O Advento é o tempo de preparação para celebrar o Natal

Isaías 9.1-7

O Advento é o tempo de preparação para celebrar o Natal, ou seja, a chegada do messias, e começa quatro domingos antes da comemoração natalina, sendo entre 27 de novembro a 24 de dezembro. Advento vem do latim “ad-venio”, que quer dizer “vir, chegar”.

A pratica desta tradição nasce junto com a Reforma Protestante, as luzes do Advento. Embora o seu surgimento exato não seja conhecido, a tradição afirma que a prática vem do próprio Martinho Lutero.

No Calendário Cristão, o Advento significa chegada, surgimento, é um tempo de preparação, de expectativa pela vinda de Cristo, neste sentido, é a preparação para a comemoração de sua primeira vinda, no Natal, e também a ardente expectativa pela sua segunda vinda, em glória, para restaurar toda a Criação. Que dia Glorioso será esse!

As luzes do Advento podem tomar diferentes formas, como coroas ou guirlandas, lâmpadas ou velas, são um instrumento didático para marcar a chegada da Luz do Mundo no Natal. Na sua origem, era um arranjo decorativo de velas que eram acesas no fim da tarde, no momento do Culto doméstico, para mostrar às crianças quanto tempo faltava para o Natal.

Conforme os dias avançavam mais luzes eram acesas, até que, na Noite de Natal, a maior de todas era acesa também, o arranjo atingia o seu maior brilho, e assim permanecia durante os Cultos das duas semanas seguintes, em que a Igreja também se lembra da visitação de Jesus pelos magos do Oriente, guiados pelo brilho da estrela, conforme registro no evangelho de Marcos 2.1-12, e o seu Batismo por João, no qual os céus se abriram e o Espírito Santo desceu sobre o Senhor na forma de uma pomba, conforme registro no evangelho segundo Mateus 3.16-17.

A tradição das luzes do Advento surgiu no Culto doméstico, algum tempo depois foi incorporada também ao Culto comunitário da Igreja Luterana, e dela passou também para outras tradições protestantes, sendo adotada, séculos depois, até mesmo pela Igreja Católica Romana. É importante enfatizar, que a origem dessa tradição, assim como a das árvores Natalinas, é totalmente protestante. O Calendário Cristão começa pelo Advento, em que comemoramos 505 anos da Reforma, ou seja, aconteceu no dia 31 de outubro de 1517.

Isaías o profeta, cerca de 700 anos antes, soa o toque da alvorada espiritual anunciando a vinda de uma grande luz ao mundo. O profeta Isaías 9.1-7 apresenta o anúncio profético da vinda do Messias Prometido. Esse anúncio aponta para o extraordinário significado do Natal. O anúncio profético de Isaías tem três pontos importantes:

  1. As luzes do Natal anunciam um tempo de esperança, Isaías entrega um brado de esperança para todos os desconsolados, que se acham mergulhados em densas trevas. A luz que brilha sobre este mundo é o Jesus Cristo, O Salvador prometido por Deus para trazer a salvação a todos. Jesus é a única e verdadeira luz, que, vinda ao mundo, ilumina a todo homem, somente Jesus Cristo pode conceder esperança. As luzes do Natal nos convidam a renovar a esperança em Jesus, a verdadeira luz. Nossa Esperança está em Jesus Cristo.
  2. As luzes do Natal anunciam a intervenção divina no mundo, nos dias do profeta Isaías, o povo vivia sob grandes dificuldades, tanto político como também espiritual. O cativeiro da Babilônia, deixou o povo em condições de vida extremamente desconfortável. Os babilônicos tentaram desconstruir a cultura e a fé do povo do Senhor. Ao serem levados para o cativeiro eles estavam, longe de sua terra e longe de Deus, o povo sofria o peso da opressão. Algo extraordinário acontece na vida deles, quando o profeta Isaías no 9.3-6, anuncia à intervenção divina. A luz que dissipa as trevas do pecado e do desespero brilha na visão de Isaías, que anuncia ao povo a intervenção divina. As luzes do Natal anunciam que o Senhor se lembrou de nós e veio para afugentar as trevas que impõem pavor, angústia e desespero. Somente em Cristo encontramos paz e alegria, Ele é a intervenção no mundo. Louvado é Jesus Cristo!
  3. As luzes do Natal anunciam a chegada de um tempo de perdão, Jesus Cristo significa o perdão sobre a culpa, o libertador do castigo qual merecemos. As luzes do Natal sugerem a esperança de uma nova vida, uma nova caminhada garantida pelo perdão que o Salvador trouxe ao mundo. O Nascimento de Jesus Cristo é o acontecimento sublime, os pastores ao ver a luz, foram conduzidos para o encontro do Senhor, aquele bebê, foi o próprio Deus encarnado, qual trouxe esperança, de um dia reinarmos com Ele por toda a eternidade. A Luz veio para dissipar a escuridão e dar-nos esperança da salvação no Senhor.

A luz desta pastoral tiraremos três lições importante:

  1. Saiba como as luzes do Natal, a promessa da nossa salvação, viabilizada na Pessoa de Cristo. Olhar para Jesus Cristo o ajuda a deixar de lado as obras das trevas, às coisas vãs deste mundo. A luz anuncia a esperança! Essa esperança encontramos em Jesus Cristo!
  2. Entenda que agora é o momento em que o anuncio da chegada de Jesus Cristo, o Deus vivo e encarnado, leva nossos lares e corações para festejar. Somos iluminados por Jesus, recebemos por intermédio de Jesus Cristo o perdão e a bênção da salvação!
  3. O que devemos fazer a luz de tudo isso, convidar amigos, para ouvir a mensagem do Senhor, colocar-nos nos caminhos do Senhor e deixar que em nossas comemorações, Cristo Jesus reine, para que todas as pessoas, amigos, ouçam o evangelho da salvação encontrada em Jesus Cristo!

Desejamos um Natal Abençoado e que todos sejam alcançados por Cristo Jesus.

Que Deus esteja derramando as mais ricas bênçãos sobres todos.

Rev. Cristiam Matos

Servindo ao Reino.

O Servir ao Reino do Senhor é algo extraordinário, encontramos a função de diácono em Atos 6.1-6. O contexto era a dificuldade da Igreja Primitiva em atender às necessidades das viúvas, pois os apóstolos não estavam dando conta de fazer todo o trabalho. Os discípulos decidiram a importância da comunidade escolher entre eles alguns irmãos para cuidar das viúvas e dos outros que precisavam de ajuda.

