Ociosidade ou Produtividade. 2 Pedro 1.3-8

Uma vez que Deus já nos concedeu tudo o que conduz à vida e à piedade, devemos desenvolver as qualidades que nos farão mais ativos e produtivos. Para isso devemos perguntar-nos; como é a nossa experiência cristã? Um impulso inicial seguido de uma acomodação crônica?

O texto de 2 Pedro 1.3-8 nos ensina o que Deus já fez por nós e o que nós devemos fazer para evitar a ociosidade e aumentar a produtividade. Na escritura encontramos resposta para viver uma vida para o Senhor. Como a bíblia é nossa regra de fé e prática, destacamos alguns pontos importantes para responder a essas perguntas, conforme a segunda epístola de Pedro.

O primeiro ponto mostra-nos, Deus nos chamou para sua própria glória e virtude, no vs. 3 encontramos, “Visto como, pelo seu divino poder, nos têm sido doadas todas as coisas que conduzem à vida e à piedade, pelo conhecimento completo daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude.”

 A Bíblia afirma claramente que a salvação eterna acontece por obra de Cristo, realizada na cruz, a qual é aplicada sobre o pecador pelo Espírito Santo. Deus, então, chama pecadores para si do estado de perdição para a salvação eterna, para sua própria glória e virtude.

A salvação eterna, visto ser dada a nós, por iniciativa de Deus, redunda em glória para o próprio Deus. E, assim, quando reconhecemos que somos salvos pela graça de Deus, em Cristo, nos rendemos ao Senhor. Louvado seja Deus pela salvação extraordinária, graciosa, que recebemos!

 Bendito seja nosso Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, pois em sua misericórdia que se renova a cada manhã, somos lavados, perdoados e regenerados.

 Ser encontrado por Cristo e, consequentemente, encontrar-se com Cristo, revela conhecimento da glória de Deus, pois Cristo revela Deus e sua glória. O Deus glorioso, o glorioso Jesus, transforma-nos a cada dia, “E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito.”, conforme a segunda carta que o apóstolo Paulo escreve aos Coríntios 3.18.

 O contato com a glória de Cristo faz toda a diferença em nós, nos leva a considerar nossa co-participação na natureza divina.

 O segundo ponto mostra-nos, que O Deus nos fez participantes da sua glória. Pensar sobre nossa participação na glória de Deus nos eleva num patamar que jamais poderia ser alcançado pelo nosso próprio esforço. Contudo, somos chamados para participarmos da glória de Deus, à uma íntima comunhão com Deus, pois fomos feitos à imagem de Cristo.

 Embora a imagem de Cristo em nós ainda não seja perfeita, é apenas uma questão de tempo e seremos à imagem perfeita do nosso Salvador e Senhor, Jesus Cristo.

 Nosso corpo será parecido ao de Jesus Cristo. Paulo afirma aos Romanos 8.29, “Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho…”. Nós somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser, mas um dia será manifesta, no glorioso dia.

 Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a Ele, teremos um corpo parecido ao de Cristo, seremos salvos do poder do pecado, porque haveremos de vê-lo como Ele é. Perfeito em santidade!

 Nós somos filhos de Deus, mas ainda não somos na forma completa, total do que haveremos de ser. Não estamos mais perdidos e condenados, por esse motivo ainda não somos o que haveremos de ser, glorificados. Isso acontecerá na volta de Jesus Cristo, quando Ele buscar o povo exclusivamente Seu.

 Esta é a razão pela qual a corrupção que há no mundo acaba perdendo a força em nossa própria vida. É isso certeza que encontramos no vs. 4, pois uma vez participantes da glória de Deus, Deus também vai nos livrando da corrupção das paixões que há no mundo.

 O terceiro ponto mostra-nos, que por Sua graça, tudo que temos e somos recebemos graciosamente de Deus. Assim, não podemos ficar indiferentes ao Senhor, ao contrário, temos que ser diligentes em desenvolver o que da parte de Deus recebemos.

 O que recebemos de Deus, deve tornar-nos mais  diligentes em todas essas coisas, conforme encontramos aqui na epístola, a saber:

 A Fé, resposta ativa ao que Ele graciosamente fez por nós; a Virtude, excelência, à imagem de Cristo, isso significa o esforço em imitar Cristo; o Conhecimento, capacidade para perceber e escolher o que é correto, o Domínio próprio, submissão ao controle de Cristo, pelo Espírito; a Perseverança, perseverar no Senhor para crescimento espiritual; a Piedade, consciência de um viver diário, constante e íntimo com Deus; a fraternidade, comunhão verdadeira com os irmãos; o amor, o maior de todos os dons, realizar todas as coisas na base do amor, seja em qualquer afazer, seja no relacionamento com outros.

 Então, considerando que somos chamados por Deus para sua glória e que Deus nos fez participantes da sua glória, devemos lutar para que essas qualidades, que Deus mesmo colocou em nós, aumentem e sejam cada vez mais desenvolvidas, fazendo com que não sejamos inativos, nem infrutuosos em nosso viver diante do Senhor, conforme registro no versículo 8.

 Podemos concluir conforme descrito na segunda carta de Pedro, conforme os versículos 3 a 8, que, o contrário de produtividade é ociosidade. Se não desenvolvermos essas práticas, tendemos a ser ociosos diante de Deus.

 A luz deste texto faremos duas reflexões:

 Quais sentimentos temos, quando consideramos que Deus nos chamou para sua própria glória e para sermos participantes da sua glória?

 Qual avaliação fazemos de nós mesmos quanto às qualidades dinâmicas que precisamos desenvolver?

 Que nosso Senhor nos fortaleça e nos ajude a caminhar no Senhor.

 Aplicações para nossas vidas:

  1.   Você entende que a graça derramada sobre as nossas vidas, conduz o homem ao desejo de parecer com Jesus Cristo, ser como Cristo foi, andar como Cristo andou, somente é possível este desejo, porque o Senhor concedeu a nós.
  2.   Você sabe que somente em Cristo Jesus encontraremos a plenitude de alegria, não devemos ser ociosos, mas sim produtivos no reino. Produzir frutos, empregarmos nosso dom no reino.
  3.   Nossa atitude deverá nos levar a praticar o que o Senhor coloca em nosso coração. Se a resposta às perguntas for um sentimento indescritível, de uma alegria inexplicável, nossa atitude será de glorificar a Deus hoje e por toda a eternidade. Glorifique ao Senhor, dedique-se ao Senhor, viva em resposta ao chamado do Pai.

 

Rev. Cristiam Matos

Vivam em Amor – Efésios 5.1-9

O apóstolo Paulo escreve aos efésios como o intuito de alertá-los quanto ao viver em amor, sendo imitadores de Cristo, observe o carinho empregado no primeiro versículo, filho amado.

A pureza de vida leva o cristão a perceber que são filhos queridos de Deus e por isso o desejo do cristão é ser como Ele. Ter uma vida dominada pelo amor, assim como Jesus Cristo nos amou e deu sua vida por nós, essa oferta de perfume agradável, um sacrifício que agrada a Deus.

O amor de Deus é tão grande que Ele deu seu único filho, Ele era o verbo e o verbo no princípio estava com Deus, o Deus encarnado, filho amado, amou a todos dando a sua vida, para dar-nos vida.

Jesus Cristo quando aqui este, andou, como um de nós, em sua natureza divina, não interferiu em sua natureza humana, mas pela natureza divina não pecou. Ele foi tentado de todas as formas. Jesus cresceu, estudou, trabalhou e em tudo amou, assim, mostrou a toda humanidade como o amor verdadeiro pode mudar toda uma história.

Cristo concedeu-nos o direito imerecido de ser filho do Pai celeste, e pela sua maravilhosa obra, somos feitos filhos adotivos do Pai. Ele colocou-nos como parte do povo de Deus, e a sua vida ensinou que Jesus Cristo, nunca se envolveu em indecência, imoralidades sexuais, cobiça, somos orientados a também não ter isso como parte de conversar, tais assuntos.

O apóstolo Paulo aponta dois extremos neste momento, o primeiro é de imitar a Deus como servos, o outro é de imitar a Deus como se o homem fosse um semideus.

Um homem semideus não se importa com a verdadeira vontade de Deus, então em suas atitudes ele questiona se a imoralidade, lascívia, idolatria, cobiça enfim tudo o que desagrada a Deus, realmente é um desagrado e então sua motivação não é agradar a Deus, mas a si. Por esse motivo o homem se tornou um semideus, um idólatra de si.

O homem não pode imitar a Deus em soberania, onipotência, onisciência e onipresença, jamais conseguiremos imitar a Deus na criação ou na redenção.

O apóstolo Paulo deixa claro que imitar ao Senhor é como nas escrituras, primeiro, devemos amar ao Senhor de todo nosso coração, sendo obedientes até a morte. Segundo, somente imitaremos a Cristo se for através do conhecer a escritura, assim como encontramos em Mateus 5.43-48, Lucas 6.35, 1 João 4.10-11, João 13.34, João 15.12, Romanos 15.2-7, 2 Coríntios 8.7-9, Filipenses 2.5, 1 João 3.16.

O apóstolo Paulo está argumentando que os filhos são como seus pais, aprendendo por observação e imitação. Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu único filho por amor, por isso todo cristão anda em amor. Deus é luz, neste sentido como filhos devemos andar como filhos da luz, Ele é verdade, o cristão deve andar em sabedoria, na verdade, em Jesus Cristo.

O verbo imitar aparece como imperativo, todo cristão deve ser imitador de Cristo. Mas você conhece a origem deste verbo.

A palavra imitar vem da mesma palavra mímica, a mímica era a parte mais importante no desempenho de um orador, três coisas faziam parte da vida de um grande orador, teoria, mímica e prática.

Se você pretende ser um grande orador, então imite os grandes oradores do passado, mas, se você quiser ser santo, então imite a Deus, ao nosso Senhor e salvador Jesus Cristo.

