Missões

O Senhor Jesus Cristo, depois de sua ressurreição e antes de subir aos céus, conversou com seus discípulos e lhes disse de forma bem clara, sobre o que eles deveriam fazer.

O Evangelho Segundo Mateus 28.18-20, destaca a responsabilidade da Igreja.

A responsabilidade da Igreja de Jesus Cristo, é destacar que Jesus, somente Ele, tem toda autoridade no céu e na terra. O próprio Jesus Cristo diz: “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra.” 

A autoridade e o poder de Jesus, acalma a tempestade em alto mar, sobre as forças espirituais do mal, expulsando demônios de pessoas, sobre as enfermidades, cura todo tipo de doenças, sobre a própria morte, Ele venceu, para a glória do Pai.

Ele subiu aos céus e assentou-se à direita de Deus Pai, acima de todo principado e potestade, como Rei dos reis e Senhor dos senhores.

Jesus Cristo deixa uma Missão a seus discípulos, dividida em três partes, a saber, pregar, batizar e ensinar.

Essa é a missão da Igreja, de Jesus Cristo. Ela deve pregar a Palavra de Salvação, preparando novos discípulos de Jesus. Os novos discípulos devem ser batizados.

A Igreja tem como Missão, ensinar os novos discípulos a guardar todo o ensino de Jesus. A única forma de aprendemos e preparar novos discípulos, é com Jesus, a Igreja deve pregar a Palavra da Salvação em todos os lugares, batizar os discípulos de Jesus Cristo, ensinar os discípulos a andar segundo a vontade do Senhor.

Isso está muito claro nas palavras de Jesus: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado.”  

Devemos confiar na autoridade de Jesus enquanto cumprimos a Missão que Ele nos ordenou, somente em Jesus Cristo nos sentiremos seguros, guardados, protegidos. Ele acompanha sua Igreja enquanto cumpre sua Missão e propósito que o Senhor lhe conferiu.

Disse Jesus: “E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.”

A Missão que o Senhor nos confiou, possui toda autoridade no céu e na terra, Ele nos acompanha, caminha entre nós.

Quando a pregação da Palavra, fala da Salvação a quem quer que seja, Ele está ao nosso lado, quando a Igreja de Jesus Cristo, batiza os novos discípulos, Ele também está presente. E, enquanto a Igreja ensina os novos discípulos a andar conforme a vontade dEle, Ele também está junto.

A Missão confiada à Igreja de Jesus Cristo, é esta, pregar o Evangelho que Salva pecadores, batizar pecadores convertidos a Cristo e ensinar pecadores regenerados a andar com o Senhor!

A autoridade deixada para a Igreja de Jesus Cristo, é para cumprir sua Missão. Ela o faz na autoridade de Cristo!

Que grande segurança, e consolo a Igreja possui, Jesus Cristo possui toda autoridade no céu e na terra. Ele acompanha a Igreja dEle, enquanto ela cumpre a Missão que Ele mesmo ordenou!

Sejamos discípulos, instrumentos nas mãos do Senhor.

Louvado seja o Senhor!

Rev. Cristiam Matos

O que é Evangelho?

Não há uma ordem particular na qual a mensagem evangelística deva ser apresentada, e as palavras para explicar o evangelho não são especificamente prescritas nas Escrituras, mas há um núcleo essencial de informação a ser comunicado, e eventualmente ele deve ser agregado logicamente na mente do ouvinte.

A missão de Cristo, o Salvador, não faz sentido se colocada fora do problema do pecado do qual Ele veio tratar, e o pecado não faz sentido fora da percepção da majestade e da santidade do Criador a quem nós somos responsáveis.

Deus deseja que todos sejam santos e perfeitos, conforme registro em 1 Pedro 1.16, Mateus 5.48. A falha em harmonizar-se com o desígnio de Deus significa que uma pessoa é inaceitável a Ele. E ninguém se harmoniza: “todos pecaram”, Romanos 3.23; 1 João 1.8,10.

As consequências do pecado são a morte e o castigo, Gênesis 3.3; Romanos 6.23. Nem grande quantidade de esforços e nem plano de melhoria podem restaurar a inocência perante Deus.

Uma vez que os seres humanos são incapazes de se salvarem, como alguém poderá ser salvo?

Deus enviou seu Filho Jesus Cristo ao mundo para viver a vida perfeita, sem pecado, necessária para agradá-lo. Jesus viveu sem pecado. Como ser humano, Ele pôde identificar-se conosco e tornar-se nosso substituto.

Cristo morreu na cruz para sofrer a punição de Deus contra o pecado. Ele foi um substituto para aqueles que creem nEle, Romanos 5.12-21; 2 Coríntios 5.21.

Tendo cumprido sua missão, Jesus venceu o pecado e a morte na sua ressurreição e ascendeu à direita do Pai, onde Ele agora governa com toda a autoridade e poder.

Deus exige que todos respondam ao Evangelho com uma confissão do pecado e suas consequências, acompanhada pelo legítimo arrependimento, o desejo sincero de abandonar o pecado. A salvação é pela graça através da fé conforme o apostolo Paulo escreve sua carta aos Efésios 2.8-9.

Quando alguém confia em Cristo como Salvador, Deus perdoa e aceita essa pessoa como coberta completamente pela justiça do Cristo.

O crente torna-se um filho de Deus, e lhe é assegurada a vida eterna com Ele, João 3.16.*

Isto é o Evangelho!

Se algum pecador, qualquer que seja, deseja salvação da condenação eterna, precisa de Cristo em sua vida.

Só Jesus Cristo salva!

Louvado seja o nome do Senhor!

Rev. Cristiam Matos

* Extraído da Bíblia de Estudo de Genebra. São Paulo e Barueri, Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999, pág. 1560.

 

Autoridade de Jesus Para Curar e Libertar

O Evangelho de Marcos tem como objetivo principal falar de Jesus e apresenta-lo como o Cristo, que é também o Filho de Deus. Isso aparece logo no primeiro versículo, o qual afirma: “Princípio do evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus.”

Nos versículos vigésimo primeiro ao vigésimo oitavo, Jesus estava em Cafarnaum, uma cidade ao norte de Israel, e, no sábado, foi à sinagoga onde demonstrou grande autoridade e todos ficaram admirados. Jesus ensinava com uma autoridade como nunca os ouvintes tinham testemunhado antes, Jesus demonstrou autoridade sobre um demônio, expulsando-o de um homem possesso.

Marcos ensina aos leitores que Jesus Cristo é o Filho de Deus, o Deus encarnado. O desejo de Marcos é para seus leitores, crer em Jesus, confessar a Jesus Cristo como Senhor e Salvador, pois Ele é o Filho de Deus, o verbo que se fez carne e habitou entre nós.

Os versículos vigésimo nono a trigésimo quarto, Marcos registra a autoridade de Jesus para curar e libertar. Portanto, a pastoral será sobre o ministério de cura e libertação de Jesus. O tema será a “Autoridade de Jesus para curar e libertar”.

Logo após Jesus ensinar com autoridade na sinagoga, e também expulsar o demônio de um homem que estava possesso, todos os presentes na sinagoga ficaram grandemente admirados e espantados. Jesus e seus quatro primeiros discípulos foram à casa de dois deles, Simão Pedro e André.

Chegando lá, a sogra de Pedro estava acamada, com febre, conforme Marcos afirma no trigésimo versículo. Lucas, ao registrar esse mesmo episódio, no quarto capítulo e trigésimo oitavo versículo, sendo ele médico, aponta um detalhe importante, pois afirma que a sogra de Pedro “achava-se enferma, com febre muito alta”. No evangelho segundo João no quarto capítulo do quadragésimo sexto a ao quinquagésimo quarto, registra uma cura realizada por Jesus, também de uma febre. Na ocasião, Jesus estava em Caná da Galiléia, e, de Cafarnaum, foi procura-lo um oficial do rei, cujo filho estava doente, e pediu que Jesus fosse até Cafarnaum “para curar seu filho, que estava à morte.” A enfermidade do rapaz era gravíssima, pois estava à morte.

