O que é Evangelho?

Não há uma ordem particular na qual a mensagem evangelística deva ser apresentada, e as palavras para explicar o evangelho não são especificamente prescritas nas Escrituras, mas há um núcleo essencial de informação a ser comunicado, e eventualmente ele deve ser agregado logicamente na mente do ouvinte.

A missão de Cristo, o Salvador, não faz sentido se colocada fora do problema do pecado do qual Ele veio tratar, e o pecado não faz sentido fora da percepção da majestade e da santidade do Criador a quem nós somos responsáveis.

Deus deseja que todos sejam santos e perfeitos, conforme registro em 1 Pedro 1.16, Mateus 5.48. A falha em harmonizar-se com o desígnio de Deus significa que uma pessoa é inaceitável a Ele. E ninguém se harmoniza: “todos pecaram”, Romanos 3.23; 1 João 1.8,10.

As consequências do pecado são a morte e o castigo, Gênesis 3.3; Romanos 6.23. Nem grande quantidade de esforços e nem plano de melhoria podem restaurar a inocência perante Deus.

Uma vez que os seres humanos são incapazes de se salvarem, como alguém poderá ser salvo?

Deus enviou seu Filho Jesus Cristo ao mundo para viver a vida perfeita, sem pecado, necessária para agradá-lo. Jesus viveu sem pecado. Como ser humano, Ele pôde identificar-se conosco e tornar-se nosso substituto.

Cristo morreu na cruz para sofrer a punição de Deus contra o pecado. Ele foi um substituto para aqueles que creem nEle, Romanos 5.12-21; 2 Coríntios 5.21.

Tendo cumprido sua missão, Jesus venceu o pecado e a morte na sua ressurreição e ascendeu à direita do Pai, onde Ele agora governa com toda a autoridade e poder.

Deus exige que todos respondam ao Evangelho com uma confissão do pecado e suas consequências, acompanhada pelo legítimo arrependimento, o desejo sincero de abandonar o pecado. A salvação é pela graça através da fé conforme o apostolo Paulo escreve sua carta aos Efésios 2.8-9.

Quando alguém confia em Cristo como Salvador, Deus perdoa e aceita essa pessoa como coberta completamente pela justiça do Cristo.

O crente torna-se um filho de Deus, e lhe é assegurada a vida eterna com Ele, João 3.16.*

Isto é o Evangelho!

Se algum pecador, qualquer que seja, deseja salvação da condenação eterna, precisa de Cristo em sua vida.

Só Jesus Cristo salva!

Louvado seja o nome do Senhor!

Rev. Cristiam Matos

* Extraído da Bíblia de Estudo de Genebra. São Paulo e Barueri, Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999, pág. 1560.

 

Autoridade de Jesus Para Curar e Libertar

O Evangelho de Marcos tem como objetivo principal falar de Jesus e apresenta-lo como o Cristo, que é também o Filho de Deus. Isso aparece logo no primeiro versículo, o qual afirma: “Princípio do evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus.”

Nos versículos vigésimo primeiro ao vigésimo oitavo, Jesus estava em Cafarnaum, uma cidade ao norte de Israel, e, no sábado, foi à sinagoga onde demonstrou grande autoridade e todos ficaram admirados. Jesus ensinava com uma autoridade como nunca os ouvintes tinham testemunhado antes, Jesus demonstrou autoridade sobre um demônio, expulsando-o de um homem possesso.

Marcos ensina aos leitores que Jesus Cristo é o Filho de Deus, o Deus encarnado. O desejo de Marcos é para seus leitores, crer em Jesus, confessar a Jesus Cristo como Senhor e Salvador, pois Ele é o Filho de Deus, o verbo que se fez carne e habitou entre nós.

Os versículos vigésimo nono a trigésimo quarto, Marcos registra a autoridade de Jesus para curar e libertar. Portanto, a pastoral será sobre o ministério de cura e libertação de Jesus. O tema será a “Autoridade de Jesus para curar e libertar”.

Logo após Jesus ensinar com autoridade na sinagoga, e também expulsar o demônio de um homem que estava possesso, todos os presentes na sinagoga ficaram grandemente admirados e espantados. Jesus e seus quatro primeiros discípulos foram à casa de dois deles, Simão Pedro e André.

Chegando lá, a sogra de Pedro estava acamada, com febre, conforme Marcos afirma no trigésimo versículo. Lucas, ao registrar esse mesmo episódio, no quarto capítulo e trigésimo oitavo versículo, sendo ele médico, aponta um detalhe importante, pois afirma que a sogra de Pedro “achava-se enferma, com febre muito alta”. No evangelho segundo João no quarto capítulo do quadragésimo sexto a ao quinquagésimo quarto, registra uma cura realizada por Jesus, também de uma febre. Na ocasião, Jesus estava em Caná da Galiléia, e, de Cafarnaum, foi procura-lo um oficial do rei, cujo filho estava doente, e pediu que Jesus fosse até Cafarnaum “para curar seu filho, que estava à morte.” A enfermidade do rapaz era gravíssima, pois estava à morte.

Contudo, Jesus não precisou se deslocar de Caná da Galiléia até Cafarnaum para curar o filho do oficial do rei, pois com uma palavra ordenou a cura, e o rapaz foi curado à distância. Jesus estava em Caná da Galiléia e curou o rapaz em Cafarnaum. Quando o oficial chegou em casa, o moço estava curado da “febre mortal”, precisamente à hora em que Jesus ordenara a cura.

Hernandes Dias Lopes escreveu um livro com o título “O evangelho dos milagres” baseado no evangelho de Marcos, neste livro encontra-se a citação de Adolf Pohl, um comentarista bíblico, qual relata que a febre mortal deveria ser malária, considerando que Cafarnaum ficava numa região pantanosa, com clima subtropical, favorável à proliferação da doença. Lucas era médico e registra que a sogra de Pedro, em Cafarnaum, estava com febre muito alta, apontando a gravidade da doença daquela mulher. Jesus aproximou-se e tomou-a pela mão, e diz o texto que “a febre a deixou, passando ela a servi-los.”. A cura foi instantânea e os sintomas da enfermidade desapareceram repentinamente.

