Vigiai e Orai

Na pastoral desta manhã, compartilharei sobre o combate que o cristão vive, neste sentido entendo quando o evangelho segundo Mateus nos orienta a vigiar e orar, aliás são palavras registradas no evangelho, vindas de Jesus Cristo. Concordo com o J. C. Ryle conforme registro em seu livro com o tema Santidade. No quarto capítulo o primeiro ponto trata que o verdadeiro cristianismo é um combate e revelam a grande fraqueza do cristão, sem a oração. Estas são as palavras do Senhor Jesus Cristo; “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito na verdade está pronto, mas a carne é fraca.”  Mateus 24.41

 Observe a profundidade revelada neste versículo, existe grande fraqueza, até mesmo nos discípulos de Cristo, eles precisam orar a esse respeito. O contexto apresenta Pedro, Tiago e João, são três apóstolos escolhidos, que estavam dormindo, quando deveriam vigiar e orar. Também vemos nosso Senhor dirigindo-se a eles com a palavra acima. O cristão possui dupla natureza, quando somos alcançados por Jesus Cristo, convertidos, renovados e santificados, ainda carregamos uma massa de corrupção, um corpo de pecado. Paulo refere-se a isso, quando assevera; “…encontro a lei de que o mal reside em mim. Porque, no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus; mas vejo nos meus membros outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado…” Romanos 7.21-23

 A experiência de todos os verdadeiros cristãos, em todos os séculos, confirma isso. Eles encontram dentro de si dois princípios contrários, e uma batalha contínua entre os dois. Nosso Senhor alude a esses dois princípios quando se dirige aos discípulos dormentes. Ele chama um de “carne” e o outro de “espírito” – “O espírito na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.” Mas, nosso Senhor procurou desculpar essa fraqueza em seus discípulos? Longe de nós pensar tal coisa. Os que tiram esta conclusão interpretam muito mal o que Ele quis dizer. Jesus usa essa mesma fraqueza como um argumento para a vigilância e a oração. Ele nos ensina que o próprio fato de estarmos cercados de tanta fraqueza deveria despertar-nos continuamente para “vigiar e orar.”

Neste sentido quero tirar três aplicações para nossas vidas, a primeira, Se desejamos seguir a verdadeira religião cristã, jamais nos esqueçamos desta lição. Se desejamos andar com Deus confortavelmente e não cair, como sucedeu a Davi e a Pedro, então nunca nos esqueçamos de “vigiar e orar.”

A segunda aplicação é saber que devemos viver como soldados em território inimigo, montando guarda permanente. Nunca exercemos cuidado em demasia por nossa alma, pois o mundo é traiçoeiro. O diabo está sempre muito ocupado.

A terceira aplicação está relacionada a nossa atitude, que as palavras de nosso Senhor soem em nossos ouvidos diariamente, como uma trombeta. O espírito pode, talvez, estar bem pronto, mas a carne é sempre muito fraca. Portanto, vigiemos sempre e oremos sempre.

  

Rev. Cristiam Matos

Louvor a Deus – Romanos 11.33-36

O apóstolo Paulo quando escreve esse trecho da carta aos romanos destaca algumas preciosas informações para nós, a saber, a teologia precisa transformar-se em doxologia conforme apresenta-nos aqui no 11.33–36. Paulo passa da teologia para a doxologia, da doutrina para o louvor, do argumento para a adoração. Neste sentido, entenda que não separaremos a teologia, ou seja, nossa crença em Deus, da doxologia, significa o nosso culto a Deus. O apóstolo Paulo está orientando que não pode haver uma teologia sem devoção, assim como uma devoção sem teologia. As coisas profundas de Deus devem levar-nos à adoração, assim como a adoração leva-nos a desejar conhecer profundamente ao Senhor. O estudo da teologia leva-nos à compreensão de que Deus não pode ser plenamente compreendido por nossa mente finita, mas leva-nos a adoração ao Deus criador de todas as coisas. Movido pela Palavra e pelo Espírito do Senhor, sentindo-se finalmente dominado pela sublimidade de tão profundo mistério, o apóstolo nada mais pode fazer senão ponderar e exclamar que as riquezas da sabedoria de Deus são demasiadamente profundas para que nossa razão seja capaz de sondá-las. Paulo está bem certo de suas palavras, ele está exaltando as profundas riquezas da sabedoria e do conhecimento de Deus.

Paulo descreveQuão insondáveis são seus juízos”, tais palavras expressam o sentido de ordenanças divinas ou a maneira divina do agir, o governar de Deus, essa exclamação exalta ainda mais o mistério divino. O Pai revelou-nos o Seu ser na Escritura sagrada, note que ele não pretende discutir aqui todos os mistérios de Deus, mas somente aqueles que se acham escondidos em Deus, e mediante os quais Deus deseja que o admiremos e o adoremos.

Paulo restringi a presunção humana, como se pusesse sua mão sobre os homens com o fim de detê-los e impedi-los de murmurarem contra os juízos divinos. A pergunta “Quem conheceu a mente do Senhor?”, constrange o homem, pois na nossa finitude e tão desprovimento de conhecimento perto de Deus, mostra-nos que não conhecemos a mente dEle. Observe que ele utiliza dois meios para restringi-los:

  1. Todos os seres humanos se acham, por sua cegueira, completamente impedidos de fazer, por seu próprio critério, um devido exame da predestinação divina.
  2. Não existe nenhuma razão para nos queixarmos de Deus, não há indivíduo que possa pretender que Deus lhe seja devedor. Todos somos endividados em relação à liberalidade divina.

A predestinação divina ensina que os homens não podem discernir mais do que é possível a um cego na escuridão. Estas palavras, contudo, têm muito pouco suporte para que nossa fé não se definhe, visto que ela não tem sua origem na perspicácia do intelecto humano, e sim, tão-somente na iluminação do Espírito. O apóstolo Paulo afirma que todos os mistérios divinos se acham muito além da compreensão de nossa capacidade natural. Para compreendermos uma pequena parte da mente de Deus, poderíamos dizer uma ínfima parte, necessitamos da compreensão concedida por intermédio do Espírito Santo. Neste sentido que Paulo prossegue escrevendo em sua 1 Coríntios 2,12-16 que os crentes compreendem a mente do Senhor, pois não receberam o espírito do mundo, mas, sim, o Espírito que é outorgado por Deus, por meio de quem aprendem que, de outra forma, a benevolência divina lhes seria inacessível. É somente pela Graça divina que recebemos.

O ser humano não tem capacidade legal, em nossas próprias faculdades, para investigar os segredos divinos, assim chegamos a um claro e seguro conhecimento deles pela instrumentalidade da graça do Espírito Santo. A capacidade de compreensão sobre Deus, é concedida ao homem através do Espírito Santo. Nosso dever é deixar-nos guiar pela orientação do Espírito, então devemos ficar e permanecer onde Ele nos deixar. Ninguém conhece mais do que o Espírito lhe haja revelado, o mesmo acabará sendo fulminado pelo imensurável fulgor dessa luz inacessível.

O conselho de Deus, Sua vontade, Seus caminhos foram revelados na Escritura, neste sentido o que está escrito cabe ao homem conhecer. Ainda que toda a doutrina da Escritura exceda, em sua sublimidade, ao intelecto humano, todavia os crentes que seguem o Espírito como seu Guia, com reverência e circunspecção, não são proibidos de ter acesso à vontade divina. Entretanto, outro é o caso em relação a seu conselho oculto, cuja profundidade e cuja altura não temos como atingir através de nossa investigação.

