístola de Pedro.

O primeiro ponto mostra-nos, Deus nos chamou para sua própria glória e virtude, no vs. 3 encontramos, “Visto como, pelo seu divino poder, nos têm sido doadas todas as coisas que conduzem à vida e à piedade, pelo conhecimento completo daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude.”

 A Bíblia afirma claramente que a salvação eterna acontece por obra de Cristo, realizada na cruz, a qual é aplicada sobre o pecador pelo Espírito Santo. Deus, então, chama pecadores para si do estado de perdição para a salvação eterna, para sua própria glória e virtude.

A salvação eterna, visto ser dada a nós, por iniciativa de Deus, redunda em glória para o próprio Deus. E, assim, quando reconhecemos que somos salvos pela graça de Deus, em Cristo, nos rendemos ao Senhor. Louvado seja Deus pela salvação extraordinária, graciosa, que recebemos!

 Bendito seja nosso Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, pois em sua misericórdia que se renova a cada manhã, somos lavados, perdoados e regenerados.

 Ser encontrado por Cristo e, consequentemente, encontrar-se com Cristo, revela conhecimento da glória de Deus, pois Cristo revela Deus e sua glória. O Deus glorioso, o glorioso Jesus, transforma-nos a cada dia, “E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito.”, conforme a segunda carta que o apóstolo Paulo escreve aos Coríntios 3.18.

 O contato com a glória de Cristo faz toda a diferença em nós, nos leva a considerar nossa co-participação na natureza divina.

 O segundo ponto mostra-nos, que O Deus nos fez participantes da sua glória. Pensar sobre nossa participação na glória de Deus nos eleva num patamar que jamais poderia ser alcançado pelo nosso próprio esforço. Contudo, somos chamados para participarmos da glória de Deus, à uma íntima comunhão com Deus, pois fomos feitos à imagem de Cristo.

 Embora a imagem de Cristo em nós ainda não seja perfeita, é apenas uma questão de tempo e seremos à imagem perfeita do nosso Salvador e Senhor, Jesus Cristo.

 Nosso corpo será parecido ao de Jesus Cristo. Paulo afirma aos Romanos 8.29, “Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho…”. Nós somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser, mas um dia será manifesta, no glorioso dia.

 Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a Ele, teremos um corpo parecido ao de Cristo, seremos salvos do poder do pecado, porque haveremos de vê-lo como Ele é. Perfeito em santidade!

 Nós somos filhos de Deus, mas ainda não somos na forma completa, total do que haveremos de ser. Não estamos mais perdidos e condenados, por esse motivo ainda não somos o que haveremos de ser, glorificados. Isso acontecerá na volta de Jesus Cristo, quando Ele buscar o povo exclusivamente Seu.

 Esta é a razão pela qual a corrupção que há no mundo acaba perdendo a força em nossa própria vida. É isso certeza que encontramos no vs. 4, pois uma vez participantes da glória de Deus, Deus também vai nos livrando da corrupção das paixões que há no mundo.

 O terceiro ponto mostra-nos, que por Sua graça, tudo que temos e somos recebemos graciosamente de Deus. Assim, não podemos ficar indiferentes ao Senhor, ao contrário, temos que ser diligentes em desenvolver o que da parte de Deus recebemos.

 O que recebemos de Deus, deve tornar-nos mais  diligentes em todas essas coisas, conforme encontramos aqui na epístola, a saber:

 A Fé, resposta ativa ao que Ele graciosamente fez por nós; a Virtude, excelência, à imagem de Cristo, isso significa o esforço em imitar Cristo; o Conhecimento, capacidade para perceber e escolher o que é correto, o Domínio próprio, submissão ao controle de Cristo, pelo Espírito; a Perseverança, perseverar no Senhor para crescimento espiritual; a Piedade, consciência de um viver diário, constante e íntimo com Deus; a fraternidade, comunhão verdadeira com os irmãos; o amor, o maior de todos os dons, realizar todas as coisas na base do amor, seja em qualquer afazer, seja no relacionamento com outros.

 Então, considerando que somos chamados por Deus para sua glória e que Deus nos fez participantes da sua glória, devemos lutar para que essas qualidades, que Deus mesmo colocou em nós, aumentem e sejam cada vez mais desenvolvidas, fazendo com que não sejamos inativos, nem infrutuosos em nosso viver diante do Senhor, conforme registro no versículo 8.

 Podemos concluir conforme descrito na segunda carta de Pedro, conforme os versículos 3 a 8, que, o contrário de produtividade é ociosidade. Se não desenvolvermos essas práticas, tendemos a ser ociosos diante de Deus.

 A luz deste texto faremos duas reflexões:

 Quais sentimentos temos, quando consideramos que Deus nos chamou para sua própria glória e para sermos participantes da sua glória?

 Qual avaliação fazemos de nós mesmos quanto às qualidades dinâmicas que precisamos desenvolver?

 Que nosso Senhor nos fortaleça e nos ajude a caminhar no Senhor.

 Aplicações para nossas vidas:

  1.   Você entende que a graça derramada sobre as nossas vidas, conduz o homem ao desejo de parecer com Jesus Cristo, ser como Cristo foi, andar como Cristo andou, somente é possível este desejo, porque o Senhor concedeu a nós.
  2.   Você sabe que somente em Cristo Jesus encontraremos a plenitude de alegria, não devemos ser ociosos, mas sim produtivos no reino. Produzir frutos, empregarmos nosso dom no reino.
  3.   Nossa atitude deverá nos levar a praticar o que o Senhor coloca em nosso coração. Se a resposta às perguntas for um sentimento indescritível, de uma alegria inexplicável, nossa atitude será de glorificar a Deus hoje e por toda a eternidade. Glorifique ao Senhor, dedique-se ao Senhor, viva em resposta ao chamado do Pai.

 

Rev. Cristiam Matos

Vivam em Amor – Efésios 5.1-9

O apóstolo Paulo escreve aos efésios como o intuito de alertá-los quanto ao viver em amor, sendo imitadores de Cristo, observe o carinho empregado no primeiro versículo, filho amado.

A pureza de vida leva o cristão a perceber que são filhos queridos de Deus e por isso o desejo do cristão é ser como Ele. Ter uma vida dominada pelo amor, assim como Jesus Cristo nos amou e deu sua vida por nós, essa oferta de perfume agradável, um sacrifício que agrada a Deus.

O amor de Deus é tão grande que Ele deu seu único filho, Ele era o verbo e o verbo no princípio estava com Deus, o Deus encarnado, filho amado, amou a todos dando a sua vida, para dar-nos vida.