Marcos continua em seu registro demonstrando de forma extraordinária o que Jesus continuará a fazer, no trigésimo segundo versículo na primeira parte encontramos, “A tarde, ao cair do sol, trouxeram a Jesus todos os enfermos…”, no trigésimo terceiro versículo, “Toda a cidade estava reunida à porta” da casa de Pedro e no trigésimo quarto, “E ele curou muitos doentes de toda sorte de enfermidades…”

Neste registro de Marcos podemos identificar de forma clara que não havia enfermidade que suportava a presença de Jesus Cristo, aquele que era o Filho de Deus, todos os enfermos que foram trazidos, também foram curados.

Marcos de forma extraordinária ensina aos leitores, que Jesus Cristo era o Filho de Deus, e se Ele era o Deus encarnado as pessoas podiam ir a Ele, podiam confiar nEle, crer nEle, ter esperança nEle, fazer dEle o alicerce para a vida e para a alma, não somente nesta vida, mas por toda a eternidade.

Jesus cura o enfermo, liberta o cativo, Ele não curou somente de toda sorte de enfermidades, mas também libertou todos os que foram trazidos a Ele e que estavam cativos, presos, escravizados, acorrentados pelo diabo. Jesus liberta todos os oprimidos do diabo, não há demônio que suporte a autoridade e o poder de Jesus Cristo, o Filho de Deus. Os demônios não podem permanecer diante de Jesus, não podem suportar a glória de Jesus, não podem continuar prendendo, escravizando e acorrentando aqueles que Jesus Cristo, o Filho de Deus, chama e liberta.

Marcos queria que seus leitores soubessem quem Jesus era!

Você sabe quem Jesus é?

Você conhece a Jesus Cristo, o Filho de Deus?

Marcos ensina que Jesus Cristo é o Filho de Deus, o Deus encarnado, razão pela qual as pessoas devem ir a Ele, confiar nEle, crer nEle, ter esperança nEle, experimentar cura e libertação nEle, fazer dEle o alicerce para a vida e para a alma, não somente hoje, mas, por toda a eternidade.

A luz deste texto, faremos algumas aplicações:

A cura e a libertação eram itens obrigatórios para Jesus, pois o identificavam como o Messias, o Cristo, o Filho de Deus, os profetas do Antigo Testamento, embora com grande poder para cumprir os propósitos de Deus, não podiam fazer todos os milagres que queriam ou que lhes eram pedidos. Eles desempenhavam tarefas limitadas, para as quais Deus os capacitava em casos específicos.

Com Jesus é diferente, seu poder é ilimitado, infinito, somente Ele pode curar e libertar. Esse poder sobrenatural, ilimitado e infinito, demonstrado por Jesus, era sua credencial, o identificava como o Messias, o Cristo, o Filho de Deus que deveria vir ao mundo.

Curar e libertar eram itens obrigatórios para Jesus, pois o identificavam como o Messias, o Cristo, o Filho de Deus prometido que deveria vir ao mundo. Eram suas credenciais, mas, preste muita atenção a um fato importantíssimo.

Há algumas correntes teológicas que afirmam que Jesus carregou para a cruz as nossas enfermidades. Cristo NÃO carregou nossas doenças físicas para a cruz. Jesus Cristo carregou para a cruz os nossos pecados.

Qual é o problema em acreditar que Cristo carregou para a cruz as nossas doenças físicas?

O problema é que a obra da cruz é eficaz, Ele morreu na cruz carregando os nossos pecados, posso crer, verdadeiramente, que sou perdoado, redimido, lavado. Não tem como Deus, não perdoar nossos pecados, considerando que nosso Senhor e salvador, carregou-os para a cruz e morreu na cruz, levando sobre si nossos pecados.

Isso não pode ser dito das nossas doenças físicas. A obra de Cristo na cruz está relacionada com a justiça de Deus contra nosso pecado. Deus se ofende profundamente quando o pecado surge diante de seus olhos, pois o pecado é a quebra e a transgressão da Lei de Deus.

Jesus Cristo pode curar e libertar ainda hoje, e tem feito isso.

Jesus Cristo, o Filho de Deus, se importa com aqueles por quem morreu e ressuscitou.

Temos a tendência de buscar a Deus e a Jesus Cristo depois que percebemos que não há mais jeito. Contudo, as Escrituras Sagradas nos orientam a buscar a Deus em oração em todos os momentos e circunstâncias.

Em Jesus encontraremos cura e libertação, e mesmo que morra nesta vida, estaremos com o Senhor na glória eterna.

Marcos queria que seus leitores soubessem que Jesus Cristo era o Filho de Deus, o Deus encarnado, razão pela qual as pessoas podiam ir a Ele, confiar nEle, crer nEle, ter esperança nEle, experimentar cura e libertação, e fazer dEle o alicerce para a vida e para a alma, não somente nesta vida, mas por toda a eternidade.

Confie em Cristo, entregue-se e consagre-se a Cristo. Ele é o Filho de Deus.

Rev. Cristiam Matos.

O Poder do Evangelho – Romanos 1.16-17

A Epístola aos Romanos é a mais rica e abrangente declaração de Paulo sobre o evangelho, também encontramos a chave para o entendimento das Escrituras. Nesta Epístola encontramos a união de grandes temas da bíblia a saber, o pecado, a lei, o julgamento, o destino humano, a fé, as obras, a graça, a justificação, a santificação, a obra de Cristo e do Espírito Santo a esperança cristã, a natureza da igreja, a eleição, o lugar dos Judeus e dos gentios não-judeus nos propósitos de Deus, o significado da mensagem do Antigo Testamento, os deveres do cristão frente ao estado e os princípios de retidão moral. Essa Epístola é um tratado teológico, uma densa, completa e edificante carta a ser estudada.

Não sabemos como e quem fundou a igreja cristã em Roma, alguns eruditos acreditam que fora fundada por convertidos presentes no Pentecostes, a informação que temos, é que 49 d.C ela estava estabelecida, já tendo havido choque com os Judeus. No mundo cristão mediterrâneo eles tinham boa reputação. Muitos desses membros provavelmente foram alcançados pelo Senhor dentro das sinagogas, fruto da obra missionária entre os judeus. Os cristãos de origem gentílica foram expulsos das sinagogas, agora eles precisavam reunir-se e de forma particular, nas casas começaram.