O conhecimento de Deus se refere ao todo-inclusivo e exaustivo entendimento de Deus, e a sabedoria fala sobre o arranjo e a todas as coisas para o cumprimento de seus santos propósitos. A sabedoria de Deus planejou a salvação e foi sua riqueza que a concedeu-nos, pela sua maravilhosa Graça, os juízos de Deus são profundos e insondáveis. Seres tão ínfimos em conhecimento e finitos como nós, não penetraram nas profundezas desses caminhos inescrutáveis.

O apóstolo defende a justiça divina contra todas as acusações dos ímpios através da pergunta: “Ou quem primeiro lhe deu a Ele?”. Esta pergunta está profundamente relacionada ao viver debaixo da vontade de Deus, confiando que jamais receberemos algo do Senhor por merecimento, mas o recebemos pela Sua boa e agradável vontade. O significado das palavras de Paulo consiste em que Deus não pode ser acusado de injustiça, a não ser que seja Ele convencido de não haver retribuído a cada um o que lhe é devido. Não obstante, é evidente que Deus não priva ninguém de seus direitos, visto não ser Ele devedor a alguém. Quem é capaz de ostentar alguma obra propriamente sua pela qual se acha merecedor do favor divino, ninguém é capaz de cobrar a Deus por nada, a escritura ensina-nos que somos merecedores de nada, aliás somente cabe a restituição da condenação. A maravilhosa Graça concedida aos escolhidos do Senhor nos é dada pela benevolência do Pai e não por merecimento humano. Não que se acha em nosso poder exigir que Deus nos conceda a salvação, com base em nossas obras, ao contrário, Ele antecipa sua benevolência sem qualquer mérito de nossa parte. Ele nos mostra não só o que os homens têm por hábito fazer, mas também o que eles são capazes de fazer. Caso queiramos fazer um honesto exame de nós mesmos, então descobriremos não só que Deus de forma alguma nos é devedor, mas também que todos nós somos passíveis de seu justo juízo. Somos não apenas destituídos do merecimento de qualquer favor de sua parte, somos mais que merecedores de morte eterna.

Deus não nos deve nada em razão de nossa natureza corrupta e depravada e também assevera que, mesmo que o homem fosse perfeito, ainda assim não poderia apresentar nada a Deus. O homem a luz da própria lei da criação já se vê tão endividado em relação a seu Criador, que nada consegue divisar que seja propriamente seu, neste sentido, fracassaremos caso nos esforcemos em privar a Deus do direito de agir soberanamente, como bem lhe apraz, com as criaturas que ele criou para si, como se isso fosse uma questão de débito ou crédito mútuo.

O apóstolo Paulo finaliza com a sublime declaração, Porque dele e por meio dele e para ele são todas as coisas.” Encontramos uma verdade expressa nestas palavras, mostra-nos quão longe estamos de vangloriar-nos, isso demonstra de forma clara nossa incapacidade. Visto que fomos criados por Deus, a partir do nada, e agora o nosso mesmo ser depende dEle, conclui-se ser justo que nosso ser seja orientado para Sua glória. Quão absurdo seria que as criaturas, a quem Ele formou e sustenta, possuíssem algum outro propósito que não fosse a manifestação da glória de seu Criador. A suma do argumento consiste em que toda a ordem da natureza seria invertida caso o mesmo Deus, que é o princípio de todas as coisas, deixasse de ser também o fim. Neste sentido de forma extraordinária encontramos que Jesus Cristo é o começo, o meio e o fim, por isso “A Ele seja a glória para sempre”.

A glória do Senhor deve permanecer inalterada em toda e qualquer parte, Deus, com justa razão, reivindica para Si autoridade absoluta, e que nada, além de sua glória, deve ser buscado na natureza humana e no mundo inteiro. Segue-se que são totalmente absurdos, irracionais e deveras insanos aqueles conceitos que são engendrados com fim de desvalorizar o mérito, a importância da glória divina.

A luz desses versículos concluímos que cabe somente a Jesus Cristo, toda honra, toda a Glória e todo Louvor. Somos criaturas com a finalidade de louvá-lo, adorá-lo, glorificá-lo, hoje e por toda a eternidade.

Uma aplicação para nossas vidas, busquemos adorar ao Senhor como servos fiéis unindo a teologia com a doxologia, ou seja, o desejo incansável de conhecer ao Senhor da Escritura Sagrada, mas com adoração e louvor.

Ele é o começo, o meio e o fim, louvado seja o Senhor!

Uma boa semana a todos.

Rev. Cristiam Matos

 

Qual o seu Alvo?

O Apóstolo Paulo desde o início de seu ministério tem seus olhos voltados, fixos em Jesus Cristo, seu maior objetivo, seu alvo é o Senhor. A vida cristã é um processo intenso de santificação dia após dia, nunca seremos capazes de agradar ao Senhor, porém, em Jesus Cristo nós seremos santificados, não porque somos capazes, mas porque Cristo nos concede essa graça de tornar a cada um de nós cristão santos através de sua obra na cruz.

Na corrida espiritual, o alvo é Cristo, ou seja, a perfeição ético-espiritual está nEle. O apóstolo Paulo desejava de todo o seu coração, ser completamente libertado do pecado e parecer-se com Cristo, por isso seus ensinamentos estão pautados no Senhor. Ele procurou ardentemente manifestar a glória de Deus, por todos os meios ao seu alcance, como um testemunho vivo a todos os homens, para que de todos os modos, pudesse salvar alguns.

Um atleta tem seu foco na linha de chegada, quando finda a corrida o vencedor é convidado a comparecer diante do juiz a fim de receber o prêmio. Na história antiga, em Atenas, o vencedor olímpico recebia a soma de 500 drachmai, sentava-se em lugares de primeira classe no teatro.

Paulo ao declarar que prosseguia rumo ao alvo, está afirmando que precisamos ser santos, buscando a Cristo, ser parecidos com Cristo, testemunhar a Cristo. Deus nos disse sede santo porque Eu Sou Santo. Não obstante, o prêmio que corresponde a esse chamado, é outorgado quando a carreira terminar e for apontado o vencedor. Paulo, junto com todos os santos, é chamado do céu para o encontro do Senhor nos ares e permanecer ali para sempre com Ele na nova terra e novo céu.

Esse chamado celestial, a vocação santa, só é possível em Cristo Jesus. Sem Ele, esse chamado jamais seria feito nem obedecido. Seu sacrifício expiatório, seu prêmio glorioso, ao qual o chamado conduz, jamais poderia ser outorgado.

O alvo aponta para Jesus Cristo, a perfeição nEle. Essa perfeição é considerada como o objetivo do esforço humano e o prêmio qual Paulo coloca, é o dom da soberana graça de Deus. Deus concede vida eterna àqueles que se esforçam por alcançá-la. Ainda que seja verdade que esta fé e este esforço são do começo ao fim completamente dependentes da graça de Deus. Deus nos concede o dom da Fé, para crermos em Jesus Cristo como nosso Senhor e Salvador. O Espírito Santo que habita em nós, conduz nosso ser para dia após dia louvor e bendizer ao Senhor através de nossas vidas. Uma vida dedicada a conhecer ao Senhor e testemunhar o evangelho, resume em ser, discípulo de Cristo, orando, estudando a palavra e vivendo a palavra.

Quando o Cristão tem seus olhos em Cristo, ou seja, Ele sendo o alvo, o desejo será de ser igual ao Senhor, para pregar o evangelho. O alvo absorve a atenção durante a corrida que está sendo feita, o prêmio fixa a atenção na glória que começará na nova terra e no novo céu.

Com esse glorioso prêmio em mente, a saber, as bênçãos da vida eterna, tais como a perfeita sabedoria, o gozo, a santidade, a paz, a comunhão, tudo desfrutando para a glória de Deus, num maravilhoso universo restaurado, e na companhia de Jesus Cristo e de todos os santos. Paulo prossegue rumo ao alvo.

