A soma dos nossos dias.

Pastoral (1)

Dá-me a conhecer, SENHOR, o meu fim e qual a soma dos meus dias, para que eu reconheça a minha fragilidade” – Sl 39.4

 

Parece insanidade querer saber o dia da própria morte, mas é exatamente isto que o salmista está pedindo ao Senhor. Ele queria saber quanto tempo ainda lhe restava para, de alguma forma, chegar ao conhecimento de algo maior, mais profundo, mais intenso. 

O que você faria se tivesse este conhecimento? Se Deus revelasse a “soma dos seus dias”, em que isto o beneficiaria? Pecadores não transformados estariam propensos a fazer grandes festas, contrair imensas dívidas e vivem nababescamente seus últimos dias; já os redimidos se dedicariam em valorizar o tempo com seus entes queridos e a ajudar o próximo, bem como a colocarem em ordem a sua casa de tal maneira que nada ficasse inacabado ou por dizer. 

A reflexão sobre a soma dos seus dias levou o salmista à compreensão que a vida é tão “rápida” neste mundo, e por isto comparou o tempo restante ao comprimento de alguns palmos, e a validade do prazo como algo “curto” demais; além disto, a sensação de firmeza e longevidade considerou como “pura vaidade” (v.5) e os bens adquiridos como propriedades que serão dissipadas sem seu conhecimento e consentimento. (v.6).

É assustador refletir sobre o tempo que nos resta. Provavelmente é por isto que as pessoas de um modo geral não pensam a este respeito – principalmente porque uma parcela significativa da humanidade não sabe para onde irá após a morte. Não fazem perguntas para não ouvirem respostas que não desejam…

O salmista não sofria deste mal. No verso 7 ele deixa claro que toda a sua esperança estava depositada no Senhor, e no verso 12 suplica ao Todo Poderoso que ouça suas preces, veja suas lágrimas e considere sua condição de forasteiro e peregrino neste mundo. O verso 13 revela que o salmista desejava que Deus desviasse dele o olhar; este olhar a que se refere diz respeito ao olhar de juiz, de quem vê o íntimo do coração e perscruta os recônditos mais escuros da alma. O olhar de juiz o salmista queria que lhe fosse desviado, porém desejava ardentemente o olhar misericordioso, aquele que oferece alento, que renova as forças, que dá esperança para que seus dias neste mundo fossem úteis antes que viessem a acabar. 

É fato que Deus determinou para cada pessoa um tempo definido (Sl 139.16; Jó 14.1-6), e isto significa que eu e você também estamos com nossos dias contados. A grande pergunta é: o que você tem feito com o tempo que Deus lhe concede?

Um bom e abençoado dia!

Rev. Joel 

 

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