Jesus Cristo quando aqui este, andou, como um de nós, em sua natureza divina, não interferiu em sua natureza humana, mas pela natureza divina não pecou. Ele foi tentado de todas as formas. Jesus cresceu, estudou, trabalhou e em tudo amou, assim, mostrou a toda humanidade como o amor verdadeiro pode mudar toda uma história.

Cristo concedeu-nos o direito imerecido de ser filho do Pai celeste, e pela sua maravilhosa obra, somos feitos filhos adotivos do Pai. Ele colocou-nos como parte do povo de Deus, e a sua vida ensinou que Jesus Cristo, nunca se envolveu em indecência, imoralidades sexuais, cobiça, somos orientados a também não ter isso como parte de conversar, tais assuntos.

O apóstolo Paulo aponta dois extremos neste momento, o primeiro é de imitar a Deus como servos, o outro é de imitar a Deus como se o homem fosse um semideus.

Um homem semideus não se importa com a verdadeira vontade de Deus, então em suas atitudes ele questiona se a imoralidade, lascívia, idolatria, cobiça enfim tudo o que desagrada a Deus, realmente é um desagrado e então sua motivação não é agradar a Deus, mas a si. Por esse motivo o homem se tornou um semideus, um idólatra de si.

O homem não pode imitar a Deus em soberania, onipotência, onisciência e onipresença, jamais conseguiremos imitar a Deus na criação ou na redenção.

O apóstolo Paulo deixa claro que imitar ao Senhor é como nas escrituras, primeiro, devemos amar ao Senhor de todo nosso coração, sendo obedientes até a morte. Segundo, somente imitaremos a Cristo se for através do conhecer a escritura, assim como encontramos em Mateus 5.43-48, Lucas 6.35, 1 João 4.10-11, João 13.34, João 15.12, Romanos 15.2-7, 2 Coríntios 8.7-9, Filipenses 2.5, 1 João 3.16.

O apóstolo Paulo está argumentando que os filhos são como seus pais, aprendendo por observação e imitação. Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu único filho por amor, por isso todo cristão anda em amor. Deus é luz, neste sentido como filhos devemos andar como filhos da luz, Ele é verdade, o cristão deve andar em sabedoria, na verdade, em Jesus Cristo.

O verbo imitar aparece como imperativo, todo cristão deve ser imitador de Cristo. Mas você conhece a origem deste verbo.

A palavra imitar vem da mesma palavra mímica, a mímica era a parte mais importante no desempenho de um orador, três coisas faziam parte da vida de um grande orador, teoria, mímica e prática.

Se você pretende ser um grande orador, então imite os grandes oradores do passado, mas, se você quiser ser santo, então imite a Deus, ao nosso Senhor e salvador Jesus Cristo.

Paulo ensina que devemos imitar a Cristo em amor, andando em amor, fazer do amor sua principal regra de vida. O amor de Cristo possui duas características interessantes, a primeira é o perdão e a segunda o sacrifício.

O perdão é vital na vida do cristão, Deus amou-nos e perdoou-nos, o cristão recebe o perdão imerecido, o Senhor não espera nada em troca, não cobrou nada de nós, estamos salvos em Cristo Jesus, unicamente por amor, pleno, perfeito e puro. O sacrifício de Cristo foi agradável ao Pai, no sentido de que satisfez sua justiça e adquiriu eterna e eficaz redenção para nós.

O apóstolo Paulo ensina que Jesus Cristo nos ensina a andar em amor, mas condena a perversão do amor. Todo cristão deve andar em santidade, o próprio Senhor disse, sede santos, porque Eu Sou Santo. Paulo menciona quais pecados devemos fugir, como a prostituição, todos os tipos de impureza, a cobiça nem se quer pode ser mencionada entre os homens, como convém os santos. Não deve haver indecência, conversas tolas, gracejos obscenos, essas coisas são inconvenientes. O apóstolo Paulo ensina que o cristão que vive em Cristo, tem palavras em ações de graça, ou seja, palavras que edifique, ensine, glorifique ao Pai.

Os pecados da língua não deviam estar presentes na vida dos crentes, as conversações tolas, palavras vãs, chocarrices, nunca deveriam fazer parte dos vocabulários dos cristãos, as palavras obscenas, contar piadas imorais nem se envolver em mexericos fúteis o cristão deveria. O cristão não se envolve com isso, porque ele é nova criatura, por ser uma nova criatura, é a nova sociedade de Deus, a qual Ele escolheu desde a eternidade. Porque somos a nova sociedade de Deus devemos adotar padrões novos e porque decisivamente nos despojamos da velha vida e nos revestimos da nova vida devemos usar roupas apropriadas. Devemos abster-nos de toda e qualquer imoralidade, nosso corpo foi criado por Deus, e estamos unidos a Jesus Cristo e somos habitados pelo Espírito Santo. Que extraordinário o que Jesus Cristo faz em nossas vidas.

O apóstolo Paulo aqui avisa que o temor do julgamento deve estar presente na vida do cristão, os imorais podem escapar do julgamento da terra, mas nunca escaparão do julgamento e juízo perfeito de Deus. A bíblia ensina que os imorais herdarão o reino das trevas, jamais entrarão no reino de Jesus Cristo. Aqueles que amarem, imitarem a Cristo, com a intenção pura de parecer com Cristo, esses herdarão o reino dos céus, pois toda a injustiça já foi retirada dos Cristão que vivem em Cristo. O Reino de Cristo é o reino da justiça, aquele que se entregar ao Senhor, esse será salvo.

O apóstolo Paulo agora menciona os filhos da desobediência, esses conhecem as leis de Deus, e deliberadamente a desobedecem, sobre esses cairá a ira de Deus, hoje e por toda a eternidade. Mas é para os que obedecem ao Senhor e em amor estão em Jesus Cristo. O apóstolo Paulo também menciona em sua carta que ele fala dos filhos da luz. Aqueles que são luz no Senhor devem produzir frutos luminosos, o fruto da luz está em toda bondade, justiça e verdade, procurando saber o que é agradável ao Senhor.

Toda bondade, justiça e verdade contrastam com a vida impura e lasciva daqueles que são trevas e vivem nas trevas. A bondade (agathe syne) é certa generosidade de espírito. A justiça (dikaio syne) é dar aos homens e a Deus o que lhes pertence. A verdade (aletheia) não é simplesmente algo intelectual que se absorve com a mente. A verdade é moral, não só é algo que se conhece, mas que se faz.

