O retorno do Rei

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E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também” – Jo 14.3

 

Fazer uma viagem é algo que geralmente proporciona alegria e contentamento; porém, existem algumas que não gostaríamos de fazer. O contexto histórico deste verso revela que Jesus sofria perseguição por parte dos líderes religiosos e estava ameaçado de morte. Este ambiente pesado e preocupante afetava os discípulos e afligia suas almas com relação ao futuro próximo. Jesus os orienta a crer, pois é pela fé que nossa alma alcança paz e serenidade em tempos de aflição (Jo 14.1); além disto, os ensina que o Pai tem tudo sob controle, e que ele tem um lugar reservado para os seus amados (Jo 14.2). É debaixo deste contexto que devemos entender as palavras de Jesus avisando a eles que ele em breve partiria para o reino eterno de Deus.

Os discípulos deveriam estar atordoados com esta informação. Eles acreditavam que Jesus era o Messias prometido, o grande rei que viria libertar o povo de Israel e governar eternamente com justiça (Lc 24.19-21); como processar o anúncio de sua iminente morte?

Hoje podemos ver o quadro geral que eles não conseguiam enxergar. Sabemos que Jesus deveria ser sacrificado como uma oferta viva no altar de Deus, pois é ali que o sangue é derramado e a justiça é satisfeita, pois sem derramamento de sangue não há remissão dos pecados (Hb 9.22); Jesus, como cordeiro, se ofereceu voluntariamente aos sacerdotes (Jo 10.17-18) e teve sua sentença de morte proferida pelos lábios dos pecadores (Mc 15.12-15). A cruz foi a viagem fatídica, difícil e dolorosa, imprópria para o Rei dos Judeus e de toda a criação. 

Jesus sabia o que estava por vir e, por isto, deu aos discípulos um vislumbre do futuro próximo (sua partida deste mundo) e também do distante (seu glorioso retorno que ainda hoje aguardamos pela fé), através do qual reunirá todos os eleitos de Deus a si mesmo, pois lhes foi preparar um lugar especial, definido, dentro deste reino eterno.

Fé é o requisito fundamental para suportar o distanciamento físico do Senhor e promover a esperança do retorno iminente; fé em Deus Pai e no Deus Filho; fé que sustenta no tempo da angústia e da espera. 

Em breve o Rei voltará e com ele viveremos eternamente. Você crê nisto?

Um bom e abençoado dia!

Rev. Joel

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