Vencendo a Discórdia

A discórdia é um grande desafio a ser vencido na vida do cristão, uma das evidências da discórdia é a vaidade, por achar que o controle deve ser centralizado em um único lugar. No casamento ela traz muitos males, em alguns casos o fim é o divórcio, na amizade a discórdia termina na inimizade.

O dicionário apresenta-nos  discórdia nas seguintes palavras, não chega em acordo, ou seja, o desacordo, a falta de entendimento, desavenças, cizânia. A Discórdia é ausência de harmonia entre duas partes, que acaba gerando atrito e inimizade.

Quando uma equipe de música da igreja ensaiar e os instrumentos, estiverem em harmonia, o momento de louvor em forma de cântico fica lindo. Uma orquestra bem afinada, alinhada a harmônica que produz é agradável aos ouvidos. Mas se a equipe de música não entrar em acordo harmônico, ou orquestra não estiver bem alinhada o som será um total desastre. Neste sentido, o desacordo torna-se um grande problema na vida do cristão.

No Evangelho Segundo Mateus encontramos um registro da fala de Jesus Cristo aos discípulos; “Porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração.” (Mateus 6.21). Neste registro entendemos que a discórdia tem sua origem no coração das pessoas, que buscam a satisfação da própria vontade, neste sentido a discórdia apresenta que é tudo vaidade.

A escritura sagrada apresenta-nos a discórdia entre filho e pai, por exemplo, a discórdia entre Absalão e seu pai Davi. O tesouro de Absalão foi o desejo de reinar em lugar de seu pai, e isso gerou grande conflito e inimizade. Davi teve que fugir para não ser morto pelo próprio filho.

A discórdia, tem sua origem no coração que busca satisfação do próprio “eu”, da satisfação da própria vontade, talvez, veladamente, a busca do culto a si mesmo, a auto-idolatria. Absalão não refletiu no prejuízo que poderia causar, na família, no povo e ao seu redor, quem entra numa discórdia normalmente não pensa nas consequências de seus atos, nem mesmo se Deus aprova ou não, pois o que mais deseja é alcançar seu “tesouro”, o desejo de seu coração.

Se o coração é a fonte da discórdia, ele precisa ser domado, mas não será dominado pelo menor, mas dominado por algo maior. O Salmo 119.11 aponta o caminho para a solução da discórdia, a solução está no Senhor. O coração deve guardar a Palavra de Deus para não pecar contra o Senhor.

A escritura é a regra de fé e prática do cristão, para isso apresentaremos três textos que ajudam na solução da discórdia.

1º) Lute com todas as forças para fabricar a paz conforme o apóstolo Paulo registra em sua carta aos Romanos 12.18: Se por alguma circunstância não tivermos paz com todos, porém, se dermos todos os passos possíveis e necessários para ter paz com todos, Deus não nos cobrará e não nos fará responsáveis pela discórdia e ausência da paz. Por isso, do que depender de vós tende paz com todos.

2º) Peça perdão e conceda perdão o apóstolo Paulo escreve aos Colossenses 3.13: Parece que não temos muita dificuldade em reconhecer nosso erro diante de Deus, mas reconhecer nosso erro diante de outros parece pior do que a morte. A Escritura ensina que não devemos ficar irritado uns com os outros, é um mandamento de Deus ao homem, perdoar uns aos outros. Lembremo-nos que Cristo Jesus perdoou-nos, mesmo nós não merecendo, Ele concedeu o maior dos milagres, a salvação, tornado-nos aprovados diante do Pai.

Utilizar das palavras, não é fácil perdoar, e não buscar ao Senhor para perdoar genuinamente, demonstra a vaidade que está no coração. Perdoar implica em humildade, em deixar o passado no passado, implica em não buscar de volta a ofensa já perdoada, implica em tratar a pessoa como se ela não tivesse nos ofendido. O perdão é vital na vida do cristão.

O perdão liberta, sentir-se perdoado por Deus traz alívio e paz para a alma. Pedir perdão limpa a mente da consciência pesada. Conceder perdão liberta a alma da angústia e do rancor.

3º) Não deixe o diabo governar sua mente e coração esse alerta encontramos na carta do apóstolo Paulo aos Efésios 4.26-27: É muito difícil irar e não pecar contra Deus, pois a ira conduz facilmente ao descontrole da emoção e da razão.

Quanto mais tempo alguém demorar para resolver o problema de ira e de discórdia, mais essa pessoa estará satisfazendo o desejo de Satanás. É por isso que o versículo diz: “…nem deis lugar ao diabo.” Alguém dá lugar ao diabo quando deixa para amanhã a resolução de um problema de ira e de discórdia.

Lute contra a discórdia e não permita que ela se instale em seu relacionamento conjugal, nem no seio de sua família, na igreja entre os irmãos e nem em nenhum de seus relacionamentos.

Que o Senhor fortaleça-nos e que nos pareçamos cada dia mais com Jesus Cristo.

Que a Graça do Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão com o Espírito Santo esteja, concedendo-nos um coração como ao de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo.

Que o Senhor fortaleça-nos!

Rev. Cristiam Matos

O Amor é o Único Caminho

Na língua portuguesa existem muitos significados para uma única palavra, no caso da palavra amor, em seu contexto, ela pode representar, um amor amigo, divertido, apaixonado, familiar entre outros. No grego encontramos oito tipos de amor, em palavras diferentes, a saber, Eros (Amor Apaixonado), Ludus (Amor Divertido), Philos (Amor Próprio), Mania (Amor Obsessivo), Pragma (Amor Comprometido), Storge (Amor Familiar), Philia (Amor Amizade) e Ágape (Amor Compassivo e Piedoso).

