Pai Nosso – Mt 6.9 (Parte 1)

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Portanto, vós orareis assim: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome…” – Mt 6.9

Muitas pessoas acreditam que recitar várias vezes a oração que Jesus ensinou trará alguma bênção ou alento às suas almas. Fazem isto esperando algum milagre, alguma coisa mística que sequer sabem definir. O fato é que esta oração era uma espécie de modelo para que seus discípulos pudessem se orientar e não necessariamente para repetirem sem parar. Foram eles que pediram para Jesus ensiná-los, isto porque João havia ensinado seus discípulos a falarem com Deus e Jesus ainda não havia feito isto (Lc 11.1). 

Enquanto Lucas é bastante sucinto em sua narrativa, Mateus ambienta este momento com orientações em como proceder antes de começar a orar: Sem hipocrisias (Mt 6.5), sem público (v.6), sem repetições e discursos longos (v.7), sem dúvidas sobre o que Deus sabia a respeito de quem estava orando (v.8).

A primeira questão que Jesus apresenta em seu modelo de oração é a consciência que o orador deve ter a respeito de Deus e dos que lhe pertencem. Jesus está ensinando pessoas que nele crêem, que o receberam como Senhor e Salvador de suas vidas, como o Messias (Ungido enviado de Deus) e como o próprio Emanuel (Deus conosco). Existe aqui uma relação não só entre mestre e discípulo, mas também de irmandade, de família da fé onde os que acreditam em Jesus receberam o poder de serem feitos filhos de Deus (Jo 1.9); esta é a razão – e nenhuma outra existe – pela qual podem chamar Deus de Pai. 

Jesus apresenta aos seus discípulos o princípio da forma litúrgica da oração, onde o ponto de partida é a invocação que reconhece quem é Deus e quem é aquele que dele está se aproximando. Poderia ser: “Senhor Todo Poderoso, criador do céu e da terra”, ou então: “Oh Deus Soberano, ouve a voz dos teus servos”, ou qualquer outra expressão onde Deus é reconhecido como o único Deus a ser adorado, e que quem ora está submisso ao seu poder. Já vi muitas pessoas referirem-se a Deus como: “o cara lá de cima”, “o mano”, “meu amiguinho” e outros termos nada convencionais e reverentes. Tenho certeza que estas pessoas se fossem colocadas diante de um juiz não iriam chamá-lo de “velho”, ou “chefia” ou qualquer outra gíria; o fato de se dirigirem a Deus com tamanha insolência é porque não tem a menor idéia de quem é aquele a quem estão invocando. 

Quando você ora, como é que você invoca a Deus? Como você se descreve diante dele? Você o chama de Pai? Lembre-se que se fizer isto deve agir como um verdadeiro filho que honre e santifique seu santo nome, pois ele não tolera quem faz mal uso do seu nome (Êxodo 20.7 – leia! É importante!). 

Fazer oração é coisa séria! Vamos orar ao Senhor?

Um bom e abençoado dia.

Rev. Joel

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