Paulo ensina que devemos imitar a Cristo em amor, andando em amor, fazer do amor sua principal regra de vida. O amor de Cristo possui duas características interessantes, a primeira é o perdão e a segunda o sacrifício.

O perdão é vital na vida do cristão, Deus amou-nos e perdoou-nos, o cristão recebe o perdão imerecido, o Senhor não espera nada em troca, não cobrou nada de nós, estamos salvos em Cristo Jesus, unicamente por amor, pleno, perfeito e puro. O sacrifício de Cristo foi agradável ao Pai, no sentido de que satisfez sua justiça e adquiriu eterna e eficaz redenção para nós.

O apóstolo Paulo ensina que Jesus Cristo nos ensina a andar em amor, mas condena a perversão do amor. Todo cristão deve andar em santidade, o próprio Senhor disse, sede santos, porque Eu Sou Santo. Paulo menciona quais pecados devemos fugir, como a prostituição, todos os tipos de impureza, a cobiça nem se quer pode ser mencionada entre os homens, como convém os santos. Não deve haver indecência, conversas tolas, gracejos obscenos, essas coisas são inconvenientes. O apóstolo Paulo ensina que o cristão que vive em Cristo, tem palavras em ações de graça, ou seja, palavras que edifique, ensine, glorifique ao Pai.

Os pecados da língua não deviam estar presentes na vida dos crentes, as conversações tolas, palavras vãs, chocarrices, nunca deveriam fazer parte dos vocabulários dos cristãos, as palavras obscenas, contar piadas imorais nem se envolver em mexericos fúteis o cristão deveria. O cristão não se envolve com isso, porque ele é nova criatura, por ser uma nova criatura, é a nova sociedade de Deus, a qual Ele escolheu desde a eternidade. Porque somos a nova sociedade de Deus devemos adotar padrões novos e porque decisivamente nos despojamos da velha vida e nos revestimos da nova vida devemos usar roupas apropriadas. Devemos abster-nos de toda e qualquer imoralidade, nosso corpo foi criado por Deus, e estamos unidos a Jesus Cristo e somos habitados pelo Espírito Santo. Que extraordinário o que Jesus Cristo faz em nossas vidas.

O apóstolo Paulo aqui avisa que o temor do julgamento deve estar presente na vida do cristão, os imorais podem escapar do julgamento da terra, mas nunca escaparão do julgamento e juízo perfeito de Deus. A bíblia ensina que os imorais herdarão o reino das trevas, jamais entrarão no reino de Jesus Cristo. Aqueles que amarem, imitarem a Cristo, com a intenção pura de parecer com Cristo, esses herdarão o reino dos céus, pois toda a injustiça já foi retirada dos Cristão que vivem em Cristo. O Reino de Cristo é o reino da justiça, aquele que se entregar ao Senhor, esse será salvo.

O apóstolo Paulo agora menciona os filhos da desobediência, esses conhecem as leis de Deus, e deliberadamente a desobedecem, sobre esses cairá a ira de Deus, hoje e por toda a eternidade. Mas é para os que obedecem ao Senhor e em amor estão em Jesus Cristo. O apóstolo Paulo também menciona em sua carta que ele fala dos filhos da luz. Aqueles que são luz no Senhor devem produzir frutos luminosos, o fruto da luz está em toda bondade, justiça e verdade, procurando saber o que é agradável ao Senhor.

Toda bondade, justiça e verdade contrastam com a vida impura e lasciva daqueles que são trevas e vivem nas trevas. A bondade (agathe syne) é certa generosidade de espírito. A justiça (dikaio syne) é dar aos homens e a Deus o que lhes pertence. A verdade (aletheia) não é simplesmente algo intelectual que se absorve com a mente. A verdade é moral, não só é algo que se conhece, mas que se faz.

A nossa condição anterior em Adão é vividamente descrita em termos de sono, de morte e de trevas. Cristo liberta-nos de tudo isso. A conversão não é nada menos do que despertarmos do sono, ressuscitarmos dentre os mortos e sermos trazidos das trevas para a luz de Cristo. A luz deste texto podemos tirar três aplicações para nossas vidas.

  1. Sabemos que devemos viver em amor, assim como Cristo nos amou, ser discípulos, imitadores de Cristo. Desejar andar como Cristo andou, não sermos parecidos com o mundo, mas sim com Jesus Cristo. Viva em amor, amando como Cristo amou, negando a si, para glorificar ao Pai.

 

  1. Entendemos que o cristão tem de linguajar, vocabulário diferente, não utiliza de coisas frívolas, palavras que entorpecem, para sempre procura em meio às conversas, glorificar a Cristo, andando em Cristo. As palavras são palavras que emanam vida, vida em Jesus Cristo. Cuide do que você fala, lê, escreve e até mesmo veste. Para que você não se assemelhe com o mundo, mas sim, se pareça com Jesus Cristo.

 

  1. Devemos moldar, pautar, delimitar nossas vidas, conforme a escritura, estudar a Cristo, buscando a verdade na Escritura Sagrada, levara-nos para mais próximo de Cristo e com Cristo nos parecemos. Vivamos em amor, a palavra de Cristo, para a glória do Pai.

 

Que nosso Senhor nos fortaleça e nos ajude a caminhar no Senhor.

Rev. Cristiam Matos

O Salvador – Isaías 53

O profeta Isaías desenvolve seu ministério por volta do ano 740 a.C, e seu livro começa falando da visão que ele teve, durante o reinado de Uzias, Jotão, Acaz, Ezequias, reis de Judá. Os estudiosos relatam que Isaías era um aristocrata, muito bem relacionado com o palácio e a monarquia. Foi chamado por Deus e aparece entre os Profetas maiores, que mais profetizou a vinda e vida de Jesus.

Aqui no capítulo 53, ele fala como se desenvolveu o sacrifício de Jesus Cristo e o estado, em que Ele ficou ou como estava a sua aparência. É importante mencionarmos que esses fatos, também se encontram descrito no evangelho segundo Mateus 8.17, “17 para se cumprir o que foi dito por meio do profeta Isaías: “Ele mesmo tomou as nossas enfermidades e carregou as nossas doenças.””

Jesus Cristo sendo Rei, tornou-se servo e foi rejeitado entre os homens, encontramos neste capítulo a rejeição à JESUS (v.1,9), a aparência desfigurada de JESUS (v.2), o sofrimento e martírio de JESUS (v.3), a indiferença do povo em relação ao sofrimento de JESUS. Eles pensavam que Jesus Cristo estava sendo castigo pelos seus atos (v.4).

A gravidade do sofrimento de JESUS (v.5,8,10), é representada no madeiro, onde nosso Senhor foi moído, por causa dos nossos pecados, o estado pecaminoso de todos nós (v.4,6), levou a Jesus Cristo dar a sua vida, para recebermos a sua maravilhosa graça.

O profeta Isaías demonstrou com detalhes o que Jesus Cristo, nosso Salvador faria, pois somente Ele poderia fazer isso. Nosso Senhor foi homem, mas não deixou sua natureza divina, como homem, se fez pecador, como Rei dos reis se fez vencedor, venceu a morte.

Jesus Cristo morreu a morte de cruz, uma das mortes mais terríveis, pois somente pessoas consideradas culpadas, de grandes e terríveis atrocidades eram levados a cruz, para servir de exemplo. Ele fora levado a cruz para a glória do Pai, a obediência incondicional de JESUS ao PAI (v.7), o levou a receber a recompensa dada por Deus PAI, a alegria de ver os frutos do seu penoso trabalho (v.11), mesmo nós não merecendo. O Rei, O Deus, O Senhor, aquele que É o ontem, o hoje e sempre será, entregou a vida, venceu a morte e vivo está. Ele deu-nos vida, vida em Jesus, colou-nos no seu santo templo, somo feitos filhos, pela obra perfeita do Senhor.

A mensagem de Isaías e seus companheiros profetas, leva-nos a Jesus Cristo, através da pregação, da Escritura sagrada somos apresentados ao Cristo da vida, que nos amou de tal forma que recebemos o perdão pleno, por um homem que não tinha aparência, para atrair-nos a Ele, nada havia em sua aparência para o desejarmos. Ele sendo rejeitado pelos homens, não rejeitou aos homens, essa demonstração de amor, é a demonstração que mesmo sendo Rei, foi servo fiel, e sua fidelidade conduz a nossa fidelidade a Ele. Porque Ele nos amou, hoje o amamos. Louvado seja o Senhor.

Ele é o filho do amor, o cordeiro que foi esmagado pelos nossos pecados, o castigo sofrido na cruz, deu-nos paz, a paz com Deus. A sua luz brilhou em nós, porque Ele se entregou em nosso lugar. Jesus Cristo se fez pecador para fazer-nos filhos, sem dizer uma só palavra, se entregou como escravo, e nos fez viver. Oh glória! Como é extraordinário o que Jesus Cristo fez.

Nós somos ovelhas, a ovelha não sabe cuidar de si, limpar sua própria lã, é medrosa, não sabe para onde ir se o seu pastor não o guiar, enxerga muito pouco, somente curtas distâncias. O Senhor ao olhar para nós, vendo que nunca seriamos capazes de conhecer plenamente ao Pai, a cumprir de forma perfeitas as leis do Juiz Supremo, fez carne e no castigo que o esmagou, nós recebemos a paz, a redenção de nossas iniquidades.

Hoje podemos confessar ao Senhor, dizendo que Ele foi ferido por nossas transgressões, levou nossos pecados sobre seu corpo na cruz, em lugar de nossa culpa, Ele nos deu paz, em lugar da escravidão, nos libertou, nossa alma foi sarada pelas suas pisaduras.

Nós andávamos todos desgarrados, longe do aprisco do Pastor, mas Ele foi nos procurar, em montes gélidos e desolados, conduzindo-nos para o lar celestial.