Em Atos dos Apóstolos 6.2-3: “Então, os doze convocaram a comunidade dos discípulos e disseram: Não é razoável que nós abandonemos a palavra de Deus para servir (diakonéo) às mesas. Mas, irmãos, escolhei dentre vós sete homens de boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria, aos quais encarregaremos deste serviço.”

Assim, os que se enquadravam dentro das qualificações exigidas foram eleitos e consagrados para exercer o diaconato, cuja função principal é servir, ajudar, ser ajudador. Portanto, o diácono deve ser alguém vocacionado pelo Espírito Santo para servir e ajudar o rebanho de Deus.

Em Atos dos Apóstolos 15.1-29 acontece uma reunião dos apóstolos e presbíteros para tratar de uma questão administrativa e doutrinária, no versículo 6 encontramos as seguintes palavras: “Então, se reuniram os apóstolos e os presbíteros para examinar a questão.” Depois da conversa, decidiu sobre a função administrativa do presbítero.

Em 1 Pedro 5.1-3 encontramos orientações de Deus, por intermédio do apóstolo Pedro, ordenando aos presbíteros o que se segue: “Rogo, pois, aos presbíteros […] pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer, nem por sórdida ganância, mas de boa vontade, nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho.” Claramente a outra função do presbítero é pastorear o rebanho de Deus.

Para o desempenho de administrar e pastorear, os presbíteros precisam possuir algumas qualificações, as quais aparecem em 1 Timóteo 3.1-7. Esses homens devem ser aptos para ensinar e, para administrar, devem saber governar.

O presbítero bem como os homens que integram a mesa administrativa, devem ser alguém vocacionado pelo Espírito Santo para administrar e pastorear o rebanho de Deus. Que as Igrejas Presbiterianas do Brasil e as congregações, sejam dirigidas pelo Espírito Santo na escolha de seus líderes.

E que, assim como Deus conduziu seu povo, como rebanho, no deserto, pelas mãos de Moisés e de Arão conforme registro em Salmos 77.20, Deus conduz o seu povo hoje pelas mãos dos líderes levantados para a glória dEle.

A luz deste texto, podemos tirar algumas lições para nossas vidas:

  1. Servir ao Reino é uma honra, o Senhor levanta os seus para servir ao Reino dEle. Somos chamados para o serviço, façamos com alegria olhando para a glória de Deus. Que Jesus Cristo conceda paz e alegria em nosso coração para sermos servos do Senhor aqui na terra.
  2. O Senhor deixou diretrizes para que homens sejam eleitos pelo povo, porém, mesmo não eleitos, somos chamados para servir e no reino há muito o que fazer. Nosso coração volta-se para Jesus Cristo e nosso prazer está em servir ao Senhor em Seu reino.
  3. Deus conduz seu povo, somos servos a serviço do Pai, para glória do Senhor. Vamos nós trabalhar, proclamando o nosso Senhor e salvador, Jesus Cristo. Que nossa alegria, continue em servir ao reino, como servos que glorie somente a Ele.

A Deus toda honra, glória e louvor!

Rev. Cristiam Matos

Quem é o Messias?

Essa pergunta quem é o Messias, precisa ser respondida aos olhos da bíblia. 

O livro do profeta Isaías tem é a mais clara exposição de Jesus Cristo. Deus se revela como único Deus verdadeiro, o Criador do universo, encontramos em Gênesis toda a Criação de Deus, através de sua palavra e organizando todos os eventos da história de acordo com o beneplácito de sua vontade, sua gloriosa e perfeita vontade. 

A gloriosa e perfeita vontade de Deus tem seu auge na Pessoa gloriosa, perfeita de seu único Filho eterno, Jesus Cristo, o Salvador, o Messias. O Antigo Testamento aponta para a promessa futura, a chegada do Messias, a saber, Jesus Cristo, o Salvador.

O profeta Isaías no capítulo 9.6, declarou sobre Jesus: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu. O governo está sobre os seus ombros, e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.”

Essa declaração do profeta Isaías tem uma profunda intimidade com o Senhor, uma declaração extraordinária, maravilhosas, grandiosas sobre Jesus Cristo! O profeta declara que o Rei dos reis é Jesus Cristo, seus conselhos não contem erros, Ele tem a mesma essência do Pai, sua existência vem da eternidade, somente Ele pode conceder perdão aos nossos pecados.

Esse nome é Jesus Cristo! Louvado é seu nome!

O Messias é o Rei dos reis, tem sobre seus ombros o poder de governar. Jesus quando esteve em nosso meio, muitos não o reconheceram como o Rei, hoje, o mundo não quer o reconhecer a Jesus como Rei. Chegará um dia que todos, reconheceram Ele como o único Senhor, o Rei dos reis, haverá de chegar o dia em que todos, sem exceção, até mesmo aqueles que já morreram, dobrarão seus joelhos, se curvarão diante daquele que tem o nome que está acima de todo nome, Jesus Cristo, o Rei dos reis.

O Messias é o Maravilhoso Conselheiro, Jesus Cristo não comete em erros, os conselhos de Jesus são mais do que conselhos, seus mandamentos, caminhos são perfeitos e abençoadores, a própria Palavra de Deus, que dão a direção para todo e qualquer pecador. Neste sentido, tudo o que Jesus fala é perfeito e deve ser seguido é fonte de bênção.

Os caminhos do Senhor são perfeitos, em muito não compreendemos, mas andar no centro de sua vontade é a fonte de bênção para a vida daqueles que o amam. Jesus Cristo é nosso Senhor perfeitos, os escritos Bíblicos, é o próprio Deus falando aos nossos corações.

O Messias é o Deus Forte, Ele subsiste na mesma essência do Pai e possui o mesmo poder e glória. Jesus é mais do que um profeta, mais do que um sábio, nEle habita toda a plenitude da Divindade, conforme o apóstolo Paulo escreve aos Colossenses no 2.9, Ele é o Deus.

O Messias é o Pai da Eternidade, sua existência é de eternidade em eternidade, desde os tempos eternos e o será para sempre. Nem mesmo a morte põe fim a existência de Jesus, aliás, Ele venceu a morte, depois que entregou seu corpo como oferta pelos nossos pecados, ressuscitou por seu próprio poder. Ele é o Alfa e o Ômega, tem nas mãos a chave da morte e do inferno. Ele é o Pai da Eternidade.

O Messias é o Príncipe da Paz, somente Ele pode dar ao pecador, de graça, a eterna e verdadeira paz, jamais encontrada neste mundo. Não existe ouro, riqueza ou qualquer outra coisa que satisfará, trará paz. Ele mesmo disse a seus discípulos conforme registro no Evangelho de Segundo João 14.27: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.”