A nossa condição anterior em Adão é vividamente descrita em termos de sono, de morte e de trevas. Cristo liberta-nos de tudo isso. A conversão não é nada menos do que despertarmos do sono, ressuscitarmos dentre os mortos e sermos trazidos das trevas para a luz de Cristo. A luz deste texto podemos tirar três aplicações para nossas vidas.

  1. Sabemos que devemos viver em amor, assim como Cristo nos amou, ser discípulos, imitadores de Cristo. Desejar andar como Cristo andou, não sermos parecidos com o mundo, mas sim com Jesus Cristo. Viva em amor, amando como Cristo amou, negando a si, para glorificar ao Pai.

 

  1. Entendemos que o cristão tem de linguajar, vocabulário diferente, não utiliza de coisas frívolas, palavras que entorpecem, para sempre procura em meio às conversas, glorificar a Cristo, andando em Cristo. As palavras são palavras que emanam vida, vida em Jesus Cristo. Cuide do que você fala, lê, escreve e até mesmo veste. Para que você não se assemelhe com o mundo, mas sim, se pareça com Jesus Cristo.

 

  1. Devemos moldar, pautar, delimitar nossas vidas, conforme a escritura, estudar a Cristo, buscando a verdade na Escritura Sagrada, levara-nos para mais próximo de Cristo e com Cristo nos parecemos. Vivamos em amor, a palavra de Cristo, para a glória do Pai.

 

Que nosso Senhor nos fortaleça e nos ajude a caminhar no Senhor.

Rev. Cristiam Matos

O Salvador – Isaías 53

O profeta Isaías desenvolve seu ministério por volta do ano 740 a.C, e seu livro começa falando da visão que ele teve, durante o reinado de Uzias, Jotão, Acaz, Ezequias, reis de Judá. Os estudiosos relatam que Isaías era um aristocrata, muito bem relacionado com o palácio e a monarquia. Foi chamado por Deus e aparece entre os Profetas maiores, que mais profetizou a vinda e vida de Jesus.

Aqui no capítulo 53, ele fala como se desenvolveu o sacrifício de Jesus Cristo e o estado, em que Ele ficou ou como estava a sua aparência. É importante mencionarmos que esses fatos, também se encontram descrito no evangelho segundo Mateus 8.17, “17 para se cumprir o que foi dito por meio do profeta Isaías: “Ele mesmo tomou as nossas enfermidades e carregou as nossas doenças.””

Jesus Cristo sendo Rei, tornou-se servo e foi rejeitado entre os homens, encontramos neste capítulo a rejeição à JESUS (v.1,9), a aparência desfigurada de JESUS (v.2), o sofrimento e martírio de JESUS (v.3), a indiferença do povo em relação ao sofrimento de JESUS. Eles pensavam que Jesus Cristo estava sendo castigo pelos seus atos (v.4).

A gravidade do sofrimento de JESUS (v.5,8,10), é representada no madeiro, onde nosso Senhor foi moído, por causa dos nossos pecados, o estado pecaminoso de todos nós (v.4,6), levou a Jesus Cristo dar a sua vida, para recebermos a sua maravilhosa graça.

O profeta Isaías demonstrou com detalhes o que Jesus Cristo, nosso Salvador faria, pois somente Ele poderia fazer isso. Nosso Senhor foi homem, mas não deixou sua natureza divina, como homem, se fez pecador, como Rei dos reis se fez vencedor, venceu a morte.

Jesus Cristo morreu a morte de cruz, uma das mortes mais terríveis, pois somente pessoas consideradas culpadas, de grandes e terríveis atrocidades eram levados a cruz, para servir de exemplo. Ele fora levado a cruz para a glória do Pai, a obediência incondicional de JESUS ao PAI (v.7), o levou a receber a recompensa dada por Deus PAI, a alegria de ver os frutos do seu penoso trabalho (v.11), mesmo nós não merecendo. O Rei, O Deus, O Senhor, aquele que É o ontem, o hoje e sempre será, entregou a vida, venceu a morte e vivo está. Ele deu-nos vida, vida em Jesus, colou-nos no seu santo templo, somo feitos filhos, pela obra perfeita do Senhor.

A mensagem de Isaías e seus companheiros profetas, leva-nos a Jesus Cristo, através da pregação, da Escritura sagrada somos apresentados ao Cristo da vida, que nos amou de tal forma que recebemos o perdão pleno, por um homem que não tinha aparência, para atrair-nos a Ele, nada havia em sua aparência para o desejarmos. Ele sendo rejeitado pelos homens, não rejeitou aos homens, essa demonstração de amor, é a demonstração que mesmo sendo Rei, foi servo fiel, e sua fidelidade conduz a nossa fidelidade a Ele. Porque Ele nos amou, hoje o amamos. Louvado seja o Senhor.

Ele é o filho do amor, o cordeiro que foi esmagado pelos nossos pecados, o castigo sofrido na cruz, deu-nos paz, a paz com Deus. A sua luz brilhou em nós, porque Ele se entregou em nosso lugar. Jesus Cristo se fez pecador para fazer-nos filhos, sem dizer uma só palavra, se entregou como escravo, e nos fez viver. Oh glória! Como é extraordinário o que Jesus Cristo fez.

Nós somos ovelhas, a ovelha não sabe cuidar de si, limpar sua própria lã, é medrosa, não sabe para onde ir se o seu pastor não o guiar, enxerga muito pouco, somente curtas distâncias. O Senhor ao olhar para nós, vendo que nunca seriamos capazes de conhecer plenamente ao Pai, a cumprir de forma perfeitas as leis do Juiz Supremo, fez carne e no castigo que o esmagou, nós recebemos a paz, a redenção de nossas iniquidades.

Hoje podemos confessar ao Senhor, dizendo que Ele foi ferido por nossas transgressões, levou nossos pecados sobre seu corpo na cruz, em lugar de nossa culpa, Ele nos deu paz, em lugar da escravidão, nos libertou, nossa alma foi sarada pelas suas pisaduras.

Nós andávamos todos desgarrados, longe do aprisco do Pastor, mas Ele foi nos procurar, em montes gélidos e desolados, conduzindo-nos para o lar celestial.

Nosso Senhor sofreu cinco tipos de ferimentos, as contusões dos golpes com varas, as lacerações causadas pelos açoites, feridas penetrantes da cora de espinho, perfurações que atravessaram causado pelos pregos e incisões causada pela lança. Como uma ovelha que não se queixa perante os seus tosquiadores, Cristo suportou a cruz.

