Julgando a vida alheia.

Pastoral (13)

Como insistissem na pergunta, Jesus se levantou e lhes disse: Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra” – Jo 8.7

 

Este verso faz parte do registro feito sobre a mulher apanhada em flagrante adultério. É uma cena clássica onde um amontoado de homens arrasta uma mulher até a praça central da comunidade para ser apedrejada. Não há dúvidas que ela cometeu o pecado de que era acusada e, por isto, todos chegaram rapidamente à conclusão de que deveriam aplicar imediatamente a pena capital. O interessante nesta história é que não existe um homem impelido pela multidão (o que deveria ter acontecido, haja vista que é impossível adulterar sem o contato físico com outra pessoa), pois ele era tão culpado quanto aquela mulher e, segundo os ditames da lei de Moisés a que fizeram menção, ambos deveriam morrer (Lv 20.10). 

Julgar a vida alheia é uma prática antiga e ao mesmo tempo muito atual. As pessoas julgam a partir das informações que possuem e geralmente são incompletas, imprecisas ou pouco abrangentes.  Quantas pessoas foram condenadas a morte e eram inocentes! Quantas sofreram e sofrem o desprezo da família e da sociedade porque foram consideradas culpadas por algo que supostamente aconteceu, ou que tenha efetivamente acontecido, mas sem levar em conta quaisquer atenuantes. 

Jesus não está propondo deixar aquela mulher impune por seu pecado (ela arcaria com as conseqüências de sua atitude ímpia) e nem tampouco dirige palavras duras aos que intentavam matá-la por apedrejamento. De certa forma Jesus estava atento à astúcia deles em arranjar uma prova para incriminá-lo e assim julgá-lo como herege ou como alguém que se opõe a lei de Moisés (Jo 8.6). Frustrados e acusados pela própria consciência de que estavam agindo errado, aqueles homens largaram as pedras e se retiraram (Jo 8.9). 

As palavras de Jesus deveriam ecoar nos ouvidos de todos aqueles que gostam de julgar a vida alheia. Quem já não errou? Quem não cometeu nenhum pecado? Quem não sentiu na pele o ser julgado impiedosamente pelos outros? Também foi Jesus quem disse: “Pois, com o critério com que julgardes, sereis julgados; e, com a medida com que tiverdes medido, vos medirão também” – Mt 7.2. 

Um bom e abençoado dia!

Rev. Joel

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