O Messias é Jesus Cristo, Deus anunciou, por intermédio do profeta Isaías, que esse menino, seu próprio Filho, é o Rei dos reis, Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade e Príncipe da Paz. Quem tem Jesus Cristo, está completo nEle.

O Messias é Jesus Cristo, comemore com alegria, o nascimento daquele que é o caminho, a verdade, a ressurreição, a vida, a luz do mundo, fonte eterna que mata a sede e a fome da alma.

Para concluir, nós sabemos quem é o Messias, temos o Nome. O Nome hoje é exatamente o mesmo. A maravilhosa graça, conduz-nos a conhecer o que é investido neste Nome. O Messias é o Jesus Cristo, nosso Senhor e salvador.

A luz deste texto quero trazer algumas aplicações:

  1. Entendemos que o Messias é Jesus Cristo, o Rei dos reis, Maravilhoso conselheiro, o Deus forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. Somente em Cristo encontramos o alicerce para caminharmos e sermos fortalecidos. Somos chamados por Ele, o Messias, já chegou. Olhe para Jesus Cristo.
  2. Sabemos que Seus conselhos são inerrantes, seus caminhos perfeitos, sua mão está sobre nós, nosso Nome está escrito no livro da vida, somos chamados para anunciar as boas novas. O Messias é o Jesus Cristo, nosso libertador. Por esse motivo encontramos paz em Deus e com Deus. Busque os conselhos de Jesus Cristo.
  3. A bíblia nos apresenta quem é o Messias, como temos comunhão com Ele, como devemos orar. Agora com esse conhecimento, qual traz paz ao coração, vamos buscar ao Senhor e viver para sua maravilhosa glória.

 

Que o Senhor abençoe nossa vida! Fomos chamados por Ele, para Glória dEle e anunciar o evangelho da salvação.

 

Rev. Cristiam Matos

Eterna Redenção

Você já pensou em adquirir algo que nunca quebrará ou terá prazo de validade, algo que não precisa de manutenção?

Por mais que nossa tecnologia tenha avançado ou até mesmo os produtos de criação, a produção humana aumentou sua expectativa de uso, ainda necessita de manutenção e tem prazo de validade. Observe que não existe material que se enquadre nesta categoria. Os fabricantes podem oferecer mais ou menos tempo de garantia, mas produtos que durem eternamente, ninguém garante.

O homem é limitado em suas criações, o interessante é que na carta que o apóstolo Paulo escreve aos Hebreus 9.12, há uma descrição de uma “eterna redenção”. Isso implica em que a obra realizada por Cristo tem durabilidade e garantia eternas, jamais terá fim, findará, acabará.

Se, neste mundo não é possível encontrar uma empresa que dê garantia eterna de sua criação, de seus produtos, com Deus isso não acontece. O Senhor tem uma obra redentora, eterna, qual jamais acabará. A carta aos Hebreus apresenta a distinção entre os sacrifícios feitos pelos sacerdotes no Antigo Testamento e o sacrifício feito por Jesus no Novo Testamento. A diferença é que, no Antigo Testamento, os sacrifícios eram de animais oferecidos a Deus como oferta pelo pecado, e tais sacrifícios deviam se repetir ano após ano. E, a repetição dos sacrifícios parecia apontar para o fato de que a eficácia do sacrifício parecia perder sua validade, necessitando, assim, de novos sacrifícios.

O sacrifício de Jesus Cristo, descrito na Escritura Sagrada, feito no Novo Testamento, foi único e de “uma vez por todas”, não necessitando ser repetido, pois, na cruz, Jesus destruiu completa, total e definitivamente o pecado. Jesus venceu a morte, venceu o mau, ressuscitou, Ele é garantia eterna de redenção, a salvação.

Os sacrifícios realizados no Antigo Testamento, por serem limitados e imperfeitos, precisavam ser repetidos, pois “é impossível que sangue de touros e de bodes remova pecados.” Esses sacrifícios precisavam se repetir ano após ano, não era perfeito. Cristo fora o cordeiro perfeito.

A função dos sacrifícios através dos animais, não era oferecer eterna redenção, o único cordeiro perfeito, qual uma única vez se entregou e completou a abra, foi Cristo Jesus. A função dos sacrifícios do Antigo Testamento era lançar luz e apontar para um sacrifício superior, perfeito e eterno, a saber, o sacrifício de Jesus Cristo, que ofereceu a Deus como oferta pelo pecado não o sangue de animais, mas o próprio sangue, ou seja, sua própria vida.

É assim que o pecador desfruta de eterna redenção, pois, ao olhar para o pecador através da cruz de Cristo, Deus os vê purificados, limpos, santificados pela oferta que Cristo fez na cruz. Oferta perfeita, não necessitamos de oferecer sacrifícios mais hoje, o perfeito cordeiro já foi imolado.

Não devemos nos apegar muito às coisas deste mundo, pois, tudo aqui é passageiro. Contudo, a obra de Cristo é eterna, e é para a eternidade que Ele nos comprou com seu sangue na cruz.

Louvado seja nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, que obteve para nós “eterna redenção”.

A luz deste texto faremos três aplicações para nossas vidas:

Que o Senhor abençoe ricamente sua vida!

Que o Senhor nos abençoe!

Louvado seja o Senhor!

Uma boa semana a todos.

Rev. Cristiam Matos

Deus Transforma o Mau em Bem

O livro de Daniel tem o propósito de confortar o povo de Deus, mostrando que o Deus Altíssimo governa sobre os reinos humanos. Este livro data de 605 – 536 a.C, aproximadamente, sua história registrada pelo Senhor, mostra, O Deus altíssimo governando sobre os reinos terrenos, Ele guarda sua aliança para seu povo, sua misericórdia para os oprimidos, Seu ungido governará sobre um reino que nunca terá fim. Um domínio eterno, vida eterna.

Alguns anos antes da destruição de Jerusalém, chega à Babilônia sob o rei Jeoaquim, o rei Nabucodonosor mandara prender, pretendendo levá-lo para a Babilônia, porém, o rei mudou de ideia e o deixou em Israel.

O livro de Daniel leva muito a sério o exemplo de um grande líder do povo de Deus. Ele se apegou profundamente a palavra de Deus em meio as decepções e tentações da vida no exílio. A mensagem central deste livro, mostra, Deus governando, reinando, conduzindo, direcionando o mundo. A maior dádiva que o homem pode receber, e já recebeu, foi Jesus Cristo, nosso Senhor e salvador.

Este livro traz grande paz ao coração do homem, nossa convicção e paz vem devido o Senhor controlar todas as coisas e nada acontece por acaso. No terceiro capítulo Sadraque, Mesaque e Abdenego foram jogados na fornalha, Deus de forma extraordinária estava com eles no fogo e nada acontece com os três amigos. No sexto capítulo deste livro, encontramos Daniel demonstrando ser mais competente que os outros 02 ministros.