Contudo, Jesus não precisou se deslocar de Caná da Galiléia até Cafarnaum para curar o filho do oficial do rei, pois com uma palavra ordenou a cura, e o rapaz foi curado à distância. Jesus estava em Caná da Galiléia e curou o rapaz em Cafarnaum. Quando o oficial chegou em casa, o moço estava curado da “febre mortal”, precisamente à hora em que Jesus ordenara a cura.

Hernandes Dias Lopes escreveu um livro com o título “O evangelho dos milagres” baseado no evangelho de Marcos, neste livro encontra-se a citação de Adolf Pohl, um comentarista bíblico, qual relata que a febre mortal deveria ser malária, considerando que Cafarnaum ficava numa região pantanosa, com clima subtropical, favorável à proliferação da doença. Lucas era médico e registra que a sogra de Pedro, em Cafarnaum, estava com febre muito alta, apontando a gravidade da doença daquela mulher. Jesus aproximou-se e tomou-a pela mão, e diz o texto que “a febre a deixou, passando ela a servi-los.”. A cura foi instantânea e os sintomas da enfermidade desapareceram repentinamente.

Marcos continua em seu registro demonstrando de forma extraordinária o que Jesus continuará a fazer, no trigésimo segundo versículo na primeira parte encontramos, “A tarde, ao cair do sol, trouxeram a Jesus todos os enfermos…”, no trigésimo terceiro versículo, “Toda a cidade estava reunida à porta” da casa de Pedro e no trigésimo quarto, “E ele curou muitos doentes de toda sorte de enfermidades…”

Neste registro de Marcos podemos identificar de forma clara que não havia enfermidade que suportava a presença de Jesus Cristo, aquele que era o Filho de Deus, todos os enfermos que foram trazidos, também foram curados.

Marcos de forma extraordinária ensina aos leitores, que Jesus Cristo era o Filho de Deus, e se Ele era o Deus encarnado as pessoas podiam ir a Ele, podiam confiar nEle, crer nEle, ter esperança nEle, fazer dEle o alicerce para a vida e para a alma, não somente nesta vida, mas por toda a eternidade.

Jesus cura o enfermo, liberta o cativo, Ele não curou somente de toda sorte de enfermidades, mas também libertou todos os que foram trazidos a Ele e que estavam cativos, presos, escravizados, acorrentados pelo diabo. Jesus liberta todos os oprimidos do diabo, não há demônio que suporte a autoridade e o poder de Jesus Cristo, o Filho de Deus. Os demônios não podem permanecer diante de Jesus, não podem suportar a glória de Jesus, não podem continuar prendendo, escravizando e acorrentando aqueles que Jesus Cristo, o Filho de Deus, chama e liberta.

Marcos queria que seus leitores soubessem quem Jesus era!

Você sabe quem Jesus é?

Você conhece a Jesus Cristo, o Filho de Deus?

Marcos ensina que Jesus Cristo é o Filho de Deus, o Deus encarnado, razão pela qual as pessoas devem ir a Ele, confiar nEle, crer nEle, ter esperança nEle, experimentar cura e libertação nEle, fazer dEle o alicerce para a vida e para a alma, não somente hoje, mas, por toda a eternidade.

A luz deste texto, faremos algumas aplicações:

A cura e a libertação eram itens obrigatórios para Jesus, pois o identificavam como o Messias, o Cristo, o Filho de Deus, os profetas do Antigo Testamento, embora com grande poder para cumprir os propósitos de Deus, não podiam fazer todos os milagres que queriam ou que lhes eram pedidos. Eles desempenhavam tarefas limitadas, para as quais Deus os capacitava em casos específicos.

Com Jesus é diferente, seu poder é ilimitado, infinito, somente Ele pode curar e libertar. Esse poder sobrenatural, ilimitado e infinito, demonstrado por Jesus, era sua credencial, o identificava como o Messias, o Cristo, o Filho de Deus que deveria vir ao mundo.

Curar e libertar eram itens obrigatórios para Jesus, pois o identificavam como o Messias, o Cristo, o Filho de Deus prometido que deveria vir ao mundo. Eram suas credenciais, mas, preste muita atenção a um fato importantíssimo.

Há algumas correntes teológicas que afirmam que Jesus carregou para a cruz as nossas enfermidades. Cristo NÃO carregou nossas doenças físicas para a cruz. Jesus Cristo carregou para a cruz os nossos pecados.

Qual é o problema em acreditar que Cristo carregou para a cruz as nossas doenças físicas?

O problema é que a obra da cruz é eficaz, Ele morreu na cruz carregando os nossos pecados, posso crer, verdadeiramente, que sou perdoado, redimido, lavado. Não tem como Deus, não perdoar nossos pecados, considerando que nosso Senhor e salvador, carregou-os para a cruz e morreu na cruz, levando sobre si nossos pecados.

Isso não pode ser dito das nossas doenças físicas. A obra de Cristo na cruz está relacionada com a justiça de Deus contra nosso pecado. Deus se ofende profundamente quando o pecado surge diante de seus olhos, pois o pecado é a quebra e a transgressão da Lei de Deus.

Jesus Cristo pode curar e libertar ainda hoje, e tem feito isso.

Jesus Cristo, o Filho de Deus, se importa com aqueles por quem morreu e ressuscitou.

Temos a tendência de buscar a Deus e a Jesus Cristo depois que percebemos que não há mais jeito. Contudo, as Escrituras Sagradas nos orientam a buscar a Deus em oração em todos os momentos e circunstâncias.

Em Jesus encontraremos cura e libertação, e mesmo que morra nesta vida, estaremos com o Senhor na glória eterna.

Marcos queria que seus leitores soubessem que Jesus Cristo era o Filho de Deus, o Deus encarnado, razão pela qual as pessoas podiam ir a Ele, confiar nEle, crer nEle, ter esperança nEle, experimentar cura e libertação, e fazer dEle o alicerce para a vida e para a alma, não somente nesta vida, mas por toda a eternidade.

Confie em Cristo, entregue-se e consagre-se a Cristo. Ele é o Filho de Deus.

Rev. Cristiam Matos.

Busquem o Senhor

No capítulo 55 de Isaías, encontramos o convite Evangelístico para Israel voltar aos caminhos do Senhor. Ao mesmo tempo, convida todos os habitantes da terra para o banquete das boas-novas. Só é preciso ter sede, para beber da água que mata a sede. Deus faz esse convite porque Israel havia se distanciado de Deus, neste sentido eles desperdiçaram energia e recursos, pois suas buscas estavam longe do Senhor.

Esse convite para a misericórdia oferecida por Deus, está baseada na redenção prometida por Deus, no sacrifício vicário do seu Servo Sofredor. Essa palavra extraordinária está dizendo ao povo, agora é a hora, a palavra de Deus é viva, poderosa, ressoa no meio da comunidade como um som da trombeta. Agora Deus oferece comida e bebida ao faminto sedento, Ele está próximo, está pronto para curar-te, está convidando para voltar-se para o evangelho. O profeta está dizendo, hoje a ira do Senhor é o amor perdoador, essa ira foi derramada em Cristo, amanhã essa ira será condenatória, eterna, então não poderá mais achar o Senhor.

A procura pela alegria estava errada e suas buscas eram vãs, sem perspectiva de esperança, a esperança de aguardar no Senhor, do porvir, do lar celestial. Deus não se afasta do homem, apesar da repulsa que tem pelo pecado, mas o homem se afasta de Deus, pois sua busca é prazerosa e momentânea no pecado, nas coisas que acabam, passam, neste sentido o homem se afasta der Deus.