Nosso Senhor sofreu cinco tipos de ferimentos, as contusões dos golpes com varas, as lacerações causadas pelos açoites, feridas penetrantes da cora de espinho, perfurações que atravessaram causado pelos pregos e incisões causada pela lança. Como uma ovelha que não se queixa perante os seus tosquiadores, Cristo suportou a cruz.

Jesus Cristo foi desprezado e, no entanto, é aceito e adorado, foi pobre, mas é rico. Morreu, porém, está vivo. Ele suportou, entregando-se em nosso lugar, o cordeiro perfeito. Ele é Jesus Cristo nosso Salvador.

Ele nos deu vida!

A luz de Isaías 53, podemos olhar para Jesus Cristo, dobrar nossos joelhos e o adorar. A vida, paz, alegria somente serão encontradas em Jesus Cristo, reconheça o Senhor como o único Deus.

A bíblia ensina que não seremos salvos se não estivermos em Cristo, Ele é o rio da vida, em Cristo um dia não haverá mais noite, dor, sofrimento, tristeza, clamor, um dia estaremos na presença do Senhor, veremos ao Cristo ressurreto, estaremos na eternidade, em plenitude de alegria.

Jesus Cristo está lhe convidando para fazermos parte desta grande família, muito breve, logo todo olho verá, nosso Senhor em majestade e glória descendo da mesma forma que subiu, para buscar o seu povo, um povo exclusivamente seu.

Que o Senhor transforme seu ser, e que você seja alcançado pelo nosso Senhor e salvador.

Nesta reflexão encontramos três aplicações para nossas vidas.

  1. Sabemos que somente em Jesus Cristo encontraremos salvação, a graça derramada sobre os cristãos é somente para quem está em Cristo e se alegra verdadeiramente com sua morte e ressurreição.

 

  1. Entendemos que não somos capazes de fazer algo que agrade ao Senhor, nada que fazemos trará alegria ao coração de Deus, de tal forma que Ele estará recompensado a nós por merecimento da salvação.

 

  1. Devemos buscar a Cristo Jesus como nosso real e único salvador, pois sua graça, foi concedida de graça. Ele pagou nossos pecados, levou sobre si nossas transgressões, deu-nos vida. Todo poder e autoridade, a tudo sustenta pela palavra, foi do agrado de Deus que Ele tenha supremacia. A verdadeira e única salvação está em Jesus Cristo, o resplendor do Pai. Que Jesus Cristo transforme sua vida, que Ele continue a ser o único sentido de viver, pois, viver é Cristo e morrer é lucro.

 

Não existe nada que não pertença ao Senhor, a Ele toda a honra glória e louvor.

Uma semana abençoada.

Rev. Cristiam Matos

Vida de Oração.

A pastoral de hoje focará na segunda parte do Pai Nosso. A oração é o meio pelo qual nos aproximamos de Deus e nos tornamos mais íntimos dEle. Para uma vida com Deus é indispensável o momento de oração, nossa vida com Deus e transformação em nossa vida pessoal, no lar e na igreja, vem por meio da oração. Na primeira parte da oração que Jesus ensinou a seus discípulos estudamos o ser de Deus e sua glória: Nome, Reino e vontade de Deus.

Hoje, focaremos a atenção na segunda parte da oração ensinada por Jesus, que aponta para nossa dependência de Deus em nossas necessidades, mais especificamente no texto de Mateus 6.11-13. Devemos reconhecer, em oração, nossa total dependência de Deus.

Na oração, devemos reconhecer nossa dependência de Deus no sustento diário. Devemos pedir a Deus coisas de que precisamos para viver uma vida saudável. A oração que Jesus ensinou não autoriza alguém pedir uma vida de luxo, extravagância ou futilidades, nosso pedido deve centrar-se na vontade do Pai. Lembremo-nos de que o contentamento na vida não é adquirido por intermédio dos bens que possuímos, mas por uma vida submissa a Deus, dedicada ao Senhor, com nossas alegrias e prazeres voltados para a glória do Senhor. O apóstolo Paulo afirmou, “…aprendi a viver contente em toda e qualquer situação.” (Filipenses 4.11), assim também nós devemos viver. A oração nos ensina a ser moderados e concede-nos a confiança expressa no poder de Deus, que supre cada uma de nossas necessidades diárias. O Senhor Jesus disse que o Pai celeste sabe, que precisamos de vestimenta e de alimento. Então, na dependência de Deus, a oração é um instrumento pelo qual confessamos duas coisas ao mesmo tempo, a estreiteza de nossos recursos e a extrema largueza dos recursos do poder e do amor de Deus.

Jesus Cristo perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores (vs. 12), neste sentido temos uma expressão profunda da maturidade cristã, quando aprendemos a perdoar sem esperar algo em troca. O perdão é tão indispensável à vida e à saúde da alma como o alimento para o corpo. O pecado é comparado a uma “dívida”, porque merece o castigo. Mas quando Deus perdoa o pecado, Ele cancela a penalidade e anula a acusação de que há contra nós. Somente o Senhor dos senhores pode fazer isso, algo que é impossível aos olhos humanos é totalmente possível para o Pai Celeste. Devemos aprender a confessar os nossos pecados.

A prática da confissão é nossa apresentação diante de Deus para nos declararmos culpados de pecados pessoais e específicos, com o propósito de obter perdão e purificação, mediante a obra substitutiva de Jesus Cristo. A confissão verdadeira remove a crise provocada pelo pecado e restaura a comunhão perdida com o Pai. Ao orarmos a Deus, pedindo o seu perdão, devemos também ter um coração disposto a perdoar. 

O Perdão é vital para a vida cristã, nós sempre achamos que não devemos perdoar, pois achamos que o próximo não merece o perdão, mas se lembre que nós não merecemos o perdão do Pai, mesmo assim por amor, para a Sua própria glória, somos perdoados, lavados, redimidos de nossos pecados. Isso não significa que se perdoarmos alguém, passamos a ter o direito de sermos perdoados por Deus.

O perdão de Deus é sem qualquer mérito da nossa parte, ou seja, é incondicional. Contudo, o verdadeiro crente em Jesus Cristo deseja o perdão de Deus na mesma medida em que ele deseja perdoar e perdoa a quem quer que seja. Assim, a evidência de um verdadeiro arrependimento é um espírito perdoador. Perdoar e pedir perdão são parte integrante da vida cristã. Todos nós temos a necessidade de perdoar. O perdão e a confissão fazem bem e restauram os relacionamentos.

Onde há relações partidas, feridas não resolvidas, mágoas não tratadas e relacionamentos interrompidos, demonstra claramente a falta de perdão e de confissão ao Senhor. Consciência pesada por falta de perdão gera armazenamento de mágoas no coração e tormento por pensamentos, e sentimentos maus e destruidores. Por isso, é importante a consciência de que o perdão de Deus, em termos de relacionamento restaurado, exige relacionamento restaurado também com outros que nos ofenderam.

Somente o Senhor pode livrar-nos do mal e não nos deixar cair em tentações, é sempre uma tragédia para a vida cristã e para a nossa comunhão com Deus quando caímos em tentação. Nosso Senhor nos ensina a pedir que não caiamos em tentação. A tentação induz ao pecado, nos enfraquece, nos afastar de Deus, nos entristece e roubar nossa alegria em Jesus Cristo, gerando endurecimento em nosso coração, dentre outras coisas. O melhor dos santos pode ser tentado pelo pior dos pecados. Mas, ser tentado não é pecado. Cair na tentação, isso sim, é pecado. O tentador é bem esperto e nos tenta em momentos oportunos, mais vulneráveis. Jesus foi tentado quando estava com fome. O adversário tenta nos momentos de carência, necessidade, quando estamos mais fragilizados. Tomemos cuidado com nossas carências e fragilidades.

Jesus foi tentado também quando estava só, provavelmente com fome, sede, cansaço. Nesses momentos somos mais tentados. Após um momento de auge espiritual, tendemos a baixar a guarda, então tornamo-nos mais vulneráveis. Quando estamos debilitados, então o inimigo aproveita-se para tentar-nos no ponto fraco. Quando estamos sós, somos mais tentados ainda, pois ninguém está vendo. Neste sentido para não ficarmos fracos temos a solução ensinada por Jesus Cristo, Nosso Senhor, Jesus disse; “Vigiai e orai, para que não entreis e tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.” (Mateus 26.41).

A luz deste texto faremos três aplicações: 

Entenda que se orarmos como Jesus nos ensina, experimentaremos em Deus satisfação e alegria em depender dEle, somos sustentados por Ele, o perdão com Deus e com outros, o livramento da tentação, vem do Senhor e isso é causado pela comunhão que traz revitalização espiritual. Ore ao Senhor intensamente.

Saiba que o Senhor os ensina que devemos viver no centro de Sua vontade, a vontade do Pai é ser adorado, glorificado, neste sentido, tenha Jesus Cristo como o Senhor de nossas vidas, pois somente em Cristo encontraremos forças para superar e aproximarmos em oração de Cristo Jesus.

Dedique-se agora mesmo, dobre seus joelhos e ore ao Senhor.

Invista seu tempo para conversar com o Pai celestial, o Rei dos reis, nosso Senhor.

Que Deus o abençoe!

Rev. Cristiam Matos

Revitalizando a vida de oração

A oração é o meio pelo qual nos aproximamos de Deus e nos tornamos mais íntimos dEle. É um recurso indispensável para revitalizar nossa vida com Deus e transformação em nossa vida pessoal, no lar e na igreja. A oração revitaliza nossa vida pessoal, familiar, emocional, ou seja, em todas as áreas. Ter vida de oração é dedicar-se ao Senhor nosso Pai, eterno Deus. Uma vida de intimidade em oração, leva-nos a ter uma profunda comunhão.

Na vida cristã experimentamos momentos de fervor espiritual, mas também, às vezes, momentos de frieza na fé. A oração do Pai Nosso foi ensinada por Jesus para nos orientar em nossas orações. Na semana passada iniciamos nossa pastoral com a oração que Jesus ensinou, continuando nesta mesma linha, olharemos para as orientações do Senhor Jesus sobre como devemos orar. Olharemos neste primeiro momento, como não orar.