Na bíblia encontramos a palavra amor sendo citada por 308 vezes e no sentido Ágape por 117 vezes, o Apóstolo Paulo escreve sua primeira carta aos Coríntios no décimo terceiro capítulo encontramos a palavra Ágape por 7 vezes em apenas treze versículos.

A palavra Ágape é o amor compassivo, piedoso, desinteressado e incondicional, um amor que visa o bem do outro e não ao seu próprio bem. O apóstolo Paulo inicia o décimo terceiro capítulo demonstrando, se não existir o amor incondicional, sem interesse, você pode falar na língua dos anjos, dos homens, de nada valerá, pois, o mais importante é o amor, incondicional, sem interesses.

A Escritura Sagrada nos ensina que o maior mandamento que temos é o amor, Deus ordenou que devemos amar uns aos outros, e amar a Jesus Cristo, ser discípulos em amor Ágape. Esse capítulo é profundo e grandioso em sua obra, o Apóstolo Paulo fala sobre as superioridades do amor, as excelências magníficas do amor e a perenidade do amor.

Infelizmente a palavra amor foi deturpada com o passar dos anos, pela literatura e pela sociedade, amor tornou-se símbolo de vazio, em nome do amor é ensinado o ódio, a morte, a exclusão, a divisão, desgraça, dentre outros males.

Quando o apóstolo Paulo fala em amor, está usando uma palavra específica, ágape. O amor ágape é o próprio amor de Deus. É o amor sacrificial, genuíno, puro. É o amor santo, que não busca seus interesses. É o amor que se entrega. É o amor que é mais do que emoção é amar o indigno. É amar até às últimas consequências. É amar como Cristo amou. Cristo amou a Igreja e a si mesmo se entregou por ela. O amor de Cristo é pelos totalmente indignos, somos feitos dignos porque Cristo amou sem esperar nada em troca, Ele deu a vida para que tivéssemos vida, isso provém antes da natureza daquele que ama, que de qualquer mérito do ser amado.

As cartas do apóstolo Paulo às igrejas de Éfeso, Filipos, Colossos e Tessalônica, encontramos o agradecimento a Deus pelo amor existente entre aqueles irmãos. Paulo elogia aquelas igrejas pelo amor que tinham. Porém, Paulo não elogia a igreja de Corinto nesse particular. Ao contrário, Paulo elogia a igreja de Corinto pelos dons, mas não pelo amor. Corinto era uma igreja cheia de dons. Não faltava àquela igreja nenhum dom, entretanto, faltava-lhe a prática do amor. Esse era o ponto vulnerável daquela igreja, a falta de amor. Ela era uma igreja trôpega e frágil na prática do amor fraternal. A igreja de Corinto era imatura e carnal, neste sentido, Paulo escreve o décimo terceiro capítulo, tratando deste tema tão importante e fundamental, o amor.

Paulo está dizendo que todos os dons mais dramáticos e mais maravilhosos que podemos imaginar são inúteis, se não houver amor. O exercício dos dons espirituais não pode compensar a falta de amor.

Paulo está condenando a carnalidade da igreja de Corinto e mostrando que a única saída para uma igreja carnal e imatura é o remédio do amor. Paulo diz que a vida comunitária sem amor é inútil, ele descreve o que o amor é, o que o amor não é, e o que o amor faz. Ele finaliza o capítulo, descrevendo a natureza duradoura e eterna do amor. Concordo com o Reverendo Hernandes Dias Lopes em seu comentário de 1 Coríntios, quando descreve este capítulo em três pontos importantes: A superioridade do amor, as virtudes do amor e a eternidade do amor.

O amor é superior a todas as coisas, ele supera as decepções, tristezas causadas pela ganância, pelos interesses pessoais. O amor está acima de todas as coisas e é o mais importante, o amor é melhor que dons de milagres, martírio. A qualidade do amor somente encontramos em nosso Senhor, e somente Ele, pode dar-nos o verdadeiro amor.

O apóstolo foi expulso de Antioquia, por pregar o evangelho do amor, as boas novas, foi apedrejado em Listra, sendo arrastado por uma multidão, na Macedônia foi açoitado, preso amarrado em um tronco, perseguido pelos judeus de Tessalônica porque pregou em Beréia, foi acusado injustamente por levar um grego ao templo, porém ele suportou todas essas coisas, porque o amor verdadeiro não espera nada em troca, então ele continua a ensinar sobre o amor. Somente o amor pode dar forças para suportarmos todas as coisas.

O maior exemplo quando o amor, está em Jesus Cristo, nosso Senhor curou, fez milagres, foi tentado, e não caiu em tentação, foi acusado e não imputou as injúrias sobre os que acusaram, foi açoitado e ensinou que o amor está acima de todas as coisas.

A falta de amor faz vivermos uma falsa verdade, sem ele ofendemos os outros, ofendemos ao Senhor, nosso Deus, a Jesus Cristo.