Quando a busca do homem está longe do Senhor, sua satisfação está em coisas que o afastam, seus prazeres estão em não buscar a Deus, o profeta está exortando-nos a buscar ao Senhor, pois ainda podemos achá-lo. Chegará o dia que não o encontraremos mais. A palavra de Deus nos mostra que devemos ser escravos do Senhor e submeter-nos à sua palavra, à sua doutrina, porque Deus o exaltou e determinou tornar sua preeminência conhecida a todos os homens.

Este texto convida-nos ao arrependimento, encontramos no versículo sétimo um duplo imperativo, abandone, converta-se. O ímpio deve deixar o seu mau caminho, abandonar seus pensamentos impuros ou propósitos, isso envolve purificação. Por esse motivo encontramos a palavra converta-se, volte-se. Que todos que ainda não conhecem ao Senhor, voltem-se para Ele.

A sã doutrina nos aproxima de Deus, nosso Senhor, o preço para a admissão na vida eterna é o arrependimento e a fé, mais nada. Aqueles que participarão da água viva devem antes sentir sede, ou seja, o pleno arrependimento e então desejo de vir ao Salvador, conforme João 3.36. A busca da felicidade pessoal baseada sobre as vantagens e as bênçãos terrenas, acabam levando-os cada vez mais longe de Deus. A recompensa prometida ao arrependimento sincero é a compaixão, misericórdia e o perdão abundante, encontrado somente em Jesus Cristo, nosso Salvador.

O povo de Deus deve ser habitado pela mente d’Ele em toda santidade e plenitude. É isso que o torna povo d’Ele, zeloso de boas obras. No oitavo versículo encontramos um grande abismo que separa os caminhos, a saber, o divino do humano, os caminhos celestiais estão repletos de piedade e graça, o humano de meras filosofias, mas sem verdadeira piedade. Neste sentido os caminhos do Senhor, é a resposta do homem ao ser alcançado pelo Senhor. Isso implica em ouvir a palavra de Deus vinda dos céus.

O grande erro de Israel foi pensar que eles conheciam o que Deus pensava e planejava. Seu conhecimento e sabedoria são muito maiores que os do homem. Somos parvos ao querer encaixar a Deus em nosso molde, ao querer que seus planos e propósitos se conformem aos nossos. Nós devemos mudar nossos caminhos, nosso ser, para ouvir e obedecer a palavra de Deus. Que nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, mude nosso ser para parecermos mais com Ele.

Só o próprio Deus pode satisfazer a alma humana, trazer alegria completa e plena. O Davi de Isaías 55.3-4 é o Filho Messiânico de Davi, uma vez que aqui foi descrito exercendo e controlando a influência na próxima dispensação. O quinto versículo deste capítulo é uma afirmação do que acontecerá no futuro. Os gentios serão convertidos e se juntarão ao Israel redimido por causa do seu Deus.

Somente Jesus Cristo pode mudar nosso ser, conceder-nos o perdão, a remissão, para a glória do Pai.

O caminho para a bênção consiste em buscar o Senhor e deixar o pecado. Quem se converter ao Senhor verá que Ele é rico em compaixão e perdão.

À luz desta pastoral quero fazer três aplicações a nossas vidas.

Sabemos que ainda é tempo de buscar ao Senhor, ainda o encontramos, Ele está ouvindo nosso clamor. Ore ao Senhor enquanto Ele está perto.

Entendemos que o verdadeiro perdão, muda nosso ser, nossos caminhos, pois nossos planos, caminhos, pensamentos, não estão nem próximos dos de Deus. Nosso Senhor não age como nós. Isso é o próprio Deus que está falando.

O que devemos fazer, dobrar os joelhos e buscar, clamar ao Senhor enquanto se pode achar.

Que nosso Senhor abençoe nossas vidas.

Rev. Cristiam Matos

O Poder do Evangelho – Romanos 1.16-17

A Epístola aos Romanos é a mais rica e abrangente declaração de Paulo sobre o evangelho, também encontramos a chave para o entendimento das Escrituras. Nesta Epístola encontramos a união de grandes temas da bíblia a saber, o pecado, a lei, o julgamento, o destino humano, a fé, as obras, a graça, a justificação, a santificação, a obra de Cristo e do Espírito Santo a esperança cristã, a natureza da igreja, a eleição, o lugar dos Judeus e dos gentios não-judeus nos propósitos de Deus, o significado da mensagem do Antigo Testamento, os deveres do cristão frente ao estado e os princípios de retidão moral. Essa Epístola é um tratado teológico, uma densa, completa e edificante carta a ser estudada.

Não sabemos como e quem fundou a igreja cristã em Roma, alguns eruditos acreditam que fora fundada por convertidos presentes no Pentecostes, a informação que temos, é que 49 d.C ela estava estabelecida, já tendo havido choque com os Judeus. No mundo cristão mediterrâneo eles tinham boa reputação. Muitos desses membros provavelmente foram alcançados pelo Senhor dentro das sinagogas, fruto da obra missionária entre os judeus. Os cristãos de origem gentílica foram expulsos das sinagogas, agora eles precisavam reunir-se e de forma particular, nas casas começaram.

Esta Epístola tem um estilo muito usado pelos escritores é o diatribe, era um debate imaginário que o escritor entrava com um locutor imaginário. Nesta Epístola inteira encontramos o conceito de Paulo com Deus. No versículo 17 o tema principal é a justiça de Deus. Em Romanos temos quatro diferentes usos do termo justiça:

  1. Fidelidade: As promessas de Deus têm de ser cumpridas para estarem de acordo com a natureza divina. Romanos 3.3-4.
  2. Ira: Um aspecto específico da justiça e retidão de Deus, que significa sua aversão ao pecado. Romanos 1.17; 2.5.
  3. A manifestação da justiça na morte de Cristo: O dom de Deus, que é Cristo como sacrifício propiciatório, manifesta sua justiça.
  4. A ligação da justiça e fé: A justiça de Deus é recebida pela fé somente.

Deus declara justo aqueles que por natureza são inimigos de Deus, este é o significado de justificação, não que os homens são feitos retos, mas antes, que são contados como justos. A Epístola de Romanos é interessante, pois nela encontramos a exposição da justiça de Deus, o homem não encontrará sua justificação fora do Senhor, somente o Senhor em sua infinita misericórdia, em Cristo, oferece no evangelho e a recebemos pela fé. O poder do evangelho aponta para Deus.

O apóstolo Paulo escreve que não se envergonhava do evangelho, se pensarmos na cultura do primeiro século, em que Paulo viveu, era um dos momentos mais hostis ao evangelho, mesmo assim o apóstolo Paulo se glória no evangelho. Essa época foi conhecida como os Mártires da Igreja. Inúmeras conversões aconteceram, o evangelho estava se expandido, a morte de Cristo, trouxe intrepidez para a pregação do evangelho. Além do anúncio da Palavra, o desenvolvimento da Igreja primitiva também se deve, em grande parte, ao sangue derramado por muitos cristãos em meio às perseguições.

A Igreja de Cristo, era considerada fora da legalidade aos romanos, o mais perigoso inimigo do poder romano, pois concorria com o culto ao imperador, símbolo e instrumento da força do Império.

