Armadura de Deus – Parte 4

Armadura de Deus - Parte 4

“Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade e vestindo-vos da couraça da justiça” – Ef 6.14

O primeiro registro bíblico sobre uma armadura está em  1Sm 17.38-39 e diz que ela pertencia ao rei Saul. A palavra hebraica usada é “mad med” que significa tecido grosso e espesso, algo bem entrelaçado e forte, parecido com um carpete. Como ela pertencia a Saul, um homem mais alto e robusto, Davi não tinha a devida mobilidade para andar, quanto mais para lutar. Nestes mesmos versos também aparece a couraça (shiryone), um artefato geralmente de couro batido e resistente, mas também poderia ser de metal. 

O apóstolo Paulo tem em mente a armadura romana, e a descreve como algo realmente capaz de oferecer proteção ao corpo do guerreiro e ao mesmo tempo lhe dar a mobilidade necessária para defender-se ou entrar em combate corporal com seu inimigo. Paulo exortou seus leitores para que recebessem esse presente dado por Deus e o usassem para se protegerem das investidas do inimigo de nossas almas. 

A primeira peça que ele se refere é uma espécie de cinta de tecido de algodão que tinha como função proteger o ventre e os lombos, e era colocada sobre a túnica. Ela era responsável por dar firmeza e sustentação para o corpo permanecer em pé. Podemos ilustrar com os competidores que levantam pesos que usam cintas de couro por cima do uniforme. Para o apóstolo, o que dá firmeza, equilíbrio e sustentação ao cristão é a verdade (Jo 14.6. Leia” É importante para entender o que Paulo queria dizer com “verdade”). 

Uma vez protegido o abdômen, a próxima peça da armadura é a couraça. No original grego a palavra é muito apropriada: tórax, e esta peça protege do pescoço até o umbigo (parte final das costelas), tanto na frente como nas costas e, portanto, é uma peça composta por duas partes. Para Paulo, o que dava proteção para as investidas do maligno era a justiça, não dos homens, mas sim a que procede de Deus. Desta forma o apóstolo oferece aos seus leitores a idéia de um soldado que luta sob o manto protetor da verdade e da justiça, seja qual for a circunstância que o soldado se encontre. 

Verdade e justiça deveriam fazer parte não apenas do vocabulário ou valores pessoais do cristão, mas sim do seu cotidiano; algo que ele usa com tanta freqüência que se torna parte intrínseca do seu ser e lhe traz grande alegria (1Co 13.6). 

Lutar sob a égide (proteção, amparo) da verdade e da justiça! Que grande privilégio o Senhor lhe concede.

Um bom e abençoado dia!

Rev. Joel 

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