Jesus Cristo foi desprezado e, no entanto, é aceito e adorado, foi pobre, mas é rico. Morreu, porém, está vivo. Ele suportou, entregando-se em nosso lugar, o cordeiro perfeito. Ele é Jesus Cristo nosso Salvador.

Ele nos deu vida!

A luz de Isaías 53, podemos olhar para Jesus Cristo, dobrar nossos joelhos e o adorar. A vida, paz, alegria somente serão encontradas em Jesus Cristo, reconheça o Senhor como o único Deus.

A bíblia ensina que não seremos salvos se não estivermos em Cristo, Ele é o rio da vida, em Cristo um dia não haverá mais noite, dor, sofrimento, tristeza, clamor, um dia estaremos na presença do Senhor, veremos ao Cristo ressurreto, estaremos na eternidade, em plenitude de alegria.

Jesus Cristo está lhe convidando para fazermos parte desta grande família, muito breve, logo todo olho verá, nosso Senhor em majestade e glória descendo da mesma forma que subiu, para buscar o seu povo, um povo exclusivamente seu.

Que o Senhor transforme seu ser, e que você seja alcançado pelo nosso Senhor e salvador.

Nesta reflexão encontramos três aplicações para nossas vidas.

  1. Sabemos que somente em Jesus Cristo encontraremos salvação, a graça derramada sobre os cristãos é somente para quem está em Cristo e se alegra verdadeiramente com sua morte e ressurreição.

 

  1. Entendemos que não somos capazes de fazer algo que agrade ao Senhor, nada que fazemos trará alegria ao coração de Deus, de tal forma que Ele estará recompensado a nós por merecimento da salvação.

 

  1. Devemos buscar a Cristo Jesus como nosso real e único salvador, pois sua graça, foi concedida de graça. Ele pagou nossos pecados, levou sobre si nossas transgressões, deu-nos vida. Todo poder e autoridade, a tudo sustenta pela palavra, foi do agrado de Deus que Ele tenha supremacia. A verdadeira e única salvação está em Jesus Cristo, o resplendor do Pai. Que Jesus Cristo transforme sua vida, que Ele continue a ser o único sentido de viver, pois, viver é Cristo e morrer é lucro.

 

Não existe nada que não pertença ao Senhor, a Ele toda a honra glória e louvor.

Uma semana abençoada.

Rev. Cristiam Matos

Vida de Oração.

A pastoral de hoje focará na segunda parte do Pai Nosso. A oração é o meio pelo qual nos aproximamos de Deus e nos tornamos mais íntimos dEle. Para uma vida com Deus é indispensável o momento de oração, nossa vida com Deus e transformação em nossa vida pessoal, no lar e na igreja, vem por meio da oração. Na primeira parte da oração que Jesus ensinou a seus discípulos estudamos o ser de Deus e sua glória: Nome, Reino e vontade de Deus.

Hoje, focaremos a atenção na segunda parte da oração ensinada por Jesus, que aponta para nossa dependência de Deus em nossas necessidades, mais especificamente no texto de Mateus 6.11-13. Devemos reconhecer, em oração, nossa total dependência de Deus.

Na oração, devemos reconhecer nossa dependência de Deus no sustento diário. Devemos pedir a Deus coisas de que precisamos para viver uma vida saudável. A oração que Jesus ensinou não autoriza alguém pedir uma vida de luxo, extravagância ou futilidades, nosso pedido deve centrar-se na vontade do Pai. Lembremo-nos de que o contentamento na vida não é adquirido por intermédio dos bens que possuímos, mas por uma vida submissa a Deus, dedicada ao Senhor, com nossas alegrias e prazeres voltados para a glória do Senhor. O apóstolo Paulo afirmou, “…aprendi a viver contente em toda e qualquer situação.” (Filipenses 4.11), assim também nós devemos viver. A oração nos ensina a ser moderados e concede-nos a confiança expressa no poder de Deus, que supre cada uma de nossas necessidades diárias. O Senhor Jesus disse que o Pai celeste sabe, que precisamos de vestimenta e de alimento. Então, na dependência de Deus, a oração é um instrumento pelo qual confessamos duas coisas ao mesmo tempo, a estreiteza de nossos recursos e a extrema largueza dos recursos do poder e do amor de Deus.

Jesus Cristo perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores (vs. 12), neste sentido temos uma expressão profunda da maturidade cristã, quando aprendemos a perdoar sem esperar algo em troca. O perdão é tão indispensável à vida e à saúde da alma como o alimento para o corpo. O pecado é comparado a uma “dívida”, porque merece o castigo. Mas quando Deus perdoa o pecado, Ele cancela a penalidade e anula a acusação de que há contra nós. Somente o Senhor dos senhores pode fazer isso, algo que é impossível aos olhos humanos é totalmente possível para o Pai Celeste. Devemos aprender a confessar os nossos pecados.

A prática da confissão é nossa apresentação diante de Deus para nos declararmos culpados de pecados pessoais e específicos, com o propósito de obter perdão e purificação, mediante a obra substitutiva de Jesus Cristo. A confissão verdadeira remove a crise provocada pelo pecado e restaura a comunhão perdida com o Pai. Ao orarmos a Deus, pedindo o seu perdão, devemos também ter um coração disposto a perdoar. 

O Perdão é vital para a vida cristã, nós sempre achamos que não devemos perdoar, pois achamos que o próximo não merece o perdão, mas se lembre que nós não merecemos o perdão do Pai, mesmo assim por amor, para a Sua própria glória, somos perdoados, lavados, redimidos de nossos pecados. Isso não significa que se perdoarmos alguém, passamos a ter o direito de sermos perdoados por Deus.

O perdão de Deus é sem qualquer mérito da nossa parte, ou seja, é incondicional. Contudo, o verdadeiro crente em Jesus Cristo deseja o perdão de Deus na mesma medida em que ele deseja perdoar e perdoa a quem quer que seja. Assim, a evidência de um verdadeiro arrependimento é um espírito perdoador. Perdoar e pedir perdão são parte integrante da vida cristã. Todos nós temos a necessidade de perdoar. O perdão e a confissão fazem bem e restauram os relacionamentos.

Onde há relações partidas, feridas não resolvidas, mágoas não tratadas e relacionamentos interrompidos, demonstra claramente a falta de perdão e de confissão ao Senhor. Consciência pesada por falta de perdão gera armazenamento de mágoas no coração e tormento por pensamentos, e sentimentos maus e destruidores. Por isso, é importante a consciência de que o perdão de Deus, em termos de relacionamento restaurado, exige relacionamento restaurado também com outros que nos ofenderam.