Todos os que amam a vinda de Cristo são vencedores, todos ganharam o prêmio por possuir a mesma disposição de Paulo e por se conduzir em harmonia com essa disposição.

O Apóstolo Paulo diz que o alvo, o prêmio da soberana vocação, ou seja, a nossa vontade vem de um convite irresistível da parte Deus para nós, é Deus quem nos chama e capacita a realizar as ações que vão contribuir para o nosso bem e para o bem da Igreja como um todo, há uma recompensa prometida, não vamos à luta sem meta e sem propósito, mais há uma promessa de Deus para nós.

Essa promessa está firmada em Jesus Cristo, nosso Senhor e salvador. Um dia Jesus Cristo virá buscar-nos e iremos para o céu, estaremos diante do justo Juiz e receberemos o maior prêmio que existe, a Salvação dada por intermédio de Jesus Cristo.

Louvado seja o nome do Senhor!

O alvo de Paulo é Cristo, qual o seu alvo meu amado irmão?

 

Uma boa semana a todos.

Rev. Cristiam Matos.

Justificação Pela Fé – Romanos 3.21-26

A justificação de Deus é a única forma do cristão obter a salvação. Deus não anula a Sua Lei para justificar o ímpio, aquilo que você não pode fazer, Deus fez por você. O novo testamento afirma repetidamente que os cristãos são salvos com base na obra de Cristo e em seu favor.

A justificação desempenhou um papel significativo na teologia de João Calvino. Ele acreditava que um relacionamento salvador com Deus não pode existir separadamente da justificação. Calvino assim como Lutero, enfatizava que a justificação é somente pela fé. Um relacionamento correto com Deus não pode ser obtido por obras, por esse motivo o único caminho para a salvação é a fé. Contudo, a fé não pode ser construída como uma obra, como se a fé, por si, justificasse, pois se fosse assim, então a fé seria uma boa obra que nos torna justos com Deus.

A fé é um instrumento que nos une a Cristo, logo, os crentes são justificados por Cristo, o crucificado e ressurreto. A fé, por si, estritamente falando, não justifica. A fé se justifica como um instrumento, recebendo Cristo por justiça e vida. A fé não é uma aquisição na salvação, mas uma ação de Deus na vida do homem, a fé é um dom vindo de Deus para nós. Neste sentido, quando o Senhor alcança aos Seus, Ele abre a mente, os ouvidos e o coração do homem, para que crer em nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Segundo Calvino a fé é viva, ativa e vital. A fé verdadeira tem um efeito poderoso sobre as nossas vidas. Nós sentimos a doçura do amor de Deus e somos dominados, cativados completamente por ela, nossos corações são atraídos a colocar nossa confiança em Deus. A fé é um dom de Deus, mas podemos também afirmar que a fé deriva da Palavra de Deus, do ouvir de Deus. A fé, coloca a sua confiança na Palavra de Deus e em sua promessa, por isso ela deriva da Palavra de Deus e do evangelho de Jesus Cristo. Deus mandou seu único Filho, Jesus Cristo, como nosso substituto. Jesus Cristo pagou a pena pelo pecado do homem. Deus é Justo e não poderia justificar o homem comprometendo a Sua Lei. O salário do pecado é a morte, o homem pecou e merece a morte.

A condenação é justa, mas Deus, por amor, deu Seu Único Filho para morrer a nossa morte e assim pagar o preço do nosso resgate.

Nós somos justificados por causa dos méritos de Cristo, da perfeita obra de Cristo, por conta do sacrifício de Cristo, somente alguém, sem pecado, nascido de uma virgem, puro, poderia vencer a morte. Somente Ele podia pagar o preço de nossa justificação, Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Quando Jesus Cristo veio, Ele foi para a cruz em nosso lugar, quando Jesus estava lá na cruz, depois de ser humilhado, cuspido, torturado, açoitado, zombado, exposto naquele momento de horror e vergonha. Deus fez cair sobre Ele a iniquidade de todos nós.

Deus jogou sobre Ele a nossa maldade, incredulidade, impureza, vaidade, orgulho, soberba, ou seja, todos os nossos pecados. Jesus foi ferido, foi traspassado pelas nossas iniquidades, e quando Jesus estava no alto daquela cruz, Ele foi feito pecador por nós, toda a condenação que o nosso pecado merecia estava sobre Ele. Jesus pagou o maior preço, nenhum de nós seríamos capazes de pagar. Neste  sentido, a Justificação é o ato de Deus mediante o qual Ele, em sua graça, declara justo o pecador pelos méritos de Cristo, isentando-o de qualquer condenação e recebe esta Justificação pela fé, através de Cristo Jesus.

O homem recebe a Justificação, por receber a justificação temos fé, o homem não pode se vangloriar nela, porque a fé é um dom de Deus. A justificação acontece pelos méritos de Cristo e somente pela fé nEle. Deus não torna o homem bom para salvá-lo, isso não é Justificação, não podemos confundir Justificação com Santificação.

A Justificação não se refere a uma mudança intrínseca no indivíduo, e sim a uma declaração feita por Deus. Visto que não temos justiça própria e somos culpados diante de Deus, Ele nos declara justos com base na expiação de nossos pecados por Cristo e na sua justiça imputada a nós.

Cristo Jesus foi considerado pecador e recebeu o castigado em nosso lugar, tomou o nosso lugar e deu-nos o lugar dEle, tomou o nosso pecado e deu-nos a Sua Justiça.

A Justificação é um ato único e exclusivo e não se repete, não acontece dentro de nós, não é algo que Deus faz em nós, mas é algo que Deus faz por nós, para a glória dEle. Ela é uma justiça imputada, atribuída somente a Ele, por Ele e através dEle.

A Justificação é pela graça, reconciliando-nos com o Pai, mediante a fé, com base somente nos méritos de Cristo. Deus não somente nos declara justos com a Justificação, mas posteriormente nos torna justos com a Santificação.

A fonte da Justificação é a graça de Deus, o fundamento da Justificação é a obra de Cristo e o meio da Justificação é a fé. Aqueles que creem em Jesus Cristo, estão livres da condenação.

Jesus Cristo ao fazer-se homem, morrendo na cruz, pega o escrito de dívida que havia contra nós, rasga este escrito de dívida e a encrava na cruz. Está pago!

Aquele que crê em Cristo Jesus não deve mais nada, pois foi justificado. Naquele momento Jesus Cristo pagou, toda a sua, a minha a nossa dívida.

Cristo Jesus livra-nos da punição e desta forma nos torna justo. Por isso que a Justificação é mais do que o perdão.

Não pode haver condenação para quem foi justificado.

Que nosso Senhor abençoe nossas vidas e vivamos para proclamar esse maravilhoso ato, a justificação em Jesus Cristo.

Louvado seja nosso Senhor e Salvador!

Uma boa semana.

Rev. Cristiam Matos

 

 

Oração com intimidade

Neemias orou com intimidade

Todo começo de ano temos a semana de oração, momentos dedicados somente a conversar com o Senhor. Para nossa reflexão hoje, falaremos sobre oração, esse momento extraordinário de falarmos com o Senhor. Para nossa instrução usaremos Neemias.

Durante quatro meses Neemias orou a Deus “dia e noite” em favor do seu povo. Não encontramos relatos de que a oração de Neemias, era para os exilados retornarem à Palestina, mas, para que Deus os protegesse. Ele sabia que somente o Senhor com sua proteção sobrenatural, a cidade poderia sobreviver e ser restaurada. 

Neemias era copeiro do rei, posição essa, de destaque e de confiança na corte persa, a obrigação do copeiro, era provar o vinho e a comida do rei, para verificar se não estava envenenado. Segundo alguns estudiosos da história antiga, o copeiro tinha mais influência que o comandante em chefe.