A primeira grande perseguição do Império contra a Igreja foi impetrada pelo imperador Nero, após o incêndio da cidade de Roma, em 64, cuja culpa recaiu sobre os cristãos. Nessa época, muitos cristãos foram martirizados de forma bárbara. Os cristãos foram mortos de forma triste. Foram servidos de diversão para o público. Vestiu-os em peles de animais para que os cachorros os matassem a dentadas. Outros foram crucificados, encontramos históricos de que não havia mais madeira para fazer cruz, então eles eram colocados em árvores, estacas, os cobriam de piche e colocavam fogo nos cristãos. A outros acendeu-lhes fogo ao cair da noite, para que a iluminassem a cidade. Nero fez que se abrissem seus jardins para esta exibição, e ele mesmo ofereceu um espetáculo, pois se misturava com as multidões, disfarçado de condutor de carruagem, ou dava voltas em sua carruagem. Tudo isso fez com que despertasse a misericórdia do povo, mesmo contra essas pessoas que mereciam castigo exemplar, pois via-se que eles não eram destruídos para o bem público, mas para satisfazer a crueldade de uma pessoa.

Muitos cristãos morreram, o apóstolo Paulo foi considerado um dos maiores infratores, acusado de ser responsável pela metade de Roma estar em cinzas. Em meio a tanta hostilidade o apóstolo Paulo escreve, não me envergonho do evangelho, ele sabia que o evangelho aponta para Deus, e sabia que ele era totalmente vulnerável, pois ele dependia de Deus.

O poder do evangelho aponta para Deus, para a Salvação em Jesus Cristo e para viver pela fé. Jesus Cristo é nosso Senhor e salvador, nós recebemos a boa nova da Salvação e ensinamos a boa nova da salvação.

Olhe para Cristo Jesus, viva para Cristo Jesus. Que Deus abençoe nossas vidas.

Uma semana abençoada a todos.

Rev. Cristiam Matos

Nasceu, Viveu, Morreu e Ressuscitou!

Jesus! Que personagem na história!

Ninguém nasceu como Jesus Cristo. Ele foi gerado por obra do Espírito Santo de Deus. Não nasceu em pecado, não foi concebido em pecado. Ele foi anunciado por intermédio do profeta Isaías muito antes de Seu nascimento: “Portanto, o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel.” Isaías 7.14

Como Filho de Deus, podia exigir o mais nobre nascimento, com pompas e a melhor preparação, a melhor recepção já vista. Porém, não foi isso que aconteceu. Ele nasceu num lugar simples, e sem muitos à sua espera, sem súditos ao seu redor.

Ninguém viveu como Ele. As duas naturezas de Cristo Jesus, Ele era 100% Deus e 100% homem, foi humano como qualquer outro humano, porém, com uma exceção, não cometeu qualquer pecado. O autor aos Hebreus afirma: “…foi Ele tentado em todas as cousas, à nossa semelhança, mas sem pecado.” Hebreus 4.15

Neste sentido, Jesus Cristo foi perfeito em sua obediência ao Pai, cumprindo, assim, o seu propósito de vir à terra, abrindo mão de sua glória eterna, esvaziando-se, tornando-se servo, para se tornar o Salvador dos homens pecadores.

Ninguém morreu como Ele, muitos outros foram condenados à morte de cruz, merecedores da morte de cruz, o próprio Jesus morreu crucificado na companhia de dois malfeitores, sem Ele merecer a condenação que era nossa, ainda assim sua morte foi única.

A morte de Jesus foi em substituição ao pecador, Ele morreu a nossa morte, qual jamais seriamos capaz de pagar, cumprir, realizar. Foi uma morte expiatória, ou seja, para pagar pela culpa do pecador e em lugar do pecador. Não foi uma morte qualquer. Foi uma morte substitutiva e em favor do pecador.

O apóstolo Paulo afirma: “Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi, que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras.” 1 Coríntios 15.3

É com essa certeza que e compreensão, entendemos que Deus perdoa o pecador de todos os seus pecados, pois Jesus carregou sobre si a culpa dos pecados do pecador.

Ninguém ressuscitou como Ele. É verdade que as Escrituras Sagradas registram outros casos de ressurreição além da ressurreição de Jesus, mas, ainda assim, ninguém ressuscitou como Ele, pois, todas as pessoas que ressuscitaram, voltaram a morrer uma segunda vez. Mas, com Jesus foi diferente. Ele ressuscitou e vive, nosso Salvador vivo está! 

Jesus ressuscitou por seu próprio poder, venceu a morte, venceu o mal e não morreu novamente. Depois de ressuscitar subiu aos céus e assentou-se à direita de Deus. Jesus, depois de ter feito a purificação dos pecados, por sua morte, assentou-se à direita de Deus, nas alturas.

Jesus! Que personagem na história! Ninguém nasceu como Ele, ninguém viveu como Ele, ninguém morreu como Ele e ninguém ressuscitou como Ele. Somente Ele é o Deus, Salvador, Purificador, Remidor.

Não existe outro caminho para a salvação, o próprio Jesus afirmou: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” João 14.6

A luz do texto apresentado concluímos que Jesus Cristo é o único caminho, Ele é a verdade, Ele é a vida. NEle encontramos vida em abundância, vida eterna. Neste sentido vamos olhar para três aplicações.

Sabemos que não existe uma outra forma de chegar-se a Deus. Busque a Jesus Cristo.

Entendemos que o único caminho de se chegar ao Pai é através de Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador. Vivamos para Cristo.

Se alguém deseja encontrar-se com Deus, necessariamente precisa ir a Cristo. Olhe para Cristo como o único caminho, verdade e vida.

Uma boa semana.

Rev. Cristiam Matos.

Ociosidade ou Produtividade. 2 Pedro 1.3-8

Uma vez que Deus já nos concedeu tudo o que conduz à vida e à piedade, devemos desenvolver as qualidades que nos farão mais ativos e produtivos. Para isso devemos perguntar-nos; como é a nossa experiência cristã? Um impulso inicial seguido de uma acomodação crônica?

O texto de 2 Pedro 1.3-8 nos ensina o que Deus já fez por nós e o que nós devemos fazer para evitar a ociosidade e aumentar a produtividade. Na escritura encontramos resposta para viver uma vida para o Senhor. Como a bíblia é nossa regra de fé e prática, destacamos alguns pontos importantes para responder a essas perguntas, conforme a segunda epístola de Pedro.

O primeiro ponto mostra-nos, Deus nos chamou para sua própria glória e virtude, no vs. 3 encontramos, “Visto como, pelo seu divino poder, nos têm sido doadas todas as coisas que conduzem à vida e à piedade, pelo conhecimento completo daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude.”

 A Bíblia afirma claramente que a salvação eterna acontece por obra de Cristo, realizada na cruz, a qual é aplicada sobre o pecador pelo Espírito Santo. Deus, então, chama pecadores para si do estado de perdição para a salvação eterna, para sua própria glória e virtude.

A salvação eterna, visto ser dada a nós, por iniciativa de Deus, redunda em glória para o próprio Deus. E, assim, quando reconhecemos que somos salvos pela graça de Deus, em Cristo, nos rendemos ao Senhor. Louvado seja Deus pela salvação extraordinária, graciosa, que recebemos!

 Bendito seja nosso Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, pois em sua misericórdia que se renova a cada manhã, somos lavados, perdoados e regenerados.

 Ser encontrado por Cristo e, consequentemente, encontrar-se com Cristo, revela conhecimento da glória de Deus, pois Cristo revela Deus e sua glória. O Deus glorioso, o glorioso Jesus, transforma-nos a cada dia, “E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito.”, conforme a segunda carta que o apóstolo Paulo escreve aos Coríntios 3.18.

 O contato com a glória de Cristo faz toda a diferença em nós, nos leva a considerar nossa co-participação na natureza divina.

 O segundo ponto mostra-nos, que O Deus nos fez participantes da sua glória. Pensar sobre nossa participação na glória de Deus nos eleva num patamar que jamais poderia ser alcançado pelo nosso próprio esforço. Contudo, somos chamados para participarmos da glória de Deus, à uma íntima comunhão com Deus, pois fomos feitos à imagem de Cristo.

