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Vida cristã exemplar – Hebreus 13. 7-16Culto Online na IPB de Joinville
Armadura de Deus – Parte 2

Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes” – Ef 6.12 

Nos anos 80 e 90 o tema: “guerra espiritual” estava no auge. Pastores escreviam milhares de páginas a este respeito, e igrejas inteiras engajavam-se nesta luta tentando descobrir os “infiltrados” de Satanás que queriam destruir a vida comunitária – uma verdadeira caça às bruxas. Lembro-me de um cartaz feito por um acampamento de jovens onde havia um castelo no centro, rodeado de altas muralhas, e sobre elas figuras de cavaleiros de armadura usando lanças, espadas e arcos nitidamente defendendo as muralhas contra os invasores que, por sinal, eram pessoas com “chifrinhos”. O mais desconcertante era o título: “Vamos saquear o inferno“!. Se o apóstolo Paulo tivesse a oportunidade de ver choraria de tristeza.

Quando Paulo escreveu aos cristãos queria que eles entendessem que a perseguição, a tortura e o martírio não tinham origem no coração dos homens de forma natural. Paulo entendia que estas pessoas eram instrumentos de Satanás para promover tais coisas e que, portanto, não deveriam ser consideradas como inimigas, mas vistas com compaixão por serem escravas do mal. 

Outro fato que seus leitores precisavam entender – e nós também – era que tudo o que estava acontecendo tinha um plano maior, um propósito mais elevado, e que absolutamente tudo estava sob o controle e domínio de Deus. Por mais força que Satanás e seus asseclas tenham, esta força foi concedida por Deus. Eles não são autônomos e por mais que queiram profundamente destruir a vida de um cristão, isso não vai acontecer porque Deus os protege, os prepara, os “veste” para resistir no dia mau (v.13). Dia mau aqui é o momento da provação intensa, da feroz investida do maligno, que poderia culminar com martírio se assim fosse a determinação do Senhor. Somente os que permanecem fiéis até a morte é que ganham a coroa da vida (Ap 2.10. Leia! É importante!). 

Outro fato a ser entendido nas palavras de Paulo no verso 12 diz respeito “às regiões celestes”. Retornando às décadas de 80 e 90, vi um grupo de jovens dirigir-se aos quatros cantos de uma determinada cidade para orar e amarrar o inimigo, e desta forma acreditavam piamente que ajudariam os anjos guerreiros do Senhor que batalhavam pelas almas das pessoas daquela cidade, e assim a vitória espiritual estaria assegurada. Precisamos lembrar sempre que o maligno é o “príncipe” deste mundo porque Deus assim permitiu (Jo 6.8-11 e Ef 2.1-10. Leia! É importante!), e que isto tem limites bem estabelecidos e prazo de validade. O que Paulo queria dizer com “regiões celestes” se não diz respeito nem aos céus nem à terra? Acredito que ele descrevia o nosso coração transformado e regenerado, mas que tem um inimigo infiltrado chamado “velho homem”, e este promove o que Paulo chamou de guerra interior onde a “carne milita contra o Espírito” (Gl 5.17); este é o território espiritual que está em constante conflito e que precisa de toda a proteção que o Pai pode oferecer. 

A batalha existe. Todo cristão é um soldado do Senhor. Desertar é impossível. Lutar com honra e galhardia é o que Deus espera. A luta é nossa, mas a vitória vem do Senhor.

Vamos à luta?

Um bom e abençoado dia!

Rev. Joel

Armadura de Deus – Parte 1

Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo” – Ef. 6.10-11

O texto de Paulo sobre a batalha espiritual que os cristãos enfrentavam é muito conhecido da cristandade. Ele evoca uma causa pela qual vale à pena combater, e extrai os mais nobres sentimentos e motivações até o dia de hoje. O apóstolo Paulo tinha bem evidente em seu coração que esta era uma luta renhida, intensa e exaustiva, e que os cristãos deveriam renovar suas forças no Senhor, pois dele procedem tanto o alento como a esperança e a certeza de que, no fim, tudo vai dar certo. 

Nosso tempo oferece desafios constantes que colocam à prova nossas forças emocionais. São tantas as angústias e medos, provações e tentações que nos sentimos exauridos. As palavras de Paulo soam como música suave aos ouvidos, um convite para buscar no Senhor a renovação das nossas forças como quem está sedento e vai ao córrego em busca da água límpida, pura e refrescante. 