Esta Epístola tem um estilo muito usado pelos escritores é o diatribe, era um debate imaginário que o escritor entrava com um locutor imaginário. Nesta Epístola inteira encontramos o conceito de Paulo com Deus. No versículo 17 o tema principal é a justiça de Deus. Em Romanos temos quatro diferentes usos do termo justiça:

  1. Fidelidade: As promessas de Deus têm de ser cumpridas para estarem de acordo com a natureza divina. Romanos 3.3-4.
  2. Ira: Um aspecto específico da justiça e retidão de Deus, que significa sua aversão ao pecado. Romanos 1.17; 2.5.
  3. A manifestação da justiça na morte de Cristo: O dom de Deus, que é Cristo como sacrifício propiciatório, manifesta sua justiça.
  4. A ligação da justiça e fé: A justiça de Deus é recebida pela fé somente.

Deus declara justo aqueles que por natureza são inimigos de Deus, este é o significado de justificação, não que os homens são feitos retos, mas antes, que são contados como justos. A Epístola de Romanos é interessante, pois nela encontramos a exposição da justiça de Deus, o homem não encontrará sua justificação fora do Senhor, somente o Senhor em sua infinita misericórdia, em Cristo, oferece no evangelho e a recebemos pela fé. O poder do evangelho aponta para Deus.

O apóstolo Paulo escreve que não se envergonhava do evangelho, se pensarmos na cultura do primeiro século, em que Paulo viveu, era um dos momentos mais hostis ao evangelho, mesmo assim o apóstolo Paulo se glória no evangelho. Essa época foi conhecida como os Mártires da Igreja. Inúmeras conversões aconteceram, o evangelho estava se expandido, a morte de Cristo, trouxe intrepidez para a pregação do evangelho. Além do anúncio da Palavra, o desenvolvimento da Igreja primitiva também se deve, em grande parte, ao sangue derramado por muitos cristãos em meio às perseguições.

A Igreja de Cristo, era considerada fora da legalidade aos romanos, o mais perigoso inimigo do poder romano, pois concorria com o culto ao imperador, símbolo e instrumento da força do Império.

A primeira grande perseguição do Império contra a Igreja foi impetrada pelo imperador Nero, após o incêndio da cidade de Roma, em 64, cuja culpa recaiu sobre os cristãos. Nessa época, muitos cristãos foram martirizados de forma bárbara. Os cristãos foram mortos de forma triste. Foram servidos de diversão para o público. Vestiu-os em peles de animais para que os cachorros os matassem a dentadas. Outros foram crucificados, encontramos históricos de que não havia mais madeira para fazer cruz, então eles eram colocados em árvores, estacas, os cobriam de piche e colocavam fogo nos cristãos. A outros acendeu-lhes fogo ao cair da noite, para que a iluminassem a cidade. Nero fez que se abrissem seus jardins para esta exibição, e ele mesmo ofereceu um espetáculo, pois se misturava com as multidões, disfarçado de condutor de carruagem, ou dava voltas em sua carruagem. Tudo isso fez com que despertasse a misericórdia do povo, mesmo contra essas pessoas que mereciam castigo exemplar, pois via-se que eles não eram destruídos para o bem público, mas para satisfazer a crueldade de uma pessoa.

Muitos cristãos morreram, o apóstolo Paulo foi considerado um dos maiores infratores, acusado de ser responsável pela metade de Roma estar em cinzas. Em meio a tanta hostilidade o apóstolo Paulo escreve, não me envergonho do evangelho, ele sabia que o evangelho aponta para Deus, e sabia que ele era totalmente vulnerável, pois ele dependia de Deus.

O poder do evangelho aponta para Deus, para a Salvação em Jesus Cristo e para viver pela fé. Jesus Cristo é nosso Senhor e salvador, nós recebemos a boa nova da Salvação e ensinamos a boa nova da salvação.

Olhe para Cristo Jesus, viva para Cristo Jesus. Que Deus abençoe nossas vidas.

Uma semana abençoada a todos.

Rev. Cristiam Matos

Vigiai e Orai

Na pastoral desta manhã, compartilharei sobre o combate que o cristão vive, neste sentido entendo quando o evangelho segundo Mateus nos orienta a vigiar e orar, aliás são palavras registradas no evangelho, vindas de Jesus Cristo. Concordo com o J. C. Ryle conforme registro em seu livro com o tema Santidade. No quarto capítulo o primeiro ponto trata que o verdadeiro cristianismo é um combate e revelam a grande fraqueza do cristão, sem a oração. Estas são as palavras do Senhor Jesus Cristo; “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito na verdade está pronto, mas a carne é fraca.”  Mateus 24.41

 Observe a profundidade revelada neste versículo, existe grande fraqueza, até mesmo nos discípulos de Cristo, eles precisam orar a esse respeito. O contexto apresenta Pedro, Tiago e João, são três apóstolos escolhidos, que estavam dormindo, quando deveriam vigiar e orar. Também vemos nosso Senhor dirigindo-se a eles com a palavra acima. O cristão possui dupla natureza, quando somos alcançados por Jesus Cristo, convertidos, renovados e santificados, ainda carregamos uma massa de corrupção, um corpo de pecado. Paulo refere-se a isso, quando assevera; “…encontro a lei de que o mal reside em mim. Porque, no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus; mas vejo nos meus membros outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado…” Romanos 7.21-23

 A experiência de todos os verdadeiros cristãos, em todos os séculos, confirma isso. Eles encontram dentro de si dois princípios contrários, e uma batalha contínua entre os dois. Nosso Senhor alude a esses dois princípios quando se dirige aos discípulos dormentes. Ele chama um de “carne” e o outro de “espírito” – “O espírito na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.” Mas, nosso Senhor procurou desculpar essa fraqueza em seus discípulos? Longe de nós pensar tal coisa. Os que tiram esta conclusão interpretam muito mal o que Ele quis dizer. Jesus usa essa mesma fraqueza como um argumento para a vigilância e a oração. Ele nos ensina que o próprio fato de estarmos cercados de tanta fraqueza deveria despertar-nos continuamente para “vigiar e orar.”

Neste sentido quero tirar três aplicações para nossas vidas, a primeira, Se desejamos seguir a verdadeira religião cristã, jamais nos esqueçamos desta lição. Se desejamos andar com Deus confortavelmente e não cair, como sucedeu a Davi e a Pedro, então nunca nos esqueçamos de “vigiar e orar.”

A segunda aplicação é saber que devemos viver como soldados em território inimigo, montando guarda permanente. Nunca exercemos cuidado em demasia por nossa alma, pois o mundo é traiçoeiro. O diabo está sempre muito ocupado.

