Servindo ao Reino.

O Servir ao Reino do Senhor é algo extraordinário, encontramos a função de diácono em Atos 6.1-6. O contexto era a dificuldade da Igreja Primitiva em atender às necessidades das viúvas, pois os apóstolos não estavam dando conta de fazer todo o trabalho. Os discípulos decidiram a importância da comunidade escolher entre eles alguns irmãos para cuidar das viúvas e dos outros que precisavam de ajuda.

Em Atos dos Apóstolos 6.2-3: “Então, os doze convocaram a comunidade dos discípulos e disseram: Não é razoável que nós abandonemos a palavra de Deus para servir (diakonéo) às mesas. Mas, irmãos, escolhei dentre vós sete homens de boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria, aos quais encarregaremos deste serviço.”

Assim, os que se enquadravam dentro das qualificações exigidas foram eleitos e consagrados para exercer o diaconato, cuja função principal é servir, ajudar, ser ajudador. Portanto, o diácono deve ser alguém vocacionado pelo Espírito Santo para servir e ajudar o rebanho de Deus.

Em Atos dos Apóstolos 15.1-29 acontece uma reunião dos apóstolos e presbíteros para tratar de uma questão administrativa e doutrinária, no versículo 6 encontramos as seguintes palavras: “Então, se reuniram os apóstolos e os presbíteros para examinar a questão.” Depois da conversa, decidiu sobre a função administrativa do presbítero.

Em 1 Pedro 5.1-3 encontramos orientações de Deus, por intermédio do apóstolo Pedro, ordenando aos presbíteros o que se segue: “Rogo, pois, aos presbíteros […] pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer, nem por sórdida ganância, mas de boa vontade, nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho.” Claramente a outra função do presbítero é pastorear o rebanho de Deus.

Para o desempenho de administrar e pastorear, os presbíteros precisam possuir algumas qualificações, as quais aparecem em 1 Timóteo 3.1-7. Esses homens devem ser aptos para ensinar e, para administrar, devem saber governar.

O presbítero bem como os homens que integram a mesa administrativa, devem ser alguém vocacionado pelo Espírito Santo para administrar e pastorear o rebanho de Deus. Que as Igrejas Presbiterianas do Brasil e as congregações, sejam dirigidas pelo Espírito Santo na escolha de seus líderes.

E que, assim como Deus conduziu seu povo, como rebanho, no deserto, pelas mãos de Moisés e de Arão conforme registro em Salmos 77.20, Deus conduz o seu povo hoje pelas mãos dos líderes levantados para a glória dEle.

A luz deste texto, podemos tirar algumas lições para nossas vidas:

  1. Servir ao Reino é uma honra, o Senhor levanta os seus para servir ao Reino dEle. Somos chamados para o serviço, façamos com alegria olhando para a glória de Deus. Que Jesus Cristo conceda paz e alegria em nosso coração para sermos servos do Senhor aqui na terra.
  2. O Senhor deixou diretrizes para que homens sejam eleitos pelo povo, porém, mesmo não eleitos, somos chamados para servir e no reino há muito o que fazer. Nosso coração volta-se para Jesus Cristo e nosso prazer está em servir ao Senhor em Seu reino.
  3. Deus conduz seu povo, somos servos a serviço do Pai, para glória do Senhor. Vamos nós trabalhar, proclamando o nosso Senhor e salvador, Jesus Cristo. Que nossa alegria, continue em servir ao reino, como servos que glorie somente a Ele.

A Deus toda honra, glória e louvor!

Rev. Cristiam Matos

Quem é o Messias?

Essa pergunta quem é o Messias, precisa ser respondida aos olhos da bíblia. 

O livro do profeta Isaías tem é a mais clara exposição de Jesus Cristo. Deus se revela como único Deus verdadeiro, o Criador do universo, encontramos em Gênesis toda a Criação de Deus, através de sua palavra e organizando todos os eventos da história de acordo com o beneplácito de sua vontade, sua gloriosa e perfeita vontade. 

A gloriosa e perfeita vontade de Deus tem seu auge na Pessoa gloriosa, perfeita de seu único Filho eterno, Jesus Cristo, o Salvador, o Messias. O Antigo Testamento aponta para a promessa futura, a chegada do Messias, a saber, Jesus Cristo, o Salvador.

