Adorar a Deus – Jó 1.20-22

Jó adora ao Senhor com todas as forças de sua vida, percebemos isso em sua declaração, se Deus deu, Ele pode tomar e continua sendo Deus.

Jó sabia que suas conquistas entre o berço e a sepultura não tinha nenhum valor, pois Deus está acima de todas as coisas.

A sua integridade e retidão o faz servo fiel a Deus, independente dos acontecimentos, ele era fiel ao Senhor.

Esta passagem nos mostra, que em meio as provações e sofrimentos, Deus está ao nosso lado, nos ensina que devemos ser fiéis somente a Ele. Por esse motivo o amor deve ser sincero, com o coração, de forma íntegra, até o final. Glorifique a Deus em todos os momentos e circunstâncias. O adore sempre!

Deus havia feito Jó seu filho através da graça redentora. Cristo Jesus, foi cem porcento homem e cem porcento Deus, em sua forma humana, Ele sente frio, cansaço, dor, é humilhado e tentado de todas as formas.

Cristo Jesus é fiel ao Pai de tal forma que vence as tentações, quando sua morte na cruz se aproxima, Ele pede ao pai, que se fosse possível, que o cálice fosse passado, porém Cristo faz a seguinte declaração, que seja feita a vontade do Pai.

Cristo morre a nossa morte, seu sangue nos lava, Ele é fiel até a morte e morte de cruz.

Nós somos feitos a imagem e semelhança de Deus, como discípulos sejamos fiéis ao Senhor nosso salvador. Nós também somos feitos filhos do Pai, através da graça redentora.

O primeiro capítulo de Jó traz a resposta para nossa pergunta, qual fazemos em algum momento na vida; Qual o significado da fé?

O Significado da fé é adorar a Deus em todas as circunstâncias. O homem temente a Deus tem algumas virtudes em evidência. Ele é integro e reto, de caráter inquestionável, e de retidão diária. Guia pelos caminhos do Senhor a sua família, ensinado, orando e sendo exemplo no lar. Virtude que todo sacerdote do lar deve ter.

Fica um grande desafio para você, adore a Deus, como Cristo Jesus o fez. Pois somos discípulos do Senhor. Não deixe que as circunstâncias lhe afastem dEle.

Que Deus abençoe sua vida.

Rev. Cristiam Matos

As aflições do justo.

Muitas são as aflições do justo, mas o SENHOR de todas o livra” – Sl 34.19

 

Existem algumas pessoas que tem uma noção totalmente distorcida do que é ser filho de Deus. Vemos que isto não é algo novo, pois no Antigo Testamento os sacerdotes acreditavam que o templo era o sinal visível da presença de Deus e que, enquanto ele estivesse edificado, o povo de Israel seria abençoado e próspero, mesmo se não fossem “tão fiéis” assim ao Senhor. 

Como se chega a esta convicção? Geralmente usando alguns textos específicos que falam da proteção de Deus fora do seu real contexto. Por exemplo: Neste mesmo salmo, no verso 7, encontramos uma das afirmações mais alentadoras: “o anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem e os livra”. É indiscutível a sensação de bem-estar que este verso provoca em nós. Como é bom saber que Deus nos protege desta maneira! É como se ele colocasse uma redoma sobre nós que impede que o mal nos toque, nos ameace, nos ofereça qualquer perigo iminente. Isto leva à conclusão que os “cercados” pela graça não têm com o que se preocupar. O v. 9 afirma que nenhum bem vai faltar aos que buscam ao Senhor; o verso 15 que os olhos do Rei estão atentos, e seus ouvidos abertos para atendem os pedidos dos seus súditos; o verso 22 que o Senhor resgata (compra, toma para si) a alma dos seus servos e que eles não serão condenados! Que maravilha! Porém este salmo tem outros versículos. O verso 4 fala de temores, o verso 6 de aflições e tribulações, o verso 8 deixa implícita a necessidade de se refugiar, isto significa que havia uma perseguição, um perigo iminente e real, os versos 13 e 14 tratam do procedimento esperado daqueles que são filhos de Deus, o verso 15 de que os justos tem necessidades que os fazem clamar, isto é, levantar sua voz pedindo justiça (o que significa que eram alvos de injustiças), o verso 17 fala de muitas tribulações.

Ser um filho de Deus é passar por dificuldades, tribulações e angústias como qualquer outra pessoa. Quando Deus diz que vai “livrar” não significa que irá impedir que tais problemas sobrevenham aos seus escolhidos, mas que é uma promessa pessoal de que estará ao lado e que, no momento certo, fará cessar toda dor, toda tristeza, toda a amargura através do seu amor e do seu cuidado. 

Passar por dificuldades não é uma questão de falta de fé como alguns apregoam por aí. Isto é uma contingência da própria vida, das circunstâncias temporais que passamos e as quais muitas vezes independem da nossa vontade ou mesmo da nossa ação – simplesmente acontecem! O importante é fazer a nossa parte, é permanecer na condição de justos (mais especificamente justificados em Cristo Jesus), é “aceitar” o que o Senhor nos oferece que dói menos; dele vem o nosso consolo, a nossa paz, a certeza de que tudo ficará bem no tempo que ele determinar.

Um bom e abençoado dia!

Rev. Joel

Morada de Deus.

Respondeu Jesus: Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada” – Jo 14.23

 

A idéia de que Deus mora nos céus e de lá observa a todos os homens é bíblica (1Rs 8.39; 2Cr 20.6; Sl 2.4; 11.4; Ec 5.2; Mt 6.9; Mt 23.9; At 7.55; Ef 6.9; Ap 4.2, 11.19). No entanto, é provável que você tenha ouvido a frase: “atravessei os céus, olhei para os lados e não vi Deus”, que é atribuída a Yuri Gagarin, o primeiro cosmonauta a entrar na órbita terrestre em 1961; se isto é verdade, onde Deus mora?