Em Mateus 6.5-8 Jesus nos ensina como não devemos orar. Ele afirma duas coisas nesse sentido. Jesus Cristo reprova aqueles que oram com sentido de exibicionismo espiritual. “E, quando orardes, não sereis como os hipócritas; porque gostam de orar em pé nas sinagogas e nos cantos das praças, para serem vistos dos homens…” (vs. 5). A oração para os fariseus era um meio de autopromoção. Aqueles que oram tão somente por orar, ou seja, que oram com os lábios e só se preocupam em repetir tal oração. “E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos.” (vs. 7). O que é pronunciado pela boca precisa estar em harmonia com a mente e com o coração, e não somente repetições. Essa harmonia será refletida na vida pessoal, no momento em que todos estiverem olhando, nossa atitude de vida, deve ser uma constante oração ao Senhor.

Entendendo como não devemos orar, Jesus Cristo deixa-nos princípios de como orar, nos ensina que devemos ter alguns princípios, em nossa vida de oração, a saber, o princípio da exclusão: “…quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai…” (vs. 6). Devemos excluir tudo o que tenta nos distrair na presença de Deus em oração. Neste sentido, podemos e devemos ficarmos a sós com Deus, para focarmos na oração a Deus. Esse momento a sós com o Pai, é não ter rádio, TV, celular, tablet, telefones, nada que possa distrair-nos ou se quer interromper o momento com o Pai. Quando nada atrapalha, distraí nosso momento com Deus, entendemos o princípio da percepção, como ensinado por nosso Senhor Jesus Cristo, “…orarás a teu Pai…” (vs.  6). Entender que estamos diante de Deus, o Rei dos reis, General dos generais, o soberano, perfeito e pleno Senhor, em oração, perceber quem Ele é. Deus nos convida à comunhão intensa com Ele. Neste momento falaremos em oração sobre nossos desejos, experiências, necessidades, dificuldades, medos e feridas.

O princípio da confiança, quem é o Senhor, leva-nos a aproximar dele, “…teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.” (vs. 6), a aproximação do Pai em oração, conduz o cristão a plena e única confiança, assim como a simplicidade de uma criança com seu pai, nós teremos com o Senhor. Precisamos ter a certeza de que Deus, verdadeiramente, é nosso Pai. Por isso chamamos O Deus, de Pai Nosso, a maravilhosa graça, concedida por intermédio de Jesus Cristo, conduz-nos à adoção e por isso podemos chamar com intimidade nosso Deus de Pai Nosso. Louvado é o nome do Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

A oração ensinada por Jesus a seus discípulos pode ser dividida em duas partes principais, a saber, primeiro, três pedidos que expressam nossa preocupação com o ser de Deus e com a glória de Deus, e, segundo os pedidos que expressam nossa dependência da graça de Deus. Como visto na semana passada, iniciamos a oração adorando ao Pai e finalizamos a oração adorando ao Pai, a Deus, nosso Pai, toda honra, glória e louvor.

Neste momento quero enfatizar os pedidos que devemos fazer em oração ao Pai, na perspectiva da relação a Deus e sua glória. Nas duas próximas pastorais trataremos dos pedidos ao Pai Nosso. Em relação a Deus e sua glória, Jesus nos ensina a orar, afirmando, Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome, a oração é dirigida a Deus, o Pai, clamando para que o nome de Deus seja santificado. Lembremo-nos de que o “nome” na Bíblia se relaciona com quem a pessoa é, neste sentido, Deus é o Soberano, o Todo Poderoso, o Senhor dos senhores, único, inigualável e incomparável. Pedir a Deus para que o seu nome seja santificado, implica em adorar e exaltar o próprio Deus, o seu ser, sua pessoa.

A pregação de Jesus sobre o Reino de Deus é bastante interessante. Ele diz que seu Reino não é deste mundo, conforme registrado no evangelho de João 18.36, “36 Jesus respondeu: — O meu Reino não é deste mundo. Se o meu Reino fosse deste mundo, os meus ministros se empenhariam por mim, para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas agora o meu Reino não é daqui.”, mas diz também que o seu Reino era presente, conforme registrado no evangelho segundo Mateus 12.28, “28 Se, porém, eu expulso os demônios pelo Espírito de Deus, certamente é chegado o Reino de Deus sobre vocês.”, e diz ainda que seu Reino era futuro segundo o evangelho de Mateus 25.34. O Reino de Deus encontramos no passado, presente e no futuro. Orar pelo Reino é orar e pedir para que, de fato, o Reino de Deus se expanda sobre a terra em termos missionários, mas também para que experimentamos de forma intensa, já, no tempo presente, os benefícios antecipados da eternidade com o Senhor.

Jesus Cristo ensina a pedir ao nosso Senhor que seja feita a tua vontade, considerando que a vontade de Deus é “boa, perfeita e agradável”, devemos orar intensamente para que a vontade de Deus seja feita em nossa vida. Até podemos ter uma vontade pessoal, mas devemos aprender a colocar nossa vontade em submissão completa à vontade do Pai. Viver no centro da vontade do Pai é o maior benefício que o cristão deve ter. Se a eternidade com o Pai é o que mais desejamos, e a vontade do Pai no céu sempre foi e sempre será feita, devemos desejar também que a vontade do Pai seja uma realidade em nossa vida enquanto estivermos aqui na terra. Quando oramos ao Pai, pedindo que seu nome seja santificado, pedindo que venha o Reino e pedindo a vontade de Deus, devemos nos comprometer com a oração que estamos fazendo. Ore conforme Jesus ensinou seus discípulos a orar, e saibamos que a oração é um meio genuíno para a revitalização da vida cristã pessoal e da igreja.

A luz do que vimos o que você acha que aconteceria se passássemos a orar intensamente, diariamente, individualmente e comunitariamente? Quais escolhas você pode fazer nesse sentido?

Que nosso Senhor queime nossos corações, o Espírito Santo incomode-nos para buscar ao Senhor em oração mais intensamente. Que Deus abençoe-nos.

 

Rev. Cristiam Matos

Ore como Jesus ensinou – Mateus 6.9-15

A oração é o bálsamo do cristão, o momento mais importante que temos, é quando somos totalmente vulneráveis, pois estamos na presença do Rei dos reis, Senhor dos senhores. A oração coloca-nos frente a face do Pai. Na oração é o momento que conversamos com Deus nosso Pai, neste momento os ouvidos e olhos do Senhor, do Pai, estão voltados para nós.

A oração é o momento extraordinário, no qual estamos em Sua presença, na presença do Pai. Jesus Cristo teve seu ministério marcado pela oração, ensina-nos a orar como deve, da forma que agrada ao Pai, é neste sentido que meditaremos no tema Ore como Jesus ensinou.

O evangelho segundo Mateus registra essa oração, demonstrando o propósito dela, a relação existente na oração entre o homem e Deus e Deus e o homem. O propósito desta meditação é orar como Jesus orou, neste sentido como discípulos de Cristo, orar como agrada ao Pai.

Jesus ensina seus discípulos a orar, não é uma oração para ser repetida como um mantra, o objetivo é nos ensinar, princípios acerca de quem é Deus e de quem somos nós. Na oração que estamos olhando, encontramos uma declaração que diz respeito ao ser a quem oramos. Jesus lança esses fundamentos, demonstrando que, devemos dirigir-nos, a Deus como Pai. Deus não é um ser distante, mas está perto de nós, como Pai. Ama-nos, conhece-nos, protege-nos, abençoa-nos. Devemos dirigir-nos a Deus como nosso Pai, o direito legítimo de chamar ao Deus de “Pai nosso”, é porque somos adotados, por intermédio de Jesus Cristo. Somente pelo Espírito Santo, o qual nos uniu a Cristo e promove nossa adoção à família de Deus, é que agora podemos dizer “Aba, Pai”. Somos membros da família de Deus. Somos irmãos uns dos outros. Somos filhos do mesmo Pai. Ao orar, é preciso lembrar que somos parte da família de Deus, constituída de cristãos de todo o planeta.

A grandeza do nosso Pai é insondável e sua glória incomparável. Ele é o nosso Pai que está no céu. Ele é elevado, sublime e glorioso. A maior satisfação do cristão é ter intimidade com Deus, essa intimidade conduzirá as nossas orações com conteúdo em relação a Deus. Antes de buscarmos nossos interesses ou mesmo pleitearmos nossas necessidades, devemos nos voltar para Deus a fim de admirá-lo, adorá-lo e exaltá-lo. O nome de Deus, leva-nos a orar pela santificação do Seu nome, pelo que Ele é. Deus é santo em si mesmo, e não agregaremos valor à sua plena santidade. Oremos para que o nome de Deus seja reverenciado, honrado, temido e obedecido. Ao adorá-lo, reconheceremos que Ele é Santo, Santo, Santo, nosso Deus é Santo, e neste sentido o desejo do cristão em oração é para que o reino de Deus venha até nós. O reino de Deus é o governo de Deus sobre os corações, a medida em que o evangelho é anunciado e os pecadores se arrependem e creem, seus corações são moldados e o reino de Deus vai alargando suas fronteiras. Nossa vida manifestará o reino de Deus neste mundo, quando o reino de Deus governar nosso coração. Quando o reino de Deus estiver em nossos corações e nosso maior desejo for em adorá-lo, nossa vontade será mortificada para fazer a vontade do nosso Deus, nosso Pai.

O extraordinário acontecerá quando em oração, desejamos intensamente que a vontade de Deus seja feita aqui na terra como é feita nos céus. A oração somente será poderosa quando o desejo estiver alinhado com os caminhos do Pai. Neste sentido, a vontade do homem torna-se irrelevante, pois a a vontade de Deus deve ser feita aqui na terra, este é o maior desejo no coração, de quem ama verdadeiramente a Deus. Sua vontade é boa, perfeita e agradável e deve prevalecer na terra.