Somente o Senhor pode livrar-nos do mal e não nos deixar cair em tentações, é sempre uma tragédia para a vida cristã e para a nossa comunhão com Deus quando caímos em tentação. Nosso Senhor nos ensina a pedir que não caiamos em tentação. A tentação induz ao pecado, nos enfraquece, nos afastar de Deus, nos entristece e roubar nossa alegria em Jesus Cristo, gerando endurecimento em nosso coração, dentre outras coisas. O melhor dos santos pode ser tentado pelo pior dos pecados. Mas, ser tentado não é pecado. Cair na tentação, isso sim, é pecado. O tentador é bem esperto e nos tenta em momentos oportunos, mais vulneráveis. Jesus foi tentado quando estava com fome. O adversário tenta nos momentos de carência, necessidade, quando estamos mais fragilizados. Tomemos cuidado com nossas carências e fragilidades.

Jesus foi tentado também quando estava só, provavelmente com fome, sede, cansaço. Nesses momentos somos mais tentados. Após um momento de auge espiritual, tendemos a baixar a guarda, então tornamo-nos mais vulneráveis. Quando estamos debilitados, então o inimigo aproveita-se para tentar-nos no ponto fraco. Quando estamos sós, somos mais tentados ainda, pois ninguém está vendo. Neste sentido para não ficarmos fracos temos a solução ensinada por Jesus Cristo, Nosso Senhor, Jesus disse; “Vigiai e orai, para que não entreis e tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.” (Mateus 26.41).

A luz deste texto faremos três aplicações: 

Entenda que se orarmos como Jesus nos ensina, experimentaremos em Deus satisfação e alegria em depender dEle, somos sustentados por Ele, o perdão com Deus e com outros, o livramento da tentação, vem do Senhor e isso é causado pela comunhão que traz revitalização espiritual. Ore ao Senhor intensamente.

Saiba que o Senhor os ensina que devemos viver no centro de Sua vontade, a vontade do Pai é ser adorado, glorificado, neste sentido, tenha Jesus Cristo como o Senhor de nossas vidas, pois somente em Cristo encontraremos forças para superar e aproximarmos em oração de Cristo Jesus.

Dedique-se agora mesmo, dobre seus joelhos e ore ao Senhor.

Invista seu tempo para conversar com o Pai celestial, o Rei dos reis, nosso Senhor.

Que Deus o abençoe!

Rev. Cristiam Matos

Revitalizando a vida de oração

A oração é o meio pelo qual nos aproximamos de Deus e nos tornamos mais íntimos dEle. É um recurso indispensável para revitalizar nossa vida com Deus e transformação em nossa vida pessoal, no lar e na igreja. A oração revitaliza nossa vida pessoal, familiar, emocional, ou seja, em todas as áreas. Ter vida de oração é dedicar-se ao Senhor nosso Pai, eterno Deus. Uma vida de intimidade em oração, leva-nos a ter uma profunda comunhão.

Na vida cristã experimentamos momentos de fervor espiritual, mas também, às vezes, momentos de frieza na fé. A oração do Pai Nosso foi ensinada por Jesus para nos orientar em nossas orações. Na semana passada iniciamos nossa pastoral com a oração que Jesus ensinou, continuando nesta mesma linha, olharemos para as orientações do Senhor Jesus sobre como devemos orar. Olharemos neste primeiro momento, como não orar.

Em Mateus 6.5-8 Jesus nos ensina como não devemos orar. Ele afirma duas coisas nesse sentido. Jesus Cristo reprova aqueles que oram com sentido de exibicionismo espiritual. “E, quando orardes, não sereis como os hipócritas; porque gostam de orar em pé nas sinagogas e nos cantos das praças, para serem vistos dos homens…” (vs. 5). A oração para os fariseus era um meio de autopromoção. Aqueles que oram tão somente por orar, ou seja, que oram com os lábios e só se preocupam em repetir tal oração. “E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos.” (vs. 7). O que é pronunciado pela boca precisa estar em harmonia com a mente e com o coração, e não somente repetições. Essa harmonia será refletida na vida pessoal, no momento em que todos estiverem olhando, nossa atitude de vida, deve ser uma constante oração ao Senhor.

Entendendo como não devemos orar, Jesus Cristo deixa-nos princípios de como orar, nos ensina que devemos ter alguns princípios, em nossa vida de oração, a saber, o princípio da exclusão: “…quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai…” (vs. 6). Devemos excluir tudo o que tenta nos distrair na presença de Deus em oração. Neste sentido, podemos e devemos ficarmos a sós com Deus, para focarmos na oração a Deus. Esse momento a sós com o Pai, é não ter rádio, TV, celular, tablet, telefones, nada que possa distrair-nos ou se quer interromper o momento com o Pai. Quando nada atrapalha, distraí nosso momento com Deus, entendemos o princípio da percepção, como ensinado por nosso Senhor Jesus Cristo, “…orarás a teu Pai…” (vs.  6). Entender que estamos diante de Deus, o Rei dos reis, General dos generais, o soberano, perfeito e pleno Senhor, em oração, perceber quem Ele é. Deus nos convida à comunhão intensa com Ele. Neste momento falaremos em oração sobre nossos desejos, experiências, necessidades, dificuldades, medos e feridas.

O princípio da confiança, quem é o Senhor, leva-nos a aproximar dele, “…teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.” (vs. 6), a aproximação do Pai em oração, conduz o cristão a plena e única confiança, assim como a simplicidade de uma criança com seu pai, nós teremos com o Senhor. Precisamos ter a certeza de que Deus, verdadeiramente, é nosso Pai. Por isso chamamos O Deus, de Pai Nosso, a maravilhosa graça, concedida por intermédio de Jesus Cristo, conduz-nos à adoção e por isso podemos chamar com intimidade nosso Deus de Pai Nosso. Louvado é o nome do Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

A oração ensinada por Jesus a seus discípulos pode ser dividida em duas partes principais, a saber, primeiro, três pedidos que expressam nossa preocupação com o ser de Deus e com a glória de Deus, e, segundo os pedidos que expressam nossa dependência da graça de Deus. Como visto na semana passada, iniciamos a oração adorando ao Pai e finalizamos a oração adorando ao Pai, a Deus, nosso Pai, toda honra, glória e louvor.

Neste momento quero enfatizar os pedidos que devemos fazer em oração ao Pai, na perspectiva da relação a Deus e sua glória. Nas duas próximas pastorais trataremos dos pedidos ao Pai Nosso. Em relação a Deus e sua glória, Jesus nos ensina a orar, afirmando, Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome, a oração é dirigida a Deus, o Pai, clamando para que o nome de Deus seja santificado. Lembremo-nos de que o “nome” na Bíblia se relaciona com quem a pessoa é, neste sentido, Deus é o Soberano, o Todo Poderoso, o Senhor dos senhores, único, inigualável e incomparável. Pedir a Deus para que o seu nome seja santificado, implica em adorar e exaltar o próprio Deus, o seu ser, sua pessoa.