A terceira aplicação está relacionada a nossa atitude, que as palavras de nosso Senhor soem em nossos ouvidos diariamente, como uma trombeta. O espírito pode, talvez, estar bem pronto, mas a carne é sempre muito fraca. Portanto, vigiemos sempre e oremos sempre.

  

Rev. Cristiam Matos

Qual o seu Alvo?

O Apóstolo Paulo desde o início de seu ministério tem seus olhos voltados, fixos em Jesus Cristo, seu maior objetivo, seu alvo é o Senhor. A vida cristã é um processo intenso de santificação dia após dia, nunca seremos capazes de agradar ao Senhor, porém, em Jesus Cristo nós seremos santificados, não porque somos capazes, mas porque Cristo nos concede essa graça de tornar a cada um de nós cristão santos através de sua obra na cruz.

Na corrida espiritual, o alvo é Cristo, ou seja, a perfeição ético-espiritual está nEle. O apóstolo Paulo desejava de todo o seu coração, ser completamente libertado do pecado e parecer-se com Cristo, por isso seus ensinamentos estão pautados no Senhor. Ele procurou ardentemente manifestar a glória de Deus, por todos os meios ao seu alcance, como um testemunho vivo a todos os homens, para que de todos os modos, pudesse salvar alguns.

Um atleta tem seu foco na linha de chegada, quando finda a corrida o vencedor é convidado a comparecer diante do juiz a fim de receber o prêmio. Na história antiga, em Atenas, o vencedor olímpico recebia a soma de 500 drachmai, sentava-se em lugares de primeira classe no teatro.

Paulo ao declarar que prosseguia rumo ao alvo, está afirmando que precisamos ser santos, buscando a Cristo, ser parecidos com Cristo, testemunhar a Cristo. Deus nos disse sede santo porque Eu Sou Santo. Não obstante, o prêmio que corresponde a esse chamado, é outorgado quando a carreira terminar e for apontado o vencedor. Paulo, junto com todos os santos, é chamado do céu para o encontro do Senhor nos ares e permanecer ali para sempre com Ele na nova terra e novo céu.

Esse chamado celestial, a vocação santa, só é possível em Cristo Jesus. Sem Ele, esse chamado jamais seria feito nem obedecido. Seu sacrifício expiatório, seu prêmio glorioso, ao qual o chamado conduz, jamais poderia ser outorgado.

O alvo aponta para Jesus Cristo, a perfeição nEle. Essa perfeição é considerada como o objetivo do esforço humano e o prêmio qual Paulo coloca, é o dom da soberana graça de Deus. Deus concede vida eterna àqueles que se esforçam por alcançá-la. Ainda que seja verdade que esta fé e este esforço são do começo ao fim completamente dependentes da graça de Deus. Deus nos concede o dom da Fé, para crermos em Jesus Cristo como nosso Senhor e Salvador. O Espírito Santo que habita em nós, conduz nosso ser para dia após dia louvor e bendizer ao Senhor através de nossas vidas. Uma vida dedicada a conhecer ao Senhor e testemunhar o evangelho, resume em ser, discípulo de Cristo, orando, estudando a palavra e vivendo a palavra.

Quando o Cristão tem seus olhos em Cristo, ou seja, Ele sendo o alvo, o desejo será de ser igual ao Senhor, para pregar o evangelho. O alvo absorve a atenção durante a corrida que está sendo feita, o prêmio fixa a atenção na glória que começará na nova terra e no novo céu.

Com esse glorioso prêmio em mente, a saber, as bênçãos da vida eterna, tais como a perfeita sabedoria, o gozo, a santidade, a paz, a comunhão, tudo desfrutando para a glória de Deus, num maravilhoso universo restaurado, e na companhia de Jesus Cristo e de todos os santos. Paulo prossegue rumo ao alvo.

Todos os que amam a vinda de Cristo são vencedores, todos ganharam o prêmio por possuir a mesma disposição de Paulo e por se conduzir em harmonia com essa disposição.

O Apóstolo Paulo diz que o alvo, o prêmio da soberana vocação, ou seja, a nossa vontade vem de um convite irresistível da parte Deus para nós, é Deus quem nos chama e capacita a realizar as ações que vão contribuir para o nosso bem e para o bem da Igreja como um todo, há uma recompensa prometida, não vamos à luta sem meta e sem propósito, mais há uma promessa de Deus para nós.

Essa promessa está firmada em Jesus Cristo, nosso Senhor e salvador. Um dia Jesus Cristo virá buscar-nos e iremos para o céu, estaremos diante do justo Juiz e receberemos o maior prêmio que existe, a Salvação dada por intermédio de Jesus Cristo.

Louvado seja o nome do Senhor!

O alvo de Paulo é Cristo, qual o seu alvo meu amado irmão?

 

Uma boa semana a todos.

Rev. Cristiam Matos.

O Senhor é a fortaleza – Salmo 27.1-14

Em momentos na vida por conta das adversidades nos sentimos totalmente sem energia, o salmista Davi faz este apelo registrado no vigésimo sétimo capítulo de Salmo. Aqui temos um apelo pessoal ao Senhor, expresso em face de prementes ataques. No terceiro versículo percebemos um quadro de ataque, que ele estava enfrentado, podemos pressupor que Davi está falando como rei, ou seja, seu país estava sendo atacado.

O texto mostra que a sua confiança não está em suas armas ou em seu poder militar, mas sim, no Senhor. Davi sabia que o General, Senhor dos senhores, Rei dos reis, tem todo poder, neste sentido sua confiança está no Senhor.

Nossa força estimada em nossa confiança é o maior erro que podemos cometer, sem Jesus Cristo somos fracos e permanecemos sozinhos sem forças. Um cristão não confia em si, ele confia no Senhor.

O Salmo de Davi, demonstra seu grande interesse em ter Deus ao seu lado, e ele estar ao lado de Deus. Claramente percebemos que Davi gostava de cantar, orar e esperar em Deus, de forma clara podemos observar essa afirmação em suas poesias.

Observe que o Salmo apresenta dois paralelos interessantes entre o salmista e Deus.

  1. Deus está com Davi, em paralelo, Davi está com Deus
  2. Davi fala a Deus, em paralelo, Deus fala a Davi.

A Escritura em suas traduções traz os seguintes temas como sugestão para o Salmo 27, “Com Deus não temeremos” (Nova Almeida Atualizada); Anelo pela presença de Deus” (Atualizada); “Confiança em Deus e anseio por sua presença” (Almeida / Século 21); “Minha Luz e Minha Salvação” (Derek Kidner).

