Salmo 90 – Nosso tempo

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Gostamos de imaginar que temos tempo para fazer tudo o que nosso coração deseja. Os solteiros esperam para casar; os casados esperam para ter filhos; os filhos esperam para crescer e, um dia, casarem também; e seus pais esperam um dia serem avós. Entre uma coisa e outra, todos buscam realizar seus sonhos e desejos de estudo, trabalho, aquisição de bens materiais, etc. Este é o ciclo natural da vida e esperamos a morte para quando o ciclo se fechar – não antes disto. 

O salmo de hoje é a reflexão feita por Moisés a respeito do tempo de Deus e dos homens. Entra geração e sai geração, mas Deus permanece o mesmo porque ele é eterno (v.1-2). A infinitude de Deus o faz pensar na finitude do homem, do tempo destinado a cada pessoa e além do qual ninguém passará (v.3). Geração após geração, todos estão sob o constante olhar do Senhor (v.4), e o Eterno tem um propósito particular e geral para todas as pessoas (v.5-6). Para Moisés, as desgraças que atingem os homens são frutos de seus próprios pecados que incitam à ira de Deus que, no exercício de seu juízo, promove a justiça (v.7-8). Moisés entende que o tempo que temos é dádiva de Deus e que se este tempo é célere aos nossos olhos, seus efeitos em nosso corpo são sensíveis e limitantes (v.9-10). Moisés chega ao ponto de indagar sobre o conhecimento do poder da ira de Deus e a falta de temor que atiça a cólera divina (v.11). O que nos resta? Buscar ao Senhor para alcançar sabedoria a fim de que nossa vida tenha sentido e propósito aos nossos próprios olhos (v.12-13); e assim sejamos mais agraciados e agradecidos pela benignidade e pelo auxílio em suportar os dias de adversidade (v.14-15). Moisés suplica que o Senhor revele as suas obras e sua glória sobre as gerações, e que sua graça esteja sobre cada pessoa (v.16-17).

Sem dúvida é um salmo maravilhoso, denso, fruto da reflexão de um homem que viveu tempos de grandes maravilhas ao caminhar pelo deserto, e também viu a ingratidão dos homens, a revolta e rebeldia contra o Senhor, e o subseqüente tempo do castigo. 

Entendo que este salmo é para mim e para você; entendo que ele fala a respeito dos nossos dias, pois somos uma das gerações que se sucederam desde então. O que aprendemos nestes tempos da manifestação da graça e da glória de Deus em Cristo Jesus? 

Deus ouviu as petições de Moisés, seu servo. Minha oração é a mesma dele: “seja sobre nós a graça do Senhor, nosso Deus; confirma sobre nós as obras das nossas mãos, sim, confirma a obra das nossas mãos”.

Um bom e abençoado dia!

Rev. Joel

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