A mulher de Ló.

Pastoral (5)

“Lembrai-vos da mulher de Ló” – Lc 17.32

 

Existem muitas mulheres ilustres na Bíblia que são completamente desconhecidas. Suas histórias são narradas, mas seus nomes não foram registrados para a posteridade apesar de seus feitos. A mulher de Ló é mais uma delas.

Sua história está atrelada à do seu esposo, o sobrinho de Abrão, que acompanhou primeiramente ao pai de Abrão – Tera – que saiu de Ur dos caldeus para ir à terra de Canaã, mas que pararam em Harã e ali ficaram (Gn 11.31). Passado um tempo, Deus falou com Abrão e lhe ordenou que continuasse a jornada iniciada, e Ló o seguiu (Gn 12.5). Ao chegarem no Neguebe (parte sul de Canaã próxima ao mar morto) encontraram fome naquela região e desceram para o Egito (Gn 12.10) e de lá Abrão e os seus foram praticamente expulsos por enganarem a Faraó (Gn 12.20). De volta ao Neguebe houve contenda entre os pastores de Abrão e os de Ló, pois ambos eram homens de muitas posses (Gn 13.6). Desta querela resultou a saída de Ló que escolheu a campina do Jordão para o Oriente até as portas de Sodoma e por lá se estabeleceu (Gn 13.12). Por causa do grande pecado de Sodoma, Deus se dispôs a destruí-la, porém Ló e sua família acharam graça aos seus olhos (Gn 19.15-16). Havia uma ordenança que deveriam observar: Não olhar para trás em momento algum. A mulher de Ló desobedeceu e converteu-se numa estátua de sal tornando-se assim um exemplo de desobediência e justo castigo (Gn 19.26). 

Jesus faz referência a esta mulher dentro de uma mensagem a respeito do juízo iminente de Deus quando da chegada definitiva e derradeira do reino de Deus. Neste dia de juízo não haverá tempo para olhar para trás, não haverá a mínima possibilidade de salvação para quem não for um dos escolhidos de Deus. Apesar de Jesus exemplificar sobre duas pessoas que estarão lado a lado, mas somente uma será levada, isto não significa que haverá 50% de chance ou que metade irão para o céu e a outra para o inferno (Lc 17.34-36). Quando este dia chegará? O apóstolo Paulo diz que ele virá como o ladrão, sem aviso e sem hora marcada (1Ts 5.2) e Pedro diz que será um espetáculo terrível (2.Pe 3.10). 

Jesus fala que o dia virá – já está definido – e que assim como Deus teve misericórdia de Ló e sua família ele também tem misericórdia de nós hoje; assim como os anjos os tomaram pelas mãos e os arrastaram para fora da cidade (Gn 19.16), assim o evangelho nos alcançou para que seguíssemos em frente, sem olhar para trás ou esboçar qualquer tentativa de estabelecer as raízes neste mundo, pois quem olha para trás não é digno do reino (Mt 9.62). 

Não se esqueça da mulher de Ló e o destino que ela teve por não atender à ordem de Deus. 

Um bom e abençoado dia!

Rev. Joel 

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