Salmo 31 – A luz do rosto de Deus

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Existem momentos em nossa vida que tudo parece escuro e sombrio. Eles acontecem quando os perigos nos alcançam, quando sentimos de perto nossa fragilidade, quando sumiram nossas capacidades mentais, emocionais e espirituais. Exauridos em nossas forças e com medo do presente imediato, resta-nos buscar a face de Deus e encontrar refúgio, castelo forte, salvação (v.2). 

A beleza de ser cristão está justamente no fato dele ser a nossa pedra angular (Sl 118.22; Is 28.16; Zc 10.4; Mt 21.42; Ef 2.20; 1Pe 2.6-7), nosso refúgio em meio ao temporal (Mt 8.223-26), nosso rochedo em quem podemos confiar (18.2). 

O salmista reconhece que caiu na armadilha, no laço, nas artimanhas de seus inimigos (v.4), e agora esperava somente no livramento divino, pois entregou-se totalmente aos cuidados do Senhor (v.5). Deus sabe das suas dificuldades e aflições, bem como nenhum dos seus temores lhe são ocultos (v.7). O salmista também sabe que Deus tem poder para tirá-lo do enrosco, da escuridão, levá-lo para outro lugar e lhe firmar os passos (v.8; Sl 40.2, 37;23; 119.133). Apesar de saber e confiar, o salmista precisava de uma ação rápida de Deus (v.9), pois sofria há um bom tempo (v.10-12). Seu medo era justificado (v.13) e sua esperança em Deus era o que o mantinha em pé (v.14). Agora ele precisava de algo mais: ver a luz do rosto de Deus. 

O que isto tem de tão especial? O resplendor do rosto de Deus serve de testemunho diante dos ímpios (Sl 4.6), de claridade para conseguir ver os próprios pecados (Sl 90.8), de vitória em tempo de luta (Sl 44.3), de restauração e salvação imediata (Sl 80.7;80.19), para iluminar a mente (Sl 119.135), como resposta de oração (Dn 9.17) e principalmente como sinal inequívoco de bênção e misericórdia (Nm 6.24-26). 

O salmista reconhece a bondade de Deus de forma intensa, completa, absoluta – v. 19-22. Para ele, todos deveriam amar ao Senhor porque ele é bom e justo – v.23; e todos deveriam lembrar isto constantemente para renovarem suas forças e esperanças no Senhor (v.24). 

Quantas vezes o Senhor já não “resplandeceu” a luz de seu rosto sobre nós? Quantas vezes ele nos tirou das sombras e dos medos que elas produzem? Quantas vezes ele já nos ajudou? 

Quero fazer coro com as palavras de Davi no Salmo 34.5: “Contemplai-o e sereis iluminados, e o vosso rosto jamais sofrerá vexame”. 

Um bom e abençoado dia!

Rev. Joel

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