O profeta Isaías no capítulo 9.6, declarou sobre Jesus: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu. O governo está sobre os seus ombros, e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.”

Essa declaração do profeta Isaías tem uma profunda intimidade com o Senhor, uma declaração extraordinária, maravilhosas, grandiosas sobre Jesus Cristo! O profeta declara que o Rei dos reis é Jesus Cristo, seus conselhos não contem erros, Ele tem a mesma essência do Pai, sua existência vem da eternidade, somente Ele pode conceder perdão aos nossos pecados.

Esse nome é Jesus Cristo! Louvado é seu nome!

O Messias é o Rei dos reis, tem sobre seus ombros o poder de governar. Jesus quando esteve em nosso meio, muitos não o reconheceram como o Rei, hoje, o mundo não quer o reconhecer a Jesus como Rei. Chegará um dia que todos, reconheceram Ele como o único Senhor, o Rei dos reis, haverá de chegar o dia em que todos, sem exceção, até mesmo aqueles que já morreram, dobrarão seus joelhos, se curvarão diante daquele que tem o nome que está acima de todo nome, Jesus Cristo, o Rei dos reis.

O Messias é o Maravilhoso Conselheiro, Jesus Cristo não comete em erros, os conselhos de Jesus são mais do que conselhos, seus mandamentos, caminhos são perfeitos e abençoadores, a própria Palavra de Deus, que dão a direção para todo e qualquer pecador. Neste sentido, tudo o que Jesus fala é perfeito e deve ser seguido é fonte de bênção.

Os caminhos do Senhor são perfeitos, em muito não compreendemos, mas andar no centro de sua vontade é a fonte de bênção para a vida daqueles que o amam. Jesus Cristo é nosso Senhor perfeitos, os escritos Bíblicos, é o próprio Deus falando aos nossos corações.

O Messias é o Deus Forte, Ele subsiste na mesma essência do Pai e possui o mesmo poder e glória. Jesus é mais do que um profeta, mais do que um sábio, nEle habita toda a plenitude da Divindade, conforme o apóstolo Paulo escreve aos Colossenses no 2.9, Ele é o Deus.

O Messias é o Pai da Eternidade, sua existência é de eternidade em eternidade, desde os tempos eternos e o será para sempre. Nem mesmo a morte põe fim a existência de Jesus, aliás, Ele venceu a morte, depois que entregou seu corpo como oferta pelos nossos pecados, ressuscitou por seu próprio poder. Ele é o Alfa e o Ômega, tem nas mãos a chave da morte e do inferno. Ele é o Pai da Eternidade.

O Messias é o Príncipe da Paz, somente Ele pode dar ao pecador, de graça, a eterna e verdadeira paz, jamais encontrada neste mundo. Não existe ouro, riqueza ou qualquer outra coisa que satisfará, trará paz. Ele mesmo disse a seus discípulos conforme registro no Evangelho de Segundo João 14.27: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.”

O Messias é Jesus Cristo, Deus anunciou, por intermédio do profeta Isaías, que esse menino, seu próprio Filho, é o Rei dos reis, Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade e Príncipe da Paz. Quem tem Jesus Cristo, está completo nEle.

O Messias é Jesus Cristo, comemore com alegria, o nascimento daquele que é o caminho, a verdade, a ressurreição, a vida, a luz do mundo, fonte eterna que mata a sede e a fome da alma.

Para concluir, nós sabemos quem é o Messias, temos o Nome. O Nome hoje é exatamente o mesmo. A maravilhosa graça, conduz-nos a conhecer o que é investido neste Nome. O Messias é o Jesus Cristo, nosso Senhor e salvador.

A luz deste texto quero trazer algumas aplicações:

  1. Entendemos que o Messias é Jesus Cristo, o Rei dos reis, Maravilhoso conselheiro, o Deus forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. Somente em Cristo encontramos o alicerce para caminharmos e sermos fortalecidos. Somos chamados por Ele, o Messias, já chegou. Olhe para Jesus Cristo.
  2. Sabemos que Seus conselhos são inerrantes, seus caminhos perfeitos, sua mão está sobre nós, nosso Nome está escrito no livro da vida, somos chamados para anunciar as boas novas. O Messias é o Jesus Cristo, nosso libertador. Por esse motivo encontramos paz em Deus e com Deus. Busque os conselhos de Jesus Cristo.
  3. A bíblia nos apresenta quem é o Messias, como temos comunhão com Ele, como devemos orar. Agora com esse conhecimento, qual traz paz ao coração, vamos buscar ao Senhor e viver para sua maravilhosa glória.