 Embora a imagem de Cristo em nós ainda não seja perfeita, é apenas uma questão de tempo e seremos à imagem perfeita do nosso Salvador e Senhor, Jesus Cristo.

 Nosso corpo será parecido ao de Jesus Cristo. Paulo afirma aos Romanos 8.29, “Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho…”. Nós somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser, mas um dia será manifesta, no glorioso dia.

 Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a Ele, teremos um corpo parecido ao de Cristo, seremos salvos do poder do pecado, porque haveremos de vê-lo como Ele é. Perfeito em santidade!

 Nós somos filhos de Deus, mas ainda não somos na forma completa, total do que haveremos de ser. Não estamos mais perdidos e condenados, por esse motivo ainda não somos o que haveremos de ser, glorificados. Isso acontecerá na volta de Jesus Cristo, quando Ele buscar o povo exclusivamente Seu.

 Esta é a razão pela qual a corrupção que há no mundo acaba perdendo a força em nossa própria vida. É isso certeza que encontramos no vs. 4, pois uma vez participantes da glória de Deus, Deus também vai nos livrando da corrupção das paixões que há no mundo.

 O terceiro ponto mostra-nos, que por Sua graça, tudo que temos e somos recebemos graciosamente de Deus. Assim, não podemos ficar indiferentes ao Senhor, ao contrário, temos que ser diligentes em desenvolver o que da parte de Deus recebemos.

 O que recebemos de Deus, deve tornar-nos mais  diligentes em todas essas coisas, conforme encontramos aqui na epístola, a saber:

 A Fé, resposta ativa ao que Ele graciosamente fez por nós; a Virtude, excelência, à imagem de Cristo, isso significa o esforço em imitar Cristo; o Conhecimento, capacidade para perceber e escolher o que é correto, o Domínio próprio, submissão ao controle de Cristo, pelo Espírito; a Perseverança, perseverar no Senhor para crescimento espiritual; a Piedade, consciência de um viver diário, constante e íntimo com Deus; a fraternidade, comunhão verdadeira com os irmãos; o amor, o maior de todos os dons, realizar todas as coisas na base do amor, seja em qualquer afazer, seja no relacionamento com outros.

 Então, considerando que somos chamados por Deus para sua glória e que Deus nos fez participantes da sua glória, devemos lutar para que essas qualidades, que Deus mesmo colocou em nós, aumentem e sejam cada vez mais desenvolvidas, fazendo com que não sejamos inativos, nem infrutuosos em nosso viver diante do Senhor, conforme registro no versículo 8.

 Podemos concluir conforme descrito na segunda carta de Pedro, conforme os versículos 3 a 8, que, o contrário de produtividade é ociosidade. Se não desenvolvermos essas práticas, tendemos a ser ociosos diante de Deus.

 A luz deste texto faremos duas reflexões:

 Quais sentimentos temos, quando consideramos que Deus nos chamou para sua própria glória e para sermos participantes da sua glória?

 Qual avaliação fazemos de nós mesmos quanto às qualidades dinâmicas que precisamos desenvolver?

 Que nosso Senhor nos fortaleça e nos ajude a caminhar no Senhor.

 Aplicações para nossas vidas:

  1.   Você entende que a graça derramada sobre as nossas vidas, conduz o homem ao desejo de parecer com Jesus Cristo, ser como Cristo foi, andar como Cristo andou, somente é possível este desejo, porque o Senhor concedeu a nós.
  2.   Você sabe que somente em Cristo Jesus encontraremos a plenitude de alegria, não devemos ser ociosos, mas sim produtivos no reino. Produzir frutos, empregarmos nosso dom no reino.
  3.   Nossa atitude deverá nos levar a praticar o que o Senhor coloca em nosso coração. Se a resposta às perguntas for um sentimento indescritível, de uma alegria inexplicável, nossa atitude será de glorificar a Deus hoje e por toda a eternidade. Glorifique ao Senhor, dedique-se ao Senhor, viva em resposta ao chamado do Pai.

 

Rev. Cristiam Matos

Vivam em Amor – Efésios 5.1-9

O apóstolo Paulo escreve aos efésios como o intuito de alertá-los quanto ao viver em amor, sendo imitadores de Cristo, observe o carinho empregado no primeiro versículo, filho amado.

A pureza de vida leva o cristão a perceber que são filhos queridos de Deus e por isso o desejo do cristão é ser como Ele. Ter uma vida dominada pelo amor, assim como Jesus Cristo nos amou e deu sua vida por nós, essa oferta de perfume agradável, um sacrifício que agrada a Deus.

O amor de Deus é tão grande que Ele deu seu único filho, Ele era o verbo e o verbo no princípio estava com Deus, o Deus encarnado, filho amado, amou a todos dando a sua vida, para dar-nos vida.

Jesus Cristo quando aqui este, andou, como um de nós, em sua natureza divina, não interferiu em sua natureza humana, mas pela natureza divina não pecou. Ele foi tentado de todas as formas. Jesus cresceu, estudou, trabalhou e em tudo amou, assim, mostrou a toda humanidade como o amor verdadeiro pode mudar toda uma história.

Cristo concedeu-nos o direito imerecido de ser filho do Pai celeste, e pela sua maravilhosa obra, somos feitos filhos adotivos do Pai. Ele colocou-nos como parte do povo de Deus, e a sua vida ensinou que Jesus Cristo, nunca se envolveu em indecência, imoralidades sexuais, cobiça, somos orientados a também não ter isso como parte de conversar, tais assuntos.

O apóstolo Paulo aponta dois extremos neste momento, o primeiro é de imitar a Deus como servos, o outro é de imitar a Deus como se o homem fosse um semideus.

Um homem semideus não se importa com a verdadeira vontade de Deus, então em suas atitudes ele questiona se a imoralidade, lascívia, idolatria, cobiça enfim tudo o que desagrada a Deus, realmente é um desagrado e então sua motivação não é agradar a Deus, mas a si. Por esse motivo o homem se tornou um semideus, um idólatra de si.

O homem não pode imitar a Deus em soberania, onipotência, onisciência e onipresença, jamais conseguiremos imitar a Deus na criação ou na redenção.

O apóstolo Paulo deixa claro que imitar ao Senhor é como nas escrituras, primeiro, devemos amar ao Senhor de todo nosso coração, sendo obedientes até a morte. Segundo, somente imitaremos a Cristo se for através do conhecer a escritura, assim como encontramos em Mateus 5.43-48, Lucas 6.35, 1 João 4.10-11, João 13.34, João 15.12, Romanos 15.2-7, 2 Coríntios 8.7-9, Filipenses 2.5, 1 João 3.16.

O apóstolo Paulo está argumentando que os filhos são como seus pais, aprendendo por observação e imitação. Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu único filho por amor, por isso todo cristão anda em amor. Deus é luz, neste sentido como filhos devemos andar como filhos da luz, Ele é verdade, o cristão deve andar em sabedoria, na verdade, em Jesus Cristo.

O verbo imitar aparece como imperativo, todo cristão deve ser imitador de Cristo. Mas você conhece a origem deste verbo.

A palavra imitar vem da mesma palavra mímica, a mímica era a parte mais importante no desempenho de um orador, três coisas faziam parte da vida de um grande orador, teoria, mímica e prática.

Se você pretende ser um grande orador, então imite os grandes oradores do passado, mas, se você quiser ser santo, então imite a Deus, ao nosso Senhor e salvador Jesus Cristo.

Paulo ensina que devemos imitar a Cristo em amor, andando em amor, fazer do amor sua principal regra de vida. O amor de Cristo possui duas características interessantes, a primeira é o perdão e a segunda o sacrifício.