Paulo usa a expressão “revesti-vos de toda armadura”, e esta oferece a ideia de abandonar as vestes que se estão no corpo para vestir outra melhor, mais adequada, mais apropriada para o momento. Neste quesito gosto de dar asas à minha imaginação e idealizar uma roupa capaz de acomodar-se ao meu corpo e às minhas necessidades de combate, algo feito exclusivamente para mim, sob medida, plenamente capaz de me proteger de qualquer investida do maligno. Longe de mim imaginar que sou um corajoso cavaleiro de armadura brilhante montado em um fogoso corcel que galopa pelas pradarias verdejantes em busca dos inimigos do rei; gosto de pensar que sou apenas um dos muitos filhos a quem o Pai quer proteger e para os quais disponibiliza os recursos necessários e suficientes para que isto aconteça. 

Eu acredito que Deus tem uma armadura sob medida para você também, e que ela é capaz de protegê-lo nas investidas cruéis e das ciladas que o inimigo das nossas almas faz; “vestir” esta armadura é, acima de tudo, aceitar o amor protetor do Pai.

Um bom e abençoado dia!

Rev. Joel

Pai Nosso – Mt 6.13 (Parte 5)

E não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém!” – Mt 6.13

Quem me conhece sabe da dificuldade que tenho em orar por mim mesmo. Sou tão grato a Deus por tudo o que ele fez em minha vida que sinto que seria ingratidão de minha parte pedir qualquer coisa, por mais necessária que seja. Não tenho impedimento algum em orar por outras pessoas, por suas angústias e necessidades ou para que o Senhor as abençoe quando completam mais um ano de vida, ou se casam, ou professam sua fé, ou batizam seus filhos, ou ainda para que o Todo Poderoso os console em momentos de profunda tristeza. No entanto, apesar da minha dificuldade, eu oro ao Senhor pela minha vida espiritual, para que me fortaleça em todo tempo, principalmente quando subo ao púlpito e serei seu instrumento vivo para transmitir sua Palavra aos amados. 

É importante orar por si mesmo. É importante ser grato, mas é igualmente importante ter consciência das suas fraquezas e das más intenções do maligno para com sua vida espiritual. Jesus ensinou aos seus discípulos que eles precisavam constantemente buscar forças em Deus Pai para não sucumbirem às tentações. Satanás sabe melhor do que nós mesmos os desejos carnais mais íntimos que possuímos, os quais estão reprimidos pela vida de santidade que desejamos e nos esforçamos para viver. Satanás usa o momento de fraqueza, de incerteza, de dor ou qualquer outro que revele nossa vulnerabilidade para trazê-los à tona e nos “seduzir” a fazer a nossa vontade e não a do Senhor. Ele é como o leão que ruge ao nosso redor, sempre procurando alguém para devorar (1Pe 5.8). 

Esta é a parte final da liturgia onde ocorre a oferta viva no altar do Senhor, o abandono completo aos seus cuidados e a dedicação ao seu serviço. Jesus os ensinou a se colocarem inteiramente sob a proteção de Deus para continuarem a obra que tinham pela frente sabendo que muitas orações ainda seriam necessárias para buscarem e manterem este fortalecimento para viver bem diante do Pai. 

Você tem orado por sua vida? Tem se colocado no altar do Senhor como oferta viva, santa e agradável? 

Um bom e abençoado dia!

Rev. Joel 

Fazendo a coisa certa – Hebreus 13.1-6Culto Online na IPB de Joinville
Pai Nosso – Mt 6.12 (Parte 4)

E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores…” – Mt 6.12

Existe uma idéia entranhada no ser humano que o ato de perdoar deve ser uma reação, uma resposta a um pedido de desculpas. No entanto, “perdoar” é um verbo que expressa uma ação deliberada que parte daquele que foi ou se sente ofendido, e é independe de qualquer ato deflagrador externo, pois perdoar é uma ação e não uma reação. O perdão pode acontecer sem que haja necessariamente um pedido formal para obtê-lo.

Perdoar é um ato libertador. Ele não coloca em liberdade o ofensor, mas sim o ofendido que está preso pela mágoa, com raízes profundas de amarguras, com âncoras a segurar sua alma e que impedem seu progresso espiritual. Reter o perdão é causar dano a si mesmo na expectativa que isto, de alguma forma, também “amarre” o ofensor em alguma espécie de remorso ou arrependimento e una assim seus tristes destinos com pesadas correntes de ressentimento um pelo outro.  