Observe que a posição de Neemias, não lhe subiu a cabeça, não ficou soberbo, não deixou que a vaidade o consumisse, não se afastou de Deus, manteve sua intimidade com o Senhor. Ele orava confiando no Senhor, dessa maneira sua intimidade com Deus era preservada.

Umas das lições que aprendemos aqui, é a intimidade que o cristão deve ter com Deus. Todo cristão deve nutrir uma vida de oração, ela é o balsamos do cristão, seu combustível, o momento que a conversa com o Pai se torna próxima.

Neemias não contou sua aflição para outro, ele procurou o Senhor, colocando diante dEle sua dor. Neemias sabia que somente o Senhor, o Deus, Reis dos reis, qual tem o controle de todas as coisas, ouviria sua oração, com o espírito consolador restauraria a cidade e daria paz ao povo.

Neemias tinha intimidade com Deus, orava ao Senhor nos momentos de dificuldade do próximo, de luta em que a cidade estava passando. Observe que a oração de Neemias não era em benefício próprio, seus pedidos eram em prol dos outros, da cidade. Jesus Cristo não orou em benefício próprio, mas sempre pelo próximo.

Neemias usa a expressão “Perante o Deus dos céus”; O que entendemos pela expressão “perante o Deus dos céus”?

Está expressão nos dá base para reafirmar a intimidade que Neemias tinha com o Senhor, pois, estar perante o Deus é como contemplar o seu rosto. O salmista Davi pedi somente uma coisa, “A Deus, o Senhor, pedi uma coisa, e que eu quero é só isto: Ele me deixe viver na sua casa todos os dias da minha vida, para sentir, maravilhado, a sua bondade e pedir a sua orientação.”

Esta oração tem que estar nos lábios do cristão, adorar a Deus, estar na presença de Deus, contemplar o rosto de Deus, ouvir a voz do Senhor, pedir-lhe conselhos.

Buscar ao Senhor, morar na casa do Senhor é desfrutar da presença de Jesus Cristo ao longo de toda a vida. Desfrute de Jesus Cristo, tenha intimidade com Ele, sinta prazer de colocar-se como servo de dEle, chore na presença do Senhor.

A Escritura Sagrada apresenta a nós o grau de intimidade de Moisés com Deus, “face a face”, seu prazer estava no Senhor, ele tinha intimidade com o Pai.

Abrão gozava desta intimidade com Deus a ponto de ser chamado o “amigo de Deus”.

Jesus era muito íntimo de Deus quando orava, Ele nos ensinou a orar com intimidade, Ele intercede por nós até hoje, demonstrando que a oração é nutrir a intimidade com o Senhor. Oremos assim, como Jesus Cristos ensinou, como Neemias orava.

Tenha intimidade com Senhor!

Nesta devocional, aprendemos que precisamos interceder pelo próximo, sentimos que precisamos ter mais intimidade com o Senhor, ter mais tempo com o Senhor, colocando-se de joelhos e conversando com o nosso Salvador.

Que o nosso Senhor Jesus Cristo, conceda a nós um coração ensinável e desejável por Ele. Que nossos joelhos estejam dobrados para falar com o Senhor, todos os dias.

Que o nosso Senhor e Salvador, abençoe sua vida e oremos, pelo nosso país, governantes, líderes religiosos e pelo crescimento do evangelho.

Que o avivamento venha do céu, começando em mim e seguindo além!

Louvado seja o Nome do Nosso Senhor.

Rev. Cristiam Matos

Mediante a Fé

A carta que o Apóstolo Paulo escreve aos Romanos no quinto capítulo nos versículos primeiro e segundo, trata sobre a fé em Cristo Jesus. O apóstolo Paulo escreveu treze epístolas do Novo Testamento. Ele era filho de uma família judaica da tribo de Benjamim, que gozavam dos privilégios da cidade romana, ao nascer, recebeu o nome de Saulo (do hebreu), que mais tarde alterou para Paulo (do latim), depois da conversão e do batismo. Paulo foi alcançado por Cristo Jesus a caminho de Damasco, ele estava perseguindo os cristãos. Cristo retira a visão de Saulo, pergunta a “ele porque me persegues”. Jesus ordena a Ananias para ir ao encontro de Saulo, ao chegar lá Ananias impôs suas mãos sobre a cabeça de Saulo e ele recupera sua visão, após Cristo o alcançar, Paulo inicia seu trabalho itinerante, pregando, ensinando que em Cristo Jesus temos paz, em Cristo Jesus somos justificados, em Cristo Jesus somos perdoados.

O apóstolo Paulo demonstra essa paz e confiança em Cristo Jesus, ao passar pelas tribulações, encontramos esse testemunho de confiança de Paulo a Cristo Jesus. A saber segue apenas algumas dessas situações: 1) Teve de descer em um cesto para fugir de uma prisão: Em 2Coríntios 11.32-33, relata que Paulo teve que ser içado por uma janela de uma muralha como se fosse um criminoso fugitivo, a fim de escapar do apetite voraz de governantes injustos que queriam a sua cabeça. 2) Foi expulso de Antioquia: Em Atos 13.50-51, vemos uma conspiração entre os judeus, mulheres e homens de alta posição da cidade para expulsar Paulo da cidade pelo simples fato de expor o evangelho naquele lugar e estar havendo conversões. 3) Foi apedrejado quase até a morte em Listra: Em Atos 14.19, encontramos Paulo sendo arrastado por uma multidão para fora da cidade e foi apedrejado por essa multidão e, provavelmente, tenha desmaiado, fato este que fez a multidão achar que ele estava morto. 4) Na Macedônia foi açoitado, preso e amarrado com os pés em um tronco: Em Atos 16.23-24, Paulo foi preso porque expulsou um demônio de uma jovem adivinhadora que dava muito lucro aos que a exploravam. Por isso, foi açoitado, lançado na cadeia e teve seus pés amarrados em um tronco. 5) Foi perseguido pelos judeus de Tessalônica porque pregou em Bereia: Em Atos 17.13-14 vemos que Paulo sofre perseguição dos próprios judeus, devido ter pregado em uma sinagoga em Bereia. Por causa disso, mais uma vez, teve de fugir desses judeus que queriam a sua morte. 6) Pregou contra outros deuses em Éfeso: Em Atos 19.23-26 alguns ourives, temendo ficar sem seu lucro por produzirem imagens de deuses para adoração, incitaram grande tumulto contra Paulo e outros discípulos, o que fez a estadia de Paulo nessa cidade ainda mais perigosa. 7) Em Jerusalém ele foi acusado injustamente de ter levado um grego ao templo e, por isso, é perseguido e quase é morto: Esse registro encontramos em  Atos 21.27-31, novamente os judeus fazem uma grande confusão por deduzirem que Paulo teria profanado o templo levando um grego (Trófimo) até lá. Eles incitam as pessoas e Paulo é arrastado para fora do templo, espancado e quase é morto pela multidão. 8) Preso e enviado a Roma, sofre um naufrágio em Mileto: Esse registro encontramos em Atos 27.13-20, Paulo foi injustamente preso, levado de navio até Roma, onde teria uma audiência sobre sua prisão injusta. No caminho, o navio deles sofre um grave naufrágio devido a uma tempestade. 9) Na ilha de Malta ele é picado por uma cobra venenosa: Em Atos 28.3, vemos que, após se recuperar do grave naufrágio, Paulo é picado por uma cobra venenosa que estava escondida entre os gravetos que ele pegava para fazer uma fogueira.

