A dívida existente

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Vivemos um momento de crise mundial. Milhares de pessoas perderam seus empregos, suas empresas, seu “ganha-pão”. Como efeito direto, quem não recebe não tem como pagar suas dívidas, e assim elas vão se acumulando desesperadoramente. Infelizmente alguns, não vendo a menor possibilidade de quitar seus compromissos, colocam fim em suas existências como se isto, de fato, pudesse quitar suas dívidas; mas não acontece como desejam, apenas ela é repassada para os que ficam, pois a justiça humana diz que toda a dívida contraída deve ser quitada e que para isto está aberta às negociações como: parcelamentos, descontos, isenções de juros, refinanciamentos, etc., mas em hipótese alguma a dívida será perdoada. 

Assim como na vida material, na espiritual também contraímos dívidas diante de Deus; e como na justiça humana, nenhuma dívida deixará de ser devidamente quitada. Esta dívida chama-se “pecado” e se refere a todas as vezes que não alcançamos o alvo proposto pelo Senhor para nossa existência. Não importa se os cometemos por palavras, atos, pensamentos ou omissões, e nem mesmo se são conscientes ou inconscientes (pecados ocultos – aqueles que não sabemos que cometemos, mas que Deus sabe – Sl 90.8); o fato é que nossa dívida se torna cada vez maior a cada dia que passa, e ela é intransferível. Esta justiça de Deus exige que toda a dívida seja quitada, e ninguém tem capacidade para fazer isto por mais piedoso que seja, mais religioso que se imagine, mais devoto que pareça, mais bondoso que se apresente; não existem penitências eficientes, orações competentes, rituais purificantes, boas obras suficientes para quitar ou mesmo diminuir esta dívida. Aos olhos da justiça divina somente a morte eterna do devedor é aceitável (Ez 18.4; Rm 6.23).

Precisamos nos lembrar constantemente que o amor de Deus e a sua misericórdia não são maiores do que sua justiça. Nenhuma dívida será considerada quitada se não houver o devido pagamento. Por isto Deus enviou seu Filho para remir a dívida daqueles a quem ele escolheu. Remir é pagar a dívida em lugar de outrem, e Jesus é o único capaz de quitar integralmente através de seu sacrifício vicário na cruz. Somente seu sangue tem poder para purificar, perdoar e justificar a dívida diante de Deus. Ele reconhece que a dívida existe e sabe que não há como o ser humano pagá-la – por isto ele a pagou em nosso lugar. O apóstolo Paulo assim se expressou a este respeito: “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus” – 2Co 5.21. Desta forma, quando Deus olha para nós através do sacrifício de Jesus ele vê pecadores justificados, cuja dívida foi quitada plenamente na cruz e que não haverá mais nada a ser cobrado futuramente (1Pe 3.18).

Sei que não é fácil dormir quando se tem consciência das dívidas contraídas e da incapacidade em pagá-las. Ter dívidas é um fardo pesado que atormenta de dia e de noite, e enquanto não se dá um provimento adequado não há paz de espírito.

A dívida do pecado funciona da mesma forma; mas para esta existe uma solução: Jesus. Somente o sangue de Cristo tem poder para quitar sua dívida. Coloque-se diante dele em oração, confesse que é um pecador e que carece da sua graça; confie na sua misericórdia e aceite o fato de que sua dívida foi integralmente paga na cruz. Isto feito, entenda que a quitação gerou outra dívida diante de Deus para você: a de ser grato por seu imenso amor.

Um bom e abençoado dia!

Rev. Joel 

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