A escritura traz todos os temas voltado para a confiança no Senhor, somente Ele é nossa fortaleza, rocha forte, O Deus forte, Príncipe da paz, Pai da eternidade. Davi expressa sua confiança no Senhor quando pergunta, “de quem terei medo?”. Nos versículos primeiros ao terceiro, Davi expressa que Deus está comigo, tendo Deus ao seu lado, Davi sentia-se seguro, protegido, guardado, “…de quem terei medo?” “…a quem temerei?” Davi considerava Deus como luz, salvação, fortaleza. E, mesmo que os malfeitores tentassem o destruir, ir contra ele, não haveria motivos para temer, pois Deus estava com ele, e isso fazia toda diferença. Os inimigos só podiam agir dentro do permitido por Deus. Nada acontece sem a permissão de Deus e permissão com determinação até onde poderia ir. Mas se Deus estava com Davi e observe que a ação vem do alto, agora Davi está com Deus, conforme os versículos quarto a sexto, Eu estou com Deus. A humanidade gota do que é belo, bonito, maravilhoso, por isso buscam, almejam tentam obter, alcançar. Davi considerava Deus maravilhoso e belo. Por isso, desejava intensamente Deus e se esforçava sobremaneira para viver ao lado de Deus em constante louvor.

Davi inicia a segunda parte do paralelo desta poesia de forma tão bela, o homem foi criado para ter relacionamento direto, para ter interação, e Davi confia de tal forma no Senhor que ele conversa com o Senho. Agora nos versículos sétimo a décimo encontramos Davi informando, Eu falo e Deus ouve. Davi crê que Deus está sempre atento, com os ouvidos voltados para ele, neste sentido o Senhor estava atento para ouvir sua oração. Que maravilho, extraordinário momento é falar com o Pai, nós falamos e Ele ouve. Davi falava e o Senhor ouvia. Em diversas vezes encontramos de forma triste relatos de pais que abandonaram seus filhos. Muitos pais abandonam seus filhos, mas, Deus jamais os abandonará. Deus nunca está ocupado demais para não ouvir o clamor de seus filhos. Observe que se Davi fala com Deus, então Deus fala e Davi obedece, conforme os versículos décimo primeiro ao décimo terceiro. Deus fala e eu obedeço, Davi respondia a Deus de uma forma maravilhosa, ele obedecia e andava nos caminhos do Senhor. Davi era coerente, Deus ouvia o seu clamor; Davi, por sua vez, ouvia a voz de Deus e se guiava pela Palavra do Senhor. Assim, Davi sentir-se fortalecido.

O décimo quarto versículo Davi faz um apelo a que outros sigam o exemplo do salmista, ainda que seja possível que esteja falando a si próprio como uma palavra de auto encorajamento. De uma fé forte no Senhor flui feitos poderosos em seu nome. O “coração” se situa no centro de sua vida como um todo. De todo o seu ser, ele está desejoso, como Josué conforme registro em Josué 24.15, que mostra seu desejo de servir ao Senhor.

Neste texto, o vigésimo sétimo capítulo do livro de salmo encontramos ensinamentos grandiosos para nossas vidas, Deus está com Davi e Davi está com Deus, encontramos a confiança que ele tinha no Senhor. Davi sumaria em três palavras o que o Senhor significava para ele, a saber, “luz, salvação e fortaleza”, conforme o primeiro versículo.

Como traz conforto e segurança saber que Deus está no controle de todas as coisas, é maravilhoso saber que Deus está ao nosso lado! Isso fortalece-nos e dá segurança, pois tudo está no controle de Deus, e isto significa que tudo o que nos acontece tem a mão providente de Deus por trás. Deus é bom o tempo todo, o tempo todo Deus é bom.

Esse texto traz um grande alerta ao homem, devemos tomar cuidado para não tratarmos Deus com indiferença. Deus é extraordinário, maravilhoso, perfeito Senhor, o único Senhor. Por isso, devemos querer viver intimamente com Deus. Nosso Senhor amou os seus de tal maneira que entregou o seu único filho e ensinou a todos como agradar ao Seu coração. O verbo que se fez carne, habitou entre nós. O Senhor amou a cada um, primeiro para que o amássemos, com todas as nossas forças, para louvor e adoração ao Seu Santo, Santo, Santo nome. É reconfortante, bom demais saber que Deus ouve nossa oração! Deus não nos rejeita. Pai e mãe podem rejeitar seus filhos, porém Deus, jamais rejeitaria os seus.

Mas será que temos disposição em ouvir a Palavra de Deus? Entendamos o verbo “ouvir” como sinônimo de “obedecer”. Se Deus ouve nossa oração, é justo que ouçamos e obedeçamos a Palavra do Senhor.

Que sejamos como Cristo Jesus, Ele falou com o Pai, o Pai o ordenou e Ele o ouviu, ou seja, obedeceu conforme fora ordenado. Viver no centro da vontade do Senhor é louvar, glorificar ao Senhor.

Que a graça do Nosso Senhor e salvador Cristo Jesus, o amor de Deus o Pai e a comunhão com o espírito Santo esteja sobre todos nós, hoje e para todo sempre. Amém!

Que Deus abençoe sua vida e vamos obedecer ao Senhor!

Rev. Cristiam Matos

Senhor, usa-me como um intercessor – Ezequiel 22.12-30

O esquecimento de Deus é a causa de todos os pecados de uma cidade ou de um povo. Os pecados de Jerusalém foram elencados como crueldade, idolatria, desprezo aos pais, opressão aos estrangeiros, maus tratos aos órfãos e viúvas, desprezo as coisas santas, profanação do sábado, promoção de intrigas para derramar sangue, tramar perversidade, incesto, adultério, subornos, usura e extorsão.

Agora precisamos fazer uma pergunta: Qual é a origem de tudo isso?

O versículo 12 nos responde; “De mim te esqueceste, diz o Senhor”. Quando não se dá atenção ao que é de Deus, aquilo que Deus ordena, proíbe, aprova, condena, quando não reconhecem seu olhar, poder, juízo, a prestação de contas diante dEle. Isso leva as pessoas a cair em todo o tipo de pecado, lascívia e transgressão. O esquecimento de Deus é a causa de todos os pecados.