O apóstolo Paulo, passou por grandes lutas, porém em todas as circunstâncias, sempre glorificou ao Senhor. Sua fé em Cristo Jesus lhe dava Paz com Deus, esperança e reconciliação. Ele deixou claro que a justificação é um ato exclusivo de Deus, argumentou que a justificação pela fé não é uma novidade, mas uma verdade já presente na antiga dispensação e demonstrada na vida de Abraão, o progenitor da nação israelita e pai de todos os que creem, tanto judeus como gentios. Paulo mostrará os benefícios que emanam da justificação quanto ao passado, presente e futuro. Todos os que têm esta nova vida em Cristo estão livres da ira (capítulo 5), livres do pecado (capítulo 6), livres da lei (capítulo 7) e livres da morte (capítulo 8) de Romanos. As bênçãos da doutrina da justificação pela fé, culminam na Paz com Deus, Alegria no Sofrimento e na Alegria em Deus.

Nos versículos primeiro e segundo encontramos o apóstolo Paulo tratando da paz com Deus. A paz com Deus é uma bênção ligada ao passado. Trata-se de algo que já aconteceu. Não é a paz de Deus encontrada em Filipenses 4.7, mas a paz com Deus. Paulo está tratando de forma mais profunda, está tratando do relacionamento com o Senhor, é a paz da reconciliação com Deus. Por intermédio do sacrifício de Cristo, a barreira que nos separava de Deus foi destruída. Não somos mais filhos da sua ira, mas filhos do seu amor. A paz com Deus é uma bênção passada, consumada no ato de nossa justificação, o acesso à graça da justificação é um privilégio presente e contínuo. Por meio de Cristo temos acesso a esta graça na qual estamos firmes. Somos aceitos, apresentados como filhos, herdeiros, cidadãos do reino do céu, é a permissão de entrada na presença de um Rei mediante o favor de outrem. Jesus nos introduz na presença de Deus, abre-nos as portas à presença do Rei dos reis, e encontramos a graça, a imerecida bondade de Deus. O único passaporte para esse glorioso lugar é a fé. A paz com Deus refere-se ao efeito imediato da justificação, o acesso à graça diz respeito ao efeito contínuo da justificação, e a esperança da glória se relaciona ao efeito final da justificação. A paz nos convida a olhar para trás, para a inimizade que acabou. A graça nos faz olhar para o nosso Pai, sob cujo favor agora permanecemos. A glória, olhamos adiante, para o nosso objetivo final, até o momento em que veremos e refletiremos a glória de Deus, a glória que é o objeto de nossa esperança.

Hoje podemos encontrar no Senhor a plenitude de alegria, Cristo mostra que no sofrimento encontramos paz, essa paz encontramos no Senhor. Um cântico muito lindo remete a essa paz, quando o autor escreve; “Essa paz, que sinto em minha alma, não é porque tudo me vai bem, não, não é. Essa paz que sinto em minha alma é porque eu amo ao meu Senhor. Não olho as circunstâncias, olho só o seu amor, seu grande amor, não me guio por vista, alegre estou.” A paz com Deus traz em nossas almas o gozo e a alegria de viver somente para Cristo Jesus. Essa paz encontramos apenas em Cristo.

Já não há condenação para aqueles que amam ao Senhor, vivem para o Senhor, glorificam ao Senhor. Talvez você esteja sem paz, não encontre a plena alegria, quero convidar você a orar ao Senhor, confiar em Cristo Jesus, suplicando ao Pai para que conceda a Fé em Cristo Jesus. Mediante a Fé todos encontraremos a Paz com Deus.

Que o Senhor abençoe ricamente sua vida. Que a paz esteja com todos hoje e para todo sempre.

Que o Senhor o abençoe!

Rev. Cristiam Matos

Ceia do Senhor – Mateus 26.26-29

A Igreja Presbiteriana do Brasil adota a Confissão de Fé de Westminster, por assim entender que ela é a mais concisa confissão já produzida. Ela é pautada na Sagrada Escritura, por esse motivo é reconhecida como bíblica, totalmente centrada nas escrituras.

O capítulo XXIX da confissão trata sobre “Da Ceia do Senhor”, no Evangelho de Mateus no vigésimo sexto capítulo e vigésimo sexto a vigésimo nono versículo, encontramos o registro de Jesus Cristo ministrando a Ceia. O registro mostra que os discípulos estavam comendo, quando Jesus toma o pão e a parte, e o deu a cada um deles dizendo, tomai e comei isto é o meu corpo, em seguida Ele tomou um cálice e tendo dado graças o deu aos seus discípulos. O cálice de vinho representa o sangue de Jesus derramado em favor de muitos para remissão dos pecados.

A Ceia foi instituída por Jesus Cristo, nosso Senhor, encontramos esse fato declarado em três evangelhos, a saber, Mateus 26.26-26; Marcos 14.22-25; Lucas 22.19, 20 e também pelo apóstolo Paulo em sua primeira carta aos Coríntios 11.23-25 e permanece até hoje como um monumento da verdade da história evangélica com a qual está associado.

Esse momento, nós cristão faremos até a volta do nosso Senhor, que voltará para levar todo aquele que nEle crer, e viver para glória do nome do nosso Senhor e Salvador. Participar deste momento é extraordinário, o próprio Cristo Jesus convida a participarmos deste momento tão sublime.

A Ceia do Senhor é uma comemoração a morte de Cristo, a luz do fato de ser o pão um emblema de seu corpo quebrado, e o vinho de seu sangue derramado na cruz por nós, neste sentido comer o pão e de beber o vinho é declarado, tanto por Cristo quando por Paulo, ser feito em memória de Cristo Jesus e de manifestar sua morte até que Ele venha. Isso é um selo do pacto evangélico no qual todos os benefícios do novo pacto estão selados e aplicados aos cristãos.

Participar deste momento traz grande alegria ao coração, o privilégio de olhar para nosso Salvador e entender que a obra que fora feita na Cruz foi perfeita e agradou ao Pai, dando aos cristãos a garantia da salvação, neste sentido nossos pecados do passado, presente e futuro todos foram pagos, pois Cristo assume em nosso lugar a culpa.

A Ceia é muito mais que simples elementos, tem tal profundidade que nos alegramos com a morte e regozijamos com a ressurreição. Fazer parte do momento da Ceia é agradecer ao Senhor por sua obra perfeita. Glória ao nome do Senhor, toda honra, glória e poder, pertence somente a Ele.

Quando estamos em em comunhão com a natureza divina, estamos em comunhão com a pessoa do Filho de Deus em tudo que Ele é. Por ter comunhão com a natureza divina, tenho comunhão não somente com a natureza divina, mas também com a natureza humana, que está em perfeita unidade com a natureza divina, sem haver a natureza humana tomado para si mesma a habilidade de estar em todos estes diferentes lugares. Lembremos: em nenhum momento a natureza humana está separada da natureza divina; por isso, podemos afirmar a unidade das duas naturezas e afirmar a localização da natureza humana sem deificá-la. E a pessoa de Cristo pode estar presente em mais de um lugar, mais do que uma vez, por virtude da onipresença da natureza divina.

Portanto participar da Ceia do Senhor é olhar para Cristo e louvar ao Senhor, agradecidos por fazermos parte do reino do Pai por intermédio de Cristo.

Se você ainda não faz parte deste momento tão sublime, convido você a orar ao Senhor para que Ele conceda-lhe a graça de preparar-se para participar da Ceia do Senhor. Cristo convida você para fazer parte deste momento.

Cristo nos Deus vida, vida em abundância mas apenas para aqueles que estão em Cristo Jesus.

Que o Senhor o abençoe, hoje e para todo sempre.

Amém!

Rev. Cristiam Matos

Uma descoberta maravilhosa.