Para finalizar gostaria de olhar para três aplicações importantes em nossas vidas:

  1. Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu único filho, para entregar-se por nós, pecadores não merecedores de sua maravilhosa graça, porém por amor Ele o fez. Neste sentido ame seu irmão, tenha comunhão, ame aqueles que não estão na igreja, amemos a todos, da mesma forma que Jesus Cristo nos amou.
  2. Não deixe que as coisas deste mundo influenciam a visão perfeita do amor, Jesus Cristo foi julgado por um crime que não cometeu, açoitado, crucificado, sem ter cometido um erro se quer, porém, tudo o que Ele fez, foi por amor, esse amor que está sobre cada um sendo derramado.  Ame como Cristo amou-nos, ore pelo seu próximo, pelo seu colega de trabalho, pelo irmão da igreja que lhe ofendeu, por quem você ofendeu. A Igreja de Cristo será fortalecida no amor. Ame como Cristo nos amou.
  3. Se você tem dificuldade de amar, como Cristo ensina, dobre seus joelhos e clame ao Senhor, para que todos amemos como Cristo nos amou. Sejamos discípulos de Cristo fortalecidos por Ele.

 

Que o Senhor abençoe a cada um e vamos amar sem esperar nada em troca, apenas pregando o verdadeiro evangelho do Senhor.

 

Uma boa semana a todos.

Rev. Cristiam Matos.

Reforma Protestante 504 anos

No dia 31 de outubro de 2021 completa 504 anos que a reforma protestante foi anunciada, nesta pastoral apresentaremos um panorama geral da teologia reformada. Antes da reforma dar início temos os pré-reformadores, eles deram origem e lideraram movimentos contra as práticas e ensinos contrário aos ensinos bíblicos. Antes da Reforma Protestante que começou a tomar forma a partir de 1517, quando o monge alemão Matinho Lutero fixou suas 95 teses na capela de Wittemberg.

Os pré-reformadores conhecidos no século 16 foram Wycliffe (1325-1384) e John Huss (1372-1415). John Wycliffe era um sacerdote na Inglaterra, professor na Universidade de Oxford, se levantou contra pontos centrais dos dogmas adotados pela Igreja Medieval. Ele protestou contra as irregularidades do clero, rejeitou os ensinos acerca da transubstanciação na Ceia do Senhor, do purgatório, do celibato e até das indulgências. Também pregou contra as superstições e sincretismos que inundavam a Igreja da época, como a fé em relíquias sagradas, peregrinações com propósitos místicos e veneração de santos. John Wycliffe foi muito perseguido por conta de suas ideias, mas acabou morrendo devido a uma enfermidade. Alguns anos depois de sua morte, John Wycliffe foi condenado como herege pela Igreja no Concílio de Constança. Seus restos mortais foram exumados e queimados, para que lhe fosse aplicada a sentença mesmo depois de morto. Os seguidores de John Wycliffe ficaram conhecidos como “Os Lolardos”, e valorizavam a Bíblia como regra de fé e pratica.

John Huss era um sacerdote na Boêmia, professor da Universidade de Praga, e foi muito influenciado pela obra de John Wycliffe. John Huss defendia que o cabeça da Igreja é Cristo e pregava que essa Igreja deveria ser mais e mais semelhante à Cristo. Além disso, entendia que as Escrituras possuem autoridade suprema, acima de tudo e todos. Ele acabou sendo condenado como herege pelo Concílio da Igreja e sentenciado à fogueira, onde morreu cantando salmos. Os seguidores do John Huss ficaram conhecidos na História de Igreja como Irmãos Boêmios, que se tornaram precursores de outro importante grupo protestante conhecido como Irmãos Morávios. Certamente os pré-reformadores foram homens levantados por Deus para protestar com coragem num período em que a Igreja havia se distanciado da verdade das Escrituras, e que acabaram contribuindo de forma muito importante para a Reforma Protestante no século 16.

A reforma protestante tem como seu ponto central a Escritura Sagrada, o apóstolo Paulo escreve sua segunda carta a Timóteo no terceiro capítulo e no décimo quarto versículo a décimo sétimo versículo a importância das escrituras, pois ela fora inspirada por Deus. A Sagrada Escritura contém a voz do Senhor, ela é boa para edificar, exortar, corrigir, educar na justiça e traz a salvação por intermédio de Cristo Jesus.

A Escritura Sagrada contém palavras de Salvação a Sã Doutrina, nós como servos dos Senhor somos chamados para sermos perfeitos e perfeitamente habilitados para toda boa obra. Jamais seremos perfeito, mas, se vivermos pela palavra e andarmos em Cristo Jesus, seremos santificados dia após dia e com toda alegria, aguardaremos o grande dia. Por isso devemos voltar-nos para Cristo e a Sagrada Escritura contem a vontade do Senhor e verdades sobre nosso salvador. Que Deus abençoe sua vida e que a maravilhosa graça e o irresistível chamado do Senhor esteja em você, em nós todos.

Que a Salvação em Cristo Jesus chegue até aos seus escolhidos através do verdadeiro evangelho encontrado na Sagrada Escritura.

Louvado Seja o Senhor nosso Salvador Cristo Jesus.

Rev. Cristiam Matos.

 

Amai-vos Cordialmente.

O maior mandamento que o Senhor nos dá, é o amor. Ele nos ordena a amar. O apóstolo Paulo ao escrever aos Romanos, apresenta as virtudes recomendadas do cristão. A primeira virtude que encontramos está no amor sem hipocrisia.

O significado do amor sofreu influências vindas dos pensamentos literários, históricos e filosóficos. Vamos entender como a língua portuguesa nos mostra sobre o amor; “O amor é forte afeição por outra pessoa, nascida de laços de consanguinidade ou de relações sociais”.