O perdão é vital na vida do cristão, Deus amou-nos e perdoou-nos, o cristão recebe o perdão imerecido, o Senhor não espera nada em troca, não cobrou nada de nós, estamos salvos em Cristo Jesus, unicamente por amor, pleno, perfeito e puro. O sacrifício de Cristo foi agradável ao Pai, no sentido de que satisfez sua justiça e adquiriu eterna e eficaz redenção para nós.

O apóstolo Paulo ensina que Jesus Cristo nos ensina a andar em amor, mas condena a perversão do amor. Todo cristão deve andar em santidade, o próprio Senhor disse, sede santos, porque Eu Sou Santo. Paulo menciona quais pecados devemos fugir, como a prostituição, todos os tipos de impureza, a cobiça nem se quer pode ser mencionada entre os homens, como convém os santos. Não deve haver indecência, conversas tolas, gracejos obscenos, essas coisas são inconvenientes. O apóstolo Paulo ensina que o cristão que vive em Cristo, tem palavras em ações de graça, ou seja, palavras que edifique, ensine, glorifique ao Pai.

Os pecados da língua não deviam estar presentes na vida dos crentes, as conversações tolas, palavras vãs, chocarrices, nunca deveriam fazer parte dos vocabulários dos cristãos, as palavras obscenas, contar piadas imorais nem se envolver em mexericos fúteis o cristão deveria. O cristão não se envolve com isso, porque ele é nova criatura, por ser uma nova criatura, é a nova sociedade de Deus, a qual Ele escolheu desde a eternidade. Porque somos a nova sociedade de Deus devemos adotar padrões novos e porque decisivamente nos despojamos da velha vida e nos revestimos da nova vida devemos usar roupas apropriadas. Devemos abster-nos de toda e qualquer imoralidade, nosso corpo foi criado por Deus, e estamos unidos a Jesus Cristo e somos habitados pelo Espírito Santo. Que extraordinário o que Jesus Cristo faz em nossas vidas.

O apóstolo Paulo aqui avisa que o temor do julgamento deve estar presente na vida do cristão, os imorais podem escapar do julgamento da terra, mas nunca escaparão do julgamento e juízo perfeito de Deus. A bíblia ensina que os imorais herdarão o reino das trevas, jamais entrarão no reino de Jesus Cristo. Aqueles que amarem, imitarem a Cristo, com a intenção pura de parecer com Cristo, esses herdarão o reino dos céus, pois toda a injustiça já foi retirada dos Cristão que vivem em Cristo. O Reino de Cristo é o reino da justiça, aquele que se entregar ao Senhor, esse será salvo.

O apóstolo Paulo agora menciona os filhos da desobediência, esses conhecem as leis de Deus, e deliberadamente a desobedecem, sobre esses cairá a ira de Deus, hoje e por toda a eternidade. Mas é para os que obedecem ao Senhor e em amor estão em Jesus Cristo. O apóstolo Paulo também menciona em sua carta que ele fala dos filhos da luz. Aqueles que são luz no Senhor devem produzir frutos luminosos, o fruto da luz está em toda bondade, justiça e verdade, procurando saber o que é agradável ao Senhor.

Toda bondade, justiça e verdade contrastam com a vida impura e lasciva daqueles que são trevas e vivem nas trevas. A bondade (agathe syne) é certa generosidade de espírito. A justiça (dikaio syne) é dar aos homens e a Deus o que lhes pertence. A verdade (aletheia) não é simplesmente algo intelectual que se absorve com a mente. A verdade é moral, não só é algo que se conhece, mas que se faz.

A nossa condição anterior em Adão é vividamente descrita em termos de sono, de morte e de trevas. Cristo liberta-nos de tudo isso. A conversão não é nada menos do que despertarmos do sono, ressuscitarmos dentre os mortos e sermos trazidos das trevas para a luz de Cristo. A luz deste texto podemos tirar três aplicações para nossas vidas.

  1. Sabemos que devemos viver em amor, assim como Cristo nos amou, ser discípulos, imitadores de Cristo. Desejar andar como Cristo andou, não sermos parecidos com o mundo, mas sim com Jesus Cristo. Viva em amor, amando como Cristo amou, negando a si, para glorificar ao Pai.

 

  1. Entendemos que o cristão tem de linguajar, vocabulário diferente, não utiliza de coisas frívolas, palavras que entorpecem, para sempre procura em meio às conversas, glorificar a Cristo, andando em Cristo. As palavras são palavras que emanam vida, vida em Jesus Cristo. Cuide do que você fala, lê, escreve e até mesmo veste. Para que você não se assemelhe com o mundo, mas sim, se pareça com Jesus Cristo.

 

  1. Devemos moldar, pautar, delimitar nossas vidas, conforme a escritura, estudar a Cristo, buscando a verdade na Escritura Sagrada, levara-nos para mais próximo de Cristo e com Cristo nos parecemos. Vivamos em amor, a palavra de Cristo, para a glória do Pai.

 

Que nosso Senhor nos fortaleça e nos ajude a caminhar no Senhor.

Rev. Cristiam Matos

Vencendo a Discórdia

A discórdia é um grande desafio a ser vencido na vida do cristão, uma das evidências da discórdia é a vaidade, por achar que o controle deve ser centralizado em um único lugar. No casamento ela traz muitos males, em alguns casos o fim é o divórcio, na amizade a discórdia termina na inimizade.

O dicionário apresenta-nos  discórdia nas seguintes palavras, não chega em acordo, ou seja, o desacordo, a falta de entendimento, desavenças, cizânia. A Discórdia é ausência de harmonia entre duas partes, que acaba gerando atrito e inimizade.

Quando uma equipe de música da igreja ensaiar e os instrumentos, estiverem em harmonia, o momento de louvor em forma de cântico fica lindo. Uma orquestra bem afinada, alinhada a harmônica que produz é agradável aos ouvidos. Mas se a equipe de música não entrar em acordo harmônico, ou orquestra não estiver bem alinhada o som será um total desastre. Neste sentido, o desacordo torna-se um grande problema na vida do cristão.

No Evangelho Segundo Mateus encontramos um registro da fala de Jesus Cristo aos discípulos; “Porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração.” (Mateus 6.21). Neste registro entendemos que a discórdia tem sua origem no coração das pessoas, que buscam a satisfação da própria vontade, neste sentido a discórdia apresenta que é tudo vaidade.

A escritura sagrada apresenta-nos a discórdia entre filho e pai, por exemplo, a discórdia entre Absalão e seu pai Davi. O tesouro de Absalão foi o desejo de reinar em lugar de seu pai, e isso gerou grande conflito e inimizade. Davi teve que fugir para não ser morto pelo próprio filho.

A discórdia, tem sua origem no coração que busca satisfação do próprio “eu”, da satisfação da própria vontade, talvez, veladamente, a busca do culto a si mesmo, a auto-idolatria. Absalão não refletiu no prejuízo que poderia causar, na família, no povo e ao seu redor, quem entra numa discórdia normalmente não pensa nas consequências de seus atos, nem mesmo se Deus aprova ou não, pois o que mais deseja é alcançar seu “tesouro”, o desejo de seu coração.

Se o coração é a fonte da discórdia, ele precisa ser domado, mas não será dominado pelo menor, mas dominado por algo maior. O Salmo 119.11 aponta o caminho para a solução da discórdia, a solução está no Senhor. O coração deve guardar a Palavra de Deus para não pecar contra o Senhor.

A escritura é a regra de fé e prática do cristão, para isso apresentaremos três textos que ajudam na solução da discórdia.

1º) Lute com todas as forças para fabricar a paz conforme o apóstolo Paulo registra em sua carta aos Romanos 12.18: Se por alguma circunstância não tivermos paz com todos, porém, se dermos todos os passos possíveis e necessários para ter paz com todos, Deus não nos cobrará e não nos fará responsáveis pela discórdia e ausência da paz. Por isso, do que depender de vós tende paz com todos.

