O princípio bíblico da eleição democrática.

Pastoral (2)

E, orando, disseram: Tu, Senhor, que conheces o coração de todos, revela-nos qual destes dois tens escolhido para preencher a vaga neste ministério e apostolado, do qual Judas se transviou, indo para o seu próprio lugar” – At 1.24-25

 

Estamos às vésperas de mais uma eleição municipal. Candidatos tentam de todas as formas chamarem a atenção das pessoas para conseguir angariar sua simpatia e, claro, seus votos. Como proceder nestes tempos de eleição segundo a orientação bíblica?

O livro de Atos dos Apóstolos é o registro do nascimento da igreja e sua estruturação como um corpo vivo e atuante. A primeira liderança foi estabelecida por Jesus ao escolher os doze apóstolos, mas era necessário colocar alguém no lugar de Judas. Pedro é quem toma a liderança do pleito e, reunida a assembléia da igreja (aproximadamente 120 pessoas – v.15), expõe a necessidade da eleição fundamentando-a no fato de que Judas era um deles no princípio (v.17), mas corrompeu-se e não merecia mais ser contado entre eles por sua conduta terrível (associou-se com “anticristos” [v.16] e deu mau testemunho [v.19]). Nada mais justo que outra pessoa assumisse seu encargo, alguém que fosse justo, correto, com bons e comprováveis antecedentes (v.20-22). Dos muitos que se apresentaram, apenas dois reuniram os requisitos necessários: José que reconhecidamente era um homem justo, e Matias. A assembléia lançou sortes (algo semelhante ao escrutínio secreto do judaísmo – o Urim e Tumim – que evidenciava a vontade de Deus) e o resultado foi que Matias foi eleito, e assumiu o lugar vago entre os apóstolos. Não foi uma eleição feita com promessas ou baseada em “simpatia” pessoal; foi um pleito claro, justo, honesto e visando o bem maior – o do reino de Deus. Além disto, foi regado à orações antes de iniciar a votação.  

Partindo destas observações, sugiro que você escolha bem seu candidato. Lembre-se que ele governará sobre você com seu aval e com a autoridade que você concedeu através do seu voto. Lembre-se dos “Judas” que se corromperam e que estão dispostos a serem reconduzidos ao poder apesar de seus maus antecedentes. Não tenha preguiça em pesquisar os candidatos, e nem tampouco conceda o “benefício da dúvida” àqueles que não preenchem os requisitos mínimos de honestidade e transparência; além disto, não seja condescendente com aqueles que não possuem as qualidades morais necessárias. Se sobrarem alguns depois desta “peneira”, ore pedindo a orientação do Senhor e vote segundo o que estiver proposto em seu coração. Sua parte é votar, a parte de Deus é evidenciar quem ele deseja que governe o povo, seja para a alegria de todos ou para a disciplina de todos. 

Vote com consciência e aceite o resultado como vontade ou permissão de Deus. 

Um bom e abençoado dia!

Rev. Joel

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