A pregação de Jesus sobre o Reino de Deus é bastante interessante. Ele diz que seu Reino não é deste mundo, conforme registrado no evangelho de João 18.36, “36 Jesus respondeu: — O meu Reino não é deste mundo. Se o meu Reino fosse deste mundo, os meus ministros se empenhariam por mim, para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas agora o meu Reino não é daqui.”, mas diz também que o seu Reino era presente, conforme registrado no evangelho segundo Mateus 12.28, “28 Se, porém, eu expulso os demônios pelo Espírito de Deus, certamente é chegado o Reino de Deus sobre vocês.”, e diz ainda que seu Reino era futuro segundo o evangelho de Mateus 25.34. O Reino de Deus encontramos no passado, presente e no futuro. Orar pelo Reino é orar e pedir para que, de fato, o Reino de Deus se expanda sobre a terra em termos missionários, mas também para que experimentamos de forma intensa, já, no tempo presente, os benefícios antecipados da eternidade com o Senhor.

Jesus Cristo ensina a pedir ao nosso Senhor que seja feita a tua vontade, considerando que a vontade de Deus é “boa, perfeita e agradável”, devemos orar intensamente para que a vontade de Deus seja feita em nossa vida. Até podemos ter uma vontade pessoal, mas devemos aprender a colocar nossa vontade em submissão completa à vontade do Pai. Viver no centro da vontade do Pai é o maior benefício que o cristão deve ter. Se a eternidade com o Pai é o que mais desejamos, e a vontade do Pai no céu sempre foi e sempre será feita, devemos desejar também que a vontade do Pai seja uma realidade em nossa vida enquanto estivermos aqui na terra. Quando oramos ao Pai, pedindo que seu nome seja santificado, pedindo que venha o Reino e pedindo a vontade de Deus, devemos nos comprometer com a oração que estamos fazendo. Ore conforme Jesus ensinou seus discípulos a orar, e saibamos que a oração é um meio genuíno para a revitalização da vida cristã pessoal e da igreja.

A luz do que vimos o que você acha que aconteceria se passássemos a orar intensamente, diariamente, individualmente e comunitariamente? Quais escolhas você pode fazer nesse sentido?

Que nosso Senhor queime nossos corações, o Espírito Santo incomode-nos para buscar ao Senhor em oração mais intensamente. Que Deus abençoe-nos.

 

Rev. Cristiam Matos

Ore como Jesus ensinou – Mateus 6.9-15

A oração é o bálsamo do cristão, o momento mais importante que temos, é quando somos totalmente vulneráveis, pois estamos na presença do Rei dos reis, Senhor dos senhores. A oração coloca-nos frente a face do Pai. Na oração é o momento que conversamos com Deus nosso Pai, neste momento os ouvidos e olhos do Senhor, do Pai, estão voltados para nós.

A oração é o momento extraordinário, no qual estamos em Sua presença, na presença do Pai. Jesus Cristo teve seu ministério marcado pela oração, ensina-nos a orar como deve, da forma que agrada ao Pai, é neste sentido que meditaremos no tema Ore como Jesus ensinou.

O evangelho segundo Mateus registra essa oração, demonstrando o propósito dela, a relação existente na oração entre o homem e Deus e Deus e o homem. O propósito desta meditação é orar como Jesus orou, neste sentido como discípulos de Cristo, orar como agrada ao Pai.

Jesus ensina seus discípulos a orar, não é uma oração para ser repetida como um mantra, o objetivo é nos ensinar, princípios acerca de quem é Deus e de quem somos nós. Na oração que estamos olhando, encontramos uma declaração que diz respeito ao ser a quem oramos. Jesus lança esses fundamentos, demonstrando que, devemos dirigir-nos, a Deus como Pai. Deus não é um ser distante, mas está perto de nós, como Pai. Ama-nos, conhece-nos, protege-nos, abençoa-nos. Devemos dirigir-nos a Deus como nosso Pai, o direito legítimo de chamar ao Deus de “Pai nosso”, é porque somos adotados, por intermédio de Jesus Cristo. Somente pelo Espírito Santo, o qual nos uniu a Cristo e promove nossa adoção à família de Deus, é que agora podemos dizer “Aba, Pai”. Somos membros da família de Deus. Somos irmãos uns dos outros. Somos filhos do mesmo Pai. Ao orar, é preciso lembrar que somos parte da família de Deus, constituída de cristãos de todo o planeta.

A grandeza do nosso Pai é insondável e sua glória incomparável. Ele é o nosso Pai que está no céu. Ele é elevado, sublime e glorioso. A maior satisfação do cristão é ter intimidade com Deus, essa intimidade conduzirá as nossas orações com conteúdo em relação a Deus. Antes de buscarmos nossos interesses ou mesmo pleitearmos nossas necessidades, devemos nos voltar para Deus a fim de admirá-lo, adorá-lo e exaltá-lo. O nome de Deus, leva-nos a orar pela santificação do Seu nome, pelo que Ele é. Deus é santo em si mesmo, e não agregaremos valor à sua plena santidade. Oremos para que o nome de Deus seja reverenciado, honrado, temido e obedecido. Ao adorá-lo, reconheceremos que Ele é Santo, Santo, Santo, nosso Deus é Santo, e neste sentido o desejo do cristão em oração é para que o reino de Deus venha até nós. O reino de Deus é o governo de Deus sobre os corações, a medida em que o evangelho é anunciado e os pecadores se arrependem e creem, seus corações são moldados e o reino de Deus vai alargando suas fronteiras. Nossa vida manifestará o reino de Deus neste mundo, quando o reino de Deus governar nosso coração. Quando o reino de Deus estiver em nossos corações e nosso maior desejo for em adorá-lo, nossa vontade será mortificada para fazer a vontade do nosso Deus, nosso Pai.

O extraordinário acontecerá quando em oração, desejamos intensamente que a vontade de Deus seja feita aqui na terra como é feita nos céus. A oração somente será poderosa quando o desejo estiver alinhado com os caminhos do Pai. Neste sentido, a vontade do homem torna-se irrelevante, pois a a vontade de Deus deve ser feita aqui na terra, este é o maior desejo no coração, de quem ama verdadeiramente a Deus. Sua vontade é boa, perfeita e agradável e deve prevalecer na terra.