Na literatura encontramos o amor centrado no “eu”, a maioria das literaturas e ensinamentos pós-modernos incentiva a fingir que amamos ao próximo, desde que o próximo atenda as minhas expectativas.

A ética como falar com bondade, evitando ferir sentimentos, aparentando interesse no próximo. As vezes se enche de compaixão e isso acontece com muita frequência, nos enchemos de compaixão quando ouvimos das necessidades de outros ou de indignação quando nos inteiramos de alguma injustiça sofrida, mas apenas de forma momentânea. Em muitas das ocasiões isso é apenas um momento passageiro sem efeito. Assim a filosofia, ética e literatura pós-moderna ensina.

Porém a ética cristã vem dos preceitos bíblicos, neste sentido, como a bíblia ensina o significado do amor. Em João capítulo três versículo dezesseis encontramos; “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nEle crer não pereça, mas tenha a vida eterna.” Deus ordena a vivermos o amor que vai além das emoções e condutas superficiais. Deus amou-nos primeiro, deu o seu único filho, para morrer a morte de cruz. Deus não amou o homem envolto nas emoções. Cristo entregou a sua vida por amor a nós, para a Glória do Pai.

Talvez você diga, eu não sou capaz de amar assim, como Cristo amou, de fato uma pessoa sozinha não tem recursos necessário para fazer isso, mas toda uma comunidade, a igreja de Cristo unida, olhando para o Senhor, sendo fiel aos ensinamentos do nosso Senhor e salvador, sim! Você no corpo de Cristo será capaz de amar sem hipocrisia. Cristo concede essa benção para aqueles que vive nEle.

Como cristãos, honramos às pessoas porque foram criadas a imagem e semelhança de Deus, porque somos irmãos em Cristo, porque estamos agradecidos pela forma que contribuem para o reino de Cristo, edificando o corpo de Cristo.

Somos discípulos de Cristo, Ele amou sem hipocrisia, sem esperar nada em troca, sem olhar se podíamos fornecer algo, Ele amou-nos de forma sincera, entregando sua vida.

 Ame de forma cordial, sincera assim como Cristo Jesus e regozijai-vos na esperança.

Que nosso Senhor Jesus Cristo nos conceda um coração que ame, assim como Ele amou a todos.

Que o Senhor o abençoe!

Rev. Cristiam Matos

Senhor, usa-me como um intercessor – Ezequiel 22.12-30

O esquecimento de Deus é a causa de todos os pecados de uma cidade ou de um povo. Os pecados de Jerusalém foram elencados como crueldade, idolatria, desprezo aos pais, opressão aos estrangeiros, maus tratos aos órfãos e viúvas, desprezo as coisas santas, profanação do sábado, promoção de intrigas para derramar sangue, tramar perversidade, incesto, adultério, subornos, usura e extorsão.

Agora precisamos fazer uma pergunta: Qual é a origem de tudo isso?

O versículo 12 nos responde; “De mim te esqueceste, diz o Senhor”. Quando não se dá atenção ao que é de Deus, aquilo que Deus ordena, proíbe, aprova, condena, quando não reconhecem seu olhar, poder, juízo, a prestação de contas diante dEle. Isso leva as pessoas a cair em todo o tipo de pecado, lascívia e transgressão. O esquecimento de Deus é a causa de todos os pecados.

No versículo 30 Deus está buscando alguém que tapasse o muro, a expressão no hebraico é “um tapume que tapasse”, as palavras são metafóricas, e essa metáfora foi extraída das vinhas, que costumava ter cercas e tapumes sobre elas para protegê-las de tudo que lhe pudesse causar dano.

Os Judeus eram a vinha de Deus e Ele o tinha cercado e coberto, pois eles eram o jardim de Deus. A cerca, tapume ou muro sobre seu povo era a sua proteção sobre ele.

O tapume qual o Senhor está colocando é a Boa Doutrina, Adoração Pura, Boas Leis, Bons Profetas, Homens de Oração, para preservá-los de todo erro, opiniões corruptas e pagãs, cuja aceitação era um perigo.

Deus forneceu aos Judeus, palavras certas, testemunhos seguros, oráculos vivos, mandamentos fiéis, pelo qual deviam julgar todas as doutrinas e opiniões.

O Senhor coloca que apesar dos muitos graves pecados que abundavam em Jerusalém, se Ele tivesse encontrado algum justo, com oração fervorosa, procurado tapar o muro, como Moisés, que se colocou na brecha, brecha que o pecado ali causara, levantando-se zelosamente contra o mal, buscando a reforma da cidade, Ele não teria prosseguido com os juízos. Se ali tivesse havido um único profeta além de Jeremias, uns poucos sacerdotes, um ou dois príncipes piedoso, umas poucas pessoas de oração, o Senhor não teria prosseguido.

Não é suficiente falar dos homens a Deus, é necessário falar de Deus aos homens. A vida de oração é o balsamo do cristão, mas isso não nos desobriga da responsabilidade da evangelização. Todas as pessoas chamadas por Deus para a salvação são enviadas por Deus a proclamar a salvação. Uma vida de oração produz cristãos que proclamam a palavra de Deus, para a glória de Deus. Cumprindo assim o ide.

Nosso maior exemplo de intercessão é sem dúvida, Jesus Cristo, a bíblia diz que Ele está sempre intercedendo por nós junto do Pai. Durante todo o Seu ministério aqui na terra, Cristo orava especialmente por seus discípulos, para que estivessem prontos para a grande missão de pregar o evangelho.