No versículo 30 Deus está buscando alguém que tapasse o muro, a expressão no hebraico é “um tapume que tapasse”, as palavras são metafóricas, e essa metáfora foi extraída das vinhas, que costumava ter cercas e tapumes sobre elas para protegê-las de tudo que lhe pudesse causar dano.

Os Judeus eram a vinha de Deus e Ele o tinha cercado e coberto, pois eles eram o jardim de Deus. A cerca, tapume ou muro sobre seu povo era a sua proteção sobre ele.

O tapume qual o Senhor está colocando é a Boa Doutrina, Adoração Pura, Boas Leis, Bons Profetas, Homens de Oração, para preservá-los de todo erro, opiniões corruptas e pagãs, cuja aceitação era um perigo.

Deus forneceu aos Judeus, palavras certas, testemunhos seguros, oráculos vivos, mandamentos fiéis, pelo qual deviam julgar todas as doutrinas e opiniões.

O Senhor coloca que apesar dos muitos graves pecados que abundavam em Jerusalém, se Ele tivesse encontrado algum justo, com oração fervorosa, procurado tapar o muro, como Moisés, que se colocou na brecha, brecha que o pecado ali causara, levantando-se zelosamente contra o mal, buscando a reforma da cidade, Ele não teria prosseguido com os juízos. Se ali tivesse havido um único profeta além de Jeremias, uns poucos sacerdotes, um ou dois príncipes piedoso, umas poucas pessoas de oração, o Senhor não teria prosseguido.

Não é suficiente falar dos homens a Deus, é necessário falar de Deus aos homens. A vida de oração é o balsamo do cristão, mas isso não nos desobriga da responsabilidade da evangelização. Todas as pessoas chamadas por Deus para a salvação são enviadas por Deus a proclamar a salvação. Uma vida de oração produz cristãos que proclamam a palavra de Deus, para a glória de Deus. Cumprindo assim o ide.

Nosso maior exemplo de intercessão é sem dúvida, Jesus Cristo, a bíblia diz que Ele está sempre intercedendo por nós junto do Pai. Durante todo o Seu ministério aqui na terra, Cristo orava especialmente por seus discípulos, para que estivessem prontos para a grande missão de pregar o evangelho.

Em sua última noite com os discípulos Jesus intercedeu, pedindo ao Pai para proteger os discípulos, pedindo que eles vivessem em união, por todos que no futuro iram crer nEle. Para permanecerem todos perfeitamente unidos com Deus e uns com os outros.

Os homens mais ilustres da história sacra, desde as eras mais remotas, foram homens de oração, intercessores fervorosos. Abraão orou por Sodoma, e antes de destruir Sodoma livrou seu sobrinho Ló. Deus estava para destruir a multidão rebelada no deserto, quando Moisés clama aos céus, dizendo, “Agora, pois, perdoa-lhe o pecador; ou se não risca-me, peço-te, do livro que escreveste”.

As grandes intervenções de Deus na história são realizadas em resposta às orações do Seu povo, que ora conforme a vontade do Pai.

Rogo a Deus que inflame nosso coração para sermos intercessores, um verdadeiro reparador de brechas, não deixe esse fogo apagar em seu peito.

Diga ao Senhor, eis-me aqui, usa-me como um intercessor, para a glória do Seu Santo nome.

Quando você se coloca diante de Deus, e pede para Ele usá-lo como intercessor, Ele também o usará como testemunha do evangelho.

Diga ao Senhor, eis-me aqui, usa-me como uma testemunha do evangelho.

Rev. Cristiam Matos

Adorar a Deus – Jó 1.20-22

Jó adora ao Senhor com todas as forças de sua vida, percebemos isso em sua declaração, se Deus deu, Ele pode tomar e continua sendo Deus.

Jó sabia que suas conquistas entre o berço e a sepultura não tinha nenhum valor, pois Deus está acima de todas as coisas.

A sua integridade e retidão o faz servo fiel a Deus, independente dos acontecimentos, ele era fiel ao Senhor.

Esta passagem nos mostra, que em meio as provações e sofrimentos, Deus está ao nosso lado, nos ensina que devemos ser fiéis somente a Ele. Por esse motivo o amor deve ser sincero, com o coração, de forma íntegra, até o final. Glorifique a Deus em todos os momentos e circunstâncias. O adore sempre!

Deus havia feito Jó seu filho através da graça redentora. Cristo Jesus, foi cem porcento homem e cem porcento Deus, em sua forma humana, Ele sente frio, cansaço, dor, é humilhado e tentado de todas as formas.

Cristo Jesus é fiel ao Pai de tal forma que vence as tentações, quando sua morte na cruz se aproxima, Ele pede ao pai, que se fosse possível, que o cálice fosse passado, porém Cristo faz a seguinte declaração, que seja feita a vontade do Pai.

Cristo morre a nossa morte, seu sangue nos lava, Ele é fiel até a morte e morte de cruz.

Nós somos feitos a imagem e semelhança de Deus, como discípulos sejamos fiéis ao Senhor nosso salvador. Nós também somos feitos filhos do Pai, através da graça redentora.

O primeiro capítulo de Jó traz a resposta para nossa pergunta, qual fazemos em algum momento na vida; Qual o significado da fé?

O Significado da fé é adorar a Deus em todas as circunstâncias. O homem temente a Deus tem algumas virtudes em evidência. Ele é integro e reto, de caráter inquestionável, e de retidão diária. Guia pelos caminhos do Senhor a sua família, ensinado, orando e sendo exemplo no lar. Virtude que todo sacerdote do lar deve ter.

Fica um grande desafio para você, adore a Deus, como Cristo Jesus o fez. Pois somos discípulos do Senhor. Não deixe que as circunstâncias lhe afastem dEle.

Que Deus abençoe sua vida.

Rev. Cristiam Matos

Confiar em Deus.

Confiar em Deus – Jó 1.6-19

No início do sexto versículo encontramos o termo filhos de Deus, esta expressão nos remete aos anjos. Eles estavam indo apresentar-se ao Senhor. Aqui estamos perante um concílio celestial, no qual aparece os filhos de Deus, a saber, os anjos e incluindo o adversário. Vamos dizer que o adversário era um inspetor de Deus entre os homens, aqui na terra e o acusador dos homens junto Deus no céu.

Temos a total convicção de que Deus tem todo o poder, tudo está debaixo de sua vontade, nada pode ser feito sem que Deus autorize.