Uma descoberta maravilhosa. Lucas 24.6-8

A melhor notícia que poderia ser anunciada para o mundo é que o túmulo de Jesus Cristo estava vazio, nós não pregamos um Cristo que se encontra sepultado, mas o que vive, reina, o Cristo que está assentado a direita do Pai e está vivo pelos séculos dos séculos. A morte fora vencida por Cristo, Jesus é o Rei dos reis, Senhor dos senhores. Ele venceu e vive!

As mulheres ao chegar no sepulcro, observaram que a pedra não estava mais lá, havia sido removida, ao entrar elas viram que o corpo de Jesus não estava mais dentro do sepulcro. Um anjo ao aparecer para elas, lembrou-as das predições que lhes teria feito o Salvador quando ainda na Galiléia, isto é, que Ele seria entregue nas mãos de homens pecadores, que seria crucificado e que ressuscitaria ao terceiro dia. Os anjos avisaram que Ele não estava mais ali, tinha ressuscitado.

A ressurreição de Jesus Cristo é um fato histórico robustamente comprovado, tentaram acabar com essa verdade, tentaram e ainda tentam fazer com que isso tenha sido um mito contado, mas a verdade pura e simples é O Senhor está Vivo. Tentaram por meios de alegações dizer que os discípulos subornaram os guardas para retirar o corpo de Cristo e esconder, neste sentido poderiam sustentar a ressurreição sem a aparição. Porém Jesus depois de ressurreto apareceu para muitos, a saber, apareceu a Maria Madalena, às mulheres, a Pedro, aos dois discípulos no caminho de Emaús, aos apóstolos sem Tomé, aos apóstolos com Tomé, aos sete apóstolos no mar da Galileia, a uma multidão de 500 irmãos, a Tiago, a Paulo, a Estêvão e a João na Ilha de Patmos.

A conversa na Transfiguração foi sobre a sua morte, a qual havia de cumprir-se em Jerusalém. E, antes de sair da Galileia, Jesus deu aos seus discípulos instruções explícitas sobre a necessidade de sua iminente morte.

As mulheres ao entenderem que o corpo de Jesus não fora levado por homens, mas havia ressuscitado, as deixou-as maravilhadas, pois seu Senhor estava vivo, havia ressuscitado, não estava mais entre os mortos.

É muito provável que em suas mentes tenha passado a possibilidade de José de Arimateia com seus súditos tenha removido o corpo de Jesus, elas não sabiam que o sepulcro estava lacrado com o selo e nem dos guardas que montariam guarda para proteger o sepulcro de violações.

Observe que elas estavam maravilhadas, pois o que Jesus havia predito, se cumpriu. Jesus disse que ressuscitaria e ressuscitou. Glórias ao nome do nosso Senhor, pois Ele vive!

A ressurreição de Jesus é um fato revigorante, os discípulos, esmagados pelo desânimo, estavam preocupados e com medo, pois o seu Senhor já não estava no meio deles, neste sentido eles estavam acuados e com muito medo. Ao receberem a notícia que o Senhor não estava entre os mortos, que Seu corpo já não estava no túmulo, que o túmulo estava vazio, pois as mulheres foram contar a descoberta maravilhosa a eles, de forma poderosa foram transformados. Tornaram-se ousados, valentes e poderosos no testemunho, enfrentaram ameaças, açoites, prisões, morte e martírio sem jamais recuar. Eles não teriam morrido por uma mentira. Homem nenhum morreria para defender algo que não é real. A mudança dos discípulos é uma prova incontroversa da ressurreição de Jesus Cristo. Muitos dos discípulos morreram como mártires por causa dessa verdade. Ao longo dos quatro primeiros séculos, uma multidão de crentes morreu nas arenas e foram queimadas vivas por causa dessa verdade. Os apóstolos Pedro, André, Filipe, Bartolomeu, Tiago, filho de Alfeu, e Simão, o zelote, foram crucificados. Tiago, filho de Zebedeu, foi morto à espada, Tomé foi morto por uma lança, Mateus foi morto à espada, Tadeu foi morto por flechas. João, filho de Zebedeu, foi banido para a Ilha de Patmos.

A igreja cristã foi estabelecida sobre a pedra fundamental a rocha desta verdade, todas as nações, raças, línguas e povos uniu-se em torno desta verdade extraordinária.

A fala dos anjos foi uma lembrança do ensino sobre a ressurreição que Jesus, da mesma forma que aconteceu no seu nascimento, os anjos anunciaram a ressurreição de Jesus.

Os anjos levam essas mulheres de volta às palavras de Cristo, quando Ele falou claramente sobre sua crucificação e ressurreição no terceiro dia: “Lembrai-vos de como vos preveniu, estando ainda na Galileia, quando disse: Importa que o Filho do homem seja entregue nas mãos de pecadores, e seja crucificado, e ressuscite no terceiro dia” (24.6b,7). A exortação angelical foi eficaz, pois elas se lembraram imediatamente das palavras de Cristo.

No caminho para a sepultura de Cristo elas estavam preocupadas de como entrariam no sepulcro, com certeza elas não estavam sorridentes, pois estavam indo ver o seu Senhor morto, mas ao chegarem lá, descobrem de forma maravilhosa que seu Senhor estava vivo, então elas retornam com muita alegria, regressam maravilhadas, pois nosso Senhor vive.

Nos alegremos com a vitória que o Senhor Jesus Cristo nos concedeu, sua morte nos trouxe vida, sua ressurreição concedeu a nós o perdão, a salvação. Que dia gloriosos será aquele quando Cristo voltar.

Essas verdades e alegria não é concedida a nós pelos nossos querer, mas é Cristo quem nos concede, oremos para que a mesma alegria da descoberta dessas mulheres, entre em nossos corações ao ser alcançados pelo Senhor.

Que o Senhor nos conceda a graça de alegrarmos nEle!

Deus abençoe as nossas vidas! 

Rev. Cristiam Matos

Reforma Protestante 504 anos

No dia 31 de outubro de 2021 completa 504 anos que a reforma protestante foi anunciada, nesta pastoral apresentaremos um panorama geral da teologia reformada. Antes da reforma dar início temos os pré-reformadores, eles deram origem e lideraram movimentos contra as práticas e ensinos contrário aos ensinos bíblicos. Antes da Reforma Protestante que começou a tomar forma a partir de 1517, quando o monge alemão Matinho Lutero fixou suas 95 teses na capela de Wittemberg.

Os pré-reformadores conhecidos no século 16 foram Wycliffe (1325-1384) e John Huss (1372-1415). John Wycliffe era um sacerdote na Inglaterra, professor na Universidade de Oxford, se levantou contra pontos centrais dos dogmas adotados pela Igreja Medieval. Ele protestou contra as irregularidades do clero, rejeitou os ensinos acerca da transubstanciação na Ceia do Senhor, do purgatório, do celibato e até das indulgências. Também pregou contra as superstições e sincretismos que inundavam a Igreja da época, como a fé em relíquias sagradas, peregrinações com propósitos místicos e veneração de santos. John Wycliffe foi muito perseguido por conta de suas ideias, mas acabou morrendo devido a uma enfermidade. Alguns anos depois de sua morte, John Wycliffe foi condenado como herege pela Igreja no Concílio de Constança. Seus restos mortais foram exumados e queimados, para que lhe fosse aplicada a sentença mesmo depois de morto. Os seguidores de John Wycliffe ficaram conhecidos como “Os Lolardos”, e valorizavam a Bíblia como regra de fé e pratica.

John Huss era um sacerdote na Boêmia, professor da Universidade de Praga, e foi muito influenciado pela obra de John Wycliffe. John Huss defendia que o cabeça da Igreja é Cristo e pregava que essa Igreja deveria ser mais e mais semelhante à Cristo. Além disso, entendia que as Escrituras possuem autoridade suprema, acima de tudo e todos. Ele acabou sendo condenado como herege pelo Concílio da Igreja e sentenciado à fogueira, onde morreu cantando salmos. Os seguidores do John Huss ficaram conhecidos na História de Igreja como Irmãos Boêmios, que se tornaram precursores de outro importante grupo protestante conhecido como Irmãos Morávios. Certamente os pré-reformadores foram homens levantados por Deus para protestar com coragem num período em que a Igreja havia se distanciado da verdade das Escrituras, e que acabaram contribuindo de forma muito importante para a Reforma Protestante no século 16.