Em sua oração dominical (vem do latim “dominus” que significa “do Senhor”) Jesus ensinou seus discípulos a não guardarem rancor pelas pessoas que iriam traí-los, abandoná-los, humilhá-los, encarcerá-los, fustigá-los com varas, e condená-los à morte. Tirando as duas últimas situações, é muito provável que você já tenha se sentido assim quando amigos íntimos ou parentes próximos lhe decepcionaram. 

Jesus ensinou nesta oração a serem livre, a entregarem tudo aos seus pés e deixarem aos seus cuidados toda dor, tristeza é mágoas. Bastava que lembrassem o que foi feito por Jesus para libertá-los das dívidas de seus pecados diante de Deus, do sangue derramado na cruz, da quitação total feita por amor para o perdão destes pecados. Este é o momento litúrgico da contrição, da introspecção, da justa avaliação pessoal sobre seus pensamentos e sentimentos. 

Você e eu queremos o perdão de Deus; queremos nossa dívida paga, quitada, sem saldo devedor. Jesus morreu por nós quando ainda éramos pecadores, quando nem sequer tínhamos intenção de pedir perdão ou mesmo a mínima condição em reconhecer que somos pecadores. 

Está em suas mãos a chave do cadeado que prende sua mente e seu coração. Livre-se dos sentimentos ruins e conceda o perdão. Deixe de esperar que seus ofensores venham lhe pedir perdão e se antecipe! Perdoe-os agora e siga ao Senhor sem impedimento algum. Basta orar como Jesus fez: “perdoa as nossas dívidas como perdoamos os nossos devedores”.

Um bom e abençoado dia!

Rev. Joel 

Pai Nosso – Mt 6.11 (Parte 3)

“O pão nosso de cada dia dá-nos hoje…” – Mt 6.11

O “Pai nosso” é uma oração muito conhecida e apreciada por suas palavras que expressam reverência a Deus e as necessidades comuns a todas as pessoas. Há uma linha litúrgica que inicia com a invocação ao Senhor, passa pela adoração, e neste verso fica evidente o momento de petição ou súplica pelas vicissitudes da vida. 

Quando Jesus fez referência ao pão imediatamente seus ouvintes entenderam a respeito do quê ele estava falando. O pão era o alimento presente em qualquer refeição do dia – desjejum, almoço, jantar e ceia. É possível que nós possamos passar vários dias sem comer pão, mas para os ouvintes de Jesus isto era algo impensável, pois eles precisavam deste alimento diária e constantemente. 

Quando fazemos nossas orações podemos substituir o pão por quaisquer coisas que realmente tenhamos necessidade, sejam elas materiais, emocionais ou espirituais. Por exemplo: você pode pedir por saúde ou por algum amigo ou ainda pedir paciência, enfim, por tudo aquilo que você necessita naquele momento em que se coloca diante de Deus em oração.

Pedir algo ao Senhor implica em admitir que carece da ajuda divina e reconhecer que é impossível obtê-las por seus próprios meios ou condições. É um momento de humildade, de esvaziamento e de abandono consciente nas mãos do Pai. 

Deus ouve a cada pedido feito. Se porventura seus pedidos não são atendidos é porque existe vício de origem, isto é, foram feitos para alcançar seus próprios prazeres e deleites (Tg 4.3) ou então eles não estão em consonância com a vontade e os propósitos do Senhor. Deixe-me dar dois exemplos: 1) Paulo era um homem de Deus, um servo dedicado, alguém que amava o Senhor acima de todas as coisas; no entanto, por três vezes ele orou por uma necessidade específica que não revelou aos homens, mas somente a Deus, e não foi atendido. Como resposta recebeu as seguintes palavras: “A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2Co 12.9). 2) O próprio Jesus orou por três vezes para que fosse livre do sofrimento e não foi atendido; porém um anjo o confortou (Lc 22.42-44. Leia! É importante!).

Orar é importante. Pedir é necessário. Confiar que Deus fará o que lhe apraz deve oferecer conforto e ânimo. 

Vamos pedir pelo pão nosso de hoje?

Um bom e abençoado dia!

Rev. Joel.

Pai Nosso – Mt 6.10 (Parte 2)

Venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu...” – Mt 6.10

A oração do Pai Nosso é conhecida de toda a cristandade; sacerdotes e pastores as ensinam aos seus rebanhos, pais ensinam aos seus filhos, avôs ensinam aos seus netos. O que poucos conseguem entender é que esta oração é um modelo para que outras sejam feitas, que usem a mesma estrutura litúrgica que nela é apresentada.  Enquanto o verso 9 aponta para a invocação (a forma de chamar a atenção de Deus), o verso 10 revela o princípio da adoração. 