Depois de rogarmos para que o nome de Deus seja santificado, que seu reino venha e que sua vontade seja feita, Jesus passa a ensinar-nos a rogar ao Pai por nós mesmos. Jesus ensina que não devemos pedir luxo, mas pão, não de forma egoísta, ou seja, o meu pão, mas, pedir o pão nosso, o pão de cada dia. Spurgeon diz que não pedimos o pão que pertence a outros, mas somente para o que é honestamente o nosso próprio alimento. A palavra “pão” aqui deve ser entendida como símbolo de todas as nossas necessidades físicas e materiais. Deus nos criou pelo seu poder, nos redimiu por sua graça e nos sustenta por sua providência.

Após adoramos ao Senhor, reconhecermos quem Ele é, somos levados a confiar na providência divina, colocamo-nos diante do Deus, nosso Pai, reconhecendo que somos devedores, temos dívidas impagáveis com Deus e não podemos saldá-las. Nossas dívidas são os nossos pecados. Precisamos não só de pão para o nosso corpo, mas sobretudo, de perdão para a nossa alma. Riqueza material sem perdão espiritual, condiciona a vivermos na miséria. Sem o perdão do nosso Pai, estamos sem esperança, nossas conquistas tornam-se vãs. Nossos pecados são redimidos pela misericórdia, benevolência, pela graça imerecida.

Jesus Cristo mostra-nos que o perdão divino a nós está condicionado ao perdão que concedemos ao próximo. O perdão vertical só acontece quando o horizontal é uma realidade. Quando o perdão horizontal é uma realidade, significa que somos chamados por nosso Pai. O perdão horizontal é uma evidência que recebemos o perdão vertical.

No evangelho segundo Mateus, encontramos na oração que Jesus ensina, um pedido quanto ao futuro. Somos ensinados a suplicar ao Senhor para livrar-nos da tentação. A tentação em si não é pecaminosa, mas, se cairmos em tentação, pecamos contra Deus, contra o nosso próximo e contra nós mesmos. Precisamos, portanto, rogar a Deus para nos livrar do mal, neste sentido, do maligno. Nossas tentações procedem do nosso coração corrupto e do tentador maligno.

Jesus conclui a oração como começou, com Deus declarando que a Deus pertence o reino. O reino é o domínio de Deus sobre seus súditos, o governo universal de Jesus Cristo em nossos corações. Somente Ele tem todo o poder, ou seja, a Deus pertence o poder, nos céus e sobre a terra. Seu poder é interminável, imaginável, ilimitado. Nada é impossível para Deus.

Reconhecer a Deus, nosso Pai, glorificá-lo é extraordinário, toda glória a Deus pertence para sempre, Deus não divide sua glória com ninguém, Ele tem glória em si mesmo, e toda a criação proclama a sua glória. Sua glória está em seu filho e também na igreja.

Que nossas orações se alinhem com os ensinamentos de Jesus Cristo, nosso Senhor e salvador. Que toda a honra, glória, louvor sejam dadas somente a Ele. Porque dEle, por Ele, para Ele são todas as coisas. Toda a glória seja dada a Ele, somente a Ele, hoje e eternamente.

Amém!

Aplicação para nossa vida.

Sabemos que Jesus Cristo ensinou que toda a glória pertence ao Pai, neste sentido, oremos como Jesus Cristo ensinou. Inicie a oração glorificando, reconhecendo, que somente Deus é Deus.

Entendemos que nossas orações tem que estar alinhadas com a vontade do nosso Pai, nosso Senhor Jesus Cristo, o Salvador, aquele que Deus dá a vida por nós, ensina que a oração está voltada para o único que é digno de toda honra, glória e louvor. Neste sentido ao orar, não peça glórias para si, como riquezas, ou coisas materiais, mas oremos, glorificando ao Pai e para que sejamos instrumentos no reino de Deus.

Façamos como Jesus Cristo ensinou-nos, inicie a oração glorificando ao Pai e termine glorificando ao Pai.

Rev. Cristiam Matos

Dia das mães – Provérbios 31.28-31

O capítulo de 31 do livro de provérbios relata a influência que um rei sofreu através de sua mãe. A mãe do rei Lemuel é uma educadora primorosa, ela investe na vida do filho. Bem no começo do capítulo, ela declara a seu filho, o quanto ele é importante para ela e que, ele foi consagrado para Deus.

A mãe de Lemuel, aconselhou o filho a aliviar a dor do aflito, a ser a voz do mudo, de dentro de seu lar, as orientações mais seguras lhe chegam aos ouvidos, para o exercício de um governo humano e solidário.

Ela ensina que um rei não governa para si, mas para o povo, é um ministro de Deus, para servir o povo, não governa com parcialidade.

Os ensinamentos de sua mãe refletem em suas decisões, como reis não podem ser covardes na hora de tomar grandes decisões, cuidar para que a opressão aos pobres e os necessitados não os sucumbam nos tribunais.

Nesta passagem de provérbio encontramos o termo mulher virtuosa, qual é descrita com a doçura de um anjo e a força de um gigante. Com a sabedoria de um erudito, e a destreza de um guerreiro, com a desenvoltura de um perito e a candura de uma mãe cheia de afeto. Com integridade, pois ela é uma mulher confiável.

Uma mãe que possui essas qualidades, demonstram momentos impares, pois ela é amável no lidar, doce nas palavras, firme no caráter e nas atitudes.

A mãe e mulher virtuosa que encontramos na escritura, possue características, de pensar no próximo e ensinar o próximo.

A mãe e mulher virtuosa tem um árduo trabalho é generosa pois seus olhos não estão voltados apenas para si, mas para o marido, filhos e também aflitos ao seu redor.

A mãe investe na família, no marido, nos filhos e no próximo, é isso que encontramos aqui nos versículos 28 a 31. Quatro elogios são destacados aqui, o marido elogia a esposa, essa mulher semeou o amor e agora colhe os frutos de sua semeadura. O versículo mostra-nos a sabedoria, pois ela teme ao Senhor. A mulher que teme ao Senhor, é esposa, mãe, virtuosa, feliz por andar no centro da vontade do Senhor.

A mãe, mulher virtuosa fazia muitas obras relacionado a bondade, sem nenhum alarde, mas o reconhecimento de suas obras foi público. Ela estava fazendo-o em secreto, porém o Senhor permitiu que se torna público. O que ela fazia em secreto era agora anunciado. 

Mães, mulheres virtuosas não procuram holofotes para si, mas o fazem em tudo com amor e dedicação, no temor de Cristo Jesus. Olhar para Cristo, buscar pregar a Cristo, através das atitudes e gestos, louvam a Cristo.

Somente uma mulher que foi alcançada por Cristo, todos os dias da vida, busca a Jesus Cristo, para parecer-se com Cristo, terá uma família abençoada. O prazer da mãe, mulher virtuosa está em aconselhar seu filho e marido a caminhar no centro da vontade do Senhor.

Somente Cristo poderá conceder a mente, o coração e a dedicação da vida, voltada para Ele. Que nosso Senhor Jesus Cristo, reine em sua vida e que você O conheça, pois somente em Cristo, a mãe, mulher virtuosa será abençoada e terá as qualidades descritas aqui em provérbios.

Que o Senhor abençoe a vida de todas as mulheres e mães!

Feliz dia das mães!

Rev. Cristiam Matos

Louvor a Deus – Romanos 11.33-36

O apóstolo Paulo quando escreve esse trecho da carta aos romanos destaca algumas preciosas informações para nós, a saber, a teologia precisa transformar-se em doxologia conforme apresenta-nos aqui no 11.33–36. Paulo passa da teologia para a doxologia, da doutrina para o louvor, do argumento para a adoração. Neste sentido, entenda que não separaremos a teologia, ou seja, nossa crença em Deus, da doxologia, significa o nosso culto a Deus. O apóstolo Paulo está orientando que não pode haver uma teologia sem devoção, assim como uma devoção sem teologia. As coisas profundas de Deus devem levar-nos à adoração, assim como a adoração leva-nos a desejar conhecer profundamente ao Senhor. O estudo da teologia leva-nos à compreensão de que Deus não pode ser plenamente compreendido por nossa mente finita, mas leva-nos a adoração ao Deus criador de todas as coisas. Movido pela Palavra e pelo Espírito do Senhor, sentindo-se finalmente dominado pela sublimidade de tão profundo mistério, o apóstolo nada mais pode fazer senão ponderar e exclamar que as riquezas da sabedoria de Deus são demasiadamente profundas para que nossa razão seja capaz de sondá-las. Paulo está bem certo de suas palavras, ele está exaltando as profundas riquezas da sabedoria e do conhecimento de Deus.

Paulo descreveQuão insondáveis são seus juízos”, tais palavras expressam o sentido de ordenanças divinas ou a maneira divina do agir, o governar de Deus, essa exclamação exalta ainda mais o mistério divino. O Pai revelou-nos o Seu ser na Escritura sagrada, note que ele não pretende discutir aqui todos os mistérios de Deus, mas somente aqueles que se acham escondidos em Deus, e mediante os quais Deus deseja que o admiremos e o adoremos.

Paulo restringi a presunção humana, como se pusesse sua mão sobre os homens com o fim de detê-los e impedi-los de murmurarem contra os juízos divinos. A pergunta “Quem conheceu a mente do Senhor?”, constrange o homem, pois na nossa finitude e tão desprovimento de conhecimento perto de Deus, mostra-nos que não conhecemos a mente dEle. Observe que ele utiliza dois meios para restringi-los:

  1. Todos os seres humanos se acham, por sua cegueira, completamente impedidos de fazer, por seu próprio critério, um devido exame da predestinação divina.
  2. Não existe nenhuma razão para nos queixarmos de Deus, não há indivíduo que possa pretender que Deus lhe seja devedor. Todos somos endividados em relação à liberalidade divina.