A reforma protestante tem como seu ponto central a Escritura Sagrada, o apóstolo Paulo escreve sua segunda carta a Timóteo no terceiro capítulo e no décimo quarto versículo a décimo sétimo versículo a importância das escrituras, pois ela fora inspirada por Deus. A Sagrada Escritura contém a voz do Senhor, ela é boa para edificar, exortar, corrigir, educar na justiça e traz a salvação por intermédio de Cristo Jesus.

A Escritura Sagrada contém palavras de Salvação a Sã Doutrina, nós como servos dos Senhor somos chamados para sermos perfeitos e perfeitamente habilitados para toda boa obra. Jamais seremos perfeito, mas, se vivermos pela palavra e andarmos em Cristo Jesus, seremos santificados dia após dia e com toda alegria, aguardaremos o grande dia. Por isso devemos voltar-nos para Cristo e a Sagrada Escritura contem a vontade do Senhor e verdades sobre nosso salvador. Que Deus abençoe sua vida e que a maravilhosa graça e o irresistível chamado do Senhor esteja em você, em nós todos.

Que a Salvação em Cristo Jesus chegue até aos seus escolhidos através do verdadeiro evangelho encontrado na Sagrada Escritura.

Louvado Seja o Senhor nosso Salvador Cristo Jesus.

Rev. Cristiam Matos.

 

Uma triste Caminhada.

O Evangelho de Lucas no vigésimo quarto capítulo encontramos o registro da ressurreição de Jesus Cristo, a aparição aos discípulos e o momento em que Ele é levado para o Céu. Lucas registra que no domingo bem cedo as mulheres foram ao túmulo, levando os perfumes que haviam preparado, esse dia não começou como um dia de muita alegria. Era um dia de profundo pesar no qual havia trabalho a realizar. Se lembrarmos do clima, muito provavelmente o corpo já estaria em decomposição. Por isso as mulheres foram ao túmulo com o propósito de ungir o corpo de Jesus com as especiarias e perfumes que tinham preparado.

O judeu acreditava que o corpo voltava para a terra, mas o espírito se dirigia para Deus, o motivo de se ungir o corpo com especiarias, era para que o espírito chegasse limpo na presença de Deus.

O que elas estavam fazendo certamente demonstrava amor e devoção, a Jesus Cristo, mas, demonstra com muita ênfase a falta de fé. Elas deveriam ter lembrado das reiteradas promessas do Salvador de que Ele ressuscitaria “ao terceiro dia”.

O primeiro dia começava no anoitecer do sábado. Marcos dá a entender que as mulheres compraram as especiarias ao anoitecer de sábado, já que o shabat, começa no pôr do sol de sexta e termina no pôr do sol de sábado. Muito provavelmente elas foram à sepultura bem cedo, pois seria uma hora que elas não seriam perturbadas por outros.

A sepultura naquela época, era uma gruta escavada na rocha sólida. Na frente se rolava uma pedra circular para evitar a entrada de estranhos. Essa pedra era extremamente pesada, qual necessitava de um grande esforço para ser rolada. As mulheres ficaram surpresas ao encontrar a sepultura aberta.

O texto deixa sinais de que as mulheres não tinham ouvido que o túmulo seria selado e guardado. Pôncio Pilatos ordenou que os guardas, cuidassem para que o tumulo não tivesse o selo violado, nem que os discípulos levassem o corpo de Jesus.

No caminho para o túmulo as mulheres manifestavam preocupação com a pedra. Encontramos esse relato conforme consta no evangelho de Marcos. Assim está escrito: “Mas diziam entre si: Quem nos removerá a pedra da entrada do túmulo?”

Elas não precisavam se preocupar com isso, pois Cristo já não estava mais lá a pedra já havia sido removida, de dentro para fora. Então quando elas chegam onde Jesus fora sepultado, notaram que a pedra já estava removida. As mulheres entraram no túmulo, porém não acharam o corpo de Jesus. Ao entrarem, as mulheres não acharam o corpo do Senhor Jesus! O túmulo estava vazio.

As mulheres não tinham a mais vaga ideia do que tinha acontecido, é obvio que não havia planos da parte dos discípulos de removerem o corpo de Cristo Jesus, assim como os líderes judeus estavam alegando. Talvez elas tivessem cogitado a hipótese de que José e seus auxiliares tivessem levado o corpo para um lugar mais seguro.

No momento em que elas estavam no sepulcro, apareceram dois varões ou anjos como encontramos na tradução, e eles dizem as mulheres, “Jesus ressuscitara”. Duas testemunhas estiveram com Jesus na Transfiguração e na ascensão.

Jesus havia prometido que ressuscitaria e ressuscitou!

A luz deste texto podemos concluir que em muitos momentos vivemos uma triste caminhada, pois esquecemos das promessas do nosso Senhor e Salvador, o próprio Cristo anunciou que seria morto e ressuscitaria, mas, esqueceram da promessa do Senhor. Ele disse que da mesma forma que subiu aos céus voltaria para buscar-nos. Ele voltará, pois, sua palavra não mente nem volta atrás.

O cristão sabe que seus pecados são perdoados, pois se o Pai não tivesse ficado satisfeito com a expiação feita por seu Filho, por nossos pecados, Ele não o teria ressuscitado dentre os mortos.

O nosso Senhor vive e reina, Ele está voltando para buscar-nos. Tenha fé no Senhor e o mais Ele fará.

A caminhada de alguém somente será triste se estiver sem Cristo, pois se estivermos com Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador, aquele que vive, teremos alegria pois somos servos do Deus vivo que reino para todo sempre.

Que o Senhor te abençoe e que Cristo Jesus reine em sua vida, vivamos para a glória dEle.

Rev. Cristiam Matos

Vencendo a Frustração

Muitas pessoas já experimentaram o sentimento de tristeza, talvez, quando um sonho não foi realizado, um planejamento não fora alcançado, ou algum outro motivo. Quando esse sentimento aparece o conhecemos como frustração, normalmente, ocorre quando expectativas não são alcançadas. Quando encontramos esse sentimento em nossas vidas e alguém nos pergunta o que houve, respondemos que estamos decepcionados, desencantos, desapontados, desgostosos, desiludidos ou até mesmo insatisfeitos.

 Na Escritura Sagrada encontramos alguns exemplos de frustração, uma delas está no contexto familiar, Ana, experimentou frustração porque não podia gerar filhos. Seu sentimento de tristeza, fora muito profundo. Elcana era seu marido e fazia de tudo para agradar a esposa, mas todo esforço parecia não obter resultados positivos, no livro de Primeira Samuel no primeiro capítulo e oitavo versículo, encontra-se o relato de Ana: “Ana, por que choras? E por que não comes? E por que estás de coração triste? Não te sou eu melhor do que dez filhos?”. Ela estava frustrada, porque o filho desejado não chegava.

Outro exemplo é Jacó, se casou com a mulher errada, quando conheceu Raquel, ele ficou tão apaixonado que aceitou trabalhar sete anos pelo direito de casar-se com a filha de Labão. Contudo, quando chegou o tempo de receber Raquel por esposa, o pai da moça lhe entregou Lia, a filha mais velha. Imagine a frustração, decepção, quando “ao amanhecer, viu que era Lia” com quem se casou. “ao amanhecer, viu que era Lia. Por isso, disse Jacó a Labão: Que é isso que me fizeste? Não te servi eu por amor a Raquel? Por que, pois, me enganaste?” (Esse registro encontramos no livro do Gênesis vigésimo nono capítulo e vigésimo quinto versículo). Jacó não alcançou de imediato o casamento dos sonhos.