A primeira informação que precisamos nos lembrar é que nem todas as pessoas conseguem ver Deus. Apesar de terem visão perfeita, não conseguem enxergar a presença de Deus na vida que está ao seu redor, seja ela carnal ou vegetal; também não conseguem ver isto na beleza das montanhas, nem no espetáculo dos céus iluminados nas noites escuras, nem tampouco no sol que brilha durante o dia ou na chuva que rega a terra. Tais pessoas preferem atribuir todas as coisas à obra do acaso, da evolução ou da ação do homem.

Outra informação que devemos considerar é que Deus é espírito (Jo 4.24) e como tal não possui um corpo físico visível, pois é etéreo (definição física: fluído imaterial hipotético que permeia todo o espaço). A doutrina da trindade nos revela que Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito são um só, e em assim sendo, podemos entender que o Espírito de Deus que envolveu e fecundou a terra, e dela vez brotar a vida através de sua Palavra (Verbo divino) era o próprio Deus trino (Gn 1). 

O verso de hoje tem como pano de fundo a instrução de Jesus aos seus discípulos sobre sua manifestação pessoal mediante o amor que a pessoa devota a Jesus através da obediência aos seus mandamentos; quem assim procede é amado por Deus Pai e pelo Deus Filho, e a este – e tão somente a este – Jesus se manifestará como quem de fato ele é (Jo 14.21). O outro Judas (não o Iscariotes) perguntou-lhe de onde procedia esta informação (v.22), e a resposta de Jesus está no texto escolhido de hoje: do amor de Deus. Quem ama ao Senhor e a sua Palavra os têm em seu coração, e revela isto em cada palavra dita, em cada pensamento, em cada ação realizada. Na primeira carta de João ele desenvolve melhor este conceito dizendo: “Aquele, entretanto, que guarda a sua palavra, nele, verdadeiramente, tem sido aperfeiçoado o amor de Deus. Nisto sabemos que estamos nele: aquele que diz que permanece nele, esse deve também andar assim como ele andou” – 1Jo 2.5-6. 

Disse o profeta Isaías: Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade, o qual tem o nome de Santo: Habito no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos – Is 57.15. 

Concluímos, então, que Deus mora no coração daquele que sinceramente ama a Jesus e os seus mandamentos. 

Deus já fez morada em sua vida?

Um bom e abençoado dia!

Rev. Joel

Amor e obediência.

“Se me amais, guardareis os meus mandamentos” – Jo 14.15

 

A palavra “amor” está tão esvaziada de significado (conteúdo) e significância (valor) que dizer: “eu te amo” é tão fácil quanto falar: “vou ao mercado”. Na cultura atual o convite “vamos fazer amor?” não significa construir uma proposta de relacionamento para a vida, mas apenas para um momento de sexo. Diante disto lhe pergunto: o que “amor” significa para você? Pense um pouco a este respeito. Não tenha pressa e não continue a leitura sem fazer esta reflexão, pois se você não tem uma idéia bem definida sobre o que é amor, como poderá entender o que Jesus quer ensinar aos seus discípulos? Como poderá criar intimidade com Deus que é amor? (Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor – 1Jo 4.8).

Na bíblia, amor é muito mais do que um sentimento: é uma disposição mental, fruto de um desejo profundo e sincero de dedicar-se à alguém ou deidade ou objeto (p.ex.: amor ao dinheiro). Desta disposição decorrem duas atitudes que estão interligadas: pertencimento e comprometimento; a primeira manifesta a devoção, o propósito de servir àquilo que escolheu como objeto de seu amor por livre vontade, e a segunda revela a intensidade da relação que estabeleceu para si mesmo. 

Quem lê a Palavra entende perfeitamente que Deus é amor em sua forma mais sublime. Ele amou sua criação; amou e por isto escolheu a nação de Israel para ser seu povo santo; amou seus eleitos desde a eternidade e se dispôs a fazer o necessário para salvá-los: encarnar e morrer numa cruz. Deus ama de forma completa, absoluta e profunda. Quem sabe o que é amor entende o que Jesus queria dizer quando falou: “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos” (Jo 15.13)´; quem não sabe o que é amor fica preso sem ao menos se dar conta daquilo que seu coração escolheu para servir. Quantas pessoas amam tanto o seu próprio trabalho que sacrificam tudo por uma promoção? Horas de lazer ou descanso, casamento, filhos, saúde pessoal…, nada importa mais do que o trabalho. Seguindo esta mesma linha de raciocínio, quantas pessoas amam seus vícios nesta mesma proporção? Quantas amam seus bens? Amam, mas não admitem; são escravas, mas se sentem plenas no exercício do seu amor; esquecem que onde está o coração está também o “deus” a que se dedicam e se entregam.

Não existe amor verdadeiro sem dedicação e entrega. Afirmar que ama a Deus sem se dispor a cumprir os seus mandamentos é ser mentiroso e desonesto não só com o Senhor e seu reino, mas consigo mesmo. Engana-se aquele que pensa que amar a Deus é ter por ele somente algum sentimento. Não há pertencimento sem o devido comprometimento assim como não existe amor onde não há dedicação. Jesus disse aos seus discípulos que o amor que diziam devotar-lhe deveria ser acompanhado de obediência –  uma atitude concreta que revelaria a posse e engajamento; e isto nos leva a uma pergunta muito pessoal: realmente amamos a Jesus?

Um bom e abençoado dia. 

Rev. Joel