O arrependimento de Deus.

Em vários textos bíblicos encontramos a expressão que Deus se arrependeu, logo no primeiro livro de Moisés chamado Gênesis, no sexto capítulo, sexto versículo. Mas como podemos entender que Deus se arrependeu se Ele é perfeito, Deus não muda, não se arrepende.

A bíblia afirma que Deus não se arrepende em circunstância alguma, essa afirmação encontramos no quarto livro de Moisés chamado Números, no vigésimo terceiro capítulo, décimo nono versículo.

Para entendermos sobre essa expressão arrependimento usada para Deus, precisamos recorrer a uma regra chamada antropopatismo. Ela significa a atribuição de sentimentos humanos à Deus. A palavra, derivada do grego e representa a união dos termos “anthropo” (homem) e “pathos”, (paixão).

Observe que o texto que estamos estudando; “então, se arrependeu o Senhor de ter feito o homem na terra, e isso lhe pesou no coração”, note as atribuições de sentimentos humanos à Deus. A palavra arrependimento não é algo que Deus tenha pensado errado ou talvez mudado de ideia. Neste sentido entendemos que não é a mesma palavra usada para o ser humano o qual o arrependimento está relacionado com o pecado, a tristeza causada pelo pecado. Ao afirmar que Deus se arrepende no sentido estrito estaríamos negando o seu pré-conhecimento e, assim, afirmando que existiria o mal nEle.

A explicação para a razão da Escritura falar que Deus “arrependeu-se” baseia-se no princípio da adaptação, ou seja, na Escritura, Deus adapta-se à nossa limitação. Quando criaturas finitas, nós que temos nosso conhecimento limitado, não conseguem compreender o Deus infinito, em alguns momentos Deus veste-se da nossa natureza e emprega certas expressões para que o compreendamos segundo a nossa capacidade.

Às vezes encontramos na escritura passagens que parecem deixar implícito ou em outras escreve que Deus pode mudar de ideia, mas há um número bem maior de textos que asseguram a imutabilidade de Deus no que diz respeito ao Seu ser e ao Seu conhecimento.

Berkhof escreve algo muito interessante, a Escritura fala do arrependimento de Deus, da sua mudança de intenção, e da alteração que faz da sua relação com pecadores quando esses arrependem-se. Devemos lembrar de que se trata apenas de um modo antropopático de falar. Na realidade, a mudança não é em Deus, mas no homem e nas relações do homem com Deus. Neste sentido podemos de forma bíblica sustentar a doutrina da imutabilidade de Deus. Deus age na vida do homem, concedendo a fé nEle.

A escritura é inerrante, não contém erros, a Bíblia reconhece as limitações do ser humano em contraste com Deus. Ao falar da magnitude de Deus e que a Bíblia não tem erros, entende-se que os escritos bíblicos têm a capacidade de nivelar o conhecimento intelectual limitado do homem, perante tanta grandiosidade de Deus.

Quando lemos na Bíblia que Deus se arrependeu, temos que lembrar-nos quanto a inerrância da Bíblia, a imutabilidade de Deus e o reconhecimento da linguagem humana a referir-se a Deus.

Nesse sentido, quando lemos na Bíblia que Deus se arrependeu, apenas mostra que na óptica de quem escreveu, Deus não mudou os Seus planos. Deus quis que assim fosse, porque Ele é Soberano e, olhando por exemplo para Jonas no terceiro capítulo, décimo versículo, todos os pormenores que acontecem, acontecem com o propósito divino, para a Sua própria glória.

Nosso Senhor Jesus Cristo entregou-se na cruz para satisfazer ao coração do Pai. Ele amou aos escolhidos do Pai de tal forma que se sacrificou para que todo aquele que nEle crer, tenha a vida eterna. Tudo o que acontece está debaixo dos propósitos do Senhor e isso traz segurança aos nossos corações. Adoramos a quem criou todas as coisas e tem todo poder para curar, a cura é a salvação que encontramos semente no Senhor.