Em sua última noite com os discípulos Jesus intercedeu, pedindo ao Pai para proteger os discípulos, pedindo que eles vivessem em união, por todos que no futuro iram crer nEle. Para permanecerem todos perfeitamente unidos com Deus e uns com os outros.

Os homens mais ilustres da história sacra, desde as eras mais remotas, foram homens de oração, intercessores fervorosos. Abraão orou por Sodoma, e antes de destruir Sodoma livrou seu sobrinho Ló. Deus estava para destruir a multidão rebelada no deserto, quando Moisés clama aos céus, dizendo, “Agora, pois, perdoa-lhe o pecador; ou se não risca-me, peço-te, do livro que escreveste”.

As grandes intervenções de Deus na história são realizadas em resposta às orações do Seu povo, que ora conforme a vontade do Pai.

Rogo a Deus que inflame nosso coração para sermos intercessores, um verdadeiro reparador de brechas, não deixe esse fogo apagar em seu peito.

Diga ao Senhor, eis-me aqui, usa-me como um intercessor, para a glória do Seu Santo nome.

Quando você se coloca diante de Deus, e pede para Ele usá-lo como intercessor, Ele também o usará como testemunha do evangelho.

Diga ao Senhor, eis-me aqui, usa-me como uma testemunha do evangelho.

Rev. Cristiam Matos

Adorar a Deus – Jó 1.20-22

Jó adora ao Senhor com todas as forças de sua vida, percebemos isso em sua declaração, se Deus deu, Ele pode tomar e continua sendo Deus.

Jó sabia que suas conquistas entre o berço e a sepultura não tinha nenhum valor, pois Deus está acima de todas as coisas.

A sua integridade e retidão o faz servo fiel a Deus, independente dos acontecimentos, ele era fiel ao Senhor.

Esta passagem nos mostra, que em meio as provações e sofrimentos, Deus está ao nosso lado, nos ensina que devemos ser fiéis somente a Ele. Por esse motivo o amor deve ser sincero, com o coração, de forma íntegra, até o final. Glorifique a Deus em todos os momentos e circunstâncias. O adore sempre!

Deus havia feito Jó seu filho através da graça redentora. Cristo Jesus, foi cem porcento homem e cem porcento Deus, em sua forma humana, Ele sente frio, cansaço, dor, é humilhado e tentado de todas as formas.

Cristo Jesus é fiel ao Pai de tal forma que vence as tentações, quando sua morte na cruz se aproxima, Ele pede ao pai, que se fosse possível, que o cálice fosse passado, porém Cristo faz a seguinte declaração, que seja feita a vontade do Pai.

Cristo morre a nossa morte, seu sangue nos lava, Ele é fiel até a morte e morte de cruz.

Nós somos feitos a imagem e semelhança de Deus, como discípulos sejamos fiéis ao Senhor nosso salvador. Nós também somos feitos filhos do Pai, através da graça redentora.

O primeiro capítulo de Jó traz a resposta para nossa pergunta, qual fazemos em algum momento na vida; Qual o significado da fé?

O Significado da fé é adorar a Deus em todas as circunstâncias. O homem temente a Deus tem algumas virtudes em evidência. Ele é integro e reto, de caráter inquestionável, e de retidão diária. Guia pelos caminhos do Senhor a sua família, ensinado, orando e sendo exemplo no lar. Virtude que todo sacerdote do lar deve ter.

Fica um grande desafio para você, adore a Deus, como Cristo Jesus o fez. Pois somos discípulos do Senhor. Não deixe que as circunstâncias lhe afastem dEle.

Que Deus abençoe sua vida.

Rev. Cristiam Matos

Nas mãos de Deus.

Porque eu, o SENHOR, teu Deus, te tomo pela tua mão direita e te digo: Não temas, que eu te ajudo” – Is 41.13

 

O profeta Isaías registra um momento difícil para os filhos de Deus:  eles estavam com medo dos inimigos que se levantavam contra eles. Os assírios eram guerreiros implacáveis, e suas incursões em terras que não lhes pertenciam eram marcadas por grande violência e mortandade. 

Quero aqui criar um paralelo com nossos dias e dizer que temos um inimigo feroz, que ceifa vidas sem se importar com a idade ou sexo. Quem não tem uma história para contar a este respeito? Qual etnia ou mesmo grupo familiar tem passado incólume? 

No passado, muitos integrantes do povo de Deus recorreram aos ídolos pagãos em busca de proteção sobrenatural, e isto provocou a ira do Senhor; hoje muitos colocam suas esperanças na ciência como se esta fosse, de fato, criar uma redoma tal onde os “imunizados” não morram. 

Não quero polarizar nem polemizar absolutamente nada com este comentário, mas pontuar que nossa fé e esperança deveriam estar firmes no Senhor. Ele é quem dá a vida, e somente ele é quem tem o poder de tirá-la quando lhe aprouver e da forma que bem entender; somente ele pode de fato colocar seus anjos acampados ao nosso redor e nos livrar, assim como somente ele pode permitir que este vírus nos alcance e aflija. 