 

Que o Senhor abençoe nossa vida! Fomos chamados por Ele, para Glória dEle e anunciar o evangelho da salvação.

 

Rev. Cristiam Matos

O que é Evangelho?

Não há uma ordem particular na qual a mensagem evangelística deva ser apresentada, e as palavras para explicar o evangelho não são especificamente prescritas nas Escrituras, mas há um núcleo essencial de informação a ser comunicado, e eventualmente ele deve ser agregado logicamente na mente do ouvinte.

A missão de Cristo, o Salvador, não faz sentido se colocada fora do problema do pecado do qual Ele veio tratar, e o pecado não faz sentido fora da percepção da majestade e da santidade do Criador a quem nós somos responsáveis.

Deus deseja que todos sejam santos e perfeitos, conforme registro em 1 Pedro 1.16, Mateus 5.48. A falha em harmonizar-se com o desígnio de Deus significa que uma pessoa é inaceitável a Ele. E ninguém se harmoniza: “todos pecaram”, Romanos 3.23; 1 João 1.8,10.

As consequências do pecado são a morte e o castigo, Gênesis 3.3; Romanos 6.23. Nem grande quantidade de esforços e nem plano de melhoria podem restaurar a inocência perante Deus.

Uma vez que os seres humanos são incapazes de se salvarem, como alguém poderá ser salvo?

Deus enviou seu Filho Jesus Cristo ao mundo para viver a vida perfeita, sem pecado, necessária para agradá-lo. Jesus viveu sem pecado. Como ser humano, Ele pôde identificar-se conosco e tornar-se nosso substituto.

Cristo morreu na cruz para sofrer a punição de Deus contra o pecado. Ele foi um substituto para aqueles que creem nEle, Romanos 5.12-21; 2 Coríntios 5.21.

Tendo cumprido sua missão, Jesus venceu o pecado e a morte na sua ressurreição e ascendeu à direita do Pai, onde Ele agora governa com toda a autoridade e poder.

Deus exige que todos respondam ao Evangelho com uma confissão do pecado e suas consequências, acompanhada pelo legítimo arrependimento, o desejo sincero de abandonar o pecado. A salvação é pela graça através da fé conforme o apostolo Paulo escreve sua carta aos Efésios 2.8-9.

Quando alguém confia em Cristo como Salvador, Deus perdoa e aceita essa pessoa como coberta completamente pela justiça do Cristo.

O crente torna-se um filho de Deus, e lhe é assegurada a vida eterna com Ele, João 3.16.*

Isto é o Evangelho!

Se algum pecador, qualquer que seja, deseja salvação da condenação eterna, precisa de Cristo em sua vida.

Só Jesus Cristo salva!

Louvado seja o nome do Senhor!

Rev. Cristiam Matos

* Extraído da Bíblia de Estudo de Genebra. São Paulo e Barueri, Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999, pág. 1560.

 

O Poder do Evangelho – Romanos 1.16-17

A Epístola aos Romanos é a mais rica e abrangente declaração de Paulo sobre o evangelho, também encontramos a chave para o entendimento das Escrituras. Nesta Epístola encontramos a união de grandes temas da bíblia a saber, o pecado, a lei, o julgamento, o destino humano, a fé, as obras, a graça, a justificação, a santificação, a obra de Cristo e do Espírito Santo a esperança cristã, a natureza da igreja, a eleição, o lugar dos Judeus e dos gentios não-judeus nos propósitos de Deus, o significado da mensagem do Antigo Testamento, os deveres do cristão frente ao estado e os princípios de retidão moral. Essa Epístola é um tratado teológico, uma densa, completa e edificante carta a ser estudada.

Não sabemos como e quem fundou a igreja cristã em Roma, alguns eruditos acreditam que fora fundada por convertidos presentes no Pentecostes, a informação que temos, é que 49 d.C ela estava estabelecida, já tendo havido choque com os Judeus. No mundo cristão mediterrâneo eles tinham boa reputação. Muitos desses membros provavelmente foram alcançados pelo Senhor dentro das sinagogas, fruto da obra missionária entre os judeus. Os cristãos de origem gentílica foram expulsos das sinagogas, agora eles precisavam reunir-se e de forma particular, nas casas começaram.