Depois de rogarmos para que o nome de Deus seja santificado, que seu reino venha e que sua vontade seja feita, Jesus passa a ensinar-nos a rogar ao Pai por nós mesmos. Jesus ensina que não devemos pedir luxo, mas pão, não de forma egoísta, ou seja, o meu pão, mas, pedir o pão nosso, o pão de cada dia. Spurgeon diz que não pedimos o pão que pertence a outros, mas somente para o que é honestamente o nosso próprio alimento. A palavra “pão” aqui deve ser entendida como símbolo de todas as nossas necessidades físicas e materiais. Deus nos criou pelo seu poder, nos redimiu por sua graça e nos sustenta por sua providência.

Após adoramos ao Senhor, reconhecermos quem Ele é, somos levados a confiar na providência divina, colocamo-nos diante do Deus, nosso Pai, reconhecendo que somos devedores, temos dívidas impagáveis com Deus e não podemos saldá-las. Nossas dívidas são os nossos pecados. Precisamos não só de pão para o nosso corpo, mas sobretudo, de perdão para a nossa alma. Riqueza material sem perdão espiritual, condiciona a vivermos na miséria. Sem o perdão do nosso Pai, estamos sem esperança, nossas conquistas tornam-se vãs. Nossos pecados são redimidos pela misericórdia, benevolência, pela graça imerecida.

Jesus Cristo mostra-nos que o perdão divino a nós está condicionado ao perdão que concedemos ao próximo. O perdão vertical só acontece quando o horizontal é uma realidade. Quando o perdão horizontal é uma realidade, significa que somos chamados por nosso Pai. O perdão horizontal é uma evidência que recebemos o perdão vertical.

No evangelho segundo Mateus, encontramos na oração que Jesus ensina, um pedido quanto ao futuro. Somos ensinados a suplicar ao Senhor para livrar-nos da tentação. A tentação em si não é pecaminosa, mas, se cairmos em tentação, pecamos contra Deus, contra o nosso próximo e contra nós mesmos. Precisamos, portanto, rogar a Deus para nos livrar do mal, neste sentido, do maligno. Nossas tentações procedem do nosso coração corrupto e do tentador maligno.

Jesus conclui a oração como começou, com Deus declarando que a Deus pertence o reino. O reino é o domínio de Deus sobre seus súditos, o governo universal de Jesus Cristo em nossos corações. Somente Ele tem todo o poder, ou seja, a Deus pertence o poder, nos céus e sobre a terra. Seu poder é interminável, imaginável, ilimitado. Nada é impossível para Deus.

Reconhecer a Deus, nosso Pai, glorificá-lo é extraordinário, toda glória a Deus pertence para sempre, Deus não divide sua glória com ninguém, Ele tem glória em si mesmo, e toda a criação proclama a sua glória. Sua glória está em seu filho e também na igreja.

Que nossas orações se alinhem com os ensinamentos de Jesus Cristo, nosso Senhor e salvador. Que toda a honra, glória, louvor sejam dadas somente a Ele. Porque dEle, por Ele, para Ele são todas as coisas. Toda a glória seja dada a Ele, somente a Ele, hoje e eternamente.

Amém!

Aplicação para nossa vida.

Sabemos que Jesus Cristo ensinou que toda a glória pertence ao Pai, neste sentido, oremos como Jesus Cristo ensinou. Inicie a oração glorificando, reconhecendo, que somente Deus é Deus.

Entendemos que nossas orações tem que estar alinhadas com a vontade do nosso Pai, nosso Senhor Jesus Cristo, o Salvador, aquele que Deus dá a vida por nós, ensina que a oração está voltada para o único que é digno de toda honra, glória e louvor. Neste sentido ao orar, não peça glórias para si, como riquezas, ou coisas materiais, mas oremos, glorificando ao Pai e para que sejamos instrumentos no reino de Deus.

Façamos como Jesus Cristo ensinou-nos, inicie a oração glorificando ao Pai e termine glorificando ao Pai.

Rev. Cristiam Matos

Louvor a Deus – Romanos 11.33-36

O apóstolo Paulo quando escreve esse trecho da carta aos romanos destaca algumas preciosas informações para nós, a saber, a teologia precisa transformar-se em doxologia conforme apresenta-nos aqui no 11.33–36. Paulo passa da teologia para a doxologia, da doutrina para o louvor, do argumento para a adoração. Neste sentido, entenda que não separaremos a teologia, ou seja, nossa crença em Deus, da doxologia, significa o nosso culto a Deus. O apóstolo Paulo está orientando que não pode haver uma teologia sem devoção, assim como uma devoção sem teologia. As coisas profundas de Deus devem levar-nos à adoração, assim como a adoração leva-nos a desejar conhecer profundamente ao Senhor. O estudo da teologia leva-nos à compreensão de que Deus não pode ser plenamente compreendido por nossa mente finita, mas leva-nos a adoração ao Deus criador de todas as coisas. Movido pela Palavra e pelo Espírito do Senhor, sentindo-se finalmente dominado pela sublimidade de tão profundo mistério, o apóstolo nada mais pode fazer senão ponderar e exclamar que as riquezas da sabedoria de Deus são demasiadamente profundas para que nossa razão seja capaz de sondá-las. Paulo está bem certo de suas palavras, ele está exaltando as profundas riquezas da sabedoria e do conhecimento de Deus.

Paulo descreveQuão insondáveis são seus juízos”, tais palavras expressam o sentido de ordenanças divinas ou a maneira divina do agir, o governar de Deus, essa exclamação exalta ainda mais o mistério divino. O Pai revelou-nos o Seu ser na Escritura sagrada, note que ele não pretende discutir aqui todos os mistérios de Deus, mas somente aqueles que se acham escondidos em Deus, e mediante os quais Deus deseja que o admiremos e o adoremos.

Paulo restringi a presunção humana, como se pusesse sua mão sobre os homens com o fim de detê-los e impedi-los de murmurarem contra os juízos divinos. A pergunta “Quem conheceu a mente do Senhor?”, constrange o homem, pois na nossa finitude e tão desprovimento de conhecimento perto de Deus, mostra-nos que não conhecemos a mente dEle. Observe que ele utiliza dois meios para restringi-los:

  1. Todos os seres humanos se acham, por sua cegueira, completamente impedidos de fazer, por seu próprio critério, um devido exame da predestinação divina.
  2. Não existe nenhuma razão para nos queixarmos de Deus, não há indivíduo que possa pretender que Deus lhe seja devedor. Todos somos endividados em relação à liberalidade divina.