Se você ler os versos 9 e 10 encontrará algumas informações preciosas que certamente trarão ânimo para sua vida. 1) Deus diz que tomou das extremidades da terra os seus escolhidos, e que não os rejeitou; 2) Deus afirma que está ao lado dos seus; 3) Que por mais ferozes que sejam os inimigos e possam assustar, eles não são mais fortes nem mais ferozes do que o próprio Senhor que está ao lado; 4) Que o Senhor há de dar forças, ajudar e sustentar no calor da batalha com sua destra fiel, isto é, que vai estender sua mão direita e manter os seus amados firmes e seguros.  

Tais palavras em momento algum são falsas, ainda que em meio ao combate os escolhidos possam ser feridos e até mesmo mortos; elas refletem a real e verdadeira situação dos filhos de Deus, que não podem morrer eternamente, mas estão sempre amparados pela benéfica mão do Senhor. 

Sei que o medo tem se instalado em muitos corações. As notícias sobre o aumento da pandemia e o colapso da rede de saúde pública e privada estão cada vez mais alarmantes. Sei que estamos perdendo entes queridos, e nos afligindo por aqueles que apresentam os sintomas de quem foi infectado. No entanto, sei – e você também sabe – que Deus está ao nosso lado em todo o tempo, e não nos abandonará jamais. Somos ovelhas de Jesus e, como ele bem disse: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão” – Jo 10.27-28. 

Estamos nas mãos de Deus. Vamos confiar e descansar no Senhor que cuida de nós. 

Uma boa e abençoada semana.

Rev. Joel

Pessoas de oração.

Por esta causa, me ponho de joelhos diante do Pai” – Ef 3.14


O apóstolo Paulo era um homem de ação e isso é facilmente observável nas páginas sagradas do livro de Atos dos Apóstolos. Este homem usado por Deus também se dedicava ao estudo e à oração. Através da Bíblia ele conhecia mais a Deus, e através da oração ele mantinha viva a chama da fé, renovava suas forças no Senhor e fortalecia seu caráter cristão. Esta prática piedosa é extremamente necessária se queremos ser homens e mulheres de Deus. 

Paulo escreveu para os irmãos de Éfeso e, dentro dos muitos assuntos abordados, ele revela seu ministério pastoral e sua amizade sincera ao orar por aqueles amados irmãos que estavam longe de seus olhos, mas perto de seu coração. Os versos seguintes (3.15-19) apresentam algumas informações que alegram e fortalecem a alma dos filhos de Deus, as quais quero compartilhar com os amados:

1) Deus cuida dos crentes de hoje e dos que já estão na glória. Todos fazem parte da grande família da fé onde o Pai zela com amor e carinho. 2) Paulo ora ( e nós devemos orar também!) para que todos os irmãos sejam fortalecidos com tal poder espiritual que sejam habitação para o Filho de Deus e os laços fraternos se entrelacem cada vez mais. 3) A intercessão também abrange as faculdades mentais para que os cristãos possam crescer no conhecimento de Deus em todos os sentidos (v18) e ter intimidade com este grande amor de Cristo (19). 

Bem sei que os amados oram ao Senhor. Sei que oram por si mesmos e por aqueles a quem amam. Sei que oram pela igreja e por estes mesmos motivos que Paulo orou. Continuem a orar porque Deus tem cuidado de nós, tem nos fortalecido em Cristo e nos tem dado a oportunidade de aprofundar nossos laços com ele e uns com os outros. 

Louvado seja Deus pela vida de cada um dos irmãos; rogo ao Senhor que continue a ouvir suas orações e atendê-las conforme sua graça e misericórdia, para nossa alegria e para sua honra e glória. 

Um bom e abençoado dia.

Rev. Joel.

As pisaduras de Cristo.

Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados” – Is 53.5. 

Quando você lê este texto, o que lhe vem à mente? 

A imagem que possuo de minha infância até a adolescência remete-me ao crucifixo preso atrás do altar católico. Ali vi um Cristo com uma coroa de espinhos, onde da fronte ferida brotavam algumas gotas de sangue; em suas mãos e pés traspassados também havia um pouco de sangue e, por último, um pequeno ferimento logo abaixo das costelas. Enfim, nada que chamasse minha atenção para a intensidade de seu real sofrimento. Nesta época imaginava que o sofrimento estava na crucificação, nos cravos que prenderam Jesus à cruz. Quanta dor Jesus não suportou ao sentir suas mãos e pés traspassados! 

Quando por sua imensa graça Jesus me salvou, tive uma nova visão a respeito do sofrimento do Messias e, consequentemente, das suas pisaduras (manchas decorrentes de um machucado, hematoma). Lendo os evangelhos com a avidez típica de um novo convertido, vi Jesus ser esbofeteado e esmurrado por integrantes do sinédrio, maniatado, levado aos romanos, fustigado com varas, castigado severamente com o látego que lacerou seu dorso; por fim, imaginei as feridas nos ombros, próprias de quem carregou uma tosca cruz, e joelhos esfolados pelas quedas sob tão grande peso. Exaurido em suas forças, com sulcos profundos de onde brotava sangue com alguma profusão, vi um Cristo onde a cruz foi apenas mais um “requinte” de crueldade, a qual tornou-se uma amiga para por fim a tanto sofrimento que deveria durar muito mais. Por isto Pilatos ficou admirado quando Jesus, ao fim do dia, já estava morto (Mc 15.44).  