2º) Peça perdão e conceda perdão o apóstolo Paulo escreve aos Colossenses 3.13: Parece que não temos muita dificuldade em reconhecer nosso erro diante de Deus, mas reconhecer nosso erro diante de outros parece pior do que a morte. A Escritura ensina que não devemos ficar irritado uns com os outros, é um mandamento de Deus ao homem, perdoar uns aos outros. Lembremo-nos que Cristo Jesus perdoou-nos, mesmo nós não merecendo, Ele concedeu o maior dos milagres, a salvação, tornado-nos aprovados diante do Pai.

Utilizar das palavras, não é fácil perdoar, e não buscar ao Senhor para perdoar genuinamente, demonstra a vaidade que está no coração. Perdoar implica em humildade, em deixar o passado no passado, implica em não buscar de volta a ofensa já perdoada, implica em tratar a pessoa como se ela não tivesse nos ofendido. O perdão é vital na vida do cristão.

O perdão liberta, sentir-se perdoado por Deus traz alívio e paz para a alma. Pedir perdão limpa a mente da consciência pesada. Conceder perdão liberta a alma da angústia e do rancor.

3º) Não deixe o diabo governar sua mente e coração esse alerta encontramos na carta do apóstolo Paulo aos Efésios 4.26-27: É muito difícil irar e não pecar contra Deus, pois a ira conduz facilmente ao descontrole da emoção e da razão.

Quanto mais tempo alguém demorar para resolver o problema de ira e de discórdia, mais essa pessoa estará satisfazendo o desejo de Satanás. É por isso que o versículo diz: “…nem deis lugar ao diabo.” Alguém dá lugar ao diabo quando deixa para amanhã a resolução de um problema de ira e de discórdia.

Lute contra a discórdia e não permita que ela se instale em seu relacionamento conjugal, nem no seio de sua família, na igreja entre os irmãos e nem em nenhum de seus relacionamentos.

Que o Senhor fortaleça-nos e que nos pareçamos cada dia mais com Jesus Cristo.

Que a Graça do Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão com o Espírito Santo esteja, concedendo-nos um coração como ao de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo.

Que o Senhor fortaleça-nos!

Rev. Cristiam Matos

O Amor é o Único Caminho

Na língua portuguesa existem muitos significados para uma única palavra, no caso da palavra amor, em seu contexto, ela pode representar, um amor amigo, divertido, apaixonado, familiar entre outros. No grego encontramos oito tipos de amor, em palavras diferentes, a saber, Eros (Amor Apaixonado), Ludus (Amor Divertido), Philos (Amor Próprio), Mania (Amor Obsessivo), Pragma (Amor Comprometido), Storge (Amor Familiar), Philia (Amor Amizade) e Ágape (Amor Compassivo e Piedoso).

Na bíblia encontramos a palavra amor sendo citada por 308 vezes e no sentido Ágape por 117 vezes, o Apóstolo Paulo escreve sua primeira carta aos Coríntios no décimo terceiro capítulo encontramos a palavra Ágape por 7 vezes em apenas treze versículos.

A palavra Ágape é o amor compassivo, piedoso, desinteressado e incondicional, um amor que visa o bem do outro e não ao seu próprio bem. O apóstolo Paulo inicia o décimo terceiro capítulo demonstrando, se não existir o amor incondicional, sem interesse, você pode falar na língua dos anjos, dos homens, de nada valerá, pois, o mais importante é o amor, incondicional, sem interesses.

A Escritura Sagrada nos ensina que o maior mandamento que temos é o amor, Deus ordenou que devemos amar uns aos outros, e amar a Jesus Cristo, ser discípulos em amor Ágape. Esse capítulo é profundo e grandioso em sua obra, o Apóstolo Paulo fala sobre as superioridades do amor, as excelências magníficas do amor e a perenidade do amor.

Infelizmente a palavra amor foi deturpada com o passar dos anos, pela literatura e pela sociedade, amor tornou-se símbolo de vazio, em nome do amor é ensinado o ódio, a morte, a exclusão, a divisão, desgraça, dentre outros males.

Quando o apóstolo Paulo fala em amor, está usando uma palavra específica, ágape. O amor ágape é o próprio amor de Deus. É o amor sacrificial, genuíno, puro. É o amor santo, que não busca seus interesses. É o amor que se entrega. É o amor que é mais do que emoção é amar o indigno. É amar até às últimas consequências. É amar como Cristo amou. Cristo amou a Igreja e a si mesmo se entregou por ela. O amor de Cristo é pelos totalmente indignos, somos feitos dignos porque Cristo amou sem esperar nada em troca, Ele deu a vida para que tivéssemos vida, isso provém antes da natureza daquele que ama, que de qualquer mérito do ser amado.

As cartas do apóstolo Paulo às igrejas de Éfeso, Filipos, Colossos e Tessalônica, encontramos o agradecimento a Deus pelo amor existente entre aqueles irmãos. Paulo elogia aquelas igrejas pelo amor que tinham. Porém, Paulo não elogia a igreja de Corinto nesse particular. Ao contrário, Paulo elogia a igreja de Corinto pelos dons, mas não pelo amor. Corinto era uma igreja cheia de dons. Não faltava àquela igreja nenhum dom, entretanto, faltava-lhe a prática do amor. Esse era o ponto vulnerável daquela igreja, a falta de amor. Ela era uma igreja trôpega e frágil na prática do amor fraternal. A igreja de Corinto era imatura e carnal, neste sentido, Paulo escreve o décimo terceiro capítulo, tratando deste tema tão importante e fundamental, o amor.

Paulo está dizendo que todos os dons mais dramáticos e mais maravilhosos que podemos imaginar são inúteis, se não houver amor. O exercício dos dons espirituais não pode compensar a falta de amor.

Paulo está condenando a carnalidade da igreja de Corinto e mostrando que a única saída para uma igreja carnal e imatura é o remédio do amor. Paulo diz que a vida comunitária sem amor é inútil, ele descreve o que o amor é, o que o amor não é, e o que o amor faz. Ele finaliza o capítulo, descrevendo a natureza duradoura e eterna do amor. Concordo com o Reverendo Hernandes Dias Lopes em seu comentário de 1 Coríntios, quando descreve este capítulo em três pontos importantes: A superioridade do amor, as virtudes do amor e a eternidade do amor.

O amor é superior a todas as coisas, ele supera as decepções, tristezas causadas pela ganância, pelos interesses pessoais. O amor está acima de todas as coisas e é o mais importante, o amor é melhor que dons de milagres, martírio. A qualidade do amor somente encontramos em nosso Senhor, e somente Ele, pode dar-nos o verdadeiro amor.

O apóstolo foi expulso de Antioquia, por pregar o evangelho do amor, as boas novas, foi apedrejado em Listra, sendo arrastado por uma multidão, na Macedônia foi açoitado, preso amarrado em um tronco, perseguido pelos judeus de Tessalônica porque pregou em Beréia, foi acusado injustamente por levar um grego ao templo, porém ele suportou todas essas coisas, porque o amor verdadeiro não espera nada em troca, então ele continua a ensinar sobre o amor. Somente o amor pode dar forças para suportarmos todas as coisas.

O maior exemplo quando o amor, está em Jesus Cristo, nosso Senhor curou, fez milagres, foi tentado, e não caiu em tentação, foi acusado e não imputou as injúrias sobre os que acusaram, foi açoitado e ensinou que o amor está acima de todas as coisas.

A falta de amor faz vivermos uma falsa verdade, sem ele ofendemos os outros, ofendemos ao Senhor, nosso Deus, a Jesus Cristo.