Marta e Maria também sentiram tristeza, frustração, com a morte de Lázaro. Jesus foi avisado da enfermidade de Lázaro, mas levou vários dias para Ele chegar, e quando chegou, Lázaro já estava sepultado há quatro dias. Esse registro encontramos no Evangelho Segundo João décimo primeiro capítulo do vigésimo primeiro ao trigésimo segundo versículo: “Disse, pois, Marta a Jesus: Senhor, se estiveras aqui, não teria morrido meu irmão.”; …. “Quando Maria chegou ao lugar onde estava Jesus, ao vê-lo, lançou-se lhe aos pés, dizendo: Senhor, se estiveras aqui, meu irmão não teria morrido.” Elas estavam frustradas, porque a tão esperada cura do irmão não aconteceu.

Nesses três relatos, todos sentiram-se frustrados, pois a plenitude de satisfação não fora alcançada, Ana não conseguia gerar filhos, Jacó casou-se com a mulher errada, Marta e Maria viram o irmão morrer.

Mas, onde está a origem desses problemas apresentados, para que eles se sentissem frustrados? Como podemos vencer essas frustrações?

Os três relatos apresentados na Escritura Sagrada, mostram que todos focaram a atenção e depositaram suas esperanças em um sonho que podia ou não ser realizado, alcançado, em algo que podia ou não dar certo. E quando não aconteceu como estavam esperando, veio a frustração.

O maior segredo está onde você deposita sua esperança, há uma enorme diferença em depositar a esperança de plenitude de satisfação num sonho que pode ou não se tornar realidade, comparado à plenitude de satisfação a ser encontrada seguramente e plenamente em Deus. 

Quando o foco de sua plenitude de satisfação, passa a concentrar-se em Deus, Jesus Cristo, nosso Senhor e não mais em seus sonhos pessoais, a frustração desaparece.

Ana assumiu o compromisso com Deus de tornar-se bênção para outras pessoas caso Deus lhe desse um filho, e abriu mão do filho por amor ao Reino de Deus. Quando fez isso, a frustração foi embora, conforme está registrado no livro de Primeira Samuel capítulo primeiro e décimo oitavo versículo. “…a mulher se foi seu caminho e comeu, e o seu semblante já não era triste”.

Jacó tornou-se rico e teve uma família grande, tendo se casado também com Raquel, a quem amava, alcançando sucesso no trabalho e na família. Contudo, algo lhe faltava, até que entendeu que mais importante do que qualquer sucesso nesta vida, precisava sentir plenitude de satisfação em Deus. Por isso, lutou com um anjo de Deus, esse registro encontra-se no Livro do Gênesis trigésimo segundo capítulo e vigésimo sexto versículo: “Não te deixarei ir se me não abençoares.” O foco de Jacó passou a ser Deus.

Marta e Maria não compreenderam de início que enfermidade de Lázaro, era para a manifestação da glória de Deus, até o dia em que Jesus chegou, mesmo depois de Lázaro ter sido sepultado há quatro dias, e o ressuscitou.

Que extraordinário entender que ao focar no Senhor essas frustações se vão, à luz disso tudo, concluímos que a frustração se faz presente quando o foco da vida de alguém, está errado, está centralizado num sonho pessoal e que pode ou não ser realizado. Quando a plenitude de satisfação é buscada em Deus e na glória de Deus, no Rei dos reis, Senhor dos exércitos a frustração desaparece, pois Deus preenche e completa os anseios mais profundos do coração e da alma. NEle temos plena satisfação.

O salmista Davi no Livro dos Salmos no décimo sexto capítulo e décimo primeiro versículo encontramos de forma extraordinária onde encontramos a plenitude de alegria. “…na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra, delícias perpetuamente.”

Nossa plenitude de alegria está no Senhor! Louvado seja Deus!

Que o Senhor os abençoe ricamente e nosso plenitude de alegria esteja nEle.

Amém!

Rev. Cristiam Matos

Como devemos orar – Mateus 6.5-13

No Evangelho Segundo Mateus, encontramos o ensinamento de como devemos orar. Neste registro Jesus alerta-nos que não se deve orar como os hipócritas. Esse termo tem o significado de fingir, dissimular os verdadeiros sentimentos.

Algumas pessoas e alguns líderes religiosos, queriam ser reconhecidos como “Santos”, a melhor maneira era fazer em pé com voz audível e publicamente. Os homens nunca serão capazes de reconhecer a verdadeira intenção do coração, porém Jesus, conhece.

Jesus ensina a orar sem a repetição de palavras, repeti-las como um mantra ou talvez um jeito de encantamento, não fará com que o Senhor atenda a essa oração. Não está errado repetir as mesmas palavras uma e outra vez, porém a condenação aqui está nas repetições corriqueiras, das quais não saem do coração de uma forma sincera.

Jesus ensina como devemos orar, da forma que agrada ao Pai, ao Seu coração. Observe que as frases têm profundo significa de adoração ao Senhor:

“Pai Nosso que está nos céus”, indica adoração ao Deus trino, majestoso, santo, detentor de todo poder, amoro e o Deus pessoal.

“Venha o Seu reino”, faz uma referência ao reino espiritual, o reino que fora anunciado no pacto com Abraão, presente no reinado de Cristo, no coração de cada crente, e será completado quando a maldade for destruída e Ele estabelecer o novo céu e a nova terra.

“Faça-se a tua vontade”, neste momento estamos dizendo ao Senhor que somos fracos e precisamos dEle, pois a vontade do Senhor é boa perfeita e agradável. Somo falhos e precisamos do direcionamento do Senhor para as nossas vidas. Jesus quando esteve orando antes de ser levado para a cruz, orou dizendo ao Pai, que a Sua vontade se cumprisse. O nosso desejo, deve ser em agradar, fazer a vontade do Senhor.

“Nosso pão cada dia dá-nos hoje”, essa palavra é extraordinária, continuamos reconhecendo que precisamos do Senhor, que somos dependentes dEle, que confiamos em Sua providência. Tudo o que necessitamos será provido por Ele. Estamos reconhecendo que Ele é nosso supremo pastor. 

“Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores”, o perdão é vital na vida do cristão, nós devemos perdoar verdadeiramente aqueles que nos ofendem, que nos causam o mal. O cristão não pode guardar rancor ou mágoa, jamais pode proferir palavras de maldição a alguém. Jesus ensina que devemos perdoar, o maior mandamento que temos, é amar uns aos outros.

“Não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal”, mais uma vez estamos demonstrando nossa fraqueza e dependência do supremo Pastor, suplicamos para o Senhor guarda-nos, socorrer-nos, pois, sem Ele não seremos capazes.

“Pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém!” A oração termina adorando ao Senhor dos Senhores, Rei dos reis, reconhecendo a sua majestade, glória e poder hoje e para todo o sempre. A adoração pertence somente a Ele. Nossa oração deve ser em adoração, louvor e glória ao Senhor.

A maior motivação que temos ao orar, está em adorar ao Senhor, reconhecendo que Ele é nosso supremo pastor, e que tudo o que fazemos é para a glória dEle.

Jesus Cristo venceu a morte, venceu o mau, entregando a sua vida para dar-nos vida. O nosso Senhor vive e está voltando para buscar o Seu povo, um povo exclusivamente Seu. Rendamos glórias ao seu Santo nome.

Que as nossas orações glorifiquem a Jesus Cristo, hoje e para todo o sempre!

Rev. Cristiam Matos