A predestinação divina ensina que os homens não podem discernir mais do que é possível a um cego na escuridão. Estas palavras, contudo, têm muito pouco suporte para que nossa fé não se definhe, visto que ela não tem sua origem na perspicácia do intelecto humano, e sim, tão-somente na iluminação do Espírito. O apóstolo Paulo afirma que todos os mistérios divinos se acham muito além da compreensão de nossa capacidade natural. Para compreendermos uma pequena parte da mente de Deus, poderíamos dizer uma ínfima parte, necessitamos da compreensão concedida por intermédio do Espírito Santo. Neste sentido que Paulo prossegue escrevendo em sua 1 Coríntios 2,12-16 que os crentes compreendem a mente do Senhor, pois não receberam o espírito do mundo, mas, sim, o Espírito que é outorgado por Deus, por meio de quem aprendem que, de outra forma, a benevolência divina lhes seria inacessível. É somente pela Graça divina que recebemos.

O ser humano não tem capacidade legal, em nossas próprias faculdades, para investigar os segredos divinos, assim chegamos a um claro e seguro conhecimento deles pela instrumentalidade da graça do Espírito Santo. A capacidade de compreensão sobre Deus, é concedida ao homem através do Espírito Santo. Nosso dever é deixar-nos guiar pela orientação do Espírito, então devemos ficar e permanecer onde Ele nos deixar. Ninguém conhece mais do que o Espírito lhe haja revelado, o mesmo acabará sendo fulminado pelo imensurável fulgor dessa luz inacessível.

O conselho de Deus, Sua vontade, Seus caminhos foram revelados na Escritura, neste sentido o que está escrito cabe ao homem conhecer. Ainda que toda a doutrina da Escritura exceda, em sua sublimidade, ao intelecto humano, todavia os crentes que seguem o Espírito como seu Guia, com reverência e circunspecção, não são proibidos de ter acesso à vontade divina. Entretanto, outro é o caso em relação a seu conselho oculto, cuja profundidade e cuja altura não temos como atingir através de nossa investigação.

O conhecimento de Deus se refere ao todo-inclusivo e exaustivo entendimento de Deus, e a sabedoria fala sobre o arranjo e a todas as coisas para o cumprimento de seus santos propósitos. A sabedoria de Deus planejou a salvação e foi sua riqueza que a concedeu-nos, pela sua maravilhosa Graça, os juízos de Deus são profundos e insondáveis. Seres tão ínfimos em conhecimento e finitos como nós, não penetraram nas profundezas desses caminhos inescrutáveis.

O apóstolo defende a justiça divina contra todas as acusações dos ímpios através da pergunta: “Ou quem primeiro lhe deu a Ele?”. Esta pergunta está profundamente relacionada ao viver debaixo da vontade de Deus, confiando que jamais receberemos algo do Senhor por merecimento, mas o recebemos pela Sua boa e agradável vontade. O significado das palavras de Paulo consiste em que Deus não pode ser acusado de injustiça, a não ser que seja Ele convencido de não haver retribuído a cada um o que lhe é devido. Não obstante, é evidente que Deus não priva ninguém de seus direitos, visto não ser Ele devedor a alguém. Quem é capaz de ostentar alguma obra propriamente sua pela qual se acha merecedor do favor divino, ninguém é capaz de cobrar a Deus por nada, a escritura ensina-nos que somos merecedores de nada, aliás somente cabe a restituição da condenação. A maravilhosa Graça concedida aos escolhidos do Senhor nos é dada pela benevolência do Pai e não por merecimento humano. Não que se acha em nosso poder exigir que Deus nos conceda a salvação, com base em nossas obras, ao contrário, Ele antecipa sua benevolência sem qualquer mérito de nossa parte. Ele nos mostra não só o que os homens têm por hábito fazer, mas também o que eles são capazes de fazer. Caso queiramos fazer um honesto exame de nós mesmos, então descobriremos não só que Deus de forma alguma nos é devedor, mas também que todos nós somos passíveis de seu justo juízo. Somos não apenas destituídos do merecimento de qualquer favor de sua parte, somos mais que merecedores de morte eterna.

Deus não nos deve nada em razão de nossa natureza corrupta e depravada e também assevera que, mesmo que o homem fosse perfeito, ainda assim não poderia apresentar nada a Deus. O homem a luz da própria lei da criação já se vê tão endividado em relação a seu Criador, que nada consegue divisar que seja propriamente seu, neste sentido, fracassaremos caso nos esforcemos em privar a Deus do direito de agir soberanamente, como bem lhe apraz, com as criaturas que ele criou para si, como se isso fosse uma questão de débito ou crédito mútuo.

O apóstolo Paulo finaliza com a sublime declaração, Porque dele e por meio dele e para ele são todas as coisas.” Encontramos uma verdade expressa nestas palavras, mostra-nos quão longe estamos de vangloriar-nos, isso demonstra de forma clara nossa incapacidade. Visto que fomos criados por Deus, a partir do nada, e agora o nosso mesmo ser depende dEle, conclui-se ser justo que nosso ser seja orientado para Sua glória. Quão absurdo seria que as criaturas, a quem Ele formou e sustenta, possuíssem algum outro propósito que não fosse a manifestação da glória de seu Criador. A suma do argumento consiste em que toda a ordem da natureza seria invertida caso o mesmo Deus, que é o princípio de todas as coisas, deixasse de ser também o fim. Neste sentido de forma extraordinária encontramos que Jesus Cristo é o começo, o meio e o fim, por isso “A Ele seja a glória para sempre”.

A glória do Senhor deve permanecer inalterada em toda e qualquer parte, Deus, com justa razão, reivindica para Si autoridade absoluta, e que nada, além de sua glória, deve ser buscado na natureza humana e no mundo inteiro. Segue-se que são totalmente absurdos, irracionais e deveras insanos aqueles conceitos que são engendrados com fim de desvalorizar o mérito, a importância da glória divina.

A luz desses versículos concluímos que cabe somente a Jesus Cristo, toda honra, toda a Glória e todo Louvor. Somos criaturas com a finalidade de louvá-lo, adorá-lo, glorificá-lo, hoje e por toda a eternidade.

Uma aplicação para nossas vidas, busquemos adorar ao Senhor como servos fiéis unindo a teologia com a doxologia, ou seja, o desejo incansável de conhecer ao Senhor da Escritura Sagrada, mas com adoração e louvor.

Ele é o começo, o meio e o fim, louvado seja o Senhor!

Uma boa semana a todos.

Rev. Cristiam Matos

 

Uma Grande Família

O Apóstolo Paulo escreve em sua carta aos Romanos 15.5-6, ensinando o dever de agradar os outros, a imitação a Cristo, a simpatia e o altruísmo. Nosso entendimento de agradar tem que ser equalizado de acordo com a bíblia.

O verbo agradar tem o significado de ser agradável, transmitir prazer, deleite, sentir-se encantado. O apóstolo Paulo está ensinando que o cristão transmite o prazer que sente em Cristo, deleita-se em Cristo, sentir-se encantado por Cristo. Neste sentido agradar aos outros é transmitir o prazer de viver em Cristo.

Essa consideração leva Paulo a expressar o desejo de que o Deus que dá perseverança e consolação, capacita os cristãos fortes e os fracos, judeus e gentios, a viver em harmonia, segundo os ensinamentos e o exemplo de Cristo Jesus. O apóstolo sempre expressa que devemos ser como Cristo, o maior exemplo que temos de Cristo é a pregação do verdadeiro amor de viver para agradar ao Pai, Glorificar ao Pai, Louvar ao Pai.

Em decorrência disso, os santos se unirão em adoração ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Que imagem maravilhosa, os Judeus e gentios salvos adorando ao Senhor a uma voz! O pedido que encontramos é para os romanos viverem em unidade em meio à diversidade para a glória de Deus.

O capítulo 15 inicia demonstrando que somos fortes e sendo fortes devemos suportar as debilidades dos fracos. Neste sentido agradaremos ao próximo no que é bom para edificação.

A igreja é uma grande família e para uma família caminhar deve ter o mesmo modo de pensar, imitando o modo de Jesus Cristo com unanimidade, ou seja, todos devem ter o mesmo objetivo, de agradar ao Senhor, pregando o evangelho, suportando-vos uns aos outros em Cristo.

O apóstolo Paulo inicia o versículo quinto com um pedido abençoador para vida dos romanos, para que o Deus da paciência e da consolação vos conceda o mesmo sentir de uns para com os outros, segundo Cristo Jesus.

Deus sempre foi muito paciente com a humanidade, Ele criou os céus, a terra e tudo o que existe em nosso planeta, organizou o que estava caótico, em toda a criação do Pai encontramos a perfeição. Nossos primeiros pais pecaram contra o Senhor e Ele poupou-nos da extinção. Mesmo não merecendo a Salvação, recebemos em Cristo Jesus o amor e somos feitos filhos de Deus, através do preço que Cristo pagou na Cruz.

A paciência que o Senhor nos ensina é saber esperar, ser sereno, conformado, calmo. Jesus Cristo esperou o tempo certo para iniciar seu ministério, Ele sabendo que seria traído com paciência e amor, demonstrou que os desejos do Pai estão acima dos desejos humanos. No Getsêmani o Cristo ora para que a vontade do Pai se cumpra, essa demonstração de paciência é levada para cruz.

Cristo na cruz não condena a humanidade, mas pede para que o Pai tenha misericórdia, eles não sabiam o que estavam fazendo, quando condenaram o Filho, o Deus vivo, o Senhor encarnado. Jesus Cristo ensina que o amor está acima de todas as coisas, para quem ama ao Pai, esse imita a Cristo.

O sentimento que Paulo ensina em sua carta aos romanos, traz o desejo de imitar a Cristo, por isso ele roga ao Deus dos Céus, para que Ele conceda o mesmo sentir de uns para com os outros, segundo Cristo Jesus.