Deus não se arrepende e temos a certeza de que todas as suas promessas em seu tempo devido se concretizarão. Logo veremos nosso Salvador aquele que venceu a morte, Jesus Cristo descendo da mesma forma que subiu, para buscar-nos.

Que Nosso Senhor abençoe sua vida e vivamos para glória de Seu santo nome!

Confie no Senhor e nas suas promessas, pois Deus não é homem para mentir e nem para arrepender-se.

Glorifique ao nome dEle, toda glória e dada somente a Ele.

Deus abençoe sua vida! 

Sabedoria para viver.

Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida” – Tg 1.5

 

A sabedoria sempre foi um “produto” de alto valor. Pessoas investem todos os seus recursos financeiros e físicos para alcançá-la e, muitas vezes durante este processo, perdem amigos e familiares por falta de cuidado. No afã de alcançar a sabedoria que os distinguirá da maioria acabam esquecendo ou mesmo desprezando o relacionamento pessoal que é tão importante para manter a própria humanidade.  

Por mais que a ciência evolua e a tecnologia avance, a sabedoria continua um bem de consumo. Quem detém o conhecimento controla o poder e, quiçá, o próprio mundo. 

Não há dúvida que precisamos adquirir sabedoria. Buscar a sabedoria já é, por si só, um sinal de sabedoria (Pv 4.7); feliz é aquele que a acha ou a adquire (Pv 3.13). Além disto, o tempo revela aqueles que se dedicam para alcançá-la (Pv. 24.14). 

Outro fator bastante relevante é beber da verdadeira fonte da sabedoria. Existe uma fonte que está arraigada neste mundo, que se presta para as concupiscências desta vida – e esta sabedoria é terrena, animal e demoníaca – e também é totalmente incompatível com a sabedoria que vem lá do alto (Tg 3.14-17). 

O princípio básico da boa e maravilhosa sabedoria é o temor do Senhor (Jó 28.28; Sl 111.10; Pv 9.10). A origem da mais santa e pura sabedoria procede de Deus, e esta sabedoria não se encontra em qualquer outro lugar ou pessoa, e está acessível àqueles que temem ao Senhor. O verso que citamos da carta de Tiago mostra que basta pedir, orar, buscar na fonte, e ela será dada. Sabedoria é dádiva, é dom, é presente do Altíssimo para aqueles que o buscam e querem aprender dele (Pv 2.6). Esta sabedoria entrará no coração (mente) e produzirá conhecimento agradável que não poderá ser retirado por ninguém (Pv. 2.10). 

Todos aqueles que amam ao Senhor devem buscar na verdadeira fonte a sabedoria necessária para o viver. Nossos dias nos apresentam dificuldades, obstáculos, empecilhos que, muitas vezes, não temos sabedoria para enfrentar e sobrepujar. Pode ser no relacionamento conjugal ou familiar, no trato com incrédulos, na transmissão do conhecimento bíblico às outras pessoas, ou mesmo em como sair de “becos” que julgamos sem saída. 

Aqui cabe uma pausa para uma informação importante: a sabedoria não acontece num estalar de dedos. A sabedoria é resultado de um relacionamento com Deus, de conversas íntimas (orações), de leitura da Palavra (Sl 19.7), e também de jejuns específicos para alcançar uma determinada resposta (Dn 9.3; Joel 1.14). Não foi à toa que Jesus ensinou a orar pelo “pão nosso de cada dia”, onde fica implícita a prática diária de oração pelas necessidades cotidianas. 

Está passando por dificuldades? Não sabe como resolvê-las? 

Ore ao Senhor. Leia a Palavra em busca da sabedoria necessária. Não tenho dúvidas que Deus dá aquilo que necessitamos – inclusive sabedoria.

Um bom e abençoado dia!

Rev. Joel