Ela tinha, tanta capacidade, que o rei pensou em colocá-lo com a mais alta autoridade do reino. Os outros ministros, se acharam preocupados com a situação e tentaram encontrar algo para prejudicar a Daniel. Tentaram o acusar de má administração, porém não acharam nada, ele era honesto e direito, e ninguém, podia acusá-lo de ter feito qualquer coisa errada.

Não encontrando nada, eles se reuniram e tiveram uma ideia, na posição de autoridade que ocupavam no reino, chegaram até o rei e fizeram um pedido; O rei decretaria que durante trinta dias, todo e qualquer pedido deveria ser feito apenas ao rei. Caso alguém desobedecesse essa ordem, o rei jogaria na cova dos leões. O rei concordou e assinou a ordem e mandou que fosse publicada. Quando Daniel soube da ordem publicada, ele voltou para casa e no andar de cima, havia uma janela que estava direcionada para Jerusalém. Daniel abriu as janelas, ajoelhou-se e orou, dando graças ao seu Deus, mantendo assim seu costume de orar três vezes ao dia.

O inimigos de Daniel foram até a casa dele e viram Daniel orando ao Senhor, ao seu Deus. Ao depararem com a cena que esperavam para denunciar ao rei, eles foram de encontro ao rei, neste sentido relataram, o senhor assinou um decreto que ninguém poderia pedir nada, a não ser, que esse pedido fosse feito ao rei somente. Caso isso alguém desobedecesse esse decreto, o senhor o jogaria na cova com os leões. O rei confirma que o decreto havia sido assinado por ele. Os inimigos de Daniel denunciam ao rei, que o mesmo estava orando ao Deus dele.

Eles inflamaram lembrando ao rei que Daniel fora um dos prisioneiros que vieram da terra de Judá, e o acusaram de não respeitar o decreto do rei. Ele orava três vezes ao dia. Ao ouvir tudo, o rei ordena que trouxessem Daniel e o jogassem na cova dos leões.

O rei era amigo de Daniel e ele disse: “Espero que o seu Deus, a quem você serve com tanta dedicação, o salve.” De manhã cedo, ele se levanta e vai depressa até a cova dos leões, com voz triste, o rei disse:

– Daniel, servo do Deus vivo! Será que seu Deus a que, você serve com tanta dedicação, conseguiu salvá-lo dos leões?

– Daniel respondeu: “Que o rei viva para sempre! O meu Deus mandou o seu Anjo, e este fechou a boca dos leões para que não me ferissem.”

Pois Deus sabe que não fiz nada contra Ele. E também não cometi nenhum crime contra o senhor.” O rei alegrou-se de tal maneira, que mandou tirar Daniel da cova, viu que nada havia acontecido com ele, mandou trazer os que acusaram a Daniel, com toda a sua família e os colocaram dentro da cova.

O rei Dario escrever uma carta para os povos de todas as nações, raças e línguas do mundo, ordenando que todos, respeitem e honrem o Deus que Daniel adora.

Deus transformou o mau em bem! Louvado seja o Senhor!

Alvo de uma conspiração, Daniel é lançado na cova dos leões por sua fidelidade a Deus, que o defende com uma preservação milagrosa e executa justiça soberanamente contra os conspiradores. Tanto na velhice quanto na juventude, Daniel é um modelo de vida coerentemente piedosa em um mundo hostil.

Conformar-se ao que todo mundo está fazendo é uma tentação forte tanto para idosos quanto para jovens. Mesmo correndo risco de morte, Daniel tinha convicção de que era melhor obedecer a Deus que os homens.

O mundo hoje não é menos hostil à graça e a Deus que o mundo no tempo de Daniel. Independentemente das consequências, devemos aprender com Daniel a manter um testemunho consistente e que honre a Deus.

A luz deste texto, faremos algumas reflexões:

Que o Senhor abençoe nossas vidas!

Rev. Cristiam Matos

Perseverança dos Santos

Crer também é pensar, olhar para os pontos do calvinismo, ou podemos afirmar os pontos da reforma principais, se faz necessário entender que a fé, ela é racional. Os cinco pontos do Calvinismo tiveram origem a partir de um protesto que os seguidores de James Arminius, um professor do seminário holandês, apresentam ao Estado da Holanda em 1610, um ano após a morte de seu líder.

Os pontos do Calvinismo que estamos a ver nas pastorais, leva-nos a entender que sem Jesus Cristo, estaríamos em nossa condição inicial, longe do Senhor. A Perseverança dos Santos causa grande impacto em nossa vida, por meio deste tema, pautado na Escritura, somos levados a compreensão de sua profunda significância em nosso ser.

Os eleitos não são apenas redimidos por Cristo e regenerados pelo Espírito, mas também, são mantidos na fé pelo infinito poder de Deus. Mantidos pela divina graça, de forma extraordinária, podemos afirmar, todo aquele que está nas mãos do Senhor, jamais cairá dela, ninguém pode ser removida das mãos do Senhor.

Todos os que são unidos espiritualmente a Cristo, através da regeneração, estão eternamente seguros nEle. Essa segurança temos em Jesus, somente Ele concede a verdadeira e única salvação. Nada pode separarmos do eterno e imutável amor de Deus. Os seus escolhidos foram predestinados para a glória eterna e estão, portanto, assegurados para o céu, para a vida eterna na presença do Senhor, o louvando e glorificando para todo o sempre. O fim principal do homem é louvar e glorificar a Deus, por toda a eternidade.

A perseverança dos santos não significa que todas as pessoas que professam a fé cristã estão garantidas para o céu, ela garante que somente os santos, os que são separados pelo Espírito, perseveram até o fim, até o grande dia. São os crentes, somente aqueles que recebem a verdadeira e viva fé em Cristo, estão seguros e salvos nEle.

Muitos que professam a fé cristã, desistem no meio do caminho, mas eles não desistem da graça, pois nunca estiveram na graça, o que a Palavra do Senhor afirma, jamais cairemos da Graça. A perseverança dos santos está diretamente ligada à santificação, que é o processo pelo qual o Espírito Santo torna os eleitos cada vez mais semelhantes a Jesus Cristo em tudo o que fazem, pensam e desejam. A atitude dos que amam ao Senhor, leva-nos a parecer-nos com Cristo Jesus.

A luta dos crentes contra o pecado dura toda a vida e, às vezes, eles podem cair em tentações e cometer graves pecados, mas esses pecados não os levam a perder a salvação ou a afastar-se de Cristo. Jamais cairá das mãos do Senhor, os que foram alcançados por Ele.