O cristão terá esse sentimento somente se o Senhor conceder, se o Pai não nos dar, jamais seremos como Cristo. Para termos esse sentimento, se faz necessário buscar ao Senhor, orar, estudar a Escritura Sagrada. Somente o Senhor pode conceder essa virtude tão bela e plena.

A palavra do Senhor ensina que devemos amar ao irmão e não julgar o irmão. Pare de julgar e não coloque tropeço em seu caminho. A impureza não está no exterior, mas no interior do coração. O amor fraternal leva-nos a investir num relacionamento profundo e sincero, sem julgamentos.

Imitar a Cristo, como podemos fazer isso dentro de uma grande família?

O apóstolo Paulo ensina nestes versículos que devemos agradar aos irmãos, e não a si mesmo. Adorando a Deus em espírito de unidade, acolhendo uns aos outros como Cristo nos acolheu, sabendo que o próprio Cristo Se tornou servo.

Paulo ora, que Deus, que dá paciência e consolação, possa mudar seus leitores a viverem em harmonia entre si, com Cristo Jesus por padrão. O propósito que encontramos nesta harmonia é que Concordemente e a uma única voz glorifiqueis ao Deus e Pais de nosso Senhor Jesus Cristo. A união dos cristãos é fundamental, essencial se quiserem glorificar a Deus.

Paulo ensina aos leitores, que em uma grande família encontramos cristãos fortes e fracos. Insiste que se recebem mutuamente dentro da mesma sociedade como Cristo nos acolheu na Sua comunhão. O resultado desta comunhão extraordinária é a Glória de Deus.

Deus é o autor da paciência e da consolação, visto que Ele inspira ambos atributos, em nossos corações pelo Espírito Santo. Somos ensinados quanto a genuína consolação e paciência, e então inspira e implanta este ensino em nossos corações. Os crentes em Roma foram exortados e admoestados ao cumprimento de seu dever. Paulo aqui volta sua oração para que o Senhor conceda aos cristãos esses mesmos sentimentos.

Paulo sabia perfeitamente que qualquer discussão em torno do dever individual redundaria em nada, a menos que Deus opere interiormente por seu Espírito, o que ele expressou pela instrumentalidade da voz humana. A ênfase de sua oração consiste em que as mentes dos crentes desfrutem de genuína harmonia e que aprendam a concordância mútua. Ao mesmo tempo, também mostra qual o vínculo desta unidade, a saber, que sejam unânimes segundo Cristo Jesus.

Para que nossa união em Cristo se torne mais recomendável, Paulo ensina quão indispensável é ela, visto que não podemos glorificar genuinamente a Deus a menos que os corações de todos os crentes estejam unidos para seu louvor, e suas línguas se expressam em perfeita harmonia. Não existe glorificação ao Pai de seu próprio modo, é impossível adorar ao Pai se não for nos padrões como encontramos em sua Palavra. A Bíblia Sagrada é a voz de Deus, neste sentido jamais o cristão dará glórias genuína em meio a discórdias e controvérsias.

Que nosso Senhor, conceda-nos um espírito de união e que todos sejamos como Cristo, roguemos ao Senhor para conceder-nos um coração e a união como Cristo ensinou.

Jesus Cristo é nosso Senhor e Salvador, jamais chegaremos ao Pai se não for por intermédio de Jesus Cristo, que nossos corações desejam parecer-se com Cristo. Roguemos ao Senhor da paciência e da consolação o mesmo sentir uns para com os outros, segundo Cristo Jesus tem por nós.

 

Que o Senhor abençoe a todos nós!

Uma boa semana a todos.

Rev. Cristiam Matos.

Passar por cima.

No livro do Êxodo no capítulo 12.1-51 encontramos a instituição da Páscoa, neste capítulo encontramos na noite a morte dos egípcios e a libertação dos hebreus. De forma clara observa-se a diferença entre o juízo e o livramento,  a morte e a vida, a condenação e a salvação, isso tudo através do sangue do cordeiro.

Israel estava a 430 anos em escravidão, o povo clamava por misericórdia, pela libertação, o trabalho era pesado, amargo. Faraó com o seu coração endurecido não libertava o povo. Moisés procurou faraó e levou o recado de Deus, “Deixe Meu Povo Ir”. Faraó ao receber o recado, oprime o povo ainda mais. Deus ao endurecer o coração de Faraó, enviou 10 pragas ao Egito, entre as pragas os primogênitos dos egípcios foram mortos, o Senhor abalou as pirâmides do Egito, quebrou o orgulho do Faraó, exerceu juízo sobre os deuses daquela nação.

A Páscoa foi o dia da independência de Israel, a noite do terror dos  egípcios foi a noite de libertação do povo de Deus. A mesma mão que feriu uns, resgatou também os escolhidos do Senhor. O Senhor ordenou que o povo passasse um pouco de sangue nas laterais e nas vigas superiores das portas das casas nas quais eles comeram o animal, assim o anjo que veio matar o primogênito passaria por  cima daquelas casas e não levaria o primogênito. A Páscoa trouxe unidade para Israel, salvação para os seus filhos e libertação do cativeiro. O povo agora estava livre para servir a Deus.

A Páscoa marca o começo, a redenção, a salvação, glorificação ou seja o que há por vir. Deus ao ordenar que os Israelitas aspergissem o sangue sobre as portas e as laterais, não tinham sido libertas, mas eles festejam o que ainda aconteceria, por isso a Páscoa nos lembra o que Deus fez e causa esperança no que há por vir.

A Páscoa é o começo de uma nova vida para o povo de Deus, a partir dali deixaram de ser escravos do Egito para serem peregrinos em direção a terra prometida. A  Páscoa revela que a família está no centro do projeto de Deus, por esse motivo a família celebra junta conforme registro no 3 versículo de Êxodo 12.

Deus salva Seu povo através do cordeiro que foi morto, o cordeiro representa a Cristo Jesus, o Messias, o filho do Pai. O cordeiro não poderia ser um com defeito, ele tinha que ser perfeito, a morte do cordeiro perfeito, sem mácula, aquele que nunca pecou, foi Cristo Jesus. Não foi a vida do cordeiro que salvou, não foi o exemplo do cordeiro que redimiu, não foi a presença do cordeiro na família que livrou-os da morte, mas, foi a morte do cordeiro, a morte de Jesus Cristo que nos trouxe a salvação. Sem derramamento de sangue não há remissão de pecados.

O sangue tem um significado muito importante é sinal da distinção, salvação e segurança. O que distinguia os egípcios dos israelitas naquela noite era o sangue, isso significa que existiam apenas dois grupos, aqueles que foram comprados pelo sangue da redenção e os que estão condenados por viver em pecado sem a remissão. O sangue foi o sinal da salvação, os anjos encontravam o sangue e ali não entravam para ceifar a vida do primogênito.  Somente o sangue do cordeiro pode salvar, e pode conceder-nos segurança. A morte de Cristo na cruz, traz perfeita segurança aos que são chamados pelo Senhor. Todo aquele que for salvo pelo sangue do cordeiro, alimenta-se do cordeiro, fora livrado da morte e do cativeiro.

O cordeiro não está no sepulcro, Ele vive e está sentado à direita do Pai, nosso Senhor qual fora morto, venceu a morte, está vivo, o sepulcro está vazio, Ele deu a sua vida, para que nós tenhamos vida. O Deus verdadeiro, único Deus entregou seu único filho para que nós tivéssemos vida, todas as gerações conhecem a Cristo e obtém a salvação, por crer nEle.

A Páscoa que celebramos é a Páscoa do Senhor, aqui em Êxodo 12 por 17 vezes o nome Senhor é mencionado, Ele é o centro da história da redenção, nosso Senhor revela o seu poder, Ele é o redentor para o Seu povo e o juízo para os ímpios. A morte não respeitou, idade, posição social, grau de instrução, os Israelitas não experimentaram a morte por estar debaixo do sangue do cordeiro.

A Páscoa deve levar-nos a mais profunda investigação em nossas vidas, com o intuito de saber se de fato todos os membros da família estão debaixo do sangue, leva-nos a um compromisso familiar de explicar para os nossos filhos o que Deus fez por nós. A Páscoa leva-nos para um único objetivo, à verdadeira e plana adoração ao Senhor.

Entenda que sem Cristo Jesus estamos condenados e não existe salvação para os que estão fora do cordeiro santo, que todos nós estejamos debaixo do sangue do cordeiro  e vivamos o momento em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em Espírito e em verdade.

Que o Senhor o abençoe ricamente. Feliz Páscoa a todos os filhos do Senhor!

Jesus Cristo é o nosso Senhor e Salvador, toda a glória, louvor e honra seja dada somente a Ele!

Que o Senhor nos fortaleça e pareçamos cada dia mais com Jesus Cristo.

Que a Graça do Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão com o Espírito Santo esteja, concedendo-nos um coração como ao de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo.

Que o Senhor nos fortaleça!

Provação ou Tentação?

A tentação é o lado negativo de qualquer circunstância que enfrentamos, e a provação é o seu lado positivo, devido à origem e aos objetivos de ambas. Podemos ser vitoriosos resistindo às tentações e perseverando no Senhor que quer nos testar e que nos dá poder para a luta.

Na epístola de Tiago 1.12-13, encontramos a importância de passar pela provação; “12 Bem-aventurado é aquele que suporta com perseverança a provação. Porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam. 13 Ninguém, ao ser tentado, diga: “Sou tentado por Deus.” Porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele mesmo não tenta ninguém.” 

O problema é que a palavra empregada no original é a mesma, e as circunstâncias em que ambas, tentação e provação se apoiam, também são as mesmas. A tentação é algo negativo por causa da sua origem. Deus não tenta ninguém. Por outro lado, somos tentados e induzidos à tentação por nossa própria cobiça, observe as palavras de Tiago 1.14, “14 Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando está o atrai e seduz.”

