Salmo 30 – Gratidão – Parte 2

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Individualmente temos muito a agradecer ao Senhor. Como vimos na pastoral passada, Deus nos ouve, nos livra e preserva nossa vida. Esta é uma ação completa, que preenche toda a nossa existência e em todos os momentos. 

Ainda estudando o Salmo 30, vemos o rei Davi, autor deste salmo, tratar de outro tema importante: a Gratidão coletiva. Davi conclamou os filhos de Deus para darem graças ao Senhor e louvarem seu santo nome. Davi queria que as pessoas se juntassem a ele naquele momento de ação de graças. A sua experiência pessoal deveria ser suficiente para que outras pessoas também entendessem o quanto Deus pode fazer em prol daqueles que o amam e o servem.

Davi apresentou o motivo da sua gratidão: o favor de Deus dura a vida inteira! Ainda que o Senhor nos discipline por alguma rebeldia ou desobediência, o seu favor é muito maior e mais intenso! Ainda que o sofrimento possa durar uma noite – e quão longa pode ser uma noite de dor e agonia – a alegria do Senhor vem pela manhã, com a luz do dia, com a luz que dissipa as trevas e nos reconduz à segurança. Davi reconheceu que Deus fez isto em sua vida e também fazia o mesmo na vida dos filhos de Deus.

É importante ser grato pela nossa vida e de nossos amados. É importante saber que o Senhor nos renova a alegria de estarmos juntos depois da turbulência que nos afetou gravemente. No caso de Davi, ele reconheceu que sua enfermidade era fruto da disciplina divina. Ele vasculhou sua conduta e encontrou a altivez com que vinha se mantendo na presença de Deus. Ele se orgulhou de seu estado, de sua prosperidade, de sua condição entre os homens como se isto fosse fruto de suas forças e fez um vaticínio inconseqüente. Ele deixou de atribuir ao Senhor tudo o que tinha e o que era, e o Senhor o corrigiu por isto. A culpa era somente de Davi; ele não podia culpar Deus, nem mesmo culpar o inimigo de nossas almas. O verso 7 mostra que Davi via perfeitamente que tudo vinha das mãos de Deus e que o simples fato dele retirar o seu rosto, desviar os olhos de sua pessoa foi o suficiente para abalá-lo até a morte. Davi reconheceu sua fragilidade e clamou pelo auxílio divino. Reconheceu que só Deus podia sustentá-lo, mantê-lo vivo e em pé. Davi voltou a submeter-se ao Senhor e Deus lhe concedeu mais uma vitória. Davi voltou dos caminhos de morte que havia tomado quando momentaneamente abandonou ao Senhor. Davi converteu-se ao Senhor e ele o acolheu e transformou sua vida. Por isto Davi afirmou que o louvaria para sempre.

Devemos agradecer a Deus não somente pelo que tem feito em nossas vidas, mas também na vida daqueles que nós amamos. Louvamos quando irmãos rebeldes retornam em paz para a casa; quando pais que andam em caminhos de morte são alcançados pela luz do Senhor; quando mães amarguradas são curadas pelo Espírito Santo de Deus; quando amigos queridos pedem perdão por seus erros e ofensas; quando nós mesmos somos alcançados pelo poder de Deus e transformados em pessoas melhores. É lícito e justo convidar outras pessoas para se alegarem conosco tal como fez o pai do filho ingrato que voltou ao lar (Lc 15.21-24). 

Corações gratos têm a capacidade de alegar a vida daqueles que estão ao seu redor. Pessoas que são alcançadas, transformadas, renovadas pelo Espírito sentem profundo desejo de compartilhar o que Deus fez em suas vidas e convidá-las a participar de sua alegria. 

Você é uma pessoa grata diante de Deus? Sua gratidão é compartilhada com outras pessoas? Como Davi, podemos e devemos tributar a Deus toda a honra e toda a glória por tudo o que somos e temos, pois tudo vem das suas dadivosas mãos. 

Um bom e abençoado dia!

Rev. Joel

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