Jesus sofreu por amor. Amor a Deus e amor ao próximo. Desta forma cumpriu cabalmente os mandamentos e serviu de exemplo para que pudéssemos aprender com seu martírio. Jesus sofreu porque aceitou humildemente o que lhe estava proposto desde a eternidade. Foi uma escolha voluntária, pessoal e intransferível. Ele preferiu obedecer, desejou fazer a vontade do Pai, realizou plenamente sua obra vicária como Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Derramou sua alma diante do Pai e derramou seu sangue – todo – para que nós pudéssemos alcançar a salvação. 

Qual a importância que você dá ao sofrimento de Cristo? Que relação você tem com as pisaduras de Jesus? Pense sobre isto e responda diretamente ao Senhor.

Uma boa e abençoada semana!

 

Rev. Joel

Descansar no Senhor.

Descansa no SENHOR e espera nele, não te irrites por causa do homem que prospera em seu caminho, por causa do que leva a cabo os seus maus desígnios. Deixa a ira, abandona o furor; não te impacientes; certamente, isso acabará mal” – Sl 37.7-8

 

Ira é algo que arde intensamente dentro do coração. Toma conta dos pensamentos e sentimentos ao ponto de envenenar a alma. Ira é sinônimo de bomba prestes a explodir e é usada para descrever a pessoa de “pavio curto” (ou nenhum pavio) que irá tem um rompante de violência verbal ou física de proporções imprevisíveis. 

Uma pessoa iracunda (dada a rompantes de ira) torna o ambiente ao seu redor em um campo de guerra, com várias minas terrestres prontas para detonar ao menor sinal de pressão. Não é a toa que o livro de provérbios descreve que é melhor morar numa terra deserta do que com a mulher rixosa e iracunda (PV 21.19 – isto serve também para o homem rixoso e iracundo…). 

A ira não traz nada de bom. O primeiro registro bíblico de uma pessoa consumida por este sentimento resultou em homicídio (Gn 4.6); de fato, a ira do homem não produz a justiça de Deus (Tg 1.20). 

É bem verdade que não há como escapar deste sentimento, mas isto não significa que devemos abrigá-lo em nosso coração ao ponto de permitir que ele nos faça pecar (Sl 4.4; Ef 4.26). Não importa se existem razões “lógicas” para a ira, o furor ou a impaciência, o resultado será sempre como o salmista diz: “certamente acabará mal” (v.8). 

A sugestão lógica, prática e sábia do salmista é para descansar no Senhor; é lançar sobre Ele todos estes sentimentos ruins que abrigamos em nosso coração e suplicar para que o Todo Poderoso nos acalme a ponto de não termos do que nos envergonhar das possíveis atitudes e palavras que podem acontecer sob a ação destes sentimentos. 

Colocar todas as nossas esperanças e expectativas em Deus não é uma coisa fácil para fazer, apesar de ser simples. Colocar aos pés do Senhor é reconhecer nossa incapacidade para resolver algumas questões, e também a nossa falta de domínio próprio; recorrer à intervenção divina é o melhor que podemos fazer para as pessoas que estão ao nosso redor e, no fim das contas, para nossa própria saúde emocional e espiritual.

Descanse no Senhor. Tenha confiança de que Ele cuidará de tudo, inclusive dos ímpios e maus. Confie que Ele fará sua justiça prevalecer em tempo oportuno. Coloque seu coração e sua vida nas mãos do Senhor e descanse.

Um bom e abençoado dia!

Rev. Joel

 

A verdadeira grandiosidade.

Quem a si mesmo se exaltar será humilhado; e quem a si mesmo se humilhar será exaltado” – Mt 23.12

A humanidade anseia por glória. Todas as pessoas querem ser alguém que se destaca dentre a multidão ou, pelo menos, desejam ser consideradas acima da mediocridade (mediano); de certa forma é este pensar que as motiva para melhorarem e ultrapassarem seus próprios limites com a finalidade de suplantarem umas às outras e deixar algo para ser lembrado para a posteridade. 

Jesus parece ir na contramão deste pensamento. Em sua visão do reino de Deus quanto menor, mais humilde, mais serviçal for a pessoa, tanto maior será a sua grandeza interior, a sua alma elevada, o seu amor que se doa sem esperar retribuição ou reconhecimento. Pode parecer fácil ser assim, mas não é: enquanto no mundo as pessoas querem competir umas com as outras, no reino a proposta é vencer a si mesmo – seus próprios medos, sua vontade em ser servido, sua capacidade de aquietar-se num espírito de submissão. 

Sobre esta exaltação pessoal, em valorizar-se acima dos demais, Jesus contou uma parábola sobre como comportar-se numa festa de casamento. Ele começa dizendo que um homem foi convidado (portanto estava no local onde deveria) e imaginou que era “próximo” do noivo o suficiente para sentar-se num dos principais lugares. Porém o dono da festa encontrou um convidado mais digno e ordenou que aquela pessoa saísse do lugar onde estava para cedê-lo ao convidado mais digno (Lc 14.7-9). Em outra ocasião, Jesus contou outra parábola (ele gostava de contar histórias…), agora sobre dois homens que sobem ao templo com a intenção de orar. Um era fariseu – homem que se orgulhava de sua religiosidade, das longas horas passadas em oração, dos dois dias semanais de jejum que realizava, da forma “santa” como procedia todos os dias, até mesmo de ser fiel dizimista! O outro era um publicano – homem dedicado a cobrar impostos de seus compatriotas, considerado como traidor da nação e pecador execrável que, aos seus próprios olhos era indigno e carecia da misericórdia de Deus. O primeiro fez uma oração para exaltar suas virtudes e para julgar a vida do publicano; o segundo sequer se aproximou do templo ou ousou olhar para o céu enquanto orava pedindo o favor divino. Quem foi justificado? Certamente não foi aquele que se ufanou dos seus próprios feitos… (Lc 18.9-14). 