No texto encontramos que o adversário, para fazer o mal à vida de Jó, teve que receber a permissão de Deus. O Senhor ordenou que ele não tocasse na vida de Jó. O Agostinho de Hipona tem razão ao afirmar que Satanás é o cachorrinho na coleira de Deus, ou seja, ele somente vai até onde o Senhor autoriza. Tudo está debaixo dos decretos de Deus, nada foge do controle do Senhor.

Deus se glorifica quando aponta para Jó como a criação da Sua graça redentora. Na parte b do oitavo versículo está escrito, “Ninguém há na terra semelhante a ele”. Este endosso divino, vai muito além da descrição que encontramos no primeiro versículo.

Embora o acusador hostil não consiga encontrar nada na vida visível de Jó, para tentar condená-lo, ele insinua que a aparente devoção do patriarca é de absoluto interesse pessoal. O adversário acusa Jó, afirmando que sua devoção não passa de uma mera barganha.

Ele diz que Jó era um enganador, ele tenta arrancar Jó das mãos de Deus, insinuando que o verdadeiro pai de Jó, era o adversário, pois suas ações não passavam de meros interesses. O enganador dá a entender que Jó adorava a Deus e era piedoso, porque ele tinha boa família, bons animais, grandes riquezas e sua piedade era fraudulenta, fruto de barganha. O adversário ao lançar essas acusações, está dizendo que Deus é muito ingênuo, em acreditar que ele o adorava verdadeiramente. Ele afirma que se Deus tocar em tudo o que ele tem, ou seja, retirar de Jó todas as bênçãos, com certeza ele blasfemaria em tua face.

Satanás tenta empregar algumas inverdades, sobre Jó, primeiro ele não era piedoso, segundo ele não adorava a Deus pelo que Ele é, mas pelo que Ele pode lhe conceder.

Deus ao ouvir as acusações que o adversário faz contra Jó, permite que ele tente a Jó, mas não podia tocar em sua vida. Aqui encontramos algo extraordinário e confortante, uma grande lição para a vida, o Adversário não pode fazer nada, contra ninguém sem que Deus autorize.

Deus em sua soberania, o Rei, Senhor dos Senhores, em sua autoridade e poder, comanda todas as coisas, nada foge do seu controle. Nada acontece sem que Ele saiba, nem um só fio de cabelo cai sem que Deus permita.

O adversário foi autorizado por Deus para vir a terra e tentar a Jó, com a autoridade concedida por Deus, o adversário começa seu plano, para provar que Jó não amava a Deus pelo que Ele era, mas sim pelo que havia recebido de Deus. Então, em um só dia, Jó perde toda a sua riqueza, o adversário ceifa a vida dos animais, de seus sete filhos e suas três filhas e os seus servos. Em um único dia o homem mais rico do oriente torna-se falido.

Nenhuma dessas perdas abala a fé de Jó, pois ele sabia que sendo temente a Deus, ele confiaria no Senhor e desta forma não importando as circunstâncias, ele sempre irá adorar a Deus.

A luz deste texto podemos entender que confiar em Deus, não importa qual a provação nem o momento, é entender que somos dependentes dEle. Todas as coisas aconteceram porque o Senhor autorizou. Confie nEle, Ele está no controle de todas as coisas. O Senhor nunca desampara os seus, Ele está no controle governando nossa vida para Sua glória.

Cristo Jesus, nosso Salvador, é o verbo que se fez carne, e para resgatar-nos deu sua vida por você, Ele sofreu toda sorte de tentação e venceu. Convido você a confiar em Cristo, como seu único Senhor e salvador, Ele disse Eu Sou o caminho a verdade e a vida.

Cristo é o único caminho, confie nEle!

Que Deus o abençoe Ricamente.

Confie nEle!

Rev. Cristiam Matos

Nas mãos de Deus.

Porque eu, o SENHOR, teu Deus, te tomo pela tua mão direita e te digo: Não temas, que eu te ajudo” – Is 41.13

 

O profeta Isaías registra um momento difícil para os filhos de Deus:  eles estavam com medo dos inimigos que se levantavam contra eles. Os assírios eram guerreiros implacáveis, e suas incursões em terras que não lhes pertenciam eram marcadas por grande violência e mortandade. 

Quero aqui criar um paralelo com nossos dias e dizer que temos um inimigo feroz, que ceifa vidas sem se importar com a idade ou sexo. Quem não tem uma história para contar a este respeito? Qual etnia ou mesmo grupo familiar tem passado incólume? 

No passado, muitos integrantes do povo de Deus recorreram aos ídolos pagãos em busca de proteção sobrenatural, e isto provocou a ira do Senhor; hoje muitos colocam suas esperanças na ciência como se esta fosse, de fato, criar uma redoma tal onde os “imunizados” não morram. 

Não quero polarizar nem polemizar absolutamente nada com este comentário, mas pontuar que nossa fé e esperança deveriam estar firmes no Senhor. Ele é quem dá a vida, e somente ele é quem tem o poder de tirá-la quando lhe aprouver e da forma que bem entender; somente ele pode de fato colocar seus anjos acampados ao nosso redor e nos livrar, assim como somente ele pode permitir que este vírus nos alcance e aflija. 

Se você ler os versos 9 e 10 encontrará algumas informações preciosas que certamente trarão ânimo para sua vida. 1) Deus diz que tomou das extremidades da terra os seus escolhidos, e que não os rejeitou; 2) Deus afirma que está ao lado dos seus; 3) Que por mais ferozes que sejam os inimigos e possam assustar, eles não são mais fortes nem mais ferozes do que o próprio Senhor que está ao lado; 4) Que o Senhor há de dar forças, ajudar e sustentar no calor da batalha com sua destra fiel, isto é, que vai estender sua mão direita e manter os seus amados firmes e seguros.  

Tais palavras em momento algum são falsas, ainda que em meio ao combate os escolhidos possam ser feridos e até mesmo mortos; elas refletem a real e verdadeira situação dos filhos de Deus, que não podem morrer eternamente, mas estão sempre amparados pela benéfica mão do Senhor. 

Sei que o medo tem se instalado em muitos corações. As notícias sobre o aumento da pandemia e o colapso da rede de saúde pública e privada estão cada vez mais alarmantes. Sei que estamos perdendo entes queridos, e nos afligindo por aqueles que apresentam os sintomas de quem foi infectado. No entanto, sei – e você também sabe – que Deus está ao nosso lado em todo o tempo, e não nos abandonará jamais. Somos ovelhas de Jesus e, como ele bem disse: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão” – Jo 10.27-28. 