O tentador, por definição, é Satanás. Foi ele que tentou o próprio Jesus, encontramos esse relato no Evangelho Segundo Mateus 4.3, “3 Então o tentador, aproximando-se, disse a Jesus: — Se você é o Filho de Deus, mande que estas pedras se transformem em pães.”

A tentação é algo negativo por causa do objetivo do tentador, a saber, destruir e devorar os que se deixam levar pelo caminho do pecado. Em 1Pedro 5.8 encontramos um alerta, “8 Sejam sóbrios e vigilantes. O inimigo de vocês, o diabo, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar.” O adversário anda em derredor.

A tentação é algo negativo, por nos oferecer uma oportunidade e até uma justificativa para o pecado. Encontramos isso logo no primeiro livro da bíblia, no Gênesis, Eva usa de subterfúgios momentâneos para justificar sua desobediência, assim como Adão também o faz. Contudo, desculpas para o pecado que cometemos contra a santidade de Deus não absolve, elimina, explica, justifica, nossa transgressão. Nossos primeiros pais, tentaram se justificar diante de Deus, colocando a culpa no outro, mas ambos receberam o justo juízo de Deus.

Neste sentido, a tentação sempre nos acompanha em nossa própria cobiça, é utilizada pelo tentador com o objetivo de nos destruir e, naturalmente, desperta no coração a tendência de minimizar o pecado ou justificar o pecado, retirando a culpa de si mesmo e colocando no outro ou nas circunstâncias. A tentação sempre nos conduz para longe de Deus. O nosso Senhor é santo e perfeito, em sua santidade, não compactua com o pecado, muito menos aprova a transgressão, por isso nos afastamos do Senhor quando estamos em pecado.

O objetivo da provação, ao contrário do objetivo da tentação, é nos aproximar cada vez mais de Deus. Observe a tentação afasta-nos de Deus, a provação aproxima-nos de Deus. Como base para nossa afirmação usaremos a epístola de Tiago 1.2, “2 Meus irmãos, tenham por motivo de grande alegria o fato de passarem por várias provações,”. Nesse sentido, a provação sempre nos conduz para o crescimento espiritual. Passar por lutas e dificuldades produz em nós o sentimento de maior dependência de Deus, produz maior convicção da soberania de Deus atuando em nós, produz maior profundidade de comunhão com Deus.

A provação é abençoadora na vida do cristão, mas, não se esqueça, que a provação também pode ser utilizada por Satanás para nos afastar de Deus. O livro de Jó é uma clara demonstração neste sentido. Diante do sofrimento, não blasfemou contra Deus, e nem desonrou a Deus. Ao contrário, deu declarações extraordinárias sobre Deus. O próprio Deus disse que Jó era um servo que agradava ao coração dEle, este mesmo servo em Jó 42.5 declara com palavras maravilhosas após a provação, “5 Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te veem.” A provação aproximou mais Jó do Criador. As lutas de Jó o levaram para mais perto de Deus, embora Satanás tenha tentado levar Jó para mais distante de Deus. Então, é necessário estar atento, pois as provações, que Deus utiliza para fortalecer nossa fé, pode ser utilizada por Satanás como tentação para nos afastar de Deus.

Uma tentação de Satanás pode ser utilizada pelo Espírito Santo para nos conduzir mais ainda para perto de Deus. O próprio Jó é exemplo disso, pois Satanás procurou colocar Deus contra Jó e Jó contra Deus. Contudo, a tentação de afastar Jó de Deus produziu o efeito contrário, ou seja, tornou ainda mais firme sua fé no Senhor.

Na provação ou na tentação seremos vencedores se mantivermos nossos olhos no Senhor, somente o Senhor pode fortalecer-nos, guiar-nos. Que nossas vidas Jesus Cristo seja o centro.

Uma forma de mantermos nossas forças em Cristo encontramos em Mateus 26.41, “41 Vigiem e orem, para que não caiam em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.” A oração é o balsamos do cristão, vigiar e orar ajuda-nos a não cair na tentação.

Que o Senhor abençoe sua vida e que todos nós!

 

Uma boa semana a todos.

Rev. Cristiam Matos

Para onde irei após a morte?

Há muitas ideias sobre o que acontece quando morremos. Uns dizem que todos são aniquilados. Outros, que todos vão para o céu. Outros ainda acreditam num lugar onde as almas pecadoras se preparam e se purificam para o céu. Para o cristão que tem a bíblia como sua regra de fé e prática, ao buscar na escritura, não há nada na Bíblia que dê apoio a qualquer destas ideias.

A bíblia apresenta-nos duas alternativas de continuidade de vida após a morte:

  1. Presença de Deus Eterna (salvação eterna).
  2. Ausência de Deus Eterna (condenação eterna).

Neste sentido temos à seguinte conclusão, com Cristo, salvação, sem Cristo, condenação. 

  1. Presença de Deus Eterna

Nesse caminho estão os que tiveram seus pecados perdoados. Eles serão bem-vindos ao céu e passarão a eternidade na gloriosa presença de Deus. O desejo do cristão é estar na presença do Senhor para adorá-lo. Aqueles a quem o Senhor chamou, tem o desejo no coração de adorar ao Senhor hoje e por toda a eternidade. Essa adoração não vem por obrigação, mas, um desejo incomparavelmente inexplicável. Algo tão intenso que todas as forças estão voltadas para o Senhor.

Alguns textos bíblicos apontam para o gozo da presença de Deus, já a partir da morte dos que, em Cristo, tiverem seus pecados perdoados. O Senhor Jesus, enquanto estava sofrendo a morte de cruz, disse a um dos ladrões que estavam sendo crucificados com Ele:

“Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.”, conforme registro no evangelho de Lucas 23.43, três versículos após Depois, “clamou em alta voz: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito! E, dito isto, expirou.” Lucas 23.46

Não é interessante pensar que Jesus garantiu que o ladrão perdoado estaria com Ele no paraíso, e logo se entregou à morte e foi para o Pai?

Que ensino extraordinário, confortante!

Jesus foi para os braços do Pai e recebeu também o pecador perdoado!

O apóstolo Paulo declarou em Filipenses 1.21,23: “Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro.” “Ora, de um e outro lado, estou constrangido, tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor.” De acordo com Paulo, “partir” (que no caso aqui significa morrer) era partir para estar com Cristo imediatamente.

Portanto, se o pecador tem o relacionamento correto com Deus, ou seja, se o pecador foi perdoado de seus pecados, e isso, só é possível por meio da obra de Jesus Cristo realizada na cruz do Calvário. Quando Cristo carregou sobre si os pecados, então esse pecador perdoado, ao morrer, passa imediatamente a desfrutar da presença gloriosa de Deus, aguardando o dia da ressurreição para sua glorificação final.

Para esses salvos no Senhor Jesus Cristo, no Dia do Juízo Final, seus nomes estarão escritos no Livro da Vida, somente o nome, sem seus pecados. Eles não serão julgados com respeito à condenação, pois Cristo já foi julgado e condenado em lugar deles.

Glórias ao nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo! 

  1. Ausência de Deus Eterna

Aqueles que não tiveram seus pecados perdoados, que não foram redimidos, não creram em Jesus Cristo, como seu Senhor e Salvador, estarão longe, fora da presença gloriosa de Deus. Nesse caminho estão os que não tiveram seus pecados perdoados, culminará na eterna tristeza, ausência da graça, na escuridão total. A Bíblia chama esse lugar de inferno.

O inferno não é uma coisa inventada pela igreja para colocar medo nas pessoas com a intenção de ter domínio e controle sobre elas, mas uma realidade apresentada por Jesus e outros textos bíblicos.

Encontramos a afirmação do próprio Jesus registrado no evangelho segundo Marcos 9.42-48 que se a mão, ou o pé, ou um dos olhos faz alguém tropeçar, é melhor cortar a mão, ou o pé, ou ainda arrancar o olho que está fazendo tropeçar, pois é melhor entrar na vida sem uma mão, ou sem um pé, ou sem um olho, do que ser o corpo todo lançado no inferno.

Obviamente, esse ensino de Jesus não deve ser tomado literalmente, pois não adianta arrancar um olho para não ver algo que o faz tropeçar, e continuar pensando na mesma coisa que o faz tropeçar. Jesus estava se referindo a deixar de fazer, deixar de andar por aquele caminho, ou ainda deixar de olhar, isso significa que é para cortar da vida o que lhe faz tropeçar. Cortar pela raiz o que lhe faz tropeçar e lançar fora, jogar fora.

O Senhor Jesus revelou ao apóstolo João que no Dia do Juízo Final todos comparecerão diante de Deus, para serem “julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito nos livros.”  Conforme registro no livro do Apocalipse 20.12.

Mas o que tem registrado nos livros?

As obras pecaminosas de todos os pecadores. Eles serão julgados e condenados eternamente por todos os seus pecados, nenhum escapará, as ações, os pensamentos, os segredos mais ocultos, nada escapará do julgamento perfeito de Deus.

O pecador não perdoado de seus pecados carrega sua conta, seu débito, sua própria condenação para o túmulo, e a partir da morte já experimenta a ausência de Deus, embora fica também aguardando o Dia do Juízo Final, onde a condenação será, finalmente, declarada e ordenada.

Conforme a pergunta inicial, Para onde iremos após a morte?

Essa pergunta só pode ser respondida em duas perspectivas:

  1. Iremos com Cristo para a presença de Deus, por toda a eternidade, isso significa a salvação.
  2. Iremos sem Cristo para a ausência de Deus, por toda a eternidade, isso significa a condenação.

João no 3.18 registra de forma extraordinária o que Jesus Cristo concede para aquele que crê nEle.  “Quem nEle crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.” 

Que o Senhor alcance os Seus e conceda-nos um coração cheio de desejo para buscá-lo e viver nEle.

Toda honra, Glória e louvor seja dada somente a Jesus Cristo, nosso Senhor e salvador!

 

Uma boa semana a todos.

Rev. Cristiam Matos.