A Confissão de Fé de Westminster diz o seguinte a respeito dessa doutrina: “Os que Deus aceitou em seu Bem-amado, os que ele chamou eficazmente e santificou pelo seu Espírito, não podem decair no estado da graça, nem total, nem finalmente; mas, com toda a certeza hão de perseverar nesse estado até o fim e serão eternamente salvos” (XVII, 1).

Essa doutrina não se manifesta isoladamente, mas é uma parte necessária, as doutrinas da Eleição e da Graça Eficaz implicam logicamente na salvação certa daqueles que recebem essas bênçãos. Se Deus escolheu homens de modo absoluto e incondicional para a vida eterna, e se o Seu Espírito efetivamente aplica-lhes os benefícios da redenção, a conclusão inevitável é que essas pessoas serão alcançadas, salvas, por intermédio de Jesus Cristo. 

A Bíblia diz que o povo de Deus recebe a vida eterna no momento em que crê. São guardados pelo poder de Deus mediante a fé e nada os pode separar do Seu amor. Nada nos separará do amor de Cristo.

Os Seus escolhidos, foram selados com o Espírito Santo que lhes foi dado como garantia de sua salvação e, desta forma, estão assegurados para uma herança eterna.

Essa doutrina traz grande tranquilidade ao nosso coração, pregamos o evangelho para que todo aquele que ouvir a palavra do Senhor, com certeza, será alcançado para a glória do Pai.

REFERÊNCIAS BÍBLICAS: Isaías 54.10 / Jeremias 32.40 / Mateus 18.14 / João 6.39, 51; 10.27-29 / Romanos 5.8-10; 8.28-32, Efésios 4.30 / Filipenses 1.6 / Colossenses 2.14 Hebreus 10.14 / Judas 1.24-25

 

Rev. Cristiam Matos.

Expiação Limitada – Romanos 8.30

O apóstolo Paulo escreve em sua carta aos Romanos 8.30, relatando os três períodos da salvação, ele inicia informando que o Senhor nos escolheu para sermos seus. Deus em sua soberania, majestade e glória, chamou-nos parar louvar e glorificar o nome dEle, hoje e para todo o sempre. Aprouve ao Senhor salvar da condenação um certo número de homens, Sua santidade e justiça exigem que o pecado seja punido.

   Os escolhidos de Deus são pecadores, uma expiação completa e perfeita era necessária. O homem por si, jamais seria capaz de agradar ao Senhor, ou até mesmo, fazer algo que Deus olhe e diga que somos mais que merecedores da salvação eterna.

   Neste sentido o Senhor enviou o Seu amado Filho, Jesus Cristo, o Filho do Deus vivo, feito homem, que de forma perfeita, suportou o castigo merecido, por nós pecadores, obtendo a Salvação para os Seus eleitos, a quem o Senhor concedeu ao Filho, para ser um povo exclusivamente dEle.

   A eleição em si não salvou ninguém, apenas apontou, destacou alguns pecadores para a salvação. Os que foram escolhidos por Deus o Pai, desde a eternidade, ou seja, antes da criação, e dados ao Filho precisavam ser redimidos para serem salvos.

   Jesus Cristo, o próprio Deus, veio ao mundo e tomou sobre Si a natureza humana para que pudesse identificar-se com o Seus eleitos, não deixando sua natureza divina, mas unindo as duas naturezas. Ele agiu como seu representante ou substituto.

   Cristo, agindo em lugar do Seu povo, guardou perfeitamente a lei de Deus e dessa forma produziu uma justiça perfeita a qual é imputada aos eleitos. A salvação foi creditada aos escolhidos do Senhor no momento em que são chamados à fé nEle.

   Através do que Cristo fez, esse povo é constituído justo diante de Deus, Jesus Cristo de forma perfeita, cumpri cabalmente as exigências, segundo a perfeição do Pai Os eleitos são libertos da culpa e da condenação como resultado do que Cristo sofreu por cada um dos pecadores. Seu sangue vertido, seu sofrimento na cruz, através do Seu sacrifício substitutivo, Jesus sofreu a penalidade dos pecados dos que foram chamados, eleitos e assim removeu a culpa de cada um de nós, para sempre.

   Neste sentido, os eleitos, seu povo são unidos a Ele pela fé, é-lhe creditada perfeita justiça pela qual ficam livres da culpa e condenação do pecado. Não somos mais filhos do pecado, mas agora feitos filhos do Deus vivo, por intermédio da obra perfeita, concedida a nós, que cremos em Jesus Cristo nosso Senhor e Salvador.

   Aqueles a quem o Senhor chamou, é salvo não pelo que é capaz de fazer ou fará em algum momento, mas tão somente pela fé na obra redentora de Jesus Cristo, o nosso Senhor e salvador. Louvado é seu Santo Nome.

  A obra redentora de Jesus Cristo foi definida em desígnio e realização. Foi planejada para render a completa satisfação em favor dos escolhidos, predestinados. De fato, assegurou a salvação para os Seus.

   A salvação que Cristo adquiriu para o Seu povo inclui tudo que envolve no processo de trazer-nos a um correto relacionamento com o Pai, incluindo os dons da fé e o arrependimento. Deus não deixou aos pecadores a decisão, se a obra de Jesus Cristo será ou não efetiva, pelo contrário, todos aqueles por quem Jesus Cristo morreu, serão infalivelmente salvos.

   A redenção, portanto, foi designada para cumprir o propósito divino da eleição.

   O Senhor chamou-nos, para sermos seus servos, por intermédio de Jesus Cristo. Essa certeza traz paz e por isso o adoramos, pois, somente Ele é digno de toda honra, glória e louvor.

   Que o Senhor conceda o desejo de buscarmos a Ele, e O adorarmos, hoje e para todo sempre. A Expiação Limitada é para os seus escolhidos, nós Filhos do Deus vivo.

 

REFERÊNCIAS BÍBLICAS: Romanos 8.30; 1 Samuel 3.14; Isaías 53.11-12; Mateus 1.21; Mateus 20.28; João 3.16; João 10.14-15; João 11.50-53; João 15.13; Atos 20.28; Apocalipse 5.9.

Rev. Cristiam Matos

Eleição Incondicional – Romanos 8.29-30

No Livro de Moisés denominado Gênesis encontramos a história de um homem, que transgrediu uma ordem de Deus, não comerás do fruto que se encontra no meio do jardim. Por meio do pecado de um único homem, todos os seus descendentes, entram no mundo como pecadores, culpados, perdidos.