O que define a grandeza de um homem? Seu entendimento de valor a seu respeito? O reconhecimento das pessoas que estão ao seu redor? As ações espetaculares e fora do comum que realiza? Talvez isto defina a grandeza de um homem segundo os valores deste mundo; porém, o que define a grandeza de um filho de Deus é ser obediente, aquietar-se diante da vontade do Senhor e dispor-se a servir ao próximo com amor. É o Senhor quem há de dar o devido valor aos seus servos bons e fiéis (Mt 25.21), e ele jamais esquecerá o serviço prestado aos santos (Hb 6.10). 

Um bom e abençoado dia!

Rev. Joel 

Intocáveis.

Homem de grande ira tem de sofrer o dano; porque, se tu o livrares, virás ainda a fazê-lo de novo” – Pv 19.19

 

Não, não é sobre aquele filme famoso que quero falar. Estou pensando nas milhares (senão milhões) de pessoas que se sentem acima das regras, da moral e da ética. Não são intocáveis porque são extremamente fortes, hábeis combatentes, prontos para meter medo no mais corajoso homem da lei; são intocáveis porque lhes foi permitido serem assim.

Os intocáveis surgem na infância. Diferente das outras crianças, algumas são agressivas, gritalhonas, insuportáveis de aturar. Para acalmá-las usa-se o método mais simples e eficaz: ceder aos caprichos da criança. Assim ela faz o que quer, quando quer, da forma que bem entende; e assim domina todos os que estão ao seu redor. Infelizmente o número de crianças assim tem crescido exponencialmente, até mesmo por conta da filosofia de ensino moderno onde a criança não pode ser frustrada para não crescer com traumas emocionais ou psicológicos. Por mais estranho que pareça o resultado final é justamente o contrário: o que mais se vê nos consultórios psiquiátricos ou clínicas psicológicas são pessoas “traumatizadas” porque, mesmo tendo conseguido tudo o que queriam, jamais amadureceram: vivem a síndrome de “peter pan”  ou sofrem do complexo de “cinderela” (quer um príncipe, uma família maravilhosa, filhos obedientes – tudo num passe de mágica! – mas também querem bailes e prazeres carnais sem responsabilidades). 

Diz um ditado antigo que “é de pequeno que se torce o pepino”. A origem deste vem da lida agrícola, da forma com que se cultiva este fruto que precisa de atenção nos seus primeiros dias de desenvolvimento. Voltando ao ditado, ele é aplicado à criança pequena com a intenção de corrigi-la na mais tenra idade para que mais tarde não se torne uma pessoa amarga e difícil de lidar. 

Uma vez criado o devido “pano de fundo” ou contextualização, podemos retornar ao verso de Provérbios. Lá está expresso claramente que o homem (ou criança) de grande ira, que tem rompantes de violência física, psicológica ou verbal precisa ser devidamente corrigido, confrontado, responsabilizado por seus atos. Não importa se os resultados da ira são grandes ou pequenos, justificáveis ou não; o que precisa acontecer é a disciplina – o ato pelo qual o infrator é devidamente “enquadrado” pela lei, pela moral e pela ética. Não é fácil fazer isto em tempos onde a filosofia do mundo apela para que todos “pensem e ajam fora do quadrado” (não se assuste: esta é a nova proposição para quebrar paradigmas antigos e estabelecer novos horizontes de liberdade [ou seria melhor dizer “libertinagem”?]). Pensar fora do quadrado é sair do cercado, do conhecido, daquilo que oferece uma estrutura segura para aventurar-se no desconhecido. Quanto mais pensar e agir fora da caixa for algo a ser incentivado e desejado, maior serão os malefícios para a sociedade em geral. Por exemplo: parlamentares pensam fora da caixa e por isto possuem “caixa 2” (para campanha eleitoral futura), “caixa 3” (para fazer um “pé de meia” sem pagar impostos ou cair na malha fina) e às vezes um “caixa 4” (mensalinhos ou coisas semelhantes). Como a justiça é ineficiente para coibir, mais e mais parlamentares passam a pensar fora da caixa (dando nomes criativos para substituir o que suas ações são de fato: roubos), e assim produzem profundos prejuízos ao erário público que, em última análise, é o seu e o meu dinheiro de impostos e taxas que já consideramos abusivos. 

Sejam crianças, sejam adultos, o provérbio é sábio em alertar: Se nada for feito eles vão continuar a fazer aquilo que irrita, que lesa, que prejudica. 

Você tem filhos? Discipline-os com amor para que não se tornem pessoas ruins no futuro.  Você se depara com pessoas iracundas, que querem ganhar tudo no grito? Oponha-se gentilmente reforçando os valores éticos, morais, legais e espirituais para que tais pessoas saibam que com você o procedimento deles “não cola”. Você tem o poder para denunciar os maus? Então faça isto como uma expressão de amor por aqueles que estão sendo explorados, e para que os maus não prosperem. 

No mais, oração e jejum são grandes instrumentos da parte de Deus. Orem por estes inimigos do povo, por estes opressores, por estes indisciplinados que querem levar vantagem em tudo. Ore para que o Senhor os converta de seus maus caminhos. 

Um bom e abençoado dia!

Rev. Joel