Esta Epístola tem um estilo muito usado pelos escritores é o diatribe, era um debate imaginário que o escritor entrava com um locutor imaginário. Nesta Epístola inteira encontramos o conceito de Paulo com Deus. No versículo 17 o tema principal é a justiça de Deus. Em Romanos temos quatro diferentes usos do termo justiça:

  1. Fidelidade: As promessas de Deus têm de ser cumpridas para estarem de acordo com a natureza divina. Romanos 3.3-4.
  2. Ira: Um aspecto específico da justiça e retidão de Deus, que significa sua aversão ao pecado. Romanos 1.17; 2.5.
  3. A manifestação da justiça na morte de Cristo: O dom de Deus, que é Cristo como sacrifício propiciatório, manifesta sua justiça.
  4. A ligação da justiça e fé: A justiça de Deus é recebida pela fé somente.

Deus declara justo aqueles que por natureza são inimigos de Deus, este é o significado de justificação, não que os homens são feitos retos, mas antes, que são contados como justos. A Epístola de Romanos é interessante, pois nela encontramos a exposição da justiça de Deus, o homem não encontrará sua justificação fora do Senhor, somente o Senhor em sua infinita misericórdia, em Cristo, oferece no evangelho e a recebemos pela fé. O poder do evangelho aponta para Deus.

O apóstolo Paulo escreve que não se envergonhava do evangelho, se pensarmos na cultura do primeiro século, em que Paulo viveu, era um dos momentos mais hostis ao evangelho, mesmo assim o apóstolo Paulo se glória no evangelho. Essa época foi conhecida como os Mártires da Igreja. Inúmeras conversões aconteceram, o evangelho estava se expandido, a morte de Cristo, trouxe intrepidez para a pregação do evangelho. Além do anúncio da Palavra, o desenvolvimento da Igreja primitiva também se deve, em grande parte, ao sangue derramado por muitos cristãos em meio às perseguições.

A Igreja de Cristo, era considerada fora da legalidade aos romanos, o mais perigoso inimigo do poder romano, pois concorria com o culto ao imperador, símbolo e instrumento da força do Império.

A primeira grande perseguição do Império contra a Igreja foi impetrada pelo imperador Nero, após o incêndio da cidade de Roma, em 64, cuja culpa recaiu sobre os cristãos. Nessa época, muitos cristãos foram martirizados de forma bárbara. Os cristãos foram mortos de forma triste. Foram servidos de diversão para o público. Vestiu-os em peles de animais para que os cachorros os matassem a dentadas. Outros foram crucificados, encontramos históricos de que não havia mais madeira para fazer cruz, então eles eram colocados em árvores, estacas, os cobriam de piche e colocavam fogo nos cristãos. A outros acendeu-lhes fogo ao cair da noite, para que a iluminassem a cidade. Nero fez que se abrissem seus jardins para esta exibição, e ele mesmo ofereceu um espetáculo, pois se misturava com as multidões, disfarçado de condutor de carruagem, ou dava voltas em sua carruagem. Tudo isso fez com que despertasse a misericórdia do povo, mesmo contra essas pessoas que mereciam castigo exemplar, pois via-se que eles não eram destruídos para o bem público, mas para satisfazer a crueldade de uma pessoa.

Muitos cristãos morreram, o apóstolo Paulo foi considerado um dos maiores infratores, acusado de ser responsável pela metade de Roma estar em cinzas. Em meio a tanta hostilidade o apóstolo Paulo escreve, não me envergonho do evangelho, ele sabia que o evangelho aponta para Deus, e sabia que ele era totalmente vulnerável, pois ele dependia de Deus.

O poder do evangelho aponta para Deus, para a Salvação em Jesus Cristo e para viver pela fé. Jesus Cristo é nosso Senhor e salvador, nós recebemos a boa nova da Salvação e ensinamos a boa nova da salvação.

Olhe para Cristo Jesus, viva para Cristo Jesus. Que Deus abençoe nossas vidas.

Uma semana abençoada a todos.

Rev. Cristiam Matos

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