Filhos da ira.

Pastoral (7)

“… entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais” – Ef 2.3

 

Todas as pessoas do mundo que já existiram, existem e ainda virão a existir são criaturas de Deus. Ele é quem dá forma desde o ventre materno, e concede o espírito para que tornem-se alma vivente (Gn 2.7). 

Nem todas as pessoas aceitam esta realidade como um fato pacífico. Preferem acreditar que são obra do acaso, da evolução das espécies, ou qualquer outra hipótese que exclua Deus da equação. Não conseguem explicar o vazio que existe dentro delas, o anseio por algo mais, por algum lugar eterno onde esperam ser acolhidos. Para quem crê na Bíblia, a resposta está em Eclesiastes 3.11: “Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo; também pôs a eternidade no coração do homem, sem que este possa descobrir as obras que Deus fez desde o princípio até ao fim“; ou seja, ainda que não consigam entender, existe algo “incrustrado” na mente e na alma que confirma existir um plano real além da “dimensão” que se descortina diante de nossos olhos. O apóstolo Paulo anunciou isto clamamente aos atenienses dizendo: “… de um só fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra, havendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites da sua habitação; para buscarem a Deus se, porventura, tateando, o possam achar, bem que não está longe de cada um de nós; pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos, como alguns dos vossos poetas têm dito: Porque dele também somos geração” (At 17.26-28). 

Há uma razão para que as pessoas não queiram aceitar a existência de Deus: Se ele existe (e de fato existe), então haverá juízo sobre aqueles que o desprezam ou ignoram. É preferível viver segundo os desejos do coração, dar provimento aos desejos da carne, colocar a mente à serviço da própria satisfação; e nessa caminhada não existe um justo sequer, ninguém que tenha vivido ou vive sem, de alguma forma, insultar a Deus por seus atos, palavras, pensamentos e até mesmo por suas omissões; assim podemos entender as palavras de Paulo aos cristãos de Éfeso afirmando que todos – indistintamente – são filhos da ira. 

Não existe como escapar da ira de Deus mediante boas ações ou sacrifícios pessoais; nenhuma “meritocracia” é capaz de tornar o ser humano digno de escapar da ira de Deus. É por isto que Deus Pai enviou seu Filho – Jesus – para conceder gratuitamente a vida eterna àqueles que o receberem na condição que ele verdadeiramente é. Jesus não é apenas o melhor homem do mundo, o mais santo e o mais justo, mas é de fato a manifestação carnal do próprio Deus que por amor a si mesmo veio ao mundo para cumprir a sua justiça, e desta forma prover salvação eterna aos que crêem. 

Esta mensagem faz sentido para você? Louvado seja Deus porque isto somente é possível pela sua graça, pela ação do Espírito Santo para abrir sua mente e lhe revelar a verdade. 

Se porventura estas palavras são incompreensíveis, ilusórias, utópicas e inacreditáveis aos seus olhos e ouvidos, então você é mais um entre os muitos que continuarão a viver suas vidas segundo a inclinação da carne, vivendo para seus próprios prazeres, excluindo Deus da equação da sua vida. Que o Senhor tenha misericórdia e lhe conceda, um dia, o entendimento necessário para deixar de ser um filho da ira para ser, de fato, um filho de Deus.

Um bom e abençoado dia!

Rev. Joel 

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