Como pecadores, criaturas caídas, elas não têm desejo de ter comunhão com o seu Criador. A Santidade de Deus é perfeita, não há máculas no Senhor.

Deus é santo, justo e bom, ao passo que os homens são pecaminosos, perversos e corruptos.

O homem não sabe viver na escolha absoluta, a prova disso é Adão e Eva, que deixados à sua própria escolha, não foram, capaz de obedecer ao Senhor. Neste sentido, os homens inevitavelmente seguem seu coração corrupto e criam ídolos para si.

Consequentemente, os homens têm se desligado do Senhor dos céus e têm perdido todos os direitos de Seu amor e favor, quais são imerecidos para o homem.

Teria sido perfeitamente justo para Deus ter deixado todos os homens em seus pecados e miséria e não ter demonstrado misericórdia a quem quer que seja. É neste contexto que a Bíblia apresenta a eleição.

Todas as coisas foram devidamente determinadas por Deus, antes da fundação do mundo, ou seja, a eleição incondicional significa que Deus, antes da fundação do mundo, escolheu certos indivíduos caídos, da raça humana e os predestinou para serem o objeto de Seu imerecido amor e para trazê-los ao conhecimento de Si mesmo.

Esses, e somente esses, Deus propôs salvar da condenação eterna, dando a nós a vida eterna.

Deus poderia salvar todos os homens (pois Ele tinha o poder e a autoridade para fazer isso), ou Ele poderia ter escolhido não salvar ninguém, Ele não tem a obrigação de conceder misericórdia a ninguém, porém não fez uma coisa nem outra, Ele escolheu salvar alguns e excluir outros.

Sua eterna escolha de determinados pecadores para a salvação não foi baseada em qualquer ato ou resposta prevista da parte daqueles escolhidos, mas foi baseada tão somente no Seu beneplácito e na Sua soberana vontade. Desta forma, a eleição não foi condicionada nem determinada por qualquer coisa que os homens iriam fazer, mas resultou inteiramente do propósito determinado pelo próprio Deus.

Não cabe à criatura questionar ao Criador a Sua forma de justiça, por não escolher todos para a salvação. Deve-se ter em mente que, se Deus não tivesse graciosamente escolhido um povo para Si. Neste sentido Ele soberanamente determinou, proveu e aplicou a salvação. Se não fosse a tremenda benevolência a imerecida graça, ninguém seria salvo.

Deus chamou-nos para a sua glória e louvor, aprouve ao Senhor conceder-nos a salvação, mesmo sendo imerecedores.

 

Rev. Cristiam Matos

Depravação Total

Deus criou o primeiro homem, Adão, à Sua imagem e semelhança. Deus fez um pacto a fim de que, através da obediência aos Seus mandamentos, este pudesse obter vida.

O homem não foi capaz de cumprir o pacto, ele falhou, desobedecendo a Deus deliberadamente, fazendo uso do seu livre-arbítrio, o qual existiu apenas em Adão e Eva, eles rebelaram-se contra o Criador.

Este pecado inicial de desobediência, gerou a Queda do Homem, que resultou na morte espiritual, na ruptura de sua alma com Deus, o que mais tarde trouxe também sua morte física.

Sendo Adão o representante de toda a humanidade, todos caímos com ele e fomos afetados pela mesma corrupção do pecado.

Tornamo-nos objetos da justa ira de Deus e a morte passou a todos os homens. Toda a humanidade herdou a culpa do pecado de Adão e por isso todos nascemos totalmente depravados, inclinados para o pecado, mortos espiritualmente.

A morte espiritual não quer dizer que o espírito humano esteja inativo, mas sim que o homem é culpado, temos um passado manchado, corrupto, possuímos uma natureza declinada, má.

A depravação total quer dizer que os homens são extensivamente maus, todo o nosso ser, intelecto, emoções e vontade estão corrompidos pelo pecado.

A depravação total demonstra uma inabilidade do homem, total para restaurar o relacionamento com seu Criador. Por causa da depravação, o homem natural, por si mesmo, é totalmente incapaz de crer verdadeiramente em Deus, como o Senhor.

O pecador está morto, cego e surdo para as coisas espirituais. Desde a Queda o homem perdeu o seu livre-arbítrio e passou a ser escravo de sua natureza corrompida e por isso ele é incapaz de escolher o bem em questões espirituais.

A depravação total demonstra que o homem é incapaz de fazer algo que agrade a Deus, pois até mesmo suas escolhas tornam-se falhas, perante os olhos do Senhor.

Todas as falsas religiões são tentativas do homem de construir para si um deus que lhe agrade, seja propício.

Todas as tentativas acabam errando o alvo, pois o homem natural por si mesmo não quer buscar o verdadeiro Deus.

Devido ao estado de depravação do homem, se Deus não tomasse a iniciativa de salvá-lo, ele continuaria morto eternamente.

O homem natural sem o conhecimento de Deus jamais chegará a este conhecimento se Deus não ressuscitá-lo espiritualmente através de Jesus Cristo.

O homem natural somente conhece a Deus, porque Ele o chamou, iniciou em Deus, O Pai. É uma ação vinda do céu para a terra. Inicia com Deus, para o homem e nunca do homem para com Deus.

A maravilhosa graça alcança os seus, em Jesus Cristo, somos restaurados, redimidos, regenerados.

Em Cristo somos feitos discípulos, para a glória do Pai.

Que o Senhor nos abençoe, hoje e por toda a eternidade.

 

REFERÊNCIAS BÍBLICAS: Gn 2.17; Gn 6.5; Gn 8.21 / 1 Rs 8.46 / Jo 14.4 / Sl 51.5 / Sl 58.3 / Ec 7.20 Is 64.6 / Jr 4.22; Jr 9.5-6; Jr 13.23; Jr 17.9 / Jo 3.3; Jo 3.19; Jo 3.36;Jo 5.42; Jo 8.43,44 / Rm 3.10-11; Rm 5.12; Rm 7.18, 23; Rm 8.7 /1Co 2.14 / 2Co 4.4 / Ef 2.3 / Ef 4.18 / 2Tm 2.25-26 / 2Tm 3.2-4 / Tt 1.15

 

Rev. Cristiam Matos

Missões

O Senhor Jesus Cristo, depois de sua ressurreição e antes de subir aos céus, conversou com seus discípulos e lhes disse de forma bem clara, sobre o que eles deveriam fazer.

O Evangelho Segundo Mateus 28.18-20, destaca a responsabilidade da Igreja.

A responsabilidade da Igreja de Jesus Cristo, é destacar que Jesus, somente Ele, tem toda autoridade no céu e na terra. O próprio Jesus Cristo diz: “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra.” 