O verbo “adorar” tanto em hebraico como grego expressam a idéia de colocar-se de joelhos diante de alguém, curvar-se reverentemente. Não é necessário orar de joelhos ou com a face no chão para adorar a Deus. A idéia aqui apresentada é o reconhecimento de quem é Deus e o lugar que nós ocupamos em sua presença: aos seus pés. Ele é o rei, o soberano, o Senhor absoluto a quem nos curvamos, nos submetemos e reverenciamos. 

É estranho ouvir orações onde as pessoas estão dando ordens a Deus para fazer isto ou aquilo, para curar este ou aquele; também é estranho ouvir que “determinam” estas ou aquelas bênçãos para suas vidas, e “rejeitam” estes ou aqueles eventos ou doenças. As perguntas que deveriam responder a elas mesmas são: Quem é Deus? Quem sou eu? Quem está no comando?

Quem conhece a Deus sabe que ele é o Senhor e é o dono de cada vida. Ele determina todas as coisas, inclusive o tempo de vida, a forma como ela deixará de existir neste mundo e onde ela passará a eternidade.  Quem conhece a Deus sabe que ele reina no mundo material e no mundo espiritual, e que absolutamente todos estão sob seu domínio e poder. 

A oração para que o reino eterno venha, se manifeste e seja unificado é o mesmo que pedir a volta de Jesus e o fim das coisas como hoje conhecemos. Quantas pessoas fazem esta oração e não sabem o que estão pedindo! Quantas querem as bênçãos de Deus e não querem o Deus das bênçãos! Quantas suplicam que a vontade delas prevaleça porque julgam ter fé!

Quem conhece a Deus quer a volta de Jesus o mais breve possível. Quer o fim da morte, do luto, do pranto e da dor (Ap 21.3-5. Leia! É importante!); quer a vida eterna ao lado do Senhor.

Adorar é reconhecer quem é Deus e quem somos nós na ordem do dia. Adorar é reconhecer o poder do Senhor e seus planos que não podem ser frustrados ou alterados. Adorar é suplicar para que venha o reino de Deus.

Vamos adorar a Deus?

Um bom e abençoado dia.

Rev. Joel

Pai Nosso – Mt 6.9 (Parte 1)

Portanto, vós orareis assim: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome…” – Mt 6.9

Muitas pessoas acreditam que recitar várias vezes a oração que Jesus ensinou trará alguma bênção ou alento às suas almas. Fazem isto esperando algum milagre, alguma coisa mística que sequer sabem definir. O fato é que esta oração era uma espécie de modelo para que seus discípulos pudessem se orientar e não necessariamente para repetirem sem parar. Foram eles que pediram para Jesus ensiná-los, isto porque João havia ensinado seus discípulos a falarem com Deus e Jesus ainda não havia feito isto (Lc 11.1). 

Enquanto Lucas é bastante sucinto em sua narrativa, Mateus ambienta este momento com orientações em como proceder antes de começar a orar: Sem hipocrisias (Mt 6.5), sem público (v.6), sem repetições e discursos longos (v.7), sem dúvidas sobre o que Deus sabia a respeito de quem estava orando (v.8).

A primeira questão que Jesus apresenta em seu modelo de oração é a consciência que o orador deve ter a respeito de Deus e dos que lhe pertencem. Jesus está ensinando pessoas que nele crêem, que o receberam como Senhor e Salvador de suas vidas, como o Messias (Ungido enviado de Deus) e como o próprio Emanuel (Deus conosco). Existe aqui uma relação não só entre mestre e discípulo, mas também de irmandade, de família da fé onde os que acreditam em Jesus receberam o poder de serem feitos filhos de Deus (Jo 1.9); esta é a razão – e nenhuma outra existe – pela qual podem chamar Deus de Pai. 