Estamos nas mãos de Deus. Vamos confiar e descansar no Senhor que cuida de nós. 

Uma boa e abençoada semana.

Rev. Joel

Em busca da vontade de Deus.

“…a fim de que o SENHOR, teu Deus, nos mostre o caminho por onde havemos de andar e aquilo que havemos de fazer” – Jr 42.3

 

Este verso é parte de uma assembléia constituída do povo de Judá, “desde o menor até ao maior” (v.1), onde eram representantes os capitães dos exércitos. Eles pediram uma espécie de “audiência com o profeta Jeremias (que também era sacerdote por hereditariedade por ser filho do sacerdote Hilquias). Judá estava sob o domínio dos caldeus e sob o comando de Nabucodonosor. Gedalias era o governador designado pelo rei (587 a.C), mas um homem da linhagem real judaica, Ismael, levantou-se conta a administração de Gedalias e o matou. Agora temiam a represália de Nabucodonosor e estavam propensos a ir para o Egito em busca de asilo. Seria esta a melhor solução? Era isto que Deus queria? Por isso foram até Jeremias e lhe rogaram que consultasse ao Senhor. 

Existem momentos em nossa vida que nos vemos em situação semelhante a esta e queremos saber o que Deus tem predeterminado para nossa existência. Não nos importa o porquê vivemos a situação difícil, mas o quê exatamente Deus quer de nós. 

Nas palavras ditas ao profeta Jeremias vemos claramente que há um problema de essência: eles pedem que o profeta consulte ao “seu” Deus. O povo de Judá era o detentor da promessa de que não faltaria rei descendente de Davi, e que o Todo Poderoso os abençoaria em toda a jornada. Porém, de alguma maneira, eles perderam a fé, a esperança e o amor por Deus. Estavam totalmente desatinados e precisavam de ajuda, e o profeta Jeremias prontamente atendeu à súplica. Disse-lhes que oraria ao Senhor “vosso” Deus – já na clara tentativa de resgatá-los dos caminhos tenebrosos que trilhavam – e que lhes declararia absolutamente tudo, sem ocultar nada (v.4). Ali estabelecem um pacto de ouvir e seguir a palavra que o Senhor enviasse, mas ainda insistem que era o Deus de Jeremias (v.5), e que fosse ela boa ou má obedeceriam sem pestanejar (v.6). 

Até aqui podemos entender o que se passava naqueles corações desejosos de saber o que Deus lhes reservava. Nos momentos em que nos sentimos amedrontados e sem saber para onde correr, a palavra de um homem designado por Deus (significado do nome de Jeremias) parece ser a solução ideal para nossa aflição.

O único problema é que ao ouvirem que Deus os queria onde estavam, que por mais que Nabucodonosor se irritasse com o ocorrido, o Senhor estaria ao lado deles e eles prosperariam em sua terra (v.11), os moradores de Judá não acreditaram e chamaram o profeta de mentiroso (43.2), e com isto todos desobedeceram a voz de Deus (43.4) com terríveis conseqüências no futuro próximo (43.11). 

Existem preciosas lições a serem extraídas desta história. 1) Deus fala através de seus designados (não qualquer pessoa que se diz pastor ou profeta) Pode não ser no tempo que desejamos (foram 10 dias de espera! 42.7), mas Deus responde; 2) A resposta de Deus pode não ser o que queremos ouvir, mas é o melhor para a nossa vida; 3) buscar uma resposta e não obedecer é trazer castigo sobre si mesmo. 

Sei que você quer conhecer a vontade de Deus para a sua vida, mas você realmente quer obedecer À voz do Senhor? Quer se comprometer de corpo e alma àquele que quer o melhor para sua vida?

Um bom e abençoado dia!

Rev. Joel

Crer ou não crer, eis a questão!

Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim” – Jo 14.1

 

O título de hoje é uma releitura do ato III, cena I da tragédia “Hamlet”, um clássico de Willian Shakespeare. Parto do princípio que o “ser” é uma construção daquilo que se crê como verdade, e pela qual pautará a sua existência neste mundo. Por exemplo: Se alguém crê que honestidade é um valor a ser preservado e vivido, certamente será honesto em seus negócios e relacionamentos. 

Jesus propõe aos seus discípulos que eles creiam em Deus: que ele é a origem de todas as coisas visíveis e invisíveis; que é sustentador de toda a sua criação; que é soberano sobre absolutamente tudo o que existe. Mais do que um conhecimento geral (Jesus falou aos discípulos que eram judeus, e todo judeu que se preza acredita na existência de Deus) crer em Deus implicava na defesa desta verdade diante de qualquer pessoa, independentemente das circunstâncias em que esta apologia se fizesse necessária. Além disto, era preciso crer que este Deus também era pessoal, que se revelava ao indivíduo, que o transformava de criatura em filho amado. É neste ponto onde crer em Deus se estendia para crer também em Jesus, o autor e consumador da fé (Hb 12.2), o Cordeiro escolhido (Jo 1.29), a imagem visível do Deus invisível, o primogênito de toda a criação (Cl 1.15). 

Os discípulos conviviam com as constantes ameaças dos principais líderes religiosos contra a vida de Jesus; eram dias de incertezas e angústias.  Jesus apresentou-lhes a fé como fonte de paz e de sossego para a alma aflita e ansiosa, capaz de depositar toda esperança em Deus e em Jesus, onde confiavam que o futuro estava previsto e determinado desde a eternidade (Sl 139.16). 

Crer ou não crer era e é o que define o futuro eterno de cada pessoa. Quem crê está salvo, quem não crê já está condenado porque não creu no Filho de Deus (Jo 3.18); quem crê revela Cristo através do seu viver (Gl 2.20), quem não crê permanece debaixo da ira de Deus (Jo 3.36). 

Nossos dias não são melhores do que aqueles vividos pelos discípulos de Jesus: dias de incertezas e angústias. As palavras de Cristo devem ecoar nos ouvidos dos seus amados e os conclama a sossegar a alma na certeza da fé em Deus e nele próprio. Ouça a voz do Senhor e abandone-se aos seus cuidados, pois ele tem cuidado dos que nele crêem (1Pe 5.7).

Um bom e abençoado dia!

Rev. Joel