A autoridade e o poder de Jesus, acalma a tempestade em alto mar, sobre as forças espirituais do mal, expulsando demônios de pessoas, sobre as enfermidades, cura todo tipo de doenças, sobre a própria morte, Ele venceu, para a glória do Pai.

Ele subiu aos céus e assentou-se à direita de Deus Pai, acima de todo principado e potestade, como Rei dos reis e Senhor dos senhores.

Jesus Cristo deixa uma Missão a seus discípulos, dividida em três partes, a saber, pregar, batizar e ensinar.

Essa é a missão da Igreja, de Jesus Cristo. Ela deve pregar a Palavra de Salvação, preparando novos discípulos de Jesus. Os novos discípulos devem ser batizados.

A Igreja tem como Missão, ensinar os novos discípulos a guardar todo o ensino de Jesus. A única forma de aprendemos e preparar novos discípulos, é com Jesus, a Igreja deve pregar a Palavra da Salvação em todos os lugares, batizar os discípulos de Jesus Cristo, ensinar os discípulos a andar segundo a vontade do Senhor.

Isso está muito claro nas palavras de Jesus: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado.”  

Devemos confiar na autoridade de Jesus enquanto cumprimos a Missão que Ele nos ordenou, somente em Jesus Cristo nos sentiremos seguros, guardados, protegidos. Ele acompanha sua Igreja enquanto cumpre sua Missão e propósito que o Senhor lhe conferiu.

Disse Jesus: “E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.”

A Missão que o Senhor nos confiou, possui toda autoridade no céu e na terra, Ele nos acompanha, caminha entre nós.

Quando a pregação da Palavra, fala da Salvação a quem quer que seja, Ele está ao nosso lado, quando a Igreja de Jesus Cristo, batiza os novos discípulos, Ele também está presente. E, enquanto a Igreja ensina os novos discípulos a andar conforme a vontade dEle, Ele também está junto.

A Missão confiada à Igreja de Jesus Cristo, é esta, pregar o Evangelho que Salva pecadores, batizar pecadores convertidos a Cristo e ensinar pecadores regenerados a andar com o Senhor!

A autoridade deixada para a Igreja de Jesus Cristo, é para cumprir sua Missão. Ela o faz na autoridade de Cristo!

Que grande segurança, e consolo a Igreja possui, Jesus Cristo possui toda autoridade no céu e na terra. Ele acompanha a Igreja dEle, enquanto ela cumpre a Missão que Ele mesmo ordenou!

Sejamos discípulos, instrumentos nas mãos do Senhor.

Louvado seja o Senhor!

Rev. Cristiam Matos

Adoração ao Senhor – João 4.23-24

Durante um período de crescente perseguição contra os cristãos, de crescente apostasia e disputas sobre a natureza de Jesus Cristo, o Apóstolo João registrou seu testemunho do Salvador. Por meio do ministério de Seu Filho, Jesus Cristo, conheceremos o Pai Celestial.

O relato de João ensina que aqueles que vivem de acordo com os ensinamentos de Jesus Cristo, receberam a maior bênção que pode existir, a vida eterna.

Não sabemos exatamente quando João escreveu esse livro. Estima-se que tenha sido escrito entre 60 d.C. e 100 d.C . Os antigos escritores cristãos do segundo século d.C. presumiram que João escreveu esse livro em Efésios na Ásia Menor, hoje a conhecemos como a Turquia.

Este livro fora escrito especificamente para os santos, ou seja, os cristãos. Ao dizer que a hora já chegou, João põe um fim às cerimônias com sacrifícios e declara que o tempo de reforma mencionado pelo apóstolo em Hebreus 9.10, já se cumpriu.

O templo, o sacerdócio e todas as cerimônias estão voltadas para louvar a Jesus Cristo, nosso Senhor. Com a morte de Jesus, o cordeiro perfeito, o sangue dEle nos purificou, foi derramado em favor de muitos. Não precisa de rituais, sacrifícios, ou qualquer outra coisa, pois Ele cumpriu cabalmente as exigências do Pai.

Deus não escolhe ser cultuado ou em Jerusalém, nos altares voltados para sacrifício, ou no monte Gerizim. O culto verdadeiro ao Senhor, consiste no espírito, cultua-lo em Verdade, na Verdade, pela Verdade. O tempo de adoração a Jesus Cristo já chegou, é agora, neste instante. O desejo de adorá-lo, com leitura da palavra, cânticos, orações é agora. Isso que mantem um cristão nos caminhos do Senhor.

Mas por que, e em que caso, o culto divino é chamado de espiritual?

O culto divino consiste no espírito porque ele nada mais é, do que a fé interior do coração que produz a oração, e em seguida a pureza da consciência e da renúncia, para que possamos ser dedicados à obediência a Deus como santos sacrifícios.

João relembra como os judeus adoravam ao Senhor, sob a lei. Deus é imutável, ele não aprovou desde o princípio do mundo qualquer outro culto além daquele que é espiritual e que se harmoniza com sua própria natureza.

O próprio Moisés, que declara em muitas passagens que a lei não tem outro objetivo senão que o povo se una a Deus com fé e uma consciência pura.

Os profetas quando atacam com severidade a hipocrisia do povo, porque pensavam que satisfaziam a Deus quando realizavam os sacrifícios e faziam uma exibição externa.

O culto divino sob a lei era espiritual, mas, estava envolvido por muitas cerimônias externas, que se assemelhavam a algo carnal e terreno. Por essa razão, Paulo chama as cerimônias carne e os elementos desprezíveis do mundo, conforme registro em Gálatas 4.9.

O autor da Epístola aos Hebreus diz que o santuário antigo, com seus acessórios, era terreno, registrado em Hebreus 9.1. Assim podemos com justiça dizer que o culto da lei era espiritual em sua substância, mas, com respeito a sua forma, era algo terreno e carnal.

Os judeus tinham muitas coisas em comum conosco, Deus, sempre quis ser cultuado pela fé, pela oração e pelas ações de graças, pureza de coração e inocência de vida.

Sob a lei, havia várias adições, de modo que o espírito e a verdade estavam obscurecidos, ocultos sob formas e sombras, enquanto que agora, que o véu do templo foi rasgado, nada está oculto nem obscuro.

Cristo aqui estabelece uma distinção óbvia entre nós e os judeus. Sejam quais forem os subterfúgios pelos quais os cristãos tentam escapar, é evidente que diferimos dos pais em nada mais do que na forma externa, porque, enquanto adoravam a Deus espiritualmente, eram obrigados a efetuar cerimônias que foram abolidas pela vinda de Cristo. Assim, todos quantos oprimem a Igreja com uma excessiva multidão de cerimônias, fazem o que está em seu poder com o intuito de privar a Igreja da presença de Cristo.