Jesus apresenta aos seus discípulos o princípio da forma litúrgica da oração, onde o ponto de partida é a invocação que reconhece quem é Deus e quem é aquele que dele está se aproximando. Poderia ser: “Senhor Todo Poderoso, criador do céu e da terra”, ou então: “Oh Deus Soberano, ouve a voz dos teus servos”, ou qualquer outra expressão onde Deus é reconhecido como o único Deus a ser adorado, e que quem ora está submisso ao seu poder. Já vi muitas pessoas referirem-se a Deus como: “o cara lá de cima”, “o mano”, “meu amiguinho” e outros termos nada convencionais e reverentes. Tenho certeza que estas pessoas se fossem colocadas diante de um juiz não iriam chamá-lo de “velho”, ou “chefia” ou qualquer outra gíria; o fato de se dirigirem a Deus com tamanha insolência é porque não tem a menor idéia de quem é aquele a quem estão invocando. 

Quando você ora, como é que você invoca a Deus? Como você se descreve diante dele? Você o chama de Pai? Lembre-se que se fizer isto deve agir como um verdadeiro filho que honre e santifique seu santo nome, pois ele não tolera quem faz mal uso do seu nome (Êxodo 20.7 – leia! É importante!). 

Fazer oração é coisa séria! Vamos orar ao Senhor?

Um bom e abençoado dia.

Rev. Joel

A dívida existente

Vivemos um momento de crise mundial. Milhares de pessoas perderam seus empregos, suas empresas, seu “ganha-pão”. Como efeito direto, quem não recebe não tem como pagar suas dívidas, e assim elas vão se acumulando desesperadoramente. Infelizmente alguns, não vendo a menor possibilidade de quitar seus compromissos, colocam fim em suas existências como se isto, de fato, pudesse quitar suas dívidas; mas não acontece como desejam, apenas ela é repassada para os que ficam, pois a justiça humana diz que toda a dívida contraída deve ser quitada e que para isto está aberta às negociações como: parcelamentos, descontos, isenções de juros, refinanciamentos, etc., mas em hipótese alguma a dívida será perdoada. 

Assim como na vida material, na espiritual também contraímos dívidas diante de Deus; e como na justiça humana, nenhuma dívida deixará de ser devidamente quitada. Esta dívida chama-se “pecado” e se refere a todas as vezes que não alcançamos o alvo proposto pelo Senhor para nossa existência. Não importa se os cometemos por palavras, atos, pensamentos ou omissões, e nem mesmo se são conscientes ou inconscientes (pecados ocultos – aqueles que não sabemos que cometemos, mas que Deus sabe – Sl 90.8); o fato é que nossa dívida se torna cada vez maior a cada dia que passa, e ela é intransferível. Esta justiça de Deus exige que toda a dívida seja quitada, e ninguém tem capacidade para fazer isto por mais piedoso que seja, mais religioso que se imagine, mais devoto que pareça, mais bondoso que se apresente; não existem penitências eficientes, orações competentes, rituais purificantes, boas obras suficientes para quitar ou mesmo diminuir esta dívida. Aos olhos da justiça divina somente a morte eterna do devedor é aceitável (Ez 18.4; Rm 6.23).

Precisamos nos lembrar constantemente que o amor de Deus e a sua misericórdia não são maiores do que sua justiça. Nenhuma dívida será considerada quitada se não houver o devido pagamento. Por isto Deus enviou seu Filho para remir a dívida daqueles a quem ele escolheu. Remir é pagar a dívida em lugar de outrem, e Jesus é o único capaz de quitar integralmente através de seu sacrifício vicário na cruz. Somente seu sangue tem poder para purificar, perdoar e justificar a dívida diante de Deus. Ele reconhece que a dívida existe e sabe que não há como o ser humano pagá-la – por isto ele a pagou em nosso lugar. O apóstolo Paulo assim se expressou a este respeito: “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus” – 2Co 5.21. Desta forma, quando Deus olha para nós através do sacrifício de Jesus ele vê pecadores justificados, cuja dívida foi quitada plenamente na cruz e que não haverá mais nada a ser cobrado futuramente (1Pe 3.18).

Sei que não é fácil dormir quando se tem consciência das dívidas contraídas e da incapacidade em pagá-las. Ter dívidas é um fardo pesado que atormenta de dia e de noite, e enquanto não se dá um provimento adequado não há paz de espírito.

A dívida do pecado funciona da mesma forma; mas para esta existe uma solução: Jesus. Somente o sangue de Cristo tem poder para quitar sua dívida. Coloque-se diante dele em oração, confesse que é um pecador e que carece da sua graça; confie na sua misericórdia e aceite o fato de que sua dívida foi integralmente paga na cruz. Isto feito, entenda que a quitação gerou outra dívida diante de Deus para você: a de ser grato por seu imenso amor.

Um bom e abençoado dia!

Rev. Joel