A predestinação divina ensina que os homens não podem discernir mais do que é possível a um cego na escuridão. Estas palavras, contudo, têm muito pouco suporte para que nossa fé não se definhe, visto que ela não tem sua origem na perspicácia do intelecto humano, e sim, tão-somente na iluminação do Espírito. O apóstolo Paulo afirma que todos os mistérios divinos se acham muito além da compreensão de nossa capacidade natural. Para compreendermos uma pequena parte da mente de Deus, poderíamos dizer uma ínfima parte, necessitamos da compreensão concedida por intermédio do Espírito Santo. Neste sentido que Paulo prossegue escrevendo em sua 1 Coríntios 2,12-16 que os crentes compreendem a mente do Senhor, pois não receberam o espírito do mundo, mas, sim, o Espírito que é outorgado por Deus, por meio de quem aprendem que, de outra forma, a benevolência divina lhes seria inacessível. É somente pela Graça divina que recebemos.

O ser humano não tem capacidade legal, em nossas próprias faculdades, para investigar os segredos divinos, assim chegamos a um claro e seguro conhecimento deles pela instrumentalidade da graça do Espírito Santo. A capacidade de compreensão sobre Deus, é concedida ao homem através do Espírito Santo. Nosso dever é deixar-nos guiar pela orientação do Espírito, então devemos ficar e permanecer onde Ele nos deixar. Ninguém conhece mais do que o Espírito lhe haja revelado, o mesmo acabará sendo fulminado pelo imensurável fulgor dessa luz inacessível.

O conselho de Deus, Sua vontade, Seus caminhos foram revelados na Escritura, neste sentido o que está escrito cabe ao homem conhecer. Ainda que toda a doutrina da Escritura exceda, em sua sublimidade, ao intelecto humano, todavia os crentes que seguem o Espírito como seu Guia, com reverência e circunspecção, não são proibidos de ter acesso à vontade divina. Entretanto, outro é o caso em relação a seu conselho oculto, cuja profundidade e cuja altura não temos como atingir através de nossa investigação.

O conhecimento de Deus se refere ao todo-inclusivo e exaustivo entendimento de Deus, e a sabedoria fala sobre o arranjo e a todas as coisas para o cumprimento de seus santos propósitos. A sabedoria de Deus planejou a salvação e foi sua riqueza que a concedeu-nos, pela sua maravilhosa Graça, os juízos de Deus são profundos e insondáveis. Seres tão ínfimos em conhecimento e finitos como nós, não penetraram nas profundezas desses caminhos inescrutáveis.

O apóstolo defende a justiça divina contra todas as acusações dos ímpios através da pergunta: “Ou quem primeiro lhe deu a Ele?”. Esta pergunta está profundamente relacionada ao viver debaixo da vontade de Deus, confiando que jamais receberemos algo do Senhor por merecimento, mas o recebemos pela Sua boa e agradável vontade. O significado das palavras de Paulo consiste em que Deus não pode ser acusado de injustiça, a não ser que seja Ele convencido de não haver retribuído a cada um o que lhe é devido. Não obstante, é evidente que Deus não priva ninguém de seus direitos, visto não ser Ele devedor a alguém. Quem é capaz de ostentar alguma obra propriamente sua pela qual se acha merecedor do favor divino, ninguém é capaz de cobrar a Deus por nada, a escritura ensina-nos que somos merecedores de nada, aliás somente cabe a restituição da condenação. A maravilhosa Graça concedida aos escolhidos do Senhor nos é dada pela benevolência do Pai e não por merecimento humano. Não que se acha em nosso poder exigir que Deus nos conceda a salvação, com base em nossas obras, ao contrário, Ele antecipa sua benevolência sem qualquer mérito de nossa parte. Ele nos mostra não só o que os homens têm por hábito fazer, mas também o que eles são capazes de fazer. Caso queiramos fazer um honesto exame de nós mesmos, então descobriremos não só que Deus de forma alguma nos é devedor, mas também que todos nós somos passíveis de seu justo juízo. Somos não apenas destituídos do merecimento de qualquer favor de sua parte, somos mais que merecedores de morte eterna.

Deus não nos deve nada em razão de nossa natureza corrupta e depravada e também assevera que, mesmo que o homem fosse perfeito, ainda assim não poderia apresentar nada a Deus. O homem a luz da própria lei da criação já se vê tão endividado em relação a seu Criador, que nada consegue divisar que seja propriamente seu, neste sentido, fracassaremos caso nos esforcemos em privar a Deus do direito de agir soberanamente, como bem lhe apraz, com as criaturas que ele criou para si, como se isso fosse uma questão de débito ou crédito mútuo.

O apóstolo Paulo finaliza com a sublime declaração, Porque dele e por meio dele e para ele são todas as coisas.” Encontramos uma verdade expressa nestas palavras, mostra-nos quão longe estamos de vangloriar-nos, isso demonstra de forma clara nossa incapacidade. Visto que fomos criados por Deus, a partir do nada, e agora o nosso mesmo ser depende dEle, conclui-se ser justo que nosso ser seja orientado para Sua glória. Quão absurdo seria que as criaturas, a quem Ele formou e sustenta, possuíssem algum outro propósito que não fosse a manifestação da glória de seu Criador. A suma do argumento consiste em que toda a ordem da natureza seria invertida caso o mesmo Deus, que é o princípio de todas as coisas, deixasse de ser também o fim. Neste sentido de forma extraordinária encontramos que Jesus Cristo é o começo, o meio e o fim, por isso “A Ele seja a glória para sempre”.

A glória do Senhor deve permanecer inalterada em toda e qualquer parte, Deus, com justa razão, reivindica para Si autoridade absoluta, e que nada, além de sua glória, deve ser buscado na natureza humana e no mundo inteiro. Segue-se que são totalmente absurdos, irracionais e deveras insanos aqueles conceitos que são engendrados com fim de desvalorizar o mérito, a importância da glória divina.

A luz desses versículos concluímos que cabe somente a Jesus Cristo, toda honra, toda a Glória e todo Louvor. Somos criaturas com a finalidade de louvá-lo, adorá-lo, glorificá-lo, hoje e por toda a eternidade.

Uma aplicação para nossas vidas, busquemos adorar ao Senhor como servos fiéis unindo a teologia com a doxologia, ou seja, o desejo incansável de conhecer ao Senhor da Escritura Sagrada, mas com adoração e louvor.

Ele é o começo, o meio e o fim, louvado seja o Senhor!

Uma boa semana a todos.

Rev. Cristiam Matos