Para finalizar gostaria de olhar para três aplicações importantes em nossas vidas:

  1. Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu único filho, para entregar-se por nós, pecadores não merecedores de sua maravilhosa graça, porém por amor Ele o fez. Neste sentido ame seu irmão, tenha comunhão, ame aqueles que não estão na igreja, amemos a todos, da mesma forma que Jesus Cristo nos amou.
  2. Não deixe que as coisas deste mundo influenciam a visão perfeita do amor, Jesus Cristo foi julgado por um crime que não cometeu, açoitado, crucificado, sem ter cometido um erro se quer, porém, tudo o que Ele fez, foi por amor, esse amor que está sobre cada um sendo derramado.  Ame como Cristo amou-nos, ore pelo seu próximo, pelo seu colega de trabalho, pelo irmão da igreja que lhe ofendeu, por quem você ofendeu. A Igreja de Cristo será fortalecida no amor. Ame como Cristo nos amou.
  3. Se você tem dificuldade de amar, como Cristo ensina, dobre seus joelhos e clame ao Senhor, para que todos amemos como Cristo nos amou. Sejamos discípulos de Cristo fortalecidos por Ele.

 

Que o Senhor abençoe a cada um e vamos amar sem esperar nada em troca, apenas pregando o verdadeiro evangelho do Senhor.

 

Uma boa semana a todos.

Rev. Cristiam Matos.

Reforma Protestante 504 anos

No dia 31 de outubro de 2021 completa 504 anos que a reforma protestante foi anunciada, nesta pastoral apresentaremos um panorama geral da teologia reformada. Antes da reforma dar início temos os pré-reformadores, eles deram origem e lideraram movimentos contra as práticas e ensinos contrário aos ensinos bíblicos. Antes da Reforma Protestante que começou a tomar forma a partir de 1517, quando o monge alemão Matinho Lutero fixou suas 95 teses na capela de Wittemberg.

Os pré-reformadores conhecidos no século 16 foram Wycliffe (1325-1384) e John Huss (1372-1415). John Wycliffe era um sacerdote na Inglaterra, professor na Universidade de Oxford, se levantou contra pontos centrais dos dogmas adotados pela Igreja Medieval. Ele protestou contra as irregularidades do clero, rejeitou os ensinos acerca da transubstanciação na Ceia do Senhor, do purgatório, do celibato e até das indulgências. Também pregou contra as superstições e sincretismos que inundavam a Igreja da época, como a fé em relíquias sagradas, peregrinações com propósitos místicos e veneração de santos. John Wycliffe foi muito perseguido por conta de suas ideias, mas acabou morrendo devido a uma enfermidade. Alguns anos depois de sua morte, John Wycliffe foi condenado como herege pela Igreja no Concílio de Constança. Seus restos mortais foram exumados e queimados, para que lhe fosse aplicada a sentença mesmo depois de morto. Os seguidores de John Wycliffe ficaram conhecidos como “Os Lolardos”, e valorizavam a Bíblia como regra de fé e pratica.

John Huss era um sacerdote na Boêmia, professor da Universidade de Praga, e foi muito influenciado pela obra de John Wycliffe. John Huss defendia que o cabeça da Igreja é Cristo e pregava que essa Igreja deveria ser mais e mais semelhante à Cristo. Além disso, entendia que as Escrituras possuem autoridade suprema, acima de tudo e todos. Ele acabou sendo condenado como herege pelo Concílio da Igreja e sentenciado à fogueira, onde morreu cantando salmos. Os seguidores do John Huss ficaram conhecidos na História de Igreja como Irmãos Boêmios, que se tornaram precursores de outro importante grupo protestante conhecido como Irmãos Morávios. Certamente os pré-reformadores foram homens levantados por Deus para protestar com coragem num período em que a Igreja havia se distanciado da verdade das Escrituras, e que acabaram contribuindo de forma muito importante para a Reforma Protestante no século 16.

A reforma protestante tem como seu ponto central a Escritura Sagrada, o apóstolo Paulo escreve sua segunda carta a Timóteo no terceiro capítulo e no décimo quarto versículo a décimo sétimo versículo a importância das escrituras, pois ela fora inspirada por Deus. A Sagrada Escritura contém a voz do Senhor, ela é boa para edificar, exortar, corrigir, educar na justiça e traz a salvação por intermédio de Cristo Jesus.

A Escritura Sagrada contém palavras de Salvação a Sã Doutrina, nós como servos dos Senhor somos chamados para sermos perfeitos e perfeitamente habilitados para toda boa obra. Jamais seremos perfeito, mas, se vivermos pela palavra e andarmos em Cristo Jesus, seremos santificados dia após dia e com toda alegria, aguardaremos o grande dia. Por isso devemos voltar-nos para Cristo e a Sagrada Escritura contem a vontade do Senhor e verdades sobre nosso salvador. Que Deus abençoe sua vida e que a maravilhosa graça e o irresistível chamado do Senhor esteja em você, em nós todos.

Que a Salvação em Cristo Jesus chegue até aos seus escolhidos através do verdadeiro evangelho encontrado na Sagrada Escritura.

Louvado Seja o Senhor nosso Salvador Cristo Jesus.

Rev. Cristiam Matos.

 

Amai-vos Cordialmente.

O maior mandamento que o Senhor nos dá, é o amor. Ele nos ordena a amar. O apóstolo Paulo ao escrever aos Romanos, apresenta as virtudes recomendadas do cristão. A primeira virtude que encontramos está no amor sem hipocrisia.

O significado do amor sofreu influências vindas dos pensamentos literários, históricos e filosóficos. Vamos entender como a língua portuguesa nos mostra sobre o amor; “O amor é forte afeição por outra pessoa, nascida de laços de consanguinidade ou de relações sociais”.

Na literatura encontramos o amor centrado no “eu”, a maioria das literaturas e ensinamentos pós-modernos incentiva a fingir que amamos ao próximo, desde que o próximo atenda as minhas expectativas.

A ética como falar com bondade, evitando ferir sentimentos, aparentando interesse no próximo. As vezes se enche de compaixão e isso acontece com muita frequência, nos enchemos de compaixão quando ouvimos das necessidades de outros ou de indignação quando nos inteiramos de alguma injustiça sofrida, mas apenas de forma momentânea. Em muitas das ocasiões isso é apenas um momento passageiro sem efeito. Assim a filosofia, ética e literatura pós-moderna ensina.

Porém a ética cristã vem dos preceitos bíblicos, neste sentido, como a bíblia ensina o significado do amor. Em João capítulo três versículo dezesseis encontramos; “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nEle crer não pereça, mas tenha a vida eterna.” Deus ordena a vivermos o amor que vai além das emoções e condutas superficiais. Deus amou-nos primeiro, deu o seu único filho, para morrer a morte de cruz. Deus não amou o homem envolto nas emoções. Cristo entregou a sua vida por amor a nós, para a Glória do Pai.

Talvez você diga, eu não sou capaz de amar assim, como Cristo amou, de fato uma pessoa sozinha não tem recursos necessário para fazer isso, mas toda uma comunidade, a igreja de Cristo unida, olhando para o Senhor, sendo fiel aos ensinamentos do nosso Senhor e salvador, sim! Você no corpo de Cristo será capaz de amar sem hipocrisia. Cristo concede essa benção para aqueles que vive nEle.

Como cristãos, honramos às pessoas porque foram criadas a imagem e semelhança de Deus, porque somos irmãos em Cristo, porque estamos agradecidos pela forma que contribuem para o reino de Cristo, edificando o corpo de Cristo.

Somos discípulos de Cristo, Ele amou sem hipocrisia, sem esperar nada em troca, sem olhar se podíamos fornecer algo, Ele amou-nos de forma sincera, entregando sua vida.

 Ame de forma cordial, sincera assim como Cristo Jesus e regozijai-vos na esperança.

Que nosso Senhor Jesus Cristo nos conceda um coração que ame, assim como Ele amou a todos.

Que o Senhor o abençoe!

Rev. Cristiam Matos