O culto não precisa de elementos que confundam a adoração ao Senhor, mas precisa, de Cristo para ser adorado. Todo o culto é voltado para a glória do Senhor, apontando nossa gratidão ao único que é digno de toda honra glória e louvor.

O espírito estava oculto pelas sombras da lei, não devemos fechar os olhos para corrupções tão grosseiras e deprimentes, não devemos ocultar a graça de Jesus Cristo, para atrair adoradores, pois a plenitude de alegria e regozijo encontramos no Senhor. Não se pode deixar que a norma estabelecida por Cristo seja violada.

Cristo reprova a obstinação de muitos, os judeus quando o evangelho se manifestou, pondo-se em defesa das cerimônias a que tanto se acostumaram, sabendo que o mundo jamais seria inteiramente livre das superstições, Ele, separa os adoradores devotos e íntegros, dos que eram falsos e hipócritas.

Os verdadeiros adoradores, adoraram a Deus em espírito e em verdade transparece claramente à luz do que já ficou expresso. Significa abandonar os emaranhamentos das antigas cerimônias e reter simplesmente o que é espiritual no culto divino, pois a verdade do culto divino consiste no espírito, e as cerimônias não passam de certo tipo de acessório.

Observe que verdade não é comparada com falsidade, mas com adição externa das figuras da lei, de modo que, para usar uma expressão comum, ela é a substância pura e simples do culto espiritual.

O culto ao Senhor é voltado apenas para a adoração a Jesus Cristo, ao nosso Salvador, não precisa de elementos estranhos, a não ser a adoração verdadeira e única, ao Salvador.

O culto divino, deve ser suficiente para restringir a libertinagem de nossa mente, ou seja, que Deus está tão longe ser como nós, que essas coisas que nos agradam tanto são objetos de sua repugnância e abominação. O risco de cegar-se é que seremos levados a soberba, neste sentido, não temeremos sujeitar Deus a nossa opinião, ou melhor, aos nossos desejos ilícitos. Assim não o adoraremos em espírito e em verdade, mas, seremos levados ao que é agradável segundo a carne.

Lembremo-nos de que devemos buscar em sua Palavra, pela qual somos governados. Cristo simplesmente declara aqui que seu Pai é de uma natureza espiritual, e por isso não se deixa mover por questões frívolas, como os homens, pela leviandade e instabilidade de seu caráter, costumam fazer.

Somos chamados para adorá-lo em espírito e em verdade, dedicar-nos ao Senhor. O culto deve voltar-se para o Senhor, agradar, adorar, glorificar, somente a Jesus Cristo. O culto não deve ser condicionando ao desejo de agradar aos ouvidos, mas, unicamente a Jesus Cristo.

A luz desta pastoral faremos três aplicações em nossas vidas.

  1. Sabemos que no período em que foi escrito este texto, era um momento de grande apostasia, perseguição aos cristãos. Existia templos que preservavam costumes, tradições, mas não estavam centrados em Jesus Cristo. Neste sentido o culto não precisa de elementos, nem de ser engessado. Mas precisa ser totalmente voltado para adoração a Cristo.
  2. Entendemos que tudo o que obscurece a Cristo Jesus, oculta a sua divindade, sua natureza, está longe de ser um culto em adoração Senhor. O culto não pode conter elementos de satisfação pessoal, mas precisa conter o desejo de olhar para Cristo. Cultuar a Jesus Cristo é voltar-se para Ele. O culto é para sua glória e não precisa de elementos sacrificatório.
  3. O que devemos fazer, ao saber que já chegou o momento de adorar a Deus, em espírito e em verdade, que os verdadeiros adoradores o adorarão em espírito e em verdade, pois assim é esses que o Pai quer que o adorem. Oremos, ao Senhor, para que sejamos verdadeiros adoradores, para a glória de seu Santo Nome.

 

Rev. Cristiam Matos

O que é Evangelho?

Não há uma ordem particular na qual a mensagem evangelística deva ser apresentada, e as palavras para explicar o evangelho não são especificamente prescritas nas Escrituras, mas há um núcleo essencial de informação a ser comunicado, e eventualmente ele deve ser agregado logicamente na mente do ouvinte.

A missão de Cristo, o Salvador, não faz sentido se colocada fora do problema do pecado do qual Ele veio tratar, e o pecado não faz sentido fora da percepção da majestade e da santidade do Criador a quem nós somos responsáveis.

Deus deseja que todos sejam santos e perfeitos, conforme registro em 1 Pedro 1.16, Mateus 5.48. A falha em harmonizar-se com o desígnio de Deus significa que uma pessoa é inaceitável a Ele. E ninguém se harmoniza: “todos pecaram”, Romanos 3.23; 1 João 1.8,10.

As consequências do pecado são a morte e o castigo, Gênesis 3.3; Romanos 6.23. Nem grande quantidade de esforços e nem plano de melhoria podem restaurar a inocência perante Deus.

Uma vez que os seres humanos são incapazes de se salvarem, como alguém poderá ser salvo?

Deus enviou seu Filho Jesus Cristo ao mundo para viver a vida perfeita, sem pecado, necessária para agradá-lo. Jesus viveu sem pecado. Como ser humano, Ele pôde identificar-se conosco e tornar-se nosso substituto.

Cristo morreu na cruz para sofrer a punição de Deus contra o pecado. Ele foi um substituto para aqueles que creem nEle, Romanos 5.12-21; 2 Coríntios 5.21.

Tendo cumprido sua missão, Jesus venceu o pecado e a morte na sua ressurreição e ascendeu à direita do Pai, onde Ele agora governa com toda a autoridade e poder.

Deus exige que todos respondam ao Evangelho com uma confissão do pecado e suas consequências, acompanhada pelo legítimo arrependimento, o desejo sincero de abandonar o pecado. A salvação é pela graça através da fé conforme o apostolo Paulo escreve sua carta aos Efésios 2.8-9.

Quando alguém confia em Cristo como Salvador, Deus perdoa e aceita essa pessoa como coberta completamente pela justiça do Cristo.

O crente torna-se um filho de Deus, e lhe é assegurada a vida eterna com Ele, João 3.16.*

Isto é o Evangelho!

Se algum pecador, qualquer que seja, deseja salvação da condenação eterna, precisa de Cristo em sua vida.

Só Jesus Cristo salva!

Louvado seja o nome do Senhor!

Rev. Cristiam Matos

* Extraído da Bíblia de Estudo de Genebra. São Paulo e Barueri, Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999, pág. 1560.